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Direito Processual Civil

Data: 28/04/2021

Interdito Proibitório (Art. 567)

Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse
poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado
proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito.

O interdito Proibitório é o interdito para prevenir que ocorra a turbação ou esbulio diante de
um justo receio que vá afetar a posse. Porem se ela já aconteceu não faz sentido usar o
Interdito Proibitório, em caso de transgressão aplica-se multa. Nas demais situações aplica-se
o que está na seção do código processual civil “Seção II Da Manutenção e da Reintegração de
Posse”.

Fim das ações Possessórios

CAPÍTULO IV DA AÇÃO DE DIVISÃO E DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES

Tem-se duas ações

Art. 569. Cabe:

I - ao proprietário a ação de demarcação, para obrigar o seu confinante a estremar os


respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados;

II - ao condômino a ação de divisão, para obrigar os demais consortes a estremar os


quinhões (uma parte).

Quem nunca ouso falar meu vizinho fez um muro e está me invadindo, você pode ter
problemas com os limites do seu bem móvel, imagina uma casa, então você tem a parte da
frente do imóvel as laterais e o fundo do terreno, por isso quando você tem um registro de
imóvel mostra que você tem um lote ou um terreno que fazem parte de uma quadra, e é por
isso que faz o mapeamento também para esgotamento e também. Então o que ocorre? As
vezes não consenso, e a outra parte não quer fazer a demarcação e é direito de seus
confinantes (divisa). É com essa ação que demarcamos novos limites, e ao fizer pode ser que
encontremos alguns vizinhos conflitantes, nesta ação são chamados todos conflitantes para
que possa fazer uma verídica demarcação.

Ação de Divisão

Caso 1: Vamos imaginar que tem um lote 1.000 m2 e vamos também imaginar que o Max e o
Eros tenham comprado este lote, então eles são coproprietários ou condôminos deste lote.
Aonde esta a parte do Eros ou do Max? Não está demarcado. Porem Max decide que quer seu
quinhão do lote e Eros quer o mesmo. A divisão com um querendo já é possível, e nem sempre
é 50% 50%, pode ser que alguém fique com mais e outro com menos.

Caso 2: Cada município estabelece quantos m2 tem que ter um lote, supomos que o limite seja
500 m2, e o lote de Eros e Max é de 500 m2 e querem dividir, neste caso não sera possivel
dividir, pois a ação de divisão é naquilo que é comum a mais de uma pessoa, e só ocorre esta
divisão se for possível dividir.
Então essas são as ações de demarcação e divisão.

Art. 570. É lícita a cumulação dessas ações, caso em que deverá processar-se primeiramente
a demarcação total ou parcial da coisa comum, citando-se os confinantes e os condôminos.

Ou seja você pode entrar com ambas as ações, não precisando entrar com uma ação primeiro
e depois a outra, porem a demarcação sempre será feito primeiro.

Os próximos artigos mostram como o perito deve trabalhar para dividir, não tendo uma
interpretação pro cada dispositivo.

Obs: Não confunda prédio com edifício, um terreno com uma casa é um prédio, um terreno
com um edifício é um prédio.

CAPÍTULO V DA AÇÃO DE DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE

A dissolução parcial de sociedade não existia no código passado, quando você faz uma
sociedade, são as pessoas que se reúnem para constituir uma sociedade, porem pode ser que
seja necessário dissolver uma sociedade por vários motivos e causas, então Max e Eros
chamaram Daniel e formaram uma empresa e após 5 anos decidiram dissolve-la, está então é
dissolução completa. Porem a dissolução parcial da sociedade diz que tal sociedade não vai se
dissolver mas sim se resolver, ou seja retirando ou sendo excluído ou falecendo ele deixara de
ser sócios em relação aos outros sócios, como ele deixara de ser sócio dos outros sócios, ele
deixara de pertencer a esta sociedade, porem a sociedade continuará a existir, sendo portanto
uma dissolução parcial da sociedade deste sócio. Então a sociedade quando é dissolução total,
deixa de ter sociedade destes sócios como a empresa irá parar de existir, cessando a PJ, porem
na dissolução parcial dissolve só a sociedade de um sócio em relação aos outros, e a empresa e
a PJ continua a existir. CPC 39 (ARTS 655 A 674) liquidação da sociedade, em 73 vem um novo
código revogando o código de 39 entretanto nas disposições gerais e transitórias de 39, porem
o 79 manteve alguns das suas disposições, art. 1.218, inciso VII, do CPC/73 ´

“Art. 1.218. Continuam em vigor até serem incorporados nas leis especiais os procedimentos
regulados pelo Decreto-lei nº 1.608, de 18 de setembro de 1939, concernentes:

Vll - à dissolução e liquidação das sociedades (arts. 655 a 674);”

Na vigência do código 73 até o código de 2015 não houve uma lei de dissolução de sociedade

E ai o que ocorre? Veio então o CPC de 2015, regulando a dissolução parcial da sociedade em
seus artigos 599/609, agora o código de CPC diz assim:

Art. 1.046. Ao entrar em vigor este Código, suas disposições se aplicarão desde logo aos
processos pendentes, ficando revogada a Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973.

§ 3º Os processos mencionados no art. 1.218 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 , cujo


procedimento ainda não tenha sido incorporado por lei submetem-se ao procedimento
comum previsto neste Código.

Então com esse artigo quer dizer que a liquidação total da sociedade vai passar pelo
procedimento comum, pois ainda não foi incorporado pelo código novo. Então se alguém
quiser fazer dissolução total ira transitar pelo procedimento comum porem se for parcial sera
procedimento especial.

Art. 599. A ação de dissolução parcial de sociedade pode ter por objeto:

I - a resolução da sociedade empresária contratual ou simples em relação ao sócio falecido,


excluído ou que exerceu o direito de retirada ou recesso; e

Retirada aqui significa retirada imotivada ou seja o sócio tem direito de sair sem apresentar
motivo algum, ou o recesso, o recesso é a retirada motivada dependendo portanto da
comprovação do motivo para a retirada.

II - a apuração dos haveres do sócio falecido, excluído ou que exerceu o direito de retirada ou
recesso; ou

Eu posso entrar em juízo pedindo a dissolução parcial da sociedade seja por falecimento
exclusão e direito de retirada e recesso cumulada pela resolução ou a apuração de haveres.

Primeira Hipótese (inciso primeiro cumulado com o segundo): Direito daquele sócio de sair,
que no caso é motivada e a sociedade se recusa, então se ele quer sair ele quer a apuração dos
seus haveres quanto sócio e sair da sociedade, por isso que ele faz uma dissolução parcial de
sociedade cumulada pela apuração dos haveres.

Segunda Hipótese: Ou a empresa já te deu seus haveres porem não te tirou da empresa então
pedira a “III - somente a resolução...”, ou eles já te tiraram mas não deram seus haveres sendo
portanto a outra parte do inciso III “...ou a apuração de haveres.”

“Haveres é o que você tem direito em razão da sua qualidade de sócio”

Art. 1.028. No caso de morte de sócio, liquidar-se-á sua quota, salvo:

I - se o contrato dispuser diferentemente;

II - se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade;

III - se, por acordo com os herdeiros, regular-se a substituição do sócio falecido.

Primeira Hipótese: fara liquidação se o contrato dispuser diferentemente seja por parcela (6
meses, 20 dias, semana a semana),

Segunda hipótese: Não vai ter apuração de haveres se um sócio morrer e os sócios
remanescentes dissolverem a sociedade.

Terceiro Hipótese: Com relação ao falecido o contrato social pode permitir que ele seja
substituído pelos seus sucessores ou por acordo com os sócios ocorrer esta substituição. Nem
sempre é possível substituir, pelo exemplo de sociedades de advogados um socio falecido
advogado, pois a pessoa que irá substituir ele tem de ser advogado

Art. 1.029. Além dos casos previstos na lei ou no contrato, qualquer sócio pode retirar-se da
sociedade; se de prazo indeterminado, mediante notificação aos demais sócios, com
antecedência mínima de sessenta dias; se de prazo determinado, provando judicialmente
justa causa.

Quando é além daquela retirada motivada ou não motivada ou aquela prevista em contrato e
o prazo sendo determinado ou indeterminado, se for indeterminado você pode fazer sem
motivação e notificar os demais sócios em uma antecedência mínima de 60 dias antes da
retirada.

Recesso:

Porem se de prazo determinado, você para sair você tem que provar judicialmente a justa
causa.

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