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EMPODERAMENTO DE MULHERES VULNERÁVEIS ATRAVÉS DA

EDUCAÇÃO EMOCIONAL

Marcos Alexandre de Melo Barros (marcos.ambarros@ufpe.br)


Maria Dalvaneide de Oliveira Araújo (dneide@gmail.com)
Fredson Murilo da Silva (fredmurilo18@hotmail.com)

Introdução

Ter a educação como um mecanismo de superação das adversidades sociais ainda é uma
crença para quem luta por um mundo melhor pois, parafraseando Paulo Freire, “se
educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda...”
(Freire, 2000).
Esse texto diz respeito a um estudo que estamos a desenvolver quanto às questões de
desigualdades de gênero, mais especificamente das mulheres, e a Educação de Jovens e
Adultos (EJA) como possível espaço de resistência através de uma educação humanística.
Investigando o desenvolvimento da educação emocional de um grupo de mulheres da
EJA no Município de Feira Nova, Pernambuco – Brasil, sob enfoque da conscientização
(Freire, 1921) e seu empoderamento através da inserção de metodologias ativas no seu
currículo.
Essa intervenção se justifica ao considerarmos que 57% dos estudantes matriculados na
EJA desta rede municipal são mulheres e, segundo pesquisa realizada no município,
grande parte dos alunos dessa modalidade são considerados jovens infratores e estudantes
fora de faixa, que foram transferidos de sua turma/turno original. Essa realidade torna
possível inferir o quanto o desenvolvimento da educação emocional pode contribuir para
um processo educativo e ético nesses sujeitos de direito.
Utilizando como estratégia as metodologias ativas, por considerar o estudante como
centro do processo de ensino aprendizagem, pois estas apresentam-se como eficientes
para o desenvolvimento da educação emocional e, consequentemente, para o
empoderamento e a conscientização das mulheres participantes desse projeto.
Essa afirmação se alicerça em teóricos como Dewey (1950), Freire (2009), Rogers (1973)
e Novack (1999) que evidenciam que a educação bancária e tradicional não trazem
aprendizagem significativa para o/a estudante, portanto, se faz necessário centrar a
aprendizagem em quem aprende, tornando protagonista de seu aprendizado em uma
relação dialógica e motivadora.
Dessa forma, o presente artigo tem o objetivo de apresentar resultados parciais do referido
projeto de intervenção, objetivando contextualizar o tema, discorreremos a seguir como
se encontra o cenário da EJA no Brasil, em seguida tratamos do empoderamento do
gênero feminino e às metodologias ativas. No trajeto, apresentamos o percurso
metodológico que estamos aderindo, o momento atual do projeto e nossas breves
considerações.

Educação de Jovens e Adultos no Cenário Brasileiro

A educação e formação de pessoas adultas há décadas vem sendo objeto de pesquisas


tanto em Portugal como no Brasil. Através desses estudos, é possível identificar que duas
abordagens se destacam (Lopes, 2016): uma delas é a perspectiva funcionalista, na qual
o objetivo primeiro dessa educação diz respeito à qualificação de mão-de-obra adulta;
outra, é a abordagem humanista democrática onde os valores sociais, as relações
interpessoais e a construção da cidadania são princípios norteadores. Segundo Lopes
(2016), podemos caracterizar a primeira abordagem como o aprender fazendo e a
segunda, como o aprender vivendo.
As abordagens e teorias freirianas ainda muito têm a contribuir na atualidade para a
educação de adultos. A conscientização é o conceito central das ideias de Paulo Freire,
pois, a “educação como prática da liberdade é um ato de conhecimento, uma aproximação
crítica da realidade” (Freire, 1979, p. 15).
A jornada histórica dos movimentos em prol da erradicação do analfabetismo no Brasil
tem sido marcados por avanços e retrocessos. Quanto aos docentes, encontramos no ano
de 2018 um total de 244.799mil professores(as) que atuam nesta modalidade, dos quais
59,9% desses estão atuando em uma única instituição de ensino, 31,7% atuam em 02
instituições de ensino e 13,4% atuam em 03 ou mais instituição. Esses dados tornam-se
relevante quando pensamos no aspecto da valorização do magistério, pois ao ter que
trabalhar em mais de uma instituição de ensino, o docente tem dificuldade em focar suas
atividades em um único projeto pedagógico.
Especificamente no Brasil, a formação do educador de adultos até o ano de 2018 vinha
sendo debatida tanto nas Reuniões Científicas da Associação Nacional de Pós-Graduação
e Pesquisa em Educação (ANPED), como em fóruns estaduais, regionais e em encontros
nacionais, a exemplo os ENEJAS – Encontros Nacionais sobre Educação de Jovens e
Adultos e os EREJAS – Encontros Regionais sobre Educação de Jovens e Adultos. Esses
movimentos vinham incentivando os docentes, educadores de adultos, a desenvolverem
pesquisas sobre sua prática e a ressignificar a mesma. Esse processo de docência e
pesquisa encontrava-se alicerçado em Freire (2015) que afirma "...toda docência implica
pesquisa e toda pesquisa implica docência. Não há docência verdadeira em cujo processo
não se encontra a pesquisa como pergunta, como indagação, como curiosidade,
criatividade, assim como não há pesquisa em cujo andamento necessariamente não se
aprenda porque se conhece” (p. 210).
Este ano, 2019, o Brasil vivencia uma mudança política que traz em seu bojo, grandes
rupturas, não podendo ainda afirmar qual será a política voltada para Educação de Jovens
e Adultos. O que temos até o presente momento, é a extinção da Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) órgão que era responsável
pela modalidade da EJA, da Educação do Campo e da Educação nas Prisões, cujos
sujeitos, frequentemente, são também estudantes da EJA. Essa secretaria foi substituída
pelas Secretaria de Alfabetização e a Secretaria de Modalidades Especializadas da
Educação. No entanto, no Decreto de Instituição dessas secretarias. não há descrita
nenhuma diretoria específica dedicada à modalidade da EJA.
Reforçando esse cenário, também foi extinta no início de abril por um Decreto Federal, a
Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (CNAEJA), que
tinha o papel de reunir os representantes dos movimentos sociais e da sociedade civil,
com o objetivo de assessorar a política de EJA no MEC, este Decreto alterou o Sistema
Nacional de Participação Social.

As Metodologias Ativas no Empoderamento do Gênero Feminino

É notório que não é possível desenvolver esse processo formativo através de uma
educação tradicional, ou seja, uma educação bancária segundo Paulo Freire, na qual os
alunos apenas são receptores do conhecimento trazido pelo professor. Faz-se necessário
uma inovação pedagógica (Filatro, 2008), onde o estudante possa ser visto como
protagonista do seu conhecimento, onde a aprendizagem do aluno seja o fator sine quo
non para se falar num verdadeiro ato educativo.
Quanto à inovação pedagógica, ressaltamos que em 2018, a KnowledgeWorks lançou o
documento “Educação 5.0 Navegando pelo futuro da aprendizagem”, onde explorou
cinco impulsionadores da mudança que impactarão o aprendizado na próxima década e o
significado desses impulsionadores para a educação. A grande mudança de paradigma
está na premência da escola não mais se concentrar nas necessidades da instituição,
passando a centrar-se nos alunos, procurando criar um ambiente que favoreça o
desenvolvimento das habilidades socioemocionais, para que possam fazer conexões
significativas entre o que estão aprendendo e o contexto social/mundial em que vivem.
Por conseguinte, olhar para dentro do ser humano, parece ser a sustentação dos novos
direcionamentos de ensino, podendo isso ocorrer com apoio dos recursos tecnológicos
(Araújo e Barros, 2019).
Dentro da educação de adultos com metodologias ativas, propomos aqui colocar nossa
lente de aumento na questão de gênero, concretamente nas especificidades que as
aprendizagens associadas à feminilidade aos valores considerado próprios do mundo das
mulheres. Nossa compreensão de gênero entende-o como construto social que interfere
no cotidiano e está presente nas escolas de todos os níveis educacionais, bem como nas
instituições que atuam na educação não formal. Essa realidade molda a cultura e promove
a distribuição desigual de poder entre homens e mulheres em vários domínios da vida em
sociedade (Ostrouch e Vieira, 2016).
Consequentemente, parece ficar clara a necessidade da educação ocupar-se de maneira
específica quanto às questões de gênero, visando combater as desigualdades daí
decorrentes ou qualquer outro tipo de discriminação. Ao abordarmos a educação de
adultos, percebemos a necessidade de colocar as lentes do gênero em seus profissionais,
pois, homens e mulheres podem não ancorar a aprendizagem da mesma forma, esses
vivem rodeados de mensagens sociais diferentes, mesmo quando residem na mesma casa
e pertencem à mesma família, a sociedade tende a vê-los de forma desigual.
Pelo exposto, aferimos a necessidade da formação de adultos contemplar a educação
emocional para como processo de autoconhecimento, conhecimento do outro e projeção
no seu tempo e espaço.
Nesse contexto, concordamos que “deve, pois, haver um compromisso ético de usar a
educação, entendida em sentido lato, como o recurso mais poderoso para a construção de
um futuro comum, sendo que a transformação social exige responsabilidade individual”
(Ferro, Nunes e Vieira, 2017, p. 701). Afinal, a sociedade é composta por indivíduos, e
só é possível uma sociedade ética quando habitada por sujeitos éticos. Para que possamos
viver de forma ética, faz-se necessário superarmos nossa incoerência própria, a que Freire
(2015) chamou desnudamento contraditório (p. 255). Acreditamos que isso seja possível
através do autoconhecimento, pois, se conhecer é reconhecer nossos limites e
potencialidades e, de forma humilde, entender que é possível incorrer na incoerência, mas
também, dela sair, afinal “... o oprimido introjeta o opressor que passa a viver nele. Daí a
ambiguidade do oprimido, que é ele e o opressor dentro dele” (p. 255).
Há um hiato nessa relação entre educação e poder econômico, que pressupõe a
possibilidade do desenvolvimento de uma educação emocional a partir de uma educação
humana integral. Esse entendimento é compartilhado por diversos autores que estudam a
educação a partir da perspectiva da formação humana (Larrosa, 2016; Gallo, 2008;
Freitas, 2013; Foucault, 2010; Dias, 2011; Montenegro, 2017). Delors nos chama a
atenção para o importante papel que a educação tem em desenvolver pessoas e sociedades
de forma contínua,

...não como um remédio milagroso, menos ainda como um “abre-te sésamo” de um


mundo que tivesse realizado todos os seus ideais, mas como uma via – certamente,
entre outros caminhos, embora mais eficaz – a serviço de um desenvolvimento humano
mais harmonioso e autêntico, de modo a contribuir para a diminuição da pobreza, da
exclusão social, das incompreensões, das opressões, das guerras... (2003, p. 11)

Isso porque, segundo o mesmo autor, “a educação é também uma declaração de amor à
infância e à juventude”(Op. cit.). E como todo processo amoroso baseia-se na perspectiva
da (re)construção e não na destruição. Neste entendimento, a educação das mulheres
participantes da Educação de Jovens e Adultos pode ser um caminho para a (re)construção
da sua humanidade, isso, quando vivenciada não como acúmulo de conteúdo, mas tendo
a educação como meio de oportunizar o desenvolvimento da consciência de si, fazendo
surgir nessas mulheres, a capacidade de se autoconhecerem, descobrirem seus potenciais
e saber lidar com suas possíveis fragilidades.

Percurso Metodológico

Esse projeto consiste numa investigação-ação participativa, portanto, está alicerçado


numa abordagem qualitativa.
A pesquisa-ação, entendida sob a perspectiva emancipadora, é um exercício ético que traz
para o debate da investigação a realidade social da práxis e das ações do sujeito (Franco,
2005).
Assim, podemos afirmar que a pesquisa-ação é aquela que tem o foco na realidade
vivenciada pelos participantes, mas, não apenas para descrever e/ou caracterizar e
analisar, mas sim para trazer contribuições na transformação dessa realidade e das pessoas
envolvidas. Amado e Cardoso (2017) ratificam a não passividade da natureza e da
utilidade desta estratégia de investigação, o que faz necessário a concepção de uma
relação dialética entre os dois momentos que não se confundem, mas se alimentam
mutuamente.
Essa é desenvolvida de forma participativa entre os pesquisadores e participantes,
havendo trocas de experiências e conhecimentos entre os pesquisadores com seu
conhecimento especializado e os participantes com seu conhecimento local, construindo
uma sinergia, caracterizando-se assim, como uma modalidade de investigação-na/pela-
ação segundo Esteves (1986).
Como lócus de pesquisa, optamos por uma escola da Rede Municipal de Ensino da Cidade
de Feira Nova, agreste de Pernambuco. O município possui 10 escolas e 01 creche, conta
com 153 professores e em 2019 matriculou 3.227 alunos, dos quais 163 são alunos da
EJA e desses, 70 são mulheres.
A partir de 2017, o município, através do grupo de pesquisa e extensão “Laboratório de
Pesquisa e Prática - Educação, Metodologias e Tecnologias” - (EDUCAT) da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vem desenvolvendo um Projeto de
“Imersão Docente: Intercâmbio da Academia à Experiência em Sala de Aula, Feira Nova
– PE”. Esse projeto levou o Município a receber o Prêmio Desafio Município Inovador
promovido pela Escola de Inovação e Políticas Públicas (EIPP) da Fundação Joaquim
Nabuco (Fundaj/MEC).
No âmbito deste projeto, em 2017/2018, essa pesquisadora realizou oficinas com
docentes da Rede Municipal de Feira Nova, com título: “O Cuidado de Si como estratégia
para o Bem Estar Docente”. No início, foi realizada uma coreografia institucional
(Padilha et al: 2010) onde identificamos a existência de conflitos em praticamente todas
as escolas do município. Aliada a esse fato, o número de professores com alto nível de
stresse segundo os profissionais de educação, era bastante elevado.
Ainda no interior desse projeto, percebemos que o momento é de atuarmos com as
mulheres alunas da EJA, intervenção que se justifica ao considerarmos que 57% dos
estudantes matriculados na EJA são mulheres e, segundo a coreografia institucional
realizada no âmbito do projeto, grande parte dos alunos dessa modalidade são
considerados jovens infratores e estudantes fora de faixa, que foram transferidos de sua
turma/turno original.
Mesmo sem ter sido feito um diagnóstico com essas estudantes, é possível inferir o quanto
o desenvolvimento da educação emocional pode contribuir para um processo educativo e
ético nesses sujeitos de direito, sempre com recursos a metodologias ativas que as
colocam no centro da intervenção.
Por isso, apresentamos as metodologias ativas como estratégias do desenvolvimento da
educação emocional no grupo de mulheres da EJA no Município de Feira Nova,
Pernambuco-Brasil.
Na perspectiva de dar organicidade, a pesquisa foi dividida em 4 (quatro) etapas : (1)
sensibilização, (2) diagnóstico, (3) primeira fase das oficinas e (4) segunda fase das
oficinas.
Momento Atual do Projeto

Neste momento, estamos entre à primeira e segunda etapa do projeto, sentimos à


necessidade, dentro das ações do programa Residência Docente, realizar à aplicação de
um questionário com todos os estudantes da EJA, tendo identificar o perfil dos mesmos
para que assim, possamos passar para à atapa das entrevistas de maneira mas consciente
do perfil de todos os estudantes, não apenas das mulheres. Essa ação tem relevância no
momento que precisamos desenhar uma intervenção paralela para os homens, sem que
esse processo interfira na agenda escolar.
Tivemos 61 respondentes, dos quais 38 mulheres e 23 homens. O questionário aplicado
teve como objetivo identificar quais as atividades e temas que despertam maior interesse
nos estudantes e identificamos que todos sugeriram atividades que fogem do tradicional,
o que ratifica a nossa opção pelas metodologias ativas. As atividades propostas foram:
show de talentos, concurso, jogos, brincadeiras, olimpíadas, feiras, culinária, festival,
atividades físicas, gincanas. Quanto aos temas, as respostas nos levaram à separar por três
categorias: Meio Ambiente, Saúde e Bem estar, Arte e Cultura e Vida Social.
Apresentamos à seguir as sugestões dentro de cada categoria.
(1) Categoria Meio Ambiente: desmatamento, aquecimento global, planeta terra
(2) Categoria Saúde e bem estar: higiene pessoal, sexo, doenças, corpo humano,
alimentos, anatomia, drogas
(3) Categoria Arte e cultura: Teatro, artes, música, cultura pernambucana
(4) Categoria Vida Social: Preconceito, Profissões, família
Nossa próxima ação dentro desse projeto, será à realização da palestra de sensibilização.
Esse momento ainda será com todos os estudantes. Acreditamos que assim estaremos
despertando a conscientização de toda comunidade escolar para à importância de estudo,
o que será um fator facilitador para as intervenções.

Breves considerações
À aprendizagem de adultos tem sido foco de investigações em vários países, é notório e
justificável à necessidade de entender melhor como se ocorre o processo de aprendizagem
na pessoa adulta. Ainda encontramos nesse bojo, as questões políticas que permeiam essa
modalidade de ensino. Mas, nesse cenário não podemos deixar de ressaltar as questões de
gênero feminino, isso porque, devido seu contexto histórico e social, as mulheres
vivenciam seu processo de aprendizagem em condições distintas que os homens.
Outra temática relevante para educação no momento, diz respeito à educação emocional.
No Brasil, podemos afirmar que todo interesse pelo assunto encontra-se estampado nas
competências gerais descrita na Base Nacional Comum Curricular - BNCC.
Nesse contexto, estamos desenvolvendo um projeto de intervenção no Município de Feira
Nova, agreste de Pernambuco/Brasil, visando desenvolver à educação emocional das
mulheres estudantes da EJA.
Esse projeto ainda em desenvolvimento, mas, o que garante sua conclusão, apesar de
todas as adversidades e rupturas que o Brasil está vivenciando, é o fato dele ser um
desdobramento de um projeto mais amplo chamado Projeto de “Imersão Docente:
Intercâmbio da Academia à Experiência em Sala de Aula, Feira Nova – PE”. Esse projeto
levou o Município a receber o Prêmio Desafio Município Inovador promovido pela
Escola de Inovação e Políticas Públicas (EIPP) da Fundação Joaquim Nabuco
(Fundaj/MEC). Ele é desenvolvido através do grupo de pesquisa e extensão “Laboratório
de Pesquisa e Prática - Educação, Metodologias e Tecnologias” - (EDUCAT) da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
As experiências vividas nesse projeto até o momento nos fizeram inferir que o percurso
para o desenvolvimento da educação emocional com as mulheres da EJA, passa pelo
caminho do uso das metodologias ativas, pois, já na nossa primeira ação diagnóstica,
ficou claro o desejo dessas mulheres de aprender através de temas e formas inovadoras.
Dessa forma, fica notório à relevância de se estimular projetos que envolvam à
aprendizagem das mulheres considerando seu autoconhecimento e conhecimento do
outro, através de uma ação pedagógica que as tenham como protagonista de seu próprio
aprendizado.
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