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PROJETO DE

PESQUISA
QUANTITATIVO
Leonço Alvaro Costa Filho
Finalidade do
projeto
Mostrar que o estudo tem
originalidade, viabilidade,
pertinência, coerência,
consistência e relevância.
Estrutura
do projeto de pesquisa

• Folha de rosto • Referências


• Sumário • Cronograma
• Introdução • TCLE
• Fundamentação • Orçamento
teórica • Anexos
• Método • Apêndices
1 INTRODUÇÃO

Definição e delimitação do tema


1.1 Justificativa: relevância social e
científica do estudo
1.2 Objetivos
1.2.1 Objetivos gerais
1.2.2 Objetivos específicos
2 FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA

Revisão da literatura e quadro conceitual do


estudo.
Pode ser feita com subtítulos.
Exemplo:
2.1 Pressupostos teóricos
2.2 Pesquisas sobre o tema
3 MÉTODO

Descrição do delineamento
3.1 Formulação do problema
3.1.1 Formulação de hipóteses
3.1.2 Identificação das variáveis
3.1.3 Definição operacional das variáveis
3 MÉTODO

• 3.2 Amostra: amostragem e sujeitos


• 3.3 Instrumentos
• 3.4 Procedimentos para a coleta de dados
• 3.5 Plano para a análise de dados
4 CRONOGRAMA

Previsão real do tempo de execução da


monografia, discriminando todas as
etapas e os períodos verdadeiros em que
se planeja desenvolver cada uma.
Cronograma 2005
• Etapas mar abr maio jun jul
• Revisão teórica x x x x x
• Coleta de dados x x
• Análise de dados x x
• Discussão x x
• Conclusão x
• Defesa da monografia x
5 TERMO DE CONSENTIMENTO
LIVRE E ESCLARECIDO

Documento que deve ser assinado por ambas


as partes em que o(a) pesquisador(a) se
compromete a cumprir as normas da ética na
pesquisa com seres humanos relativas a sigilo,
anonimato, confidência, respeito, privacidade
e compensação por danos.
6 ORÇAMENTO

Previsão de despesas pessoais e


materiais (de consumo e
permanente) para a execução da
pesquisa.
REFERÊNCIAS

Organizadas em rigorosa ordem


alfabética por palavra de chamada,
de acordo com ABNT - NBR 6023
(2002), incluindo todas as obras
citadas
BIBLIOGRAFIA
RECOMENDADA

• Obras que serão usadas no


prosseguimento do trabalho ou não,
mas que são pertinentes ao tema e que
eventualmente foram úteis na
elaboração do projeto
APÊNDICE(S)

Elemento complementar: Documentos


elaborados pelo(a) autor(a) que
complementam o trabalho, tais, como,
questionários fechados, testes, etc.
Quando em mais de um, são identificados
por letras maiúsculas do alfabeto.
Apêndice A, Apêndice B, etc.
ANEXOS

Elemento complementar: Documentos não


elaborados pelo(a) autor(a) que
complementam o trabalho, tais, como,
questionários fechados, testes, etc. Quando
em mais de um, são identificados por letras
maiúsculas do alfabeto. Anexo A, Anexo B,
etc.
Problemas em
pesquisa quantitativa

Os problemas cuja resposta é


afirmativa ou negativa, de
caráter explicativo ou que
buscam verificar relações de
causa e efeito são mais
adequados ao método
quantitativo.
Problema

Há relação entre exercício físico


e depressão?
Duas hipóteses afirmativas e
uma negativa
Hipóteses

• Exercício físico contribui para diminuir a


depressão.
• Exercício físico contribui para aumentar
a depressão.
• Exercício físico e depressão não estão
relacionados.
Hipóteses

•Mais exercício físico, menos


depressão.
•Mais exercício físico, mais
depressão.
•Não há relação entre exercício
físico e depressão.
Identificação das
variáveis

• Variável independente: exercício físico


• Variável dependente: depressão.
• Variáveis de controle: faixa etária, sexo,
profissão
Definição das
variáveis
Exercício físico: prática regular de um esporte
diariamente por uma hora ao menos
Depressão: será medida pelo BDI, sendo
considerada deprimida a pessoa que atingir o
nível alto de acordo com os escores desse
Inventário.
Níveis e tipos de
pesquisa
DELINEAMENTO
Níveis Conh. Objetivos Exemplo

Explo Como Hipóteses Estudo de caso


ratório Intuições

Descritivo O quê Característica Etnográfico


Pesquisa de
opinião

Explicativo Por Relações de Experimental


quê causa e efeito Quase-exp.
DELINEAMENTO
Delineamento ou “design” de uma
pesquisa é o seu planejamento, o modo
como foi projetado o estudo, os
procedimentos que foram empregados
para realização do estudo. “Em resumo, é
uma planta da pesquisa.” (KERLINGER, 1980,
p.105)
PESQUISA EXPLORATÓRIA
COMO ACONTECE
Desenvolver, esclarecer e modificar
conceitos e idéias, para formular
problemas e hipóteses de estudos
posteriores
ESTUDO EXPLORATÓRIO

Exemplos: verificar as reações de


alguns alunos à aplicação de um
novo método de estudo. Verificar
características sócio-econômicas de
um bairro da cidade
ESTUDO DESCRITIVO

Seu objetivo principal é descrever as


características de determinado
fenômeno ou estabelecer relações
entre variáveis
ESTUDO DESCRITIVO
Exemplos: estudos de opinião, pesquisas
demográficas, análise de documentos, perfis
ocupacionais, inventários de interesse, etc.
PESQUISA EXPLICATIVA
POR QUÊ ACONTECE

É o tipo mais complexo.


Procura explicar a razão, o porquê das
coisas, tecer relações de causa e efeito
entre as variáveis
ESTUDO EXPLICATIVO
ENQUETES

O objetivo é investigar possíveis relações


causa-efeito, através das consequências de
um fenômeno em amostras mais ou
menos grandes
ESTUDO EXPLICATIVO:
ENQUETES

Exemplo: Comparar as
características por sexo dos
pacientes de um hospital
psiquiátrico
ESTUDO EXPLICATIVO:
ENQUETES

Comparar semelhanças e diferenças entre


grupos, tais como: fumantes e não-fumantes,
delinqüentes e não-delinqüentes, alcoolistas e
não-alcoolistas, esportistas e sedentários,
hipertensos e normotensos, médicos
cirurgiões e clínicos
ESTUDO EXPLICATIVO:
EXPERIMENTOS

Ver relações de causa e efeito, submetendo


um ou mais grupos experimentais a um ou
mais tratamentos, comparando os resultados
com um ou mais grupos de controle que não
receberam o tratamento
ESTUDO EXPLICATIVO:
EXPERIMENTOS

Exemplos:
✓verificar a eficácia de dois métodos
de ensino em crianças de 1ª série
✓verificar a eficácia do reforço na
aprendizagem
EXPLICATIVO:
QUASE EXPERIMENTO

Aproxima-se das condições do


experimento em situações
reais que não permitem
controlar as variáveis
relevantes
EXPLICATIVO:
QUASE EXPERIMENTO

Exemplo: estudo da eficácia de dois


métodos de ensino aplicados em duas
turmas diferentes, sem designação
aleatória de grupos
EXPLICATIVO:
EX POST FACTO

É a pesquisa na qual a variável


independente já ocorreu e o
pesquisador parte do estudo
da dependente e tenta
chegar à independente
retroativamente
ESTUDO
EX POST FACTO

Exemplo: Investigação da influência


do nível sócio-econômico sobre a
aprendizagem escolar
SURVEY
Estuda grandes e pequenas populações
para descobrir a incidência relativa,
distribuição e inter-relação de variáveis.
Busca as características de uma
população
SURVEY

Exemplo: Verificar a relação entre


o status econômico do comprador
e o tipo de carro que adquire
Estudo longitudinal
Uma forma de estudar o desenvolvimento
humano é observar os mesmos indivíduos
repetidamente à medida que crescem,
isto é, estudá-los longitudinalmente.
Um dos mais longos e mais completos
estudos longitudinais já realizados,
começou em 1929 no Fels Institute, no
estado americano de Ohio.
Hipótese: uma grande quantidade de dados
acerca dos mesmos indivíduos, desde seu
nascimento através da maturidade, revelaria
o modo como o comportamento adulto se
faz a partir das características e experiências
da infância.
MÉTODO

Descrições detalhadas e classificações do


comportamento de centenas de crianças que
foram observadas em todos os contextos: lar,
escola e acampamento de férias. Aplicações
de testes de QI e entrevistas com os pais
Resultados
Após 30 anos de coleta de dados, os
pesquisadores procuraram estabelecer
padrões e relações a fim de entender a
natureza da evolução do
comportamento. Um dos achados
interessantes do estudo diz respeito a
mudanças de QI.
Aumento de QI na vida adulta
correlacionou com independência,
agressividade, iniciativa, capacidade de
solucionar problema, orientação para
ganhos futuros, competitividade, rivalidade
com irmãos, motivação para competição
acadêmica na infância.
Teriam essas diferenças de
personalidade entre aqueles cujo
QI aumentou e aqueles cujo QI
decresceu causado as diferenças
nas mudanças de QI?
Constatou-se que um número maior de
sujeitos cujo QI aumentou tinha sido
classificado como acima da média em
agressividade, iniciativa e competitividade,
antes dos 6 anos. Concluiu-se que esses traços
tinham tido um papel causal nas mudanças de
QI porque haviam precedido essas mudanças.
Portanto, a alta motivação para a
realização durante os anos pré-
escolares aparentemente estava
correlacionada com aumento de QI
durante os anos de escola
fundamental.
PESQUISA
EXPERIMENTAL
“O experimento científico é uma
das maiores invenções de todos os
tempos.” (KERLINGER, 1980, p.123)
É também a fonte mais segura de
conhecimentos e de compreensão
dos fenômenos naturais...”
(KERLINGER, 1980, p. 124).
Pergunta
Por quê Kerlinger (1980, p. 123-4) diz
que “o experimento científico é uma
das maiores invenções de todos os
tempos?”
Manipulando a variável
independente:

PESQUISA
EXPERIMENTAL
Ajudar
ou não ajudar
Um estudo experimental
de John Darley
e Bibb Latané (1968)
INTRODUÇÃO
Um dos acontecimentos que mais
influenciaram a história da psicologia e
da pesquisa psicológica foi um crime
policial ocorrido em New York em 1964
Precedentes
Kitty Genovese voltava para casa à noite
quando foi atacada por um homem com
uma faca. Gritou por socorro enquanto o
homem a esfaqueava repetidas vezes
Introdução

Uma pessoa gritou da janela para ele


largar a moça e o assaltante fugiu.
Mas, após alguns minutos, retornou e
continuou a agressão. A moça gritou
por socorro até morrer
Introdução

O ataque durara 35 minutos. De suas janelas,


38 pessoas assistiram o assassinato. Só um
casal chamou a polícia após meia hora de
ataque. Alegaram que haviam presumido que
outra pessoa já o tivesse feito...
Introdução
Se a polícia tivesse sido chamada mais cedo,
Kitty Genovese teria sobrevivido. Essa
tragédia fez aumentarem os estudos sobre
comportamento pró-social, aquele
comportamento que propicia conseqüências
sociais positivas
Construto teórico

Comportamento pró-social abrange


construtos como altruísmo, cooperação,
resistência à tentação e solidariedade
Justificativa

Darley e Latané planejaram uma


pesquisa experimental. Calcularam que
uma pessoa enfrenta na vida menos
que seis situações de emergência
Justificativa

Isso por um lado é bom, mas por


outro, é ruim porque torna a pessoa
menos capaz de reagir prontamente
em uma situação de perigo
Hipótese
Quanto maior o número de
pessoas que testemunha o
acontecimento, tanto menor a
disposição do indivíduo para agir
em ajuda
Hipótese

Princípio da difusão de
responsabilidade:
“Outra pessoa vai ajudar. Então, eu
não preciso fazer nada”
Método

Era necessário planejar uma


situação de emergência que
permitisse observar a reação das
pessoas que a assistissem
Método
Disseram aos participantes que
desejavam estudar como os
universitários se adaptavam à vida
competitiva da universidade.
Método
Deveriam discutir seus problemas com
outros alunos. Para não se
constrangerem, ficariam em salas
separadas, comunicando-se por
interfones
Método
Somente um aluno poderia falar de
cada vez. Cada um teria dois
minutos para falar e em seguida seu
microfone seria desligado
Método:
tratamento
experimental
Três grupos:
➢ 1º os sujeitos acreditavam que tinham
apenas um interlocutor
➢ 2º pensavam ter dois
➢ 3º acreditavam ter cinco
Método:
tratamento experimental

Tendo simulado que o tamanho


dos grupos era variado, os
pesquisadores precisavam criar
algum tipo de emergência
Método:
tratamento experimental

Imaginaram que um ataque


epiléptico bem realista seria
considerado emergência. Gravaram
uma fita em que alguém fingia ter
um ataque
Tratamento experimental

Os sujeitos começaram o “diálogo”


pelo interfone e, de repente,
ouviram a fita em que alguém
simulava um ataque bem realista
Método:
tratamento experimental

Os sujeitos tiveram quatro minutos


para reagir, após o que o
experimento foi encerrado.
O que aconteceu nos grupos?
Resultados
Demora em reagir foi maior quando
supunham haver outras pessoas no
grupo.
Grupo 1 - 1 min
Grupo 2 – 2 min
Grupo 3 - 3 min
Resultados

Todos os sujeitos do grupo 1


comunicaram que havia uma
emergência.
85% do grupo 2
60% do grupo 3
Conclusão
Como no caso da vida real de
Genovese, seria de se pensar que os
sujeitos eram apáticos,
desinteressados ou que não eram
solidários?
Conclusão
Todos relataram ter sentido imensa
ansiedade e desconforto e tinham
sinais visíveis de nervosismo
Conclusão
A diferença deveria estar, portanto, no
número de pessoas que cada sujeito
acreditava ser testemunha do ataque
Conclusão
Não é apenas a responsabilidade de
ajudar que é partilhada quando há
outras pessoas presentes, mas também
a culpa e a vergonha por não ajudar
Conclusão
Os efeitos negativos de não ajudar são
bem maiores se a pessoa está só.
O medo de fazer papel de tolo(a) é uma
razão da demora em ajudar
Referências
BRONFENNBRENNER, Urie. The ecology of
human development. Experiments by nature
and design. Cambridge: Harvard University
Press, 1979.
DARLEY, John M. LATANÉ, Bibb. Bystander
Intervention in emergencies: Diffusion of
Responsiblity. Journal of Personality and
Social Psychology, v. 8, p. 377-383, 1968.
Obediência à autoridade
Milgram realizou um estudo cujo
objetivo supostamente seria
testar memória e aprendizagem.
Duas pessoas participam da
pesquisa: o professor e o aluno.
Obediência à autoridade

O objetivo do estudo, diz Milgram para o


“professor”, é estudar os efeitos da punição na
aprendizagem.
O “aluno” está sentado em uma cadeira, tem
braços amarrados e um eletrodo no pulso.
Obediência à autoridade
O pesquisador diz ao aluno que ele
aprenderá uma lista de pares de palavras.
Se cometer um erro, levará um choque. O
professor observa tudo e é levado para a
sala onde há um gerador de choques.
Obediência à
autoridade
O painel de controle é impressionante.
Tem 30 chaves rotuladas de 15 a 450 volts
e etiquetas com rótulos de “choque leve”
e “perigo - choque violento”
Obediência à autoridade
O professor então recebe a ordem de
ensinar o aluno, lendo pares de palavras -
dia bonito; caixa azul, etc.
No teste, ele lê a palavra estímulo e quatro
respostas prováveis.
Obediência à autoridade

O aluno escolhe a resposta que acha


certa, apertando um botão. Se estiver
certo, o professor segue adiante. Se não,
aplica-lhe um choque. Os choques vão se
tornando cada vez mais fortes.
Obediência à autoridade

Perturbados com os gritos e súplicas


do aluno, os “professores” querem
interromper a “aula”, mas são
estimulados pelo pesquisador a
continuar até o fim do teste.
Obediência à autoridade

• “Por favor, continue.”


• “O experimento exige que você
continue.”
• “É essencial que você continue. ”
• “Não há outra escolha, você tem que
continuar.”
Obediência à autoridade

Os alunos reagem,
implorando que parem,
gemendo em altos brados e
finalmente caindo em um
silêncio de prostração.
Obediência à autoridade
A questão é: até onde os sujeitos irão?
Chegarão aos 450 volts? Ou se recusarão
a continuar a certa altura? Obedecerão
ou desobedecerão à autoridade?
Obediência à autoridade

Os resultados desafiam o senso comum


e violam a moralidade. A maioria dos
professores foi muito obediente e
aplicou muitos choques, inclusive, os
de voltagem máxima.
Obediência à autoridade

Se os resultados forem válidos, temos


aqui um fato muito perturbador: a
maioria das pessoas é capaz de ferir
cruelmente outras pessoas em
obediência a uma autoridade válida.
Obediência à autoridade

Na verdade, o “aluno” era um cúmplice


do pesquisador. Ele apenas simulava
que recebia os choques. Mas a questão
ética permanece, pois o “professor”
pensava estar provocando dor.
Repercussões

Estudos como esse, da década de 70,


levaram a que fosse revisado o código
de ética na pesquisa com seres
humanos nos EUA, que se tornou
muito mais rigoroso.
O apego mãe-bebê
Klaus e Kennel
Apego mãe-bebê
Objetivos: Investigar a importância dos
primeiros dias após o parto.
Averiguar padrões complexos,
específicos de espécie na interação
entre mães e bebês recém-nascidos
logo após o parto.
• Hipótese: O comportamento nas
díades é geralmente recíproco, inter-
relacionado.
• Amostra: 28 mães (27 negras e 1
branca), primíparas de baixo nível-
sócio econômico, 67% solteiras.
Delineamento
Grupo experimental

As mães ficaram com seus bebês


recém-nascidos despidos logo após o
parto por cerca de uma hora e por
várias horas diárias nos dias
seguintes.
Delineamento
Grupo de controle

Contato rotineiro nos hospitais da época:


um olhar após o parto, uma visita curta 12
horas depois e 20 a 25 minutos em
intervalos de 4 horas para amamentação
nos dias seguintes.
Resultados
- Mães do GE apresentaram comportamento mais
afetuoso (olhar, falar, sorrir, massagear, acariciar
bebê).
- O contato epidérmico é importante.

- Há necessidade de mudar as práticas


hospitalares que separam mãe e bebê.
Follow-up
1 mês após o
nascimento
Mães do GE: mais inquietação e interesse
quando os bebês choravam, mais
disposição para pegá-los no colo, mais
contato olho a olho e mais relutância em
deixá-los aos cuidados de terceiros.
Follow-up: 2 anos
após o nascimento

Mães do GE apresentaram padrões


de interação verbal com mais
emprego de perguntas, adjetivos e
menos palavras de comando.
Follow-up: 5 anos
após o nascimento

As crianças das mães do GE tinham Q.I.


mais elevado, compreendiam melhor a
linguagem e frases mais complexas.
Conclusões
O estudo provê uma visão do processo pelo
qual a atividade conjunta da mãe e do bebê
leva à formação de uma díade primária, que,
por sua vez, determina o ritmo e o curso do
desenvolvimento. Fornece importantes
conhecimentos sobre como se desenvolve o
vínculo mãe-bebê.
Conclusões
Em vez de mostrar a evolução da
relação da criança com a mãe, o estudo
evidenciou que a mãe experimenta um
desenvolvimento tão importante e
profundo quanto o do próprio bebê.
Pergunta

Por quê Kerlinger (1980, p. 123-4)


diz que “o experimento científico é
uma das maiores invenções de
todos os tempos?”
Pigmalião na sala de aula
Robert Rosenthal e Lenore Jacobson
(1968): uma pesquisa experimental
em escolas públicas de 1o grau nos
EUA.
Pigmalião
Rosenthal e Jacobson (1968) testaram
a hipótese de que as expectativas das
professoras influenciam o
desenvolvimento dos alunos.
Delineamento

Antes - depois com dois grupos: ou


seja, com pré-teste, pós-teste e
manipulação da variável
independente entre os dois testes.
Pigmalião
pré-teste
No fim do ano letivo, aplicaram testes
de inteligência em 18 turmas de nível
socioeconômico baixo.
Grupo experimental

No início do ano letivo seguinte


apresentaram às professoras listas com
nomes de 20% dos alunos de suas
novas turmas.
Tratamento experimental
Afirmaram que esse grupo teria grande
desenvolvimento intelectual durante o
ano letivo porque teria obtido altos
escores nos testes de inteligência
realizados no fim do ano anterior.
Grupo de controle

Quanto aos demais (80%), disseram


serem alunos “normais” que em nada se
destacariam durante o ano letivo, seja
positiva ou negativamente.
Pós-teste
No final do ano letivo, os pesquisadores
reaplicaram a bateria de testes nos
mesmos alunos.
O que foi constatado então?
Resultado
Os alunos que tinham sido indicados
como tendo potencial para “explodir”
intelectualmente, apresentaram ganhos
notáveis em quociente de inteligência em
relação aos demais (grupo controle).
Conclusão
Assim comprovaram a hipótese do
estudo de que há uma profecia “auto
realizadora” nas escolas: as crianças, que
são consideradas a priori “perdedoras”,
tendem a fracassar.
Repercussões
Esses resultado causaram muita polêmica,
pois mostraram que as expectativas das
professoras influenciam o desempenho
escolar da criança.
Referências
ACHENBACH, Thomas. Research in
Developmental Psychology:
Concepts, Strategies, Methods. New
York: MacMillan, 1978.
Referências

BRONFENBRENNER, Urie. The Ecology


of Human Development:
Experiments by Nature and Design.
Cambridge: Harvard University Press, 1979.
Referências

KERLINGER, Fred. Metodologia da


pesquisa em ciências sociais.
Um tratamento conceitual. São Paulo:
E.P.U./EDUSP, 1980. 380p.
ROSENTHAL, Robert, JACOBSON, Lenore.
Pygmalion in the Classroom. New York:
Holt, Rinehart and Winston, 1968.
_____. Profecias auto-realizadoras em sala de aula:
as expectativas dos professores como determinantes
não intencionais da competência intelectual. In:
PATTO, Maria Helena Souza. Introdução à
psicologia escolar. 2.ed. São Paulo: T.
Queiroz, 1991. Parte 3, cap. 3, p. 258-295.
O PROCESSO DA
PESQUISA
PROBLEMA

Objetivos Conclusão

Revisão da literatura Discussão

Método Resultados

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