A Central de Material e Esterilização (CME) é a área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentais médico-hospitalares (1).

É na CME que se realiza o controle, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares (2). A CME pode ser de três tipos, de acordo com sua dinâmica de funcionamento (3): descentralizada : utilizada até o final da década de 40, neste tipo de central cada unidade ou conjunto delas é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza; semi-centralizada : teve início na década de 50, cada unidade prepara seus materiais, mas os encaminha para serem esterilizados em um único local; centralizada: utilizada atualmente, os materiais do hospital são processados no mesmo local, ou seja, os materiais são preparados, esterilizados, distribuídos e controlados quantitativa e qualitativamente na CME. A CME centralizada apresenta inúmeras vantagens, das quais podem-se destacar: a eficiência, a economia e a maior segurança para a equipe e para os clientes (2).

INTRODUÇÃO
O CME não existia no passado, (século XIX), como unidade independente e autônoma, era o Centro Cirúrgico - CC que, além de centralizar as salas de operações, também se responsabilizava pelo reprocessamento dos artigos necessários, para a prestação de assistência, a todos os clientes hospitalizados ou em tratamento ambulatorial (1).

trata-se da legislação vigente e certamente seu cumprimento traz benefícios aos trabalhadores dos CME e usuários dos serviços de saúde. considerando-se as diferentes etapas do reprocessamento dos artigos até à sua distribuição às unidades do hospital (2). para cada etapa do reprocessamento dos artigos. instalações e funcionamento de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde .No século XIX. O propósito. Os micro-organismos . prejudicando o reprocessamento de artigos e. na área da saúde. os projetos de EAS deverão obrigatoriamente obedecer as suas disposições (2). relativas à omissão de alguns aspectos e valorização de detalhes. bem como despertar os empresários. é contribuir com as autoridades e órgãos competentes das Vigilâncias Sanitárias Municipal e Estadual. falta de barreiras físicas e vestiários para os funcionários. tanto as salas de operações como as áreas destinadas ao preparo de material eram vinculadas às unidades de internação e organizadas por especialidade médica. nos hospitais de Goiânia (3). As diversas atividades realizadas. e também a necessidade das secretarias estaduais e municipais contarem com um instrumento para elaboração e avaliação dos projetos físicos adequados às novas tecnologias. 1. pelos CME e CC. de pouca importância. Portanto. a Agência Nacional de Vigilância Sanitária .ANVISA. no campo da infecção hospitalar. ainda a predominância de portas de madeira. o que resultou na mistura de áreas com diferentes graus de contaminação ambiental. Os objetivos do estudo foram: caracterizar a estrutura arquitetônica dos Centros de Material e Esterilização quanto à conformidade com a legislação vigente e analisar as possíveis implicações na assistência. contra-indicadas. gestores e profissionais. ausências de ralos e lavatórios de mãos. alguns são hospitais escola. sendo evidenciados vários fatores que podem interferir no reprocessamento de artigos como: ausência de áreas específicas. o planejamento desta unidade é de suma importância. pela maioria das instituições. por serem instituições que formam profissionais que atuarão na assistência ou gestão de instituição hospitalar. pois concentra hospedeiros mais suscetíveis e microorganismos mais resistentes. que atuam em estabelecimentos de saúde. que deveriam ser modelos. Considerando a necessidade de dotar o país de instrumento norteador das novas construções.RDC n° 50. proporcionaram a separação dessas duas unidades (1). Embora haja alguns questionamentos sobre esta norma. por conterem frestas e saliências. constatou o não-cumprimento destas normas. reformas e ampliações. associadas ao desenvolvimento tecnológico e aos avanços do conhecimento nos últimos anos. para a necessidade do cumprimento da RDC nº 50(2). Estudo sobre padrões arquitetônicos dos CME. aprovou em 21 de fevereiro 2002 a Resolução de Diretoria Colegiada . Esta realidade foi evidenciada em hospitais de grande e médio portes. Assim. deste trabalho. O Ministério da Saúde recomenda em relação à planta física um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento dos artigos limpos com os contaminados.EAS.INTRODUÇÃO O hospital deve ser considerado insalubre por vocação. Este cenário despertou nosso interesse em conhecer a realidade dos hospitais do interior do Estado de Goiás.

podendo ou não destruí-los e para tal fim utilizamos antissépticos ou desinfetantes. quando sozinhas. sistêmica e imunológica do paciente e da consciência do pessoal médicos e paramédicos que atuam no estabelecimento. logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção. mas. e significa a diminuição do número de microorganismos patogênicos ou não. após a escovação da pele com água e sabão. Na França. ou desinquimação.contaminam artigos hospitalares. não os cumprem!!! 2.DEFINIÇÕES Assepsia: é o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de microorganismos num ambiente que logicamente não os tem. apesar da sua importância já ter sido demonstrada em 1847/8 por Semmelweis em Viena. acima de tudo. da resistência antiinfecciosa local. Antissepsia: é o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou removê-los de um determinado ambiente. século XXI. . Fumigação: é a dispersão sob forma de partículas. colonizam pacientes graves e podem provocar infecções mais difíceis de serem tratadas. após duas horas 77% exibem o mesmo germe na boca! Cerca de 50% das pessoas saem do banheiro sem lavar as mãos. do número e da virulência dos microorganismos presentes e. no entanto. Degermação: Vem do inglês degermation. O ato de lavar as mãos. O risco de contraí-las depende. ainda não é um hábito corrente em nossos dias. se houver outra pessoa no banheiro só 9 % saem sem lavar as mãos. demonstrando que muitos conhecem os bons hábitos higiênicos. líquidos ou sólidos. antes e após examinar pacientes. de agentes desinfectantes como gases. entretanto. Saldmann demonstrou recentemente que 73% das pessoas saem do banheiro com as mãos contaminadas (90% por Escherichia coli) e que.

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