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FACULDADE DE MACAPÁ

CURSO CST EM REDES DE COMPUTADORES

ANDERSON PIRES DOS SANTOS

MACAPÁ
2020
ANDERSON PIRES DOS SANTOS

RELATÓRIO DE PALESTRA

Relatório de palestra apresentando ao


curso de redes de computadores da
Faculdade de Macapá, como requisito
para obtenção de nota

Professora. Shirley da Costa Monteiro

MACAPÁ
2020
TECNOLOGIAS E O AMBIENTE PROFISSIONAL REMOTO
(Relatório)

Palestra realizada pelos professores Emilin Corte Pimentel, José Lutiano


Costa da Silva, Madson Millor Lima Rodrigues e Rafael Pontes Lima com foco nas
tecnologias digitais e suas repercussões na atividade laboral no contexto remoto.
Todo o desenvolvimento da exposição oral dialogada foi feita mediante uma mesa
redonda com a participação dos referidos palestrantes e os acadêmicos do curso.
Especificou-se que a decisão de investir e trabalhar mediante o teletrabalho
remoto ocorre justamente porque, em tempos crise, o trabalhador nas empresas
servem como um dos sustentáculos da economia em nível nacional e local, inclusive
proporcionando a abertura de novos mercados virtuais.
Entretanto, as dificuldades de muitos trabalhadores para se manterem
atuantes e desempenharem suas atividades em tempos de pandemia são
indiscutível e isso se aplica também ao mercado local, onde a economia ainda é
dependente do “contra-cheque”, o que representa um desafio ainda maior para se
produzir, comercializar e consumir, ou seja, para a sobrevivência de muitas
profissões, sendo a situação mais crítica ainda com a vigência do trabalho remoto.
Na palestra observou-se que um dos destaques foi a flexibilização do trabalho
predominante no campo da tecnologia digital, tanto em relação a jornada de trabalho
quanto o local das atividades laborais, o deslocamento da mão de obra, bem como
a criação de novas demandas e funções. Concluiu-se que a prestação de serviços
em regime de teletrabalho é uma realidade que se fixou no cenário globalizado atual.
Diante disso, a regulamentação da legislação trabalhista sobre o tema, se faz
necessária, tendo em vista a insuficiência da norma reformadora, que não cuidou em
prever os pormenores do trabalho remoro, deixando em aberto muitas questões, o
que certamente gera insegurança às partes envolvidas nas atividades sob o regime
do trabalho remoto
Outrossim, é essencial a conscientização das partes no que se refere às
desvantagens do telelabor, principalmente no que concerne ao isolamento do
empregado, tornando-se imprescindível a capacitação profissional tanto para
adequar o trabalho às novas tecnologias implantadas quanto para reciclar e
absorver a força de trabalho nas novas condições laborais.
Ademais, com a finalidade de se resguardar a igualdade assegurada pela
Constituição, destacou-se a necessidade de atenção às mazelas causadas ao
trabalhador devido a jornadas estendidas para além do que especifica a legislação
sem a devida contraprestação e a fiscalização ativa do meio ambiente laboral a fim
de se evitar doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, cujas ocorrências
impactariam também em toda a sociedade, mesmo no ensino remoto.
Por fim, considerando-se a vedação de precarização do trabalho e o princípio
de não retrocesso social, cabendo a missão de provocar reflexões sobre as normas
introduzidas pela lei 13.467/2017 objetivando a preservação dos direitos
fundamentais dos trabalhadores e possibilitando um verdadeiro equilíbrio entre
capital e trabalho.
Outro destaque referia-se a flexibilidade funcional que tem sido uma
característica cada vez mais marcante nas relações de trabalho nesse período
marcado pelo avanço das informações digitais. Em termos práticos isso gerou
possibilidades de desempenho funcional que tem na tecnologia sua principal aliada.
Assim, os palestrantes ressaltaram que é cada vez maior o contingente de
profissionais que tem optado pela adoção do trabalho remoto como meio de otimizar
o tempo gasto nas atividades laborais e, simultaneamente, agregar valor e rapidez
as tarefas que, no passado, eram realizada manualmente e que exigia a presença
física do trabalhador no espaço laboral.
Aliado a isso, é cada vez mais comum que grandes corporações ou mesmo
trabalhadores por iniciativa pessoal busquem melhores condições de exercerem
seus respectivos ofícios. Some-se a isso a questão da mobilidade que, com o passar
dos anos, tem se tornado uma problemática que afeta sensivelmente a produtividade
do profissional. Além disso, as demandas que são recebidas pelo trabalhador
exigem melhor e maior qualidade dos serviços prestados.
É importante considerar além da vantagem de existir a possibilidade de
realizar as atividades laborais no próprio ambiente de casa, o teletrabalhador, pode
desempenhar seu oficio nos chamados telecentros, que são conhecidos como
espaços estruturados tecnicamente e cuidadosamente sistematizados para acolher
o teletrabalhado, colocando à disposição todos os recursos, materiais e condições
para a execução das tarefas.

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