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z

A soma ou subtração de dois números ímpares tem


resultado par.
Ex.: 13 + 7 = 20; 13 – 7 = 6.
z A soma ou subtração de um número par com outro

MATEMÁTICA ímpar tem resultado ímpar.


Ex.: 14 + 5 = 19; 14 – 5 = 9.
z A multiplicação de números pares tem resultado
par.
Ex.: 8 x 6 = 48.
NÚMEROS INTEIROS z A multiplicação de números ímpares tem resulta-
do ímpar:
OPERAÇÕES E PROPRIEDADES Ex.: 3 x 7 = 21.
z A multiplicação de um número par por um núme-
Iniciaremos os estudos de matemática falando bre- ro ímpar tem resultado par:
vemente sobre os números naturais para, em seguida, Ex.: 4 x 5 = 20.
adentrarmos nos números inteiros.
Os números construídos com os algarismos de 0 a Números inteiros
9 são chamados de naturais. O símbolo desse conjun-
to é a letra N, e podemos escrever os seus elementos Os números inteiros são os números naturais e
entre chaves da seguinte forma: seus respectivos opostos (negativos). Veja:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, …} Z = {..., -7, -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
Os três pontos, “as reticências”, indicam que este O símbolo desse conjunto é a letra Z. Além disso,
conjunto tem infinitos números naturais. uma coisa importante é saber que todos os números
Por sua vez, o zero não é um número natural pro- naturais são inteiros, mas nem todos os números intei-
priamente dito, pois não é um número de “contagem ros são naturais. Logo, podemos representar através
natural”. Por isso, utiliza-se o símbolo N* para desig- de diagramas, e afirmar que o conjunto de números
nar os números naturais positivos, isto é, excluindo o naturais está contido no conjunto de números inteiros
zero. Vejam: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…} ou ainda que N é um subconjunto de Z.
Observe:
Dica
O símbolo do conjunto dos números naturais é
a letra N e podemos ter ainda, o símbolo N*, que
representa os números naturais positivos, isto é,
excluindo o zero. Z N

Conceitos básicos relacionados aos números


naturais:

z Sucessor: é o próximo número natural.


Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de 51 é
52. E o sucessor do número “n” é o número “n+1”.
z Antecessor: é o número natural anterior. Podemos destacar alguns subconjuntos de números.
Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor de
77 é 76. E o antecessor do número “n” é o número z Números Inteiros não negativos = {4,5,6...}. Veja
“n-1”. que são os números naturais.
z Números consecutivos: são números em z Números Inteiros não positivos = {… -3, -2, -1, 0}.
sequência. Veja que o zero também faz parte deste conjunto,
Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém pois ele não é positivo nem negativo.
10, 9, 11 não são. Assim, (n-1, n e n+1) são números z Números inteiros negativos = {… -3, -2, -1}. O zero
consecutivos. não faz parte.
z Números inteiros positivos = {5, 6, 7...}. Novamen-
z Números naturais pares: é aquele que, ao ser te, o zero não faz parte.
dividido por 2, não deixa resto. Por isso o zero tam-
bém é par. Logo, todos os números que terminam
Operações com números inteiros
em 0, 2, 4, 6 ou 8 são pares.
z Números naturais ímpares: ao serem divididos Há quatro operações básicas que podemos efetuar
MATEMÁTICA

por 2, deixam resto 1. Todos os números que ter- com estes números sendo: adição, subtração, multipli-
minam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares. cação e divisão. Veremos cada uma delas a seguir.

É importante você lembrar das seguintes regras Adição: é dada pela soma de dois números. Ou
básicas: seja, a adição de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25

z A soma ou subtração de dois números pares tem Veja mais alguns exemplos:
resultado par. Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18
Ex.: 12 + 8 = 20; 12 – 8 = 4. Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85 45
Principais propriedades da operação de adição. Dica
z Propriedade comutativa: a ordem dos números � A multiplicação de números de mesmo sinal
não altera a soma. tem resultado positivo.
Ex.: 115 + 35 é igual a 35 + 115. Ex.: 51 × 2 = 102; (-33) × (-3) = 99
� A multiplicação de números de sinais diferen-
z Propriedade associativa: quando é feita a adição tes tem resultado negativo.
de 3 ou mais números, podemos somar 2 deles, pri-
Ex.: 25 × (-4) = -100; (-15) × 5 = -75
meiramente, e depois somar o outro, em qualquer
ordem, que vamos obter o mesmo resultado.
As principais propriedades da operação de
Ex.: 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10 multiplicação:
� Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da
adição, pois qualquer número somado a zero é z Propriedade comutativa: A x B é igual a B x A, ou
igual a ele mesmo. seja, a ordem não altera o resultado.
Ex.: 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55. Ex.: 8 x 5 = 5 x 8 = 40.

z Propriedade do fechamento: a soma de dois núme- z Propriedade associativa: (A x B) x C é igual a (C x B)


ros inteiros sempre gera outro número inteiro. x A, que é igual a (A x C) x B.
Ex.: (3 x 4) x 2 = 3 x (4 x 2) = (3 x 2) x 4 = 24.
Ex.: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o
número inteiro 10 (8 + 2 = 10). z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neu-
tro da multiplicação, pois ao multiplicar 1 por
Subtração: subtrair dois números é o mesmo que qualquer número, este número permanecerá
diminuir, de um deles, o valor do outro. Ou seja, sub- inalterado.
trair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 Ex.: 15 x 1 = 15.
– 7 = 13. z Propriedade do fechamento: a multiplicação de
números inteiros sempre gera um número inteiro.
Veja mais alguns exemplos: Ex.: 9 x 5 = 45).
Subtrair 5 de 16: 16 -5 = 11
z Propriedade distributiva: essa propriedade é
30 subtraído de 10: 30 – 10 = 20
exclusiva da multiplicação. Veja como fica: Ax(B+C)
= (AxB) + (AxC)
As principais propriedades da operação de Ex.: 3x(5+7) = 3x(12) = 36
subtração:
Usando a propriedade:
z Propriedade comutativa: como a ordem dos núme- 3x(5+7) = 3x5 + 3x7 = 15+21 = 36
ros altera o resultado, a subtração de números não
possui a propriedade comutativa.
Ex.: 250 – 120 = 130 e 120 – 250 = -130. Divisão: quando dividimos A por B, queremos
repartir a quantidade A em partes de mesmo valor,
sendo um total de B partes.
z Propriedade associativa: não há essa propriedade
Ex.: Ao dividirmos 50 por 10, queremos dividir 50
na subtração.
em 10 partes de mesmo valor. Ou seja, nesse caso tere-
z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da mos 10 partes de 5 unidades, pois se multiplicarmos 10
subtração, pois, ao subtrair zero de qualquer x 5 = 50. Ou ainda podemos somar 5 unidades 10 vezes
número, este número permanecerá inalterado. consecutivas, ou seja, 5+5+5+5+5+5+5+5+5+5=50.
Ex.: 13 – 0 = 13. Algo que é muito importante e você deve lembrar
sempre, são as regras de sinais na divisão de números.
z Propriedade do fechamento: a subtração de dois
números inteiros sempre gera outro número inteiro. SINAIS NA DIVISÃO
Ex.: 33 – 10 = 23.
Operações Resultados
Multiplicação: a multiplicação funciona como se
fosse uma repetição de adições. Veja: + + +

- - +
A multiplicação 20 x 3 é igual a soma do número 20
três vezes (20 + 20 + 20), ou a soma do número 3 vinte + - -
vezes (3 + 3 + 3 + ... + 3).
Algo que é muito importante e você deve lembrar sem- - + -
pre são as regras de sinais na multiplicação de números.
Esquematizando:
SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Dividendo
Operações Resultados Divisor
+ + + 30 5
0 6
- - + Resto Quociente
+ - - Dividendo = Divisor x Quociente + Resto
30=5.6+0
- + -
46
As principais propriedades da operação de divisão: z Números decimais.
Ex.: 1,75
z Propriedade comutativa: a divisão não possui essa
propriedade. z Dízimas periódicas.
z Propriedade associativa: a divisão não possui essa Ex.: 0,33333...
propriedade.
Operações e propriedades dos números racionais
z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neu-
tro da divisão, pois ao dividir qualquer número a) Adição de números decimais: segue a mesma lógi-
por 1, o resultado será o próprio número. ca da adição comum.
Ex.: 15 / 1 = 15. Ex.: 15, 25 + 5, 15 = 20, 4
z Propriedade do fechamento: aqui chegamos em uma b) Subtração de números decimais: segue a mesma
diferença enorme dentro das operações de números lógica da subtração comum.
inteiros, pois a divisão não possui essa propriedade. Ex.: 57, 3 – 0, 12 = 57, 18
Uma vez que ao dividir números inteiros podemos c) Multiplicação de números decimais: aplicamos o
obter resultados fracionários ou decimais. mesmo procedimento da multiplicação comum.
Ex.: 2 / 10 = 0,2 (não pertence ao conjunto dos Ex.: 4,6 × 1,75 = 8,05
números inteiros). d) Divisão de números decimais: devemos multipli-
car ambos os números (divisor e dividendo) por
uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.) de
modo a retirar todas as casas decimais presentes.
Após isso, é só efetuar a operação normalmente.
NÚMEROS RACIONAIS, Ex.: 5,7 1, 3
REPRESENTAÇÃO FRACIONÁRIA E 5,7 × 100 = 570
DECIMAL 1,3 × 100 = 130
570 130 = 4,38
OPERAÇÕES E PROPRIEDADES

São aqueles que podem ser escritos na forma da


divisão (fração) de dois números inteiros. Ou seja, MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
escritos na forma A/B (A dividido por B), onde A e B
são números inteiros. Os múltiplos de um número X são aqueles núme-
Exemplos: 7/4 e -15/9 são racionais. Veja, também, ros que podem ser obtidos multiplicando X por outro
que os números 87, 321 e 1221 são racionais, pois são número natural. Agora observe os seguinte múltiplos
divididos pelo número 1. dos números 4 e 6:
M(4) = 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, ...
Dica M(6) = 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42,...
Quais são os múltiplos iguais (comuns) entre os
Qualquer número natural é também inteiro e todo números? São eles: 12, 24, 36. E qual o menor deles?
número inteiro é também racional. É o número 12.
Sendo assim, o número 12 é o menor múltiplo comum
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos entre 4 e 6, ou seja, o MMC entre 4 e 6 é igual a 12.
representar através de diagramas a relação entre os
conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja: Cálculo do MMC por fatoração simultânea

Podemos calcular o MMC entre 2 ou mais números,


Q de maneira mais rápida, fazendo a fatoração simultâ-
nea dos dois números. Veja:
Ex.: Calcule o MMC entre 6 e 8.
6 – 8 |2 (aqui devemos colocar o menor número
Z N
primo)
3 – 4 |2 (nesse caso repetimos o número 3, pois ele
não é dividido pelo 2)
3 – 2 |2
3 – 1 |3
1 – 1 |MMC = 2×2×2×3 = 24.
Logo, o MMC (6 e 8) = 24.
Com esse método é possível calcular o MMC entre
MATEMÁTICA

vários números. Vamos exercitar mias um pouco, mas


Representação fracionária e decimal dessa vez com mais número.
Ex.: Calcule o MMC entre os números 10, 12, 20.
Há 3 tipos de números no conjunto dos Números 10 – 12 - 20 |2 (aqui devemos colocar o menor
Racionais: número primo)
5 – 6 - 10 |2 (nesse caso repetimos o número 3, pois
z Frações. ele não é dividido pelo 2)
Ex.:
8 3 7
, , etc. 5 – 3 - 5 |3
3 5 11 5 – 1 - 5 |5
47
1 – 1 - 1 |MMC = 2×2×3×5 = 60. Exemplos:
Logo, o MMC (10, 12 e 20) = 60. A razão de 6 para 24 é:

Vamos ver a seguir os passos para calcular o MMC 6 3 1


= =
(fatoração simultânea): 24 12 4

1 – Montar uma coluna para os fatores primos e colu-


A razão entre 5 e 1 é:
nas para cada um dos números; 4
2 – Começar a divisão dos números pelo menor fator
primo (2) e só ir aumentando quando nenhum dos 5
números puder ser dividido; 1 5·4
1 =5· = = 20
4 1
É importante ressalta que: 4

z Se algum dos números não puder ser dividido, bas-


ta copiá-lo para a próxima linha; Razão entre duas Grandezas
z O objetivo é fazer com que todos os números che-
guem ao valor 1; Dadas em certa ordem a razão entre duas grande-
z O MMC será a multiplicação dos fatores primos zas, é a razão entre a medida da primeira e da segunda.
utilizados. Quando as grandezas são de mesma espécie, as suas
medidas devem ser expressas na mesma unidade.
Pensando um pouco além e olhando para os tipos A razão entre elas será um número puro.
de questões que aparecem nas provas, devemos ter Exemplo:
em mente que o enunciado relacionado ao MMC sem- A razão de 4 m para 10 m é:
pre trará uma ideia de periodicidade, repetição, ciclo
de acontecimentos. 4m 4 2
Veja um exemplo: = =
Na linha de montagem de uma fábrica, há duas 10m 10 5
luzes de sinalização, sendo que uma delas pisca a cada
20 minutos e a outra pisca a cada 35 minutos. Se às A razão de 12 cm para 2 m é:
8 horas da manhã as duas luzes piscaram ao mesmo
tempo, isso irá ocorrer novamente às?
12cm 12cm 12 3
= = =
Resolução: 2cm 200cm 200 50

Observe as frases “a cada 20 minutos” e “a cada 35 Se as grandezas não forem da mesma espécie, a
minutos”. Aqui temos uma ideia de repetição, pois, se razão será um número cuja a unidade dependerá das
por exemplo, a luz que pisca a cada 20 minutos picar grandezas que a envolve.
às 15h, ela irá piscar novamente depois de 20 minutos, Exemplo:
ou seja, 15h20. Depois às 15h40, 16h etc. A razão entre 90 km e 2 horas é:
Logo, esse é um tipo clássico de questão sobre
MMC. 90km
= 45 km/h
Dica 2h
Proporção
Atente-se as palavras “a cada”, “em” e “ou” nos
enunciados, pois elas indicam uma ideia de repe- Dados em certa ordem, quatro números (x, y, z e
tição, ciclo e periodicidade. w) diferentes de zero, esses números formarão uma
proporção se, e somente se, a razão entre os dois pri-
meiros (x e y) for igual a razão entre os dois últimos
(z e w).
RAZÃO E PROPORÇÃO Representamos uma proporção da seguinte
maneira:
Razão de dois Números
x z
=
Dizemos que a razão de um número a para um y w
número b (obrigatoriamente diferente de zero) é o
a Lemos “x está para y, assim como z está para w”.
quociente de a por b, representado por .
b
Assim, indicamos a razão entre dois números da
seguinte maneira: Elementos de uma proporção

a x z
ou a : b (lemos: a está para b), com b ≠ 0
b Se = , temos que:
y w
Os números a e b são os termos dessa razão, onde
a é chamado de antecedente e o b de consequente da
razão.
48
x, y z e w são termos (1, 2, 3 e 4 termos, respectivamente )
x e z são os antecedentes a a
=k → = 12 →a = 9 · 12 → a = 108
y e w são os consequentes
9 9
x e w são os extremos
y e z são os meios
b b
=k → = 12 → b = 11 · 12 → b = 132
11 11
Importante!
Em toda proporção o produto dos extremos é c c
igual ao produto dos meios =k → = 12 → c = 15 · 120 → c = 180
x z 15 15
= x · w=y · z
y w Logo: a = 108, b = 132 e c = 180
Exemplo: Dada a proporção:
6 3 GRANDEZAS DIRETAMENTE E INVERSAMENTE
= 6 · 5 = 10 · 3 30 = 30 PROPORCIONAIS
10 5
Grandezas Diretamente Proporcionais

Propriedade Fundamental das Proporções Duas grandezas são diretamente proporcionais se


os valores correspondentes x e y forem expressos por
uma função do tipo:
a c e g i a+c+e+g+i
= = = = =k→ =k
b d f h j b +d + f + h + j y=k·x

onde k é uma constante real, diferente de zero.


Em uma série de razões iguais, a soma dos ante- Exemplo:
cedentes está para a soma dos consequentes assim Verifique se são diretamente proporcionais as
como qualquer antecedente está para o seu respectivo sequências de números (9, 12, 15, 18) e (3, 4, 5, 6).
consequente.
Exemplo:
9 12 15 18
= 3, = 3, =3 =3
6 10 12 18 3 4 5 6
= = = =
3 5 6 9

6 + 10 + 12 + 18 46 9 12 15 18
= k = = 2 = = = =3
3 +5 + 6 + 9 23 3 4 5 6

k = 2
Vemos que a sequência de números é diretamen-
A constante k é denominada Constante de te proporcional e a constante de proporcionalidade é
Proporcionalidade. igual a 3.
Exemplo:
Calcule a, b e c sabendo que Grandezas Inversamente Proporcionais

Duas grandezas são inversamente proporcionais


a b c se os valores correspondentes, x e y, forem expressos
= = e a + b c = 420 por uma função do tipo:
9 11 15
1
y=k·
Temos que: x
Exemplo:
a b c a+b+c 420 Verifique se são inversamente proporcionais as
= = =k→ = k→ =k → k = 12 sequências de números a seguir (2, 3, 6) e (45, 30, 15)
9 11 15 9 + 11 + 15 35
MATEMÁTICA

2 · 45 = 90, 3 · 30 = 90, 6 · 15 = 90

2 · 45 = 3 · 30 = 6 · 15 = 90

Frente à equação acima, vemos que as sequências


são inversamente proporcionais e o fator de propor-
cionalidade é igual a 90. 49
Grandeza Explicativa ou Independente: é aque-
PORCENTAGEM la utilizada para calcular a variação da grandeza
dependente.
Chamamos de porcentagem uma fração cujo deno- Existem dois tipos principais de proporcionalida-
minador é centesimal, ou seja, é uma fração de deno- des que aparecem frequentemente em provas de con-
minador igual a 100. ` cursos públicos. Veja a seguir:
Representamos uma porcentagem pelo símbolo %
(lê-se: “por cento”). z Grandezas Diretamente Proporcionais: o aumento
Exemplos: de uma grandeza implica o aumento da outra;
12% (doze por cento) z Grandezas Inversamente Proporcionais: o aumen-
0,3% (zero vírgula três por cento) to de uma grandeza implica a redução da outra;
100% (cem por cento)
Vamos esquematizar para sabermos quando será
Forma Decimal direta ou inversamente proporcionais:

Toda porcentagem pode ser representada na for-


DIRETAMENTE + / + OU - / -
ma decimal. PROPORCIONAL
A forma decimal estará compreendida entre 0 e 1,
ou seja, 0 < x < 1.
Exemplos: Aqui as grandezas aumentam ou diminuem juntas
(sinais iguais)
12
12% = = 0,12 PROPORCIONAL + / - OU - / +
100

0,3 Aqui uma grandeza aumenta e a outra diminui


0,3% = = 0,003
100 (sinais diferentes)
Agora vamos esquematizar a maneira que iremos
100 resolver os diversos problemas:
100% = =1
100
DIRETAMENTE MULTIPLICA CRUZADO
PROPORCIONAL
Cálculo de uma Porcentagem
INVERSAMENTE MULTIPLICA NA HORIZONTAL
Para calcular uma porcentagem basta transfor- PROPORCIONAL
má-la em fração e multiplicar a fração pelo número
correspondente.
Exemplos: Vejamos alguns exemplos para fixarmos um pouco
13% de 45 mais como isso tudo funciona.

(13%) · 45 = _ 100 i · 45 =
13 13·45 585 Exemplo 1:
= = 5, 8 Um muro de 12 metros foi construído utilizando
100 100
2 160 tijolos. Caso queira construir um muro de 30
17% de 452 metros nas mesmas condições do anterior, quantos
17 17·452 7684 tijolos serão necessários?
(17%) · 452 = ·452 = = = 76,84
100 100 100 Primeiro vamos montar a relação entre as gran-
dezas e depois identificar se é direta ou inversamente
15% de 200
proporcional.
15 15·200 3000 12 m -------- 2 160 (tijolos)
(15%) · 200 = ·200 = = = 30
100 100 100 30 m -------- X (tijolos)
Também podemos encontrar uma porcentagem de
porcentagem, utilizando o mesmo método. Veja que de 12m para 30m tivemos um aumen-
Exemplo: to (+) e que para fazermos um muro maior vamos
10% de 45% precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser
aumentado (+). Logo, as grandezas são diretamente
_ 100 i · _ 100 i=
10 45 450 45 proporcionais e vamos resolver multiplicando cruza-
(10%) · (45%) = = = do. Observe:
10.000 1000
=0,045 ou 4,5%
12 m -------- 2 160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)
REGRA DE TRÊS SIMPLES 12 · X = 30 . 2160
12X = 64800
A Regra de Três Simples envolve apenas duas X = 5400 tijolos
grandezas. São elas:
Grandeza Dependente: é aquela cujo valor se Assim, comprovamos que realmente são necessá-
deseja calcular a partir da grandeza explicativa; rios mais tijolos.
Exemplo 2:
50
Uma equipe de 5 professores gastou 12 dias para veículo em 10 km/L. Para efeito de cálculos, conside-
corrigir as provas de um vestibular. Considerando a rou que esse consumo é constante.
mesma proporção, quantos dias levarão 30 professo- Considerando essas informações, julgue o item que
res para corrigir as provas? segue.
Do mesmo jeito que no exemplo anterior, vamos Nessa viagem, o veículo consumirá 110.000 dm3 de
montar a relação e analisar: gasolina.

5 (prof.) --------- 12 (dias) ( ) CERTO  ( ) ERRADO


30 (prof.) -------- X (dias)
Com 1 litro ele faz 10 km
Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um Sabendo que 1 L é igual a 1dm³, então podemos
aumento (+), mas como agora estamos com uma equi- dizer que com 1dm³ ele faz 10km
pe maior o trabalho será realizado mais rapidamente. Portanto,
Logo, a quantidade de dias deverá diminuir (-). Des- 10 km -------- 1dc³
sa forma, as grandezas são inversamente proporcio- 1.100 km --------- x
nais e vamos resolver multiplicando na horizontal. 10x = 1.000
Observe: x = 110dm³ (a gasolina que será consumida). Res-
posta: Errado.
5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias) 3. (VUNESP – 2020) Uma pessoa comprou determinada
30 . X = 5 . 12 quantidade de guardanapos de papel. Se ela utilizar 2
30X = 60 guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar
X=2 15 dias a mais do que duraria se ela utilizasse 3 guarda-
napos por dia. O número de guardanapos comprados foi
A equipe de 30 professores levará apenas 2 dias
para corrigir as provas. a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
EXERCÍCIOS COMENTADOS e) 100.

1. (CESPE/CEBRASPE – 2019) No item seguinte apre- x = dias


senta uma situação hipotética, seguida de uma asser- 3 guardanapos por dia -------- x
tiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, 2 guardanapos por dia -------- x+15
porcentagens e descontos. São valores inversamente proporcionais, quanto
No primeiro dia de abril, o casal Marcos e Paula com- mais guardanapos por dia, menos dias durarão.
prou alimentos em quantidades suficientes para que Assim, multiplicamos na horizontal:
eles e seus dois filhos consumissem durante os 30 3x = 2 . (x+15)
dias do mês. No dia 7 desse mês, um casal de amigos 3x = 30+2x
chegou de surpresa para passar o restante do mês 3x-2x = 30
com a família. Nessa situação, se cada uma dessas x = 30
seis pessoas consumir diariamente a mesma quan- Podemos substituir em qualquer uma das duas
tidade de alimentos, os alimentos comprados pelo situações:
casal acabarão antes do dia 20 do mesmo mês. 3 guardanapos x 30 dias= 90
2 guardanapos x 45(30+15) dias = 90 . Resposta:
( ) CERTO  ( ) ERRADO Letra D.

4 Pessoas ------- 24 Dias 4. (FUNDATEC – 2017) Cinco mecânicos levaram 27


6 Pessoas ------- x Dias minutos para consertar um caminhão. Supondo que
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar fossem três mecânicos, com a mesma capacidade e
na horizontal: ritmo de trabalho para realizar o mesmo serviço, quan-
6x = 4 . 24 tos minutos levariam para concluir o conserto desse
6x = 96 mesmo caminhão?
x = 96/6
x = 16 a) 20 minutos.
Como já haviam comido por 6 dias é só somar: b) 35 minutos.
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por c) 45 minutos.
6) = 22 dias (a comida acabará no dia 22 de abril). d) 50 minutos.
Resposta: Errado. e) 55 minutos.
MATEMÁTICA

2. (CESPE/CEBRASPE – 2018) O motorista de uma Mecânicos ------ Minutos


empresa transportadora de produtos hospitalares 5 ---------------- 27
deve viajar de São Paulo a Brasília para uma entrega 3 ---------------- x
de mercadorias. Sabendo que irá percorrer aproxima- Quanto menos mecânicos, mais minutos eles gas-
damente 1.100 km, ele estimou, para controlar as des- tarão para finalizar o trabalho, logo a grande-
pesas com a viagem, o consumo de gasolina do seu za é inversamente proporcional. Multiplica na
horizontal:
3x = 27.5 51
3x = 135 1,51 1,53 1,56 1,62 1,63 1,64 1,65
x = 135/3
x = 45 minutos. Resposta: Letra C. 1,67 1,67 1,67 1,68 1,70 1,70 1,72
1,72 1,73 1,73 1,75 1,75 1,75 1,76
5. (IESES – 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa
1,78 1,78 1,78 1,80 1,83 1,87 1,87
em 28 dias. Se o número de pedreiros fosse aumenta-
do para sete, em quantos dias essa mesma casa fica- 1,88 1,88
ria pronta?
Tabela 2. Rol do número de irmãos dos alunos da
a) 18 dias. disciplina de Estatística e Probabilidade do curso de
b) 16 dias. Matemática da Universidade Federal de Uberlândia
c) 20 dias. no semestre 01 do ano de 2002.
d) 22 dias.

5 (pedreiros) ---------- 28 (dias) 0 0 0 1 1 1 1


7 (pedreiros) ------------- X (dias)
1 1 1 1 1 1 1
Perceba que as grandezas são inversamente propor-
cionais, então basta multiplicar na horizontal.
1 2 2 2 2 2 2
5 . 28=7 . X
7X = 140
3 3 3 4 5 5 6
X = 140/7
X = 20 dias . Resposta: Letra C. 6 6

n 30
Ʃxi
i=1
Ʃxi
i=1
1,87 + ... + 1,78
MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES x= = = = 1,720m ;
n 30 30
A média aritmética ou simplesmente média de um
conjunto de n observações é definida como: n 30
Ʃxi
i=1
Ʃxi
i=1
5 + ... + 2
n x= = = = 2, 2 irmãos .
Ʃx
i=1 i n 30 30
x=
n

Onde n é o número de valores observados ou tama-


Importante!
nho amostral e: O valor encontrado (x = 2,2 irmãos) não é um
resultado possível (nesse caso poderiam ser 2
n irmãos, 3 irmãos, mas não 2,2 irmãos). No entan-
Ʃxi = x1 + x2 + + xn (soma dos valores observados). to, esse valor representa a média geral ou o todo,
i=1 ⋯
e permite interpretar que a tendência geral foi de
Dica pouco mais de dois irmãos por aluno.

Usa-se para denotar uma medida de média amostral


o x, que também é conhecido como um estimador
da média. Já a notação para média populacional é a
letra grega, que representa o parâmetro média popu- EQUAÇÃO DO 1º GRAU
lacional. Então, percebam que falando de amostras
dizemos estimativas e para população são parâme- Conceito
tros. Para a população teríamos:
n Uma equação é uma igualdade na qual uma ou
Ʃxi x1 + x2 + ... + xN mais variáveis – geralmente são as letras do nosso
i=1
µ= = alfabeto - denominadas por incógnitas, são desconhe-
N N cidas. O nosso principal objetivo é encontrar o valor
dessa incógnita.
Em que µ é a média populacional, Ʃxi é a soma de
todos os elementos da população e N é o núme- Resolução e discussão
ro de elementos na população.
z Equação do Primeiro Grau
Para os dados da Tabela 1 e 2 podemos calcular a
A forma geral de uma equação do primeiro grau
média das variáveis altura e número de irmãos:
é: ax + b = 0.
O termo “a” é o coeficiente de “x” e o termo “b” é
Tabela 1. Rol das alturas dos alunos da disciplina chamado de termo independente.
de Estatística e Probabilidade do curso de Matemática Para resolver uma equação do 1°, devemos isolar
da Universidade Federal de Uberlândia no semestre todas as partes que possuem incógnitas de um lado
01 do ano de 2002. igual e do outro os termos independentes. Veja um
52 exemplo:
10x = 5x + 20 2º) Substitua o sinal da desigualdade pelo da igualdade.
(vamos achar o valor de “x”)
5x -20 = 0
10x – 5x = 20
(passamos o “5x” para o outro lado da igual
3º) Resolva a equação, ou seja, encontre sua raiz.
com o sinal trocado)
5x -20 = 0
5x = 20
5x = 20
x = 20 / 5 (isolamos o “x” transferindo o seu coe- x = 20 / 5
ficiente “5” dividindo) x=4
x = 4.
4º) Faça o estudo do sinal da equação, identificando os
O valor de x que torna a igualdade correta é cha- valores de x que representam a solução da inequa-
mado de “raiz da equação”. Uma equação de primeiro ção. Obs.: O gráfico deste tipo de equação é uma
grau sempre tem apenas 1 raiz. Veja que se substituir- reta.
mos o valor encontrado de “x” na equação ela ficará
igual a zero em ambos os lados. Observe:

Para x = 4
10x = 5x + 20
10 . 4 = 5 . 4 + 20
4 + x
40 = 40
40 – 40 = 0

z Inequação do Primeiro Grau

Nas inequações temos pelo menos um valor desco- Identificamos que os valores < 0 (valores negati-
nhecido (incógnita) e sempre uma desigualdade. Nas vos) são os valores de x < 4.
inequações usamos os símbolos:
z Equação do Segundo Grau
> maior que
< menor que Equações do segundo grau são equações nas quais
≥ maior que ou igual o maior expoente de x é igual a 2.
≤ menor que ou igual Sua forma geral é expressa por: ax2 + bx + c = 0.
Onde a, b e c são os coeficientes da equação.
Podemos representar das formas a seguir:
„ a é sempre o coeficiente do termo em x².
ax + b > 0 „ b é sempre o coeficiente do termo em x.
ax + b < 0 „ c é sempre o coeficiente ou termo independente.
ax + b ≥ 0
ax + b ≤ 0 As equações de segundo grau têm 2 raízes, isto
é, existem 2 valores de x que tornam a igualdade
Sendo a e b números reais e a ≠ 0 verdadeira.
Veja um exemplo abaixo:
Resolva a inequação 5x + 20 < 40 Cálculo das raízes da equação

5x + 20 < 40 Vamos achar as raízes por meio da fórmula de


5x < 40 – 20 Báskara. Basta identificar os coeficientes a, b e c e
5x < 20 colocá-los na seguinte expressão:
x < 20 / 5
x < 4. 2
-b ! b - 4ac
x=
Podemos resolver uma inequação de uma outra 2a
maneira, fazendo um gráfico no plano cartesiano.
Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele
No gráfico, fazemos o estudo do sinal da inequação
que permitirá obtermos dois valores para as raízes,
vamos identificar para quais valores de x transfor-
um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor
mam a desigualdade em uma sentença verdadeira.
utilizando o sinal negativo (-).
Siga os passos:
Vamos aplicar em um exemplo:
MATEMÁTICA

Resolva a inequação 5x + 20 < 40


Calcular as raízes da equação x2 - 3x + 2 = 0.
Identificando os valores de a, b e c.
1º) Coloque todos os termos da inequação em um mes-
mo lado.
a=1
b = -3
5x + 20 - 40 < 0 c=2
5x -20 < 0

53
Substituindo na fórmula: Caso S3 complete 40 anos de idade em 2020, S1 seja 8
anos mais novo que S3 e S2 seja 2 anos mais velho que
2 S4, se em 2020 a soma de suas idades for igual a 140 anos,
-b ! b - 4ac
x= então é correto afirmar que S2 nasceu antes de 1984.
2a
( ) CERTO  ( ) ERRADO
-(-3) ± √(-3)2 - 4 × 1 × 2
x= S3 tem 40 anos em 2020. S1 é 8 anos mais novo que
2×1 S3, ou seja, em 2020 sabemos que S1 terá 32 anos de
idade. Como S2 é 2 anos mais velho que S4, podemos
3! 9-8 dizer que:
x=
2 Idade de S2 = Idade de S4 + 2
3!1 Chamando de X1, X2, X3 e X4 para designar as respec-
x= tivas idades no ano de 2020, podemos escrever que:
2
X2 = X4 + 2
3+1 Sabemos que a soma das idades, em 2020, é igual a
x1 = =2
2 140 anos:
3-1 X1 + X2 + X3 + X4 = 140
x2 = =1
2 32 + (X4+2) + 40 + X4 = 140
74 + 2.X4 = 140
Na fórmula de Báskara, podemos usar um discrimi- 2.X4 = 66
nante que é representado por “Δ”. Seu valor é igual a: X4 = 33
Logo, X2 = X4 + 2 = 33 + 2 = 35 anos em 2020. Assim,
Δ = b2 - 4ac S2 deve ter nascido em 2020 – 35 = 1985.Resposta:
Errado.
Assim, podemos escrever a fórmula de Báskara:
2. (CESPE/CEBRASPE – 2017) Em um tanque A, há uma
-b ! D mistura homogênea de 240 L de gasolina e 60 L de
x= álcool; em outro tanque B, 150 L de gasolina estão
2a
misturados homogeneamente com 50 L de álcool.
O discriminante fornece importantes informações A respeito dessas misturas, julgue o item subsequente.
de uma equação do 2ª grau: Para que a proporção álcool/gasolina no tanque A fique
igual à do tanque B é suficiente acrescentar no tanque
Se Δ > 0 → A equação possui duas raízes reais e A uma quantidade de álcool que é inferior a 25 L.
distintas
Se Δ = 0 → A equação possui duas raízes reais e ( ) CERTO  ( ) ERRADO
idênticas
Se Δ < 0 → A equação não possui raízes reais A proporção álcool/gasolina do tanque B é de 50/150
= 1/3.
Soma e produto das raízes
A quantidade X de álcool precisa ser acrescentada
no tanque A para ele chegar nesta mesma propor-
Basta saber que, em uma equação ax2 + bx + c = 0,
ção. A quantidade de álcool passará a ser de 60 +
temos:
X, e a de gasolina será 240, de modo que ficaremos
com a razão:
z a soma das raízes é dada por –𝑏/a
1/3 = (60+X) / 240
z o produto das raízes é dado por 𝑐 / a
240 x 1/3 = 60 + X
80 = 60 + X
Calcular as raízes da equação x2 - 3x + 2 = 0.
Soma: –𝑏/a = -(-3) / 1 = 3 60 + X = 80
Produto: 𝑐/a = 2 / 1 = 2 X = 80 - 60
Quais são os dois números que somados resulta X = 20 litros. Resposta: Certo.
“3” e multiplicados “2”?
Soma: 3 = (2 + 1) 3. (FUNDATEC – 2011) Qual deve ser o valor de m para
Produto 2 = (2 ×1) que a equação x2 + 6x + m = 0 tenha raízes reais iguais?
Logo, 2 e 1 são as raízes dessa equação. Exatamen-
te igual como achamos usando a fórmula de Báskara. a) 3
b) 9
c) 6
d) -9
EXERCÍCIOS COMENTADOS e) -3

1. (CESPE/CEBRASPE – 2018) Os indivíduos S1, S2, S3 Para que a equação do segundo grau tenha raízes
e S4, suspeitos da prática de um ilícito penal, foram iguais, é preciso que o delta (discriminante) seja
interrogados, isoladamente, nessa mesma ordem. No igual a zero. Isto é, Δ = b2 - 4ac.
depoimento, com relação à responsabilização pela 0 = 62 – 4.1.m
prática do ilícito, S1 disse que S2 mentiria; S2 disse 0 = 36 – 4m
que S3 mentiria; S3 disse que S4 mentiria. 4m = 36
A partir dessa situação, julgue o item a seguir. m = 9. Resposta: Letra B.
54
4. (CONSULPLAN – 2016) Julgue a afirmativa:
*
x + y = 10
A soma das raízes da equação x2 - 5x + 6 = 0 é um
número ímpar. 4x - y = 5

( ) CERTO  ( ) ERRADO A principal forma de resolver esse sistema é usan-


do o método da substituição. Este método é muito sim-
A soma das raízes é: ples, e consiste basicamente em duas etapas:
S = -b / a
S = -(-5) / 1 = 5. Resposta: Certo. 1. Isolar uma das variáveis em uma das equações;
2. Substituir esta variável na outra equação pela
5. (IBFC – 2018) José perguntou ao seu avô Pedro, que expressão achada no item anterior.
é professor de matemática, com que idade ele se for-
mou na faculdade. Pedro disse ao neto que sua idade Vamos aplicar no nosso exemplo:
era o produto entre as raízes da equação x² -10x + 21 = Isolando “x” na primeira equação
0. Nessas condições, assinale a alternativa que apre- x = 10 – y
senta a idade que Pedro se formou na faculdade: Substituindo “x” na segunda equação por “10-y”

a) 18 4(10-y) – y = 5 (faz uma distributiva)


b) 21 40 – 4y – y = 5
c) 24 -5y = 5 – 40
d) 27 -5y = -35 (multiplica por -1)
5y = 35
Achando as raízes da equação: y=7

x² -10x + 21 = 0 Logo, voltando na primeira equação acharemos o


valor de “x”
-(-10) ± √(-10)2 - 4 × 1 × 21
x= x = 10 – y
2×1 x = 10 – 7
x=3
10 ! 100 - 84
x=
2 Assim, x = 3 e y = 7.
10 ! 16
x=
2 Dica
10 + 4
x1 = + =7 Método da substituição
2
1 - Isolar uma das variáveis em uma das
10 - 4 equações;
x2 = - =7
2 2 - Substituir esta variável na outra equação
O produto das raízes é igual a 7 × 3 = 21 anos. Res- pela expressão achada no item anterior.
posta: Letra B.
Há um outro método para resolver um sistema
de equação do 1° grau, que é o método da adição (ou
soma) de equações. Veja:
SISTEMA DE EQUAÇÕES 1. Multiplicar uma das equações por um número que
seja mais conveniente para eliminar uma variável.
EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES 2. Somar as duas equações, de forma a ficar apenas
com uma variável.
Conceito
Veja o exemplo abaixo:
Uma equação é uma igualdade na qual uma ou

*
mais variáveis – geralmente são as letras do nosso x + y = 10
alfabeto - denominadas por incógnitas, são desconhe-
cidas. O nosso principal objetivo é encontrar o valor 4x - y = 5
dessa incógnita.
Sistemas de equações de primeiro grau (sistemas Nesse exemplo não vamos precisar fazer uma mul-
lineares) tiplicação, pois já temos a condição necessária para
Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de eliminarmos o “y” da equação. Então devemos fazer
uma incógnita. Imagine que um exercício diga que: x apenas a soma das equações. Veja:
MATEMÁTICA

+ y = 10.
*
x + y = 10
Perceba que há infinitas possibilidades de x e y
que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e 8, 5 e 5, 4x - y = 5
15 e -10, etc. Por esse motivo que se faz necessário 5x = 15
obter mais uma equação envolvendo as duas incógni- x=3
tas para poder chegar nos seus valores exatos. Veja o
exemplo abaixo:

55
Substituindo o valor de “x” na primeira equação
achamos o valor de “y”: EXERCÍCIOS COMENTADOS
x + y = 10 1. (VUNESP – 2018) Em um concurso somente para os
3 + y = 10 cargos A e B, cada candidato poderia fazer inscrição
y = 10 – 3 para um desses cargos. Sabendo que o número de
y=7 candidatos inscritos para o cargo A era 3000 unidades
menor que o número de candidatos inscritos para o
Veja um outro exemplo que vamos precisar cargo B, e que a razão entre os respectivos números,
multiplicar: nessa ordem, era igual a 0,4, então é verdade que o
número de candidatos inscritos para o cargo B corres-
*
x + y = 10 pondeu, do total de candidatos inscritos, a
x - 2y = 4
a) 3/7
Multiplicando por -1 a primeira equação, temos: b) 5/9
c) 4/7
(
- x - y = - 10
d) 2/3
x - 2y = 4 e) 5/7

Fazendo a soma: A = B – 3000


A/B = 0,4

(
- x - y = - 10 A = 0,4B
Substituindo essa última equação na primeira,
x - 2y = 4
temos:
-3y = -6 0,4B = B – 3000
y = -6 / -3 3000 = B – 0,4B
y= 2 3000 = 0,6B
B = 3000/0,6
Substituindo o valor de “y” na primeira equação B = 5000
achamos o valor de “x”: Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de
A:
x + y = 10 A = 0,4 x 5000
x + 2 = 10 A = 2000
x = 10 – 2 Total
x=8 A + B = 5000 + 2000 = 7000
O número de inscritos para o cargo B, em relação
Sistemas de equações do 2º grau ao total, será:
5000/7000 = 5/7. Resposta: Letra E.
Vamos usar o mesmo método principal para resol-
vermos os sistemas de equações do 2° grau que utili- 2. (FGV – 2017) O número de balas de menta que Júlia
zamos lá no sistema de equações do 1° grau, ou seja, o tinha era o dobro do número de balas de morango.
Método da Substituição. Veja um exemplo: Após dar 5 balas de cada um desses dois sabores
para sua irmã, agora o número de balas de menta que

(
x+y=3 Júlia tem é o triplo do número de balas de morango. O
2 2 número total de balas que Júlia tinha inicialmente era:
x -y =-3
a) 42;
Isolando x na primeira equação, temos que x =
b) 36;
3 – y. Efetuando a substituição na segunda equação,
c) 30;
temos que:
d) 27;
e) 24.
(3 – y)2 – y2 = -3
9 – 6y + y – y2 = -3
Me = 2.Mo
y=2
Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de
Logo, x = 3 – y = 3 – 2 = 1
menta são o triplo das de morango:
Me – 5 = 3.(Mo – 5)
Me – 5 = 3.Mo – 15
Me = 3.Mo – 10
Na segunda equação podemos substituir Me por
2.Mo.
2.Mo = 3.Mo – 10
10 = 3.Mo – 2.Mo
10 = Mo
O valor de Me é:
Me = 2.Mo
Me = 2.10
Me = 20
Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.
56
(CESPE/CEBRASPE – 2013) Considere que em um
escritório de patentes, a quantidade mensal de pedi- SISTEMA MÉTRICO
dos de patentes solicitadas para produtos da indústria
alimentícia tenha sido igual à soma dos pedidos de SISTEMA DE MEDIDAS
patentes mensais solicitadas para produtos de outra
natureza. Considere, ainda, que, em um mês, além
É um “padrão” para a medida de outras quanti-
dos produtos da indústria alimentícia, tenham sido
requeridos pedidos de patentes de mais dois tipos de dades da mesma grandeza, ou seja, é uma unidade
produtos, X e Y, com quantidades dadas por x e y, res- de medida de uma grandeza física. Por exemplo, o
pectivamente. Supondo que T seja a quantidade total “metro” que é relacionado a uma grandeza física de
de pedidos de patentes requeridos nesse escritório, no “comprimento”. Para cada grandeza física, o Siste-
referido mês, julgue os itens seguintes. ma Internacional de Unidades define uma unidade
padrão de medida.
3. Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x +
y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64.
Dica
( ) CERTO  ( ) ERRADO
Para efetuar os cálculos com medidas de com-
Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x primento, área, volume, massa e tempo, você
+ y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64. precisa conhecer:
Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da � Qual a unidade padrão de medida daquela
indústria alimentícia. Foi dito que este total é igual grandeza no Sistema Internacional de Unidades;
à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,
� Quais os principais múltiplos e submúltiplos
a=x+y
O total de pedidos é: da unidade padrão de medida;
T = a + x + y = a + a = 2a � Como converter uma medida de um múltiplo
Como T = 128, temos para outro.
128 = 2a
a = 64 Resposta: Certo MEDIDAS DE COMPRIMENTO

4. Se, em determinado mês, a quantidade de pedidos A unidade principal tomada como referência é o
de patentes do produto X foi igual ao dobro da quan- metro. Além dele, temos outras seis unidades dife-
tidade de pedidos de patentes do produto Y, então a
rentes que servem para medir dimensões maiores ou
quantidade de pedidos de patentes de produtos da
indústria alimentícia foi o quádruplo da quantidade de menores. A conversão de unidades de comprimento
pedidos de patentes de Y. segue potências de 10. Veja o esquema abaixo:

( ) CERTO  ( ) ERRADO Km hm dam m dm cm mm


(quilômetro) (hectômetro) (decâmetro) (metro) (decímetro) (centímetro) (mlímetro)

Se, em determinado mês, a quantidade de pedidos de


patentes do produto X foi igual ao dobro da quanti- ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10
dade de pedidos de patentes do produto Y, então a
quantidade de pedidos de patentes de produtos da
indústria alimentícia foi o quádruplo da quantidade Km hm dam m dm cm mm
de pedidos de patentes de Y.
Sendo x o dobro de y, ou seja, x =2y, temos que: :10 :10 :10 :10 :10 :10
a=x+y
a = 2y + y Exemplo: Converter 5,3 metros para centímetros.
a=3
Para sair do metro e chegar no centímetro deve-
Assim, as patentes da indústria alimentícia (“a”)
são o TRIPLO das patentes de Y. Resposta: Errado mos multiplicar por 100 (10x10), pois “andamos” duas
casas até chegar em centímetro. Logo,
5. Se T = 128 e a quantidade x foi 18 unidades a mais do 5,3m = 5,3 x 100 = 530 cm.
que a quantidade y, então a quantidade y foi superior a
25. SUPERFÍCIE E CAPACIDADE

( ) CERTO  ( ) ERRADO MEDIDAS DE ÁREA (SUPERFÍCIE)

Se T = 128 e a quantidade x foi 18 unidades a mais do A unidade principal tomada como referência é o
MATEMÁTICA

que a quantidade y, então a quantidade y foi supe- metro quadrado. Além dele, temos outras seis unidades
rior a 25.
diferentes que servem para medir dimensões maiores
Se T = 128, temos que x + y = 64. Agora foi dito ainda
que: ou menores. A conversão de unidades de superfície
x = y + 18 segue potências de 100. Veja o esquema abaixo:
Substituindo x por y + 18, temos:
x + y = 64 Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
(y + 18) + y = 64 (quilômetro (hectômetro (decâmetro (metro (decímetro (centímetro (mlímetro

57
quadrado) quadrado) quadrado) quadrado) quadrado) quadrado) quadrado)
y = 23 unidades. Resposta: Errado.
×100 ×100 ×100 ×100 ×100 ×100 z Para transformar de uma unidade menor para a
unidade maior, divide-se por 60. Veja:
20 minutos = 20 / 60 = 2/6 = 1/3 da hora ou 1/3h.
Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
z Para medir ângulos a unidade básica é o grau.
:100 :100 :100 :100 :100 :100 Temos as seguintes relações:
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)
Exemplo: Converter 5,3 m2 para cm2. 1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)
Para sair do metro quadrado e chegar no cen-
tímetro quadrado devemos multiplicar por 10000 Aqui vale fazer uma observação que os minutos e
(100x100), pois “andamos” duas casas até chegar em os segundos dos ângulos não são os mesmos do sistema
centímetro quadrado. Logo, (hora – minuto – segundo). Os nomes são semelhantes,
5,3m2 = 5,3 x 10000 = 53000 cm2. mas os símbolos que os indicam são diferentes, veja:
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um ins-
MEDIDAS DE VOLUME (CAPACIDADE) tante do dia.
1º 32’ 24” é a medida de um ângulo.
A unidade principal tomada como referência é o
metro cúbico. Além dele, temos outras seis unidades
diferentes que servem para medir dimensões maiores
ou menores. A conversão de unidades de superfície
segue potências de 1000. Veja o esquema abaixo: RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS
TABELAS E GRÁFICOS
Km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
(quilômetro (hectômetro (decâmetro (metro (decímetro (centímetro (mlímetro
cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) Leitura e Interpretação de Tabelas e Gráficos
Apresentados em Diferentes Linguagens e
×1.000 ×1.000 ×1.000 ×1.000 ×1.000 ×1.000 Representações

A apresentação de dados estatísticos por meio de


Km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3 tabelas e gráficos fazem parte do ramo da Estatística
Descritiva. Esta tem por objetivo descrever um con-
:1.000 :1.000 :1.000 :1.000 :1.000 :1.000 junto de dados, resumindo as suas informações prin-
cipais. Para isso, as tabelas e gráficos estatísticos são
ferramentas muito importantes.
Exemplo: Converter 5,3 m3 para cm3.
Para sair do metro cúbico e chegar no centímetro Tabelas
cúbico devemos multiplicar por 1000000 (1000x1000),
pois “andamos” duas casas até chegar em centímetro Para descrever um conjunto de dados, um recurso
cúbico. Logo, muito utilizado são tabelas, como essa abaixo, refe-
5,3m3 = 5,3 x 1000000 = 5300000 cm3. rente à observação da variável “Sexo dos moradores
Veja agora algumas relações interessantes e que de São Paulo”:
você precisa ter em mente para resolver a diversas
questões.
VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS (FI)

Masculino 34
UNIDADE RELAÇÃO DE UNIDADE
Feminino 26
1 quilograma (kg) 1000 gramas (g)

1 tonelada (t) 1000 quilogramas (kg)


Observe que na coluna da esquerda colocamos as
1 litro (l) 1 decímetro cúbico (dm3) categorias de valores que a variável pode assumir, ou
seja, masculino e feminino, e na coluna da direita colo-
1 mililitro (ml) 1centímetro cúbico (cm3) camos o número de Frequências, isto é, o número de
observações (ou repetições) relativas a cada um dos
1 hectare (ha) 1 hectômetro quadrado (hm2) valores. Veja, ainda, que foi analisada uma amostra de
60 pessoas, das quais 34 eram homens e 26 mulheres.
1 hectare (ha) 10000 metros quadrados (m2) Estes são os valores de frequências absolutas. Pode-
mos ainda representar as frequências relativas (per-
MEDIDAS DE TEMPO centuais): sabemos que 34 em 60 são 56,67%, e 26 em
60 são 43,33%. Portanto, teríamos:
Medindo intervalos de tempos temos (hora – minu-
to – segundo) que são os mais conhecidos. Veja como
FREQUÊNCIAS
se faz a relação nessa unidade: VALOR DA VARIÁVEL
RELATIVAS (FRI)
z Para transformar de uma unidade maior para a Masculino 56,67%
unidade menor, multiplica-se por 60. Veja:
1 hora = 60 minutos Feminino 43,33%
4 h = 4 x 60 = 240 minutos

58
Note que a frequência relativa é dada por Fi / n, z Colunas ou barras justapostas
onde Fi é o número de frequências de determinado
valor da variável, e n é o número total de observações. Utilizamos o gráfico de colunas ou barras justapos-
Agora, vamos analisar uma tabela onde a variável tas para dados agrupados por valor ou por atributo.
pode assumir um grande número de valores distintos. Vamos supor que estamos interessados nas idades de
Vamos representar na tabela a variável “Altura dos alguns alunos. O gráfico relaciona as idades com as
moradores de Campinas”: respectivas frequências.

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS (Fi) Idade X Frequência


1,51m 12
1,54m 17
1,57m 4
1,60m 2
1,63m 10
1,67m 5
1,75m 13
1,81m 15
1,89m 2

Quando isto acontece, é importante resumir os


dados de maneira que fique mais fácil para uma leitu-
ra e interpretação da tabela. Na ocasião, vamos criar
intervalos que chamaremos de “CLASSES”. Agora suponha, por exemplo, que queremos saber
a cidade natal de alguns alunos. Como algumas cida-
CLASSE FREQUÊNCIAS (FI) des possuem nomes muito grandes, poderíamos optar
em usar um gráfico de barras justapostas. Veja:
1,50 | - 1,60 33
1,60 | - 1,70 17 Cidade Natal X Frequência
1,70 | - 1,80 13
1,80 | - 1,90 17

O símbolo “|” significa que o valor que se encontra


ao seu lado está incluído na classe. Por exemplo, 1,50
| - 1,60 nos indica que as pessoas com altura igual a
1,50 são contadas entre as que fazem parte dessa clas-
se, porém as pessoas com exatamente 1,60 não são
contabilizadas. Veja abaixo novamente a última tabela,
agora com a coluna de frequências absolutas acumula-
das à direita:

FREQUÊNCIAS
FREQUÊNCIAS
CLASSE ABSOLUTAS ACU-
(FI)
MULADAS (FCA) � Gráfico de Setores (ou de pizza)
1,50 | - 1,60 33 33
Esse gráfico tem a vantagem de mostrar rapida-
1,60 | - 1,70 17 50 mente a relação com o total de observações. Vamos
supor que analisamos as notas trimestrais de alguns
1,70 | - 1,80 13 63 alunos. Veja como fica a disposição usando o gráfico
de pizza.
1,80 | - 1,90 17 80

A coluna da direita exprime o número de indiví-


duos que se encontram naquela classe ou abaixo dela.
Ou seja, o número acumulado de frequências do valor
mais baixo da amostra (1,50m) até o valor superior
daquela classe. Perceba que, para obter o número 50,
bastou somar 17 (da classe 1,60| - 1,70) com 33 (da
MATEMÁTICA

classe 1,50| - 1,60). Isto é, podemos dizer que 50 pes-


soas possuem altura inferior a 1,70m (limite superior
da última classe). Analogamente, 63 pessoas possuem
altura inferior a 1,80m.

Gráficos Estatísticos

Uma outra maneira muito utilizada para a Estatística


Descritiva são os gráficos. Vejamos abaixo alguns tipos. 59
� Gráfico de Linha
NOÇÕES DE GEOMETRIA
São mais utilizados nas representações de séries
temporais. Vamos analisar a evolução de um ano para Ângulos
o outro, se houve um crescimento ou um decréscimo
no número de alunos dentre as séries que estão em Ângulo é a medida de uma abertura delimitada
evidência para estudo dentro da escola. Observe: por duas semi-retas. Veja na figura abaixo o ângulo
A, que é a abertura delimitada pelas duas semi-retas
Evolução anual no número de alunos de sétimo ao desenhadas:
nono anos

O ponto desenhado acima no encontro entre as


duas semi-retas é denominado “Vértice do ângulo”.
Um ângulo é medido de acordo com a sua abertura.
Dizemos que uma abertura completa mede 360 graus
(360º). Veja:

� Histograma

É muito utilizado na representação gráfica de


dados agrupados em classes (distribuição de fre- A
quências). Imagine que realizamos uma pesquisa
sobre os salários dos funcionários de uma empresa
de cosméticos e obtivemos a seguinte distribuição de
frequências.

SALÁRIOS EM FREQUÊNCIA Como 360o representam uma volta completa, 180º


MILHARES DE REAIS representam meia-volta, como você pode ver abaixo:
10 – 15 15 180°
15 – 20 17
20 – 25 13
25 - 30 7

Esses dados podem ser resumidos com um histo- Por sua vez, 90o representa metade de meia-volta,
grama, como mostra o gráfico a seguir. isto é, ¼ de volta. Este ângulo é conhecido como ângu-
lo reto, e tem uma representação bem característica:

90°

Os ângulos podem ser classificados quanto ao


valor do ângulo em relação a 90°:

É importante destacar que a área de cada retângu- z Ângulos agudos: são aqueles ângulos inferiores à
lo é proporcional à frequência. 90°. Ex.: 30o, 42o, 63o.
z Ângulos obtusos: são aqueles ângulos superiores à
90o. Ex.: 100o, 125o, 155o.

Observação: os ângulos de 0 e 180º são denomina-


dos de ângulos rasos.

60
Outra classificação de ângulos é em relação à FORMAS
medida:
Polígonos
z Ângulos congruentes: são congruentes (iguais)
quando possuem a mesma medida. Polígono qualquer figura geométrica fechada for-
mada por uma série de segmentos de reta. Observe:
z Ângulos complementares: são complementares
quando a soma entre os ângulos é 90o. Ex.: 60° +
30° = 90°. Os ângulos 30° e 60° são complementares
um do outro.
z Ângulos suplementares: são suplementares quan-
do a soma entre os ângulos é 180o. Ex.: 110° + 70°
= 180°. Os ângulos 70° e 110° são suplementares
entre si.

A semi-reta que divide um ângulo em duas partes Os elementos de qualquer polígono são:
iguais é denominada Bissetriz. Veja:
z Lados: são os segmentos de reta que formam o
polígono (a figura abaixo, um pentágono, possui 5
segmentos de reta, isto é, 5 lados).
z Vértices: são os pontos de junção de dois segmen-
A/2
tos de reta consecutivos. Estão marcados com
A/2 letras maiúsculas na figura abaixo.
z Diagonais: são os segmentos de reta que unem dois
vértices não consecutivos. São as retas vermelha
traçadas no polígono abaixo.
Agora observe esse cruzamento de retas. Vamos
tirar algumas conclusões interessantes. A

A B E
C
D

Os ângulos formados pelo cruzamento das retas


são denominados ângulos opostos pelo vértice e tem C D
o mesmo valor. Ou seja, A = C e B = D.
Os ângulos A e B são suplementares, pois a soma
Para calcular o número de diagonais de um polígo-
entre eles é de 180o, assim como a soma dos ângulos B
no, vamos precisar levar em consideração os vértices
e C, C e D, e D e A.
(lados). Chegamos na seguinte fórmula:

Dica n # (n - 3)
D=
Ângulos opostos pelo vértice têm a mesma 2
medida. Veja que o pentágono (n = 5) possui 5 diagonais.

Uma outra unidade de medida de ângulos é cha- z a soma do ângulo interno e do ângulo externo de
mada de “radianos”. Dizemos que 180o correspondem um mesmo vértice é igual a 180º;
a π (“pi”) radianos. Vamos usar uma regra de três sim- z a soma dos ângulos internos de um polígono de n
ples para convertermos qualquer ângulo em radia- lados é:
nos. Veja, vamos converter 60o para radianos:
S = (n – 2) × 180°
180° ---------------------------------- π radianos
60° ------------------------------------ x radianos
Dica
180x = 60 π
60r r A soma dos ângulos internos de um triângulo (n =
x= = radianos.
180 3 3) é 180º e nos quadriláteros (polígonos de 4 lados)
MATEMÁTICA

esta soma é 360º.

Os polígonos que possuem todos os lados iguais


e todos os ângulos internos iguais (congruentes) são
chamados de polígonos regulares. Conheça algumas
nomenclaturas dos principais polígonos regulares e
os seus números de lados.

61
Nº DE Nº DE A área também será dada pela multiplicação da
NOME NOME
LADOS LADOS base pela altura (b x h). Como ambas medem L, tere-
3 Triângulo 9 Eneágono
mos L x L, ou seja:

4 Quadrilátero 10 Decágono A = L2
5 Pentágono 11 Undecágono
6 Hexágono 12 Dodecágono Trapézio
7 Heptágono ... ...
Temos um polígono com 4 lados, sendo 2 deles
8 Octógono 20 Icoságono paralelos entre si, e chamados de base maior (B) e
base menor (b). Temos, também, a sua altura (h) que
PERÍMETRO E ÁREA é a distância entre a base menor e a base maior. Veja
na figura abaixo:
Retângulo
b
Chamamos de retângulo um paralelogramo (polí-
gono que tem 4 lados opostos paralelos) com todos os
ângulos internos iguais a 90°.
h
b

B
h h
Conhecendo b, B e h, podemos calcular a área do
trapézio através da fórmula abaixo:
(B + b) # h
A=
2
b
Losango
Chamamos o lado “b” maior de base, e o lado
menor “h” de altura. É um polígono com 4 lados de mesmo comprimen-
to. Veja abaixo:
Área do Retângulo
L L
Para calcularmos a área, vamos fazer a multipli-
cação de sua base (b) pela sua altura (h), conforme a
fórmula:

A=b×h L L

Exemplo: um retângulo com 10 centímetros de


lado e 5 centímetros de altura, a área será: Para calcular a área de um losango, vamos preci-
sar das suas duas diagonais: maior (D) e menor (d) de
A = 10cm × 5cm = 50cm2 acordo com a figura a seguir:

Quando trabalhamos o conceito e cálculo de áreas


L L
das figuras geométricas, usamos a unidade ao quadra-
do que no nosso exemplo tínhamos centímetros e pas- d
samos para centímetros quadrados, que neste caso é a
unidade de área. D
L L
Quadrado

Nada além de um retângulo no qual a base e a altu- Assim, a área do losango é dada pela fórmula
ra têm o mesmo comprimento, ou seja, todos os lados abaixo:
do quadrado têm o mesmo comprimento, que chama-
remos de L. Veja: D#d
A=
2
L Paralelogramo

É um quadrilátero (4 lados) com os lados opostos


paralelos entre si. Esses lados opostos possuem o mes-
L L mo tamanho.

62 L
b

h
a a
c
b

A área do paralelogramo também é dada pela mul-


tiplicação da base pela altura:
A A

A=b×h C

Triângulo „ Triângulo escaleno: é o triângulo que possui os


três lados com medidas diferentes, tendo tam-
Trata-se de uma figura geométrica com 3 lados. bém os três ângulos internos distintos entre si:
Veja-a abaixo:

a B
c

a c C A

„ Triângulo equilátero: é o triângulo que tem


todos os lados iguais. Consequentemente, ele
b terá todos os ângulos internos iguais:

Para calcular a área do triângulo, é preciso conhe-


cer a sua altura (h):

A
a a
h

a c A A

a
h
Podemos calcular a altura usando a seguinte fórmula:

b a 3
h=
2
O lado “b”, em relação ao qual a altura foi dada, é
chamado de base. Assim, calcula-se a área do triângu- Para calcular a área do triângulo equilátero usan-
lo utilizando a seguinte fórmula: do apenas o valor da medida dos lados (a), usamos a
fórmula a seguir:
2
b#h a 3
A= A=
2 4
Vamos conhecer os tipos de triângulos existentes:

„ Triângulo isósceles: é o triângulo que tem dois


lados iguais. Consequentemente, os 2 ângulos
internos da base são iguais (simbolizados na
MATEMÁTICA

figura pela letra A):

63
TEOREMA DE PITÁGORAS A área de um círculo é dada pela fórmula: A = π ×
r2. Na fórmula, a letra π (“pi”) representa um número
Triângulo retângulo: possui um ângulo de 90°. irracional que é, aproximadamente, igual a 3,14.
Vejamos um exemplo para calcular a área de um
círculo com 10 centímetros de raio:

B A = π × r2
c A = π × (10)2
a A = π × 100
Substituindo π por 3,14, temos:
A = 3,14×100 = 314cm2
A
O perímetro de uma circunferência que é a mesma
b coisa que o comprimento da circunferência, é dado por:

Temos as seguintes nomenclaturas para cada lado C=2×π×r


do triângulo. Veja:
O ângulo marcado com um ponto é o ângulo reto Para exemplificar, agora vamos calcular o períme-
(90º). Oposto a ele temos o lado “c” do triângulo, que tro daquela circunferência com 10cm de raio:
chamaremos de hipotenusa. Já os lados “a” e “b”, que
são adjacentes ao ângulo reto, são chamados de catetos.
C = 2 × 3,14 × 10
O Teorema de Pitágoras nos dá uma relação entre
a hipotenusa e os catetos, dizendo que a soma dos C = 6,28 × 10 = 62,8 cm
quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipote-
nusa: a2 = b2 + c2. O diâmetro (D) de uma circunferência é um seg-
Agora vamos falar sobre algumas métricas interes- mento de reta que liga um lado ao outro da circun-
santes que estão presentes no triângulo retângulo. ferência, passando pelo centro. Veja que o diâmetro
mede o dobro do raio, ou seja, 2r.

b h c

n m
C B
D = 2r
H
a

Devemos nos atentar em relação a algumas fórmulas


que são extraídas do triângulo acima que poderão nos aju-
dar com a resolução de algumas questões. Veja quais são:

h2 = m×n
b2 = m×a
Repare na figura abaixo.
c2 = n×a
b×c = a×h
A
Essas fórmulas são chamadas de relações métricas
do triângulo retângulo.

Círculo α

C B
Todos os pontos estão a uma mesma distância em
relação ao centro do círculo ou circunferência. Cha-
mamos de raio e geralmente é representada por “r”.
Veja na figura abaixo:

Note que formamos uma região delimitada dentro do


círculo. Essa região é chamada de setor circular. Temos
r ainda um ângulo central desse setor circular simbolizado
por α. Com base neste ângulo, conseguimos determinar a
área do setor circular e o comprimento do segmento de
círculo compreendido entre os pontos A e B.

64
Sabemos que o ângulo central de uma volta com- Prismas
pleta no círculo é 360º. E também sabemos a área des-
ta volta completa, que é a própria área do círculo ( π × Vamos estudar os prismas retos, ou seja, aqueles
r2). Vejamos como calcular a área do setor circular, em que tem as arestas laterais perpendiculares às bases.
função do ângulo central “α”: Os prismas são figuras espaciais bem parecidas com
360° ---------------------- π × r2 os cilindros. O que os difere é que a base de um prisma
α ------------------------- Área do setor circular não é uma circunferência.
O prisma será classificado de acordo com a sua
a # rr
2 base. Por exemplo, se a base for um pentágono, o pris-
Logo, área do setor circular = ma será pentagonal.
360c
Usando a mesma ideia, podemos calcular o com-
primento do segmento circular entre os pontos A e B,
cujo ângulo central é “α” e que o comprimento da cir-
cunferência inteira é 2 πr. Confira abaixo:

360° --------------- ------ 2 πr


Prisma Prisma Prisma Prisma
α -------------------------- Comprimento do setor circular triangular pentagonal hexagonal quadrangular

a # 2rr
Logo, comprimento do setor circular = O volume para qualquer tipo de prisma será sem-
360c
pre o produto da área da base pela altura. Veja:
VOLUME
V = Ab × h
Poliedros
A área total de um prisma será a soma da área late-
São figuras espaciais formadas por diversas faces, ral com duas bases.
cada uma delas sendo um polígono regular que
estudamos anteriormente. Vamos conhecer os AT = Al + 2Ab
principais poliedros, destacando alguns pontos
importantes como área e volumes:
Cilindro
Paralelepípedo reto-retângulo e Cubo
Vamos estudar o cilindro reto cujas geratrizes são
perpendiculares às bases. Observe a figura abaixo:

c a

b
a a
base (círculo)
O cubo é um caso particular do paralelepípedo re-
to-retângulo, ou seja, basta que igualemos os valores
de a = b = c.
Para calcular o volume de um paralelepípedo reto- Geratriz
-retângulo, devemos multiplicar suas três dimensões.
Veja:
A distância entre as duas bases é chamada de altu-
V=a×b×c
ra (h). Quando a altura do cilindro é igual ao diâmetro
da base, o cilindro é chamado de equilátero.
No caso do cubo, o volume fica:

V = a × a × = a3 Cilindro equilátero: ℎ = 2r

A base do cilindro é um círculo. Portanto, a área da


Dica base do cilindro é igual a πr2.
As faces do paralelepípedo são retangulares, Perceba que se “desenrolarmos” a área lateral e
enquanto as faces do cubo são todas quadradas. “abrimos” todo o cilindro, temos o seguinte:

A área total do cubo é a soma das 6 faces quadra-


das. Ou seja,
MATEMÁTICA

AT = 6a2
H H
Agora no paralelepípedo reto-retângulo temos 2
retângulos de lados (a, b), dois retângulos de lados (b,
c) e dois retângulos de lados (b, c). Portanto, a área R C
total de um paralelepípedo é:
R
AT = 2ab + 2ac + 2bc 65
A área da superfície lateral do cilindro é igual a Temos, também, a área lateral é dada pela fórmula
2πℎ. πrg , onde “g” é o comprimento da geratriz do cone.
E o volume do cilindro é o produto da área da base Para calcularmos o volume de um cone, basta
pela altura: V = πr2 × ℎ. sabermos que equivale a 1/3 do produto entre a área
da base pela altura. Veja:
Esfera
2
rr h
Quando estamos estudando a esfera, precisamos V= 3
lembrar que tudo depende e gira em torno do seu raio,
ou seja, é o sólido geométrico mais fácil de trabalhar.
Dica
Em um cone equilátero a sua geratriz será igual
ao diâmetro, ou seja, 2r.

Pirâmides

A base de uma pirâmide poderá ser qualquer polí-


gono regular, no caso estamos falando apenas de pirâ-
mides regulares.

O raio é simplesmente a distância do centro da es-


fera até qualquer ponto da sua superfície.
O volume da esfera é calculado usando a seguinte
fórmula:
4
V = 3 # rr
3 pirâmide pirâmide pirâmide
triangular quadrangular pentagonal
E a área da superfície pela fórmula abaixo:

A = 4 × πr2

Cone

Observe a figura abaixo:

Altura

pirâmide pirâmide
Geratriz
hexagonal heptagonal

O segmento de reta que liga o centro da base a um


ponto médio da aresta da base é denominado “apótema
da base”. Indicaremos por “m” o apótema da base. E o
segmento que liga o vértice da pirâmide ao ponto médio
Base de uma aresta da base é denominado “apótema da pirâ-
mide”. Indicaremos por m′ o apótema da pirâmide. Veja:
Vamos extrair algumas informações.
A base de um cone é um círculo, então a área da
base é πr2.
Quando “abrimos” um cone, temos a figura a
seguir:

m1
G

66
A área lateral da pirâmide é dada por: Disjunção Exclusiva (conectivo “Ou...ou”)

Aℓ = pm′ Representação simbólica: ⊻


Exemplo:
A área total da pirâmide é dada por:
z Na linguagem natural:
AT = Ab + Aℓ „ Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta.

O volume da pirâmide é calculado da mesma for- z Na linguagem simbólica:


ma que o volume do cone: 1/3 do produto da área da „ p ⊻ q
base pela altura. Veja:
Condicional (conectivo “Se então”)
Ab # h
V= 3 Representação simbólica: →
Exemplo:
O volume total do reservatório é de 4 + 3,5 = 7,5m3.
Usando a fórmula para calcular o volume, ou seja, z Na linguagem natural:
Volume = comprimento x largura x altura „ Se estudar, então vai passar.

7,5 = 2,5 x 2 x h z Na linguagem simbólica:


3=2xh „ p → q
h = 1,5m
Bicondicional (conectivo “Se e somente se”)

RACIOCÍNIO LÓGICO Representação simbólica:


Exemplo:
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA
z Na linguagem natural:
z ESTRUTURA LÓGICA „ Bino vai ao cinema se e somente se ele receber
dinheiro.
A negação com o conectivo “não”
z Na linguagem simbólica:
Representação simbólica: (~p) ou (¬p) „ p ⟷ q
Sabemos que o valor lógico de “p” e “~p” são opos-
tos, isto é, se p é uma proposição verdadeira, ~p será z TABELA VERDADE
falsa, e vice-versa. Exemplo:
p: Matemática é difícil. Trata-se de uma tabela na qual conseguimos
(~p) ou (¬p): Matemática não é difícil. apresentar todos os valores lógicos possíveis de uma
proposição.
Outras maneiras que também podemos usar para
negar uma proposição, e que vem aparecendo muito Números de Linhas de Tabela Verdade
nas provas de concursos, são:
Neste momento, vamos aprender a construir tabe-
Não é verdade que matemática é difícil. las-verdade para proposições compostas.
É falso que matemática é difícil.
1º passo: Contar a quantidade de proposições envol-
Conjunção (Conectivo “E”) vidas no enunciado.
Exemplo: P v Q (temos duas proposições).
Representação simbólica: ^
Exemplo: 2º passo: Calcular a quantidade de linhas da tabela
usando a fórmula 2n = 2proposições (onde “n” é o núme-
z Na linguagem natural: ro de proposições).
„ O macaco bebe leite e o gato come banana. Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.

z Na linguagem simbólica: P Q PVQ


„ p ^ q

Disjunção Inclusiva (Conectivo “ou”)


MATEMÁTICA

Representação simbólica: v
Exemplo:

z Na linguagem natural:
„ Maria é bailarina ou Juliano é atleta.

z Na linguagem simbólica:
„ p v q 67