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1.

TRABALHO E ADOLESCÊNCIA

1.1. TRABALHO

A princípio, o trabalho chegou a ser considerado como um princípio de exclusão,


tendo em vista que a execução do mesmo jamais (não usar palavras extremadas) foi
considerado fator de integração social, já que os que o praticavam, o faziam pela
necessidade de atender sua subsistência, sendo estes principalmente os escravos (Gorz,
2003 apud Rizzo, 2008).

Rendt (2005 apud Rizzo, 2008) destaca que na Antiguidade, o trabalho era tido
como essencial à satisfação das necessidades vitais, sendo este uma ocupação servil, a
qual excluía da cidadania aqueles que o realizavam, ou seja, estes não tinham direito a
nenhuma participação na cidade. Parágrafo que repete a idéia do anterior, junta os dois
com suas palavras.

Pode-se visualizar que o trabalho era vinculado a algo negativo, pois o indivíduo
que o praticava era visto como inferior, até mesmo pela condição social que o mesmo
ocupava, e ao direito que lhe era tolhido de mudar sua realidade. Essa idéia é sua ou do
autor? Sem referência parece que é sua.

O conceito de trabalho passou a apresentar certa modernização na época


clássica, a qual o mesmo atravessava por um período de qualificação artesanal, no qual
está ligado às prestações dos servos, quando considerado que na Antiguidade, atribuía-
se a atividades desempenhadas por escravos repetido (Sottili, 2000 apud Rizzo, 2008).

Este mesmo autor (qual autor? O citado acima?) destaca que, posteriormente,
surgiram as generalizações técnicas por ofícios, promovendo o surgimento da ordem
fabril, e, por conseguinte, ao proletariado, isto é, aos trabalhadores, tais quais
conhecemos atualmente (ref)

Segundo Braverman (1987, apud Rizzo 2008), apesar da força de trabalho ser
associada desde a Antiguidade (novamente?) a um valor, a Europa não possuía uma
classe de trabalhadores assalariados considerável, tornando-se importante em termos de
quantidade apenas após o advento do capitalismo industrial. A partir de então, o
trabalhador passou a não possuir mais muitas escolhas, sendo obrigado a concordar com
o contrato de trabalho, pois este acaba por se tornar praticamente o único meio de
ganhar a vida.

Corroborando com este autor, Gorz (2003, apud Rizzo, 2008) acrescenta que nas
sociedades pré-capitalistas, as quais subsistem até hoje, trabalhava-se muito menos que
hoje, prova disso é que os primeiros industriais, nos séculos XVIII e XIX, passavam por
grandes dificuldades para conseguir que sua mão-de-obra trabalhasse o dia inteiro.
Será? Alguns autores falam q as jornadas eram bem mais longas. O que é trabalhar
menos?

O trabalho, hoje, pode ser definido como todo “esforço intencional que produz
conseqüências em seu ambiente com o propósito de produzir algum tipo de
transformação”, sendo na maioria das vezes vinculado a uma remuneração,
caracterizado ou não por um vínculo empregatício. Ao ser estabelecido de forma legal,
caracteriza-se como emprego, adquirindo um caráter instrumental por meio do
estabelecimento de uma relação de troca racional econômica, na qual o trabalhador é
tido como parte insignificante e substituível do processo produtivo, no qual o
trabalhador fornece sua força de trabalho e os gestores retribuem economicamente
(Zanelli & Silva, 2008).

Porém, este mesmo autor qual? Vc não citou no parágrafo nenhum, autor ressalta
que não podemos considerar o trabalho apenas como uma forma de ganhar a vida,
apesar do significado que o dinheiro pode representar para o trabalhador. Além disso,
destaca que o trabalho também deve ser visto como uma forma de inserção social no
qual os aspectos psíquicos e físicos estão implicados, tendo em vista que quando o
trabalhador está diante de um ambiente de trabalho em que as atividades possuem
algum significado consistente com um conjunto de valores que fazem sentido para ele,
este perceberá o trabalho como significativo. Mas, caso ocorra de forma contrária, o
mesmo visualizará o trabalho como expropriador, alienante e sem significado na vida
pessoal. ref

Alguns benefícios intrínsecos fornecidos pelo trabalho são visados pelo ser
humano como facilitadores de motivação, o que permite aos trabalhadores vê-lo de
forma positiva, como por exemplo, oportunidades de crescimento e aprendizagem,
convivência com trabalhadores que podem se tornar amigos, reconhecimento e a
perspectiva de se tornar o que se deseja ser. Nesse sentido, o trabalho pode ser
considerado como forte elemento na construção da identidade do ser humano que
convive bem consigo mesmo, assim como, provedor de qualidade de vida. (Zanelli &
Silva, 2008).

De acordo com a perspectiva psicológica, “o trabalho é uma categoria central no


desenvolvimento do conceito de si mesmo e uma fonte de auto-estima. A ocupação de
uma pessoa constitui elemento vital de seu autoconceito e fonte importante de auto-
estima” (Zanelli & Silva, 2008, p. 111).

Este mesmo autor considera que o trabalho é um “forte elemento na construção


da identidade do ser humano que convive bem consigo mesmo, acredita em si e sente-se
digno, pois a natureza intrínseca das tarefas que as pessoas realizam atua como fonte
exponencial de motivação no trabalho” (autor p. 111). Mais de 4 linhas tem que ser
recuado

Desta forma, seja o trabalho formal ou informal, este é tido como fator relevante
na constituição do indivíduo enquanto pessoa, assim como no estabelecimento de
características que serão próprias de cada um, visto que o trabalho influencia no estilo
de vida, na forma de agir, na forma de se vestir, de aproveitar a vida, na pretensão
constituir família ou não, e assim por diante.

Ruffino (2000) apud Rizzo (2008) ressalta que a atividade denominada de


trabalho que a maioria dos humanos exerce, com ou sem remuneração justa, não a
realizariam se não houvessem investido paixão, e não obstante, compromisso, apesar de
nem sempre dela poder extrair prestígio, e raramente, o sustento.

Nesse sentido, torna-se relevante destacar que o trabalho atinge campos aquém
da remuneração, os quais influenciam no bem-estar do ser humano, tendo em vista que
esse pode atingir o indivíduo em função da execução de uma atividade que o mesmo
não possui paixão até a forma como a sociedade o vê por conta da execução de
determinada atividade.

Mielnik (1987) apud Rizzo (2008) ao tratar de trabalho faz considerações a


respeito dos significados psicoemocionais que esse exerce sob o indivíduo, e de
algumas funções que esse possui. A primeira dessas funções destacadas pelo autor é o
aspecto da sobrevivência individual, no qual o trabalho atende às necessidades
biológicas de manutenção, como lazer, moradia, tratamento médico, vestuário, além da
manutenção da família.

A segunda função citada por este autor é representada pelo fato do trabalho
proporcionar ao indivíduo a aprovação social de seus companheiros de grupo social, a
qual compõe uma fonte de satisfação especial que alimenta o status de quem trabalha.
Repete a idéia de zanelli.

A função que é citada em terceiro lugar é o alívio das tensões emocionais que a
atividade humana provoca, como se estivesse funcionando, como uma válvula de escape
de energias. E quarta função citada é a estimulação da imaginação e ativação da
criatividade, proporcionando assim, progresso e bem estar humanos.

Apoiando estas considerações Iamamoto (2001) apud Rizzo (2008) afirma que o
trabalho, envolve a mobilização de energias físicas e mentais, emoções e sentimentos. O
autor contribui ainda, ressaltando que a vivência do trabalho tem centralidade na vida
dos indivíduos sociais, e que esta ultrapassa o ambiente da produção e se espraia para
outras dimensões da vida, como as relações familiares, além da fruição dos afetos, o
lazer e o tempo de descanso, comprometendo ainda a reposição das energias físicas e
mentais e a duração da vida.

Quando o trabalho é visto com pouca importância em um contexto psicossocial,


é possível o desencadeamento de sérios problemas ao indivíduo, tendo em vista que ele
pode se tornar alienante e sem significado (Zanelli & Silva, 2008). repetido

Mielnik (1987) apud Rizzo (2008) faz considerações a respeito das mudanças
atribuídas ao sentido do trabalho durante a história do homem, tendo em vista que este
já foi considerado como uma atividade convencional destinada ao sustento biológico,
chegando à atribuição de que é importante até mesmo como reforço social.

Gorz (2003) apud Rizzo (2008) destaca que as pessoas são habituadas a
visualizar o trabalho como uma atividade remunerada, na qual o empregador fixa as
condições e o empregado cumpre. O trabalho também é visto como algo central,
perfazendo várias dimensões da nossa vida, nas relações com os amigos e com a
família, possibilitando que a pessoa sinta-se útil, garantindo assim, além do retorno
financeiro, um retorno social e psicológico. Porém, este mesmo autor afirma que nem
toda atividade realizada, pode ser considerada como trabalho, e que nem todo trabalho,
necessariamente é remunerado financeiramente. repetido

Nesse sentido, Gorz (2003) apud Rizzo (2008) distingue o trabalho em três
tipos: esta igual ao texto?????

- O trabalho como finalidade econômica, no qual a troca mercantil é a sua


principal finalidade, ficando em segundo plano a satisfação ou prazer;

- O trabalho doméstico e o trabalho para si, cujo principal objetivo é alcançar seu
próprio benefício. Como exemplo, podemos citar o “trabalho de reprodução”, como o
trabalho doméstico, o qual garante as bases necessárias imediatas à sobrevivência;

- A atividade autônoma, a qual corresponde a todas as atividades vividas como


capazes de nos aperfeiçoar, fontes de sentido e de alegria. Pois estas requerem um
“trabalho”, no sentido de esforço.

O trabalho pode ainda ser compreendido dentro de reações sociais determinadas,


visto que durante a ação do homem sobre a natureza no sentido de promover
transformações para suprir suas próprias necessidades, o homem acaba por estabelecer
relação com a natureza e com outros homens, fato que define o lugar de cada indivíduo
em sua rede de relações e a sua atividade (Max (1987), apud Stenger (2009). Esse
parágrafo poderia estar mais acima.

Além disso, as relações sociais (de classe, de gênero, de etnia, geracional)


promovem a qualificação do indivíduo, além da escolaridade ou da formação
profissional, as quais foram construídas a partir da inserção ativa e consciente dos
sujeitos em processos reais de trabalho (Machado (1996) apud Stenger (2009). Ponto
muito importante do seu texto, precisa ser mais desenvolvido.

Nesse sentido, os conhecimentos adquiridos pelo trabalhador por meio de


processos e instituições sociais – família, escola, empresa, etc. – somados às suas
habilidades adquiridas socialmente e às suas características pessoais, acabam por
constituir um conjunto de saberes e habilidades que significa para ele, trabalhador, valor
de uso (Segnini (2000) apud Stenger (2009).

Para falar de competência nesse contexto do trabalho, VC precisa fazer um


link histórico de como essas competências passaram a ser valorizadas atualmente.

Segundo Biachetti (2001) apud Stenger (2009), as competências estão


relacionadas com o comportamento, atitudes e postura do trabalhador, mas o que
realmente determina a permanência e o aumento do salário do trabalhador é a utilização
adequada de seus conhecimentos na identificação, mediação de conflitos e solução de
problemas. Enquanto que, Dolz e Ollagnier (2004) apud Stenger (2009) consideram que
competência corresponde à habilidade para mobilizar um repertório de recursos, ou seja,
conhecimentos, capacidades cognitivas e capacidades relacionais, durante uma
determinada situação.

As competências são assumidas como um conjunto identificável de


conhecimentos, práticas e atitudes, sendo que estes podem ser correlacionados ao
processo de ensino, e correspondem a saberes, saber fazer e saber ser, respectivamente.
Por isso, Koltermann e Silva (2006) apreciam que desenvolver competências exige da
programação de atividades de acordo com o tipo de experiência que cada uma delas
proporcionará aos indivíduos. Desta forma, cada atividade realizada na capacitação dos
aprendizes, corresponde a um resultado, respeitando a competência de cada um, tendo
em vista que dependerá do saber fazer e do saber ser e, por conseguinte dos saberes.