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Resumo esquemático da glicólise

Resumo esquemático da glicólise

Destino anaeróbicas

do

Glicólise

piruvato

em

condições

aeróbicas e

Fermentação

Oxidação

completa

e Fermentação O x i d a ç ã o completa • Em condições aeróbicas o

• Em condições aeróbicas o piruvato é oxidado a acetato que entra no ciclo do ácido cítrico (TCA) sendo oxidado a CO 2 e H 2 O ao mesmo tempo que o NADH formado na glicólise é reoxidado a NAD + na cadeia transportadora de electrões.

•Em condições anaeróbicas (actividade muscular intensa; partes submersas de plantas; bactérias lácticas; fermentação alcoólica em leveduras) o NADH não pode ser reoxidado a NAD + (aceitador electrónico na reacção de oxidação do gliceraldeído 3-fosfato da

glicólise) pelo O 2

•A maioria das células “actuais” retiveram a capacidade de gerar energia em condições anaeróbicas! Elas regeneram o NADH formando produtos como o ácido láctico e o etanol

e assim a glicólise parava!

Destino do piruvato em condições anaeróbicas

Fermentação láctica - o piruvato é convertido em lactato gerando NAD+ que vai permitir que a glicólise continue

Por cada molécula de glicose catabolisada na glicólise formam-se 2 moléculas de ácido láctico:

Lactato desidrogenase
Lactato
desidrogenase

(2 moléculas)

(2 moléculas)

(2 moléculas)

(2 moléculas)

Em condições de grande actividade, o músculo funciona em anaerobiose até os níveis de ácido láctico baixarem o pH e este abaixamento prevenir a formação excessiva de ácido láctico (através da inibição da enzima fosfofrutocinase)

Reacção global

Fermentação alcoólica (leveduras e outros microorganismos):

o piruvato é convertido em etanol gerando NAD+ que vai permitir que a glicólise continue.

Por cada molécula de glicose catabolisada na glicólise formam-se 2 moléculas de etanol:

Piruvato descarboxilase Alcool desidrogenase H
Piruvato
descarboxilase
Alcool
desidrogenase
H

Coenzima pirofosfato de tiamina

Glucose + 2 Pi + 2 ADP

Glucose + 2 Pi + 2 ADP 2 etanol + 2 ATP + 2 H 2

2 etanol + 2 ATP + 2 H 2 O + 2 CO 2

• A formação de lactato no músculo em actividade e nos eritrócitos (não têm mitocôndrias logo não podem oxidar a glicose completamente) constitui um beco sem saídaem termos metabólicos.

• O lactato tem que ser novamente convertido em piruvato para ser metabolizado.

Lactato e piruvato são exportados das células musculares e eritrócitos para a corrente sanguínea até às células bem oxigenadas do músculo cardíaco (entram através de transportadores na membrana plasmática), onde são convertidas em piruvato e metabolizados pelo ciclo dos ácidos tricarboxilicos e fosforilação oxidativa.

• O excesso de lactato entra no fígado onde é convertido em piruvato e depois em glicose pela gluconeogénese

O fígado repõe os níveis de glicose necessários às células activas musculares que retiram a sua energia (ATP) da conversão (via glicólise) da glucose em lactato. O músculo em contracção fornece lactato ao fígado que o utiliza para sintetizar glicose Ciclo de Cori

em lactato. O músculo em contracção fornece lactato ao fígado que o utiliza para sintetizar glicose
em lactato. O músculo em contracção fornece lactato ao fígado que o utiliza para sintetizar glicose
em lactato. O músculo em contracção fornece lactato ao fígado que o utiliza para sintetizar glicose

Ciclo do ácido cítrico

• Oxidação do piruvato (glicólise) a CO2 e H2O com formação de energia.

• Oxidação do acetil-CoA resultante da degradação dos ácidos gordos e de produtos resultantes da degradação de aminoácidos.

• O ciclo fornece precursores para muitas vias biossintéticas

1º passo – Descarboxilação oxidativa

fornece precursores para muitas vias biossintéticas 1º passo – Descarboxilação oxidativa Matriz Mitocôndrial

Matriz

Mitocôndrial

2º passo – ciclo do ácido cítrico

2º passo – ciclo do ácido cítrico 3º passo – oxidação do NADH e do FADH2

3º passo – oxidação do NADH e do FADH2 com libertação de energia que é usada para sintetizar ATP (fosforilação oxidativa)

oxidação do NADH e do FADH2 com libertação de energia que é usada para sintetizar ATP
oxidação do NADH e do FADH2 com libertação de energia que é usada para sintetizar ATP
Lipoamida Cadeia polipeptídica da E2 (di-hidrolipoato transacetilase) Piruvato descarboxilase (enzimas e grupos
Lipoamida Cadeia polipeptídica da E2 (di-hidrolipoato transacetilase)
Lipoamida
Cadeia polipeptídica da
E2 (di-hidrolipoato transacetilase)

Piruvato descarboxilase (enzimas e grupos prostéticos)

E1 – piruvato desidrogenase;

TPP

E2 – di-hidrolipoato transacetilase;

lipoamida

E3 – di-hidrolipoato desidrogenase;

FAD

Ciclo dos ácidos tricarboxílicos (TCA)

(Este ciclo ocorre na matriz mitocôndrial) • Oxidação de compostos de 2 carbonos com produção de 2 moléculas de CO 2 , uma de GTP e 8 electrões na forma de NADH e FADH 2

Reacção global Acetil-CoA + 3 NAD + + FAD + GDP+ Pi + 2 H 2 O

global Acetil-CoA + 3 NAD + + FAD + GDP+ Pi + 2 H 2 O

2 CO 2 + 3 NADH + FADH 2 + GTP + 2 H + + CoA

Resumo ciclo dos ácidos tricarboxilicos

Acetil-CoA + 3 NAD + + FAD + ADP+ Pi + 2 H 2 O

Acetil-CoA + 3 NAD + + FAD + ADP+ Pi + 2 H 2 O 2

2 CO 2 + 3 NADH + FADH 2 + ATP + 2 H + + CoA

O 2 CO 2 + 3 NADH + FADH 2 + ATP + 2 H +

Por cada molécula de glicose catabolisada formam-se duas de acetil- CoA, logo

2 × (1 ATP) + 2 × (3 NADH) + 2 × (1 FADH2) =

= 2 ATP + 6 NADH + 2 FADH2

Resultado global da via da glicólise e do ciclo do ácido cítrico

Reacção

CO 2

NAD+

FAD

produzido

reduzido a

reduzido a

NADH

FADH 2

1 glicose

2 piruvato

2 piruvato

0

2

0

2 piruvato

2 acetil CoA

2 acetil CoA

2

2

0

 
 

2 acetil CoA

2 acetil CoA 4 CO 2 4 6 2

4 CO 2

4

6

2

TOTAL

6

10

2

Os números correspondem ao número de moléculas totais de cada composto formado.

Regulação do ciclo dos ácidos tricarboxilicos

(-) fosforilação (kinase especifica)

ácidos tricarboxilicos (-) fosforilação (kinase especifica) Em geral substratos activadores e produtos inibidores
ácidos tricarboxilicos (-) fosforilação (kinase especifica) Em geral substratos activadores e produtos inibidores

Em geral substratos activadores e produtos inibidores

Etapas de regulação

Piruvato desidrogenase

• É regulada alostericamente:

- Produtos são inibidores (ATP, acetil-CoA, NADH) - Substratos são activadores (AMP, CoA, NAD+)

Regulação é covalente: o complexo enzimático é inibido por fosforilação catalisada por uma cinase específica e desfosforilada (activada) por uma fosfatase (dependente do Ca2+)

Regulação do ciclo TCA dá-se nos seus 3 passos exergónicos:

Citrato sintase: É regulada alostericamente:

- Produtos inibidores (NADH,citrato, ATP, succinil-CoA); - Substratos activadores ADP

ATP, succinil-CoA ); - Substratos activadores ADP • Isocitrase desidrogenase : - ATP = inibidor -

Isocitrase desidrogenase :

- ATP = inibidor

- Ca 2+ e ADP = activadores,

α-cetoglutarato desidrogenase:

- NADH e succinil-CoA = inibidores,

- Ca2+ = activadores

•A glicólise, TCA e cadeia respiratória são inter-reguladas:

inibição pelo ATP, NADH e pelo citrato

(O citrato é um inibidor alostérico da fosfofrutocinase-1 da glicólise)

Nos vertebrados o Ca 2+ é o sinal para a contracção muscular

da glicólise) Nos vertebrados o Ca 2 + é o sinal para a contracção muscular logo

logo necessidade de ATP