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A Culpa...

A nosso favor ou contra nós, em algumas alturas da nossa vida apodera-se de nós um
sentimento de culpa. Se a interpretação da culpa nos servir, nos engrandecer e for
adaptativa e adequada funcionará certamente como um elemento para o nosso
desenvolvimento pessoal. No entanto, muito de nós sentimo-nos culpados com bastante
frequência levando-nos para caminhos autodepreciativos e destrutivos. É uma parte
natural da vida e realmente desempenha uma função adaptativa que nos ajuda a
aprender com as experiências dolorosas ou assustadoras.

Apesar da crença comum em contrário, a experiência da culpa não é totalmente negativa,


improdutiva e destrutiva. Saiba como lidar com o sentimento de culpa, aprendendo a
retirar o que lhe serve, a minimizar os danos e a enfrentar a vida por outra perspectiva.

“Culpa “é o termo que usamos para os sentimentos negativos que repetidamente


sentimos quando cometemos um erro que consideramos grave, ou quando fazemos algo
que gostaríamos de não fazer ou de não ter de o fazer.

A mente ativa a preocupação, revê vezes sem conta as escolhas ou ações e os


resultados envolvidas, experienciamos um enorme sentimento de remorso que, para
muitos parece um misto de náusea e um senso palpável de arrependimento muito
significativo.

SENTIMENTO DE CULPA: PARA O BOM OU PARA O MAU

Este desconforto de “opiniões” são percepcionados como indesejáveis pensamentos


intrusivos que geralmente não exercem uma função adaptativa. E muitas vezes eles não
são. Mas, em alguns casos eles são realmente adaptativos, assim como praticamente
todos os mecanismos físicos e mentais nos nossos corpos. Se adoptarmos uma
perspectiva evolutiva, os sentimentos de culpa e remorso têm funções adaptativas, têm
um elevado valor de sobrevivência na maioria das situações.

No entanto, apesar disso para alguns de nós, e devido a uma avaliação desadequada e
exacerbada das situações, a culpa e remorso, viram-se contra nós, tornam-se num terrível
problema que assombra a vida e suga a energia e bem-estar.

A reter: A culpa e o remorso podem trazer-nos esclarecimento, mas aplicado de forma


inadequada, podem causar-nos complicações. A culpa pode ser saudável, mas
igualmente destrutiva.

Aquilo que dizemos a nós mesmos de forma repetida e recorrente vais ficando enraizado
na nossa mente. O que dizemos a nós mesmos e a forma como dizemos, na verdade,
pode ter efeitos enormes. É como se algumas partes do nosso interior, os processos
mentais inconscientes ficassem mais sintonizados com o que dizemos a nós mesmos em
silêncio ou em voz alta.

É importante ter cuidado acerca da forma como você diz as coisas para si mesmo quando
está a passar por dificuldades, lutas ou arrependimentos. Deve tentar ter o mesmo
cuidado a falar para si, tal como teria se falasse com um amigo que está a passar por
dificuldades ou que tenha feito algo do qual não se orgulhe.
Para aprofundar mais este assunto, pondere: Deixe de dizer desculpe, eu não sei, eu não
consigo

A CULPA COMO UM PROCESSO MENTAL DE ENORME POTENCIAL

Após um acontecimento significativamente assustador, embaraço ou doloroso, depois de


uma grande dor, um medo, um trauma, um grande erro ou o que quer que o tenha
magoado, o cérebro automaticamente inicia uma revisão repetitiva dos elementos
envolvidos. Quando este processo é ativado, quando ocorre nas nossas mentes é iniciado
por processos inconscientes e vivenciamos isso conscientemente através de sentimentos
indesejáveis e fora do nosso controlo. Esta revisão de experiências significativas são
apenas pensamentos indesejados ou memórias indesejáveis, quando não há sentimento
de culpa.

Quando existe um sentimento de culpa ou arrependimento, é porque se accionou o


processo repetido de revisão da situação e consequentemente do sentimento recorrente
de culpabilização.

Configurar alarmes e alertas da situação

Os nossos cérebros estão preparados para analisar as experiências consideradas


intensas e “registando-se” na memória todos os sentimentos desconfortáveis e negativos
como elementos, que podem servir como marcadores no futuro, para “lembrar-nos ” de
experiências passadas, na esperança de podermos agir de forma mais adequada na
próxima vez.

Por exemplo, ao caminharmos por uma parte específica da cidade, se formos ameaçados
ou atacados, provavelmente posteriormente teremos de lidar com um monte de memórias
indesejada, da próxima vez que começarmos a ir novamente nessa direção, mesmo que
realmente não nos lembre-nos do que tinha acontecido, uma espécie de alarme soará na
mente.

A reter: A culpa pode motivar e estimular uma revisão completa de erros, aumentar a
vigilância e cautela no futuro, dar uma sensação de ser responsável e promover a
aceitação social e de estima.

No entanto o sentimento de culpa pode torná-lo emocionalmente desequilibrado, deixá-lo


transtornado, diminuir a sua autoestima, destruir a sua esperança, fazê-lo sentir-se
estúpido, estragando a sua vida e eventualmente das outras pessoas significativas para
si. O sentimento de culpa pode ainda fazê-lo ficar agarrado ao passado, impossibilitando
que continue a levar a sua vida para a frente e a viver no presente.

Avaliar as situações com precisão

Ao avaliar com precisão os erros e situações negativas nas quais nos encontramos ou
estamos atravessando, leva-nos a atravessar por um período de tempo onde as
memórias e pensamentos emergem nas nossas mentes espontaneamente, acompanhado
de sentimentos de angustia, acionando-se alarmes de alerta na forma de preocupações.
Isso pode ser bom ou pode ser mau, dependendo de como fazemos uso da experiência
sentida.
Será que a culpa contribui para sermos mais inteligentes? Não. Não, porque o ser
humano tem a benção da linguagem e do pensamento complexo. Com uma linguagem
que pode manipular conceitos e interpretar situações e emoções como nenhum outro ser
vivo. O sentimento de culpa (destrutiva) deve-se ao processo de revisão e ensaios, que é
implementada com a nossa decisão de escolha, depois de algo negativo ter acontecido.
Mas o que nós ensaiamos na nossa mente, faz a diferença entre tornarmo-nos mais
inteligentes e funcionais ou tornarmo-nos menos capazes e inadequados.

Nós, seres humanos podemo-nos tornar mais ou menos inteligentes (com respostas mais
ou menos adequadas aos nossos objetivos), porque podemos escolher os elementos que
estamos a ligar (“emparelhar”) no nosso processo de raciocínio (forma de pensar). Por
exemplo, analise a situação em que alguém depois de ficar acordado a noite toda, vai
conduzir, adormece e tem um acidente. Se ele usa o processo natural de culpa para
ruminar e recriminar-se acerca de ser irremediavelmente estúpido, e um falhado, ele está
a queimar o cérebro desnecessariamente.

A ideia fundamental, é a de que nada lhe serve estar a usar o seu cérebro para
pensar/ruminar de forma depreciativa acerca de si mesmo. Ele vai tornar-se mais incapaz
do que antes do acidente. Ou, se perante as mesmas circunstâncias, ele usa o processo
de culpa e recriminação por ter esquecido o pé de coelho da sorte (ou qualquer outra
coisa associada à sorte), ele não vai ser mais esperto e raciocinar de forma mais
adequada, provavelmente irá prejudicar-se ainda mais (isto assumindo que o pé de
coelho não dá sorte.) Ou, se ele usa medicamentos, álcool, drogas, hipnose ou qualquer
um dos milhares de distrações possíveis para evitar qualquer sentimento de culpa, ele
não vai ser mais inteligente.

Perder a oportunidade de aprender algo realmente importante através da experiência


terrível que foi acidente de carro, é o que o sentimento de culpa promove, porque irá
aumentar a probabilidade de fazer a mesma coisa de novo, como fez antes do acidente.

Mas, se ele usa a culpa para censurar-se por não dormir o suficiente e, em seguida
pensar em ir dirigir sonolento, da próxima vez que esses elementos ocorrerem juntos, ele
vai ficar nervoso antes de entrar no carro devido à ideia de ir dirigir, ou ele pode até ficar
nervoso na noite em que tiver de permanecer acordado até tarde. Assim, ele pode ter
espatifado um carro, mas ficará muito menos propenso a cometer esse erro novamente.
Pelo menos ele retirou algo de positivo e construtivo do seu infortúnio (aprendeu que irá
proteger-se em situações semelhantes no futuro). Esta é sem dúvida uma forma de
pensamento positivo perante uma situação catastrófica.

O TERRÍVEL PESO DA AUTO-PUNIÇÃO

Algumas pessoas sentem que devem punir-se com a negação ou com a auto sabotagem,
como punição, quando se sentem “culpados”. Elas não acreditam que os sentimentos de
culpa são castigo suficiente para o seu mal-estar.

Às vezes, retardar uma recompensa ou uma coisa boa, pode ajudar a sentir-se menos
culpado. Na verdade, isto não passa de uma ilusão. A autopunição, na grande maioria
das vezes pode machucar ainda mais a pessoa que vive com o sentimento de culpa. Na
medida em que a punição sobrecarrega a mente com o sentimento negativo, toda a
aprendizagem a partir da experiência e do sentimento de negatividade será distorcida ou
perdida.

As únicas coisas que realmente são prejudicadas quando a punição é demasiado dura,
são o autorrespeito e consciência. Diminuir o autorrespeito fará aumentar probabilidade
da pessoa não se preocupar em magoar-se. Diminuir a consciência é o mesmo que
diminuir a inteligência. Não se tem uma atitude muito inteligente (adequada) sendo hostis
para nós mesmos, isto faz com que o nosso padrão mental fique alterado e nos turve a
mente.

Quando não aprendemos com os erros

Porque razão por vezes não conseguimos aprender com alguns erros que cometemos na
vida? A razão para tal, é que deixamo-nos turvar por erros de raciocínio. Viramo-nos
contra nós numa altura em que mais nos deveríamos ajudar. Reconhecer o erro só é
benéfico, se depois conseguirmos manter um equilíbrio emocional que jogue a nosso
favor. É necessário que nos coloquemos num estado onde possamos acionar todos os
nosso recursos para agir, minimizando o erro, evitando que volte a acontecer, ou
antecipando novas situações para que não volte a ocorrer.

Frequentemente atendo pessoas em terapia que se queixam de que as suas vidas


parecem estar a desmoronar-se. Elas relatam ter mais problemas com a vida à medida
que o tempo vai passando. Dizem-me que acham que deveriam ter aprendido alguma
coisa com a vida e com os erros que cometeram. E na verdade todos nós deveríamos,
mas como as coisas não acontecem como queremos, o melhor que podemos fazer é,
quando tomamos consciência disso, procurar uma forma de não continuar a fazer o que
temos vindo a fazer até à data.

Quando nos viramos contra nós, muitos são os problemas emocionais que podem
emergir, dificultando-nos o raciocínio. No entanto, alerto para o facto de existir uma
mistura de comportamentos e atitudes que aumentam a vulnerabilidade aos problemas
psicológicos:

• Autopunição. Um sentimento de raiva e frustração autodirigido, que emerge de se


pensar que os sentimentos de culpa não são suficientemente punitivos.

• Auto avaliação depreciativa. uma avaliação negativa acerca de si mesmo,


depreciando o seu carácter e inteligência ao invés de avaliar a situação e
comportamentos que levaram ao problema.

Os problemas tornam-se preocupantes por mau uso do sentimento de culpa. Quando nos
fundimos a alguns dos nosso sentimentos, e passamos a agir exclusivamente de acordo
com eles, corremos o risco de tomar decisões que nos prejudicam porque agimos em
modo emocional, deturpando as avaliações e consequentemente os passos para a
solução.

Curiosidade: Os ratos e coelhos ou outros animais, executam as suas vidas com base nas
emoções. Nos seres humanos as emoções e os sentimentos podem orientar e ajudar,
mas não são o pensamento lógico. As emoções na grande maioria das vezes são
acionadas de forma inconsciente no nosso cérebro. Elas ajudam, informam, direcionam e
sugerem. Facto, que reforça a necessidade e utilidade de aprender a gerir as emoções.

Mas também temos linguagem e pensamento lógico. Temos outras áreas no nosso
cérebro onde processamos pensamentos muito complexos, onde podemos manipular
ideias complexas de forma complexa. Os sentimentos raramente são mais precisos do
que um pensamento lógico e estruturado, embora muitas pessoas possam julgar que são,
porque são mais fortes e fazem-se sentir no nosso organismo provocando mal-estar, ou
pelo contrário enorme satisfação.

Os sentimentos são formas rudimentares de informação (ainda que muito necessária),


porque eles são gerados por áreas do nosso cérebro que são primitivas. Os sentimentos
por vezes são formas muito subtis de informação, são formas imprecisas que nos podem
colocar em apuros, se não forem descodificadas pela consciência. Os sentimentos para
nos servirem de forma apurada devem passar pelo filtro do nosso pensamento lógico.

CULPA, APENAS UM SENTIMENTO E NÃO UMA EXPLOSÃO DE INFORMAÇÃO

Ter um sentimento de culpa não implica necessariamente que você tenha de se sentir
culpado. A culpa é simplesmente um sentimento, uma experiência mental e física que
ocorre no nosso corpo (experiência interna), um programa do nosso cérebro que é
executado em resposta a um resultado negativo percebido de alguma natureza. Não é um
monte de informações refinado, na verdade é uma informação subtil que emerge de uma
reação, não muito mais que isso. É um sinal enviado ao cérebro, ou criado no próprio
cérebro que permite acionar um conjunto de processos mentais para pensar de novo
sobre as coisas.

A experiência de culpa (a culpa descabida e incapacitante) na nossa mente, tem a ver


com um processo de ruminação, devido à constante atenção que damos ao assunto que
nos perturba e preocupa, criando-se um ciclo vicioso sobre um conjunto de pensamentos
que se ligam entre si, mas que no entanto não levam à construção válida de uma resposta
ou resultado que ajude na resolução do problema.

Um exemplo de sentimentos de culpa onde não há nada para se sentir culpado é a


tristeza como reação à culpa que muitas pessoas experimentam quando morre (neste
caso, de acidente) um ente querido. O sobrevivente fica obcecado com as coisas
possíveis que poderia ter feito de maneira diferente, e eventualmente evitado a morte.
(“Se eu não estivesse no trabalho, ele não teria morrido.” ou “Se eu me tivesse certificado
que tivesse tomado o café da manhã, ele poderia ter tido reações mais rápidas.” ou “Se
eu não tivesse comprado aquele vestido preto, isso não teria acontecido.”

O sobrevivente também pode ficar obcecado com a sensação de que havia um erro que
ele ou ela fez, e que o outro era incapaz de identificar. (“Eu sei que havia algo que eu
deveria ter feito diferente, mas eu não consigo descobrir o quê.”) Um problema
semelhante ocorre quando um indivíduo está envolvido num grave acidente que não tinha
nada a ver com o que o indivíduo estava fazendo (ou seja, , um avião cai em casa durante
a madrugada, um rajada balas que são disparadas por um atirador enlouquecido num
restaurante).
Seria normal (mas inadequado) ficar obcecado com a experiência, revendo um e outra
vez os acontecimentos e ações antes da catástrofe, mesmo que se reconheceu que,
logicamente, não poderia haver nada para se sentir culpado.

O que exemplifiquei, não pretende transmitir a ideia que o sentimento de culpa não possa
existir ou que seja um “pecado” quando o sentimos, nada disso. Obviamente que perante
determinados cenários catastróficos ou negativos, e em reação a eles, se possam gerar
determinados sentimentos de culpa. No entanto, importa referir que na grande maioria
das vezes, esse sentimento é muito destruidor, não trazendo alívio nenhum à dor já
infligida pelo acontecimento negativo.

A reação de culpa é como que uma “fuga” interminável, não dá descanso, não orienta,
não permite a reestruturação, devido ao constante sentimento de remorso. Este remorso,
consome os recursos mentais, impedindo que a pessoa consiga pensar de forma clara e
baseada em factos concretos.

Para aprofundar mais este assunto pondere ler: 5 Dicas para superar as adversidades da
vida.

SINTONIZE-SE, ACEITE E APRENDA COM O SENTIMENTO DE CULPA

Tenha cuidado, muito cuidado naquilo que vê de errado. As circunstâncias podem ser
várias, mas é de sua conveniência esclarecer acerca do quê, e porque é que deve sentir-
se culpado, ou se você deve sentir-se culpado acerca de tudo, ou até se é a única pessoa
culpada. Ainda que faça mais sentido falarmos de responsabilidade. Uma excelente
estratégia de clarificação, embora não infalível, de verificar se você acha que deve sentir
os sentimentos de culpa, é perguntar a um amigo: Como é que ele lidaria com a situação
se fosse com ele, e estivesse a sentir-se dessa forma?

Você acha que o seu amigo sentir-se-ia culpado como seu comportamento, e em caso
afirmativo, por quanto tempo? Se você está esperando mais de si mesmo ou a ser
demasiado duro, ou mais crítico do que você pensaria ser adequado para um amigo, pare
com isso.

Um filho que se vê forçado a colocar os pais num lar de idosos por terem necessidades
médicas, e que como alternativa, seria tê-los em casa e deixá-los morrer por causa da má
assistência médica, pode sentir um profundo sentimento de culpa (que não é saudável
nem ajudará à situação). Seria desapropriado sentir-se culpado por não ser enfermeiro ou
não ter ganhado na loteria para que pudesse ter sido capaz de contratar enfermeiros para
prestarem cuidados ao pais em casa.

O SENTIMENTO DE CULPA APROPRIADO

Quando os sentimentos de culpa são apropriados, vivê-los pode não parecer em nada
que nos atrapalhem ou nos retirem clareza de pensamento. Esses sentimentos, podem
fazer de você uma pessoa melhor, mais consciente, mais inteligente e mais capaz de
evitar consequências idênticas no futuro. A autopunição aplicada de forma prática num
grau adequado e de forma saudável, é enriquecedora para si e para aqueles ao seu
redor. Por outro lado, a autopunição que serve e tem como fins a punição de si mesmo é
disfuncional, contraproducente, perigosa e prejudicial para si e para os outros.
Como qualquer punição, os sentimentos de culpa e/ou as maneiras de agir consigo
devido a sentir-se culpado, são demasiado intensas, então os sentimentos de culpa
podem causar danos. A consequência a longo prazo do abuso prolongado imposto por
alguém ou por si mesmo, é que você torna-se despreocupado, passando a agir de forma
cada vez mais hostil consigo e com os outros (especialmente aqueles se preocupam com
você). Você fica mais confuso e menos capaz de aprender com os erros, sentindo-se
cada vez mais “estúpido” e fora de controlo.

A perda de autorrespeito é prejudicial

Quando perdemos o respeito por nós mesmo, seja por algo que fizemos e nos sentimos
culpados e diminuídos, seja porque sofremos consequências impostas por outros, como
maus tratos, vergonha extrema, desrespeito, na grande maioria das vezes o nosso
comportamento sofre mudanças bruscas e desajustadas em resposta à situação
traumatizante. Sentimo-nos tão mal, e ficamos com uma ideia tão deturpada de nós, que
tendencialmente agimos contra nós. Provavelmente porque, os sentimentos
experienciados geram confusão e raciocínios distorcidos, levando a comportamentos
baseados em sentimentos desajustados e irrealistas.

Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me
sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me
informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional
minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”.

Atenção: Mesmo que se sinta culpado, não é sinónimo que você tenha de fazer coisas
que lhe sejam prejudiciais e não sejam do seu interesse. O sentimento deve ser analisado
de forma construtiva, reorientando o seu foco atencional para uma atitude positiva e
construtiva.

QUANDO A CULPA É DISFUNCIONAL OU PERMANECE MUITO TEMPO

Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento,


são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e
negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a
autoestima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e
ansiedade e de comportamentos de autos sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais
impotente, hostil para si mesmo e sem esperança.

Procurar ajuda profissional nestas situações de pensamento incapacitante e


autodestruidor, é a melhor coisa que pode fazer. Algumas sessões com um terapeuta,
podem contribuir muito para o alívio do seu mal-estar, pode evitar viver com essa terrível
dor emocional e/ou auto sabotagem e raiva autodirigida.

Alguns tipos de medicamentos para a ansiedade, num primeira fase também podem ser
úteis, principalmente porque podem ajudar a reduzir os sintomas físicos de mal-estar.

No entanto, importa alertar para o facto de que usar medicação ou qualquer tipo de
programa de autoajuda para forçar-se a si mesmo a parar de pensar de forma
depreciativa ou de sentir-se culpado, pode ser contraproducente se isso for contra as
suas crenças e coisas em que acredita. Qualquer pessoa que se sinta incapaz de
abandonar os sentimentos de culpa incapacitantes depois de uma quantidade razoável de
tempo, deve pelo menos procurar um ou dois amigos para discutir a situação. Se isso
não for suficiente deverá ponderar a possibilidade de procurar ajuda profissional
(consultas de psicologia), para abordar o problema.

Se você acha que está em dívida para com o mundo sentindo-se culpado sobre algo que
você fez, a auto sabotagem não é apropriada. Embora possa funcionar como um alívio
temporário e sentir-se melhor no momento, esse tipo de comportamento só prejudica e
prolonga o sofrimento.

Se você sente o peso da responsabilidade através do sentimento de culpa, você precisa


cuidar bem de si mesmo, para que possa ser capaz de ter comportamentos e atitudes
positivas. O comportamento autodestrutivo, é uma forma distorcida de processamento
mental. Não faz bem a ninguém, nem em nenhuma circunstância.

E VOCÊ, COMO LIDA COM O SENTIMENTO DE CULPA?

Todos nós, num ou outro momento das nossas vidas, tivemos de lidar com o sentimento
de culpa e injustiça relativamente a algo. Partilhe conosco as suas histórias e estratégias
para lidar com esse sentimento de culpa. Comente!

Abraço,

Miguel Lucas

https://www.miguellucas.com.br/como-lidar-com-o-sentimento-de-culpa/

Você sabe lidar com sentimento de culpa?

3 MIN12.307514 DE JULHO DE 2017BY PSICOLOGIA VIVA


O sentimento de culpa surge quando alguém se arrepende por alguma atitude que tomou
ou quando não aceita os seus defeitos, erros, fraquezas e até mesmo a sua
insignificância na condição de ser humano.

Este sentimento atinge com mais força as pessoas que possuem uma espécie de delírio
de grandeza e querem ser perfeitas. Afinal, elas se pressionarão mais e terão dificuldades
em admitir os seus erros.

E você, será que sabe lidar com o sentimento de culpa? Preparamos um post em que,
juntos, iremos discutir isso. Fique conosco e confira!

Como lidar com o sentimento de culpa?

Como nós podemos enfrentar este problema? Quais são as melhores atitudes que podem
ser tomadas frente ao sentimento de culpa? A seguir, daremos algumas dicas:

Compreenda que você é um ser imperfeito

Para começar a lidar com este sentimento, é necessário, antes de tudo, identificar e
assumir o sentimento de grandeza e entender que a vida não está completamente sob
nosso controle: não há problema nenhum em errar.

Desse modo, é preciso compreender que os seres humanos são seres que, por natureza,
são imperfeitos. Os erros acontecem inevitavelmente e, a nós, cabe somente entender o
porquê de termos errado e procurar não cometer os mesmos erros.

Procure conhecer a origem do sentimento

Como uma forma de autoconhecimento, é importante conhecer a origem do sentimento


de culpa. Para isso, faça perguntas a si mesmo: o que me faz sentir culpado? Quais são
os momentos em que isso acontece?

Responda a essas perguntas fazendo uma lista, em que as as culpas vivenciadas por
você serão elencadas uma a uma. Isso pode lhe ajudar a conhecer e estudar os conflitos
emocionais gerados pelo sentimento de culpa e começar a investigar o porquê de você se
sentir dessa maneira em dadas situações.

Entenda a diferença entre responsabilidade e culpa

É necessário também entender a diferença entre responsabilidade e culpa, pois ambos


são muito diferentes e, assim, possuem consequências distintas. Responsabilidade é
reconhecer que você é o responsável pelos seus atos, enquanto culpa é o sentimento que
provém do fato de alguém querer que as coisas aconteçam sempre como ele quer.

Ou seja, você sempre será responsável por suas ações, entretanto, não cabe a você
culpar-se caso algo que fez venha a dar errado.

Não guarde o sentimento de culpa

O sentimento de culpa é muito forte e jamais deve ser guardado dentro de si. Isso porque
ele é o único responsável por causar doenças emocionais. As consequências podem ser
graves e incluem: depressão, tratar mal os outros, estar continuamente encontrando
culpados para tudo, vício em drogas e isolamento.
Frente a isso, o sentimento de culpa, quando identificado, deve ser tratado da melhor
maneira possível a fim de não causar maiores danos à pessoa.

Como tratar o sentimento de culpa?

A melhor maneira de tratar o sentimento de culpa, fazer com que ele não se estenda e
prejudique a sua qualidade de vida é através da consulta com um psicólogo. Isso porque,
através do auxílio de uma pessoa especializada, você terá a orientação e o
aconselhamento adequados para se entender melhor e tratar de uma vez por todas esse
perigoso sentimento.

Com essas dicas, você com certeza conseguirá interpretar melhor as causas e as
consequências do sentimento de culpa, bem como identificar a maneira como agir frente a
esse problema.

https://www.psicologiaviva.com.br/blog/sentimento-de-culpa/

https://www.miguellucas.com.br/como-lidar-com-o-sentimento-de-culpa/

Como se Libertar do Sentimento de Culpa?

Por: José Roberto Marques | Blog | 09 de outubro de 2017

Entre todos, podemos dizer, sem errar, que o sentimento de culpa é um dos piores que
existem. É ele que nos tortura e nos traz, a todo o momento, aquela contundente
lembrança de um erro cometido e de ainda não conseguimos nos perdoar por esta falha.
Como sempre digo todo ser humano tem o direito de errar, afinal, é isso que também nos
permite aprender, evoluir e amadurecer e não repetir os mesmos erros mais adiante.
Também ressalto que por traz de todo erro existe sempre a intenção positiva de acertar.
Ou seja, você fez o melhor que podia fazer; com o que tinha e sabia, naquele momento.

Portanto, é hora de parar de se punir e de deixar para traz o sentimento de culpa que
você carrega aí e buscar se libertar desta constante autossabotagem. Imagino que esteja
se perguntando como fazer isso, não é mesmo? Pois bem, continue lendo e veja minhas
reflexões do que você pode fazer para se sentir melhor em relação à sua culpa e para
aprender como libertar-se dela.

Como Lidar com o Sentimento de Culpa?


Quando nos sentimos culpados por nossas ações geralmente é porque não estamos
100% convictos daquilo que fizemos ou estamos fazendo. Este sentimento surge também
quando não nos sentimos aprovados, amados, reconhecidos; quando nossa autoestima
não nos permite ter a confiança para assumir as nossas escolhas; quando não somos
compreendidos em nossa intenção positiva e, especialmente, quando nos sentimos
julgados negativamente por nossas decisões e os caminhos que seguimos.

Tudo isso acaba gerando o sentimento de culpa nas pessoas e fazendo com que
carreguem fardos que, muitas vezes, elas não precisam carregar. Nem se fôssemos
perfeitos conseguiríamos agradar a todos, essa que é a grande verdade. Digo isso porque
cada um de nós tem um conjunto de crenças e valores individuais que define o seu senso
de significado de mundo. Assim, o que para uns pode parecer errado, para outros é o
mais correto a fazer.

Por que, então, você tem que ficar insistentemente se punindo ou alimentando
sentimentos negativos que apenas sabotam sua autoconfiança? Por que você não busca
enxergar o lado positivo da sua ação? Até mesmo os erros trazem para nós uma
oportunidade de aprendizado. O grande equívoco está em focar apenas no que não foi
tão bom, pois é isso que faz com que percamos a oportunidade de refletir objetivamente
sobre nossas falhas e de amadurecer com elas.

Pense comigo, se já foi feito não tem volta, não é mesmo? Para quê remoer o que passou
se você pode olhar para frente, aprender e caminhar sem o sentimento cortante de culpa?
No fundo, o que estou dizendo é que você precisa ter mais empatia e compaixão consigo
mesmo, pois ninguém está livre de errar, nem mesmo você. Fuja o ideal de perfeição,
pois o importante em cada tropeço é tomar consciência dos pontos que precisam ser
melhorados, trabalhar no sentido de eliminar o que te sabota e de investir naquilo que te
faz bem.

A Importância do Autoperdão Para se Libertar do Sentimento de Culpa

Muito se fala na importância do perdão, de ressignificar os acontecimentos ruins e de


perdoar a quem possa ter nos ferido e magoado em determinada fase de nossa vida. Este
é um exercício quase que diário, pois a todo o momento nós somos confrontados por
pessoas, sentimentos e ideias diferentes e, que muitas vezes, nos fazem ter reações
descomedidas. O mesmo acontece com o outro em relação a nós, pois nem sempre
somos compreendidos e, por vezes, também ferimos as pessoas com nosso jeito de ser,
pensar e agir.

Na prática, isso se chama existir. Estamos vivendo nossa experiência humana, vivendo e
aprendendo, errando e aprendendo, caindo e levantando. Somos postos a prova a todo
instante e, quanto mais nos propormos a jogar o jogo, mais estamos expostos a errar. Por
isso, além de aprender a perdoar o outro, o que eu sei, pode ser um tanto quanto
desafiador, mas extremamente recompensador no sentido emocional, humano e
relacional, também é essencial aprender a perdoar a si mesmo, ou seja, a exercitar o
autoperdão.

Não seja tão implacável com seus erros, pois o mundo já tem juízes demais. Não estou
dizendo para ser condescendente e agir como se nada tivesse acontecido, mas sim para
ser compassivo e buscar sempre uma intenção positiva em cada um de seus atos.
Lembre-se de que por mais controverso que possa parecer e, que isso acabe incorrendo
num erro, nós fazemos apenas aquilo que achamos ser o melhor para nós e para aqueles
que amamos.

E claro, nem todos os resultados são previsíveis ou bons. Se algo não deu certo, reflita a
respeito, pense no que poderia ter feito de diferente e procure desculpar-se
verdadeiramente com aqueles com quem errou. Aprenda também a pedir desculpas a si
mesmo, exercite o autoperdão e trabalhe sempre para eliminar o sentimento de culpa,
pois ele pode se tornar um grande sabotador emocional quando não sabemos lidar com
ele.

Mas o que é se perdoar? Os erros fazem parte do nosso processo de crescimento e


amadurecimento pessoal e profissional também e tomar consciência disso é essencial
para não nos tornamos pessoas amarguradas e ressentidas tanto com os outros como
com a gente mesmo. Lembre-se que o curso do rio da vida é para frente. Portanto, para
se libertar do sentimento de culpa é preciso se desapegar dos sentimentos negativos
associados às suas falhas. Saiba que se punir não vai fazer com que você se sinta
melhor. Na verdade, você só vai substituir um sofrimento por outro.

E sabe por quê? Porque remoer os erros não ajuda em nada em seu processo evolutivo,
pois ficar martelando suposições do tipo – “e se eu não tivesse feito isso; e se não tivesse
dito tal coisa; e se eu tivesse aceitado ou recusado a proposta…” não ajuda em nada. O
que tá feito não pode ser mudado, entretanto, você pode sim aprender como agir de modo
diferente na próxima vez, como lidar melhor com determinadas pessoas e situações e
como tomar decisões mais assertivas no futuro.

O processo de ressignificação nos convida a seguir na direção do autoconhecimento, do


aprendizado e do amadurecimento comportamental e emocional e, até mesmo do
desenvolvimento técnico, pois quando erramos e conseguimos identificar os pontos onde
falhamos, temos mais chances de aprender lições valiosas, de não cometer os mesmo
deslizes no futuro e de crescer com nossas experiências de vida.
Por fim, se você deseja se libertar do sentimento de culpa, comece por exercitar o
autoperdão, o autoaprendizado e lembre-se sempre de se lembrar de nunca se esquecer
de se lembrar de que errar é humano, faz parte do caminho e que a beleza de existir está
em aprender com os próprios erros e buscar sempre novos caminhos para evoluir.
Permita-se!

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LIBERTE-SE DA CULPA

• Posted by Gustavo Tanaka

• 3 anos ago

• Posted inTextos

Esse fardo que você carrega não é seu.

Há quanto tempo você o traz consigo?

Talvez você esteja há muitos anos carregando um sentimento de culpa. Você acha que
fez mal a outra pessoa, ou que é responsável pelo seu sofrimento.

Mas estou aqui para lhe dizer que tudo não passa de uma ilusão que você está criando.

Os outros não são responsáveis pelo que acontece com você. Você é responsável pela
sua própria vida.
Da mesma maneira, o outro é responsável pelo próprio sofrimento.

O caminho é individual. Apesar de estarmos todos conectados, cada um é responsável


pelas emoções e sentimentos que carrega para si.

A melhor forma de ajudar os outros é ajudar a si mesmo. É você mesmo se libertar.

Você deve se libertar da culpa. Ela não te serve em absolutamente nada.

E é até um pouco de pretensão, você se achar responsável pelo infortúnio de outra


pessoa.

Existe um paradoxo nesse nosso mundo de dualidade: Ao mesmo tempo em que estamos
todos interconectados e vivemos de maneira interdependente, cada um é responsável
pelo seu próprio caminho. Assim, cada um é responsável pelo seu próprio sofrimento.
Porque o sofrimento é um estado emocional.

O sofrimento não é algo real, físico. O sofrimento é uma reação emocional ao que
acontece no plano físico.

Você não consegue evitar o sofrimento de outra pessoa, se ela estiver envolvida com
essa emoção.

Você pode fazer todo o bem do mundo. Você pode cobrir a outra pessoa de amor, de
oportunidades, de bens materiais, de bondade e tudo o mais. Mas se ela estiver envolvida
com seu próprio drama, o sofrimento vai continuar acontecendo.

Assim, não faz sentido você carregar essa culpa.

O seu trabalho é cuidar de você mesmo. É você se libertar da sua culpa, se libertar do
seu medo.

Quando você muda, você influencia os outros ao seu redor.

E então, eles podem mudar.

Você não consegue ajudar ninguém enquanto carregar esse fardo.

Faça a sua parte. Mantenha-se no seu caminho. Perdoe-se.

Ao se libertar da culpa, você vai ajudar todos os que quiser ajudar.

http://gustavotanaka.com.br/liberte-se-da-culpa/

Abilio Diniz > Qualidade de vida > Autoconhecimento > Sentimento de culpa

TAGS: ARREPENDIMENTO CULPA DOR INSEGURANÇA SENTIMENTOS 1-


COMENTÁRIO

24
Todos, de alguma forma, conhecem essa sensação. A culpa está relacionada ao à
responsabilidade atribuída a alguém por uma ação que provocou prejuízo a outra pessoa
ou a si mesmo, podendo ser:

– material;

– moral;

– emocional;

– espiritual;

– etc,

Mas o ponto aqui não é apenas assumir a responsabilidade e suas consequências do ato
cometido, mas o mal estar, arrependimento e dor que se insta ao pensar na situação
passada vivida. Esse desencontro provoca uma falta de atenção ao presente e uma
ligação profunda com o problema que aconteceu.

Quem sente culpa, sente um peso muito grande ao pensar no que houve, sofre e se vê
acorrentado sem vislumbrar solução, uma vez, que não se pode voltar no tempo e agir
diferente. A dor da culpa é uma das mais agoniantes que o ser humano pode viver, pois o
aqui e agora não lhe parece suficiente para seguir em frente.

A culpa tem dois pontos chaves: interno e externo.

Sobre o interno, temos o diálogo interno, nossa voz interior, nossa mente se comunicando
em forma de pensamento e de quem está vivendo a culpa parece um carrasco sem
piedade. A mente fica reverberando frases negativas de acusação: “você errou”, “você
não deu tudo de si”, “você estragou tudo”, “você é o grande responsável e culpado por
tudo que houve” e tantas outras acusações frias e sem dó. O maior problema aqui é
parar, estagnar nessa fase e não avançar para o próximo passo saudável que é: “e como
posso superar esse ponto?”, “como posso corrigir no presente essa ação passada?”,
“como posso ajudar a mim e/ou o outro?”, “como seguir em frente adequadamente e com
sucesso?” e ser capaz de superar. É preciso estar superior ao que se foi. É fundamental
conseguir aumentar a capacidade de tomada de decisão para poder ter força, energia e
garra para arcar com as consequências das ações e escolhas. Criar uma personalidade
autoconfiante de que acertando ou errando você será capaz de seguir em frente da
melhor forma possível para você e as pessoas a sua volta.

Sobre o externo, temos a pressão e cobrança de outras pessoas sobre o problema vivido.
As sequelas e consequências do que foi feito. Ainda que tenha sido tudo com boa
intenção, devemos avaliar os resultados e nem sempre são positivos para aquele
momento. Dentro da culpa o maior violão é a acusação ao invés da resolução. Quem
aponta o dedo para si, para os outros se esquece de olhar os caminhos do bem-estar e
equilíbrio do presente e futuro. As consequências da culpa costumam fazer um grande
estrago na vida das pessoas. Quem sobre com isso costuma sentir vergonha, medo e se
isola como estratégia de proteção. A frustração pela sensação de derrota impede novas
tentativas e bons planejamentos para seguir em frente.
O fundamental é se livrar das amarras dessa dor que parece sem fim para poder “voar”
livremente no percurso de aprendizado e crescimento pessoal. Viver é enfrentar os
obstáculos internos e externos. A vida é muito maior do que pequenos deslizes. E para
isso aqui vão algumas dicas:

1) Converse com pessoas capacitadas para lhe ouvir, um médico ou psicólogo pode ser
adequado se você precisar de algum tratamento e orientação para superar esse
momento.

2) Respeite o tempo das coisas, como seria sua vida daqui 10 anos em relação a esse
fato?

3) Tire aprendizado da lição vivida;

4) Procure mudar de atitude, pensamento e escolhas para evitar novos processos


emocionais;

5) Fortaleça sua autoestima, aumente sua forma de se valorizar, empodere-se.

Que sua vida seja mais leve ao deixar o peso da culpa para trás e ser capaz de seguir
sua vida apesar do que houve.

Adriana de Araújo

www.adrianadearaujo.com.br

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Estudos de Psicanálise

versão impressa ISSN 0100-3437

Estud. psicanal. no.38 Belo Horizonte dez. 2012

Sobre o sentimento de culpa. Que culpa é essa?

About guilt. What fault is that?

Denise Maria de Oliveira Lima

Faculdade Social da Bahia

Faculdade São Bento

Endereço para correspondência

________________________________________

RESUMO

O presente artigo trata da contribuição freudiana à questão da culpa, que se manifesta,


em primeiro lugar, no sentimento de fracasso daqueles que, ao terem sucesso na
realização de seu desejo, sucumbem ao colapso mental. Freud recorre à literatura para
ilustrar a derrota daquela que, durante anos, com obstinada perseverança, lutou para que
seu marido se tornasse rei, à custa do assassínio de seu rival: lady Macbeth, personagem
terrível e maligna de Shakeaspeare; e, de Ibsen, sua personagem Rebecca,
inescrupulosa mulher que, para ter o homem por quem havia se apaixonado, induz sua
esposa ao suicídio. Em segundo lugar, Freud nos traz a instigante hipótese dos
“criminosos por sentimento de culpa”, em que esta não advém do crime perpetrado, mas
o antecede.

Palavras-chave: Sentimento de culpa, Complexo de Édipo, Desejo, Inconsciente.

________________________________________

ABSTRACT

This paper deals with the Freudian contribution to the question of guilt, which manifests
itself primarily in the sense of failure of those who succeed in the accomplishment of his
desire, succumb to mental breakdown. Freud turns to literature to illustrate the loss of
what, for years, with dogged perseverance, fought for her husband to become king, at the
expense of the murder of his rival: Lady Macbeth, terrible and evil character of
Shakespeare, and Ibsen, her character Rebecca, unscrupulous woman, to have the man
who had fallen in love, induces his wife to suicide. Secondly, Freud brings us to the
intriguing hypothesis of "guilt by criminals", in that it not comes from de crime committed,
but precedes it.

Keywords: Guilty, Edipo´s complex, Desire, Unconscious.

________________________________________

O sentimento de culpa está presente em quase todas as culturas. Os antropólogos,


historiadores e outros cientistas sociais poderão dizer se este é um sentimento universal.
Perscrutando-se os três principais textos sagrados, a Bíblia, do cristianismo, o Torá, do
judaísmo e o Alcorão, do islamismo, lá encontramos a culpa.

Antes de tratar da contribuição freudiana a esta questão, é preciso não perder de vista os
condicionamentos sociais a que estamos todos submetidos.

Pierre Bourdieu, com seu conceito de habitus, pode explicar como adquirimos
socialmente o esquema de percepções, “sistema de esquemas adquiridos que funcionam
em estado prático como categorias de percepção e de apreciação ou como princípios de
classificação ao mesmo tempo princípios organizadores da ação” (BOURDIEU, 1988,
p.26). O habitus é estruturado através de processos de socialização, provenientes
principalmente da família e da escola, marcadas pela posição que ocupam no espaço
social. Trata-se de um sistema adquirido de preferências, de estruturas cognitivas e
afetivas duradouras – e de esquemas de ação que orientam a percepção da situação e a
resposta adequada – que se constituem em diferenças nas práticas e nas opiniões
expressas, e que se tornam diferenças simbólicas, portanto, uma linguagem.

Norbert Elias nos ensina que o habitus é saber socialmente incorporado, se expressa
como um modo social de ser, com identidade, língua e sentimentos comuns, de um
determinado povo, em uma determinada época; é constituído no decurso dos processos
de longa duração – que compreendem os processos de interdependência,
interpenetração e figuração social, ou seja, composição de indivíduos orientados
recíproca e mutuamente – que dependem da fase específica do desenvolvimento da
nação-estado. Diz Elias que “torna-se logo evidente que o habitus nacional de um povo
não é biologicamente fixado de uma vez por todas; antes, está intimamente vinculado ao
processo particular de formação do Estado a que foi submetido” (ELIAS, 1986, p.16).

Após essa breve apresentação dos conceitos de habitus – a título de recomendação à


consulta aos que desejam se aprofundar neste estudo – elaborados de formas diferentes
em Bourdieu e em Elias, os quais podem nos ajudar a entender como se dá a
incorporação social de sentimentos de culpa, passemos à finalidade deste artigo, que é
mostrar como a psicanálise pode contribuir para a compreensão dessa complexa questão.
Freud, em seu segundo dos três textos1 sobre Alguns tipos de caráter encontrados na
prática psicanalítica (1916), intitulado “Os que fracassam no triunfo”, trata disso.
Inspirando-se na tragédia de lady Macbeth, de Shakespeare, ele suscita interessantes
discussões a respeito deste tema.

Do que fala Freud?

De início, ele afirma que o trabalho psicanalítico revelou que as pessoas adoecem
neuroticamente devido à frustração, à privação da satisfação dos desejos. Mas o
surgimento da neurose só se dá pelo conflito entre os desejos libidinais e a parte do Eu
que os condena, que os reprime. Embora essa tese não seja assim tão simples, pois
inclui o conceito de formação de compromisso entre as partes em conflito, esta seria a
primeira condição para o surgimento da neurose: a privação de uma real satisfação. Mas
não é absolutamente a única condição, nos diz Freud.

Tanto maior será a surpresa, mesmo a confusão, quando o médico descobre que às
vezes as pessoas adoecem justamente quando veio a se realizar um desejo
profundamente arraigado e há muito tempo nutrido. É como se elas não aguentassem a
sua felicidade, pois não há como questionar a relação causal entre o sucesso e a doença
(FREUD, 2010, p.261).

O primeiro caso descrito por Freud trata de uma mulher, finamente educada, que deixou a
casa paterna para se aventurar pelo mundo, até conhecer um artista que a acolheu em
sua casa, com quem teve anos relativamente felizes de vida em comum. Para ser mesmo
feliz, faltava à mulher sua reabilitação na sociedade – segundo os padrões morais da
época – e o reconhecimento de sua família. Quando o amante afirmou sua pretensão de
torná-la sua legítima esposa e conseguiu reaproximá-la dos pais, ela negligenciou a casa
da qual seria a senhora, sentiu-se perseguida pelos parentes que decidiram aceitá-la na
família, prejudicou as relações sociais do companheiro, até impedir o seu trabalho
artístico por causa de um ciúme absurdo, sucumbindo à neurose.

Outro caso citado diz respeito a um respeitável professor universitário, que por muitos e
muitos anos acalentara o desejo de suceder o seu mestre na cátedra. Quando soube que,
finalmente, fora indicado para ocupá-la, após o afastamento do seu antecessor, ficou
indeciso, declarou-se indigno de assumir tal posição e caiu numa melancolia que o
afastou de qualquer atividade.

Esses dois casos coincidem em um ponto: a enfermidade aparece quando o desejo pode
se realizar, pondo fim à sua fruição. Como entender isso?

Freud faz uma distinção entre uma frustração externa e uma interna: a primeira diz
respeito à falta do objeto na realidade – que, por si só, não é patogênica – e a segunda é
a frustração que se origina do Eu, que proíbe o acesso ao objeto externo. Quando uma
frustração externa se avizinha e a ela se junta uma frustração interna, surge o conflito e a
possibilidade de um adoecimento neurótico, pela satisfação substitutiva do inconsciente
reprimido.

Nos casos em que as pessoas adoecem com o sucesso, com o êxito, a frustração interna
atua por si, aparecendo depois que a frustração externa deu lugar à realização do desejo.
Isso não é tão surpreendente se pensarmos que não é incomum o Eu tolerar um desejo
quando está somente na fantasia, distante de se realizar!

Freud vai averiguar a natureza e a origem das “tendências julgadoras e punitivas”


(FREUD, 2010, p.263) que aparecem onde não esperávamos encontrá-las, em
personagens da literatura, pois atribuía aos escritores um profundo conhecimento da alma
humana e da sociedade. Pensava mesmo que os autores literários estavam muito adiante
das pessoas comuns – entre elas cientistas e psicanalistas – porque bebiam em fontes
para nós inacessíveis (FREUD, 1973, p.1286).

Uma personagem que entra em colapso após alcançar o êxito buscado com muita
persistência é lady Macbeth, de Shakespeare. Nela não se vê, a princípio, nenhuma
hesitação, nenhum empenho senão a sua obstinação de vencer os escrúpulos do marido
ambicioso, para levá-lo a matar seus oponentes ao trono da Escócia e, assim, cumprir
sua ambição de ser rei. E, consequentemente, ela se tornar rainha.

Freud cita Shakespeare, e vale a pena reproduzir alguns fragmentos, pela força terrível e
maligna desta mulher, que não hesita em sacrificar sua feminilidade para seu propósito de
ser rainha e de tornar seu marido rei:

(Ato I, cena 5):

Vinde, espíritos sinistros

Que servis aos desígnios assassinos!

Dessexuai-me [...]

[...] Vinde a meus seios de mulher

E tornai o meu leite em fel, ó ministros do assassínio!2

Antes do ato criminoso, ela é tomada por um breve movimento de relutância, talvez por
um lampejo de consciência por ter influenciado e encorajado tão decisivamente seu
marido a cometer o assassinato:

(Ato II, cena 2):

Se no seu sono não lembrasse tanto

Meu pai, tê-lo-ia eu mesma apunhalado!

Quando se torna rainha, após o assassínio de Duncan, ela mostra um desapontamento,


não sabemos por quê.

(Ato III, cena 2):

Tudo perdemos quando o que queríamos,

Obtemos sem nenhum contentamento:

Mais vale ser a vítima destruída

Do que, por a destruir, destruir com ela


O gosto de viver.

Ainda assim ela persiste! E encoraja novamente seu marido:

(Ato V, cena 1)

Por quem sois, meu senhor, que vergonha! Um soldado

com medo? – Por que havemos de recear que alguém o saiba, se ninguém nos pode
pedir contas?

Mas o arrependimento deixa-a prostrada, depois enlouquece e finalmente se suicida.

O que “quebrantou esse caráter, que parecia feito do mais duro metal?” (FREUD, 2010,
p.266) se pergunta Freud. Como tornar inteligível esse colapso?

Antes de tentar responder a essa pergunta, Freud analisa, longamente, os nexos sutis no
interior da peça, os motivos da reviravolta no caráter de Macbeth e de sua esposa, a
evolução trágica de suas personagens, a técnica do poeta, cotejando-a à crônica de
Holinshed (1577) da qual Shakespeare retirou o material de Macbeth, trazendo-nos
interessantes questões que, embora relevantes, não cabem nesse texto. Para mencionar
apenas uma: Freud recorre a um estudo sobre Shakeaspeare, de Ludwig Jekels (1917), o
qual diz que é frequente este poeta decompor um caráter em dois personagens, sendo
cada um incompreensível até que os juntemos num só. Assim poderia ser o caso de
Macbeth e a esposa, que se completam: ele comete o crime desejado e instigado por ela;
o medo que aparece em Macbeth na noite do crime se desenvolverá em sua lady; foi ele
que teve a alucinação do punhal, mas ela é quem sucumbe a uma enfermidade psíquica;
ele fica sem ação, com as mãos ensanguentadas, mas é ela que lava as mãos sujas de
sangue.3

Em seguida, Freud examina uma obra de Ibsen, na qual Rebecca Gamvik, personagem
que despreza a moralidade fundamentada na fé religiosa, após ter sido acolhida em
Rosmersholm, onde vivem o pastor Rosmer e sua esposa, decide, por amor a este
homem de alta linhagem, tê-lo para si, executando um ardiloso e criminoso plano que
culmina no suicídio da mulher que está no seu caminho.

Quando Rebecca alcança seu objetivo e é pedida em casamento por Rosmer, ela rejeita
peremptoriamente sua proposta. “Como pôde acontecer que a aventureira de vontade
livre e ousada, que sem escrúpulos pavimentou o caminho para a realização de seus
desejos, agora se recuse a colher, quando lhe é oferecido, o fruto do sucesso?” (FREUD,
2010, p.275).

Rebecca tem um passado. Foi criada por um pai, do qual pensava ser filha adotiva. Era
também amante deste homem. Quando descobre que era filha biológica deste que a
adotou, após a morte de sua mãe, ou seja, que viveu com ele uma relação incestuosa, é
acometida de um avassalador sentimento de culpa que lhe impede qualquer fruição: o
caminho para a felicidade é obstruído pelo próprio passado. Tornar-se sucessora da mãe
junto a este homem deve ter lhe produzido imensa impressão: ela estava sob o domínio
do complexo de Édipo, ainda que não soubesse que essa fantasia tinha se tornado
realidade. Quando foi acolhida em Rosmersholm, a força interna desta primeira vivência
edípica a impulsionou a provocar a mesma situação que já lhe ocorrera: eliminar a
mãe/esposa, a fim de tomar o lugar dela junto ao pai/marido. Ou seja, sua paixão por
Rosmer e a hostilidade à sua mulher já eram uma reprodução de seus laços com a mãe e
o pai, consequência do complexo de Édipo.4

Em poucas palavras, diz Freud (2010):

O trabalho psicanalítico propõe que as forças da consciência que levam a adoecer com o
sucesso em vez da frustração, como em geral acontece, acham-se intimamente ligadas
ao complexo de Édipo, à relação com o pai e à mãe, como à nossa própria consciência de
culpa. (FREUD, 2010, p.283 – Grifo da autora).

No terceiro texto de Alguns tipos de caráter encontrados na prática psicanalítica (1916),


intitulado “Os criminosos por sentimento de culpa”, Freud diz que se viu solicitado a um
estudo mais completo de incidentes relatados por pessoas muito respeitáveis e de
elevada moralidade que confessaram ter praticado, em sua juventude, ou até depois, atos
ilícitos, como furtos, fraudes, incêndios.

O trabalho analítico trouxe então o resultado surpreendente de que tais ações foram
realizadas sobretudo porque eram proibidas e porque sua execução se ligava a um
aliviamento psíquico para o malfeitor. Ele sofria de uma opressiva consciência de culpa,
de origem desconhecida, e após cometer um delito essa pressão diminuía. Ao menos a
consciência de culpa achava alguma guarida (FREUD, 2010, p. 284).

Diz Freud que, por mais paradoxal que pareça, o sentimento de culpa não se origina do
delito, mas o precede e, por isso, ele os chama de criminosos por consciência de culpa,
cuja preexistência é demonstrada por toda uma série de manifestações.

A primeira questão a responder é de onde vem esse obscuro sentimento de culpa anterior
ao ato. O trabalho psicanalítico demonstra que vem do complexo de Édipo, é uma reação
aos dois grandes intentos criminosos, matar o pai para ter a mãe. Lembra-nos Freud que
o parricídio e o incesto são os dois maiores crimes humanos, os únicos abominados,
proibidos e condenados nas sociedades primitivas, dos quais a humanidade adquire sua
consciência que surge como força psíquica, através do complexo de Édipo. E
comparados a esses crimes, os outros praticados para racionalizar o sentimento de culpa
significariam um alívio.

A segunda questão a responder é se a culpa tem uma maior participação nos crimes.
Freud diz que observamos frequentemente crianças que se tornam desobedientes,
desafiadoras e ousadas, a fim de provocar um castigo, ficando mais tranquilas depois
deste.

Outra pista do sentimento de culpa que faz procurar o castigo: com exceção daqueles que
cometem crimes sem sentir culpa, que não desenvolveram inibições morais, grande parte
dos criminosos poderia ter como motivação a culpa. Tal hipótese poderia contribuir para o
estudo da psicologia do criminoso.

Freud termina este ensaio dizendo que um amigo chamou a sua atenção para o fato de
que “o criminoso por sentimento de culpa” já era conhecido por Nietzsche. No discurso de
Zaratustra “Sobre o pálido criminoso” podemos vislumbrar a preexistência do sentimento
de culpa e o recurso ao ato para a sua racionalização. “Deixemos que as investigações
futuras decidam quantos dos criminosos se incluem entre os `pálidos`” (FREUD, 2010,
p.286).

E termino este artigo esperando que, ao recorrer a Freud, possamos contribuir para o
estudo do sentimento de culpa que acomete os indivíduos em sua vida, consciente ou,
principalmente, inconscientemente!

Mas antes de dar por concluído este artigo, devo mencionar Lacan, que, em sua tese de
doutorado, em 1932, quando ainda era psiquiatra, fez um rigoroso estudo de caso de uma
sua paciente, denominada Aimée, que tentou matar uma atriz de teatro, para conseguir
uma punição, com a qual ficou aliviada. Conclui Lacan (1987) que, ao ser presa e
considerada culpada pela lei, ela experimenta a satisfação de um desejo cumprido.

Referências

BOURDIEU, P. Cosas dichas. Buenos Aires: Gedisa, 1988.

ELIAS, N. Os alemães. A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX.
Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986.

FREUD, S. Introdução ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-


1916). In FREUD, S. Obras completas, v.12. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010.

FREUD, S. El delirio y los sueños en la Gradiva de W. Jensen. In FREUD, S. Obras


completas de Sigmund Freud. Tomo II, Madrid: Biblioteca Nueva, 1973, p.1286.

LACAN, J. Da psicose paranoica em suas relações com a personalidade. Rio de Janeiro:


Forense Universitária, 1987.

Endereço para correspondência

Rua Clementino Fraga, 31/202 – Ondina

40170-050 – Salvador/BA

Tel.: (71)9135-4807

E-mail: deniselima05@uol.com.br

RECEBIDO: 14/08/2012

APROVADO: 19/08/2012

Sobre a Autora
Denise Maria de Oliveira Lima

Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCC/Campinas/SP), em Psicologia


(UFBA/BA), mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas (FACOM/UFBA) e
doutorado em Ciências Sociais (UFBA). É professora da Faculdade Social da Bahia e da
Faculdade São Bento, onde coordena o Serviço de Psicologia.

1Os outros dois são intitulados “As exceções” (ou dos que se julgam excepcionais) e “Os
criminosos por sentimento de culpa”.

2Paulo César de Souza, tradutor de Freud, recorre aqui à versão de Macbeth por Manuel
Bandeira, citada conforme a edição da Brasiliense (São Paulo, 1989).

3Este estudo de Freud pode ser rica fonte para o entendimento da questão do duplo.

4Diz Freud que Rosmersholm é a maior das obras de arte que tratam dessa fantasia das
garotas.

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-34372012000200006

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