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JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ALFA

Luisa dos Santos Bastos, brasileira, menor impúbere, neste ato


representado por sua genitora, Maria dos Santos, brasileira, secretária,
divorciada, CPF nº 001.002.003-04, RG nº 0102030405, residente e
domiciliado na rua Umdoistrês, número 123, CEP 01002-003, bairro
Numeral, cidade-SP, endereço eletrônico maria@santos.com, vem
respeitosamente à presença de vossa excelência, através de seu
advogado infra-assinado, procuração em anexo, com endereço
eletrônico advogado@damaria.com, endereço profissional na rua Dos
Advogados, número 456, CEP 78910-11, bairro OAB, cidade-SP, onde
receberá intimações, com fundamento na Lei 5.478/68, artigos 1.694 e
1.696 do Código Civil, bem como o artigo 229 da Constituição Federal,
propor:

AÇÃO DE ALIMENTOS

C/C PEDIDO DE FIXAÇÃO DE ALIMENTOS PROVISÓRIOS

em face de, Alice Bastos, brasileira, empresária, viúva, CPF nº


123.456.789-00, RG nº 1234567890, residente e domiciliado na rua
Delta, número 1, CEP 87654-321, bairro Atled, cidade São Paulo, SP,
endereço eletrônico alice@bastos.com, em razão dos fatos e
fundamentos a seguir expostos:

I - DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA

Cumpre inicialmente destacar que a requerente não possui condições de


arcar com os custos do processo sem prejuízo do seu sustento e de sua família,
conforme declaração de hipossuficiência em anexo, razão pela qual requer os
benefícios da justiça gratuita, na forma do art. 98 e seguintes do Código de Processo
Civil e do inciso LXXIV do artigo 5º da Constituição Federal.

II - DOS FATOS

A autora é legítima neta da requerida, conforme certidão de nascimento


apensada ao feito, nascida em decorrência de relacionamento entre a sua genitora e
o filho da requerida, Paulo Bastos, que chegaram a conviver juntos em forma de
união estável.

O casal se divorciou em 04/07/2016, ficando ajustado que o pai pagaria


pensão alimentícia a Luísa no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), o que fez até o
dia da sua morte, em 25/08/2019. Paulo Bastos não deixou bens a partilhar, de
modo que Luísa nada recebeu de herança. Maria não tem condições de arcar
sozinha com a manutenção e educação da filha, haja visto que a mesma recebe
apenas um salário mínimo nacional de remuneração por mês, conforme pro labore
em anexo – valor absolutamente insuficiente para arcar com as necessidades da
menor. Momento em que Luísa recorre à sua avó para buscar os alimentos de que
está carente.

III - DO DIREITO

O direito a alimentos, está expresso na nossa Constituição Federal, mais


precisamente no seu artigo 229, que assim nos diz:

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e


educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o
dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência
ou enfermidade.

A ação de alimentos é regulada pela Lei 5.478/68 e prevista no artigo 1.696


do CC, que assim nos diz:
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é
recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os
ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos
em grau, uns em falta de outros.

Mais incisivo ainda é o artigo 1.695 do mesmo diploma legal:

Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem


os pretende não tem bens suficientes, nem pode
prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e
aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem
desfalque do necessário ao seu sustento.

Ora, está claro que o dever de prestação de alimentos não é exclusivo na


genitora da autora, e sim também da sua avó paterna, é óbvio que a ré deve cumprir
com suas obrigações, de forma a contribuir para que a autora tenha uma qualidade
de vida razoável.
A genitora da requerente no momento não possui a menor condição de arcar
sozinha com despesas que proporcionem uma qualidade de vida justa a sua filha.
Por outro lado, a situação financeira da ré é boa, conforme relatos de inúmeras
testemunhas que no momento oportuno serão arroladas, além disso é de
conhecimento notório no bairro de residência da ré que esta exerce a função de
empresário do ramo de automóveis recebendo aproximadamente a quantia de R$
800.000,00 (oitocentos mil reais), o que demonstra total possibilidade de arcar com
as despesas mínimas necessárias a proporcionar uma qualidade de vida digna a
sua neta.

Diante do exposto, mostra-se necessária a fixação de alimentos provisórios


em favor do autor, ante a sua necessidade urgente de obtenção de recursos
financeiros destinados a prover uma justa qualidade de vida.
Por outro lado, está evidente que a nossa legislação protege aquele que
necessita de alimentos, no caso, está demonstrado a filiação do autor, a
necessidade e possibilidade de pagamentos dos valores pleiteados, fazendo-se
imperiosa a fixação de alimentos provisórios em favor da criança.
Diz assim o artigo 300, caput do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida


quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo. No mesmo diapasão
estabelece o artigo 4º da Lei 5.478/68:

Art. 4º As despachar o pedido, o juiz fixará desde


logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor,
salvo se o credor expressamente declarar que deles não
necessita.

Logo, o autor tem plena confiança e espera serenamente que vossa


excelência, ao analisar a presente inicial, de pronto, defira os alimentos requeridos,
como medida da mais pura e lídima justiça.

IV - DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer de Vossa Excelência:


a) Concessão de alimentos provisórios no valor de R$ 1.500,00 (um mil e
quinhentos reais) a serem depositados na conta nº 1, agência 2, banco Alfa;
b) O deferimento dos benefícios da justiça gratuita por ser pobre na forma lei,
não podendo arcar com as despesas processuais sem privar-se do seu
próprio sustento e de sua família;
c) Designação de audiência prévia de conciliação, nos termos do art. 319, VII,
do CPC;
d) A citação da requerida, para que compareça em audiência de
autocomposição a ser designada por Vossa Excelência, sob pena de
confissão quanto à matéria de fato, podendo contestar dentro do prazo legal
sob pena de sujeitar-se aos efeitos da revelia, conforme artigo 344 do CPC.
e) A intimação do representante do Ministério Público para intervir no feito, em
conformidade com o artigo 178, II do CPC;
f) A procedência da presente ação, condenando-se o requerido na prestação de
alimentos definitivos, na proporção de em R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos
reais), a ser depositado na conta corrente do banco 1, agência 2, conta nº 3,
conta em nome de Maria dos Santos.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova, em especial a


testemunhal, documental, bem como todas aquelas necessárias à obtenção da
justiça.
Dá-se a causa o valor de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais) para
efeitos fiscais.
Nestes termos,
P. deferimento.
Alfa, 18 de março de 2021.

Advogado da Maria.

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