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Oralidade no Processo de Ensino e Aprendizagem

Não se pode falar da oralidade no processo de ensino e aprendizagem, sem falar da


audição. As duas andam juntas e são inseparáveis, aliás, não tem como o aluno falar se
não tiver percebido o que professor falou ou explicou sobre uma dada matéria.

Concepções sobre a oralidade e audição

Podemos definir a oralidade como sendo o uso verbal ou uso das cordas vocais para
expressar uma ideia, conhecimento ou informação.

De acordo com TRASK (2004: 214), a oralidade é a “maestria na capacidade de falar e


ouvir”.

Concordando com o autor acima citado, quem fala é porque de algum modo ouve, por
isso dissemos anteriormente que a oralidade anda de mãos dadas com a audição. No que
diz respeito a audição, podemos definir como sendo a capacidade que temos de ouvir
sons.

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa (2009:75) audição é a “ percepção dos


sons pelo ouvido.”

Audição segundo REIS apud ALARCAO (1990:85), audição é a capacidade de


reconhecer o som emitido pelo ambiente. O órgão responsável pela audição é o ouvido,
capaz de captar sons de uma determinada distância.

Aspectos a ter em conta no ensino da oralidade

Sendo a oralidade uma das habilidades da língua, o professor deve ter em conta alguns
aspectos que farão com que os alunos desenvolvam as suas habilidades linguísticas.
GOMES et al (1991:72), defende que: “a comunicação oral é o primeiro estádio de
ensino e aprendizagem de uma língua.”

GOMES defende ainda que, para a comunicação oral seja activa e mais interactiva na
sala de aulas, ou seja, no processo de ensino e aprendizagem, é necessário que o
professor desenvolva algumas actividades, porém deve ter em conta os seguintes
aspectos:
 Aproveitar e valorizar a tendência natural que os alunos possuem para a
oralidade;

O professor deve ter em conta, que nem todos os alunos irão se expressar tal como ele
quer ou como espera que os seus alunos desenvolvam as habilidades orais da língua,
sendo que, uns desenvolvem mais rápido e outros de forma lenta. Com isso, o professor
deve saber valorizar e respeitar a tendência natural do desenvolvimento da oralidade por
parte dos seus alunos.

 Aproveitar todas as formas de comunicação como contributo para a


compreensão do que se diz;

Muitos alunos, não conseguem ser directos ou explicar de forma clara o que é que
perceberam ou sabem sobre um determinado assunto ou matéria que lhes são dadas ou
explicadas na sala de aulas, portanto, o professor deve fazer todo o “esforço” possível
para “tentar” perceber o que realmente o(s) seu(s) aluno(s) realmente quer(em) dizer.

 Recorrer a situações ligadas as vivências dos alunos e cultura do seu povo como
bases de aprendizagem da comunicação oral adequada, útil e eficaz na vida real.

Em uma sala de aulas, encontramos alunos de diferentes culturas, crenças e ou religiões,


para além do professor respeitar essas diferenças, e pode usar essas diferenças como
exemplo, para explicar o que acontece em uma cultura e não acontece na outra, ou
ainda, elementos culturais de uma comunidade que a outra não possuí.

A condição fundamental para a aquisição /aperfeiçoamento de competências numa


língua é o seu uso comunicativo - «aprende - se a falar», falando, sendo um truísmo, é
ainda uma máxima de que há que extrair as mais óbvias implicações em condições
próximas daquelas que se colocam ao falante, no seu quotidiano.(MAGALHÃES).
Concordando com a autora anteriormente citada, a melhor forma de ensinar ou
desenvolver a oralidade, é fazer com que os alunos falem. Muitas vezes, os alunos não
falam por ter medo da reacção dos seus pares (risos ou gargalhadas, murmúrios ou
outras reacções ‘desagradáveis’) ou possível reacção que o próprio aluno pode
considerar ‘negativa’por parte do professor (exemplo: acompanhar a risada dos colegas,
expressões pejorativas: és muito burro, não sabes nada, o que vens fazer na escola?).
Marcas da oralidade

Sendo uma das habilidades da língua, a oralidade apresenta características próprias, a


citar:

 É espontânea: de impulso natural;

 Frases incompletas: o emissor emite a mensagem e antes de terminar o receptor


completa o que pretendia ser transmitido;

 Desvios sintácticos: troca de elementos de uma frase ou encurtar as frases sem


obedecer a regra Sujeito, Verbo e o Objecto (SVO);

 Hesitações: ter dúvidas em relação ao que se quer dizer ou transmitir;

 Repetição: dizer de novo o que já se havia dito;

 Redundância: repetir em outras palavras a mesma palavra;

 Uso de interjeições: para completar uma frase;

 Ideia de maior proximidade entre locutor e receptor, encontram-se normalmente


no mesmo sítio ao mesmo tempo;

 Permite a utilização de elementos mímicos e gestuais, bem como de sinais


deícticos, não-verbais.

Actividades para desenvolver a oralidade

O professor pode desenvolver as seguintes actividades para desenvolver a oralidade:

 Leitura de imagens: os alunos podem fazer a descricao de imagens de um cartaz;

 Cancoes:os alunos podem cantar;

 Reconto de histórias: os alunos podem recontar uma história que o professor


contou ou que leram num texto;

 Jogos: o professor pode fazer um jogo com os seus alunos para fazer com que
estes falem;
 Dramatização: os alunos podem dramatizar um texto;

 Debates: o professor pode trazer um tema para debate e pedir que os alunos
deixem as suas opiniões;

 Relatar experiências: os alunos podem falar das experiências que tiveram


durante as férias, viagens, na sua comunidade, na família ou em outra situação;

 Ler poemas: o aluno pode ler um poema, quer seja da sua autoria ou não.

Importância da oralidade

Actividades previstas para este trabalho

Para este trabalho, iremos desenvolver actividades ligadas ao ensino secundário,


na disciplina de Lingua Portuguesa, olhando para os temas multiuso.

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