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ETI EDSON OLEGÁRIO DE SANTANA

DISCIPLINA: Arte ANO: 7º A; B; C; e D; Data: 03/11/2021


Professora: Maria Nairlê Teixeira de Souza
Título: As Paisagens no teatro
Observe a pintura abaixo e responda:

O teatro aborda uma ampla variedade de histórias: ele pode nos apresentar
situações do passado, do presente e do futuro; e pode também nos contar
narrativas realistas ou mágicas, com personagens históricos, animais, seres
inanimados e também inventados.

Como vimos no capítulo anterior, um dos espaços mais tradicionais onde a arte
teatral acontece é o palco italiano. No decorrer dos últimos dois séculos, a arte
da cenografia encontrou nesse tipo de
palco, no qual a cena está separada do
público, um local privilegiado para a sua
criação e desenvolvimento.
Dentre os artistas que se destacaram pelo uso do palco italiano, apresentamos
dois importantes cenógrafos: o tcheco Josef Svoboda (1920-2002) e o italiano
radicado no Brasil, Gianni Ratto (1916-2005).
Eles inovaram na criação de paisagens cênicas, partindo do princípio de que o
espaço teatral não precisava ser decorado ou ilustrado e sim ser um espaço que
provocasse e aguçasse os sentidos e a imaginação dos espectadores.

Teatro na rua

Apesar de o palco italiano ser o espaço mais usado nas peças


teatrais clássicas, elas nem sempre são representadas nele: às
vezes, são levadas para a rua. Mas, enquanto o palco italiano
permite várias
trocas de cenário (na frente do público ou detrás da cortina),
como transpor as paisagens de uma peça com essas
características para um espaço cênico não convencional? O
Grupo Galpão encarou esse desafio. Em 1992, a trupe mineira
decidiu montar a sua própria versão da peça Romeu e Julieta,
do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616).
Na tragédia de Shakespeare, a história se desenrola em uma
sacada e em diversos outros cômodos de uma casa, nas ruas da cidade de Verona (Itália), em uma igreja e em um
imenso salão de festas. O grupo contou com a proposta de encenação de Gabriel Villela (1958-) e resolveu a
diversidade espacial proposta no texto original do seguinte modo: em vez de criar inúmeros cenários e mudanças
de cena para a peça, adotou elementos utilizados no circo e em números de palhaço, contando para isso com a
imaginação do público.
Os artistas do Galpão, juntamente com Villela, levaram a peça para a rua
e usaram como palco e como elementos cênicos um automóvel, escadas,
bancos, pernas de pau etc.
O elenco atuava sobre o carro, em seu interior e ao redor dele. A
criatividade e o jogo cênico permitiram ao grupo aproveitar as diversas
possibilidades fornecidas por essa estrutura e pelos objetos utilizados.
Nessa montagem de Romeu e Julieta, e com a ajuda da imaginação
do espectador, uma cartolina pintada, suspensa por uma vara de pescar,
tornava-se uma lua que pairava no céu; um violão se transformava em
um instrumento de guerra; um guarda-chuva colorido levava os
espectadores para o interior de uma igreja, e uma declaração de amor
fazia o público rir e chorar ao mesmo tempo. Em uma experiência como
essa, basta estar disposto a brincar e deixar voar a imaginação para
aterrissar em novas paisagens.

Responda:
1- De que forma o teatro nos convida a imaginar outros mundos ou nos
transporta para paisagens, espaços e épocas diferentes? Quais elementos materiais podem ser usados para isso?
2- Observe as imagens acima o que elas sugerem?
3- Que tipo de histórias poderiam acontecer nesses espaços?
4- Uma das artes responsáveis por recriar ambientes e atmosferas dentro do teatro é a ____________________.
5- Que tipo de diálogo os elementos cênicos estabelecem com a época na qual a peça de Shakespeare foi escrita?
6- No seu ponto de vista, por que uma peça escrita há tanto tempo ainda pode gerar diálogo com o contemporâneo?

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