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EDUCAÇÃO INFANTIL INOVADORA: CONECTIVIDADE NAS ESCOLAS

Lorena de Cássia Pires Nunes


lorenacassia511@gmail.com
Francis Silva de Almeida

RESUMO

O mundo nunca precisou estar tão conectado virtualmente como agora. Devido à
necessidade de isolamento social ocasionado pela pandemia da Covid-19, o mundo
virtual ganhou seu espaço. E na escola a realidade não é diferente. Os professores,
pais e alunos tiveram que reinventar a sua forma de trabalhar, a fim de expandir
mecanismos e ideias onde ninguém saia prejudicado. E, para isso, contou-se com a
ajuda dos aparelhos tecnológicos, que serviram de sustento para que as aulas em
casa fossem possíveis. Nisso, há de se retratar nesse texto a necessidade da
implementação e trabalho de conectividade nas escolas da educação básica, a fim
de dar sustento às inovações que o mundo passa, construindo saberes que
garantam presente e passado atuando por u futuro melhor

Palavras-chave: Mundo virtual. Aparelhos Tecnológicos. Aulas.


1 INTRODUÇÃO

A educação em todo o mundo vem passando por uma reconstrução de


saberes e formas de repassar o conteúdo educacional. Muito se fala em adaptações,
tanto dos educadores, quanto dos alunos e familiares. E verdadeiramente é preciso
realizar raia ações.
O âmbito escolar, envolta principalmente à educação infantil, tem um
desempenho muito importante pela socialização da criança, tanto em sua vida
pessoal, intelectual, e escolar, em todos os sentidos.
Nessa etapa de ensino, o professor tem o poder de colaborar com o
desempenho dos alunos em prol de seu crescimento e adaptação voltados à
melhoria própria. No que tange tal desenvolvimento, inovar na prática de ensino é
uma forma muito interessante e precisa, para que os alunos desenvolvam novas
propostas e novas visões de educação.
Já que estamos em uma sociedade onde os indivíduos nascem conectados,
utilizar essa prática ao nosso favor é uma maneira de qualificar o ensino com
práticas familiarizadas à realidade de cada aluno.
Portanto, há de se descrever neste trabalho que se segue, justificativas e
propostas que incrementem a educação com as tecnologias educacionais, para que
sejam desenvolvidas novas habilidades e melhorias na educação de nossos alunos.
Objetivando retratar assuntos abordados no tema que se prescreve ao
trabalho que aqui se faz, e ainda levantando subsídios para o posterior trabalho de
conclusão de curso, dar-se-á estudos, observações e análises críticas realizadas
através de pesquisas bibliográficas que conotem informações e parâmetros em
abordagens sobre o uso da conectividade e novas tecnologias de educação, como
forma de alavancar o crescimento físico e mental de cada aluno.
Será feito então, um estudo descritivo, onde se apontam as relações da
temática com a realidade dentro e fora da sala de aula.
Posteriormente aos estudos, o texto será estruturado de forma a obter-se um
posicionamento e uma série de ideias para que seja possível a adequação das
escolas e educadores para que suas aulas sejam favoráveis, eficazes e com
garantia de equidade a todo o alunado.
Pretende-se ao desenvolver desse trabalho, descrever mecanismos que
colaborem com o uso das tecnologias para uma ampliação e fonte de conhecimento.
Além disso, há de se descrever diferentes formas de utilizar a conectividade
tecnológica nas escolas, analisar estratégias que mostrem os avanços educacionais
e mentais que uma criança pode desenvolver ao interagir com a conectividade
moderna à qual estamos acostumados e descrever formas de levar a conectividade
educacional para todas as disciplinas.

2 DESENVOLVIMENTO
EDUCAÇÃO INFANTIL INOVADORA: CONECTIVIDADE NAS ESCOLAS

Um dos fatores considerados inerentes a essa transição entre conhecimento


e sociedade é a tecnologia, progresso evidenciado em diferentes ciências, gerando
oportunidades de mudança e adaptação, mas ao mesmo tempo desafios. Nesse
aspecto, Melo (2013) identifica a convergência de três áreas tecnológicas que
levaram à transformação das sociedades contemporâneas: (1) informática; (2)
telecomunicações e (3) processamento de dados; cujas aplicações nas diferentes
ciências geraram mudanças na sociedade contemporânea.
Essa relação pode ser lida inicialmente como um progresso social. Nesse
sentido, a tecnologia e o conhecimento estabeleceram suas bases, de forma que a
relação de ambos desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e
transformação social. Isso, devido ao rápido progresso e às oportunidades
oferecidas na prática, e seu impacto na vida humana é um fato.
É preciso compreender como se dá o uso das novas tecnologias nas escolas,
para então, aplica-las com eficiência necessário pelo pleno funcionamento da
educação em todo o nosso país.
Nossas crianças participam de uma realidade bastante informatizada e
digitalizada, e assim, as instituições de ensino tem recebido alunos com realidades,
necessidades e pensamentos bem diferentes das gerações passadas.
O processo de ensino/aprendizagem hoje, deve levar em conta as tecnologias
já utilizadas pelas crianças em seu dia a dia. Tal ferramenta deve servir de
complementação pelo processo de aprendizado dos nossos alunos, aproximando a
escola da realidade individual de cada um de seus integrantes.
Até o século XII de acordo com Heywood (2004) as crianças eram vistas
como animais suspirantes, como o índice de mortalidade era alto era
desconsiderado a importância de investir tempo e esforço em criaturas que tinham
grande possibilidades de morrer. As crianças só passavam a ter identidade quando
passavam a realizar atividades iguais aos adultos. O descaso era tão grande que os
adultos que se dedicavam aos cuidados das crianças não recebiam nenhuma
preparação especial.
As tecnologias devem ser vistas como um método de processo de
complementação ligado à proposta pedagógica da escola. No Plano Nacional de
Educação, Lei 13.005/14 (BRASIL, 2014), tem-se a proposta/meta que diz respeito à
Tecnologia Digital na Educação, que busca pela erradicação de desigualdades
educacionais de nosso país, preparando alunos para a vida em sociedade com
equidade e respeito.
Kenski (2012) conceitua a tecnologia como algo que envolve qualquer coisa
que o cérebro humano conseguiu criar, desenvolver e modificar o seu uso e sua
aplicação e que a tecnologia não consiste somente em maquinas e equipamentos.
E convenhamos, não existe nada mais preciso e eficaz que desenvolver bem
o cérebro de uma criança com experiências e ampliação de saberes, a fim de que
desenvolva sua personalidade de uma maneira conceituada e justa. Tal
desenvolvimento pode sim, ser bem mais intensivo, quando o adaptamos com
mecanismo que são muito familiares para as nossas crianças.
Kenski (2012) diz que a tecnologia digital e a educação são indissociáveis, pois as
tecnologias atuais são também um recuso que pode ser usado para aprender e a
educação, deve ensinar como utilizar esses recursos de modo que as informações
que tem ali sejam aproveitadas de maneira correta.
Nessa premissa, tratamos assim das tecnologias digitais, surgidas a partir do
século passado. Esta revolucionou a indústria, sociedade e economia de toda a
sociedade, e cresceu de maneira desenfreada em todos os cantos da sociedade, e
muitas vezes, as utilizamos sem ao menos perceber, de tão comum que se tornou.
Na educação infantil, ao utilizarmos meios tecnológicos digitais, possibilitamos
o contanto das crianças com movimentos, sons, imagens e informações muito mais
verdadeiras. E de fato, a educação se torna muito mais significativa quando a
criança identifica o seu mundo dentro da escola.
Segundo Marchesi, Alava e Fagundes (2003, p. 49):
É preciso entender a importância de as mudanças na educação utilizarem
estratégias adequadas. As mudanças eficazes não apenas procedem de iniciativas
parciais e isoladas, mas também exigem enfoques globais, sistêmicos, interativos e
contextualizados.

É fundamental ainda, que as crianças brinquem e se divirtam à moda antiga,


com brinquedos e brincadeiras que fazem parta da cultura do nosso país. Tudo deve
ser complementado, a educação não se faz sozinha ou apenas de uma maneira. A
eficácia educacional está exatamente na junção de conteúdo, propostas e ações que
promovam a melhoria educacional que tanto precisamos.
Depreende-se, a partir de Vygotsky (1996), a importância de criar situações
de aprendizagem que possibilitem aos alunos a apropriação do conhecimento
necessário para a compreensão do mundo em que vivem, sem esquecer de
considerar as habilidades, os interesses e as diferentes maneiras de aprender de
cada criança.
Para Barbosa e Moura (2013, p. 55):
A aprendizagem ativa ocorre quando o aluno interage com o assunto
em estudo – ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e
ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés
de recebê-lo de forma passiva do professor. Em um ambiente de
aprendizagem ativa, o professor atua como orientador, supervisor,
facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como fonte
única de informação e conhecimento.
As tecnologias digitais são muito aceitas quando são articuladas à
aprendizagem, de maneira monitorada pelo professor. A implantação de recursos
tecnológicos nas escolas de rede pública e privada, devem ser conscientes de que
sua função é acrescentar produtividade ao aprendizado das crianças, possibilitando
um verdadeiro aprendizado e capacidade adaptativa e de persuasão.
Trabalhar a área das novas tecnologias aplicadas à educação permite um
desenvolvimento aprimorado de saberes e propostas capazes de potencializar a
educação.
Hoje diversas instituições de ensino superior oferecem educação à distância
nos cursos de graduação e pós graduação, facilitando o acesso e inscrição de toda
a sociedade, principalmente àqueles que trabalham em horários mais extensos e
não tem tempo de frequentar a faculdade no horário normal.
De acordo com o que descreve Moran (2000), o estudo à distância
proporciona ao ensino uma aplicabilidade diferenciada daquela utilizada no ensino
presencial, necessitando de práticas pedagógicas distintas das utilizadas no ensino
tradicional. Assim sendo, qualquer curso ministrado em ambiente virtual, precisa de
um bom planejamento e organização didática inserida por parte dos docentes que
poderá exigir um prazo maior do que o que seria necessário ao planejamento de um
curso presencial por exemplo.
É fundamental que o professor tenha domínio da capacidade interativa e
comunicativa, visto que o atendimento virtual precisa de comunicação que vai além
da expressão facial do tom de voz e demais elementos que poderia ser facilitadores
do entendimento. (DOTTA e GIORDAN, 2007).
Atualmente, é onde as "informações" disponíveis podem ser classificadas
como acesso ilimitado e imediato; onde a transmissão disso converge em todas as
áreas do indivíduo, de política, economia, educação, lazer, entre outras. Essa
quantidade de informação fornecida nesses tempos gerou que diferentes teóricos a
chamam de sociedade do conhecimento, alguns vão muito além e tentam vinculá-la
à tecnologia, chamando-a de sociedade digital ou sociedade da informação. No
entanto, ambos os conceitos acompanham a ideia de viver em uma época em que o
acúmulo de informações produz uma aceleração das interações e da dinâmica social
(MELO, 2013).
Define-se o conceito de sociedade do conhecimento como a transformação
social que está ocorrendo na sociedade moderna, oferecendo uma análise da visão
futurista nas diferentes ciências. É importante salientar que há uma diferença entre o
que se chama sociedade do conhecimento e sociedade da informação, onde este
considera uma revolução digital baseada na mídia e sua divulgação por meio das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), enquanto a sociedade do
conhecimento baseia sua concepção na transmissão e no estímulo de seus recursos
através do uso de ferramentas tecnológicas, gerando um produto mais rápido e
eficiente (SERAFIM; SOUSA, 2011).
É possível dar aulas utilizando tecnologias digitais de várias maneiras, como:
 Criação de desenhos virtuais;
 Leitura virtual;
 Complementação de estudos utilizando plataformas como Youtube;
 Criação de um blog do professor;
 Gamificação;
 Interação com alunos de outras escolas, mas de mesma faixa etária;
 Interação com filmes e desenhos;
 Ensinar digitação e uso de ferramentas como Word, Excel, Publisher,
etc.
 Ensinar a navegar no Google de modo educativo e que realmente
promova o incentivo educacional.
 Mostrar que ao invés de passar o tempo na internet em redes sociais, é
possível realizar leituras e se divertir aprendendo.
Os mecanismos de estudos, com salas de aula, bibliotecas e janelas virtuais,
a conversa virtual com o professor, a autonomia da organização do próprio tempo
acabam por si só, cativando o indivíduo e ganhando seu interesse sem ao menos
precisar de propaganda.
O professor e o aluno precisam se engajar, se organizar para que a educação
à distância realmente dê resultados, em todas as modalidades de ensino,
principalmente em áreas que envolvem a educação infantil como ensino essencial
para o indivíduo.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A sociedade de hoje parece estar avançando muito rapidamente nos últimos


anos: tecnologia, economia, cultura etc. Elas mudam e evoluem, mas essas
mudanças devem ocorrer de maneira muito mais poderosa nas escolas, no centro
ou na raiz da formação de novos cidadãos como futuros motores da sociedade. A
mera transmissão de conteúdo, o professor na plataforma de ensino, vale cada vez
menos.
O avanço tecnológico força as instituições de ensino a acompanhar as
demandas sociais que atualmente se caracterizam, motivo pelo qual há uma
preocupação em desenvolver habilidades tecnológicas na equipe de ensino e,
portanto, nos alunos, além de fornecer valores éticos e científicos, social e cultural.
O papel de um gerente educacional é introduzir o uso das TIC de maneira guiada,
orientada e planejada.
O professor, principalmente os que trabalham com alunos de educação
infantil e anos iniciais do ensino fundamental devem muito ter ciência de que as
novas tecnologias podem ser aliadas para a produtividade das aulas, passando
conteúdos que facilitem a compreensão e o desenvolvimento dos mesmos.
Com o mundo globalizado e cheio de novidades tecnológicas, tê-las como
parcerias é o melhor caminho, onde as mesmas poderão ser auxiliadoras e
complementadoras das aulas, principalmente em situações como a que é realidade
no mundo, em que aulas presenciais estão suspensas. Assim, é importante estuda-
las e tê-las como aliadas, para que em um momento atípico, não hajam situações
desagradáveis e não comprometam a educação de nosso alunado.
Considera-se então, que as novas tecnologias podem ser amigas da
educação, facilitando o aprendizado e complementado o fundamental conteúdo que
temos nos livros didáticos físicos, bem como ao antigo modelo de ensino que não
deve, de forma alguma, ser deixado de lado, mas sim priorizado.

4 REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. E. B. Prática e formação de professores na integração de mídias.


Prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre
conhecimento, tecnologias e mídias. 2003.

BARBOSA, Eduardo Fernandes; MOURA, Dácio Guimarães de. Metodologias


ativas de aprendizado na educação profissional e tecnológica. B. Tec. Senac,
Rio de Janeiro, v. 39, n. 2, p. 48-67, maio/ago. 2013.

BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação. Brasília: MEC,


2015. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/pne.pdf . Acesso em: 01
nov. 2020.

HEYWOOD, Colin. Uma história da infância: da Idade Média à época


contemporânea no Ocidente. Porto Alegre: Artmed, 2004.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. 8.
ed. Campinas (SP): Papirus, 2012. (Coleção Papirus Educação).

MARCHESI, Álvaro; ALAVA, Seraphin; FAGUNDES, Léa. Multidisciplinaridade:


educar no ciberespaço. Revista Pátio, ano VII, n. 26, maio/julho 2003.

MELO, D. T., TICs na educação: Um estudo de caso. Mococa-SP: Ed. Do Autor,


2013.

SERAFIM, Maria Lúcia; SOUSA, Robson Pequeno. Multimídia na Educação: o


vídeo digital integrado ao contexto escolar. Campina Grande: Eduepb, 2011.

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins


Fontes, 1996.

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