Você está na página 1de 29

Imagens: pt.vecteezy.

com

CURSO ON-LINE
O USO DO IRAMUTEQ NA PESQUISA QUALITATIVA
CURSO ON-LINE
O USO DO IRAMUTEQ NA
PESQUISA QUALITATIVA
Imagens: pt.vecteezy.com

Aula 3
CURSO ON-LINE
O USO DO IRAMUTEQ NA
PESQUISA QUALITATIVA

A entrevista
A IMPORTÂNCIA DA ENTREVISTA
NA PESQUISA CIENTÍFICA (I)

As entrevistas são feitas por um entrevistador, que pode ser o pesquisador principal,
ou por grupos de entrevistadores, treinados pelo pesquisador principal ou por toda
a equipe. As entrevistas buscam revelar opiniões, atitudes, ideias, juízos. É um
processo de pesquisa demorado e pode ser caro, dependendo da qualificação
exigida do entrevistador, do número de informações que se espera obter e do
número de participantes. No entanto, existem informações que só podem ser
obtidas conversando com as pessoas que se dispuserem a participar da pesquisa.
As entrevistas com técnicas qualitativas são de dois tipos: semiestruturada e em
profundidade.
Nas entrevistas semiestruturadas, as questões são abertas. O entrevistador pode até
utilizar um roteiro, mas precisa deixar o respondente livre para falar.
A IMPORTÂNCIA DA ENTREVISTA
NA PESQUISA CIENTÍFICA (II)

Entrevistador e entrevistado podem explorar mais longamente os pontos que


considerarem importantes, mas o entrevistador precisa ser sensível à
linguagem do entrevistado e não pode, de forma alguma, influenciar as
respostas.
Nas entrevistas em profundidade, busca-se o detalhe. Elas são,
necessariamente, menos abrangentes, pois se buscam respostas para uma ou
duas questões. Logo, é uma pesquisa qualitativa. As perguntas do
entrevistador seriam apenas no sentido de obter mais esclarecimentos sobre
eventuais dúvidas a respeito do que disse o entrevistado. O pesquisador
precisa ser, portanto, muito bem treinado.
A IMPORTÂNCIA DA ENTREVISTA
NA PESQUISA CIENTÍFICA

Fonte: VIEIRA, Sonia. Como elaborar questionários. São Paulo: Atlas, 2009.
VANTAGENS DO USO DAS ENTREVISTAS

a) Permite a captação imediata e corrente da informação desejada, com qualquer


tipo de informante e sobre os mais variados temas;
b) Permite o tratamento de assuntos de natureza pessoal e íntima, bem como temas
de natureza complexa e de escolhas individuais;
c) Permite o aprofundamento de pontos levantados por meio de outras técnicas de
coleta de dados (questionário) que possuem uma natureza mais superficial;
d) Atinge maior número de informantes (sujeitos da pesquisa) que nem sempre
poderiam ser atingidos por outros meios (questionários) de investigação, como por
exemplo: pessoal com baixo nível de escolaridade;
e) Permite correções, esclarecimentos e adaptações que tornam mais eficaz para as
informações desejadas.
CUIDADOS PARA A REALIZAÇÃO
DE UMA ENTREVISTA (I)

a) Respeito pelo entrevistado, o local e o horário marcado para a realização da


entrevista, garantia do sigilo e anonimato em relação ao informante;
b) Respeito a quem participa da pesquisa fornecendo as informações, opiniões e
impressões sobre o seu objeto de estudo;
c) Cuidado com o vocabulário ‐ a linguagem – a ser usada e respeito a linguagem do
entrevistado;
d) O entrevistador deve possuir bastante capacidade de ouvir;
e) Garantir um clima de confiança para que o entrevistado sinta‐se à vontade para
expressar‐se livremente.
f) O pesquisador deverá utilizar‐se de um roteiro que guie a entrevista por meio de
tópicos a serem discutidos, com certa ordem lógica;
g) O pesquisador deverá ter boa capacidade de comunicação verbal;
CUIDADOS PARA A REALIZAÇÃO
DE UMA ENTREVISTA (II)
h) Não há receita pronta, mas cuidados a serem seguidos;
i) Caso a entrevista seja gravada pedir a autorização ao entrevistado para
realização da gravação e verificar se a bateria do seu gravador está carregada;
j) Se a entrevista não for gravada o pesquisador deverá anotar todas as respostas
e, em seguida, ler com o entrevistado para confirmar as respostas, modificar e até
complementar;
k) Anotar e observar as expressões, os gestos, sinais não verbais, alteração de
ritmo que fazem parte da comunicação não verbal e que ajudam a compreender a
informação;
l) Não modifique o ponto de vista e a opinião do entrevistado;
m) Numa entrevista, principalmente, com o professor, sempre adentramos o
espaço secreto e sagrado da sua trajetória profissional. Por isso, o respeito ao seu
jeito, depoimento e ideias é fundamental;
CUIDADOS PARA A REALIZAÇÃO
DE UMA ENTREVISTA (III)

n) Aprender sobre como pesquisar e aprender sobre como ser pesquisador


acontece em um continuum, isto é na trajetória do professor‐pesquisador.
o) Em uma entrevista várias situações estão presentes como a empatia, criatividade,
criticidade, reflexão e o desvelamento de si mesmo (professor) ao desconhecido
(pesquisador). Em alguns casos, as pessoas – pesquisador e entrevistado – não se
conhecem.
FONTES

COUTO, Maria Elizabete Souza. A elaboração da entrevista na pesquisa em


educação. Disponível em: http://nead.uesc.br/arquivos/pedagogia/seminario-
integrador3/ENTREVISTA-NA-PESQUISA-EM-EDUCACAO.pdf. Acesso em: 20 jun.
2019.
CONCEITO DE ENTREVISTA (I)

A entrevista é um dos instrumentos de coleta de dados, em uma pesquisa e


desenvolve um importante papel tanto nas atividades científicas (pesquisa)
quanto em diversas atividades humanas.

A entrevista possui um forte caráter de interação pela relação estabelecida


entre os sujeitos – pesquisador/entrevistador e entrevistado ‐, por meio de
uma influência recíproca entre quem pergunta e quem responde.
CONCEITO DE ENTREVISTA (II)

Podemos trabalhar com dois tipos de entrevistas:


1‐ Entrevista estruturada – o entrevistador organiza um roteiro/questões e
segue sem perceber a relação de reciprocidade que está sendo construída na
conversa com o entrevistado. Dessa maneira, a entrevista assemelha a um
questionário quando se tem como meta conseguir respostas uniformes, para
fazer comparações e quadros estatísticos. Utiliza‐se um esquema básico que
possa permitir ao entrevistador fazer as adaptações necessárias.
2‐ Entrevista semi estruturada – não há imposição de uma ordem rígida de
questões. O entrevistador propõe a temática ou a situações do seu objeto de
estudo e o entrevistado fala sobre aquele tema proposto com base no seu
repertório de conhecimentos e informações. Esta é a verdadeira razão da
entrevista.
CONCEITO DE ENTREVISTA (III)

A entrevista, nas suas diversas aplicações, é uma técnica de interação social,


interpenetração informativa, capaz de quebrar isolamentos grupais, individuais
e sociais, podendo também servir à pluralização de vozes e à distribuição
democrática da informação. Ela possibilitaria acesso ao contexto do
comportamento das pessoas e promoveria um caminho para o pesquisador
compreender os significados desse comportamento. A hipótese básica da
pesquisa a partir da entrevista é a de que os significados que as pessoas
atribuem a suas experiências afetariam o modo como elas as executam.
CONCEITO DE ENTREVISTA (III)
A entrevista não é simplesmente um instrumento neutro de pesquisa ou um
método, entre outros, de coleta de dados, uma caixa preta cujo funcionamento seria
óbvio e fora de questão. Pelo contrário, sua eficácia é profundamente ligada à
concepção de linguagem e de discurso pressuposta não só durante a análise mas
também no desenvolvimento mesmo do intercâmbio com o informante.

Medina também reafirma ser a entrevista um jogo de interação no qual os


envolvidos se interligam numa única vivência: “A experiência de vida, o conceito, a
dúvida ou o juízo de valor do entrevistado transforma-se numa pequena ou grande
história que decola do indivíduo que a narra para se consubstanciar em muitas
interpretações” (Medina, 1995, p. 6). Para ela, o entrevistador deve estar
interessado no modo de ser e no modo de dizer de seu informante e a competência
do fazer deve estar comprometida e associada ao significado humano, ao diálogo
interativo.
FONTES

COUTO, Maria Elizabete Souza. A elaboração da entrevista na pesquisa em


educação. Disponível em: http://nead.uesc.br/arquivos/pedagogia/seminario-
integrador3/ENTREVISTA-NA-PESQUISA-EM-EDUCACAO.pdf. Acesso em: 20 jun.
2019.

MIGUEL, Fernanda Valim Côrtes Miguel. A entrevista como instrumento para


investigação em pesquisas qualitativas no campo da linguística aplicada.
Odisseia, n. 5 (jan-jun.2010). Disponível em:
https://periodicos.ufrn.br/odisseia/article/view/2029. Acesso em: 20 jun. 2019.
ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

A palavra entrevista cobre uma extensa área de práticas. De um lado, existem


as entrevistas firmemente estruturadas, baseadas em roteiros prefixados,
padronizados e questões fechadas. Do lado oposto do continuum, existem as
entrevistas abertas, aparentemente estruturadas, entrevistas antropológicas
que, na maioria das vezes, consistem em algo como uma conversa amigável
(SPRADLEY, 1979). O método descrito por Seidman (1991), por exemplo,
combina entrevistas sobre histórias de vida e é focado nas hipóteses da
fenomenologia sobre o assunto, especialmente nas concepções de Alfred
Schutz. Concentrar-me-ei nos comentários sobre a estrutura da entrevista
detalhada e fenomenológica, cuja tarefa principal seria a de construir e explorar
as respostas dos participantes a partir da utilização de questões abertas.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA
O ideal proposto por Dolbeare e Schuman (SCHUMAN apud SEIDMAN, 1991) é
descrito numa série de três entrevistas realizadas em momentos distintos com o
mesmo participante e utilizando um formato de 90 minutos para cada uma. Na
primeira, o pesquisador estabeleceria o contexto da experiência dos participantes. Já
a segunda permitiria que os participantes reconstruíssem os detalhes de sua
experiência dentro do contexto em que ocorreram. E a terceira incentivaria os
participantes a refletirem sobre os significados dessas experiências em suas vidas.
Infelizmente, não foi possível, em minha pesquisa, acatar o procedimento de
realização das três “etapas” de entrevistas para cada participante, uma vez que
trabalhei com uma quantidade relativamente grande de entrevistados a partir de um
estudo qualitativo, o qual gerou extenso material de transcrição e pesquisa. Além
disso, muitos dos entrevistados –principalmente o editor e os críticos de cinema da
revista Bravo! – residiam em lugares distintos e concederam apenas um encontro
para conversarmos. Foi possível, entretanto, estipular a duração da entrevista antes
de iniciá-la, preservando a unidade cronológica (começo, meio e fim) a partir de um
roteiro preestabelecido que serviu para conduzi-la, sem, no entanto, restringi-la ou
fixá-la.
Fonte: Miguel, 2010.
ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

Como propõe Seidman (1991), é importante que o investigador – mesmo


tendo razões que justifiquem a busca por procedimentos distintos
daqueles descritos por Dolbeare e Schuman – mantenha uma estrutura
que permita aos participantes reconstruírem sua experiência dentro do
contexto de suas vidas. Lembramo-nos de que qualquer procedimento
de pesquisa adotado pelo entrevistador deve servir apenas como
referência a seu trabalho.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

Como propõe Seidman (1991), é importante que o investigador – mesmo


tendo razões que justifiquem a busca por procedimentos distintos
daqueles descritos por Dolbeare e Schuman – mantenha uma estrutura
que permita aos participantes reconstruírem sua experiência dentro do
contexto de suas vidas. Lembramo-nos de que qualquer procedimento
de pesquisa adotado pelo entrevistador deve servir apenas como
referência a seu trabalho.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

Como pesquisadores, devemos estar cientes dos processos e das


dificuldades que envolvem a entrevista: o investigador deve conceituar
seu projeto, estabelecer o acesso e fazer contato com os participantes,
entrevistá-los e transcrever os dados, para então trabalhar com o
material selecionado. Entrevistar é um trabalho especialmente intensivo
por todas essas razões, acrescidas do fato de normalmente tomar
muitas horas e, por vezes, implicam sobrecarga financeira com certas
despesas. Além disso, como observa Seidman (1991), pelo fato de as
pesquisas serem realizadas por pessoas, em determinadas posições de
poder, o cuidado deve ser redobrado para que os indivíduos, as palavras
e os depoimentos não sejam utilizados de maneira descontextualizada,
em benefício do pesquisador.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

Wright Mills (1982, p. 240) recomenda que o pesquisador, durante a entrevista,


não descuide nem mesmo dos minúsculos detalhes e das coisas
momentaneamente vagas, já que futuras associações criativas podem
desvendar nexos que passaram despercebidos num primeiro momento. Essa
observação pode ser melhor aproveitada em ocasiões nas quais as entrevistas
são filmogravadas e audiogravadas, como no caso específico de minha
pesquisa. Segundo o autor, é importante ser criterioso e honesto ao coligir e
produzir dados a partir de uma entrevista, já que ela não é feita apenas de bons
roteiros, previamente testados e melhorados, mas com atitudes éticas em
relação às pessoas entrevistadas.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA
Algumas técnicas e sugestões práticas são também imprescindíveis quando
tratarmos de um instrumento de pesquisa que pode assumir tantas variações
estruturais, como é o caso da entrevista. Ter conhecimento sobre essas técnicas
capacita o pesquisador a utilizar os recursos disponíveis da melhor maneira possível,
prever situações, administrar o tempo e conduzir o diálogo de maneira consciente e
focada.
É importante, durante uma entrevista, que o entrevistador inicie suas perguntas de
maneira ampla, não directiva e que conduza as falas dos entrevistados, procurando
pedir esclarecimentos ao que não foi compreendido e detalhes concretos aos
exemplos dados. Ao fazer uma pergunta em aberto – não presumindo determinada
resposta – o pesquisador estabelece um território a ser explorado, permitindo que o
participante a tome da maneira que desejar. Por outro lado, não deve perder de vista
a finalidade e o foco da entrevista, pré-ajustando e redirecionando a conversa quando
achar necessário. O trabalho básico do entrevistador é escutar ativamente, auxiliando
a construção de significados dos participantes e promovendo o andamento da
entrevista.
Fonte: Miguel, 2010.
ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

Quando o entrevistador deseja ouvir mais sobre determinado assunto não


deve hesitar em fazer mais perguntas, principalmente quando se sente
insatisfeito com as respostas ouvidas. Além disso, ele deve ter habilidade e
sensibilidade na maneira de explorar determinadas temáticas, dando
prioridade à fala do outro e evitando perguntas das quais já imagina saber
a resposta. Neste caso, é preferível que ele diga o que pensa da afirmação.
Outra sugestão é que o entrevistador evite interromper os participantes
durante suas falas, mesmo quando se sentir fortemente tentado a focar
num ponto interessante do diálogo. Isso poderia prejudicar a sequência
argumentativa do participante. Uma dica é que o entrevistador anote a
palavra-chave para retomar a conversa posteriormente ou numa próxima
oportunidade.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA

Saber explorar o riso, as pausas, o silêncio, os gestos corporais e as linguagens


não-verbais, de maneira geral, é uma atitude indispensável que exigiria não
apenas técnica e prática, mas sobretudo sensibilidade por parte do
entrevistador. Em muitos momentos, o que é verbalizado pode não estar em
concordância com os gestos não-verbais. O riso, por exemplo, pode significar
diversas coisas, dependendo da postura e do contexto em que ocorrem durante
a entrevista: o fato de o participante ter achado graça em alguma fala ou
lembrança; um certo tom irônico; ou ainda um certo nervosismo. Outro
exemplo frequente é a incapacidade do entrevistador de lidar com o silêncio,
tornando-se impaciente e incomodado e projetando, na maioria das vezes, tal
incômodo aos participantes. Os momentos de silêncio e pausas durante a
entrevista podem constituir fatos significativos no contexto do discurso e não
devem ser substituídos por perguntas rápidas e improvisadas.

Fonte: Miguel, 2010.


ESTRUTURA, PROCESSO E PRÁTICA
É importante que o entrevistador evite confiar apenas nas memórias e
recordações de seus informantes. Ao contrário, deve pedir diretamente para que
eles reconstruam suas experiências. Como nos alerta Seidman (1991), a
reconstrução é baseada parcialmente na memória e parcialmente nos sentidos do
participante sobre os eventos passados. De um certo modo, toda a recordação é
reconstrução.
Outra ação que deve ser evitada, segundo Seidman (1991), durante a entrevista é
o ato de reforçar as falas dos participantes, tanto positivamente quanto
negativamente. Um exercício de formação útil, nesse sentido, segundo o autor, é
transcrever textualmente 5 minutos de uma entrevista realizada. O que se torna,
em grande parte do tempo, perceptível é que o entrevistador tem o hábito de
dizer o “uh huh” ou “aprovado” ou “sim” ou fornecer alguma outra resposta
afirmativa curta a quase toda indicação do participante, muitas vezes sem estar
ciente de estar fazendo isso. O entrevistador que reforça as falas de seu ouvinte
frequentemente corre o risco de distorcer as respostas dos participantes.
Fonte: Miguel, 2010.
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAR UMA ENTREVISTA (I)
1. Saber o que quer pesquisar – o objeto de estudo.
2. Estudar sobre a temática ‐ o referencial teórico;
3. a questão de pesquisa, ou seja, a questão de investigação ou problema de
pesquisa;
4. o objetivo da pesquisa;
5. depois de ter clareza dos passos iniciais, começa a pensar no tipo de pesquisa que
será realizada (quantitativa, qualitativa, estudo de caso etc.) e, depois, a escolha
dos instrumentos de coleta de dados que pode ser: questionário, formulário,
entrevista, leitura de documentos ou fontes etc.;
6. É preciso saber a importância de cada um desses instrumentos na sua pesquisa. Os
instrumentos de coleta de dados devem estar relacionados com o tipo de
pesquisa;
7. No caso de uma entrevista, algumas vezes, é preciso retornar ao entrevistado
várias vezes. O pesquisador deve ter essa disponibilidade para coletar os dados de
sua pesquisa.
Fonte: Miguel, 2010.
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAR UMA ENTREVISTA (I)
1. Comece a elaborar as questões tendo em vista o objetivo (geral e específico) e o problema
de pesquisa;
2. Não elaborar muitas questões para não tornar a entrevista cansativa;
3. Marcar com antecedência a data e o horário da pesquisa com o entrevistado. Nunca chegar
atrasado;
4. Informar ao entrevistado o objetivo da pesquisa;
5. Ter sempre uma ficha (uma folha) com as questões para todos os entrevistados, caso seja
necessário fazer algumas anotações, principalmente, em relação a gestos, risos etc.;
6. Não interfira ou dê sua opinião na hora em que entrevistado estiver falado. Deixe‐o a
vontade para falar;
7. Se o entrevistado não atender ou responder o que foi perguntar, você pode refazer a
pergunta de outra maneira, contanto que não perca o fio condutor da questão;
8. Perguntar se ele (o entrevistado) está disponível, caso seja necessário, para aprofundar
algumas ideias na entrevista;
9. No final da entrevista é importante agradecer a colaboração e a disponibilidade em
contribuir com o seu trabalho.
Fonte: Miguel, 2010.
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAR UMA ENTREVISTA (III)

Observações importantes:

Quando concluir a entrevista, se esta foi gravada, deverá transcrever


imediatamente, na íntegra.

Não fazer comentários sobre as entrevistas com outros entrevistados ou


com qualquer outra pessoa.

Fonte: Miguel, 2010.