Você está na página 1de 16

O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS

CONTRIBUIÇÕES DO TRABALHO DO PSICÓLOGO

Laina Silva de Almeida1


Aline Tonheiro Palmeira2

RESUMO

A Doença Renal Crônica (DRC) compromete as funções dos rins e afeta as pessoas em seus aspectos
físico, psíquico e social resultando em um novo modo de viver, com mudanças de hábitos alimentares,
restrições hídricas, alterações na aparência do corpo (devido à presença de um cateter usado no
tratamento) e perda de peso, tornando, mínimas, as chances de manter uma vida laboral ativa. Nesse
sentido, o trabalho em questão visa analisar o sofrimento psíquico presente nos pacientes e como este
é descrito nos estudos. Trata-se de uma pesquisa de revisão sistemática, realizada em abril de 2016
usando três bases de dados: PEPSIC; BVS PSI; SCIELO. Foram selecionados 19 artigos, publicados
entre 1998 e 2015, na literatura nacional. Desse modo, os resultados apontam que os estudos descrevem
o sofrimento psíquico como: dor emocional; sentimento de desamparo; sentimento de inferioridade;
insegurança; depressão, estresse, raiva; medo. O estresse e a depressão foram os mais descritos nos
estudos. Assim sendo, concluiu-se que, em virtude das inúmeras mudanças sofridas pelas pessoas com
a DRC, o sofrimento psíquico faz-se presente na maioria dos casos, expressados de diversos modos. À
vista disso, é imprescindível a contribuição do profissional de psicologia, bem como, de uma equipe
multiprofissional, ofertando possibilidades de enfrentamento, promovendo bem-estar e uma melhor
qualidade de vida frente às adversidades do adoecimento.

PALAVRAS-CHAVE: Doença Renal Crônica. Sofrimento psíquico. Papel do psicólogo.

ABSTRACT

Chronic Kidney Disease (CKD) undertakes the functions of the kidneys and affects people in their
physical, psychological and social aspects resulting in a new way of living with eating habits change,
water restrictions, changes in body appearance (due to the presence a catheter used in the treatment)
and weight loss, making minimal chances of maintaining an active working life. In this sense, the work
in question is to analyze the mental suffering present in patients and how this is described in the studies.
This is a systematic review of research conducted in April 2016 using three databases: PEPSIC; BVS
PSI; SCIELO. We selected 19 articles published between 1998 and 2015 in the national literature. Thus,
the results indicate that the studies describe the mental suffering as emotional pain; feeling of
helplessness; feeling of inferiority; insecurity; depression, stress, anger; fear. Stress and depression
were the most described in the studies. Therefore, it was concluded that, because of the numerous
changes suffered by individuals with CKD, psychological distress is present in most cases expressed in
various ways. In view of this, professional contribution is essential psychology, as well as a
multidisciplinary team offering coping possibilities and promoting - being and a better quality of life to
the front of the illness adversity.

KEYWORDS: Chronic Kidney Disease. Mental suffering. Sychology contribution.

1
Psicóloga e pós-graduada em Psicologia Hospitalar pela Faculdade Ruy Barbosa Wyden. E-mail:
laina_almeida@hotmail.com
2
Psicóloga, Drª em Saúde Pública e professora do curso de Psicologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde
Pública (EBMSP). E-mail: alinepalmeira@gmail.com
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

INTRODUÇÃO

A Doença Renal Crônica (DRC) ou Insuficiência Renal Crônica (IRC) compromete as funções
renais e acaba afetando o indivíduo drasticamente em todos os âmbitos: físico, psíquico e social.
Com a descoberta da enfermidade, a pessoa é convidada a uma nova forma de viver, passa a
adquirir novos hábitos, novas rotinas (REIS; GUIRARDELLO; CAMPOS, 2008). A DRC é
considerada um problema de saúde pública em todo mundo, compreendida como uma epidemia
de crescimento assustador (MADEIRO et al., 2010). Apesar de ser uma doença devastadora,
possui tratamento, sendo eles: hemodiálise, diálise peritoneal intermitente, diálise peritoneal
ambulatorial contínua, diálise peritoneal automática, e tem como opção o transplante renal. O
tratamento visa garantir uma melhor qualidade de vida, mantendo a homeostase do organismo
(REIS; GUIRARDELLO; CAMPOS, 2008). No entanto, ao passo que o tratamento incide em
garantir uma melhor qualidade de vida, corrobora o processo de sofrimento, pois, acarreta em
diversas limitações, na “manutenção de uma dieta específica associada às restrições hídricas e
a modificação na aparência corporal em razão da presença do cateter para acesso vascular ou
da fístula arteriovenosa” (REIS; GUIRARDELLO; CAMPOS, 2008, p. 337).

A hemodiálise ocorre por meio de uma ligação entre o corpo do paciente e uma máquina que
filtrará seu sangue, esse acesso pode ser por um cateter ou uma fístula artério venosa. A “fístula
artério venosa (FAV) é um acesso permanente, criado por meios cirúrgicos ao se unir uma
artéria em uma veia” (KOEPE; ARAÚJO, 2008, p. 148). É através do elo entre a máquina
(dialisador) e a FAV que acontece a hemodiálise, responsável por fazer o papel dos rins,
retirando as impurezas do sangue, devolvendo- o purificado ao corpo. O processo acontece três
vezes por semana, com a duração em torno de 4 horas por dia (KOEPE, ARAÚJO, 2008). “O
paciente, submetido às sessões de hemodiálise, carrega em seu âmago interpretações não apenas
sobre a sua doença, mas, também, sobre os significados da sua vida mantida à custa de uma
máquina” (MATTOS; MARUYAMA, 2010, p. 429).

Destaca-se que a vida da pessoa com a DRC só pode ser mantida à custa de uma máquina em
virtude dos avanços tecnológicos, é o que contribui com a sobrevida desse público, no entanto,
não significa dizer que esse aparato vai possibilitar um bem-estar desejado (ROCHA;
SANTOS, 2009). Viver dependente de uma máquina implica em uma série de mudanças e
perdas, nota-se que se trata de um procedimento que marca o corpo, a pessoa passa a carregar
um acessório que expõe o estigma de uma enfermidade, perpassando pela sua condição de
O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

sujeito, pela sua identidade, tornando-se um doente renal crônico. A mudança imposta pela
doença, “na maioria das vezes, gera frustração e limitações” (REIS; GUIRARDELLO;
CAMPOS, 2008, 337). A dependência dos serviços de hemodiálise torna mínimas as chances
de manter uma vida laboral ativa, repercutindo na dimensão pessoal, familiar e social, “tais
eventos geram um alto grau de estresse” (MATTOS; MARUYAMA, 2010, p. 429).

Contudo, deve-se levar em consideração que cada sujeito tem seu modo singular de lidar com
sua enfermidade, tem seu modo de interpretar e reinterpretar, de atribuir sentidos e significados
de acordo com sua história de vida (MATTOS; MARUYAMA, 2010). Embora seja um
acontecimento que requer mudanças bruscas e de perdas, cada pessoa tem sua forma de
vivenciar e enfrentar essa experiência.

Diante do exposto, pressupõe- se que, tanto no processo de descoberta quanto no decorrer do


adoecimento, as pessoas com a doença renal crônica convivem com o sofrimento psíquico, pois,
rompem com uma rotina, de autonomia e independência, deparam-se com o novo modo de
viver, que vai exigir novas formas de adaptação para continuar lutando pela vida. Em
detrimento disso, considera-se extremamente importante o papel do profissional de psicologia
no artificio de ofertar suporte, ajudando-os a transpor as barreiras impostas pela doença. Assim,
a presente pesquisa propõe analisar o sofrimento psíquico das pessoas com a DRC e como este
é descrito pelos estudos sobre a temática, no contexto da assistência, na literatura nacional.

2 METODOLOGIA

O presente estudo trata-se de uma pesquisa de revisão sistemática. Para realizá-lo, foram
escolhidas três bases de pesquisas científicas: SCIELO, PEPSIC e BVS – PSI. As escolhas das
bases deram-se em virtude da boa referência que têm na área da pesquisa. Na busca dos artigos,
foram empregados os seguintes descritores: psicologia e renal; psicologia e diálise, em
português. A pesquisa dos artigos foi realizada no mês de abril de 2016.

O estudo possui critérios de inclusão e exclusão os quais surgiram por meio das leituras dos
resumos dos artigos, tem-se como critério de inclusão: abordar diretamente sobre o tema da
Doença Renal Crônica; tratar-se de um estudo da realidade brasileira. E, como exclusão da
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

revisão: abordar indiretamente a temática (quando os estudos se referirem ao transplante renal);


artigos repetidos.

A primeira base pesquisada foi o SCIELO e foram encontrados 5 artigos, a segunda o PEPSIC
com 16 artigos e a terceira BVS-PSI com 15 artigos. No total de 36 artigos, foram excluídos
17, totalizando 19 artigos que respondem os critérios de seleção, como aponta a tabela 1. O ano
de publicação dos 19 estudos, incluídos nesta revisão, varia de 1998 a 2015, mais precisamente:
1 em 1998; 2 em 2005; 1 em 2006; 2 em 2007; 2 em 2008; 3 em 2009; 3 em 2010; 1 em 2011;
1 em 2012; 1 em 2013; 1 em 2014 e 1 em 2015. No que se refere à área do conhecimento dos
estudos selecionados, 2 artigos são da área de enfermagem e 17 são da área de psicologia.
Os artigos foram lidos na íntegra e analisados segundo a sua temática central e no que
abordavam sobre o sofrimento psíquico.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados foram sistematizados em uma tabela (Tabela 1) e, também, discutidos em


categorias temáticas, tendo em vista a leitura sistemática dos artigos.

Tabela 1: artigos usados para realizar o presente estudo


REFERÊNCIAS OBJETIVOS ÁREA DO BASE DE
CONHECIM DADOS
ENTO
1. RESENDE, M. C. de et al. Apresentar um relato de Psicologia SCIELO
Atendimento psicológico a experiência sobre o
pacientes com insuficiência renal atendimento psicológico,
crônica: em busca de ajustamento realizado numa clínica de
psicológico. Psicol. clin. [online]. hemodiálise.
v. 19, n. 2, p. 87-99, 2007.

2. RUDNICKI, T. Preditores Avaliar os preditores do índice de Psicologia SCIELO


de qualidade de vida em qualidade de vida nas suas duas
pacientes renais crônicos. Estud. dimensões - satisfação e
psicol. (Campinas) [online]. v. importância em DRC em
24, n. 3, p. 343-351, 2007. tratamento de hemodiálise.

3. RIBEIRO, R. de et al. Caracterizar idosos com Enfermagem SCIELO


Depressão em idosos portadores insuficiência renal crônica,
de insuficiência renal crônica em submetidos à hemodiálise em um
tratamento hemodialítico. Acta hospital escola e identificar níveis
paul. enferm. [online]. v. 22, n. de depressão na população
spe1, p. 505-508, 2009. estudada.
O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

4. BERTOLIN, D. C. et al. Realizar uma revisão integrativa Enfermagem SCIELO


M. Modos de enfrentamento dos da literatura com o objetivo de
estressores de pessoas em sintetizar a contribuição das
tratamento hemodiálitico: pesquisas realizadas sobre os
revisão integrativa da literatura. modos de enfrentamento das
Acta paul. enferm. [online]. v. pessoas em tratamento
21, n. spe, p. 179-186, 2008. hemodialítico.
5. COSTA, F. G. et al. Rastrear a depressão em pacientes Psicologia PEPSIC
Rastreamento da depressão no com insuficiência renal crônica
contexto da insuficiência renal em tratamento de hemodiálise e
crônica. Temas psicol. [online]. relacionar as variáveis
v. 22, n. 2, p. 445-455, 2014. sociodemográficas com a
depressão.
6. NASCIMENTO, F. A. F. Contribuir com a reflexão sobre Psicologia PEPSIC
do. Uma contribuição às os aspectos emocionais vividos
reflexões sobre os aspectos pelo paciente em tratamento
emocionais e o papel do hemodialítico e a possibilidade
psicólogo na Hemodiálise. Rev. de atuação do psicólogo neste
SBPH [online]. v. 16, n. 1, p. 70- contexto.
87, 2013.
7. NIFA, S.; RUDNICKI, T. Identificar dados relacionados Psicologia PEPSIC
Depressão em pacientes renais aos níveis de depressão em
crônicos em tratamento de pacientes renais submetidos à
hemodiálise. Rev. SBPH hemodiálise, originado no
[online]. v. 13, n. 1, p. 64-75, projeto de tese de uma das
2010. autoras, intitulado “Qualidade
de vida e apoio social em
pacientes renais em tratamento
de hemodiálise”.
8. FREITAS, P. P. Werneck Ressaltar a função do psicólogo Psicologia PEPSIC
de; COSMO, M. Atuação do como parte integrante da
Psicólogo em Hemodiálise. Rev. equipe de saúde e como este
SBPH [online]. v. 13, n. 1, p. 19- trabalho é de extrema
32, 2010. importância para melhor
adaptação, aceitação e bem-
estar do paciente.
9. QUADRADO, A; Avaliar, através do Inventário Psicologia PEPSIC
RUDNICKI, T. Adesão de Sintomas de Stress para
terapêutica e a doença crônica Adultos (ISSL), os fatores
não transmissível. Rev. SBPH estressores entre quinze
[online]. v. 12, n. 2, p. 12-22, enfermos crônicos, durante o
2009. período de hospitalização em
Hospital particular, Porto
Alegre/ RS.
10. PASCOAL, M. et al. A Refletir sobre a atuação do psicólogo Psicologia PEPSIC
importância da assistência junto a pacientes portadores de
psicológica junto ao paciente em insuficiência renal crônica (IRC).
hemodiálise. Rev. SBPH
[online]. v. 12, n. 2, p. 2-11,
2009.
11. MACUGLIA, G. R. et al. Investigar os indicadores de Psicologia PEPSIC
Qualidade de vida e depressão de qualidade de vida e a prevalência
pacientes em hemodiálise. Rev. de depressão em pacientes
bras. ter. cogn. [online]. v. 6, n. adultos submetidos à
2, p. 167-188, 2010. hemodiálise.
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

12. OLIVEIRA, T. F. M. et al. Apresentar o perfil Psicologia PEPSIC


Perfil sociodemográfico, eventos sociodemográfico, eventos de
de vida e características afetivas vida e características afetivas de
de pacientes com insuficiência pacientes com insuficiência renal
renal crônica em tratamento por crônica em tratamento por
hemodialise e diálise peritoneal: hemodiálise (HD) e diálise
Um estudo crítico. Psicol inf. peritoneal ambulatorial contínua
[online]. v. 12, n. 12, p. 9-32, (CAPD).
2008,
13. CHERER, E. de Q.; Relatar a experiência do serviço Psicologia PEPSIC
QUINTANA, A. M.; LEITE, C. de psicologia prestado aos
T. Repercussões psíquicas do pacientes de uma unidade de
adoecer: um relato de nefrologia em um hospital
atendimentos na nefrologia público no interior do Rio Grande
hospitalar. Psicol. teor. prát. v. do Sul.
14, n. 2, p. 66-73, 2012.
14. MARINHO, R. F. et al. Identificar as crenças quanto ao Psicologia PEPSIC
Crenças relacionadas ao processo tratamento e à cura,
de adoecimento e cura em compreendendo o sistema de
pacientes renais crônicos. Psicol. representações veiculadas e
hosp. [online]. São Paulo, v. 3, n. transmitidas culturalmente.
2, 2005.
15. LIRA, C. L. O. B. de; Investigar a relação entre Psicologia PEPSIC
AVELAR, T. C. de; BUENO, J. estratégias de coping e qualidade
M. M. H. Coping e Qualidade de de vida de pacientes em
Vida de pacientes em hemodiálise.
hemodiálise. Est. Inter. Psicol.
[online]. v. 6, n. 1, p. 82-99,
2015.
16. THOMAS, C. V. e Investigar as variáveis que Psicologia PEPSIC
ALCHIERI, J. C. Qualidade de indicam aderência ou não ao
vida, depressão e características tratamento de Hemodiálise por
de personalidade em pacientes meio da identificação das
submetidos à hemodiálise. Aval. principais características de
psicol. [online]. v. 4, n. 1, p. 57- personalidade pelo Inventário
64, 2005. Millon de Personalidade (MIPS)
na expressão de comportamentos
aderentes ao tratamento.
17. SLOMKA, L. Associação Avaliar a associação entre a Psicologia BVS-PSI
entre o nível de resiliência e o resiliência e o estado clínico de
estado clínico de pacientes renais pacientes renais crônicos em
crônicos em hemodiálise. hemodiálise.
Barbaroi [online]. n. 34, p. 23-
37, 2011.
18. QUINTANA, A. M; Relatar uma pesquisa que Psicologia BVS-PSI
MULLER, A. C. Da saúde à objetivou explorar quais as
doença: representações sociais representações sociais
sobre a insuficiência renal construídas por estes sujeitos
crônica e o transplante renal. acerca de sua enfermidade.
Psicologia Argumento.
Curitiba, v. 24, n. 44, p. 73-80,
jan./mar. 2006.
19. SILVA, R. M. G. A Analisar o perfil psicológico do Psicologia BVS-PSI
importância do perfil psicológico paciente renal em hemodiálise e
no prognóstico do paciente renal. suas repercussões no seu
Revista da Sociedade tratamento e consequentemente
Brasileira de Psicologia na sua sobrevivência.
Hospitalar. v. 1, n. 1, p. 37 -39,
1998.
Fonte: Elaboração dos autores (2016).
O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

Considera-se importante, antes de adentrar aos resultados e discussão, discorrer brevemente


sobre os aspectos que o estudo se propõe analisar: sofrimento psíquico e doença crônica. Desse
modo, entende-se que, “o aparelho psíquico é constituído de lugares e processos que contêm ou
introjetam as formações psíquicas de mais de um outro em um feixe de traços, marcas, vestígios,
emblemas, signos e significantes, que o sujeito herda, recebe e deposita, transforma e transmite”
(VARELA et al., 2005, p. 186). Então, Varela et al. definem:

o homem está sujeito a três ameaças de sofrimento, de maneira permanente: do próprio


corpo, através de sinais de dor e angústia enviados a ele; do mundo externo que pode
lançar ataques intensos; e da relação humana através de vínculos com outros seres.
(VARELA et al., 2005, p. 186-187).

Sobre este viés, é possível observar as suscetíveis vulnerabilidades de sofrimentos inerentes ao


homem, de modo que:

Para o médico e antropólogo Kleinman, “a doença crônica é uma ponte que liga o
corpo, o eu e a sociedade: esta rede vai conectando o processo psicológico, o
significado, e as relações, de maneira que o mundo social faça o “link” com as
experiências internas, singulares da pessoa (VARELA et al, 2005, p. 187).

Conforme apresentado por Varela et al. (2005), a doença crônica gera uma série de mudanças,
suscitando insegurança e possíveis desamparos. Ratificando o que já foi dito, segue os
resultados, discussão e sua análise. É válido salientar que de modo geral, os estudos analisados
apresentam que a Doença Renal Crônica (DRC) agride as pessoas de forma cruel, causando
fortes mudanças em seu modo de viver. São alterações que interferem na vida laboral, seja na
redução da jornada de trabalho ou na suspensão definitiva dele; nos desejos alimentares e
hídricos, o sujeito deixa de comer e beber aquilo que sente vontade, caso consuma um alimento
inadequado à sua dieta pode levá-lo à morte; interfere, também, na vida social e conjugal. Com
todos esses impasses, a pessoa não dispõe mais da mesma energia de quando tinha uma vida
saudável, pois as restrições alimentares, somando ao uso de medicamentos, causam alterações
hormonais e, por conseguinte, alterações do humor, aliada a essas questões, tem-se um
tratamento invasivo (diálise), com o uso de um acesso designado de fístula, que marca o corpo.
Para Thomas e Alchieri (2005), o sofrimento psíquico começa a desencadear com o impacto do
diagnóstico, levando a pessoa a um intenso desgaste emocional, com isso, a DRC apresenta
consequências físicas, prejuízos psíquicos, sociais, repercutindo na família (NIFA,
RUDNICKI, 2010; THOMAS; ALCHIERI, 2005; RESENDE et al., 2007; QUADRADO;
RUDNICKI, 2009).
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

Nesse sentido, os estudos descrevem o sofrimento psíquico como: dor emocional, estresse,
sentimentos de desamparo, frustração, culpa, desespero, depressão, insônia, inconformismo,
irritabilidade, sentimento de tristeza, sentimentos de amargura, insegurança, medo, sentimentos
de inferioridade, raiva, autoestima baixa, ansiedade, sentimentos de luto e revolta (SILVA,
1998; THOMAS; ALCHIERI, 2005; QUINTANA; MULLER, 2006; RESENDE et al., 2007;
RUDNICKI, 2007; BERTOLIN et al., 2008; OLIVEIRA, 2008; PASCOAL et al., 2009;
RIBEIRO et al., 2009; QUADRADO; RUDNICKI, 2009; NIFA; RUDNICKI, 2010;
MACUGLIA et al., 2010; FREITAS; COSMO, 2010; SLOMKA, 2011; NASCIMENTO,
2013; COSTA et al., 2014; LIRA; AVELAR; BUENO, 2015). Dentre eles, os mais descritos
nas pesquisas foram o estresse e a depressão, sendo que o estresse surgiu em 5 estudos e a
depressão em 9.

Para Oliveira (2008), Thomas e Alchieri (2005), Slomka (2011), a depressão é o sofrimento
psíquico mais comum entre as pessoas com a DRC e, segundo Costa et al. (2014), a depressão
apresenta-se como um sofrimento psíquico e revela-se por meio de transtornos
biopsicoafetivos. Ao se referir à DRC, a depressão pode surgir em decorrência de perdas
significativas, bem como, “a perda da própria função renal, dos papéis sociais antes ocupados
dentro da família e no local de trabalho, da mobilidade e de parte da autonomia, de habilidades
físicas e cognitivas, da função sexual, dentre outras” (PASCOAL et al., 2009 apud COSTA et
al., 2014, p. 447). Os autores destacam fatores relevantes sobre a depressão em pacientes renais
crônicos, com seu surgimento pode resultar em problemas familiares, profissionais, financeiros,
podendo favorecer a redução da imunidade e, consequentemente, da qualidade de vida; em
casos extremos, pode levar ao suicídio (THOMAS; ALCHIERI, 2005; OLIVEIRA, 2008;
PASCOAL et al., 2009; COSTA et al., 2014).

Já Nascimento (2013), em seu estudo, diz que a depressão pode ser fruto da interação de vários
fatores, como os estressores ambientais com variáveis genéticas, neurobiológicos,
psicodinâmicos, sociais, cognitivos e desenvolvimentais. Supondo que em pacientes renais
crônicos, com depressão, há “alterações do metabolismo de noradrenalina e serotonina, além
de anormalidades eletrolíticas que podem gerar ansiedade e alterações de humor”
(NASCIMENTO, 2013, p. 80).

Oliveira (2008), Nifa e Rudnicki (2010), Macuglia et al. (2010), concordam com Costa et al.
(2014), quando afirmam que a depressão está associada a perdas. Com a ressalva de que a
O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

depressão em pacientes com DRC é tão complicador quanto os fatores de risco médico. De
acordo com Nascimento (2013), as autoras Nifa e Rudnicki (2010) declaram que, em virtude
da depressão, as pessoas com a doença renal crônica ficam vulneráveis a baixa imunidade,
dificuldades em zelar de si e menor adesão ao tratamento. Diferentemente das definições
expostas sobre a depressão, ligada à DRC, Macuglia et al. (2010, p. 169) sugerem que “a
depressão seria uma resposta subjetiva ao que a doença física desperta, relacionando-se com
características de personalidade, situação socioeconômica e cultural, forma de incidência da
doença, entre outros aspectos”.

O estresse é o segundo sofrimento psíquico mais descrito nos estudos analisados. O estresse

pode ser de natureza física, psicológica ou social, podendo desencadear um conjunto


de reações fisiológicas, inclusive agravar uma patologia já existente, ou facilitar o seu
aparecimento, desde que o indivíduo tenha uma predisponibilidade a desenvolver tal
patologia (CASTRO; SCATENA, 2004, p. 860).

Conforme Bertolin et al. (2008; LIRA; AVELAR; BUENO, 2015), o estresse em pacientes
renais crônicos surge devido às mudanças bruscas ocorridas com a descoberta da DRC. Os
principais estressores, discorridos pelos autores, relacionados com DRC, são: restrições
alimentares e hídricas; cansaço; câimbras musculares; prurido; distúrbios do sono; incertezas
sobre o futuro; dificuldade de locomoção; mudanças na vida laboral e social; mudanças na
dinâmica familiar; queda nas funções corporais; inabilidade para ter filhos; rotinas de
dependência; rotinas medicamentosas; complexidade da doença; medo de ficar sozinho;
mudança na aparência física; o procedimento de hemodiálise; expectativa de um transplante
(RUDNICKI, 2007; BERTOLIN et al., 2008; FREITAS; COSMO, 2010; LIRA; AVELAR;
BUENO, 2015). De maneira distinta, Freitas e Cosmo (2010), expõem que, a situação torna-se
estressora quando o sujeito não dispõe de recursos necessários para enfrentá-la, pois, estão além
das suas vontades. No estudo realizado por Rudnicki:

As mulheres apresentaram maior número de estressores, apontando a interferência no


trabalho, o cansaço e o tratamento prolongado entre os mais frequentes estressores,
todos eles fisiológicos. No grupo de homens, a limitação das atividades, as mudanças
na aparência física e a perda da função corporal foram os mais frequentes.
(RUDNICKI, 2007, p. 348).

Estão implicados, também, nesse processo: a dor emocional, que advém da perda de autonomia
(RESENDE et al., 2007); frustração e culpa, devido à cronicidade da doença (RIBEIRO et al.,
2009); insônia e fadiga, surgiram nas pessoas que não apresentaram depressão (COSTA et al.,
2014); sentimento de tristeza e de amargura estão vinculados à imagem do corpo; sentimento
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

de impotência perante a si mesmo e aos outros (COSTA et al., 2014); o sentimento de luto,
envolve as perdas ocasionadas pelo adoecimento (NASCIMENTO, 2013); os sentimentos de
raiva e inconformismo podem colaborar para dificultar a adesão ao tratamento, deixando dessa
forma, o sujeito mais propenso à morte (PASCOAL et al., 2009); a ansiedade faz parte do
cotidiano das pessoas com DRC (OLIVEIRA, 2008). Por fim, para alguns estudiosos, a maioria
dos pacientes em DRC aceitam seu quadro de saúde, mas perpassam por fases difíceis
(SLOMKA, 2011).

Dentre os diversos fatores que contribuem para o sofrimento psicológico dos pacientes com a
DRC, considera-se relevante destacar o impacto das mudanças físicas exercendo influência no
psíquico como, por exemplo, “as alterações na imagem corporal (inchaço, alterações na pele,
uso de um cateter na jugular ou femural) ” (OLIVEIRA, 2008, p. 12). Uma vez que “as marcas
no corpo são vistas como um atestado que mostra serem, os seus portadores, sujeitos diferentes
dos demais” (QUINTANA, 2006, p. 79). O sujeito passa a ser referenciado pela marca que
carrega, o uso exposto de um cateter deixa em evidência que não se trata de um sujeito sadio e,
sim, de um sujeito que porta alguma patologia, promovendo além de uma marca, um estigma.
Foi possível notar, através das pesquisas, que cada sujeito tem um modo de lidar com a DRC e
seu modo de manifestar sua dor. Ao analisar o sofrimento psíquico, presente nos pacientes com
a DRC, infere-se o quão é importante buscar compreender os aspectos que permeiam o
adoecimento para ajudar os sujeitos no enfrentamento dessa enfermidade, pois, entende-se que
a saúde está ligada com o bem-estar físico, psíquico e social, o funcionamento inadequado de
um desses aspectos pode resultar em sua complicação. Como reforça Silva (1998, p. 38), sobre
a DRC, “o estudo demonstra que o estado psicológico do paciente influencia decisivamente na
sua sobrevivência”. Em consenso com Silva (1998), Almeida (2003 apud CHERER;
QUINTANA; LEITE, 2012, p. 67), “compreende que o estado psíquico desses pacientes é
alterado, podendo resultar em transtornos mentais. Estes, por sua vez, podem vir a gerar a
incapacitação do paciente, a dificuldade de aderência ao tratamento e, por fim, criar chances de
suicídio e óbito”.

Diante do sofrimento psíquico, enfrentado pelas pessoas com a DRC, de que forma o trabalho
do psicólogo pode contribuir para o bem-estar desse público?

Conforme Resende et al. (2007, p. 96) e Nascimento (2013, p. 85):


O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

O trabalho do Psicólogo na hemodiálise deve acontecer tanto na reestruturação


psíquica do paciente, como também na manutenção do tratamento. A assistência
psicológica junto aos pacientes renais crônicos poderá auxiliá-los a encarar sua
condição numa outra perspectiva, ativando estratégias de enfrentamento que resgatem
o bem-estar e promovam melhor qualidade de vida, descobrindo possibilidades na
adversidade (RESENDE et al., 2007, p.96).

De maneira mais específica,


O atendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento se dá
quando o sujeito humano, carregado de subjetividade, esbarra em um real, de natureza
patológica, denominado doença, presente em seu próprio corpo produz uma infinidade
de aspectos psicológicos que podem se evidenciar no paciente, na família ou na equipe
de profissionais (SIMONETTI, 2004 apud RESENDE et al., 2007, p. 89).

Ou seja, quando o sujeito adoece não é afetado sozinho, a família e todas as pessoas que fazem
parte do seu convívio também são afetadas. Dessa forma, no suporte ao paciente renal crônico,
o psicólogo tem a função de abarcar todo o contexto que o envolve, na relação do paciente com
a unidade de diálise, na relação entre pacientes, na relação com toda equipe de saúde e na tríade:
paciente – família – equipe de saúde (PASCOAL et al., 2009).

Uma das dificuldades das pessoas com a DRC está na resistência de aderir ao tratamento. Daí,
faz-se necessário que o psicólogo aposte em estímulos para que eles possam adaptar-se ao novo
modo de viver, a sua nova rotina, responsabilizando-se pela manutenção de sua vida,
resultando, por conseguinte, no seu bem-estar (RESENDE et al., 2007). “O atendimento
psicológico auxilia a quebrar tabus e preconceitos, além de incentivar as pessoas a
desenvolverem suas capacidades, levando-as a verem a doença sob outros ângulos” (RESENDE
et al., 2007, p. 93).

Nesse sentido, compreende-se que o sofrimento psíquico, frente à DRC, inicia-se logo com o
impacto do diagnóstico, pois o sujeito toma conhecimento de que a enfermidade o acompanhará
até os seus últimos dias de vida, o tratamento é muito doloroso, invasivo e provoca uma série
de mudanças no estilo habitual de viver. Além de provocar a dor física, o sujeito vivencia a dor
psíquica, sentida e significada de diversos modos por cada indivíduo, seja por meio de sinais
brandos como a fadiga e a insônia, seja por meio da presença de uma doença psíquica que se
instaura seriamente, como no caso do estresse e da depressão. Tendo em vista todo esse
processo, é necessário entrar em cena o trabalho de uma equipe multiprofissional, contando
com a presença do psicólogo, uma vez que a saúde mental se constitui como um fator
fundamental para o êxito do tratamento dos pacientes com a DRC (PASCOAL et al., 2009).
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

Observa-se, também, que a DRC abrange todo o contexto social que envolve o sujeito e, para
que o mesmo disponha de uma melhor qualidade de vida, é essencial contar com o apoio da
família e de amigos, esse suporte é imprescindível em quaisquer circunstâncias da vida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após concluir o presente estudo, foi possível refletir sobre diversos aspectos em torno do
adoecimento e da vida social. A doença vai muito além de uma dor física, pois, quando brota,
afeta a vida das pessoas em várias esferas, embora carregada de pontos que se coadunam e,
sabendo que cada sujeito é único, impacta cada ser de modo particularizado. Quando se trata
de uma doença crônica, causa um impacto ainda maior em virtude dos desdobramentos
instaurado pela enfermidade ao longo da vida, por isso, que a Doença Renal Crônica (DRC) é
tão marcante.

A pessoa dispõe de uma vida ativa, dentro dos padrões esperados por ela socialmente, trabalha,
estuda, tem lazer, come o que tem vontade, é vaidosa e, repentinamente, é surpreendida por
uma doença que mudará inevitavelmente toda sua rotina. O impacto do diagnóstico, conforme
os estudos, por si só já se torna um evento estressor e seu desencadear é ainda mais assustador,
tendo em vista suas repercussões físicas, psíquicas e sociais. O modo de agir e pensar do sujeito
passa a ser comprometido por um novo estilo de vida. O corpo passa a ser marcado por uma
fístula, um acesso que o indivíduo usa para realizar a diálise. Se sentir sede ou vontade comer,
determinado alimento terá que se restringir à dieta imposta pela DRC, resultando em perda de
peso e mudanças na aparência.

Um sujeito dotado de autonomia passa a ser estritamente dependente, tanto de uma máquina
para filtrar o sangue, quanto de sua rede afetiva. Pois, refere-se a um tratamento rotineiro e que
pode deixar a pessoa debilitada. Todo esse mecanismo de se relacionar com esse novo modo de
viver incita a reflexão de que, como ser social e relacional, na vida, o indivíduo não prossegue
sozinho, precisa do amparo um do outro para suportar o sofrimento, que faz parte da condição
humana. Portanto, tratando-se da DRC que promove potencialmente sofrimento psíquico, há
um destaque para a mobilização dos sujeitos envolvidos no adoecimento e, em termos de
sofrimento psíquico, o estresse e a depressão aparecem como os principais sofrimentos na
O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

literatura. Desse modo, faz-se necessário o suporte psicológico tanto para o enfermo quanto
para seu acompanhante.

A atenção à saúde das pessoas com a DRC acontece através do suporte de uma equipe
multiprofissional, tornando-se imprescindível a presença do psicólogo, pois, a saúde mental
influencia na qualidade de vida desse público. O psicólogo vai atuar em primeiro plano,
buscando escutar o sujeito, suas vivências, angústia, medo, seu contexto de vida para além da
doença e, assim, intervir conforme a necessidade de cada um, apostando em estratégias de
enfrentamento de modo que ele aprenda a lidar com as diversas situações estressoras
promovidas pela doença, resultando na promoção de seu bem-estar. Tendo em vista as
implicações psíquicas, sofridas pelas pessoas que sofrem da Doença Renal Crônica, e a escassez
de pesquisas na área, recomenda-se que os psicólogos, que se interessam pela área da saúde,
deem atenção às pesquisas nesse âmbito, com intuito de poder realizar uma intervenção mais
adequada e com qualidade a esse público.

REFERÊNCIAS

BERTOLIN, D. C. et al. Modos de enfrentamento dos estressores de pessoas em tratamento


hemodiálitico: revisão integrativa da literatura. Acta paul. enferm. [online]. v. 21, n. spe,
p.179-186, 2008. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002008000500008>.
Acesso em: 12 abr. 2016.

CASTRO, A. P.; SCATENA, M. C. M. Manifestação emocional de estresse do paciente


hipertenso. Rev. Latino-Am. Enfermagem. Ribeirão Preto. v. 12, n. 6, p. 859-865, 2004.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
11692004000600003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 21 maio 2017.

COSTA, F. G. et al. Rastreamento da depressão no contexto da insuficiência renal crônica.


Temas psicol. [online]. v. 22, n. 2, p. 445-455, 2014. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2014000200015>.
Acesso em: 18 abr. 2016.

COSTA, A. B; ZOLTOWSKI, A. P. C. Como escrever um artigo de revisão sistemática. In:


KOLLER, S. H; COUTO, M. C. O. P; HOHENDORFF, J. V. (Org). Manual de produção
científica. Ed. Penso. 2014, p. 55-69.

CHERER, E. de Q.; QUINTANA, A. M.; LEITE, C. T. Repercussões psíquicas do adoecer:


um relato de atendimentos na nefrologia hospitalar. Psicol. teor. prát. v. 14, n. 2, p. 66-73,
2012. Disponível em: <http://bases.bireme.br/cgi-
bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nex
tAction=lnk&exprSearch=693009&indexSearch=ID>. Acesso em: 08 abr. 2016.
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

FREITAS, P. P. W. de; COSMO, M. Atuação do Psicólogo em Hemodiálise. Rev. SBPH


[online], v.13, n.1, 2010, p. 19-32. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582010000100003>.
Acesso em: 18 abr. 2016.

KOEPE, G. B. O; ARAÚJO, S. T. C. A percepção do cliente em hemodiálise frente à fístula


artério venosa em seu corpo. Acta paul. enferm. v. 21, São Paulo, 2008. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002008000500002>.
Acesso em: 21 maio 2016.

LIRA, C. L. O. B. de; AVELAR, T. C. de; BUENO, J. M. M. H. Coping e Qualidade de Vida


de pacientes em hemodiálise. Est. Inter. Psicol. [online]. v. 6, n. 1, 2015, p. 82-99, 2015.
Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S2236-
64072015000100007&script=sci_abstract>. Acesso em: 12 abr. 2016.

MACUGLIA, G. R. et al. Qualidade de vida e depressão de pacientes em hemodiálise. Rev.


bras.ter. cogn. [online]. v. 6, n. 2, p. 167-188, 2010. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-56872010000200009&script=sci_arttext>.
Acesso em: 18 abr. 2016.

MARINHO, R. F. et al. Crenças relacionadas ao processo de adoecimento e cura em


pacientes renais crônicos. Psicol. hosp. [online]. São Paulo, v. 3, n. 2, 2005. Disponível em: <
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-74092005000200005>.
Acessa em: 08 abr. 2016.

MATTOS, M; MARUYAMA, S. A. T. A experiência de uma pessoa com doença renal


crônica em hemodiálise. Rev. Gaúcha Enferm. Porto Alegre (RS), v. 31, n. 3, p. 428-34,
2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v31n3/v31n3a04.pdf>. Acesso em: 07
maio 2016.

NASCIMENTO, F. A. F. do. Uma contribuição às reflexões sobre os aspectos emocionais e o


papel do psicólogo na Hemodiálise. Rev. SBPH [online]. v. 16, n. 1, p. 70-87, 2013.
Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
08582013000100005>. Acesso em: 08 abr. 2016.

NIFA, S.; RUDNICKI, T. Depressão em pacientes renais crônicos em tratamento de


hemodiálise. Rev. SBPH [online]. v.13, n. 1, p. 64-75, 2010. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582010000100006>.
Acesso em: 18 abr. 2016.

OLIVEIRA, T. F. M. et al. Perfil sociodemográfico, eventos de vida e características afetivas


de pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento por hemodiálise e diálise
peritoneal: Um estudo crítico. Psicol inf. [online]. v.12, n. 12, p. 9-32, 2008. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-88092008000100002>.
Acesso em: 20 abr. 2016.

PASCOAL, M. et al. A importância da assistência psicológica junto ao paciente em


hemodiálise. Rev. SBPH [online]. v. 12, n. 2, p. 2-11, 2009. Disponível em:
O SOFRIMENTO PSÍQUICO, A DOENÇA RENAL CRÔNICA E AS POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DO
TRABALHO DO PSICÓLOGO

<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
08582009000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 20 abr. 2016.

QUADRADO, A; RUDNICKI, T. Adesão terapêutica e a doença crônica não transmissível.


Rev. SBPH [online]. v. 12, n. 2, p. 12-22, 2009. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582009000200003>.
Acesso em: 08 abr. 2016.

QUINTANA, A. M; MULLER, A. C. Da saúde à doença: representações sociais sobre a


insuficiência renal crônica e o transplante renal. Psicologia Argumento, Curitiba, v. 24, n.
44, p. 73-80, jan./mar. 2006. Disponível em:<http://bases.bireme.br/cgi-
bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nex
tAction=lnk&exprSearch=433111&indexSearch=ID>. Acesso em: 12 abr. 2016.

RESENDE, M. C. de et al. Atendimento psicológico a pacientes com insuficiência renal


crônica: em busca de ajustamento psicológico. Psicol. clin. [online]. v. 19, n. 2, p.87-99,
2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
56652007000200007>. Acesso em: 08 abr. 2016.

REIS, C. K; GUIRARDELLO, E. B; CAMPOS, C. J. G. O indivíduo renal crônico e as


demandas de atenção. Rev Bras Enferm. Brasília, v. 61, n. 3, p. 336-341, 2008.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v61n3/a10v61n3>. Acesso em: 15 maio
2016.

RIBEIRO, R. de C. H. M. et al. Depressão em idosos portadores de insuficiência renal


crônica em tratamento hemodialítico. Acta paul. enferm. [online]. v. 22, n.spe1, p.505-508,
2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
21002009000800010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 20 abr. 2016.

ROCHA, R. P. F; SANTOS, I. Necessidades de autocuidado entre clientes com a doença


renal crônica: revisão integrativa de literatura. Revista de Pesquisa: cuidado é fundamental.
[online]. v. 1, n. 2, p. 423-433, 2009. Disponível em:
<http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/444>. Acesso em: 12
maio 2016.

RUDNICKI, T. Preditores de qualidade de vida em pacientes renais crônicos. Estud. psicol.


[online]. Campinas, v. 24, n. 3, p.343-351, 2007. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-166X2007000300006>.
Acesso em: 20 abr. 2016.

SLOMKA, L. Associação entre o nível de resiliência e o estado clínico de pacientes renais


crônicos em hemodiálise. Barbaroi [online]. Santa Cruz do Sul, n. 34, p. 23-37, 2011.
Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
65782011000100003>. Acesso em: 20 abr. 2016.

SILVA, R. M. G. A importância do perfil psicológico no prognóstico do paciente renal.


Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospilatar. v. 1, n. 1, p. 37 -39, 1998.
Disponível em:
<http://www.sbph.org.br/site/images/banners/Agosto%201998%20V1%20N1%20menor.pdf>
. Acesso em: 20 abr. 2016.
Cientefico. V. 18, N. 37, Fortaleza, jan./jun. 2018

THOMAS, C. V.; ALCHIERI, J. C. Qualidade de vida, depressão e características de


personalidade em pacientes submetidos à hemodiálise. Aval. psicol. [online]. v. 4, n. 1, p. 57-
64, 2005. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1677-
04712005000100007&script=sci_arttext>. Acesso em: 20 abr. 2016.

VARELA, M. J. V. et al. Insônia: doença crônica e sofrimento. Revista neurociência. v. 13,


p. 183- 189, 2005. Disponível em:
<http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2005/RN%2013%2004/Pages%20from%20
RN%2013%2004-3.pdf>. Acesso em: 12 maio 2016.

Você também pode gostar