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ESPECIALIZAÇÃO EM FARMÁCIA HOMEOPÁTICA – TURMA 6

AVALIAÇÃO TEÓRICA – MÓDULOS 1 o AO 5o

ALUNA: Jessica B. E. Mendes

Questões:

1- Defina Homeopatia
A Homeopatia é uma especialidade médica e farmacêutica, criada pelo médico
alemão Christian Hahnemann (1755-1843), baseada no princípio dos semelhantes que
cuida e trata de vários tipos de organismos (homem, animais e plantas) usando
medicamentos preparados por uma técnica especial, a partir de plantas, animais,
minerais e diferentes substâncias químicas. Consiste em ministrar ao doente, doses
mínimas do medicamento obtidas por diluições sucessivas e capazes, em doses mais
elevada, de produzir num indivíduo saudável os sintomas da doença que se pretende
combater, evitando assim a intoxicação e estimulando uma reação no organismo.
A palavra Homeopatia é de origem grega: Homoion pathos.
Homion - similar
Pathos - doença

2- Fale sobre os Fundamentos da Homeopatia em sua ordem cronológica


Tem por fundamento 4 princípios:
- Experimentação no homem sadio: Procedimento de testar substâncias em indivíduos
sadios para obter os sintomas que elas causam. Estes sintomas são registrados num livro
chamado Matéria – Médica. É a base para escolha de um medicamento.
- Lei dos Semelhantes: Qualquer substância capaz de provocar, em um homem sadio
determinados sintomas é capaz de curar, em doses adequadas, um homem que apresente
uma doença com os mesmos sintomas. A cura pelo semelhante
- Doses mínimas: Hahnemann utilizava tintura nas suas experiências. Antes que
organismo começasse a reagir ocorria uma agravação inicial dos sintomas: Sintomas
naturais da doença + Sintomas artificiais causadas pelo medicamento. Com a finalidade
de diminuir os efeitos tóxicos das altas doses, empregou doses pequenas, diluindo o
medicamento em água ou álcool. Além de diluir os medicamentos Hahnemann passou a
fazer agitações violentas, chamadas de SUCUSSÃO.
- Remédio único: Hahnemann administrava os medicamentos isoladamente, para
impedir as interações entre eles. Só mudava a prescrição se os sintomas se alterassem e
o medicamento não fizesse mais efeito. O médico homeopata sempre procura
individualizar o quadro sintomático do paciente para encontrar o seu simillimum.

3- Cite as regras de Nomenclatura da Homeopatia

Para designação dos medicamentos homeopáticos poderão ser utilizados Nomes


Científicos, de acordo com as regras dos códigos internacionais de nomenclatura
botânica, zoológica, biológica, química e farmacêutica, assim como Nomes
Homeopáticos consagrados pelo uso (constantes em Farmacopeias, Matérias Médicas,
Repertórios ou obras científicas reconhecidas pela homeopatia).
Na nomenclatura botânica, zoológica e biológica, o gênero escreve-se com a primeira
letra maiúscula e a espécie com letras minúsculas. Exemplo: Apis mellifica.
Em relação aos medicamentos com nomes consagrados homeopaticamente pelo uso, é
facultado usar somente o nome da espécie omitindo-se o do gênero. Exemplo:
Belladona, em vez de Atropa belladona.
Em relação à espécie pouco usada deve-se citar o nome completo. Exemplo: Aconitum
ferox, a fim de distinguí-la de Aconitum napellus.
Em relação à designação de medicamentos de origem química são permitidas, além do
nome científico oficial, também aquelas designações consagradas pelo uso na
homeopatia.
Exemplo: Barium e seus compostos - Baryta e seus compostos.
Em relação aos medicamentos químicos, ácidos e sais, de natureza orgânica ou
inorgânica, é permitida, além da designação química oficial, aquela consagrada pelo uso
homeopático, escrevendo-se, de preferência, em primeiro lugar, o nome do elemento ou
do íon de valência positiva e, em segundo lugar, o de valência negativa. Exemplo:
Acidum aceticum ou Acetic acidum.

4- Quais são as origens dos medicamentos homeopáticos e cite 3 exemplos de cada

Os medicamentos usados em homeopatia têm origem nos diferentes reinos da


natureza, assim como nos produtos químico-farmacêuticos, substâncias e/ou materiais
biológicos, patológicos ou não, além de outros agentes de diferente natureza.
Reino Vegetal: constitui a maior fonte para a preparação de medicamentos
homeopáticos. O vegetal pode ser usado inteiro e/ou suas partes, nas diversas fases
vegetativas, tais como: parte supraterrânea, sumidade, folha, flor, pelo, casca, lenho,
rizoma, fruto, e semente. Utiliza-se ainda seus produtos extrativos ou de transformação:
suco, resina, essência, etc. A parte utilizada, o estado vegetal (fresco ou dessecado) são
indicados na monografia. O vegetal deve apresentar-se em estado hígido, não
deteriorado, isento de impurezas e contaminantes microbiológicos, conforme legislação
em vigor. Ex.: Allium cepa, China officinalis, Coffea cruda.
Reino Fungi: os fungos, cogumelos e leveduras são classificados por alguns biólogos
como pertencentes ao reino vegetal, sendo considerados vegetais inferiores. Ex.:
Agaricus muscaria, Amanita phalloides, Lycoperdon bovista.
Reino Animal: também é uma fonte para a preparação de medicamentos homeopáticos,
mas em menor quantidade. Os animais podem ser utilizados inteiros, vivos ou não,
recentemente sacrificados ou dessecados, como também em partes ou ainda sob a forma
de produtos de extração e/ou transformação. A parte usada e o estado do animal são
indicados na monografia. Ex.: Apis mellifica, Calcarea carbonica, Aranea diadema.
Reino Mineral: fornece substâncias em seu estado natural e/ou sintéticas, decorrentes
de transformações químico-farmacêuticas. Os produtos químico-farmacêuticos, soros,
vacinas, culturas bacterianas, produtos opoterápicos, medicamentos alopáticos,
cosméticos e outros também são utilizados na preparação de medicamentos
homeopáticos. Ex.: Aurum metalicum, Natrium muriaticum, Mercurius solubilis.
Reino Monera: bactérias e cianobactérias. São procariontes. São agrupados tanto as
bactérias, quanto os seus produtos fisiológicos (toxinas), ou sarcódios. Ex.:
Streptococcinum, Colibacilinum (Eschrichia coli), Tuberculinum
Reino Protista: protozoários e algas. São eucariontes. Ex.: Giardinum, Fucus
vesiculosus.
Imponderáveis: medicamentos que não tem origem em nenhum outro reino. Ex.: Raio-
X, Magnetis poli ambo, Eletrecitas.
Produtos químico-farmacêuticos: heteroisoterápicos. Ex.: chocolate, coca-cola, sabão
em pó.

5- Defina Forma Farmacêutica básica. Fale qual é a única Forma Farmacêutica


básica
Forma farmacêutica básica é a preparação que constitui o ponto inicial para a
obtenção das formas farmacêuticas derivadas. A única forma farmacêutica básica é a
tintura-mãe.

6- Fale como deve ser a estrutura física de uma farmácia homeopática seguindo a
nova legislação e FHB 2ed.

De acordo com a RDC 67 de 08 de outubro de 2007 (ANVISA) e sua atualização RDC


87/2008, ANEXO V, onde consta as Boas Práticas de Manipulação de Preparações
Homeopáticas (BPMH) em farmácias, a infra-estrutura física das farmácias que
preparam medicamentos homeopáticos deve seguir as seguintes exigências:
A farmácia para executar a manipulação de preparações homeopáticas deve possuir,
além das áreas comuns referidas no Anexo I, as seguintes áreas:
a) sala exclusiva para a manipulação de preparações homeopáticas;
b) área ou local de lavagem e inativação;
c) sala exclusiva para coleta de material para o preparo de auto-isoterápicos,
quando aplicável.
Armazenamento.
As matrizes, os insumos ativos e os insumos inertes podem ser armazenados na
sala da manipulação homeopática ou em área exclusiva.
Sala de Manipulação.
A sala de manipulação deve ter dimensões adequadas ao número de funcionários
que trabalhem na mesma, e móveis em número e disposição que facilitem o trabalho
desenvolvido, bem como sua limpeza e manutenção. A sala deve estar localizada em
área de baixa incidência de radiações e de odores fortes.
A sala de manipulação, além dos equipamentos básicos descritos no Anexo I,
quando aplicável, deve ser dotada dos seguintes equipamentos específicos:
a) alcoômetro de Gay-Lussac;
b) balança de uso exclusivo.
A farmácia que realizar preparo de auto-isoterápico deve possuir sala específica
para coleta e manipulação até 12CH ou 24DH, seguindo os preceitos da Farmacopéia
Homeopática Brasileira, edição em vigor.
Para garantir a efetiva inativação microbiana, deve ser realizado monitoramento
periódico do processo de inativação, mantendo-se os registros.
Devem existir procedimentos escritos de biossegurança, de forma a garantir a
segurança microbiológica da sala de coleta e manipulação de material para preparo de
autoisoterápico, contemplando os seguintes itens:
a) normas e condutas de segurança biológica, ocupacional e ambiental;
b) instruções de uso dos equipamentos de proteção individual (EPI);
c) procedimentos em caso de acidentes;
d) manuseio do material.
Área ou local de lavagem e inativação.
Deve existir área ou local para limpeza e higienização dos utensílios, acessórios
e recipientes utilizados nas preparações homeopáticas, dotados de sistema de lavagem e
inativação.
No caso da existência de uma área específica de lavagem, esta pode ser
compartilhada em momentos distintos para lavagem de outros recipientes, utensílios e
acessórios utilizados na manipulação de preparações não homeopáticas, obedecendo a
procedimentos escritos.
A área ou local de lavagem e inativação deve ser dotada de estufa para secagem
e inativação de materiais, com termômetro, mantendo-se os respectivos registros de
temperatura e tempo do processo de inativação.

7- Fale sobre os insumos farmacêuticos homeopáticos. Escreva 5 características de


cada

Insumo ativo: É o ponto de partida para a preparação do medicamento homeopático,


que se constitui em droga, fármaco, tintura-mãe ou forma farmacêutica derivada.
Insumo inerte: Substância utilizada como veículo (líquidos) ou excipiente (sólidos)
para a preparação dos medicamentos homeopáticos. São substâncias e produtos,
utilizados para realizar as diluições, incorporar as dinamizações e extrair os princípios
ativos das drogas no preparo das tinturas homeopáticas.
Os insumos inertes de uso interno frequentemente utilizados são:
 Água purificada: deve ser obtida a partir de água potável passando por processos
de purificação com sistemas validados. Deve ser límpida, incolor, inodora e
isenta de impurezas.
 Álcool neutro (cereais) 96% e suas diluições: deve ser bidestilado e fermentado
a partir de cereais. Deve apresentar-se líquido, límpido, volátil, incolor, odor
característico e sabor ardente.
 Lactose: isenta de impurezas, pó cristalino branco, inodoro, sabor levemente
adocicado. Absorve odores facilmente por isso armazenar em recipientes
hermeticamente fechados.
 Glóbulos inertes: pequenos grãos esféricos, homogêneos e regulares, brancos,
praticamente inodoros e de sabor doce. Compostos de sacarose pura ou mistura
de sacarose e lactose.
 Microglóbulos inertes: pequenas esferas constituídas de sacarose e amido,
homogêneos e regulares, praticamente inodoros e de sabor doce. Padronizados
em 63 mg para cada 100 microglóbulos.
 Tabletes inertes: forma discóide, obtidos por moldagem da lactose em
tableteiros, sem a adição de adjuvantes. São brancos, inodoros e de sabor
levemente adocicado.
 Comprimidos inertes: pequenos discos obtidos pela compressão de lactose, ou
mistura de lactose e sacarose, com ou sem granulação prévia. Peso entre 100 e
300 mg. Coloração branca e levemente adocicados.
Os insumos inertes de uso externo frequentemente utilizados são:
 Bases para: pomadas, cremes, géis-creme, supositórios retais e vaginais, xampu
e condicionador.
 Bases para pós medicinais: mistura de amido, carbonatos, estearatos, óxidos,
silicatos e outros, incorporados com o insumo ativo, na proporção de 10%.
 Apósitos (gaze, algodão, fio dental): são impregnados com a matriz homeopática
ou com a TM diluída em 20 partes com água purificada. Dever ser secos em
temperatura ambiente ou estufa até peso constane. Devem ser enrolados em
papel impermeável com interposição e acondicionados em saco plástico.
 Glicerina e suas diluições: líquido xaroposo, higroscópico, incolor, inodoro e
sabor doce característico. Deve-se utilizar a glicerina anidra ou bidestilada. Pode
ser usada na obtenção de tinturas homeopáticas animais.
 Linimentos
 Soro fisiológico

8- Defina Tintura-mãe
É o resultado da ação extrativa e/ou dissolvente, por contato íntimo e prolongado, de
um insumo inerte hidroalcoólico ou hidroglicerinado sobre determinada droga vegetal
ou animal, fresca ou dessecada, por meio dos processos de maceração ou percolação.

9- Quais são os 2 processos de extração de tintura-mãe? Explique-os


Podem ser preparadas por maceração ou percolação.
Maceração: consiste em deixar a droga (animal ou vegetal), devidamente dividida, em
contato com 85% do volume total do veículo extrator por 20 dias, em frasco de vidro ou
inox, fechado, protegido da luz e calor agitando o frasco diariamente. Após o prazo, a
droga deve ser filtrada, o resíduo deve ser prensado e o volume completado para 100%.
Refiltrar após 48 horas.
Percolação: consiste em colocar a droga (vegetal dessecada), finamente dividida e
tamisada em frasco bem vedado por 4 horas com 20% do seu peso do líquido extrator
para umedecer o pó. Em seguida, transferir para percolador previamente preparado
distribuindo uniformemente o pó, com a torneira aberta para evitar a formação de
vácuo. Adicionar o veículo extrator em quantidade suficiente para obtenção do volume
final da TM.
Ao pingar a 1° gota, fechar a torneira. Deixar em repouso por 24 horas para equilíbrio
de concentração. Abrir a torneira e “pingar” (percolar) à velocidade de 8 gotas por
minuto para cada 100 g da droga. Prensar o resíduo (torta), misturar ao percolador e se
for necessário adicionar quantidade suficiente de insumo inerte para completar o
volume. Após 48 horas de repouso, refiltrar.

10- A tintura-mãe é feita pela FHB 2ed. Por duas regras. Explique-as
Regra I: PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE DE ORIGEM VEGETAL
Droga: vegetal fresco ou dessecado.
Parte empregada: vegetal inteiro, parte ou secreção.
Líquido extrator: etanol em diferentes graduações segundo monografia da droga.
Caso não haja especificação em monografias, o teor alcoólico no início da extração
deverá ser de 60% (v/v) e ao final da extração deverá ser de 55% (v/v) a 65% (v/v).
Método de extração: maceração ou percolação.
Relação resíduo sólido/volume final da TM: 1:10 (p/v) (10%).

Regra II: PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE DE ORIGEM ANIMAL


Droga: animal vivo, recém sacrificado ou dessecado.
Parte empregada: animal inteiro, parte ou secreção.
Líquido extrator: etanol (65% a 70% (v/v)), mistura de etanol, água e glicerina
(1:1:1), mistura de água e glicerina (1:1), mistura de etanol e glicerina (1:1) ou outro
qualquer especificado na respectiva monografia.
Relação droga/líquido extrator: 1:20 (p/v) (5%).
Processo: maceração.
Deixar a droga animal convenientemente fragmentada ou não, de acordo com a
respectiva monografia, em contato com volume do líquido extrator equivalente ao
volume final da tintura-mãe, em ambiente protegido da ação direta de luz e calor,
agitando o recipiente diariamente. Deixar em contato por pelo menos 15 dias quando o
líquido extrator for alcoólico e por pelo menos 20 dias quando o líquido extrator for
glicerinado. Filtrar sem promover a expressão. Deixar em repouso por 48 horas, filtrar e
armazenar adequadamente.
Embalagem e armazenamento: recipiente de vidro âmbar, bem fechado,
protegido do calor e da luz direta.

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