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Alvenaria
Estrutural
Carlos Alberto Tauil
Flávío José Martins Nese L

Metodologia do projeta
Detalhes
Mão de obra
Normas e ensaios
Carlos Alberto Tauíl
• Arquiteto formado pela FAU - Faculdade de Arquitetura
e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1967).
• Residente em obras da Companhia Metropolitana de
Habitação - COHAB-SP (1968-1970).
• Curso de extensão universitária realizado no
Bouwcentrum de Roterdã (Holanda).
• Pesquisa sobre metodolosia de projetos realizada com
o srupo SAR da Universidade de Eindhoven (Holanda)
utilizando a coordenação modular (1971).
• Coordenador de projetos em construtoras de São Paulo
até 1976.
• Co-autor do livro Alvenaria Armada (1981).
• Coordenador do livro Manual Técnico de Alvenaria
(1990).
• Diretor técnico comercial da Reaso (Grupo Camarso
Corrêa) até 1992.
• Diretor técnico comercial da Glasser até 2009.
• Consultor em alvenaria estrutural como diretor-sócio da
Métrica (a partir de 2009).

Flávio José Martins Nese


• Arquiteto Graduado pela Universidade Mackenzie
(1989).
• Mestre em Tecnolosia de Construção de Edifício pelo IPT
- Instituto de Pesquisas Tecnólogicas (2002).
• Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela Fundação
Getúlio Vargas (2005).
• Pós-Graduando em Gestão de Projetos pela Fundação
Getúlio Vargas.
• Diretor da Nese Arquitetura e Consultoria, desde 1992,
empresa especializada em Desenvolvimento de Projetos
e Gerenciamento de Obras em diversos segmentos do
mercado.
• Dentre outras entidades das quais faz parte, é associado
ao PMI-SP - Project Management Institute, desde 2007.
Alvenaria Estrutural
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Tauil, Carlos Alberto


Alvenaria estrutural / Carlos Alberto Tauil,
Flávio José Martins Nese. - São Paulo: Pini, 2010.

ISBN 978-85-7266-226-0

1. Alvenaria 2. Construção em concreto


3. Engenharia de estruturas I. Nese, Flávio José Martins. II. Título.

10-02488 CDD-624.183

índices para catálogo sistemático:

1. Estruturas em alvenaria e concreto simples:

Engenharia 624.133

Alvenaria Estrutural

® Copyright Editora PINI Ltda.

Todos os direitos de reprodução reservados pela Editora PINI Ltda.

Coordenação de Manuais Técnicos: Josiani Souza


Projeto gráfico e capa: Luiz Carlos Prata
Fotos da capa e orelha: Marcelo Scandaroli

Editora PINI Ltda

Rua Anhaia, 9 6 4 - CEP 0 1 1 3 0 - 9 0 0 - São Paulo. SP

Tel.: 11 2 1 7 3 - 2 3 2 8 - F a x : 11 2 1 7 3 - 2 3 2 7

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T edição: abr/2010
Alvenaria Estrutural

• Metodologia do projeto
• Detalhes
• Mão de obra
• Normas e ensaios

Arquiteto Carlos Alberto Tauil


Arquiteto Flávio José M a r t i n s Nese

ym
Agradecimentos

Agradeço a todos que, durante tantos anos, convivi em minha vida


profissional desde 1968, com quem muito aprendi, seja no âmbito
do projeto, da execução, da elaboração de normas, dos seminários,
palestras, consressos e das indústrias e construtoras em que trabalhei
durante os últimos 42 anos. Quero expressar aqui meu reconhecimen-
to para poder, hoje, registrar uma parte dessa experiência neste livro.

Agradeço também ao apoio da minha família, cujo incentivo constan-


te foi fundamental para percorrer essa trajetória.

Arq. Carlos Alberto Tauil

Este livro é um trabalho conjunto que, há muito, vinha sendo conver-


sado com o colega Carlos Tauil, o primeiro a quem quero agradecer
pelo carinho e profissionalismo demonstrado durante esses 30 anos
de amizade e ensinamento.

Quero expressar meus agradecimentos ao Arquiteto Percival


Deimann, pelo incentivo, apoio e sugestões e ao Arquiteto Thiago
Schioser pela colaboração direta no trabalho técnico e gráfico, dos
desenhos e detalhes em CAD.

A Equipaobra pela colaboração fotográfica, ArtCon Engenharia, eng.


Renato Gibson, e a todas as demais pessoas e aos profissionais que
de alguma maneira colaboraram com esta produção.

À equipe da Editora PINI, agradecemos a receptividade e profissiona-


lismo que tanto nos ajudou na produção e finalização.

Aos familiares, cujo amor e apoio nos permitiram escrever e editar este
livro, e que nos acompanharam durante meses de trabalho intenso.

E ã Paola, Thais, Priscila e letícia que acompanharam o desenvolvi-


mento com entusiasmo e companheirismo.

Arq. Flávio José Martins Nese


Prefácio

O livro "Alvenaria Estrutural", especialmente voltado à alvenaria de blocos de concreto, é muito dedicado a
uma das etapas mais importantes do processo de produção de um empreendimento: o projeto.

A doutrina da importância do projeto é facilmente compreendida pelos profissionais da construção de edi-


fícios, pelo menos do ponto de vista conceituai, porém, nem sempre é praticada com a devida seriedade. O
projeto, na sua essência, vai além da definição proposta pelos autores, pois nele estão definidos o desem-
penho do edifício, sua expectativa de vida útil ou sua vida útil de projeto, o custo de produção, os custos
ao lonso do tempo e todas as particularidades relacionadas ao seu uso, à operação e manutenção. O projeto
vai muito além da simples representação da obra.

Lendo o livro, observa-se que os autores não têm a pretensão de essotar o assunto alvenaria estrutural de blo-
cos de concreto - não há abordasem sobre o projeto estrutural, por exemplo - nem a pretensãc de elaborar
um código de práticas recomendadas que, por definição, deveria contemplar as melhores práticas adotadas
nas distintas regiões do País, incluindo até aspectos de manutenção. Porém, seus autores, Carlos Tauil e Flávio
Nese, incorporam todas as suas experiências práticas e abordam a etapa do projeto do edifício e da alvena-
ria estrutural, com grande propriedade e enfoque na arquitetura, desde a concepção até o detalhamento da
alvenaria; apresentam os materiais a serem empregados, de acordo com as normas técnicas brasileiras, o que
é fundamental do ponto de vista da qualificação dos blocos de concreto; e abordam práticas de execução
da alvenaria de uma forma bastante didática.

É um livro, portanto, de grande valia aos arquitetos e engenheiros que atuam na prática da construção de
edifícios, apresentado em uma linguagem de fácil compreensão e bastante ilustrado. Poderão haver algumas
divergências de opiniões entre os profissionais do setor, acerca de práticas recomendadas de projeto e exe-
cução, porém, a espinha dorsal está definida e os conceitos estão abordados e fundamentados

Tauil tem ampla experiência em alvenaria estrutural de blocos de concreto, desde o processo de produção
dos blocos até a execução de obras, sendo um dos profissionais pioneiros na introdução desse sistema
construtivo no Brasil. Para quem o conhece e pode desfrutar de sua convivência, mesmo que apenas pro-
fissionalmente, percebe sua seriedade, seu interesse, sua motivação e, poderíamos dizer, sua devoção ao
assunto. Flávio Nese, um arquiteto mais jovem, com quem compartilhei alguns momentos de minha vida, tem
a rebeldia ou a inquietude necessária para questionar paradigmas e propor mudanças em um cenário, nem
sempre, favorável às grandes transformações. A união desses dois arquitetos foi muito oportuna e resultou na
empreitada da elaboração deste livro, percebe-se, escrito a quatro mãos.

Cláudio Mitidieri

abril/2010
Prefácio

É sempre um motivo de expectativa e de otimismo o lançamento de livros técnicos, principalmente numa


época em que as atividades acadêmicas, em diversas unidades de ensino, deixam muito a desejar, quer do
lado dos alunos, quer das faculdades.

O conhecimento complementar a ser adquirido no início da atividade profissional, principalmente para os


profissionais, lisados à área de projetação da Construção Civil e, outros, que estudam e optam pela adoção
do sistema construtivo de alvenaria de blocos de concreto, vão encontrar nesta edição do livro cie Alvenaria
Estrutural, da editora Pini, um conteúdo técnico, muito bem desenvolvido e detalhado, resultante de uma lon-
ga e contínua aplicação do Sistema pelo arquiteto Flávio Nese, que agora coloca, nesta obra, essa experiência
muito bem documentada por desenhos e textos.

Merecem, pois, os arquitetos Carlos Tauil e Flávio Nese nossos maiores elogios por essa tarefa e desempenho,
contribuindo significativamente para o aprimoramento da Construção Civil.

Arquiteto Benno Perelmutter

abril/2010
Sumário

1. PROJETO

1.1 Conceituarão 19

1.1.1 Definição de alvenaria - aplicações 19

1.1.2 Tipos de alvenaria 20

1.2 Coordenação modular 24

1.2.1 Combinações de peças e suas dimensões modulares 26

1.2.1.1 Modulação de 20 (espessura de paredes 10/15 /20 cm) 26

1.2.1.2 Modulação de 30 (espessura de paredes 15 cm) 27

1.2.1.3 Modulação vertical 27

1.2.2 Lesenda de projeto 27

1.2.2.1 Sugestão de legenda para a família de 20 x 40/E = 20 28

1.2.2.2 Sugestão de legenda para a família de 15 x 40/E = 15 28

1.2.2.3 Sugestão de legenda para a família de 15 x 30/E = 15 29

1.2.2.4 Sugestão de legenda para a família de 10 x 40/E = 10 29

1.3 Projeto 30

1.4 O projeto de alvenaria no tempo 32

1.4.1 O cronograma de projetos e sua organização no tempo 32

1.4.1.2 Passo a passo dos projetos no tempo 33

1.5 O projeto d e alvenaria e suas etapas 34

1.5.1 Participações e atividades 34

1.5.2 Primeira etapa - do escopo à conceituação 36

1.5.2.1 Escopo do projeto 36

1.5.2.2 A escolha e avaliação técnica do terreno 37

1.5.2.3 Enquadramento legal do projeto 37

1.5.2.4 Estudos de massa e/ou anteprojeto 38


1.5.2.5 Geometria - arranjo arquitetônico 39

1.5.2.6 Conceituação arquitetônica para alvenaria estrutural 45

1.5.2.7 Planta de venda 45

1.5.2.8 Projeto legal 47

1.5.3 Segunda etapa - desenvolvimento e modulação 47

1.5.3.1 A organização modular do projeto 47

1.5.3.2 A modulação do pavimento tipo 48

1.5.3.3 Dimensionando e definindo paredes portantes 49

1.5.4 Terceira etapa - detalhamento do projeto executivo 54

1.5.5 Recomendações complementares 55

1.5.5.1 Recomendações gerais 55

1.5.5.2 Projeto de instalações hidráulicas 57

1.5.5.3 Projeto de instalações elétricas 58

1.6. Considerações finais do capítulo de projeto 59

2. DETALHES DE EXECUÇÃO 63

3. ASSENTAMENTO DE BLOCOS

3.1 Passo a passo de assentamento de blocos 139

3.2 Seqüência de assentamento 147

3.3 Equipamentos auxiliares 169

4. MANUFATURA E ENSAIOS

4.1 Manufatura 175

4.2 Ensaios 179

Glossário 181

Bibliografia 183
Introdução

O livro Alvenaria Armada foi publicado em 1981 em co-autoria com o engenheiro Cid Racca. Ao longo da
década de 80, foram lançadas mais quatro edições que se esgotaram na década seguinte.

Após a insistência do colega arquiteto Flávio Nese, que adotou o sistema construtivo de alvenara de blocos
de concreto em inúmeros projetos de sua autoria, decidi relançar o livro com a Editora Pini, desta vez, reti-
rando o capítulo relativo ao projeto estrutural de autoria do engenheiro Cid e substituindo um capítulo inicial
versando sobre o projeto do ponto de vista do arquiteto, mostrando seu desenvolvimento e coordenação
com os outros profissionais em suas especialidades, para que a obra em alvenaria estrutural ao ser executada
não sofra solução de continuidade por falta de detalhes inesperados. Assim, o colega Flávio encarregou-se
do desenvolvimento do capítulo e, juntos, revisamos os outros capítulos, redesenhando os detalhes em nova
versão, com novas fotos e melhor apresentação formal.

Desde a primeira edição em 1981, houve uma evolução do sistema construtivo e, graças às normas brasileiras
ABNT editadas desde então, as diversas indústrias de blocos de concreto partiram para a certificação dos
produtos, passando muito mais confiança aos projetistas de estruturas, construtores e incorporadores dedi-
cados à realização de edificações de múltiplos andares.

A cada dia, em escala cada vez maior, a alvenaria estrutural tem representado a solução construtiva com
características de durabilidade, sem desperdícios, econômica e totalmente em dia com os princípios da
sustentabilidade que a sociedade procura para a construção de seu habitat.

Assim, após redesenhar todos os detalhes construtivos e acrescentar novos, com a colaboração dos profis-
sionais da Editora Pini e o estímulo do colega Flávio, que passa então a ser o co-autor desta nova edição,
esperamos que o livro possa ser de grande utilidade para os colegas que projetam e constroemcom blocos
de concreto.

Arquiteto Carlos Alberto Tauil


Introdução

Em 1989, recebi um convite para comparecer a um evento de lançamento de um livro voltado ã racionaliza-
ção construtiva. Como sempre me interessei por assuntos relacionados à redução de valores e á otimização
de atividades, fui ao evento de lançamento do Manual Técnico de Alvenaria, realizado na ABCI (Associação
Brasileira de Construção Industrializada).

Ali, tive a oportunidade de conhecer o arquiteto Carlos Alberto Tauil, na época presidente da entidade e
coordenador do livro. Após contatos comerciais e acadêmicos, estreitamos nossa amizade e, desde aquela
época, venho trabalhando sempre com o foco do projeto voltado à racionalização e à coordenação modular,
a partir do bloco de concreto.

Muito se desenvolveu na execução de projetos e obras em alvenaria, novos procedimentos foram incorpo-
rados aos processos, surgiram equipamentos mais seguros e adequados para cada atividade, além de outras
melhorias: conceito de logística de entrega e armazenamento, transporte vertical e horizontal na obra e fora
dela, canteiros de obra projetados, treinamento de mão de obra etc.

Nos últimos 20 anos, a organização do projeto e da obra mudou. Durante um encontro com o colega e grande
amigo Carlos Tauil, surgiu a idéia de reeditar o livro de alvenaria armada, complementando o existente com
um capítulo sobre a organização do projeto arquitetônico, a coordenação modular e os detalhes de execu-
ção redesenhado com nova visualização e uso de ferramentas de desenho atualizadas.

Avaliando o momento da construção civil e com o apoio da Editora Pini e sua equipe de profissionais, deci-
dimos dar continuidade ao projeto e publicar o livro Alvenaria Estrutural, acreditando que poderá ser tão útil
aos profissionais, como o foi a primeira publicação.

Arquiteto Flávio José Martins Nese


Capítulo 1
Projeto
Alvenorio Estrutural
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - — - — - - - «
Capítulo 1 - Projeto

1 . 1 Conceituacão *

Para que a comunicação e a troca de informações contidas neste livro fluam sem dúvidas e alcancem o obje-
tivo proposto, é muito importante conhecer algumas definições e conceitos, como veremos a seguir.

1.1.1 Definição de alvenaria - aplicações

Chamamos de alvenaria o conjunto de peças justapostas coladas em sua interface, por uma argdmassa apro-
priada, formando um elemento vertical coeso.

Esse conjunto coeso serve para vedar espaços, resistir a cargas oriundas da gravidade, promover segurança,
resistir a impactos, à açào do fogo, isolar e proteger acusticamente os ambientes, contribuir para a manuten-
ção do conforto térmico, além de impedir a entrada de vento e chuva no interior dos ambientes.

Fig. 1: Alvenaria.

Além desses benefícios, intrínsecos à função, a alvenaria de blocos de concreto, quando tratada de forma
adequada, proporciona vantagens significativas no processo de racionalização da construção quando com-
parada a outros processos mais tradicionais.
1 . 1 . 2 Tipos de alvenaria

Como neste caso a alvenaria será a estrutura da edificação, recomenda-se a execução de um projeto de-
talhado, compatibilizado ã utilização de produtos normatizados confiáveis e de mão de obra qualificada.
Em Alvenaria estrutural não se utilizam pilares e vigas, pois as paredes chamadas de portantes compõem a
estrutura da edificação e distribuem as cargas uniformemente ao longo das fundações. Atenção para arma-
ções e grauteamento dos blocos quando houver.

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Fiada Par ( 2 / 4 / 6 / 8 / 1 0 / 1 2 / 1 4 )

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Elevação da Alvenaria

Fig. 2: Alvenaria estrutural.


a) Alvenaria não armada - tipo de alvenaria que não recebe graute, mas os reforços de aço (barras,
fios e telas) apenas por razões construtivas - vergas de portas, vergas e contravergas de janelas e
outros reforços construtivos para aberturas - e para evitar patologias futuras: trincas e fissuras prove-
nientes da acomodação da estrutura, movimentação por efeitos térmicos, de vento e concentração
de tensões.

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Fig. 3: Alvenaria não armada.


b) Alvenaria armada ou parcialmente armada - tipo de alvenaria que recebe reforços em algu-
mas regiões, devido a exigências estruturais. São utilizadas armaduras passivas de fios, barras e
telas de aço dentro dos vazios dos blocos e posteriormente grauteados, além do preenchimento
de todas as juntas verticais.

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Elevação da Alvenaria

Fig. 4: Alvenaria armada ou parcialmente armada.


c) Alvenaria protendida - tipo de alvenaria reforçada por uma armadura ativa (pré-tensionada) que
submete a alvenaria a esforços de compressão. Esse tipo de alvenaria é pouco utilizado, pois os
materiais, dispositivos e mão de obra para a protensão têm custo muito alto para o nosso padrão
de construção.

• Fixar a espera da barra ou cabo de protensão nas fundações,-

• Levantar a parede encaixando os furos dos blocos na barra,-

• Prever furos nas fiadas de caneletas,-

• Na altura da emenda da barra os trechos são conectados e protegidos;

• Segue-se a alvenaria até a última fiada;

• Após 14 dias aplica-se a protensão com um torquímetro lembrando-se de engraxar as barras,-

• Efetua-se a medição e o grauteamento da ancoragem.

Esforços de protensão nos cabos aumentando a resistência a


esforços laterais, vento e impactos acidentais.
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Elevação da Alvenaria

Fig. 5: Alvenaria protendida.


1.2 Coordenação m o d u l a r

Analisando a maioria das referências, é possível concluir que a coordenação modular organiza todasas peças
ou componentes que fazem parte de um edifício, dentro de uma base, com medidas pré-definidas.

Pela terminologia, pode-se concluir que coordenar modularmente é organizar ou arranjar peças e compo-
nentes, de forma a atenderem a uma medida de base padronizada.

O módulo adotado neste livro e na maioria das literaturas sobre alvenaria estrutural é o M=100 mm, ou seja, M
é a menor unidade de medida modular inteira da quadrícula de referência igual a 100 x 100 mm. Essa medida
é a base de todo o desenvolvimento do projeto.

Todos os dados apresentados neste livro estão de acordo com o projeto de norma de coordenação modular
02:138.15-001/janeiro-2010.

Ao contrário do que possa parecer, projetar de maneira modular utilizando uma base reticulada espacial
nos eixos cartesianos não engessa o projeto, mas possibilita uma perfeita organização dos espaços e com-
patibilização dos elementos construtivos com a flexibilidade necessária ao atendimento do escopo, a pro-
posta técnica e o partido arquitetônico definido pelo arquiteto. Sempre que necessário, utilizam-se sub-
módulos de M, possibilitando ainda mais a flexibilidade no desenvolvimento do projeto de arquitetura.

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1


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M l - 1 0 0 mm M 2 - 2 0 0 mm M 3 - 300 mm

Fig. 6: Quadrícula modular 1M/ 2M / 3M.

Após termos definido o módulo a partir do bloco de concreto disponível no mercado, todo o processo de
organização modular ocorrerá de maneira automática, e todos os ambientes do projeto terão suas medidas
internas e externas múltiplas do módulo de referência adotado. Essa maneira de projetar auxilia, entre muitas
vantagens, na definição dos ambientes, na definição de caixilhos, nas instalações e até mesmo na hipótese
de existir alguma mudança de projeto, durante o processo de desenvolvimento ou mesmo após a finalização.

Apesar de adotarmos o módulo M=10, nada nos impede de trabalhar com múltiplos e submúltiplcs da me-
dida modular, ou seja módulo - 5 cm , 1 módulos - 15 cm, 2 módulos - 20 cm, 3 módulos - 30 cm e
assim por diante. O que importa é termos sempre uma referência originada de um padrão base de medida.
M l = 100 mm M2 = 200 mm M3 =300 mm

Fig. 7: Quadrícula modular nos planos X, Y e Z.

100 2M x 5
80 2M x 4

40 40 20 2M x 2 2M x 2 2M
• T . , T

i m m a

Planta Planta Planta


Medida Nominal + Ajuste Medida de Coordenação Medida Modular
(medidas em cm) (medidas cm cm) (medidas em módulo)

100 2M x 5
80

40 40 20
1 T 1

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Elevação Elevação Elevação


Medida Nominal + Ajuste Medida de Coordenação Medida Modular
(medidas em cm) (medidas em cm) (medidas em módulo.i

Fig. 8: Exemplo de aplicação da modulação - horizontal e vertical


1.2.1 Combinações de peças e suas dimensões modulares

1 . 2 . 1 . 1 Modulação de 2 0 (espessura de paredes 1 0 / 1 5 / 2 0 cm)


Todas as dimensões de 1 cm referem-se aos ajustes de coordenação entre os componentes modulares, e a
combinação abaixo demonstra as possibilidades de ajustes modulares para atender ao projeto de arquitetura
e aos demais projetos de outras disciplinas.

Caso seja necessário um ajuste menor que o módulo, é possível a utilização de peças chamadas compensa-
doras que são incrementos submodulares, no caso do bloco de concreto onde a medida modular é M = 10
cm, o incremento submodular terá sua medida igual a M/2 = 5 cm ou 4 cm + 1 cm (ajuste de coordenação).

Tabela 1: Combinação de peças modulares - Família de 20 e 40.

Medida modular = 2M
a Medida de coordenação = 20 cm
ou 19 cm + 1 cm (aiuste de coordenação)
- 20

Medida modular = 3M
r — i o| Medida de coordenação = 30 cm
30 ou 19 cm + 9 cm + 2 x 1 cm (aiuste de coordenacêo)

Medida modular = 4M
Medida de coordenação = 40 cm
- 40 "
ou 39cm+ 1 cm (aiuste de coordenação)

Medida modular = 5M
K = x = > PI Medida de coordenação = 50 cm
50 ou 39 cm+ 9 cm+ 2x1 çpR (ajuste de çoordenaçâo)

Medida modular = 6M
t=X=3 Medida de coordenação = 60 cm
ou 39 cm + 19 cm + 2x1 C m (diufâ Cfe ÇQQf&MÇfo}
60

Medida modular = 7M
Medida de coordenação = 70 cm
ou 39 cm + 19 cm+ 9 cm componente modular
70 + 3x1 çm fâuStÇ d? çççrdçnçiçèQ)

• Todas as dimensões de 1 cm referem-se aos ajustes de coordenação entre os comporentes


modulares.

• A combinação acima demonstra as possibilidades de ajustes modulares para atender ao proje-


to de arquitetura e aos demais projetos de outras disciplinas.

• Caso seja necessário um ajuste menor que o módulo, é possível a utilização de peças chama-
das compensadoras que são incrementos submodulares.

• No caso do bloco de concreto, em que a medida modular é M = 10 cm. o incremento submo-


dular terá sua medida modular igual a M/2 = 5 cm ou 4 cm + 1 cm (ajuste de coordenação).
Medida modular = 2M

BD Medida de coordenação = 20 cm
ou 19 cm + 1 cm (aiuste de coordenação)
25
+ 4 çm (inçrçmçntQ submoduldr + 1 çm (çtjvtfç d? CQQrder^çdO)

• No exemplo acima, foi utilizado a componente compensador como incremento submodular


para que pudéssemos chegar na dimensão de 25 cm. que está fora da medida modular de
coordenação de 20 cm.

1.2.1.2 Modulação de 3 0 (espessura de paredes 15 cm)

Tabela 2. Combinação de peças modulares - Família de 15 e 30.

Medida modular = 1M e 1/2M


Medida de coordenação = 15 cm ou 14 cm + 1 cm <aiuste de coordenação)
15

Medida modular = 3M
1) J Medida de coordenação = 30 cm ou 29 cm + 1 çm (qjuste de coordenação)
30

Medida modular = 4 e 1/2M


l ) Medida de coordenação = 45 cm ou 44 cm + 1 cm (aiuste de coordenação)
45

As combinações apresentadas possibilitam atender a uma srande variedade de vãos modulares utilizando
peças da mesma família de blocos de concreto.

Devemos entender essas combinações como sendo o ajuste necessário para que as medidas internas do
ambiente sejam respeitadas conforme a planta de prefeitura

Vale lembrar que as peças compensadoras, como o próprio nome diz, servem para compensar, complemen-
tar ou ajustar espaços e vãos com dimensões fora da modulação múltipla do M10, ou seja, compensadores
são peças complementares ou de encaixe para projetos que não nasceram modulados ou projetos que não
foram desenvolvidos dentro da quadrícula modular de referência.

1.2.1.3 Modulação vertical

Tratando-se de blocos de concreto, a modulação vertical é o multimódulo 2M (20 cm) atendendo à norma
de coordenação modular e a norma de especificação de blocos de concreto NBR 6136.

1 . 2 . 2 Legenda de projeto
Por não existir uma legenda que possa ser utilizada regularmente, sugerimos a seguir uma forma gráfica de
representar os componentes nas quatro formas que ele pode aparecer no projeto, em planta (vista superior),
em elevação (vista lateral), do topo (em vista na espessura da parede) e em corte transversal.

«
27
1 . 2 . 2 . 1 S u g e s t ã o de legenda p a r a a f a m í l i a de 2 0 x 4 0 / E = 2 0

Componente Componente Componente Componente


em planta em vista de topo em corte

Bloco - 1 9 x 1 9 x 3 9 m X i
Meio bloco -19 x 19 x 19
i• X
1/ V
Bloco canaleta -19 x 19 x 39 |

Bloco canaleta- 19x19x19 oo

Canaleta -19 x 19 x 19 T C c j
Compensador -19 x 19 x 19
1 9

Compensador -19 x 19 x 4

1 . 2 . 2 . 2 S u g e s t ã o de legenda p a r a a f a m í l i a de 15 x 4 0 / E =15

Componente Componente Componente Componente


em planta em vista de topo em corte

8loco - 1 4 x 19 x 39
X 1!
Meio bloco - 1 4 x 19 x 19 •
0
Bloco canaleta - 1 4 x 19 x 39

Bloco canaleta - 1 4 x 19 x 19 V—
u J1
Canaleta - 1 4 x 1 9 x 1 9 E C c
U
Canaleta - 1 4 x 19/28 x 19
m J J
Bloco - 1 4 x 19 x 34 EDI 34 34
11
Bloco - 1 4 x 19 x 34 [ 54 ) | ]{[ 1 54 54

Compensador - 1 9 x 19 x 19
0 9

1
Compensador - 1 9 x 19 x 4
1 . 2 . 2 . 3 S u g e s t ã o de legenda p a r a a f a m í l i a de 1 5 x 3 0 / E =15

Componente Componente Componente Componente


em planta em vista de topo em corte

Bloco - 1 4 x 1 9 x 2 9 m X ;Í
Meio bloco - 1 4 x 19 x 14
c X
Bloco canaleta - 1 4 x 19 x 29 CD uu u
Bloco canaleta - 1 4 x 1 9 x 1 4
E 5
Bloco - 1 4 x 19 x 34 íRrn 44 44

1 . 2 . 2 . 4 S u g e s t ã o de legenda p a r a a f a m í l i a de 1 0 x 4 0 / E =10

Componente Componente Componente Componente


em planta em vista de topo em corte

Bloco - 9 x 1 9 x 3 9 [<-)•:—)
ii
Meio bloco - 9 x 1 9 x 1 9 D IX
Canaleta - 9 x 19 x 39 K—^^ I u
Canaleta - 9 x 1 9 x 1 9
y v

II u
Compensador - 9 x 19 x 9 • 9

Compensador - 9 x 19 x 4 0

Para facilitar a compreensão, sugerimos que seja inserida em todas as folhas do projeto uma legenda com as
peças utilizadas na folha.

Além da legenda gráfica, recomendamos a inserção de informações como resistência do componente, traço
de argamassa, armazenagem, manuseio e transporte.
1.3 Projeto

Atualmente, a palavra projeto possui uma dimensão muito além da que sempre estivemos acostumados nas
áreas técnicas.

O que seria o projeto, afinal?

A definição mais adequada é a encontrada no PMBOK® 1 : *Projeto é um esforço temporário empreendido


para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo" Adequando essa definição ao processo de proje-
to de arquitetura e especificamente ao processo de projeto de produção da alvenaria, passando por todas as
etapas de desenvolvimento de projeto, definiríamos da seguinte forma: "Projeto é um esforço temporário
empreendido a partir da coleta de informações provenientes do cliente, que serão interpretadas,
analisadas, discutidas, conceituadas e enquadradas lesai e tecnicamente por uma equipe de profis-
sionais, por uma equipe técnica, gerando um resultado exclusivo para a criação de uma edificação
em alvenaria estrutural".

As etapas de projeto sempre foram claras e subdivididas em três fases distintas: Estudos Preliminares, An-
teprojeto e Projetos Executivos. Essas etapas envolviam todas as demais disciplinas que fossem necessárias
para o perfeito desenvolvimento dos projetos de uma edificação.

Atualmente, com a utilização de ferramentas de produção gráfica mais dinâmicas, com a facilidade ce se criar
várias versões do mesmo projeto de forma muito rápida, com a construção civil sendo vista e comparada com
uma indústria, em que não são poucos os componentes fabricados fora do canteiro, as etapas de projeto
sofreram mudanças em sua nomenclatura e no conteúdo de suas tarefas.

Este livro não pretende inovar nas etapas de desenvolvimento de projeto; apenas sugerir e propor uma
subdivisão mais adequada às ferramentas de produção e de comunicação disponíveis na maoria dos
escritórios de arquitetura.

Para que fique claro cada etapa de projeto, devemos ter em mente o que é o projeto de alvenaria.

Pois bem, o projeto de alvenaria estrutural, pela sua importância no todo da edificação, é o desenho preciso
de cada lâmina de parede que sustentará a edificação trabalhando em conjunto com outras em todos os
sentidos e nas 3 direções ou coordenadas. É o projeto que substitui a estrutura de concreto fornada por
pilares e vigas. Além disso, é o projeto que determina os vãos modulares de janelas, portas e todos as demais
interferências da edificação, como shafts, localização de instalações, espaços comuns no térreo, elevadores,
posição de caixas d agua até vagas de garagem, tudo é dimensionado para a medida modular da alvenaria.

A importância dessa modulação deve-se também ao fato de estarmos desviando o sentido de caminhamento
das cargas para cada situação ou abertura que fazemos na lâmina de parede.

A subdivisão a seguir não busca invalidar as nomenclaturas das etapas existentes ou habituais de cada em-
presa, procuramos adequá-la ao foco do livro, que é o projeto de alvenaria estrutural de blocos de concreto.

1 PMBOK - A guide to fhe project management body of knowledge


Tabela 3 - Proposta de etapas de projeto com foco na alvenaria

Antes Proposto

Prosrama do projeto Escopo do projeto


O programa de projeto fornece as necessida- O escopo do projeto fornece ao cliente e a
des do cliente voltadas ao produto desejado todas as equipes técnicas, além da» neces-
e orienta o profissional sobre o que e como o sidades e o objetivo do projeto, a hierarqui-
cliente deseja alcançar seu objetivo. zação das ações dentro de um ccntexto
macro de atividades técnicas.

Estudo preliminar Estudo e anteprojeto


Fase em que o projeto está sendo criado; Com as atuais ferramentas de pesquisa e
momento em que se faz o estudo de massa e de produção de desenhos, desenvclver um
quando se define o rumo das ações a serem to- estudo preliminar com características de An-
madas para o desenvolvimento do programa do teprojeto é absolutamente comum, a dispo-
projeto. Sào os primeiros passos para a volume- nibilidade da informação e a velocidade de
tria e o projeto legal. produção possibilitam a unificação de várias
etapas, inclusive com todas as disciplinas,
estruturas, instalações, projetos de entorno e
demais.

Projeto legal Projeto e diretrizes legais


Projeto que se destina à aprovação da edifica- Projeto que se destina á aprovação da
ção na municipalidade. edificação na municipalidade e em demais
setores de governo para expedição de dire-
trizes construtivas do próprio empreendimen-
to ou de entorno. Nesta etapa, é possível o
desenvolvimento modulado

Anteprojeto Pré-executivo
Fase em que as ações de desenvolvimento mu- Nesta etapa, após as compatibilizações já
dam de escala e existe o incremento da coorde- terem sido previamente discutidas na etapa
nação e compatibilizaçào às outras disciplinas. anterior, entre o Anteprojeto e o Projeto Le-
gal, iniciam-se os dimensionamentos. definiti-
vos para os projetos de estrutura, instalações
e demais, momento em que a moculação
está fechada, o desenvolvimento ocorre em
outra escala, e o zoom se fecha sobre as
interferências construtivas e entre os diversos
componentes.)

Projeto executivo Projeto executivo ou projeto de produção


Etapa que no passado era vista como a eta- Etapa em que o projeto está finalizado em
pa final, em que todas as fases de projeto já sua concepção estrutural construtiva; esse
haviam sido superadas, e o próximo passo era é o momento de compatibilizar os últimos
finalizar o memorial de descritivo e fazer as detalhes, equalizar informações com os forne-
cópias heliográficas para enviar o projeto para cedores dos vários produtos e componentes,
orçamento e execução. detalhar em várias escalas pontos críticos
de execução, elaborar, além do memorial
descritivo da obra o memorial de execução.
o cronograma físico-financeiro da obra e
estabelecer as diretrizes de execução com o
controle. O projeto modulado para alvenaria
vai orientar os outros executivos e as especifi-
cações de materiais.
1 . 4 O p r o j e t o de a l v e n a r i a no t e m p o

1.4.1 O cronograma de projetos e sua organização no tempo

O Cronograma de Projetos é uma ferramenta gráfica em que todas as atividades a serem desenvolvidas são
apresentadas no decorrer do tempo do projeto e em que momento existem as interações das atividades,
quando ocorrem simultaneamente e quando são definitivamente independentes no tempo, mas dependen-
tes da finalização daquela ação imediatamente anterior.

Não existe uma pré-definição do grau de detalhamento de um cronograma. Cada atividade pode ser subdi-
vidida em "n" subetapas e essas em outras, e o tempo pode variar em função do prazo maior. Por exemplo,
um cronograma de uma atividade de 1 dia pode ser apresentado de forma detalhada com intervalos de 30
minutos ou intervalos de 2 ou 3 horas, depende do grau de precisão e do tipo de tarefa que está sendo
executado. Uma atividade de projeto que dure por 2 anos pode ter seu cronograma subdividido em dias,
semanas ou meses.

O mais importante é que exista a clareza e a compreensão de cada atividade envolvida e sejam estabelecidos
pontos de controle de cada uma delas, com a finalidade de aferir o andamento da atividade em relação ao
todo do prazo.

No nosso caso, em que o foco das atividades é o projeto da alvenaria estrutural, segue abaixo uma seqüência
sugerida de controle de cada atividade para o perfeito andamento dos projetos. Deve ser levado em conta
que uma série de atividades pode ocorrer simultaneamente ou se sobrepor em função do tipo de obra e do
detalhamento do cronograma.

O cronograma apresentado a seguir é um cronograma padrão devendo ser adequado à cada situação, inclu-
sive àquelas em que a alvenaria será utilizada como parte da obra e a outra parte em estrutura convencional
de concreto, metálica, pré-moldado ou outro sistema qualquer.

O que importa realmente é lembrar que, na alvenaria estrutural, seja a edificação que for o sistema construtivo
está relacionado a todos os outros subsistemas e componentes da edificação e, portanto, nos momentos
iniciais do projeto, deve se tentar abranger o máximo de possibilidades de interação. Dessa forma, para cada
novo projeto subsequente ao da arquitetura e da modulação, para cada necessidade externa, fica claro onde
alocá-lo e em que tempo desenvolvê-lo.

A seguir, apresentamos graficamente as etapas mais significativas, de forma generalizada, pois cada projeto
de alvenaria estrutural é único e possui suas especificidades. Destacamos os pontos de controle (PC) que
nada mais são do que etapas em que um cuidado especial deve ser tomado pelo arquiteto coordenador,
pois normalmente são momentos onde surgem questionamentos e necessitam de soluções rápidas e expe-
riência para que o processo de projeto não seja paralisado. Na aquisição do terreno, na definição da geo-
metria, durante a elaboração da planta de venda, na elaboração do cronograma, na organização modular da
alvenaria, na compatibilização com as outras disciplinas e no detalhamento.
ATIVIDADES FOCADAS NA ALVENARIA Profissionais 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18
PRIMEIRA ETAPA 00 DESENVOUVMENTO DOS PROJETOS

identificar« nece«»d»d« ARQUTlETO:CUENTE


defini o p.v.ii lo d i edifkaçlo em furçlo da fin*Sdade

« u o D i i do t « r r « no » p o i p » í » Y í 5 » ç J o k c < i • técruca (momento de vtiWicar se a ah-rnaria


ARQUITETO;EQUIPE OE APOIO
poderi ser executada)

«tuíO "Jf vil>ii»ic iriUã 0 c-bJi-J ÕRQAOS PÜBJCCS

er^uadramento legal do projeto pora ilabildade de «copo ARQUITETO

« t u d o d* m * « í , vo^metria e ocupado ARQUITETO

elabora-lo dos estudos de projeto (nomervo tía geometria para »S<nana estrutural) ARQUITETO

reiatório de viablxíade técmca-comercol e lega; CLE


I NTE
planta dc vendi (Já elaborada com memotui especificando o sistema construtivo c outros ARQUITETO.PROJETISTAS
componentes afim} EXTERNOS

pro.eto lesai (prr-modulado para a.Vfíaia estrutural) ARQUITETO

p ' 0 . X 0 lfü»l e íprovaçJo ( i n i l ARQUTIETO


SEGUNDA ETAPA DO OtSENVOtVTMtWTO DOS PROJETOS
ARQUIUTO.-CUENTEjEQVIPE
12 o cronograma do pro>to d* ih+rwit e tuas interfaces com todas as disciplinas ia projeto
OE AP040.PROJETISTAS
TERCEIRA ETAPA 0 0 DESÍNVOIVIMEMTO DOS PROJETOS
org»niia(2o modular (prevendo o sitlema construtivo o suas Interferencias com otitios
ARQUITETO
componentes)

m o d j i í i o d o p*>im«nto tipo ARQUTIETO


DESENVOLVIMENTO DO ANTEPROJETO ESTRUTURAI PROJETISTAS

PROJETISTAS
deíln>(So conjunta das pardes estruturais
EXTERNOSARQUITETO
PROJETISTAS
v*rV.c*;Jo das >meríer*ncus com os cutros pídmentso. térreo. garagens e cobfrtwa
EXTERNOS;ARQUITETO;EQU^E
DtSENVOLVI-M ENTO DO ANTEPROJETO DE INST/UAÇÕES PROJETISTAS

PROJETISTAS
deito.; I o conjunta das interferencias o? i f K l i U ç 6 «
EXTERNOSARQUITETO
PROJETISTAS
v e n í o ç i o das interferenoos com ot a t r o s pa><meoUO, térreo, garagens e cobertura
UC1LRNOSARQUIILIO
VAUDAÇAO 0 0 ANTEPROJETO ESTRUTURAL E OC INSTALAÇÕES PROJETISTAS

compaiitãlitafio da modulado Iniciai com a modulado estrutural ARQUITETOiEQUIPE 0€ APOIO

EQUIPE DE
d«err.oírrnefito do pro.eto de arquit«ura final e veriíicç3o com os outros pro.etos
AÍOIO^ROJLIISTAS
QUARTA ETAPA 0 0 OESENVOIVIMEHTO DOS PROJETOS
ARQUIT E TO.EQU IPE OE
21 detalhamento da «qultttuea comput biliiada com especificações Ai^tO^fiOlCTtSrAS

I—^ I(I(<«I M « M m H « » ( I M I i < M PC ( M r t k <t K M t ü l n ' n M t i < m 4 > i M M t N I t l m t l t M »> « M W a t W D H « * 0r»|«ta

texto <'<P<> • ) > n m W cu4*4o com M j l W J c i l ( « J > i i a t w i a r v «ttiulurd i j b í l . M i < J o d i w n M m U do o>o;<lo


1 . 5 O p r o j e t o de a l v e n a r i a e s u a s e t a p a s

1.5.1 Participações e atividades

Apresentamos a seguir duas seqüências gráficas nas quais se procura demonstrar a participação e o esforço
de cada uma das principais disciplinas que compõe o processo de desenvolvimento de projeto.

No primeiro gráfico, hoje pouco utilizado, a atividade de arquitetura aparece dentro de um esforço comum
e apenas acompanhando cada etapa, desenvolvendo ações pré-estabelecidas e lineares. Apesar de ser con-
siderado na maioria dos casos o carro-chefe do projeto, pouco é percebido quando se trata de nterface,
arquitetura e outros, principalmente do ponto de vista da coordenação e da gestão do processo.

Os projetos estruturais eram desenvolvidos da mesma forma e só havia empenho e esforço máximo na fase
do executivo, apenas para fechar o escopo do serviço contratado. O mesmo acontecia com as disciplinas de
instalações elétricas, hidráulicas e projetos complementares não exigidos formalmente.

Nessa modalidade, a necessidade de gerenciamento de projeto não é percebida, porque o foco é o cumpri-
mento do contrato e não a qualidade do produto que vai gerar a edificação.

Não há menção alguma ao projeto de alvenaria. Esse projeto é uma mera conseqüência do sistema construtivo
adotado e não uma necessidade conceituai que deveria ser pensada desde a fase de estudo na criação dos
primeiros rabiscos do projeto.

ESFORÇO X ATIVIDADE - DESENVOLVIMENTO DAS ETAPAS DE PROJETO


120

1C0
3<

I ARQUITETURA

I ESTRUTURA

I 1 INSTALAÇÕES

OUTROS PROJETOS

GERENCL\MENTO

inicio dos escopo do anteprojeto projeto Ieg3l pre-executwo


trabalhos projeto
EVOLUÇÃO DAS ETAPAS NO TEMPO

Fig. 9: Gráfico demonstrativo da participação do gerenciamento em relaçào ao


processo de desenvolvimento de projetos.
No segundo gráfico, o cenário é outro. Destaca-se o equilíbrio de esforços durante todo o processo de de-
senvolvimento dos projetos. A partir do momento em que se iniciam as tarefas dentro de cada etapa, todas
as outras disciplinas já estão trabalhando simultaneamente com empenho significativo e em terno do foco
principal colocado pelo gerencial.

O gerencimento de projeto é atuante desde o início dos trabalhos e segue sempre acima do esforço conjunto
das outras disciplinas. O coordenador deve trabalhar sempre à frente das atividades que estão ocorrendo.

O projeto já nasce conceituado para a coordenação modular e para ser desenvolvido em alvencria estrutural
de blocos de concreto. O gráfico demonstra que o sistema construtivo2 é definido na conceitiação do es-
copo ou no máximo na fase do Anteprojeto, seguindo paralelamente ao esforço significativo com todas as
outras disciplinas. Não deve existir descompasso entre todos os participantes e disciplinas. A integração é
atividade fundamental.

ESFORÇO X ATIVIDADE - DESENVOLVIMENTO DAS ETAPAS DE PROJETO

100

80 I I ARQUITETURA

I I ESTRUTURA
60
I I INSTALAÇÕES

( = 1 OUTROS PROJETOS
40
— I f r » GERENCIAMENTO

20 PROJETO OE A l V t N A R l A

inteiodoi escopo do anteprojeto projeto legal pré-exccutivo executivo o u


tr.ib.ilho-. projeto produçáo

E V O L U Ç Ã O OAS E T A P A S NO T E M P O

Fig. 10: Gráfico demonstrativo de esforço após o incremento do gerenciamento


e a inclusão do projeto específico da alvenaria.

Aplicando as fases de projeto apresentadas anteriormente, daremos início às atividades de projeto voltadas
à alvenaria. O foco deste livro é a alvenaria estrutural de blocos de concreto e é com esse conceito que
iremos apresentar o passo a passo para se obter o projeto mais adequado às suas necessidades.

2 Sistema Construtivo: conjunto de elementos conectados entre si de modo a formar uma única edificação com
o objetivo de atingir uma finalidade específica. Definição adaptada pelo autor do http://pt.wikipedia.org/wiki/
Sistema.
1 . 5 . 2 Primeira etapa - do escopo à conceituação

1.5.2.1 Escopo do projeto

"O escopo do projeto fornece ao cliente e à equipe técnica as necessidades e o objetivo do projeto e a
hierarquização das ações dentro de um contexto macro de atividades técnicas."

Definir o escopo do projeto significa definir o propósito do trabalho e, para isso, é fundamental ouvir o
cliente,3 suas demandas, necessidades e anseios. Todo projeto de edificação possui finalidade futura, di-
mensão desejada, meta de utilização e previsão de verba, portanto, é muito importante que essas perguntas
sejam respondidas o quanto antes, para que não ocorra perda de tempo e de recursos durante o processo.

O escopo do projeto descreve a maioria dos itens ou premissas de um conjunto de atividades que neces-
sitam ser controladas e avaliadas durante seu desenvolvimento. Inicia-se a fase de planejamento e monitora-
mento de atividades.

Por exemplo:

• Edificação voltada ao uso residencial

• Área máxima total de 450 m9de laje

• 6 unidades por laje com 2 dormitórios, 2 banheiros, sala, cozinha e lavanderia

• Sacadas em todas as unidades

• Pretensão de uma edificação com 10 andares

• Caixa de escada e 3 elevadores

• Pé-direito técnico de 3,40 m e útil de 2,80 m

• Fachada com caixilhos de alumínio tipo maxi-ar

• Utilização de shafts para ventilação

• Infraestrutura de telefonia, cabeamento estruturado etc

Com a descrição anterior, mais ou menos informações, o arquiteto já consegue moldar a forma do que será
projetado e como será desenvolvido o Anteprojeto. Com um mínimo de dados, é possível desdobrar as
informações, montar o escopo das atividades e colocá-las no tempo, o escopo do projeto deve vir pre-
ferencialmente acompanhado de um cronogramo de atividades. Atividades, relações e tempo são fatores
determinantes para o sucesso do trabalho.

Nos itens apresentados como exemplo, as palavras que estão em destaque são os dados relevantes ao desenvolvi-
mento do projeto. O escopo do projeto deve ser claro a ponto de orientar o arquiteto para conceber o Arteprojeto
já com o máximo de detalhes possíveis em conjunto aos profissionais das outras disciplinas.

3 Cliente: - toda e qualquer pessoa, entidade pública ou privada que possui a necessidade que origina o projeto
• —
1 . 5 . 2 . 2 A escolha e avaliação técnica do t e r r e n o

Agora que as premissas de projeto já foram delineadas e o escopo está claro, vamos orientar a escolha do
terreno que atenda às aspirações do cliente, questões mercadológicas, tendências de crescimento e investi-
mentos feitos em determinadas regiões, público, padrão de consumo, nível de atividade econômica e outras
informações que serão úteis na aquisição do melhor imóvel do ponto de vista comercial. Além disso, avalia-
se a infraestrutura e a predominância da vizinhança: proximidades com terminais de ônibus, metrô, shopping
centers, locais de alimentação, hospitais, acessos a aeroportos, condomínios, vias de acesso próximas, di-
mensões das ruas de entorno etc.

• Realizar a análise do terreno - deve-se avaliar topografia, conformação geológica, ceclividades,


lindeiros, ruas e avenidas próximas, servidão, acessos e outras tópicos que o arquiteto julgue neces-
sário - nesse momento, é fundamental verificar, por exemplo, necessidade de garagens, número de
vagas por unidade residencial, comercial, acessos de veículos, entrada e saída de garagens e outros
itens específicos de cada projeto.

• Avaliar o zoneamento, verificando de forma clara a legislação vigente para o local, taxa de ocupa-
ção, coeficiente de aproveitamento e diretrizes de tráfego, e formas diferenciadas.

• Fazer o estudo de massa, definir a ocupação no terreno e a geometria da edificação.

• Após a aprovação prévia do item anterior, dar início aos estudos de organização dos espaços inter-
nos em conformidade com seu escopo, estudando em paralelo o sistema construtivo mais adequa-
do à arquitetura, ao uso e ao custo ideal.

1.5.2.3 E n q u a d r a m e n t o legal do projeto

Uma vez encontrado o terreno adequado às necessidades do projeto, o próximo passo é analisar a legislação
vigente dos órgãos competentes para a aprovação futura do projeto:

• Quanto é possível construir?

• Qual é a taxa de ocupação (TA) e o coeficiente de aproveitamento (CA) do terreno?

• Quais são os recuos de entorno exigidos?

• Qual é o gabarito exigido por lei?

• A partir de onde se inicia o primeiro pavimento?

• O que é ou não área computável?

• Quais são as limitações de trânsito?

• Quais outros órgãos deverão emitir diretrizes para meu projeto?


1 . 5 . 2 . 4 E s t u d o s de massa e / o u anteprojeto

Com as atuais ferramentas de pesquisa e de produção de desenhos, desenvolver um Estudo Preliminar com
características de Anteprojeto é algo comum; a disponibilidade da informação e a velocidade de produção
possibilitam a unificação de várias etapas, inclusive com todas as disciplinas: estrutura, instalações e demais
projetos.

O projeto é pensado de forma integrada e, portanto, já nasce com conceitos pré-definidos em tod3S as dis-
ciplinas. É possível conduzir o desenvolvimento moderado, ora quadrícula, com o menor número de peças.

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12,00 yyyyyy/ yyy/X 7-°°

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28,41

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1 §
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8

Fig. 10: CA Coeficiente de Aproveitamento e TA Taxa de Ocupação.

Fig. 11: Potencial construtivo, gabarito e volumetria.



Além dos estudos diretos que envolvem a ocupação do imóvel, outras restrições técnicas também devem ser
estudadas como diretrizes ambientais, proximidade de rios, córregos e condições de conservação e estabi-
lidade das construções das edificações vizinhas.

1 . 5 . 2 . 5 Geometria - arranjo arquitetônico

A geometria e a volumetria de uma edificação informam quais serão as paredes portantes, de contraventamento
e de vedação. Em uma análise conjunta com os projetistas de estrutura e de instalações, devem ser definidas
algumas questões: qual será o bloco utilizado nas empenas portantes, como serão os níveis de laje, a espessura,
pilotis ou não, shaffs, caixas de escada e elevador, caixas d'água, barriletes, varandas, sacadas, chaminés, gara-
gens e demais detalhes, arquitetônicos ou não, que possam necessitar de tratamento específico.

É a partir da geometria que fazemos as análises de ações das cargas verticais (carga permanente e cargas
acidentais) e cargas horizontais (cargas de vento).

A seguir, apresentamos algumas das formas geométricas mais utilizadas e favoráveis para a utilização do siste-
ma alvenaria estrutural. Lembramos que cada modelo apresentado a seguir é orientativo cabendo ao arquiteto
a melhor adequação às sugestões a seguir. Além das diversas formas de sobrados geminados, Ccsas térreas e
prédios altos inúmeras outras geometrias permitem a utilização da alvenaria estrutural.

/ / / / / /
/ / / / / /

Planta

i
mmmmmmmmmm
Corte

Fig. 13: Sobrados geminados.


Planta Corte

Fig. 14: Sobrados isolados com varanda e beirai.

Fig. 15: Casas térreas geminadas ou isoladas.

[ i

* 7 * 7

l
Planta
<////////'
Corte

Fig. ló: Edifícios baixos sob pilotis.


Capítulo 1 - Projeto

Corte

Fig. 17: Edifícios sem pilotis e com garagem fora da projeção.

Corte Corte

Fig. 18: Edifícios altos sob pilotis ou com alvenaria até o térreo.
^ 6
\ t

j - L M

J.-

J L

Planta

Fig. 19: Edifícios oitos com geometrias diferenciadas (ex.: hotéis/hospitais).


Planta

Fig. 20: Edifícios de escritório com grandes vàos.

Tão importante quanto definir a geometria da edificação e suas empenas estruturais é definir o sentido de
colocação e armação das lajes que trabalharão em conjunto com o sistema estrutural.

Com o objetivo de absorver as ações horizontais sobre fachadas de edifícios, além da disposição das pare-
des portantes que por si só já enrijecem o conjunto, utiliza-se a rigidez no plano horizontal das lajes de piso
e de cobertura. Essa função é conhecida como "ação diafragma" ou "laje diafragma". Esses diafragmas serão
considerados como elementos essenciais no sistema de contraventamento da edificação e consequentemen-
te utilizados no cálculo do conjunto. Pela ação do diafragma, a força horizontal (vento) incidente em uma
ou duas empenas da fachada será distribuída entre todas as paredes portantes até as funções da edificação.

Fig. 21: Ilustração da solidarização laje empena vertical.


3—c Y

1=

y y
y y

Í1
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• • • • •
-
5,00 5,00 3,70

v
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\ \

-7- Laje Armada em Duas Direções Paredes de VedaçSo

mm^^m Paredes Portantes

•r Laje Armada em Uma Direção i ; Contraventamento

Fig. 22: Ilustração de armação de laje e disposição de paredes estruturais.


Alvenorio Estrutural
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------—
Capítulo 1 - Projeto

1 . 5 . 2 . 6 Conceituação arquitetônica p a r a a l v e n a r i a e s t r u t u r a l

Para auxiliar na tarefa da concepção do projeto arquitetônico, apresentamos, a seguir, os primeiros passos
para um projeto racionalizado e orientado para um sistema construtivo de alvenaria estrutural:

• Definir espaços internos, considerando a utilização do imóvel residencial, comerciei, educacio-


nal, hospitalar, hotel ou outro dentro da quadrícula modulada de referência que será base do
projeto até sua finalização.

• Após os primeiros estudos e com o pré-dimensionamento finalizado, o arquiteto já oode prever


qual o sistema construtivo será adotado.

• Nessa fase, o arquiteto já deve estar prevendo elementos de fachada, circulações vertical e hori-
zontal, vãos de iluminação, caixas de escada, caixa de elevador e outras questões rrais específi-
cas como conforto térmico e acústico, entre outras.

• A altura da edificação, em conjunto à geometria e à destinação do uso de cada espaço, será a


responsável pela definição das paredes portantes de contraventamento e apenas de vedação.

Após as análises preliminares técnicas, mercadológicas e legais terem sido feitas, elabora-se a planta de venda.

1 . 5 . 2 . 7 P l a n t a de venda

Trata-se do projeto apresentado no estande de venda e anexado ao contrato de compra do imóvel. É o pro-
jeto que reflete o que foi adquirido com uma sugestão de mobiliário e equipamentos. São referenciais que
orientam o comprador para as possibilidades de utilização do imóvel.

Atualmente, os estandes de venda possuem vários referenciais que exemplificam o projeto e levam o preten-
so comprador a aproximar-se do futuro imóvel. Apesar de não ter sido construído ainda, é possível testar os
espaços e as sensações caminhando por dentro de cada um ou visualizando os espaços e suas referências
de escala com o mobiliário.

A partir desse momento, utilizaremos como referência de construção um edifício habitacional padrão para
que possamos balizar nossas ações referenciadas por um projeto real, lembrando que em todas as etapas
poderá haver modificações e/ou adequações ao tipo de projeto e a geometria da edificação.
Fig. 23: Exemplo de um pavimento tipo de edifício.
1 . 5 . 2 . 8 P r o j e t o legal

O projeto lesai destina-se à aprovação na municipalidade, em demais setores de governo para expedição
de diretrizes construtivas do empreendimento e em muitas situações do entorno, quando esse precisa ser
modificado ou adaptado.

A planta de prefeitura deverá conter todas as informações necessárias e mercadológicas, quando for o caso,
para que se inicie o procedimento de coordenação modular já com o conceito pré-estrutural definido e as
dimensões finais do projeto aprovado e validado pelas vendas de unidades.

Uma planta da prefeitura deve conter minimamente as seguintes informações:

a) dados do cliente, do logradouro e outros pertinentes ao carimbo,-

b) implantação, planta de subsolo, térreo, pavimento tipo, cobertura e barrilete;

c) cortes e elevações;

d ) tabelas de ventilação, iluminação, detalhes específicos;

e) referência às legislações pertinentes ao projeto.

Para que não ocorra retrabalho, faz-se necessário que esse projeto já seja modulado dentro da quadrícula de
referência e com o componente estrutural pré-definido.

1 . 5 . 3 Segunda etapa - desenvolvimento e modulação

1 . 5 . 3 . 1 A organização m o d u l a r do projeto

Nessa etapa, após as compatibilizações preliminares já terem sido previamente discutidas enfe os princi-
pais envolvidos com o projeto, o projetista de estrutura e de instalações já consultados e dúvidas relevantes
sanadas, chega-se ao final do anteprojeto e do projeto legal já com pré-dimensionamentos para os projetos
de estrutura, instalações e demais.

O desenvolvimento ocorre em outra escala e o zoom se fecha sobre as interferências construtivas entre os
diversos componentes e as várias atividades técnicas necessárias. A modulação detalhada de todas as fases
do projeto ratifica todas as medidas internas e externas.

O projeto de modulação é fundamental para a alvenaria estrutural. Sua importância está relacionada à estabi-
lidade da edificação por sua estrutura ser de sustentação e por estar relacionada a outros componentes que,
no futuro do projeto e da obra, comporão toda a edificação pronta para uso.

Antes de iniciarmos o passo a passo da modulação da edificação, vamos recordar o item 1.2.1 no cual tínhamos
as peças utilizadas no mercado para alvenaria com modulação de 3M (3 x M10 = 30) e 4M (4 x M10 = 40) espes-
suras de 10,15 e 20 cm de paredes, múltiplos e submúltiplos da medida modular, nomenclatura, representação
gráfica e combinações de uniões de peças para atendimento a diversas dimensões de vãos e amb entes.
1 . 5 . 3 . 2 Modulação do pavimento tipo

Essa primeira modulação vai nos auxiliar na definição das paredes estruturais, definição de shafts, aberturas
verticais para caixilhos e portas, qual o módulo a ser utilizado e qual o componente que será mais raciona-
lizado para o nosso projeto. Nesse momento, decidimos se a modulação será com peças de 30 ou 40, lem-
brando que o estudo deve ser feito para que possamos adequar ao máximo o uso dos componentes dentro
das dimensões aprovadas no projeto legal.

Sob orientação do projetista estrutural, definem-se os locais onde serão grauteados, locais onde serão neces-
sários a utilização de incrementos submodulares e outros componentes para adequar o projeto da alvenaria
as dimensões dos ambientes constantes na planta de venda.

Entendemos que o correto é que a tarefa de modular o projeto de alvenaria é do arquiteto e, portanto, não
há porque ser desenvolvido um projeto sem que exista, desde o início, a preocupação com a coordenação
modular de todos os componentes.
Fig. 24b: Exemplo de uma unidade modulada.

1 . 5 . 3 . 3 D i m e n s i o n a n d o e d e f i n i n d o paredes p o r t a n t e s

Resumindo todas as atividades até essa etapa, temos: definição do escopo do projeto, escolhd do terreno,
estudo de massa e conseqüente aquisição do terreno, enquadramento legal, definição geométrica da edifica-
ção, conceituação arquitetônica e estrutural da edificação, planta de venda e planta de prefeitura e estudos
preliminares de modulação com pré-definição de aberturas de vão na horizontal e vertical.

Agora que já temos conhecimento da maioria das condicionantes do projeto, partimos para c modulação
final em conjunto a todas as outras disciplinas que gerarão, no futuro, o projeto executivo completo e, con-
sequentemente, a edificação.

O arquiteto deve lembrar que é na obra da criação que conceitos como geometria, esbeltez, altura, terreno,
resistência a ventos, projeção entre outros são inerentes ao processo que definirá a edificação como uma
edificação em alvenaria estrutural.

Para iniciar essa etapa, é necessário que se defina quais serão as paredes portantes, aquelas que terão a fun-
ção de suportar as cargas da edificação e serão responsáveis pela sua estabilidade.
Fig. 25: Exemplo de paredes portantes.

Fig. 25b: Paredes portantes em uma unidade do pavimento.

• Proceder a modulação do pavimento e cobertura para identificação das interferências das pa-
redes no térreo e na garagem quando estiver em subsolo ou sobressolo. Nessa etapa, surge o
primeiro passo para o projeto de alvenaria. Sobre uma quadrícula modulada, coloca-se a planta
de prefeitura que foi gerada a partir da planta de venda e inicia-se a colocação de todas as peças,
pensando em todas as interferências possíveis com os outros componentes e instalações. Deve-
mos lembrar que esse trabalho já foi feito de forma preliminar em etapas anteriores e agora se faz
necessária a confirmação das dimensões para dar prosseguimento aos projetos executivos.
Fig. 26: Exemplo da modulação de uma unidade com eixos nas paredes portantes

e quadrícula modular.

Fig. 26b: Detalhe ampliado de uma unidade.


m

51
• Definir os eixos do projeto das paredes estruturais. Alguns profissionais optam por locar os ei-
xos construtivos fora do desenho ou trabalham apenas com dois eixos externos e todas as cotas
partindo desses eixos. Neste livro, adotamos eixos verticais e horizontais principais nas paredes
estruturais e eixos secundários para as alvenarias náo estruturais e outros elementos construtivos.

Fig. 27: Modulação e eixos da alvenaria estrutural.


Modular as paredes estruturais atendendo às medidas internas da planta de venda e externas do
projeto legal. Atentar para as amarrações de paredes portantes. Nessa etapa, o projetista de es-
trutura já definiu o tipo de bloco, a espessura da alvenaria e laje. As interferências com outros pa-
vimentos, térreo, garagem, subsolo, fundações, caixa de elevadores, barrilete, caixa ti'água, shâfts
de instalações, escada pressurizada, instalações de incêndio, fixação de ancoragem de balancim
e outros já foram resolvidas modularmente. Nesse momento, deve-se fechar e compatibilizar a
modulação às outras áreas de projeto, iniciando o detalhamento.

Definir circulações, vãos de portas e divisões entre unidades habitacionais no mesmo pavimento.

Definir no pavimento os shâfts, as prumadas de água, esgoto, gás, chaminés e outras interferências
de passagens verticais pelo pavimento.

Definir a localização da caixa d'água, barrilete, elevadores, escadas e outros ambientes especiais
que se encontram em outros pavimentos.

Analisar as paredes portantes que chegam ao pavimento térreo avaliando a melhor disposição de
ambientes comuns, de serviço e lazer.

Em função do programa aprovado, modular o térreo sobre pilotis, preservando áreas mais livres
no pavimento térreo.
• Executar as vistas de todas as paredes moduladas

• Executar as vistas de todas as paredes moduladas faz parte do projeto da alvenaria. A modulação vertical
deverá seguir o procedimento adotado para todo o projeto, (ver no capítulo Detalhes de Execjçáo).

• Analisar a possibilidade de coincidir os pilares dos pavimentos, principalmente os do térreo com


os dos subsolos.

• Definir o tipo de laje - maciça, treliçada, painel, metálica, pré-moldada - e a forma de monta-
gem: - "in loco"ou com grua. Especial atenção deve ser dada às lajes do último pavimento, pois,
caso sofram insolaçáo direta ou atinjam temperaturas maiores que o restante do edifício, ocorrerá
maior movimentação, podendo ocasionar fissuras na alvenaria contígua. Além disso, as lajes de
piso devem ter rigidez dinâmica suficiente, de modo a possuir freqüência natural relativamente
elevada, acima de cerca de 10 Hz, para evitar vibrações desconfortáveis aos usuários ocasionadas,
por exemplo, pelo andar de pessoas, tráfego de veículos em ruas próximas etc. No projeto estru-
tural da edificação, devem ser previstos esforços horizontais pertinentes, especialmente devidos
ao vento, que são importantes na verificação da estabilidade da obra. Esses esforços devem ser
absorvidos pelas lajes que, por esse motivo, devem ser suficientemente rígidas - e transferidos aos
elementos resistentes de contraventamento. (Ver no capítulo Detalhes de Execução).

1 . 5 . 4 Terceira etapa - detalhamento do projeto executivo

Além do passo a passo conceituai descrito anteriormente, existem também procedimentos gráficos para
atender tecnicamente ao executor da alvenaria. Recomendamos que as seguintes informações estejam claras
no projeto executivo:

a) Embasamento e primeira fiada modulada.

b) Posicionamento dos blocos de saída em relação aos eixos de referência e à quadrículó.

c) Posicionamento claro nas elevações das aberturas e elementos verticais.

d) Cotas claras entre os eixos (A,B,C.../1,2,3...-A1,A2.../1A,1B...) do projeto.

e) Detalhes de amarração entre paredes portantes e amarração entre as demais.

f) Indicação clara das barras de aço verticais e horizontais.

g) Pontos a serem grauteados.

h) Indicação do uso de compensadores, quando necessário.

i) Indicação de vergas e contravergas para vãos de portas e janelas,

j ) Fixação dos batentes e contramarcos.

k) Indicação de conduítes, caixas de interruptores e tomadas.


I) Indicação dos quadros de distribuição,

m) Indicação de incertos para fixação de tubulação,

n) Indicação de prumadas de água, esgoto e águas pluviais,

o) Acabamento das paredes.

Grande parte dos detalhes citados acima poderão ser vistos no capítulo de Detalhes de Execução.

1 . 5 . 5 Recomendações complementares

1 . 5 . 5 . 1 Recomendações g e r a i s

O Projeto Executivo deve conter ainda recomendações sobre procedimentos a serem seguidos na obra,
para que a alvenaria tenha o desempenho e a resistência estabelecidos pelo projetista.

As principais informações e recomendações que devem ser claramente especificadas são as sesuintes:

a) a resistência e os tipos de blocos a serem utilizados,-

b) as resistências à compressão das argamassas, prismas e grautes a serem utilizadas,-

c) construções com juntas constantes de 1 cm, manutenção de prumo, alinhamento e nível, bem
como condições de assentamento e de preservação da alvenaria recém-assentada em condições
climáticas adversas (excesso de calor, frio ou chuva);

d ) as juntas de dilataçáo e de controle devem ser previstas em projeto, pois permitem a movimen-
tação dos elementos componentes do prédio, por contração ou expansão devidas à variação
térmica, evitando o aparecimento de fissuras e trincas na alvenaria ou em elementos estruturais.
As juntas de controle devem ser previstas nas seguintes situações:

• mudanças bruscas de direções (formas de L, T e U);

• nos pontos em que há variação na espessura da parede,-

• nos pontos em que há variação brusca da altura da parede,-

• intersecções com pilares e vigas de concreto,-

• encontro da última fiada com a laje de cobertura.


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a) Mudança de altura b) Mudança de espessura

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c) Interseções com pilares d) Encontro com laje de cobertura

e) Abertura de portas e janelas

Fig. 28: Juntas de controle.


1 . 5 . 5 . 2 P r o j e t o de instalações hidráulicas

Deve-se utilizar a etapa de projeto para prever todas as soluções que evitem os rasgos nos bbcos para o
embutimento das instalações.

Rasgos de paredes significam re-trabalho, desperdício, maior consumo de material e mão de obra e, princi-
palmente, insegurança sob o ponto de vista estrutural devido à redução da seção resistente.

As soluções recomendadas para a passagem dos dutos hidrossanitários são as seguintes:

a) utilização de paredes nas quais não exista graute para o embutimento das tubulações, com pas-
sagem das mesmas pelos furos dos blocos.

b) aberturas de passagens tipo shâfts.

c) emprego de paredes com espessura menor, sobre as quais são instalados os dutos, com poste-
rior enchimento da diferença de espessura.

d ) emprego de tubulações aparentes.

e) nos casos em que não seja possível a utilização de blocos especiais, recomenda-se que as aber-
turas para passagem de tubulação e fixação de registros sejam feitas em bancadas fora do local
do assentamento.

A melhor alternativa, tanto do ponto de vista construtivo quanto estrutural, é o uso de shâfts. Deve-se prestar
atenção quanto à sua localização e dimensões. Eles podem ser fechados com painéis pré-fabricados, para-
fusados à parede, permitindo a remoção fácil em caso de verificação e manutenção.

Os banheiros e cozinhas devem ser projetados o mais próximo possível, de maneira que as instalações sejam
agrupadas. Dessa forma, haverá economia de espaço na arquitetura e redução do número de shâfts.

Os shâfts podem ter os mais variados tamanhos, dependendo do número de instalações que o projetista
conseguir agrupar.
1.5.5.3 P r o j e t o de instalações elétricas

O projeto elétrico é composto de instalações e tubulações de eletricidade, telefonia, interfones, antena co-
letiva, alarmes ou outros porventura existente.

Fig. 29: Blocos fabricados para fixação de caixinha 4 x 4 e 4 x 2.

O projeto elétrico deve ser definido a partir das especificações e condicionantes contidas no projeto arqui-
tetônico. A responsabilidade pelo detalhamento do Projeto Executivo deverá ser definida com o arquiteto,
apresentando nas elevações os locais em que deverão ser utilizados os blocos apropriados para instalações.

Os blocos vazados devem ser utilizados para a passagem dos eletrodutos embutidos. As caixas de tomadas
e interruptores podem ser previamente instaladas em blocos cortados, que, por sua vez, serão assentados em
posições predeterminadas da parede durante a execução da alvenaria. Alternativamente, pode-se colocar o
bloco cortado com espaço para a colocação posterior da caixa, que é então chumbada nele.

As caixas de quadros de distribuição e de passagem devem ser previamente definidas e especificadas no


Projeto Executivo, em dimensões que evitem cortes nas alvenarias para sua perfeita acomodação. O proje-
tista estrutural deverá ser informado das dimensões e posições desses quadros, para que detalhe o reforço
necessário na abertura e, assim, mantenha a integridade estrutural da parede.

Fig. 30: Instalação embutida nas células dos blocos.


1 . 6 Considerações f i n a i s do capítulo
de p r o j e t o

O capítulo de projeto não fecha a questão sobre procedimentos e métodos de trabalho, por isso, apresen-
tamos uma sugestão de diretriz para a concepção do projeto de alvenaria estrutural de blocos de concreto.

Não se trata de uma regra de projeto, é um caminho para que o projeto, desde sua concepção, já seja pensado
de forma modular e organizada para alvenaria estrutural. Cada passo em direção à solução do sistema constru-
tivo deve abranger criatividade e alternativas, visando o melhor resultado para a tipologia da edif cação.

É possível pensar no sistema construtivo antes mesmo da escolha do terreno. A finalidade a que se destina a
edificação, aliada a informações claras, comunicações e registros é fator de sucesso para essa escolha e um
bom resultado futuro.

O projeto de arquitetura, especificamente o de alvenaria estrutural, é o carro-chefe de um processo de


desenvolvimento que possui escopo, prazo, restrições financeiras, limitações tecnológicas, integração com
outras disciplinas, coordenação gráfica, risco e um produto final que deve ser aprovado e fornecer à obra
todo o subsídio necessário para a sua construção.

O planejamento, a comunicação e a organização dos projetos, seguindo uma seqüência prática, são quesitos
fundamentais para o bom desenvolvimento de todas as atividades dentro de prazo e qualidade adequados.

O organograma a seguir é um resumo do caminho do projeto de alvenaria e, como todo projeto, é específico
de cada situação possui suas particularidades e pode ser adequado, e implementado a outras situações de
projetos em alvenaria estrutural, pois nossa maior intenção foi esclarecer o leitor quanto às etapas a serem
cumpridas e os controle de qualidade em cada uma delas
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Capítulo 2
Detalhes de execucão
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Bloco de concreto

S = Área da Seção Transversal Útil


51 = Área da Seção Vazada
52 = Área da Seção Vazada

BLOCO MACIÇO

S=A.B S I + S2 < 25% de S

S I + S2 > 25% de S
Áreas

ÁREA BRUTA ÁREA LÍQUIDA


Área Bruta = S Área Líquida = S'
S = A.B S = A.B
S' = S-(S1+S2)

Bloco Estrutural 19x19x39 Bloco Estrutural 19x19x39


A = 39cm A = 39cm
B = 19cm B = 19cm
S = 39x19 = 741cm2 S = 741-363 = 378cm2

Bloco Estrutural 14x19x39 Bloco Estrutural 14x19x39


A = 39cm A = 39cm
B = 14cm B = 14cm
S = 39x14 = 546cm2 S = 546-256 = 290cm2
Alvenoria Estrutural

Capitulo 2 - Detalhes de execução

Bloco estrutural

Família de Blocos 14x39

14x19x39 14x19x19 14xl9:<39

14x19x19 14x19x19 14x19/28x19

14x19x54 14x19x34
3^Compensadores 1^x19x9
Compensadores 1^x19x4

Família de Blocos 19x39

19x19x39 19x19x19 19x19x39

19x19x19 19x19x19 Compensadores 19x19x9


Compensadores 19x19x4
Bloco estrutural

Família de Blocos 14x29

14x19x29 14x19x14 14x19x29

14x19x14 14x19x44

Família de Blocos 11,5x39

11,5x19x39 11,5x19x19 11,5x19x39

11,5x19x19
m Compensadores 11,5x19x9
Compensadores 11,5x19x4 11,5x19x36,5

Família de Blocos 11,5x24

11,5x19x24 11,5x19x24 11,5x19x11,5


Alvenorio Estrutural
... a
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Bloco de vedação

Família de Blocos 19x39

19x19x19 19x19x39 19x19x19

M Compensadores 19x19x9
Compensadores 19x19x4

Família de Blocos 14x39

14x19x19 14x19x39 14x19x19

í
14x19x34 14x19x54
1i
Compensadores 14x19x9
Compensadores 14x19x4
Bloco de vedação

Família de Blocos 11,5x39

11,5x19x39 11,5x19x19 11,5x19x39 11,5x19x19

I 1
11,5x19x19 Compensadores 11,5x19x9
Compensadores 11,5x19x4

Família de Blocos 9x39

9x19x39 9x19x19 9x19x39 9xl9xlÇ

9x19x19
I
Compensadores 9x19x9
Compensadores 9x19x4

Família de Blocos 6,5x39

6,5x19x39 6,5x19x19
Alvenorio Estrutural
- . . - t
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Tabelas comparativas de pesos de alvenaria

1. T i p o s d i v e r s o s de a l v e n a r i a

2 Arg. de Massa Massa Total 2


Peso/m Tijolos Chapisco
asserit. grossa fina peso/m
Tipo
Kg Kg Kg Kg Kg Kg
Parede de um
145 pç x 1,8 = 261,0 90,0 30,0 15,0 396,0
tijolo maciço
-

Parede de meio
78 pç x 1,8 = 140,4 45,0 -
30,0 15,0 230,4
tijolo maciço
Parede de um 38 pç x 2,8 = 106,4
135 45,0 15,0 30,0 15,0 237,5
tijolo 8 furos 16 pçs x 1,8 = 28,8
Parede de meio 18 Pçs x 2,8 = 50,4
70,2 20,0 15,0 30,0 15,0 150,2
tijolo 8 furos 11 pçsx 1,8 = 19,8

2 . A l v e n a r i a s d e bloco de concreto

2 2

Peso/m Blocos Arg. de assent. Massa fina Total peso/m


Tipo Kg Kg Kg Kg
19x19x39 12,5 x 14,8 = 185,0 15,0 15,0 2'5,0
14x19x39 1 2 , 5 x 1 1 , 6 =145,0 13,5 15,0 173,5
11,5x19x39 12,5 x 10,4 = 130,0 12,0 15,0 157,0
9x19x39 1 2 , 5 x 9 , 2 = 115,0 10,5 15,0 140,5
6,5x19x39 1 2 , 5 x 8 , 2 = 102,5 7,5 15,0 125,0
Primeira fiada
Alvenorio Estrutural
....................................m
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Fiada intermediária

Bloco Canaleta

Concreto Graute

Armadura Vertical

Bloco Canaleta

Armadura Horizontal
Ultima fiada ou respaldo

Concreto Graute

Armadura Vertical

Bloco Canaleta

Armadura Horizontal

Bloco Canaleta
Alvenorio Estrutural
• •
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Laje alveolar apoiada na parede estrutural

Painel Alveolar

Bloco Canaleta
Laje treliçada mista com EPS

Bloco em EPS
Armação de Distribuição
Capa de Concreto

Painel Treliçado

Concreto Graute

Bloco Canaleta

Armadura Horizontal

Apoiar as Vigotas após


Grauteamento das Canaletas

Bloco Inteiro
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Laje em painel treliçado

Capa de Concreto

Armação de Distribuição

Painel Treliçado

Concreto Graute

Bloco Canaleta

Armadura Horizontal

Apoiar as Vigotas após


Grauteamento das Canaletas

Bloco Inteiro
Laje em steel deck
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Laje treliçada mista

Bloco em EPS
Armação Positiva
Capa de Concreto

Armação de Distribuição

Vigota Treliçada

Concreto Graute

Bloco Canaleta

Armadura Horizontal
Apoiar as Vigotas após
Grauteamento das Canaletas

Bloco Inteiro
Laje maciça bidirecional
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Dimensão modular com bloco de 30 (14x19x29)

Dimensão Modular
Oimensáo de Ajuste

Piso

úP i \ O
U
\
Verx
Det.01 ^
U|00[0jy OlQÕlOl OCÍGl loo u JDet.
Ver
02
" 59 W i 59 75 44 0,76 44 "

4,79 (OIMENSÃO NOMINAL)


4.80 (DIMENSÃO DE COORDENAÇÃO)

• •
1
u •O G
14 29
floõ •
T Zpr
1

Detalhe 0 1 Detalhe 02
Dimensão modular com bloco de 40 (14x19x39)
Dimensio de Coordenação
1 , Dimensão de Ajuste
39 39

a Dimensão Nominal
ri
cr-

r
i Ov
! Piso

p•»
• " \

• ) ( •
Ver >
u DO|i - / • • • caj a u / Ver
Det. 01
» 1.21 69
|
81 39
\
81
^ -U 39
Det. 02

4,79 IOIMENSAO NOMINAL)



o?
r
av

19 39 —
i 1
39

Detalhe 0 1 Detalhe 0 2
Alvenoria Estrutural
a
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Padrões de assentamento

Carga

^ ^ \|/ \J/» \ / \ / \|/

Bloco Canaleta
ca Junta amarrada

Carga

^ ^ ^ ^ ^ ^ \J/ \ ^
L _

Junta a prumo
Bloco Canaleta
A cada 3 fiadas

Bloco Canaleta

Junta a prumo
com meio bloco
Argamassa

Função da a r g a m a s s a :

• lisar os componentes da estrutura,

• vedar as juntas contra entrada de ar e ásua.

Componentes:

• cimento,

•cal.

• areia.

Propriedade dos componentes:

• Cimento.

• resistência.

• durabilidade.

• Cal.

• trabalhabilidade da arsamassa.

• retenção de ásua.

• plasticidade.

• Areia.

• enchimento e resistência da mistura.

• diminui o assentamento da massa, evitando retração.

Traços: Tabela ASTM - C270


Em volume

Tipo Resistência à compressão Cal hidratada Areia


Cimento Portland
argamassa mínima (28 dias) M P a Mínimo Máximo Mínimo Máximo
M 175 1,00 - 0,25 2,81 3,75
0,25 - 2.81 3.75
S 126 1,00
- 0,5 3,37 4,50
0,50 - 3.37 4,50
N 53 1,00
- 1,25 5.06 6,75
1,25 - 5.06 6,75
O 25 1,00
- 2,50 7,87 10,50
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Colocação de argamassa

Bloco Estrutural
Argamassa nas paredes
Longitudinais e Transversais

Argamassa

Argamassa

Argamassa
Acabamento das juntas

y
\
N
/ \
/
Alvenaria Aparente /
/

/
n n -i \ {

\
\
\
Frisador 01/2" \ /
\

Junta Frisada em "U"


(arredondada)

^ N
/ \
/ \
/
/
Alvenaria Aparente /

r
1

\
\
\ /
\ /
3 Frisador em"U" \

J
Junta Frisada em "U" (reto)
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Acabamento das juntas

Alvenaria Revestida
Gesso (3mm) ou
i-i
Massa Fina (5mm)

O pedreiro deve retirar o


exceso de massa com a colher,
quando os blocos forem
assentados.

Junta "Tomada"
(em geral parede revestida)

\
/ \
/
/

Alvenaria Aparente /

r 1

\
\
\ /
Frisador e m " V " V

L J
Junta Frisada em"V'
Graute

Definição:

É um concreto com agregados miúdos destinado ao preenchimento dos vazios dos blocos, nos locais espe-
cificados pelo projetista da estrutura.

Preparação e lançamento:

Deve ser misturado em betoneira na obra ou ser usinado em centrais externas e enviado para a obra por meio
de caminhões betoneiras.

Componentes:

• areia;

• pedrisco;

• cimento;

• cal.

Recomenda-se vibrar o sraute por camadas, quando do lançamento, tomando-se os cuidados necessários
para não abalar a parede já erguida.

Traços: Tabela da A S T M - C-476


Em volume

Cal hidratada Agregados


Tipo Cimento Portland
Mínimo Máximo Mínimo Máximo
0 - 2,25 - 3,00 -

Graute fino 1,00


- 0,1 2,47 - 3,30 -

0 - 2,25 - 3,00 1,00-2,00


Graute grosso 1,00
- 0,1 2,47 - 3,30 1,00-2,20
Alvenorio Estrutural

Capitulo 2 - Detalhes de execução

Volume do g r a u t e

Preenchimento vertical dos vazios: blocos


Secções do vazio Volume (m3)
Volume (m3)
Blocos por 2,60 m.l.
Dimensões (mm) Área (m2) por m.l.
(Pé- direito)
19x19x39 122,5 x 152,5 0,0187 0,0187 0,0486
14 x 1 9 x 3 9 87,2x 153,5 0,0134 0,0134 0,0348
11,5x19x39 65x153 0,0099 0,0099 0,0260
9x19x39 45 x 159,5 0,0072 0,0072 0,0190

Preenchimento horizontal dos vazios: canaletas


Secções do vazio Volume (m3)
Canaletas
Dimensões (mm) Área (m2) por m . l .

19x19x39 0,020á
1 9 x 1 9 x 19 1 3 3 x 7 7 x 146,5 0,0154 0,0154
19x19x39 0,0141
1 4 x 1 9 x 19 9 3 x 6 3 x 146,5 0,0114 0,0114
9x19x19 4 3 x 4 0 x 156,5 0,0065 0,0065

Essas tabelas têm como objetivo facilitar o trabalho do orçamentista para cubicasem do concreto "graute"
em blocos estruturais.
Fundação

Armação Vertical

Sapata Corrida
Armação Vertical

Bloco Inteiro

Armação
• *j
ImpermeabilizaçSj
XX Solo Regularizada

V.

Radier
Alvenoria Estrutural

Capitulo 2 - Detalhei de execução

Fundação

Chumbador

Bloco Inteiro

Bloco Inteiro

INTERIOR
EXTERIOR

Impremeabilização

_Viga Baldrame de
Concreto A r m a d o
Chumbador Bloco das Estacas de
Concreto A r m a d o

Estacas ou Brocas

ESTACAS OU BROCAS
Embasamento

Armação Vertical

Bloco Inteiro

INTERIOR
Cinta de Amarração
Armação Corrida

Bloco Canaleta

Bloco Inteiro

Impermeabilização

Sobreposição de Armação Vertical

Bloco Inteiro

EXTERIOR

Impermeabilização
/ .

Bloco Inteiro

Sapata Armação
Lastro
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Embasamento com laje

Armação Vertical

Nervura Pré-moldada

Armação Corrida

Argamassa de Assentamento

Sobreposição de Armação Vertical

Bloco Inteiro

Impermeabilização

Bloco Inteiro

Armação
Sapata
Lastro

/ A A / y A/
Secções
Alvenoria Estrutural

Capítulo 2 - Detalhei de execução

Platibanda

• •L ferragem Horizontal

Argamassa de Assentamento

Ferragem Vertical

Argamassa com
Impermeabilizante

Proteção Térmica • • • • • • • • • • • • •

Laje de Cobertura
com vigota Pingadeira

Rufo Metálico
Ferragem Horizontal
1.
Telhas
Bloco Inteiro
3
Estrutura do Telhado
Argamassa de Assentamento

Ferragem Vertical

r Argamassa de Revestimento

Não concretar a laje junto


à canaleta. Isolar com
papel betuminado ou neoprene
Laje de Cobertura Maciça
Oitõo

Telhamento
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Amarração

20x20

19

39

15 Fiada 2ã Fiada
15x15

Bloco Especial


34
14 39
13 Fiada 2* Fiada
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Amarração

20x7

• •



Armação com Tela

s
n 39


i
i
39

• 19
12 Fiada 23 Fiada
Amarração
Alvenorio Estrutural
... a
Copitulo 2 - Detalhes de execução

Amarração

1 2 x 1 2

11,5
h —

o Amarração com Tela

CD
T u

C D C D C _ J C _ )

39
13 Fiada 22 Fiada
Amarração

1 0 x 1 0

( )

13 Fiada Fiada
Alvenorio Estrutural
.... a
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Bloco tipo " J "

A s s e n t a m e n t o de Bloco T i p o "J", para execução de cintas, vergas e contravergas.

Bloco Tipo "J" Compensador

Bloco Tipo "J"

Graute

Armação
Intersecções

141 Contrapiso

50
1
Laje Alveolar Pré-Fabricada

L
Armação Opcional de Engastamento colocado nas Chavetas

Armação da Cinta

Armação de Parede

Transversal
14

Contrapiso

i 000; Laje Alveolar Pré-Fabricada

Armação da Cinta

Armação de Parede

Longitudinal

14
Alvenoria Estrutural

Capitulo 2 - Detalhei de execução

Apoio lateral de laje pré-fabricada

Concreto de Periferia

Concreto de Periferia

SEQÜÊNCIA PARA OBRA:

1. A s s e n t a r a Canaleta.
2. Colocar a A r m a ç ã o Pré M o l d a d a .
3. G r a u t e a r a Canaleta.
4. C o l o c a r o Painel d e Laje.
5. A s s e n t a r a peça Pré M o l d a d a .
6. C o n c r e t a r a Periferia.
7. A s s e n t a r a P r i m e i r a Fiada d o A n d a r Superior.
Apoio de laje em níveis diferentes

Forro Forro

Laje laje Pa nel


Concreto Graute

Ferro Corrido

Bloco Canaleta

Apoio Mínimo p j r j
Vâo de até 4m
laje

mcreto Graute Ferro Corrido Concreto Graute

x o Canaleta Bloco Canaleta

Bloco Inteiro 14

Enchimento de Concreto

Laje Piso

T
•0.40
jr Dl' Bloco Inteiro 9

Ferro Corrido
Concreto Graute

1
8loco Canaleta 14
Piso


Enchimento de Concreto
0.00
J J ±
/ vf
r

D
T

14 14
Alvenaria Aparente
(Caixa 4"x2" ou 4"x4")

u


y



n
Alvenaria Revestida
(Caixa 4"x2" ou 4"x4")
Vigas e vergas

15

VÃO LIVRE
Apoio

Estribo 01/4" a cada 20cm

• • u u- -u L>— •

15

V VÃO LIVRE 19

Estribo 01/4" a cada 20cm

II II
II II
IL ! L JL JL
=== ±
15

VÃO LIVRE
Apoio

As visas são elementos seralmente horizontais que suportam cargas que atuam perpendicularmente à sua direção
de maior comprimento,- as vergas são vigas especiais sobre determinados vãos - , corno portas e janelas.
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Verga

Preencher os furos com Graute


Bloco Inteiro

Estribo 0 6mm cada 20cm

Armação

Escoramento
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Fixação de batente

Batente de Madeira
ELEVAÇÃO
Parafuso
Meio Bloco de Concreto
Bucha

Corte A.A - Com Bucha e Parafuso

Batente de Madeira
Meio Bloco de Concreto
Espuma de Poliuretano
Graute
1 f_

Corte A.A - Com Espuma de Poliuretano


Batente fixado com grapa
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Verga de porta
Revestimento

Látex (Não-lmpermeabiliza)
• -1
Caiação (Não-lmpermeabiliza)

r Silicone (Pouca Durabilidade)


Tintas Acrílicas (5 a 8 anos)
Revestimento Sintético (5 a 10 anos)
Verniz Acrílico (5 a 8 anos)

Tintas à base de cimento (5 a 10 anos)

Monocapa

^ Cerâmica com Junta Projetada

Textura sobreChapisco +Reboco

INTERIOR EXTERIOR

1
Caiação

Látex

Gesso direto no bloco


Massa fina direto no bloco
Massa Fina Industrializada
Epóxi

Azulejo colado

Textura
Alvenoria Estrutural
• •
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Elemento vazado

B L O C O INTEIRO MEIO BLOCO

MEIA CANALETA MEIA CANALETA


Pingadeira

Pingadeira de uma aba Pingadeira de duas abas

. Pingadeira em concreto
U de uma aba
• •
Impermeabilizante

Bloco Inteiro
yV/
ríSÚ

Jardineira M u r o , Platibanda ou Parapeito

Rufo Metálico

Chapa Galvanizada, Cobre ou


ou Alumínio

Bloco Canaleta

Rufo

Armação Horizontal Armação Horizontal

Bloco Canaleta Bloco Canaleta


14x19x39

Bloco Inteiro Bloco Inteiro


9x19x39

Armação Vertical Armação Vertical

M u r o de Divisa M u r o ou Platibanda
Alvenoria Estrutural

Capítulo 2 - Detalhei de execução

Modelos de pingadeiras

Cimalha
-nJ»
//
n
n

w Áreas protegidas
rr
//
w
Cobertura

7mm de projeção 39mm de projeção 39mm de projeção


Bloco

Resistência à compressão do bloco.

P = Carga aplicada no bloco


S = Área bruta do bloco
fb = Resistência à compressão

Exemplo: 9.260N =12 .5MPa


741cm2

P = Carga aplicada no bloco


S = Área bruta do bloco
fb = Resistência à compressão

Exemplo: __|825N_
546cm2
Alvenorio Estrutural
... a
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Prisma

DEFINIÇÃO: é o corpo de prova da alvenaria.

OCO

P = Carga aplicada no prisma


s = Área líquida do prisma
fp = Resistência a compressão

Exemplo: 5.500N
= 16MPa
344cm2

CHEIO

P = Carga aplicada no prisma


S = Área bruta do prisma
fp = Resistência a compressão

P
fp =
S

Exemplo: 15.000 N = 20.2MPa


741cm2
Escada Tipol

Viga "L" Pré-Moldada

Lance de Escada
Pré-Moldado

Laje Alveolar ou
Maciça Pré-Fabricada

Perspectiva isométrica

Corrimão Metálico

Lance de Escada Pré-Moldado Laje Alveolar ou


Maciça Pré-Fabricada
Alvenaria Armada

•laDIDOlOOlDDIDDIDDIDaiDDIDDiaapD
Planta
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Detalhe de escada Tipo 1

• A 19.

Enchimento de Concreto

Painel Alveolarou
Maciça Pré-Fabricada

71 Viga " L " Pré-Moldada

O •
• • Bloco de Estrutural



• A
Planta

Painel Alveolar ou Maciço Pré-Fabricado

Enchimento de Concreto

T
Bloco de Estrutural
1
\ i Viga "L" Pré-Moldada
1

Lance de Escada
1 Pré-Moldada

Bloco Canaleta

Corte A.A
Escada Tipo 2

Peça de Apoio em
Concreto Pré-Moldado

Degrau em "L" Pré-Moldado

arede de Alvenaria Armada

Painel Pré-Moldado

Painel Pré Moldado

Perspectiva Isométrica

Alvenaria Armada

• I D Q I D D D D I D D I D D l Q O I D D I D D l D D I D D I O D I C D D l
Painel Pré Moldado

Painel Pré Moldado

m çp\mcD\mcD\mcD\mcD Alvenaria Armsda

Degrau em T '
Pré Moldado

• I D Q l D D I D D I D D l D D l D Q P D P D l D D l D O I Q O l Q D l

Planta
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Detalhe de escada Tipo 2

• A

Painel Pré-Moldado

E n c h i m e n t o d e Concreto

I - Painel Pré-Moldado

o Degrau em "L" Pré-Moldado

o
• •
o Bloco Estrutural

• •
Planta

• A

Painel Pré-Moldado

Enchimento de Concreto

Bloco Estrutural

i r^r
n Peça de Apoio em Concreto
Pré-Moldado

Degrau em "L" Pré-Mcldado

Corte A.A
Definição: é um elemento de alvenaria que substitui o pilar

junta de controle

• • • ! • •w ~mr • • • • •
Fiada
9. •

i
Junta de controle Ferro de Espera para
3marraç3o dos painéis

IU 1 •
• *
• DD
2â Fiada mm Estribo nas juntas a
cada 20 cm

Pilastra Isolada dos Painéis de Alvenaria


Capítulo 2 - Detalhes de execução

Pilastras incorporadas

Definição: é um elemento de alvenaria que substitui o pilar


convencional para apoio de carga concentrada.

•• • •


———


• 1

22 Fiada

Pilastra Incorporada ao Painel de Alvenaria


Piscina

Armadura

Dimensão, Espaçamento e Quantidade


de Barras depende da profundidade da Piscina

Impermeabilização e Revestimento
Processos Usuais

Malha Dupla
Elctrosoldada
Alvenoria Estrutural
...................................- •
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Piscina

Concreto 6,51 m3
Ferro 706,97 kg
Graute 3,29 m3
Bloco inteiro 221 peças
Bloco canaleta inteira 278 peças

Concreto 9,32 m3
Ferro 672,72 kg
Graute 2,09 m3
Bloco inteiro 180 peças
Bloco canaleta inteira 198 peças

10,00

Concreto 9,42 m3
Ferro 502,22 kg 8
LO
Graute 2,59 m3
Bloco inteiro 231 peças

1l! 1
Bloco canaleta inteira 231 peças
Concreto 9,52 m3
Ferro 969,87 ks
Graute 3,65 m3
Bloco inteiro 318 peças
Bloco canaleta inteira 368 peças

ISS?
Concreto 7,44 m3
Ferro 593,25 k 3
Graute 3,89 m3
Bloco inteiro 392 peças
Bloco canaleta inteira 321 peças

12,00

Concreto 12,71 m3
Ferro 966,69 ks
Graute 3,23 m3
Bloco inteiro 258 peças
Bloco canaleta inteira 301 peças

18.40

Concreto 19,02 m3
Ferro 2145,94 ks
Graute 498 m3
Bloco inteiro 332 peças
Bloco canaleta inteira 400 peças
Bloco meio bloco 24 peças
Alvenorio Estrutural
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Muro de divisa
•A
2.01

p o i o o i a í o o t c i c ^
. |
AA Junt» de Controt* I 05/16*

l co dc Concreto Aparento ou Fí it*do


Bo
tom late*

I I I I

ImpcrmwbU
li aço
i
•A
Vista

Bloco Canaleta 14x19x39

Bloco Inteiro 9x19x39

8loco Inteiro 14x19x39

3 0 5mm

Estribo 0
cada 30cm
1 1
55

Corte A.A
Muro de arrimo

Até l,80m
Impermeabilização

2 0 12,5" cada 40cm

Sapata

Bloco Canaleta

Bloco Inteiro

Armação
Solo

Pedral e Pedrisco

Prever Drenagem
Chumbador

Armação

à •-....•.-,.
Sapata

— 1 • -
Alvenorio Estrutural
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Murro de arrimo com gigantes

Alvenaria de Contenção com Armadura vertical


Vista do Gigante (A.A)

Aterro

Ferro corrido de pequeno


diâmetro entre as fiadas

Arrimo

^ Laje de base

A—-

T
n n
n •
c Laje de base n Laje de
rs
n
L-J
i5 base
• •
B — i
• Cortina •
D O I D O U • • • • • I D O D D u • D D I O D I

Planta da Fiada - Cortina e Giagantes Corte vertical


da cortina (B.B)
Elevação de um M u r o

I I I 1 b
r V i V i ' I 1. I . I . I
I I I I
I I I I I I I I I I I I
l i i i i i i i i i

ssssssssav
1,1.1.1
' ' •••••• • •
1 i i i

Alvenaria retrai mais que a fundação

Fissura no M u r o (exagerando)

lO.OOrn lO.OOro
I . I . I . I . I . I . I . I . I . I . I . I I •I •I I • I •I
I I I n £ r
I I I I I i i i i i i i i
i r i i i
i .i I . I . I
LZDlL i i i i i X I
i i i i i i i
r n i i i i i i i i i i znii
i i i i i i i i i

Previsão de Junta de Controle

Meio Meio
Bloco Bloco

0,S<m
Bloco Bloco

Meio Meio
Bloco Bloco

Planta
Bloco Bloco
Espuma Betuminada
ou EPS com Mastique

Elevação
Capitulo 2 - Detalhes de execução

Junta de controle

a)

Junta a Prumo

Selante

Perfil de Borracha Blocos Ranhurados


ou PVC

b) c) Argamassa

Perfil de borracha
Q Papel de Filtro

d) Graute _Argamassa

7 Ç

L Conector de Aço
bá Tela Metálica Dobrada

f)
"Ferro-cabelo"
(04,2 ou 5mm)

— (

! Argamassa
Acústica
Ensaios p a r a STC * em paredes de 10 cm

Descrição da parede Peso kg/m 2 STC

Parede sem tratamento-Bloco vazado 9 x 1 9 x 3 9 126 41

Parede com pintura em ambas as faces - Bloco vazado 130 44

1 cm de argamassa de revestimento em ambas as faces 141 50

Ensaios p a r a STC em paredes de 15 cm

Descrição da parede Peso kg/m2 STC


Parede sem tratamento - Bloco vazado 9 x 19 x 39 166 45
Parede com pintura em ambas as faces - Bloco vazado 173 48
1 cm de argamassa de revestimento em ambas as faces 194 51

Ensaios p a r a STC em paredes de 20 cm

Descrição da parede Peso kg/m5 STC


Parede sem tratamento - Bloco vazado 9 x 19 x 39 215 52
Parede com pintura em ambas as faces - Bloco vazado 220 54
1 cm de argamassa de revestimento em ambas as faces 222 55

C ) STC (Sound Transmisson Class): p e r d a d e transmissão d e som; valores e m decibéis.

O b s e r v a ç ã o : essas t a b e l a s foram extraídas d o Boletim TEK n 2 69 d a N C M A (National Concreto Masonry Association)


e são válidas para freqüências d e 125 a 4.000 Hz.
Capítulo 2 - Detalhes de execução

Paredes termo-acústicas

15 19

Bloco Inteiro de 10 Bloco Inteiro de 7


^. . Vazio
Lajota Bloco Inteiro de 7
n
r|

1
Argamassa de Argamassa de
Assentamento Assentamento
Grapa Fixada na Lajota

15 27

n Bloco Inteiro de 10
m
Lajota Split

Argamassa de
Assentamento

Revestimento com Split

Parede Térmica Parede Termo-acústica


Abertura para limpeza

Bloco com abertura destinada a limpeza dos pontos que serão grauteados.

Espera

i
Capítulo 2 - Detalhes de execução

N o r m a s Brasileira da A B N T
(Associação Brasileira de N o r m a s Técnicas)

Norma Título
NBR ó. 136/2007 Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria
NBR 12.118/2007 Ensaio de Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria
Prisma de Blocos Vazados de Concreto Simples para
NBR 8.215/1983
Alvenaria Estrutural Preparo e Ensaio à Compressão
Execução e Controle de Obras em Alvenaria Estrutural
NBR 8.798/1985
de Blocos Vazados de Concreto
NBR 8.949/1985 Paredes de Alvenaria Estrutural — Ensaio à Compressão Simples
NBR 10.837/1989 Cálculo de Alvenaria Estrutural de Blocos Vazados de Concreto
Paredes de Alvenaria Estrutural - Determinação d a resistência
NBR 14.321
a o cisalhamento
Paredes de Alvenaria Estrutural - Verificação da resis*ência à
NBR 14.322
flexâo simples ou à flexocompressào
Capítulo 3
Assentamento de blocos
Alvenorio Estrutural
a
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

3 . 1 P a s s o a p a s s o de a s s e n t a m e n t o de blocos

Fig. 1: Linha de referência para colocação dos blocos


Fig. 4: Colocação das primeiras peças

Fig. 5: Colocação das peças seguintes


Alvenoria Estrutural
............... a
Capítulo 3 - Assentamento de blocos

Fig. 7: Conferência da verticalidade (prumo)

Fig. 8: Verificação do alinhamento

Fig. 9: Elevação das fiadas seguintes


Fig. 10: Conferência da verticalidade (prumo)
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Fig. 13: Verificação do alinhamento em diagonal

Fig. 14: Colocação da linha de referência para alinhamento dos blocos intermediários
Fig. 17: Assentamento de um bloco
Capítulo 3 - Assentamento de blocos
Fig. 21: Colocação do concreto graute nos furos em alvenaria armada
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••••• •
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

3 . 2 S e q ü ê n c i a de a s s e n t a m e n t o
Fotos: Mârcelo Scãndâroli

A mão de obra utilizada na produção de alvenaria estrutural é constituída de pedreiros e serventes. Carpin-
teiros e armadores da construção convencional para execução de pilares e vigas não são utilizados nesse
sistema construtivo, uma vez que as barras de aço, quando necessárias, são lançadas nos vazados dos blocos
pelos próprios pedreiros, náo existindo fôrmas.

Para a correta aplicação dos blocos de concreto é necessário que se explique ao pedreiro, para treiná-lo,
apenas os detalhes exigidos para a boa alvenaria. A experiência de muitos anos tem demonstrado que o
operário da construção civil aprende rapidamente a executar uma boa alvenaria desde que devidamente
orientado.

Apresentamos, neste capítulo, uma série de fotos para ilustrar aos pedreiros os detalhes importantes a serem
seguidos nas elevações das paredes de blocos de concreto. O objetivo dessa série de fotos com legendas
apresentadas a seguir é fazer com que os colegas que trabalham em obras transmitam aos mestres, encar-
regados e aos próprios pedreiros os detalhes da melhor maneira de assentamento dos blocos de concreto.

Cabe aqui lembrar que as escolas SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que mentem cursos
de mão de obra de alvenaria, devem sempre ser contatadas para um treinamento mais extenso na formação
do pedreiro assentador de blocos de concreto.

Foto 1: Quando uma obra dispõe de grua ou guindaste telescópico para descarga,
estocagem e transporte vertical dos materiais, o bloco de concreto
deve ser entregue pelo sistema paletizado.
Foto 2: Aqui os blocos móis usados na alvenaria estrutural (14x19x39 e 19x19x39), produzidos
industrialmente com medidas modulares. arestas vivas, aspectos homogêneo e compacto.

Foto 3: No canteiro de obra, os blocos sào protegidos contra a umidade,


evitando que sejam molhados.

Foto 4: O paliei de blocos é então transportado para o andar do edifício em construção.


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Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 5: Chegando no andar o ajudante retira o filme de polietileno utilizado


como embalagem dos blocos para o transporte até a obra.

Foto 6: No andar, o ajudante abastece o pedreiro


que está iniciando a marcação das paredes.
Foto 7: A primeira fiada admite uma espessura de argamassa
de 1 a 2 cm para nivelamento de todas as paredes do andar.

Foto 8: Os blocos devem ser alinhados.


Capitulo 3 - Assentamento de blocos

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Foto 9: Os blocos devem ser nivelados.

Foto 10: Os blocos também devem ser prumados.


Foto 11: As fiados devem seguir a altura modular de 20 cm
(ou seja, 19 cm da altura do bloco mais 1 cm da junta de argamassa).

Foto 12: Qualquer mudança de posição


será feita antes da argamassa endurecer.
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 13: Se o bloco for colocado muito fora de posição


na parede, deverá ser batido até sua posição correta.

Foto 14: Poderá se formar uma trinca na argamassa


de assentamento prejudicando a sua aderência ao bloco.

Foto 15: O realinhamento de um bloco não deverá ser tentado


depois que a fiada superior for assentada.
Foto 16: Quondo se tratar de alvenaria estrutural, a argamassa deve ser
espalhada também nas paredes transversais dos blocos para garantir
uma perfeita transmissão do esforço do bloco superior ao inferior.

Foto 17: A argamassa deve ser estendida sobre as paredes do bloco em quantidade
tal que uma certa porçòo é expelida ao não ajustar-se o bloco na sua posição.

Foto 18: O excesso é recolhido com a colher do pedreiro, raspando-a na


superfície dos blocos, evitando-se. assim, que manche a textura original.
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 19: Os blocos devem ser colocados em pé para receber


a argamassa que comporá a junta vertical entre eles.
Foto 21: A argamassa deve ter plasticidade suficiente
para aderir às juntas verticais enquanto o bloco está sendo posicionado em seu lugar.

Foto 22: O fechamento deve ser feito sem que


as juntas fiquem muito estreitas ou muito largas.
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Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 23: O fechamento deve ser feito espalhando-se


previamente a argamassa em todas as bordas dos
bem como nas bordas dos blocos já assentados

Foto 24: No caso de um vão amodulado deve-se usar


o compensador para preenchimento do vão.
Foto 25: Ocasionalmente quando a junta vertical não fica cheia
por uma razão ou outra, ela deve ser preenchida com argamassa
adicional enquanto a argamassa da parede ainda estiver fresca e plástica.

Foto 26: As canaletas para alvenaria estrutural chegam normalmente


com as paredes marcadas para serem removidas.
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Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 27: O ajudante prepara a canaleta cortando


as plaquetas indicadas para entregar ao pedreiro.

Foto 28: No caso de passagem da armação vertical ou conduíte


o fundo de uma ou das duas células da camada deverá ser removida.
Foto 29: As canaletos sào então assentadas aguardando
a armação horizontal que será colocada dentro dela.

Foto 30: Em seguida são concretados os furos verticais


que contém armação e as canaletas.
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Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 31: A argamassa deve ser preparada


em uma argamassadeira no andar.

Foto 32: A argamassa deve ter consistência para suportar


o peso do bloco e mantê-lo no alinhamento.
Foto 33: A orgomossa deve estar mole
e plástica sempre que o pedreiro for usá-la.

Foto 34: O pedreiro nào deve nunca usar


a argamassa ressecada e caída na laje.
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 35: No caso da lança da grua nào atingir todo o perímetro


de pavimentos muito grandes,...

Foto 36:... os blocos são retirados dos pâlets e colocados


no carro apropriado para transportá-los no andar.
Foto 37: Antes do grouteomento vertical, deve-se proceder
a remoção da argamassa caída durante a execução da
alvenaria por meio de aberturas feitas nos blocos da primeira fiada.

Foto 38: Após a quinta ou sexta fiada, os pedreiros trabalham


sobre um andaime continuando o assentamento dos blocos.
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Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 39: A preparação dos blocos elétricos que receberão


as caixinhas 4" x 2" e 4" x 4" é feita com o disco de corte.

Foto 40: Os blocos são marcados e em seguida serrados.


Foto 41: As caixinhas são, então, chumbadas nos blocos.

Foto 42: Os vãos de portas, de módulo 22 m,


podem receber uma peça pré-moldada
de ajuste dep endendo do tipo de batente.
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 43: Deixa-se um vão modular para


a colocação das caixas de mangueira de
incêndio junto à prumada (coluna) de água.

Foto 44: Normalmente, deixa-se um espaço (shâft)


nas lajes para descida das prumadas de hidráulica que se
distribuirão em uma parede de vedação no andar.
Foto 45: Do mesmo modo. as prumadas elétricas
e de telefonia podem correr por um shoft.

• •• •
Foto 46: O trabalho dos pedreiros no andar é precedido
sempre da colocação de uma proteção na periferia
do edifício para segurança contra quedas.
Capitulo 3 - Assentamento de blocos

3 Equipamentos auxiliares

Foto 1: Carrinho porta-pallet para Foto 2: Bisnaga para aplicação de


blocos argamassa de assentamento

Foto 3: Escantilhào e régua Foto 4: Kit masseira e carrinho para


gabarito deslocamento.
Foto 6: Gabarito para porta.

Foto 7: Gabarito de janela. Foto 8: Gabarito de janela.


Capitulo 3 - Assentamento de blocos

Foto 11: Régua-guia para frisador de argamassa de revestimento de fachada.


Capítulo 4
Manufatura e ensaios
Alvenoria Estrutural

Capitulo 4 - Manufatura e ensaios

4.1 Manufatura

A manufatura de blocos vazados de concreto exise requisitos serais e específicos dos componentes a
serem utilizados em alvenaria estrutural e de vedação, de acordo com a NBR 6136/2007 da ABNT que
estabelece o seguinte:

Requisitos gerais

Classificação quanto ao uso:

Classe A - com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima ou abaixo do nível do
solo.

Classe B - com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo.

Classe C - com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível co solo.

Classe D - sem função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo.

O b s e r v a ç ã o : recomenda-se o uso d e blocos c o m f u n ç ã o estrutural Classe C, designados MIO. para e d i f i c a ç õ e s de,


no máximo, um pavimento; os designados M l 2 , 5 p a r a e d i f i c a ç õ e s d e , no máximo, dois pavimentos; e os designa-
dos M15 e M20 para e d i f i c a ç õ e s maiores.

Outros requisitos (trecho extraído da NBR 6136/2007):

"4.3.1 Os blocos devem ser fabricados e curados por processos que assegurem a obtenção de um
concreto suficientemente homogêneo e compacto, de modo a atender a todas as exigências desta
Norma. Os lotes devem ser identificados pelo fabricante segundo sua procedência e transportados
e manipulados com as devidas precauções, para não terem sua qualidade prejudicada.

4.3.2 Os blocos devem ter arestas vivas e não devem apresentar trincas, fraturas ou outros defeitos
que possam prejudicar o seu assentamento ou afetar a resistência e a durabilidade da construção,
não sendo permitido qualquer reparo que oculte defeitos eventualmente existentes no bloco.

4.3.3 Por ocasião do pedido de cotação de preços, o comprador deve indicar o local da entrega
do material, bem como a classe, a resistência característica ã compressão, as dimensões e outras
condições particulares dos blocos desejados especificados no projeto.

4.3.4 Para fins de fornecimentos regulares, a unidade de compra é o bloco. ~


Requisitos específicos

Estabelece as dimensões para os blocos vazados de concreto modulares e submodulares:

Tabela 1 - Dimensões reais

Famílias de blocos
Nominal 20 15 12,5 10 7.5

M - M -
Módulo M - 15 M - 12,5 M - 10
20 7.5
Designação Amarraçào 1/2 1/2 1/2 1/3 1/2 1/2 1/3 1/2
1/2 1/2

20 20 15 12.5 12.5 12.5 10 10 10 7.5


Linha X X X X X X X X X X
40 15 30 40 25 37,5 40 30 30 40

Largura ( m m )
190 140 140 115 115 115 90 90 90 65

Altura ( m m ) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190

Inteiro 390 390 290 390 240 365 390 190 290 390

Meio 190 190 140 190 115 - 190 90 - 190

2/3 - - - - - 240 - - 190 -

1/3 - - - - - 115 - - 90 -

Comprimento Amarração L - 340 - - - - - - - -

(mm)
Amarraçào T - 540 440 - 365 365 - 290 290 -

Compensa-
90 90 - 90 - - 90 - - 90
dor A

Compensa-
40 40 - 40 - - 40 - - 40
dor B

O b s e r v a ç ã o : a s tolerâncias permitidas nas dimensões dos blocos indicados na Tabela 1 são d e ± 2,0 mm p a r a
largura e t 3,0 m m para altura e comprimento.

Os c o m p o n e n t e s d a s famílias d e blocos d e c o n c r e t o tèm sua m o d u l a ç ã o determinada, d e a c o r d o c o m as ABNT


NBR 5706 e NBR 5726.
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Capítulo 4 - Manufatura e ensaios

Tabela 2 - Designação por classe, l a r g u r a dos blocos e espessura

mínima das paredes dos blocos

Paredes transversais
Paredes longitudinais ' Espessura
Classe Designação Paredes'
mm equivalente 2
mm
mm/m
M-15 25 25 188
A
M-20 32 25 188
M-15 25 25 188
B
M-20 32 25 188
M-10 18 18 135
M-12,5 18 18 135
C
M-15 18 18 135
M-20 18 18 135
M-7,5 15 15 113
M-10 15 15 113
D M-12,5 15 15 113
M-15 15 15 113
M-20 15 15 113
1 Média das medidas das paredes tomadas no ponto mais estreito

2 Soma das espessuras de todas as paredes transversais aos blocos (em milhões), dividida pelo comprimento
nominal do bloco (em metros)

Requisitos físicos-mecânicos
Estabelece os limites de resistência mínima à compressão por classe, limites máximos de absorção média
para asresados normal e leve e retração linear por secasem máxima conforme a tabela a sesuir.

Tabela 3 - Requisitos p a r a resistência característica à compressão,

absorção e retração

Resistência
Retração'
Classe característica / r l r Absorção média em %
%
MPa
Agregado normal Agregado leve
A £6,0
B >4.0 £ 13,0% (média) S 0,065%
< 10,0%
C >3,0 i 16.0% (individual)
D >2,0
' Facultativo

A NBR 6136/2007 estabelece também como o comprador ou seu representante lesai deve orsanizar o tama-
nho da amostra.
Tabela 4 - Tamanho da Amostra

Número mínimo de blocos para Número de blocos


Número de Número de blocos da
ensaio dimensional e resistência para ensaios de ab-
blocos do lote amostra
à compressão sorção e árec líquida
Critério Critério
Prova Contraprova estabelecido estabelecido
em 6.5.1 em 6.5.2
Até 5.000 7 ou 9 7 ou 9 6 4 3
5.001 a 10.000 8 ou 11 8 ou 11 8 5 3
10.001 a
10 ou 13 10 ou 13 10 6 3
20.000

Quanto aos ensaios a serem executados, deverão ser feitos de acordo com a NBR 12.118/2007, ou seja:

• resistência à compressão;

• análise dimensional, absorção e área líquida,-

• retração linear por secagem.

A permeabilidade máxima de cada bloco deverá ser igual à estabelecida pela ACI 530.1 determinada de
acordo com a ASTM E 514. A NBR 6136/2007 estabelece também como determinar o valor característico de
resistência à compressão do bloco de duas maneiras:

a) quando o valor do desvio padrão da fábrica não é conhecido;

b) quando o valor do desvio padrão da fábrica é conhecido.

Finalmente, no último item, a NBR 6136/2007 estabelece os critérios de aceitação e rejeição dos lotes entre-
gues ao comprador.

Recomendamos aos caros leitores, fabricantes e consumidores que adquiram as normas NBR 6136/2007 e
12.118/2007 para sua leitura completa e para manter atualizados no caso de revisões futuras.
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Capítulo 4 - Manufatura e ensaios

4 . 2 Ensaios

Os laboratórios de materiais de construção devem estar devidamente equipados para poderem realizar en-
saios de blocos vazados de concreto com e sem função estrutural, de acordo com a NBR 12.118/2007 que
unificou as normas de ensaios existentes até então.

Os ensaios exigidos para aferição dos requisitos da norma NBR 6136/2007 são:

• análise dimensional;

• absorção;

• área bruta;

• área líquida;

• resistência à compressão,-

• retração por secagem.

Quando o fornecedor possui marca de conformidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Norma-
lização e Qualidade Industrial), para blocos de concreto estruturais e de vedação por ele fabricado, então
o comprador (construtor) pode eventualmente verificar um ou outro lote desse fornecedor. Para obtenção
da marca de conformidade do Inmetro - Modelo 5 para blocos vazados de concreto, o fabricante passa por
auditorias regulares para aferir seu sistema de gestão ISO 9001/2004; ele deve enviar aos laboratórios creden-
ciados pelo Inmetro amostragens colhidas na fábrica e em obras por técnicos do laboratório de terceira parte
para os ensaios especificados na NBR 6136/2007.

Assim, participam do processo:

• entidade certificadora;

• laboratório credenciado pelo Inmetro;

• fabricante do bloco vazado de concreto;

• os auditores da entidade certificadora;

• comissão de avaliação da entidade certificadora.

A certificação demonstra, então, que o fabricante produz os blocos vazados de concreto em conformidade
com as normas brasileiras vigentes.

Além disso, existe ainda o Selo de Qualidade da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portlard) que con-
fere uma certificação aos produtos de fábricas, que nem sempre tem o certificado ISO 9001/2004, mas que
são auditadas por pessoal credenciado do Inmetro, contratados pela administração do selo e também por
aferição de amostras dos produtos colhidos na fábrica que requerem o selo de qualidade.
A idéia do selo de qualidade é introduzir a cultura de gestão de qualidade, por meio de melhorias contínuas
na produção e comercialização dos blocos de concreto, de acordo com as normas brasileiras vigentes.

É importante lembrar ao construtor que os programas de qualidade estabelecidos pelo Governo :ederal e
por alguns estados do Brasil exigem que os materiais que estejam nos programas de qualidade (como é o
caso dos blocos vazados de concreto) sejam adquiridos de fabricantes que possuam certificação do Inmetro
ou selo de qualidade ABCP.

Caso o fornecedor não possua essa certificação, o construtor deverá aferir os lotes de blocos recebidos na
obra, colhendo um número bem maior de amostras e, com maior freqüência, certificar-se quanto à qualidade
dos blocos de concreto enviados àquela obra. Os resultados dos ensaios realizados por laboratórios creden-
ciados pelo Inmetro informarão a conformidade ou não das amostras ensaiadas.

Por último, no caso de dúvidas quanto aos resultados dos ensaios, é importante que se faça a contraprova
das peças deixadas para essa finalidade, quando da coleta das amostras. Essa contraprova deverá ser feita
em um segundo laboratório credenciado pelo Inmetro para dirimir dúvidas em relação ao ensaio daquela
determinada amostragem.
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Glossário

Glossário

1.1 TERMOS E DEFINIÇÕES PARA COORDENAÇÃO MODULAR

As definições apresentadas foram extraídas da Norma de Coordenação Modular da ABTN em aprovação.

a) elemento (construtivo) - parte da edificação com funções específicas, constituída por um conjunto de
componentes e/ou materiais de construção. Exemplo: parede, janela, escada e outros

b) componente (construtivo) - unidade distinta de determinado elemento do edifício, com forma definida,
medidas especificadas nas três dimensões e destinada a cumprir funções específicas. Exemplos: bloco
de alvenaria, telha, painel e outros

c) material (de construção) - insumo para a construção não formado como uma unidade distin:a. Exemplo:
areia, brita, cal, cimento e outros

d) coordenação dimensional - inter-relação de medidas de elementos e componentes construtivos e das


edificações que os incorporam, usada para seu projeto, sua fabricação e sua montasem

e) coordenação modular - coordenação dimensional mediante o emprego do módulo básico ou de um


multimódulo

f) módulo básico - menor unidade de medida linear da coordenação modular, representado pela letra M,
cujo valor normalizado é M = 100 mm

g) multimódulo - múltiplo inteiro do módulo básico

h) espaço de coordenação - espaço necessário a um elemento ou componente construtivo, incluídas folgas


para deformações e instalação, tolerâncias e materiais de união, quando for o caso

i) medida real - medida verificada diretamente no objeto singular, após sua execução/fabricaçco. Exemplo:
painel de 58,82 cm x 279,10 cm x 8,93 cm

j) medida nominal - medida esperada de um objeto, medida definida antes da execução/fabricação. Exem-
plo: painel de 59 cm x 279 cm x 9 cm

k) medida de coordenação - medida do espaço de coordenação de um elemento ou componente. Exem-


plo: painel de 60 cm x 980 cm x 10 cm

I) medida modular - medida de coordenação cujo valor é igual ao módulo básico ou a um multimódulo.
Exemplo: painel de 6M x 28M x 1M

m) tolerância - diferença admissível entre uma medida real e a medida nominal correspondente

n) ajuste de coordenação - diferença entre uma medida nominal e a medida de coordenação corresponden-
te. O ajuste de coordenação garante espaço para deformações, tolerâncias e materiais de união, quando
for o caso

o) elemento modular - elemento construtivo cujas medidas de coordenação são modulares


p) componente modular - componente construtivo cujas medidas de coordenação são modulares

q) conjunto modular - agrupamento de componentes construtivos que, em conjunto, resultam em medidas


de coordenação modulares

r) sistema de referência modular - sistema geométrico tridimensional de n planos ortogonais no qjal a dis-
tância entre quaisquer planos paralelos é igual ao módulo básico ou a um multimódulo

s ) espaço amodular - espaço de medidas não modulares, adjacente a um ou mais sistemas de referência
modulares

t) incremento submodular - fração do módulo básico usada quando há necessidade de um incremento


menor do que o módulo básico para facilitar a coordenação modular.
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Bibliografia

Bibliografia

MELHADO, Silvio Burratino (coordenador). Coordenação de projetos de edificações, São Paulo: CTE Produ-
tos e Difusão; 2005.

RACCA, Cid Luiz - Alvenaria armada de blocos de concreto, Pesquisa Reago 1; 1972.

SILVA, Maria Angélica Covelo e SOUZA, Roberto de, Gestão do processo de edificações. São Paulo: O Nome
da Rosa,- 2003.

TAUIL, Carlos Alberto. - Detalhes de aplicação - blocos de concreto, Pesquisa Reago 2; 1980.

Project Management Institute. A guide to the project management body ofknowledge, Third Edi:ion (PMBOK
Guides); 2004.

Textos Colóquios do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto); dezembro de 1977.

"Itaquera; novo ponto de partida da COHAB-SP", revista A Construção São Paulo n° 1514; 14/02/1977.

"Alvenaria estrutural: as contribuições técnicas do seminário", revista A Construção São Paulo n° 1533;
27/07/1977.

"Alvenaria estrutural: continuam os debates técnicos", revista A Construção São Paulo n° 1567; 20/02/1978.

"Alvenaria: os blocos voltam ao debate", revista A Construção São Paulo n° 1612; 01/01/1979.

NESE, Flávio Jose Martins - Proposta de gestão do processo de projeto e execução de paredes de alvenaria
de vedação com blocos de concreto - Dissertação (Mestrado Profissional) Instituto de Pesquisas Tecnológi-
cas do Estado de São Paulo, Centro de Aperfeiçoamento Tecnológico, São Paulo, 2002.

Associação Brasileira da Construção Industrializada, Manual Técnico de Alvenaria. São Paulo: Proeto Editores
Associados Ltda., 1990.

RAMALHO, Mareio A. e CORRÊA, Márcio S. R., Projeto de Edifícios de Alvenaria Estrutural. São Paulo: Editora
Pini Ltda., 2003.
Alvenaria Estrutural
Este livro trata da metodologia do projeto arquitetônico,
apresenta detalhes e fotos de obras, mostra a execução
de paredes de alvenaria estrutural e traz os requisitos
de norma para manufatura dos blocos de concreto e
ensaios para o controle tecnológico.

O objetivo desta publicação é auxiliar os profissionais da


área de Construção Civil, atuantes em projetos e obras,
a encontrarem respostas para as inúmeras perguntas
que aparecem no desenvolvimento de um projeto ou
da obra em alvenaria estrutural.

Os autores não pretendem esgotar o assunto. Eles têm


certeza de que novas questões surgirão e esperam
que publicações futuras sejam enriquecidas com novos
detalhes.

I S B N 978-85-7266-226-0

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