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Cidadania na Antiguidade Clássica

O conceito de cidadania surgiu na antiguidade greco-romana, mas nessa época nem todas as pessoas eram consideradas
cidadãs. Em Atenas, na Grécia Antiga, apenas os homens nascidos na cidade, com mais de 20 anos de idade e com serviço
militar completo, tinham direitos políticos. Ficavam de fora as

mulheres, os estrangeiros e os escravos. Essa diferenciação era defendida por filósofos como Aristóteles,

para o qual o trabalho braçal não era compatível com aqueles que praticavam a política.

Na Roma Monárquica, apenas os patrícios eram considerados cidadãos (civitas). Livres, proprietários de terras, eram os
chefes dos clãs e descendentes dos primeiros habitantes. Eram a elite, compunham a Assembleia (que votava as leis e
tomava outras decisões, como em relação aos conflitos externos) e, quando anciãos, podiam compor o Senado. Em 509
a.E.C.1 os patrícios derrubaram a Monarquia Romana, dando início à República. A partir desse período, os homens livres,
mas não patrícios, os

chamados plebeus, passaram a ser considerados cidadãos e também passaram a compor as Assembléias.

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Provavelmente, um cidadão grego estranharia o conceito de cidadania para nós hoje. Podemos identificar a origem do
conceito de cidadania na sociedade greco-romana, no período da antiguidade clássica, entre os séculos VI e IV a.C. A
cidadania era um título recebido por aquele que participava do culto da cidade e, dessa forma, poderia usufruir dos
direitos civis e políticos. Cidadão na Grécia antiga é, portanto, todo aquele que segue a religião da cidade e honra seus
deuses. Aos estrangeiros, às mulheres, aos escravos, às crianças, era vedada essa possibilidade, tendo em vista a
preservação das cerimônias sagradas. A religião era, dessa forma, o marco referencial que delimitava o espaço da
cidadania e distinguia de forma categórica o cidadão do estrangeiro. Em outras palavras, a cidadania grega era realmente
excludente.

Na Grécia antiga, ser cidadão significava a oportunidade de ser ouvido na assembléia, isto é, representava o direito de
exercer cargos públicos e defender seus próprios interesses no tribunal.

Apesar desse aspecto excludente, a cidadania, como os antigos a construíram, foi uma grande invenção, pois separou os
interesses públicos e privados e mostrou que o poder poderia ser exercido por todos os cidadãos. Essa é a grande
contribuição de gregos e romanos para nossa cultura.

Cidadania vem do latim civitas, que quer dizer cidade[1], e corresponde (para o Direito) ao vínculo jurídico que traduz
a condição de um indivíduo enquanto membro de um Estado ou de uma comunidade política, a que designamos
Cidadão, constituindo-o como detentor de direitos e de deveres perante essa mesma entidade

Os direitos políticos são regulados em Angola pela CRA nos seus artigos (xxxxxx) [11]
, que estabelece como princípio
da participação na vida política nacional o sufrágio universal.

Os Direitos & Deveres são um conjunto de normas e práticas, reguladas pela Constituição do país, e que permitem que
cada indivíduo aja consciente e responsavelmente dentro da sociedade, vivendo em liberdade mas não esquecendo as
suas responsabilidades.

Os Direitos e Deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, porque o Direito de um cidadão implica o Dever de
outro cidadão.

Todo o cidadão tem o Direito à sua liberdade, às suas crenças, à sua orientação política, religiosa e sexual. Mas, em
contrapartida, tem o Dever de respeitar todos os outros os cidadãos, pois todos têm esse mesmo Direito, e é preciso
respeitar para ser respeitado.

Todo o cidadão tem o Direito de votar, tem Direito à saúde, educação, habitação, trabalho. Mas tem também o Dever de
cumprir as leis, de respeitar a autoridade, de proteger a natureza e o património público e social, de denunciar a
corrupção.
É preciso não esquecer que os nossos direitos terminam onde começam os dos outros. E se cumprirmos com os nossos
Direitos e Deveres, estamos a contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

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