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ENCONTRO I

A partilhante escolheu um restaurante ao ar livre para se encontrar comigo. Ela chega


trajando vestes da personagem Afrodite que pertence aos seriados da Xena: A Princesa
Guerreira e do Hércules: A Lendária Jornada. Ela se senta à minha frente e após eu
anunciar o início de nosso encontro, ela começa a falar, se apresentado como se fosse a
própria deusa Afrodite.

Afrodite: - Eu estava em uma cidade litorânea chamada Seros, onde o rei Sidon – grande
adorador da minha irmãzinha Ártemis – governa, estava a iniciar o primeiro dia de
festividade das núpcias de sua filha... uma tal de Mera, Lera, Thera, sei lá. Essa mortal iria
se casar com o príncipe Épius da cidade de Delos, filho do rei Diadorus, que venera a chata
da minha irmã Atena. (Lugar + Inters. E.P.? + Lugar)

Devido a essa diferença de crenças – e outras coisinhas a mais – esses dois reis sempre se
odiaram. E segundo o meio irmão Hércules, o ódio tinha virado um hábito ali. Inclusive, o
Herc foi convidado para o casamento e estava ali, pois ele foi o grande herói que apaziguou
os reinos anos atrás. (Princ. de Verd. + Inters. E.P.? + Emoção + Term. Equiv. + Padrão?)

Enquanto meu irmãozinho estava nas bodas, o melhor amigo dele, o mortal Iolaus – que eu
dei a alcunha de ‘Cachinhos’, ficou na praia pescando junto de outro mortal sem relevância.
(Vice – Concei. + Lugar)

Foi nesse momento que eu surgi exuberante. Uma concha marinha gigantesca emergiu do
mar na frente deles. Ela se abriu e eu saí linda e maravilhosa de dentro, além de muito
sorridente. Os dois ficaram boquiabertos diante da minha beleza poderosa. Normal.
Acontece isso quando alguém vê a bela Afrodite pela primeira vez. Na segunda, terceira e
quarta também. (Circuns. + O que acha de si mesmo + Singu. Existencial)

Mas meu objetivo de aparecer ali era encontrar o Cachinhos para uma causa
importantíssima. No Olimpo, há deuses para quase tudo: deus da guerra, deusa da
agricultura e até um deus do vinho – sem querer desmerecer essa bebida maravilhosa – e
até então não tinha uma divindade designada à beleza. (Busca + Lugar + Divisão?)

Eu sei que eu sou a deusa do amor, mas tinham outras divindades que abrangiam duas áreas
como meu tio Poseidon que é deus dos oceanos e mares , ou o Hefestos que era deus do
fogo e da forja... então eu poderia ser a deusa da beleza também. Fui pedir isso ao meu
papai Zeus, e estava quase conseguindo, mas minhas irmãs Atena e Ártemis também
queriam o título de mais bela deusa. Papai, não querendo desagradar, acabou escolhendo
Iolaus para ser o juiz dessa decisão. Por isso eu fui lá e fiz essa entrada triunfal. Sem eu
falar nada, Cachinhos me reconheceu como Afrodite e eu confirmei. A fama de minha
beleza precede a mim mesma. O pescador ao lado dele desmaiou quando confirmei minha
identidade. Nem todo o mortal aguenta ver a beleza em si. Eu li nos olhos de Cachinhos e
eles diziam algo do tipo “uma mulher tão bela assim só pode ser uma deusa e uma deusa
tão bela assim só pode ser Afrodite”. (O que acha de si mesmo + Inters. E.P.? + Vice
Concei. + Pré Juízos + Term. Quiv. + Epistemo.?)

Eu nem pude flertar com ele muito tempo porque logo minhas duas irmãs apareceram para
explicar toda a história da votação. Eu imaginei que ele decidiria logo e escolheria a mim.
Mas, o bobinho falou que nós três éramos muito belas e era difícil decidir. Eu passei perto
dele, dei um beliscão em seu bumbum e como eu estava com um esplendoroso vestido cor-
de-rosa transparente com um decote enorme, a Ártemis logo disse que precisava se banhar
porque ficou o dia todo caçando e a Atena disse que precisava trocar de vestimenta. Logo
eu, senti a estratégia delas. Então, eu estipulei que em uma hora, nós três voltaríamos e
Cachinhos teria que ter sua decisão feita sem mais nenhuma delonga. Também disse que
nenhuma de nós poderia ter contato com ele até o horário combinando e as duas
concordaram. Em seguida, nós três desaparecemos diante dele. (Argumen. Deriv. + Inters.
E.P. + Term. Equiv. + Abstração? + Tempo? + Term. Part. + Singu. Existencial)

Eu que não sou boba, fiquei de olho se alguma delas iria romper o combinado. Fiquei
invisível ali perto e não deu outra: A feiosa da Ártemis apareceu com trajes um pouco
maiores que uma tiara e fazendo flexões. A cretina ainda ofereceu vantagens ao Cachinhos
dizendo que poderia transformá-lo em um grandioso guerreiro e usou os poderes para
mostrar como seria. Ela mostrou ele salvando o próprio amigo Hércules de um grupo de
guerreiros. (Circuns. + que acha de si mesmo + Vice-Conceito + Axiologia?)

Uns quinze minutos depois, a hipócrita da Atena apareceu com uma roupa bem sexy. Ela
disse que tornaria Cachinhos o mais sábio dos humanos. Ela usou seus poderes para
mostrar como seria isso. Era Iolaus cercado por filósofos gregos. Nessa realidade,
Cachinhos questionava “Qual a natureza da beleza?” Sócrates respondeu “Temo que a
epistemologia necessária para abordar corretamente a questão não existe.” Cachinhos
concluiu dizendo que Sócrates nada sabia e pediu para Platão dar a resposta. Platão
respondeu: - A busca pela beleza nos coloca acima de todas as outras formas de vida. Mas
tratar de definir ou circunscrever com meras palavras, é loucura. E Iolaus retrucou “É uma
boa resposta, porém evasiva. Não, a verdade, meus amigos é que vós todos estais certos
porque no fim, devemos aprender a ir mais além de nossas limitações e aceitar, como um
ato de fé que algumas coisas possam existir ainda que não possamos ver ou entender.”
(Tempo + Inters. E.P. + Term. Sing. + Pré-Juízo + Axiologia)

Depois dessa imaginação risível, a ridícula da Atena falou que há um eco dentro da minha
cabeça. Aff... como se eu não fosse entender a analogia dela me chamando de ignorante.
Que ódio! E Cachinhos ficou tentado, pois ser o mais sábio dos homens o tornaria imortal
na história humana. Mas nem tudo estava perdido. Pois – felizmente – no palácio do rei
Sidon chegou com um pergaminho que ele tinha que assinar permitindo a adoração de
Atena na cidade. O rei resistiu bravamente, dizendo que em Seros só se podia adorar à
Ártemis. O chatonildo do Hércules tenta convencê-lo “é só um termo legalizando, não será
uma obrigação adorar Atena”. Porém, o outro rei idoso – o Diodoros – chegou no local e
disse que na cidade dele, Delos, será permitido a adoração à Ártemis, mas que a população
da cidade jamais seria estúpida de deixar Atena para cultuar Ártemis. Esse foi o estopim
para os dois começarem uma intensa discussão. (Pré-Juízos + Abstração? + Emoções + Pré-
Juízo + Argum. Deriv. + Lugar + Term. Sing.)

Enquanto isso, a hora de Cachinhos decidir chegou. As minhas irmãzinhas estavam lá


ansiosas pedindo para ele decidir mesmo na minha ausência. Cheguei atrasada
propositalmente para causar essa comoção. Apareci seminua e segurando uma maçã
dourada na mão e disse a ele “Essa maçã tem o poder de fazer qualquer pessoa se apaixonar
por outra. Basta que as duas pessoas segurem a maçã ao mesmo tempo”. (Tempo? + Term.
Equiv. + Deslc. Curto + Sing. Existencial)

A Atena questionou a minha intervenção ao oferecer vantagens ao juiz, por isso eu expus
na cara dela que ela e Ártemis tinham feito o mesmo. Então, falei que se Cachinhos
aceitasse a maçã, significaria que ele teria me escolhido como a mais dela deusa. E assim
ele o fez. Minhas irmãs fizeram ameaças a ele, e sumiram em seguida. O bobinho do
Cachinhos disse que queria me escolher para tocar a maçã junto a ele e eu gargalhei.
Imagina, eu: a grande Afrodite, deitar-me com um mortal. Expliquei a ele que esse
encantamento só valeria com humanos... e só para complicar eu criei uma regra: Se ele
contasse a alguém o poder da maçã, ele viveria a vida inteira sem nunca ser amado por
alguém. Eu saí linda e bela do local. Mas para meu plano dar certo, faltava um detalhe.
(Vice – Conceit. + Axiologia + O que acha de si mesmo + Term. Equiv. + Singu.
Existencial)

Enquanto Cachinhos resmungava na beira da praia dizendo que o Hércules havia avisado
que as irmãs dele eram problemáticas, ele pensou até em lançar a maçã dourada ao mar.
Contudo, ele cessou o movimento ao ver uma bela mortal caminhando na areia catando
conchas marinhas. (Vice – Concei. + Lugar + Circuns)

JJ, adivinha quem era ela? A princesa Thera, a filha do rei Sidon. Cachinhos se aproximou
dela e a fez tocar a maçã junto com ele. Ah, como os homens são fácies de manipular!
(Term. Sing. + Pré-Juízos)

O dia seguinte era o dia do casamento e a princesa estava sumida. O pai dela e o quase-
futuro-ex sogro estavam furiosos com isso. O príncipe Épius e o Herc procuravam a
princesa, enquanto ela estava deixando Iolaus cansado de tanta paixão e desejo que ela
emanava por ele. Hahaha. Herc flagrou os dois em uma situação bem sórdida no meio do
mato. Quando Herc explicou que a Thera era a noiva do casamento que ele estava ali para
prestigiar, Cachinhos ficou atônito.(Circuns.)

O boboca do Cachinhos contou tudo para o Herc e o Herc falou para ele ir atrás de mim e
cobrar um favor que ele me devia em troca de eu desfazer o encantamento. Herc até disse
onde ele poderia me encontrar. (Circuns.)

Quando Cachinhos finalmente chegou ao local e usou o argumento da minha dívida com o
Herc, para acabar com a maldição eu respondi “Agora é maldição, antes era encantamento”,
depois continuei “Quem no mundo não deve um favor ao Hércules?”. Eu desfiz o encanto
para depois não dizerem que eu sou mal-agradecida. (Pré-Juízos + Epistemologia? +
Argum. Deriv. + Tradução? + O que acha de si mesmo + Sing. Existencial)

Cachinhos tentou me devolver a maçã e eu disse que ele poderia ficar com ela porque eu
tinha milhares de outras parecidas. Dei uma dica que ele poderia vendê-la, já que se tratava
de ouro maciço. Eu fiz uma expressão de triste e ele se evadiu do local, sem perceber que
eu arquitetava um plano Beta. Adoro!!!! Depois dizem que eu não tenho sabedoria como a
Atena. (Argumen. Deriv. + Pré-Juízo)

Tudo parecia feliz no jantar dos noivos: Herc à mesa com os reis, que ainda se alfinetavam
devido a discordância de alguns costumes locais, e Cachinhos também estava ali na
cerimônia feliz por ter salvo o dia. A princesa Thera pede a palavra e faz um discurso
patético sobre o amor e quando percebe a presença de Cachinhos no final da mesa, corre
para seus braços e o beija intensamente na frente de todo mundo. Hahahaha. (Pré-Juízo +
Circuns. + Vice Concei.)

O rei Diomedes ofende a moça com xingamentos que eu nem conhecia e manda seus
soldados – em nome de Atena – matá-la. O rei Sidon chama por Ártemis e manda seus
soldados contra-atacarem. Herc ajuda Cachinhos sair do local com a princesa agredindo
soldados de ambos os lados. Eu ri muito ao ouvir Cachinhos gritar para o Herc no meio
daquela confusão “Afrodite tinha dito que havia desfeito o encanto” e o Herc afoito
responder “Ela mentiu”. Hahahah. (Term. Sing + Vice Concei.)

Cachinhos e a princesa fugiram, mas o banquete do casamento dela virou um chiqueiro,


Herc tentou apaziguar, mas a frase do príncipe que foi mais impactante. Ele alegou que no
fundo, os reis só queriam um motivo para guerrear e fingiam gostar do casamento dele com
Thera.

Herc chamou Épius em particular e disse que os deuses estavam por trás dessa confusão, e
que a Thera o amava de verdade. Ele falou para o príncipe que resolveria tudo comigo.
Tadinho... o amor só existe por minha causa. Então, se eu decidir que Thera deixou de amar
Épius para amar Iolaus, essa é a verdade. Se um dia ela amou o príncipe, foi porque eu
permiti. (Pré Juízos + Term. Equiv. + Pré Juízo + Argumen. Deriv.)

No fundo, estou gostando desse joguinho. A imortalidade é tão entediante que às vezes
precisamos dessas confusões para nos distrair. (Pré Juízos)

Herc me achou em uma caverna perto do mar e ao me ver totalmente nua, virou o rosto
para não me ver. Ele não é tão sem-vergonha como nosso pai, Zeus. (Lugar + Circuns. +
Desloc. Curto + Pré Juízos)

Então eu coloquei meu vestido transparente cor-de-rosa e ele veio falar comigo. Disse que
Cachinhos contou tudo sobre o concurso de beleza e me acusou de arquitetar tudo para
provocar uma guerra entre Delos e Seros. Achei um elogio quando ele disse que eu sou
mais esperta do que aparento. (Circuns. + Desloc. Curto + Vice Conceito + Pré Juízos)

Fiquei possessa porque esse meu meio-irmão percebeu tudo! Percebeu que meu objetivo
maior, além de ganhar o concurso de mais bela deusa, era que essas duas cidades se
destruíssem para assim os templos de Atena e Ártemis sucumbissem no processo e eu teria,
numericamente, mais templos que elas em todo o mundo! (O que acha de si mesmo +
Term. Equiv. + Argu. Deriv. + Lugar + Inform. Dirig. + Busca)

Contudo, neguei ao Herc que essa seria a minha intenção. Prometi que desfaria o
encantamento de verdade e pedi a ele a maçã dourada de volta. O Herc lançou a mesma no
espaço sideral, fazendo parecer um meteoro com movimento inverso. O grande herói saiu
do local achando que venceu e eu ri por trás dele, materializando uma nova maçã dourada
em minhas mãos. (Desloc. Curto + Lugar)

Enquanto isso, a Thera ficou envergonha com todo o ocorrido e criticou Cachinhos por tê-
la escolhido, mas agradeceu por ele não ter se aproveitado dela ao ponto de tirar-lhe a
inocência. Traduzindo: A princesinha continuava com o hímen intacto. ( Vice Conceito +
Tradução)

Herc aparece no castelo do rei Sidon com Thera e Cachinhos. A princesa pede mil perdões
ao noivo, que a perdoa e a abraça. Eu, disfarçada de velinha, passo com um cesto de maças
e ofereço ao Cachinhos, que pega uma. Quando ele vai morder, percebe que a maça é
dourada e olha em direção a Thera que devolve o olhar, empurra o noivo e vai em direção a
Cachinhos e o beija novamente. Hahaha. O príncipe grita “Tu me traíste duas vezes!” e a
princesa responde “Na verdade, foram mais de três!”. Hércules olha com frieza para mim e
eu desapareço do local gargalhando enquanto os soldados se agrediam fisicamente,
novamente. ( Lugar + Vice Conceito + Desloc. Curto + Circuns. + Singu. Existencial)

Herc e Cachinhos pegam os noivos e saltam com eles lá de cima em direção ao mar. (Vice
Conceito + Desloc. Curto + Lugar?)

Porém, a guerra continua intensa. Os soldados de ambos os reinos foram atrás de Hércules
e Iolaus como se fossem traidores e sequestradores. A dupla de heróis lutava com eles,
tentando não feri-los gravemente. (Circuns)
E o casalzinho sem graça discutia a relação em uma caverna próxima ao local da batalha.
Eu usei meus poderes para aparecer apenas para Hércules e nós conversávamos enquanto
ele lutava com os soldados. Nisso, os reis lutavam de espada entre si. Eu debochei dizendo
que os reis se odiavam muito e que a paz jamais reinaria ali. (Axiologia + Pré Juízo)

Herc fez algo que me indignou. Tu acreditas que ele segurou os dois reis e fez eles tocarem
juntos a maçã dourada que estava com Iolaus? (Termo Equiv. + O que acha de si mesmo? +
Pré-Juízo?)

Ou seja, isso fez com que um se apaixonasse pelo outro e por isso perdoaram as diferenças
e cessaram com a guerra. (Circuns.)

Que ódio eu tive da cara de satisfação do Hércules. Ele sabe mesmo como estragar a
diversão de uma garota! (O que acha de si mesmo + Emoções + Desloc. Curto + Pré-
Juízos).

JJ – O que você... desculpa. O que tu quiseste dizer com “Ódio virou um hábito”? Tradução

Afrodite – Que eles começaram a se odiar por causa da rivalidade antiga que nem eles
sabiam de fato o fundamento, a origem. Pré-Juízo + Tradução

JJ – E sobre “A fama de minha beleza precede a mim mesma", significa o que? Significado

Afrodite – Que a palavra Afrodite é sinônimo de beleza há séculos e o título que recebi
foram meros protocolos para confirmar meu título. Pré-Juízo + Tempo

JJ – O que queres dizer quando falas em “desapareceram" diante do Iolaus? Tradução

Afrodite – Foi literal. Usamos nossos poderes e sumimos. Em Direç. Ao Term. Sing. +
Sing. Exist.

JJ – Afrodite, quando disseste que “O amor só existe por minha causa" era em qual sentido?
Pré-Juízo

Afrodite – Pois eu sou o próprio amor. Visto que eu que comando o Cupido, o Anteros, o
Hímeros... O que acha de si mesmo + Argumen. Deriv.? + Pré+Juízo

JJ – Entendi. Muito obrigado pela confiança. Até o próximo encontro.

ENCONTRO II
Hoje o encontro foi em uma confortável sala de estar, na casa da partilhante. Ela estava
com uma roupa que remetia à personagem Afrodite, mas diferente da anterior. Ela estava
bem confortável em seu sofá.

Afrodite: - Eu estava em meu lar recebendo uma deliciosa massagem enquanto lia
pergaminhos de meus adoradores. Uma mulher do Chipre que pedia para o marido parar de
roncar e ficar mais com ela do que na taberna. Uma moça ateniense que queria o amor de
um homem espartano... Estava irritadíssima com essas chatices e tomei uma atitude
extrema enquanto levantava e despia meus seios diante do massagista que pedia para eu
relaxar fazendo amor com alguém: NÃO SEREI MAIS A DEUSA DO AMOR! (Lugar +
Circunstância+ Deslocamento curto + Term. Part. + Lugar + Term. Part. + Lugar +
Emoções + O que acha de si mesmo + Pré Juízos? + Circunstância + Deslocamento curto +
Busca)

Assim, tirei todo o sentimento de amor das mortais. Os homens estavam sem saber o que
fazer ao serem maltratados por suas esposas, namoradas e amantes.

Desculpe-me falar isso, querido terapeuta, mas o Amor também precisa tirar férias!(Pré-
Juízo)

Então, eu fui olhar como estão as coisas fora do Monte Olimpo, visitando aquele tal de
Iolaus, o amigo do Hércules que eu te falei no encontro passado. Fiquei invisível
observando o coitado, que estava com um ramalhete de flores para entregar a namorada, e
ela o golpeou na cabeça com um jarro. Eu não aguentei e comecei a gargalhar. (Lugar. +
Deslocamento curto)

Ele reconheceu minha risada e pediu para eu aparecer. E assim eu fiz. Linda como sempre e
com um visual deslumbrante, que eram tecidos bordados, deixando meu traje rosado
impecável. (O que acha de si mesmo + Deslocamento curto)

Ao ver a confusão das mulheres ignorando e maltratando os homens, o espertinho logo


concluiu que aquilo era algo relativo a mim, e eu, segurando um instrumento de cordas que
estava ali próximo, comecei a tocá-lo anunciando que agora eu era a deusa da música!
(Deslocamento curto)

Cachinhos me olhou perplexo. Hahahaha. Eu logo desisti de ser deusa da música, pois não
sei tocar instrumento algum. Contudo, eu precisava achar algo para eu abranger além da
beleza. Seria ‘Afrodite, a deusa da beleza e de...’ de quê? (Vice Conceito + Deslocamento
curto + O que acha de si mesmo + Busca)
Cachinhos ficou desesperado e ficou atrás de mim falando qualquer coisa sobre todos
precisarem de mim, como sou importante, como o amor é relevante para os humanos e blá,
blá, blá... Eu expliquei que eu só tirei o desejo de amar das mortais para ter um contraponto
com os homens e assim causar essa confusão. Se tirasse de todos, teria menor graça, não é?
Até porque só as mulheres amam de verdade. Os homens só reagem ao sentimento que elas
nutrem. E às vezes nem isso, só as usam para deleite sexual. (Vice conceito + Pré-Juízo +
Argumentação derivada + Pré-Juízos)

Daí, eu desapareci daquele local no meio do cansativo discurso de Iolaus e fui atrás da
minha busca: Qual setor eu iria abranger agora? Seria deusa de quê? (Circunstância +
Busca + Sing. Existencial)

Depois de algumas horas, eu apareci novamente para Cachinhos. Estava a tentar a acertar
uma flecha em uma árvore perto dele e consegui! Ele levou um grande susto. Hahaha.
(Tempo + Vice conceito + Deslocamento curto)

É que eu queria saber como é ser a deusa da caça, porém bem melhor vestida do que a
deselegante da Ártemis. E como Cachinhos vive em missões com o Herc, e sempre estão a
caçar ou usar arco e flecha em batalhas, poderia me ajudar a aprimorar minha técnica com
esse instrumento. (Epistemologia + Pré-Juízo + Vice conceito + Pré-Juízos)

Cachinhos continuava a insistir no assunto do amor. De como as próximas gerações


viveriam sem ele, se houvesse próxima geração já que se as mulheres se negavam ter
relações com homens. Eu o ignorava, pois estava concentrada em lançar outra flecha
pertinho do local da árvore que a primeira estava fincada. (Vice conceito + Circunstância +
Deslocamento curto)

O fofinho, então, resolveu me ajudar. Me orientou em como esticar bem o arco e mirar a
flecha e... pronto! Acertei na mosca... quero dizer, na árvore. Sem falsa modéstia, mas eu
sou muito boa em tudo o que eu me proponho a fazer. (Vice conceito + Circunstância +
Desloc. Curt + O que acha de si mesmo)

Estava divertido ser a deusa da caça, porém depois de umas duas horas no mato junto com
Cachinhos tentando pegar um javali, ficou bem entediante. Piorou quando eu pisei em um
cocô de vaca! Eca! Só de lembrar, me dá ânsia de vômito. Desapareci tão rápido que
Cachinhos nem me viu sumir dali. (Pré Juízo + Tempo? + Circunstância + Deslocamento
curto + Sensações)

Mais ou menos uma hora depois eu apareci novamente para Cachinhos com um livrão
enorme. Uma coletânea de filósofos gregos. Um livro do século XIX. Nós deuses somos
atemporais. (Tempo? + Circunstância + Desloc. Curto + Tempo?)

Enquanto eu lia, Iolaus falava algo sobre Hefestos... considerado o mais feio dos deuses.
Eu, particularmente, nem o acho tão feio assim. Só tem uma perna maior que a outra,
fazendo-o mancar, é deformadinho no rosto e um péssimo gosto para roupas... É, perto dos
outros deuses, ele é horripilante mesmo. Ele foi expulso do Olimpo pela própria mãe, a
Hera... aquela cara-de-cavalo. Ela o fez devido a falta de beleza dele. Até onde eu sei, desde
então, ele vive aqui na Terra em algum vulcão forjando poderosas armas e armaduras para
as divindades. O metal que ele forja é tão poderoso que nenhum deus ou deusa consegue se
desvencilhar dele, caso fique preso. (Circunstância + Pré-Juízo + Desloc. Curto + Vice
conceito + Lugar)

Cachinhos, ao me ver com o livro em mãos, lendo, perguntou se agora eu tentava


emaranhar nos domínios de Atena. Ele nem elogiou meu vestido azul claro com bordados
maravilhosos e que reluziam com os detalhes prateados. Confessei para ele que estava
enfadonho ler aquele livrão. Nem tinha umas gravuras pintadas nele para ficar mais
interessante. Ser deusa da sabedoria está fora de cogitação. Deixa isso para a certinha da
Atena. (Vice Conceito + Circunstância + Desloc. Curto + Pré-Juízo)

Iolaus insistiu em falar de Hefestos. Sobre uma maldição que ele lançou em uma aldeia.
Isso me fez lembrar de algo que Apolo me falou enquanto a gente fazia sexo atrás de uma
carruagem. O Cachinhos queria que eu contasse detalhes desse feitiço, mas eu não prestei
atenção, né. Estava muito mais ocupada em saborear os atributos que o deus da luz tinha a
me oferecer. (Inter. Estr. Pens. + Term. Sing. + Desloca. Longo + Circuns. + O que acha de
si mesmo)

Cachinhos contou que a aldeia que ele estava no momento, as mulheres não tinham sido
atingidas pelo meu poder quando tirei o amor das mortais. Foi nesse momento que recordei
que o feitiço do Hef, bloqueou o meu. Cachinhos estava preocupado com uma humana que
ele tinha salvo e desejou que o Hércules estivesse ali para ajudá-lo a ajudar a moça. Isso me
fez ter uma ideia genial. Nada de tentar ser deusa de domínios que já pertencem a outra
divindade. Preciso ser deusa de algo que ainda não tem uma divindade padroeira: Serei a
deusa dos heróis! (Vice Concei. + Lugar + Circunstância + Pré Juízo + Busca + Desfecho)

Desapareci de lá para começar a produzir meu figurino novo, sem contar os detalhes para
Cachinhos. Porém, precisava fazer minha pesquisa de campo. Então, fiquei invisível
observando ele para saber como uma heroína deve se comportar. Foi então que entendi a
confusão envolvendo Hefestos. Essa mortal que Cachinhos queria ajudar se chamava
Leandra e era uma moça que negou ser desposada pelo Hef e por isso ele lançou a maldição
de que todos na aldeia dela vivessem sempre o mesmo dia. E esse feitiço já durava 50 anos!
Isso faz total sentido. Eu percebi que aquele povo usava uns trajes que já era fora de moda
no quando eu era virgenzinha. Eu já fui virgem, tá, JJ? Posso ser uma safada hoje, mas eu já
fiquei 15 anos sem fazer sexo com ninguém. Então, quando eu fiz 15 anos de idade, eu fiz
sexo q primeira vez e nunca mais parei. (Busca + Vice Conc. + Circunst. + Tempo +
Desloc. Curto + O que acha de si mesmo + Tempo + Singu. Existencial)
Eu observei a conversa de Iolaus com a Leandra que disse que um dos servos de Hef foi
perguntar se finalmente ela aceitaria a proposta do Hefestos. A moça era viúva, pois tinha
perdido o marido nas Guerras Púnicas, mesma guerra que o avô de Iolaus morreu, e ela
estava à procura de seu filho que havia se perdido no lago aquela manhã. Pelo que eu
entendi, se a Leandra não aceitasse o Hef dessa vez, ele sumiria com a aldeia inteira de
modo permanente. O servo chegou com umas armaduras grandes e poderosas forjadas pelo
Hefestos. Iolaus passou vergonha ao tentar derrotar elas. Ele sentia dor a cada golpe que
dava e nem amassava as armaduras. Ele foi derrotado e preso pelos próprios aldeões que
temiam o castigo do deus do fogo e da forja. Eu senti que era o momento certo de eu entrar
em cena. (Epistemologia + + Circuns. + Pré Juízo)

Ainda invisível, golpeei os homens que vigiavam Cachinhos e depois apareci para ele com
vestimentas que remetiam a uma deusa-heroína: Fiz um cosplay do Hércules, porém
adaptado ao meu corpo, para valorizar minhas coxas e seios. Para ser heroína , não precisa
ser cafona. Ainda estava com um machado e um cajado como acessórios. (Circuns. + Vice
Conceito + Desloc. Curto + Pré Juízo + Singu. Existencial)

Liberei o grande herói, sidekick do Hércules, e ele me contou todo o babado. Inclusive que
o avô dele, que morreu nas Guerras Púnicas, era o esposo dessa Leandra! Então, nós
concluímos que o pai dele era o filho dela que se perdeu no lago e acabou saindo dos
domínios na hora que Hefestos lançou o feitiço há 50 anos. Pois o pai de Iolaus, que viveu
em uma aldeia próxima de onde estávamos tinha sido achado perdido em um lago. E essa
aldeia se tornou a cidade que Iolaus morava atualmente. (Circun. + Vice Conceito + Lugar
+ Tempo)

Então, ele começou a elaborar um plano para salvar Leandra do covil de Hefestos. Eu
estava adorando. Me sentindo uma heroína de verdade. Nós começamos a nos aproximar do
vulcão, onde o Hef morava, e o Cachinhos quis testar a minha capacidade de defesa, antes
de eu me aventurar nesse ramo. Daí, ele fez pose de luta e pediu para eu atacá-lo. Eu dei um
chutão nas partes íntimas dele. Ele caiu no chão, urrando de dor, e disse que eu estava
preparadíssima para a batalha. Amooo!!! Acho que finalmente achei a área que devo
dominar, o heroísmo tem tudo a ver comigo. (Circunst. + O que acha de si mesmo + Lugar
+ Vice Conceito + Desloc. Curto + O que acha de si mesmo)

Adentramos a caverna na parte de baixo do vulcão. Eu fui na frente para mostrar coragem.
Apesar de escura, deu para ver uma estátua de uma pantera metálica. Ela se mexeu e veio
nos atacar! Tu lembras que as coisas feitas por Hefestos podem machucar outros deuses?
Imagina eu ferida por aquele felino? Iria ficar com a cara deformada igual ao Hef. Tirariam
até meu título de deusa da beleza. E esse eu não quero perder! Desapareci da caverna na
hora. Mas como sou bondosa, deixei o cajado e o martelo para o verdadeiro herói em cena,
usar. (Lugar + Circun. + Pré Juízo + O que acha de si mesmo + Singu. Existencial)

Eu te falei que antes de entrar na caverna, o Iolaus supôs que para o Hef perder a obsessão
pela vovozinha dele, era bom ele se apaixonar por outra pessoa e apontou para mim?
Hahahaha. Eu jamais me sujeitaria a esse papel com aquele feioso. Ser uma heroína e ser
vadia tem seus limites. (Interseção de EP + O que acha de si mesmo + Pré-juízo)

Apesar disso, eu não desisti de salvar o dia. Só que posso usar outros métodos sem ser a
força bruta e a sedução. Afinal, eu posso me materializar para qualquer lugar. Logo, não
faz sentido eu com Iolaus passando por apuros. Fui salvar o dia do meu jeito. Desculpa o
trocadilho com o “salvar o dia" já que aqueles aldeões estavam no mesmo dia há cinco
décadas. (Pré-Juízo + Tradução + Tempo + Epistemologia)

Eu apareci para o Hef, que estava a forjar uma armadura para o Ares, eu acho. Ele percebeu
minha presença e ficou constrangido ao me ver, mesmo com os trajes à lá Hércules. Ele
comentou que faziam séculos – literalmente – que ele não me via e que era mais bela do
que ele recordava. Eu disse que ele também não mudou nada. Agora eu pensando comigo,
não sei se essa minha frase soou como ofensa. Enfim, eu encerrei a conversa amigável e
anunciei que estava ali na missão de resgatar a vovó do Iolaus. Para mostrar que não estava
de brincadeira, me preparei para dar um chutão nele... eu sei que falei que não usaria
violência. Mas eu fugi dos capangas, agora estava diante do chefão, tinha que agir. Dei um
chute fortíssimo no peito dele. Pareceu que eu chutei uma parede. Caí longe e ele nem teve
reação de dor. O pior foi que esse golpe acabou estragando os cadarços do meu lindo
calçado. (Lugar + Desloca. Curto + Tempo + Interseção de EP + Pré Juízo + Circuns.
+Vice Conceito + Esteticidade bruta + Pré Juízo + Desloc. Curto + Singu. Existencial)

A feição do Hef mudou. Ele tinha entendido agora que eu estava ali como uma rival, ou
seja, uma inimiga dele. Ele falou que a Leandra estava ali ao bel-prazer dela. Aff. Se eu não
podia usar força física contra ele e a poderosa armadura que ele trajava, além das dezenas
de armas no local, o jeito era eu ser diplomática. Fui discursando, tentando persuadi-lo e
sentei-me em um belíssimo trono metálico que estava no local. E o ameacei dizendo que
não sairia de lá sem a Leandra, pois a deusa do amor não existia mais, agora era uma
heroína quem ele enfrentava. De repente, o trono ao qual eu estava sentada prende meus
pulsos e minha cintura! Que droga! Nem meus poderes conseguiam me tirar de lá. (Termo
Singular + Tradução + Circuns. + O que acha de si mesmo + Desloc. Curto + Singu.
Existencial)

A cara de satisfação de Hefestos era revoltante. De heroína, agora eu era a mocinha em


apuros. Uma péssima reputação para meu primeiro dia como a deusa dos heróis. (Term.
Equiv. + O que acha de si mesmo + Termo Singular + Pré Juízo)

Se meus poderes não podiam me tirar daquela enrascada, eu ainda podia mover os objetos
mentalmente. Comecei a olhar ao redor para procurar o que me poderia ser útil. Entre os
objetos, tinha um tampado com um pano. Então, para distrair o Hef com conversas
paralelas, perguntei o que era aquilo debaixo do pano. Ele falou, enfaticamente, que
ninguém poderia ver o que tinha ali. Ele foi correndo – e mancando – em direção ao objeto
para impedir que eu tirasse o pano com minha telecinese. (Circun. + Term. Equiv. +
Desloc. Curto + Termo Singular + Sing Existencial)

Caro JJ... Eu fiquei atônita quando eu tirei o pano. Era o busto da estátua mais linda que eu
já vi. Era o meu busto, todo esculpido em bronze! O Hef ficou envergonhado e disse que
até um deus feio têm direito de sonhar. Achei tão fofinho. Eu fiquei impactada que ele era
apaixonado por mim todos esses séculos e eu nem sabia. (O que acha de si mesmo + Term.
Equiv. + Circuns. + Tempo + Interseção de EP)

Ele emudeceu e começou a forjar um escudo para um tal de Perseu. Então, eu vi Iolaus com
Leandra ao fundo. Fiquei feliz por ele ter conseguido libertar a jovem vovozinha dele. Eu
entendi que o olhar do Cachinhos indicava que eu tinha que continuar a distrair o Hef para
os dois passarem pelo local sem serem vistos. (Circun. + Termo Singular + Vice Conceito+
Lugar + Significado)

Por isso, eu confrontei o Hef dizendo que ele não devia casar com Leandra, já que ele gosta
de outra pessoa. Ele se aproximou de mim... estava bem sério. Eu te juro, JJ, ele ficou sexy
daquele ângulo. Fiquei com tesão. Beleza ele não tinha, mas sex appeal... Nessa hora, o tal
servo dele chegou dizendo que uma dúzia de aldeões invadiu o local e sequestraram a
Leandra. Como eu sabia a verdade, entendi que aquele homem mentia para manipular o
Hef. Provavelmente dizendo que a moça queria casar com o Hef, mas os aldeões impediam,
e com isso, o servo conseguia as poderosas armas para ele. (Circuns. + O que acha de si
mesmo + Pré Juízo + Significado )

Eu expus todas essas conjecturas. O servo me interpelou alegando que eu só queria me


safar da prisão. Hef estava dividido, mas eu senti que ele estava quase acreditando mais em
mim. Até que esse servo mau caráter mandou Hef me perguntar se eu o achava bonito. Não
consegui disfarçar. Eu disse nada. Mas minhas expressões faciais entregaram a resposta.
Revoltado, Hef ordenou três armaduras para que ganhassem vida própria e obedecessem
aos comandos do servo para trazerem a Leandra de volta. (Term. Equiv. + O que acha de si
mesmo + Epistemologia +Circuns. + Pré Juízo)

Que ódio! Agora o Hef estava achando que eu estava a usar o meu charme para ser solta
como uma estratégia de cumprir meu objetivo de ser heroína... Fiquei angustiada, pois se ao
menos eu pudesse usar os poderes para eu tirar aqueles trajes hercúleos e colocar uma das
minhas roupas provocantes de quando eu era deusa do amor.. ou ficar sem roupa mesmo,
teria uma chance de conquistá-lo sem resistência. Eu entendi que na guerra, tudo vale. E o
sexo sempre foi uma das armas para manipular e conquistar. Mesmo assim, tinha algo
diferente ali. Era normal eu ser desejada pelos deuses... e por algumas deusas também.
Contudo, tinha algo diferente no Hef. (Emoções + O que acha de si mesmo + Hipótese +
Circuns + Emoções + Epistemologia + Pré-Juízos)

Enfim, eu questionei se ele confiava mesmo no servo e o Hef me corrigiu e usou o termo
‘amigo’ para se referir ao servo. O nome dele era algo que começava com I. Iago, Iagos, sei
lá. Eu falei que esse “amigo” o chamou de feio na frente dele e eu discordava disso. Hef me
chamou de mentirosa. (Circuns. + Termo Singular + Pré-Juízo + Inters. de E.P.)

Eu juro para ti, JJ, nas horas que eu fiquei ali com ele, pareceu que ele ficou mais lindo.
Mais interessante. Será síndrome de Estocolmo? (Autogenia vertical + Epistemologia)

O Hef relembrou a expulsão dele do Olimpo pela Hera, dizendo que a própria mãe não
suportava olhar para a feiura dele, que ele era o único deus feio e blá, blá, blá.

Eu fui bem sincera. Disse que a Hera tinha uma cara de cavalo, por isso ela não tinha
espelho em casa e que a beleza interior era o que importava. Achei tão profunda essa minha
frase. Acho que me inspirei em algum texto platônico daquele livrão que lia enquanto
tentava ser a deusa da sabedoria. Claro que eu me referia a beleza do interior do corpo, ou
seja, do intelecto. Mas eu não serei hipócrita em dizer que também não me importo com o
que está no interior das roupas íntimas. E observando o Hef de perto, ele tinha um interior
acima da média. Se diferenciando da maioria dos gregos, como tu deves perceber nas
estátuas que resistiram ao tempo. A maioria era bem humilde quando se tratava do órgão
reprodutor. (Expressividade? + Pré-Juízo + Termo Singular + Tradução + Pré Juízo +
Epistemologia + Termo universal)

Quando eu achei que nada mais adiantaria. Um silêncio imperou no ambiente e ele
terminou de forjar o escudo, depois foi em um lugar longe do meu campo de visão e trouxe
uma tiara, cravejada de diamantes, e colocou em minha cabeça. Ele alegou que a tinha feito
para mim há muito tempo e que às vezes a colocava na estátua que ele fez à minha
imagem... Então eu olhei para ele e pensei “Nossa, que deus grego! ”. (Roteirizar + Circun.
+ Desloc. Curto + Pré-Juízo)

Fiquei tão encantada porque logo após essa cena, ele me libertou e disse que eu poderia ir
embora. JJ, eu esqueci Iolaus, Leandra, minha idealização de ser a deusa dos heróis... eu
apenas desejava beijar o Hef. Não enxergava feiura alguma nele mais. (O que acha der si
mesmo + Epistemologia + Circuns. + Termo Singular + Term. Equivoco + Autogenia?)

Então, mesmo liberta, eu disse que não tinha pressa de ir embora e olhei com um olhar bem
penetrante para ele... tu acreditas que ele me dispensou? (Deslocamento curto)

Eu, Afrodite, filha de Zeus e Dione, dispensada por alguém? Aquilo era inédito na minha
imortal existência. (O que acha de si mesmo)

Um pouco antes de eu ser rejeitada, Hef falou que eu não sabia o que era ser julgado pela
aparência. Ele estava enganado. Eu sei muito bem disso e entendo o que ele sente. As
pessoas me olham e me julgam como fútil, vaidosa, promíscua... Eu até sou isso tudo
mesmo, porém sou coisas além também. E só notará isso quem conviver comigo e perceber
que sou uma garota divertida, muito esperta, sensível... (Circuns. + Recíproca + O que acha
de si mesmo)

Eu fiquei ali andando naquela espécie de oficina organizando os objetos e o Hef fingindo
que me ignorava. Quando eu terminei de organizar tudo – pois eu odeio bagunça – o Hef
questionou o porquê de eu ainda estar ali e eu o questionei porque ele escolheu a Leandra.
Foi daí que ele disse que mesmo pálida e sendo mortal, a Leandra o fazia lembrar de mim.
(Circuns. + Pré-Juízo + Epistemologia + Termo Singular)

Então, eu o encarei novamente , olho no olho, e o perguntei: - Tu me amas? Ele respondeu


“Há séculos!”. Demos um beijo muito singelo. Olha que antes disso, ele disse que assim
que o servo retornasse ele ordenaria a libertação da Leandra e tiraria a maldição da aldeia,
como eu havia pedido. Acho que ele falou isso para ver se com a missão cumprida, eu iria
embora. (Desloc. Curto + Circuns. + Pré-Juízo)

Eu só queria é beijar, beijar e fazer otras cositas más com ele. Imaginava que Iolaus iria se
virar com todo o resto como as armaduras mágicas, os aldeões revoltosos... o que eu não
sabia que era só colocar uma faísca que o deus do fogo me mostraria uma grande erupção
vulcânica. Foi muito refrescante! (Termo Singular + Desloc. Curto + Vice Conceito + Pré-
Juízos)

Entre mortos e feridos, o tal servo foi para os braços de Hades, a Leandra salva, a aldeia
idem, Cachinhos vivo... Falei para Cachinhos que a deusa do amor estava de volta, que
agora era esposa do deus do fogo e da forja e que estava tudo normalizado em relação às
mulheres. Apesar de eu achar que ele e Hércules não curtem só garotas. Hahahaha. (Termo
Singular + Vice Conceito + Epistemologia + Pré-Juízo)

E assim que, de um dia entediante, sem rumo, acabei em uma situação maravilhosa. Talvez
eu precisasse passar por tudo isso para eu enxergar eu sou isso mesmo e ponto: Deusa do
amor e da beleza. (Pré-Juízo + Atalho? + Em direção ao desfecho)

Imagino a fofoca no Olimpo “a deusa mais bela casada com o deus mais feio", “Será que é
por interesse?”, “Será que tem outros atributos?”. Hahaha. Adoro. (Pré Juízo)

JJ: - Afrodite, quando tu disseste que era revoltante a cara do Hefestos, o que você quis
dizer com isso? Tradução

Afrodite: - É que eu não queria ver ele feliz com minha derrota... então, a ira se apoderou
de mim. Emoções

JJ: - E quando tu falaste que procurava algo de útil na oficina do Hefestos quando estavas
presa, o querias dizer? Tradução

Afrodite: - Queria ver se tinha algum armamento que pudesse me tirar daquela cadeira ou
ferir o Hef.

JJ: - Quando tu destampaste o pano e viste teu rosto esculpido, tu ficaste atônita. Pode
explicar melhor?

Afrodite: - É que eu não esperava aquilo. Não imaginei que ele nutria um amor por mim
mesmo sem me ver há tanto tempo. Pois só se faz um busto e esconde da pessoa, se a
amasse. Pré-Juízo

JJ: - Quando tu disseste que expôs todas as conjecturas ao Hef, o que eram? Em direção ao
term. Sing.

Afrodite: - Sobre toda a armadilha do servo dele, Iagos, tinha feito. E o que em troca ele
receberia do Hef, provando que aquele servo não era amigo dele. Pré-Juízo

ENCONTRO III

(A partilhante resolveu fazer a terapia hoje em uma cafeteria. Ela chegou vestida com a
roupa de Afrodite, mas diferente da usada nos outros encontros. Ela sentou-se em frente a
mim e pediu um copo de água e um café).

Afrodite: - Querido JJ, dessa vez eu partilho de algo mais louco que nas outras vezes. Tu
acreditas que meu belíssimo templo da cidade de Elis começou a ser restaurado? Mas não
foi de modo positivo. Queriam tirar todas as referências a mim e trocar para o templo ser
dedicado à Hera, aquela cara-de-cavalo. (Circunst. + Lugar + Term. Equiv.)

Eu fui investigar de perto. Ouvi dois servos reclamando que o rei daquela cidade estava
louco e que o comandante era muito severo. Esses rapazes eram inteligentes, pois se
recusavam a derrubar uma belíssima e gigantesca estátua minha, feita de bronze, mesmo
quando o comandante os ameaçou de agressão usando um chicote. (Circuns + Pré-Juízo +
Singu. Existencial)

Os coitados temiam serem amaldiçoados por mim, caso fizessem tal atitude e assim terem a
vida amorosa prejudicada até chegar o dia de irem ao Hades. Mal sabiam eles que eu estava
ali do lado concordando que realmente faria aquilo, caso eles derrubassem minha bela
estátua. (Circuns. + Pré-Juízo)

O que me intrigava era o fato de perceber que o povo da que o rei mudaria o meu templo
para dedicar a outra deusa? Por cidade de Elis era tão devoto a mim, por que um templo
logo para a cara-de-cavalo? Por que os servos chamavam o rei de louco? (O que acha de si
mesmo + Epistemologia + Lugar + Vice conceito)

Eu precisava averiguar mais profundamente. Os servos usaram uma espécie de guindaste


bem precário e arrancaram um dos meus braços... quer dizer, um dos braços da estátua que
me representa. (Circunst. + Epistemologia + Desloc. Curto)

Para minha surpresa, meu meio-irmão, o Hércules, apareceu lá, mas sem o seu parceiro
Iolaus. Na sua companhia estava um velho pançudo. As coisas não estão fáceis nem para o
grande Hércules. Trocou o Cachinhos por aquele mequetrefe? (Circuns. + Pré-Juízo)

Sabiamente, Herc, ao ver minha estátua sem um dos braços, fez uma expressão de
preocupação. Ele sabia que minha vingança por tal atitude seria cruel. (Deloc. Curto + Pré-
Juízo)

Um dos servos falou que derreteria minha estátua para aproveitar o valioso metal. Eu falei
que derreteria todos eles. Eu tinha esquecido que sendo um semideus, Herc poderia me ver
e ouvir. Então, ele se aproximou e explicou que estava na cidade à procura do rei Ageus. Eu
respondi que também estava ali para encontrá-lo e fritá-lo, literalmente! Imagina... fazer do
meu templo um templo para a cara-de-cavalo! O pançudo ao lado do Herc, perguntou
porque ele estava conversando sozinho e Herc respondeu que falava comigo. O safadinho
arregalou os olhos e perguntou como eu estava vestida. Então, para satisfazer a curiosidade
do pançudo, apareci para ele também. Ele ficou atônito ao me ver com um longo vestido
branco com bordados dourados, estampa de flores azuis e um notável decote que valorizava
bem meus fartos seios. Aquele mortal ficou olhando apenas para meus seios e nem olhou
direito para o meu rosto. Hahaha. (Circunst. + Pré-Juízo + Inters. E.P. + Vice conceito +
Desloc. Curto + Singu.Existencial)

O bondoso do Herc disse que o rei Ageus tinha enlouquecido e que ele iria até ele verificar
se era possível ajudar. Eu falei para o Herc resolver isso rapidamente, pois eu estava me
controlando para não jogar toda a minha ira contra esse rei. JJ, nunca queira ver a deusa do
amor com ódio. Pois eu sou muito boa em ser boa. Mas quando eu sou má... Ah, querido,
eu sou melhor ainda! (Pré-Juízo + Emoções + O que acha de si mesmo + Pré Juízo)

Porém, eu nem precisei mexer meus pauzinhos. Esse rei louco libertou todos os animais do
estábulo e estava passeando na cidade em uma carruagem jogando pedras, com desenho de
raio, nas pessoas. Os servos que estavam desmontando meu templo, ao saberem dessa
atitude tresloucada, pararam o desmonte do mesmo como forma de protesto. Nem o
comandante conseguiu contê-los, pois estava sozinho contra dezenas de servos revoltosos.
Então, ele não os impediu de saírem. (Circuns + Pré-Juízo)

Um tempo depois, o rei-louco veio até o templo. Eu apareci para ele. Eu queria ver qual era
a reação dele ao me encarar. Ver a própria deusa Afrodite, cujo templo ele estava a destruir.
(Vice conceito + Lugar (templo?) + Busca? + Singu. Existencial)

Para a minha surpresa, o rei me viu e ficou um tempo observando-me sem nenhuma
surpresa, diferente de como sempre acontece quando um mortal me vê. Ele apenas disse
“Afrodite. Bom te ver, minha filhinha!”. Realmente o Herc tinha razão, o velho estava
doido. Ele achava que era o próprio Zeus! E para agradar a Hera, que ele imaginava ser sua
esposa, queria fazer de meu templo, o templo dela. (Circuns.)

Como pode, um humano, mortal, ter a audácia de achar que é uma divindade? Não consigo
conceber isso. Quando eu questionei ao rei-louco sobre o meu templo que ele despontava,
ele me tratou como se eu fosse uma garotinha mimada e pediu para eu me comportar, pois
ele iria para uma reunião importante e na volta discutiria se deixaria o templo comigo ou
não. (Epismologia + Vice Conceito + Lugar + Circuns.)

Como eu não bato palma para maluco dançar, o deixei ir embora para essa tal reunião e
resolvi enfeitar mais ainda o templo, com flores, um espelho central e ornamentos
afrodisíacos para deixá-lo mais a ver comigo. Anoiteceu e eu deixei o templo com velas
rosadas, acesas, e muito perfumadas. (Vice conceito + Circuns. + Lugar + Deslc. Curto +
Singu. Existencial)

O rei Argos apareceu no templo sujo de lama, irritado e chutando tudo. Ao olhar seu
reflexo no espelho, ele se queixou que um deus com aquela aparência era patético e por isso
ninguém o respeitava. Parece que Hércules disputou uma corrida de baia com ele e o
venceu. Em cólera, o rei-louco jogou uma das velas em direção ao espelho. (Term. Sing. +
Desl. Curto + Lugar + Circuns. + Singu Existencial)

Foi nesse momento que uma voz ecoou no local. Fiquei surpresa, era a voz da Hera!! Ela
aproveitou a loucura dele e falou como se fosse sua esposa e deu-lhe uma poderosa
armadura e poderes de lançar bolas de energia, além de uma força sobre-humana. Em troca,
ela exigiu que ele matasse Hércules antes do próximo pôr-do-sol como forma de
agradecimento. (Circuns. + Desl. Curto + O que ac ha de si mesmo + Term. Sing + Singu.
Existencial)

Logo, eu conectei todas as coisas. A cara-de-cavalo estava por trás de tudo desde o início.
Fez o rei Ageus ficar louco e achar que era o próprio Zeus, deus dos deuses, para atrair
Hércules até a cidade e destruí-lo, como tentou fazer dezenas de vezes desde que o
coitadinho nasceu. Porém, ao inserir a destruição de meu templo no meio dessa guerra
familiar dela contra os bastardos semideuses de Zeus, ela mexeu com a deusa errada.
(Epistemologia + Vice Conceito + Pré-Juízo + Circunst. + Pré-Juízo)

Assim que o dia amanheceu, esperei o Herc acordar e eu apareci para colocar ele a par dos
últimos acontecimentos. Só que um dos cidadãos de Elis chegou no local no meio da nossa
conversa. Claro, ele não sabia que o Herc conversa comigo porque eu estava invisível.
(Circuns. + Singu. Existencial)

Como sou educada, deixei aquele reles mortal falar primeiro. Ele estava furioso dizendo
que a cidade de Elis estava possessa, advinha com quem? Comigo! (Circunst. + Lugar)

Herc ficou acanhado, pois sabia que eu estava ali do lado ouvindo tudo. Aquele mortal
dizia que a população de Elis me venerava há décadas e eu nunca dei nada em troca, nem
mesmo nesse momento de falta de lucidez do rei, eu estava ali para ajudar. Ele reclamou
que o povo de Elis só davam, davam, davam e eu só pegava, pegava e pegava sem nada dar.
(Circuns. + Lugar)

Eu não aguentei. Me materializei para o mortal e critiquei dizendo que a devoção do povo
de Elis era tanto que estavam prestes a transformar meu templo em um templo da Hera e
que agora pediam minha ajuda. Ele ficou boquiaberto e quando tentou se justificar, eu
desapareci de lá para deixá-lo no vácuo. A expressão facial que ele ficou após a minha
saída era um amálgama de susto com vergonha. (O que acha de si mesmo + Pré-Juízo +
Lugar + Deslc. Curto + Significado + Singu. Existencial)

Depois, o Herc me contou que aquele homem perguntou se eu era Afrodite e que se eu
havia escutado tudo o que ele disse. O Herc confirmou, deixando aquele mortal mais
embaraçado ainda. (Circuns.)

Algumas horas depois, após eu refletir muito sobre tudo, eu fui até o estábulo onde estava
aquele mortal que eu deixei no vácuo. Ao me ver, ele largou o feno que colocava na carroça
e se ajoelhou aos meus pés pedindo desculpas. Eu falei que não estava ali para castigá-lo,
reclamei do cheiro horrível do local e perguntei se o que ele falou para Hércules era alguma
espécie de piada. O mortal teve a audácia de dizer que não era. (Tempo + Epistemologia +
Inters. EP + Lugar + Desloc. Curto + Sensações)

Ele alegou que a população da cidade se sentia abandonada por mim. Eu interpelei
justificando que tinha o mundo inteiro para cuidar também, pois eu tenho muitos templos.
Ele pediu desculpas novamente e depois falou em tom respeitoso que eu devia ligar menos
para os templos e ligar mais para as pessoas. Ele se desculpou mais uma vez e disse que a
culpa era deles porque esperavam que tinham alguma importância aos olhos de uma grande
deusa como eu. (Circunst.)

Eu dei a mão àquele homem, elogiei a coragem dele de dizer na minha frente sobre os meus
erros e desapareci do lugar alegando que o mau cheiro estava a me fazer mal. O mortal
tinha, dessa vez, um olhar que mistura admiração com decepção. (Desloc. Curto + Inters.
Ep. + Expressivida + Circuns. + Sensações + Significado)

Eu fiquei tão desnorteada que esqueci de avisar ao meu irmão de toda a armação da Hera
até ser tarde demais. O rei Argos foi atrás de Herc e o atacou ferozmente. Herc logo
entendeu que o rei era uma vítima dos jogos divinos, apenas se defendeu dos ataques. A
luta estava acontecendo perto daquele mortal que me disse as verdades na minha frente. E o
pior aconteceu. Argeu emitiu bolas energéticas nos pilares do local para soterrar Hércules e
o mortal acabou sendo soterrado junto. Hércules resistiu, mas o pobre mortal, que era um
pastor de meia-idade, não. A Hera foi longe demais dessa vez. (O que acha de si mesmo +
Pré-Juízo + Circunst. + Pré-Juízo + Term. Sing. + Pré-Juízo + Singu Existencial)

Como homenagem ao homem, eu apareci no lugar onde os familiares e amigos mais


próximos dele, como a filha dele e o Herc, haviam improvisado uma espécie de funeral
particular. Foi aí que eu fiz questão de saber o nome dele: Palamedes. Nunca mais
esquecerei. (Circunst. + Lugar + Term. Sing. + Singu. Existencial)

A filha de Palamedes, ao me reconhecer, implorou-me para ressuscitar seu pai. Eu


expliquei a ela que não era o meu ramo. Poderia fazê-la se casar com um príncipe, se ela
quisesse, mas não dar a vida a alguém que morreu. Ela implorou, chorando, e alegando que
eles me honraram por anos e eu deveria ajudar de alguma forma. (Circunst. + Pré-Juízo +
Singu Existencial)

Eles não entendem que cada deus tem uma especialidade. Nesse caso, só Hades, que
domina esse setor. E até para curar um mortal, nós, deuses de outros setores, só podemos
fazer com a permissão da divindade suprema, que no caso é Zeus, o deus dos deuses. (Pré-
Juízo)

Como Hades me devia um favorzinho, eu lancei uma aura sobre o corpo de Palamedes que
impedia o espírito dele sair do corpo até o pôr-do-sol – Antes que tu me questione, eu digo
que sim, nós deuses temos muita relação com crepúsculo vespertino por um motivo
inexplicável – e a filha de Palamedes, chorando mais, pediu-me para fazer mais do que
aquilo. E eu pedi desculpas e desapareci constrangida do local. (Circunst. + O que acha de
si mesmo)

Fiquei do lado de fora observando, invisível, o corpo de Palamedes e comecei a chorar.


Hércules percebeu minha presença e veio falar comigo. Eu reclamei dizendo que queria
privacidade, mas quando ele começou a se retirar, eu resolvi desabafar e disse que
Palamedes me via além da aparência física. Herc estranhou me ver daquele jeito,
principalmente se tratando de um mortal, e eu entendi que o meu irmão não me conhecia
tão bem como eu imaginava. JJ, eu não sou insensível. (Circunst. + Esteticidade bruta? +
Expressividade? + O que acha de si mesmo)

Eu me senti impotente ao não poder ajudar mais o Palamedes. Foi nesse momento que o
fofinho do Herc disse que iria dar um jeito de salvar Palamedes e o rei Ageus até o prazo
estabelecido: o pôr-do-sol. (O que acha de si mesmo + Circuns + Tempo)

Então, resolvi ajudar. O meu choro se foi, pois eu percebi que havia uma esperança de
resolver tudo. Falei para o Herc que o ajudaria distraindo o rei Ageus enquanto ele
arrumaria um jeito de resolver aquela bagunça que a cara-de-cavalo arrumou.
(Epistemologia + Circunst. + Vice Conceito)

O louco do rei estava em seu castelo e brincava de acertar bolas de energia no comandante
enquanto mandava um soldado organizar tropas para maltratar toda a população da cidade
devido a rebelião e assim impor respeito. E claro, cumprir a missão de destruir o Hércules.
(Pré- Juízo + Lugar + Circunst. + Desloc. Curto + Singu Existencial)

Eu cheguei no Castelo abraçando-o e chamando-o de papai. Ele ficou grato com a surpresa
e questionou porque eu não estava na escola de treinamento divino aquele horário. E eu
respondi que tinha sido expulsa da escola por mal comportamento. (Circunst. + Desloc.
Curto + Lugar)

Depois, eu levei ele até o trono dele, fiz ele sentar no trono e eu sentei em um dos braços do
trono. Falei que era para ele esquecer um pouco de Hércules e passar mais um tempo
comigo, pois havia anos que nós não passávamos um tempo juntos. Também falei que
estava de mudança para o castelo dele. (Circunst. + Lugar + Desloc. Curto + Tempo)

No início, funcionou. Ele ficou encantado com minha presença e afeto. Quando o
comandante retornou dizendo que as tropas estavam prontas e só faltava ele para completar
o ataque, o rei falou para o comandante que era para as tropas esperarem, pois a família
vinha em primeiro lugar. (Circunst.)

Fiquei ali enrolando, falando sobre uma briga minha com a Ártemis por causa de uma
sandália que eu emprestei a ela e que a Atena fazia a mediação da nossa briga... até que um
forte tremor abalou o castelo e um portal se abriu no teto. Era a Hera furiosa porque
Hércules ainda estava vivo, que preparava a queda do rei e que eu estava ali para distraí-lo
como parte do plano. Daí, papai... quer dizer, o rei Ageus, perguntou a mim se aquela
história era verdade e eu neguei, claro. Eu disse que estava adorando a nossa conversa de
pai e filha. (Circunst. + Desloc. Curto + Pré-Juízo + Singu Existencial)

A cara-de-cavalo sabia que meu ponto fraco era a mentira. Eu não sei mentir. Por isso ela
insistiu nessa narrativa e eu meio que assumi que estava ali para engambelar o coitado. Ele
estava mais poderoso que eu supunha e criou uma prisão de energia em volta de mim. E eu
não consegui sair. Por um momento, confundi o teatro com a realidade e gritei com o rei
como se ele fosse Zeus, dizendo que ele sempre fica do lado da Hera nas brigas. (Vice
Conceito + O que acha de si mesmo + Circunst. + Pré-Juízo + Esteticidade Bruta)

Mas eu não sou boba. O rei deixou o comandante cuidar de mim na prisão usando uma luva
com poderes energéticos. Eu imaginei “o toque do comandante na prisão de energia poderia
anular o poder e me tirar dali? ”. O falso Zeus saiu para atacar Hércules e os cidadãos e eu
comecei a flertar com o comandante. Ele se negava a olhar para mim com medo de cair em
tentação. Ah, meu querido, eu usei minhas artimanhas e aquele homem caiu na minha rede
como um peixe. Ele encostou na grade com a luva e além de me libertar, caiu desacordado
no chão. (O que acha de si mesmo + Circunst. + Hipótese + Vice Conceito)

Assim que eu escapei, resolvi ir para onde estava o epicentro da batalha. O cretino do Herc
levou a batalha para meu templo! Ele e o rei Ageus estavam brigando lá dentro, acredita?
(Circunst. +Pré-Juízo + Lugar)

Uma coisa interessante é que o Herc colocou o corpo de Palamedes no altar do templo e
ficava lá dentro desviando das bolas de energia do rei. De algum jeito ele descobriu que
aquele poder daria a vida de volta a um morto, caso fosse atingido. (Circunst. + Lugar +
Singu Existencial)

Estava um caos. Várias pilastras destruídas. Meu templo estava irreconhecível. Mas como
Palamedes me ensinou: Pessoas primeiro, templos depois. (Pré-Juízo + Lugar + Circunst. +
Deloc. Curto + Pré-Juízo)

O corpo de Palamedes estava coberto para o rei não saber a intenção verdadeira de Herc.
(Circunst.)

Uma outra bola acertou o outro braço da minha estátua, que ficou sem os dois braços. Eu
resolvi tomar uma atitude para ajudar o Herc e tentava desviar algumas bolas para a direção
do corpo de Palamedes. Estávamos quase perto do pôr-do-sol. Consegui desviar um deles
para atingir o corpo de Palamedes. Fiquei eufórica! (Desloc. Curto + Circunst. + Tempo +
O que acha de si mesmo + Sing Existencial)

Só que o Herc ficou encurralado e o rei se preparava para lançar uma gigante bola de
energia nele. Que seria fatal até mesmo para um semideus. O Herc se movimentou de tal
jeito que o bólido atingiu a parte mais espessa da estátua e em vez de destruir, mandou o
bólido na minha direção, eu desviei - usando o meu bumbum – e devolvi para Herc que
usou um escudo que estava jogado no chão para jogar de volta ao rei, que caiu muito ferido
ao chão, após ser atingido pelo bólido. (Circunst. + Pré-Juízo + Desloc. Curto + Singu
Existencial)

O plano de Herc funcionou. Eu estava sentindo uma felicidade que há tempos eu não sentia.
Deu tudo certo. Ou melhor, quase tudo. Pois agora o rei Ageus achava que era Ulisses.
Menos mal, não é? (Circunst. + O que acha de si mesmo + Emoções + Pré-Juízo)

Eu até desapeguei um pouco das coisas materiais e permiti que a população vendesse os
objetos sagrados de ouro, prata e bronze para ajudar a cidade se recompor de toda a
destruição. Um dos comerciantes, que era da cidade de Milo, se interessou pela minha
estátua sem braços e a comprou. Daí que iria surgir a escultura mais famosa até hoje... a
Vênus de Milo. Vênus é meu nome latino. (Circunst. + O que acha de si mesmo +
Autogenia + Desloc. Curto + Lugar + )
Herc me agradeceu pela ajuda e disse que conheceu o meu lado belo e que não era o
exterior. Nós dois concordamos que fizemos uma bela dupla. E assim, JJ, mais uma vez o
dia começa complicado e termina maravilhoso. Quando contei essa história para meu
marido, o Hef, ele ficou orgulhoso de mim. (Circunst. + Pré-Juízo)

JJ: - Afrodite, esse é o nosso terceiro encontro. Eu gostaria de saber: o que te leva a
procurar a Filosofia Clínica?

Afrodite: - Bem...no nosso primeiro encontro eu falei da maneira que a Atena tentou
conquistar o Iolaus, transformando-o em um grande filósofo. Foi nesse momento que
busquei uma terapia nessa área e te encontrei. Por isso, no segundo encontro, quando eu
desejei abandonar o cargo de deusa do amor e tentei ser da sabedoria, li sobre filosofia e
gostei. Portanto, continuei a terapia porque eu quero ser uma deusa melhor. Quero tentar
ser menos fútil e menos preocupada com aparência física e com a quantidade de templos.
Quero ser uma deusa conhecida pela beleza interior... também. Roteiro? + Divisão + Busca
+ Papel existencial + Epistemologia + Pré-Juízo / Assunto = Busca + O que acha de
si mesmo + Lugar + Papel Existen.?

JJ: - O que tu queres dizer com “abandonar o cargo de deusa"?

Afrodite: - É que eu encaro meu destino de deusa como uma responsabilidade,


uma missão para com os humanos. Claro, por eu ser imortal eu tenho meus
momentos de tédio mesmo quando o Cupido sai aprontando por aí.

ENCONTRO IV

(Hoje o encontro foi na minha casa, a pedido da partilhante que queria um espaço para
deitar no chão do hall de algum prédio. Ela, novamente, estava com a roupa da
personagem Afrodite, porém diferente das usadas nos encontros anteriores. Nossa
frequência de encontros permanece semanalmente, sem alteração do dia e data. Ou seja,
hoje completará um mês inteiro, visto que é nossa quarta semana).

Afrodite: - Eu sei que faz um tempo que eu não venho aqui. Confesso que eu regredi em
alguns aspectos. As confusões que eu me meti recentemente superam as outras que eu lhe
contei nos encontros anteriores. (Pré-Juízos + Term. Equiv.)
Tentei seguir o que falei para meu seguidor Palamedes, porém eu acabei me envolvendo em
uma disputa de reis, que ocasionaria na derrubada de dois templos meus, me deixando –
estatisticamente – com menos templo do que a chata da Atena. Foi nessa situação que eu
conheci a tal Xena e sua trupe: uma aprendiza dela que adora escrever poemas e um
paspalhão que se acha um guerreiro, mas atrapalha mais do que ajuda. Essa Xena era pupila
do meu meio-irmão Ares, o deus da guerra, e venceu centenas de batalhas, por isso ficou
conhecida como ‘A princesa guerreira’. Contudo, ao enfrentar o meu outro meio-irmão, o
Hércules, acabou mudando de lado e agora era a grande heroína do pedaço. (Lugar + Inters.
E.P. + Pré-Juízos + Vice Conceito)

Eu estava nem ligando para isso, até que uns pirralhos invadiram um dos meus templos e
escreveram frases nas paredes e colunas pedindo para Xena ser deusa, que ela era a melhor
no que faz, etc. e tal. (O que acha de si mesmo + Lugar + Circuns.)

Fiquei possessa. Ares apareceu e começou a explicar sobre sua ex-pupila, pois agora eram
adversários. Ele falou que a fama da Xena poderia superar a minha e que futuramente as
pessoas ao pensarem em amor, associariam à Xena porque a amiga e companheira dela
contava emocionantes histórias das aventuras delas em seus pergaminhos poéticos. (O que
acha de si mesmo + Inters. de E.P.)

O Ares me infernizou dizendo que essas histórias que a poetisa conta são muito bem
escritas e que fazem a Xena ser maior do que ela realmente é. (Pré-Juízo + Inters. de E.P. )

Eu sei que ele é o deus da guerra e estava ali para me envenenar contra essas mortais.
Contudo, mesmo sabendo de suas intenções, eu precisava fazer algo para prejudicar essa
princesa guerreira. (Pré-Juízo + Vice Conceito)

Por isso, eu fui até ela naquela noite. Xena e a poetisa estavam se preparando para dormir.
Eu sentei do lado delas, invisível. Xena estava aconselhando a amiga para começar a
escrever obras de ficção e esquecer um pouco as aventuras delas. (Circuns. + Vice
Conceito)

Xena dormiu. E a poetisa, que se chama Gabrielle, pegou uma pena e começou a escrever
uma história de ficção colocando ela mesma como protagonista. Essa foi a deixa para eu
lançar um encantamento no rolo de pergaminho para que tudo que ela escrevesse, se
tornasse real de uma maneira deturpada, para assim ela desistir de escrever e com isso parar
de elevar o nome da Xena. (Circunst. + Desloc. Curto + Vice Conceito + Busca)

No dia seguinte, ao amanhecer, observei de longe os acontecimentos. Um grupo de


bárbaros chegou à cavalo para atacá-las. Gabrielle acordou assustada e foi catucar Xena
para acordar, mas ela não acordava e nem se desenrolava dos panos que usou para dormir.
Então, Gabrielle – sozinha – enfrenta e vence os guerreiros, usando técnicas de luta que ela
mesmo não conhecia. (Circuns. + Desloc. Curto)
Os bárbaros, derrotados, se evadiram do local e a pessoa que dormia enrolada ao lado da
Gabrielle, se desenrola e mostra quem é: Joxer, o tal guerreiro atrapalhado que te falei no
início do nosso encontro. (Circuns.)

A poetisa era sagaz. Ela percebeu que os acontecimentos que acabaram de ocorrer eram
iguais ao que ela tinha escrito no pergaminho na noite anterior. Inclusive isso explicaria o
sumiço de Xena, a aparição repentina de Joxer e o fato dela vencer os bárbaros com
técnicas de alto nível. (Vice Conceito + Pré-Juízo)

Para confirmar a teoria, ela escreve no pergaminho para Joxer se bater com o cajado dela e
ele o faz. Assim, ela teve certeza de que tudo que ela escreve naquele pergaminho,
acontece. (Circunst.)

A partir daí que as confusões começaram. Eu estava gargalhando ao assistir tudo. Pois sabia
que nem sempre o pergaminho faria exatamente como ela imagina que ocorreria, devido a
dubiedades da escrita poética dela. Por exemplo, ela tinha escrito que acordou com
preguiça e que Xena saiu para pescar. O pergaminho interpretou que ela acordaria ao lado
do preguiçoso Joxer. Hahahah. (Pré-Juízo + Circuns.)

Porém, algumas coisas estavam saindo do meu controle. Eu não queria que o encantamento
do pergaminho virasse uma bênção nas mãos daquela bondosa garota. Pois ela estava
fazendo um aristocrata dar a espada de ouro da família dele para as sacerdotisas de Gaia
ajudarem as crianças órfãs e o dono da taverna distribuir comida gratuitamente. (Pré-Juízo
+ Axiologia + Circuns.)

Por isso, eu precisava intervir um pouco. Então, eu apareci para aqueles bárbaros que a
poetisa tinha derrotado e os persuadi para que voltassem e se vingassem, pois era
humilhante serem derrotados por uma garotinha. E deu certo. (O que acha de si mesmo +
Circuns + Term. Part. + Vice Conceito)

Paralelo a isso tudo, eu descobri que o Ares articulava com uma tropa de guerreiros para
fazer uma emboscada contra o vilarejo próximo de onde Gabrielle e Joxer estavam. Deve
ser por isso que ele me usou para dar um sumiço na Xena. Safado! (Circunst. + Lugar +
Hipótese + Pré-Juízo)

Ares pediu para os seus guerreiros aguardarem, na floresta, por um sinal dele para saber o
momento de atacar. Ele não combinou um sinal específico porque disse que assim que eles
vissem o sinal, saberiam que era o sinal dele. (Circuns.)

Quando os bárbaros chegaram na taverna, eu fiquei quietinha e invisível no canto


observando. A poetisa percebeu que não daria tempo de escrever uma cena de luta contra
eles e apenas colocou que os bárbaros decidiram ir para o Leste. E assim, eles resolveram
atacar o orfanato das irmãs de Gaia que ficava naquela direção. Ao notar isso, Gabrielle
escreve rapidamente ‘os bárbaros decidiram ir para o Oeste’ e assim eles pegaram seus
cavalos e verbalizaram que iriam atacar o vilarejo que estava naquela direção, o mesmo
vilarejo que o Ares queria atacar. (Circuns. + Sing. Exist. + Epistemologia + Vice Conceito
+ Lugar)

A poetisa ficou confusa e escreveu que os bárbaros deveriam sumir da Terra. Daí ela
escutou eles dizendo que virariam piratas. JJ, eu nunca ri tanto na minha vida. Ver a cara de
desespero daquela garota foi um deleite. Ela finalizou dizendo que os bárbaros decidiram ir
para a caverna. E assim, eles foram para dentro de uma caverna localizada ali perto. (Vice
Conceito + Circuns. + Lugar + O que acha de si mesmo + Pré-Juízo + Lugar)

E assim, a Gabrielle decidiu que deixaria de escrever para sempre. A coitada achou que era
ela que tinha o poder, mas era o pergaminho que tinha. Enfim, eu comemorei e fiquei
felicíssima porque tinha conseguido cumprir o meu objetivo! (Circuns. + O que acha de si
mesma + Emoções + Em direção ao Desfecho)

Só que minha felicidade não durou muito tempo. Pois depois de um curto tempo, aquela
menina – metida a pacificadora – foi para o vilarejo e pensou que poderia acabar com a
guerra no mundo e escreveu no pergaminho a seguinte frase ‘e a guerra perdeu sua força’
mais alguma coisa que rimasse com força. E sendo poetisa, não escrevia coisas diretas,
sempre com esse texto alegórico. E o pergaminho deu uma interpretação equivocada. Pois o
Ares caiu dos céus na frente dela sem poder algum. Ele havia se tornado um mortal, sem
poderes divinos. (Pré-Juízo + Tempo + Circuns.)

Gabrielle percebeu a confusão, pois o Ares estava em cólera e explicou que o poder estava
no pergaminho. E ela, ao tentar desfazer fez algo pior. Ela escreveu no pergaminho que o
poder que o regia, devia perder a força. Adivinha, JJ? Eu quem cai dos céus igual uma
pomba abatida por um caçador. Caí em cima do Joxer. Não tem graça. Eu estava sem
poderes. Agora eu era uma reles humana como eles! (Term. Sing. + Circuns. + Vice
Conceito + Desloc. Curto + Pré-Juízo + Sing. Exis.)

Ares me acusou de dar poderes demais à garota e eu o acusei de me manipular para intervir
no ataque dele ao vilarejo, o que acabou fazendo as coisas chegassem naquele ponto. Foi
patético. Dois deuses tão poderosos caídos no chão e cercados pelos olhares curiosos dos
mortais daquele lugar. O medo apoderou-se de mim. A sensação de mortalidade é péssima.
(Circuns. + Pré-Juízo + Lugar + Pré-Juízo + Emoções)

Vendo eu e Ares discutir, a poetisa se deu conta que Ares queria Xena fora da região para
atacar o vilarejo e me usou para esse fim. Nesse instante, eu fui bem simpática com a garota
para ela escrever algo que pudesse fazer meus poderes voltarem. Ares queria os dele
primeiro. Mas eu a alertei, que se desse a ele, ele iria mandar o sinal para os guerreiros
invadirem o vilarejo. (Circuns. + Vice Conceito + Lugar + Pré-Juízo? + O que acha de si
mesmo + Pré-Juízo + Lugar)
Gabrielle escreve ‘Afrodite voltou como era antes’ e eu desapareci e caí dos céus
novamente. Dessa vez, caí em cima do Ares. Irritada , ela chamou aquilo de maldição. É
sempre assim, quando meus poderes agradam as pessoas é bênção, quando desagrada,
apesar de ser o mesmo encantamento, vira maldição para eles. Aff. (Circuns. + Deslc. Curto
+ Pré-Juízo)

O tonto do Joxer orientou para a poetisa escrever para que eu e Ares voltássemos como era
no início, mas eu impedi, pois isso poderia fazer com que eu e ele virássemos bebês. Eu
também alertei à poetisa que assim que o pergaminho tivesse completamente escrito, as
coisas permaneceriam do jeito que ela encerrou a história. (Circuns. + Pré-Juízo + Vice
Coneito)

Para achar Xena, Gabrielle escreveu no pergaminho ‘E a guerreira aparece segurando o


chicote de Xena’ e quem aparece no local era uma mulher feiosa, com voz horrível e sem
noção e que estava vestida de Xena. Ela era a fã número um da Xena e tinha adquirido o
chicote da princesa guerreira sem a Gabrielle saber. E como essa mulher era guerreira, o
pergaminho acabou trazendo essa louca até nós. (Circuns. + Lugar + Pré-Juízo + Desl.
Curto)

Eu comecei a sentir uma fome imensa, um barulho horrível saiu do meu estômago e todos
ouviram. Era algo novo para mim. Fomos todos para a taverna comer. Eu estava com uma
fome de dez mendigos. Comi tanto que cheguei a arrotar. Que vergonha! (O que acha de si
mesma + sensações + Circuns. + Pré-Juízo + Lugar + Vice conceito + O que acha de si
mesma + Emoções?)

A tal fã da Xena deu uma gargalhada horrorosa e disse que contaria para todos que acham
que Afrodite era perfeita, que sou uma porca fedida igual a ela. Fiquei muito chateada e
constrangida. Os deuses não precisam se banhar para continuar lindos, cheirosos e limpos.
Como mortal, eu não sabia me portar. (Circunt. + Desloc. Curto + O que acha de si mesma
+ Emoções + Pré-Juízos)

JJ, tu lembras do aristocrata que deu a espada dourada para as sacerdotisas de Gaia? Então,
ele viu elas vendendo a espada e tentou atacá-las. Gabrielle impediu a tempo, pois escreveu
no pergaminho para ele ir para a caverna. Fiquei imaginando ele encontrando os bárbaros
lá. (Circunst. + Lugar + Abstrato)

Para piorar, o Joxer veio até mim para fazer pedidos amorosos. Eu o informei que já estava
com problemas demais para resolver. Porém, eu não tinha como sumir dali e ele me venceu
pelo cansaço. Como eu sabia que a pessoa que ele gostava era a Gabrielle, eu não precisava
de poderes para aconselhar o rapaz no jeito que ele poderia conquistá-la. Por isso eu o
aconselhei a escrever poesias ou dar um presente valioso. Essa segunda dica foi pensando
no que eu gostaria de receber. Assim eu poderia me livrar daquele chato. (Pré-Juízo +
Circunst. + Pré-Juízo + Sing. Exiten. + Epistemologia + Inversão)
Sobre minha orientação ao Joxer, ele começou a escrever a poesia, usando alegorias, e
colocou que viu Gabrielle três vezes com os olhos de Eros. Só que aquele estúpido não
percebeu que a poesia que ele escrevera foi no pergaminho encantado. Então, todos do
vilarejo ficaram eufóricos quando três clones nus da Gabrielle dançando no meio da praça.
(Circuns. + Pré-Juízo + Deslc. Curto)

Gabrielle ficou furiosa e desconcertada, por esse motivo, ela escreveu para as três
Gabrielles irem para a caverna. Eu comecei a perceber que essa caverna está ficando um
pouco cheia demais. Hahahaha. (Circuns. + Lugar + Epistemologia + Pré-Juízo)

Anoiteceu. Nós tivemos que dormir na floresta. Disseram que eu ronquei muito. Que
constrangedor! Eu pensei para mim mesma que assim que eu recuperasse os meus poderes,
apagaria da mente deles todas essas situações sórdidas. (Circunst. + O que acha de si
mesmo + Pré-Juízo + Epistemologia + Sing. Existen.)

JJ... as coisas pioraram. Joxer, triste porque em vez de conquistar Gabrielle, a enfureceu
mais. Ele saiu no meio da madrugada para realizar minha segunda dica: comprar um
presente. Ele fez escambo com um comerciante para adquirir um belo colar em troca da
bainha dele com todas as lâminas dentro. Era uma bainha de família que ele herdou do pai e
tinha muito apego. Ele vivia dizendo que nunca iria se separar dela. (Pré-Juízo + Circuns. +
Deslc. Curto)

Só que, a poetisa escondeu o pergaminho encantado na bainha dele exatamente por saber
que ele tinha esse apego. Não imaginou que se desfaria dela para comprar algo para
conquistá-la. Eu acordei com ela apertando o nariz do Joxer querendo saber com quem ele
fez a troca. (Circuns. + Desloc. Curto)

Foi daí que ela explicou tudo. Ai... mais uma confusão para resolver. Um pouco depois,
uma camponesa passou por nós informando que chovia dinares em uma cidade ali perto.
Ao menos a gente já sabia onde a pessoa estava. (Circuns.)

Gabrielle, depois de um tempo planejando algo, decidiu o que iria escrever no pergaminho
para acabar com a confusão. Ela assumiu a posição de liderança e nos dividiu em duplas:
Ela e Ares iriam para a cidade onde chovia dinares e eu e a fã da Xena voltaríamos para o
vilarejo para verificar se tinha algo suspeito por lá. (Circuns.)

Quanto ao Joxer, sabiamente, ela o amarrou em uma árvore para assim ele parar de piorar
as coisas que já estavam péssimas. (Circunst. + Pré-Juízo)

Mas como ela tem um coração mole, antes de partir, ela resolveu soltar o bobalhão e o
mandou ir para a caverna. E assim ele fez. (Pré-Juízo)

No vilarejo, eu pensei em usar o meu charme com os homens para obter alguma
informação. Por isso fui flertar com um velhote. Mas ele me olhou com cara de nojo e
pediu para eu ir tomar banho e depois falar com ele. Eu comecei a chorar. Odeio rejeição!
Era a segunda vez que sentia isso. A primeira foi com o Hef... Nossa, o que ele deve pensar
de mim, já que eu não dormi em casa noite passada? Será que ele acreditará nessa história
bizarra? (Lugar + Epistemologia + Desloc. Curto + Esteticidade Bruta + Pré-Juízos +
Emoções + Divisão? + Epistemologia + Hipótese)

A fã de Xena veio até mim dizendo que descobriu algo, eu não prestei muita atenção
porque eu só chorava imaginando minha situação mortal. Meu título de deusa da beleza já
era. Eu iria envelhecer. Fiquei imaginando eu, em poucos dias, estaria horrorosa e nojenta
como aquela fã de Xena que continuava a contar as coisas sem se importar com o meu
sofrimento. (Circunst. + O que acha de si mesmo + Esteticidade bruta + Pré-Juízo +
Abstrato)

Mas eu tive que me acalmar. Afinal, achar o pergaminho era importante para eu sair
daquela situação. Ela tinha dito que viu rastros de carroça no chão com moedas de dinares
trilhando um caminho que levava em direção à caverna. Eu deduzi que o comerciante leu a
história do pergaminho e viu que todo mundo estava indo para essa caverna e resolveu ir
também. (Pré-Juízo + Term. Equiv.)

E realmente, a maluca tinha razão. As marcas de carroça com moedas de dinares no chão
levaram até a caverna. Nós acabamos encontrando Gabrielle e Ares na entrada, e todos
resolvemos entrar na caverna. Isso me lembrou um dos textos que li naquele livrão quando
eu fiz o teste de como seria ser a deusa da sabedoria. Me recordo que a pessoa que voltou
para dentro da caverna se ferrou. Espero que seja diferente para nós. (Pré-Juízo + Vice
Conceito + Desloc. Curto + Lugar + Circunst. + Desloc. Longo)

Foi uma tremenda confusão, JJ. Gabrielle conseguiu pegar o pergaminho do comerciante,
mas o aristocrata roubou dela. Nisso, os bárbaros se meteram na briga. E como a caverna
era escura e com vários caminhos, a todo momento eu entrava em um deles e encontrava
uma das Gabrielles nuas que ainda dançavam sensualmente. Parecia um labirinto da
loucura. (Pré-Juízo + Circuns. + Desloc. Curto + Pré-Juízo)

Com muita dificuldade, a poetisa conseguiu pegar o pergaminho e escrever algo nele antes
de ser atacada pelos bárbaros que saíram com o pergaminho para fora da caverna. E todo o
pessoal foi atrás dele: Eu, Ares, Joxer, Gabrielle e suas clones nuas, o aristocrata, a fã da
Xena... Em algum momento, a poetisa nos contou que escreveu para que o pergaminho
encontrasse a Xena e era por isso que nós seguíamos os bárbaros. (Circuns.)

Como tudo pode piorar... os guerreiros de Ares que estavam de prontidão, há mais de 24h,
viram os bárbaros passarem e em seguida todo o povo. Eles concluíram que aquilo era o
sinal de Ares e começaram a correr em direção ao vilarejo para atacar. (Pré-Juízo +
Circunst.)
A minha humilhação final foi quando até o Joxer reclamou do meu cheiro dizendo que eu
fedia a peixe. E eu chorei novamente. Só que a Xena aparece com uma carroça de peixes e
segurando um pergaminho. Explicamos toda a situação a ela. (O que acha de si mesmo +
Esteticidade Bruta + Desloc. Curto + Circunst.)

A sábia Xena perguntou-me quais foram as frases exatas que eu utilizei durante o
encantamento e eu a respondi. A conclusão que ela tirou, a partir das minhas palavras, foi
que se fosse escrito algo verdadeiro no pergaminho, o encantamento se destruiria, pois, as
palavras que eu usei davam brechas para isso. Ou seja, as mentiras viravam verdades e a
verdade anulava tudo. Bem, não custava tentar. (Circunst. + Tradução + Pré-Juízo)

Ares dava dicas a Xena de como ela iria enfrentar as tropas dele. Afinal, era melhor perder
essa batalha e recuperar a divindade do que vencer sem ter o título de deus da guerra. Tu
acreditas que enquanto o cretino do Ares passava as orientações para Xena, passou perto de
mim e prendeu a respiração? Que ódio! (Circuns. + Pré-Juízo + Desloc. Curto + Emoções)

Xena foi para o ataque. O outro desafio era fazer Gabrielle escrever exatamente como as
coisas aconteciam, sem fantasiar nada em alegorias. Por isso, eu e Ares começamos a
descrever como ela devia escrever, narrando passo a passo de como a Xena derrotava os
guerreiros. (Circunst.)

De repente, minhas vestes ficaram limpas, minha pele brilhosa, meus cabelos exuberantes e
nada bagunçados como outrora. O cheiro ruim sumiu. A poderosa Afrodite estava de volta!
(O que acha de si mesmo + Desloc. Curto + Sensorial + Pré-Juízo)

Antes de sumir, joguei um feitiçozinho na fã de Xena e no Joxer para eles se beijarem.


Desapareci de lá empolgadíssima por ser uma imortal novamente. (Circunst. + O que acha
de si mesmo)

Recitando a Safo de Mitilene “Se a morte fosse boa, os deuses não seriam imortais.”. E ela
tem razão. (Expressividade + Dado de Semiose + Pré-Juízo)

JJ: - Afrodite, quando tu disseste que deduziu para onde o comerciante foi, o que queres
dizer? Tradução

Afrodite: - Se eu tivesse com meus poderes, acharia que foi inspiração divina, mas como eu
estava mortal, com certeza foi devido a minha capacidade intelectual que juntou aquelas
informações e trouxe uma conclusão lógica. Hipótese + Pré-Juízo / Pré-Juízo +
Epistemologia

JJ: - Afrodite. Devido a sua busca de ser uma deusa melhor, inicialmente tu pensaste que
isso estaria na quantidade de templos e em reafirmar como deusa mais bela. Em seguida,
essa busca te levou a questionar se era o amor o campo que tu querias dominar. E isso te
levou a testar outras áreas até perceber que o amor é onde devias estar. Nesse processo, tu
conheceste a filosofia através de sua irmã Atena quando ela criou a ilusão para Cachinhos e
também quando tu resolveste tentar ser a deusa da sabedoria. Área que é Atena quem
domina.

Outra mudança nesse processo foi conhecer o Hefestos e se relacionar com ele, além de
firmar seus laços com o seu irmão Hércules que junto de algumas experiências de seus
seguidores, te fez mudar a percepção acerca de seus templos, valorizando mais as pessoas.
Contudo, no encontro de hoje, a importância do templo ainda está presente assim como a
questão da vaidade, beleza e imortalidade que tu passaste por essa experiência de ficar uns
dias sem possuí-las.

Logo, sua busca para ser uma deusa melhor permanece sem abandonar totalmente a
importância dos templos e a questão de ser a mais bela e popular entre as divindades.
Contudo, suas novas relações com humanos tiveram efeitos que, aparentemente,
melhoraram sua postura de como tratar os mortais e com isso ser cada vez melhor para eles,
ajudando-os da melhor maneira, sobrepondo suas questões já mencionadas como a vaidade,
fama e a quantidade de templos. O que achas dessa minha percepção sobre ti? Concordas?

Afrodite: - Nossa. Tu és muito bom. Realmente eu estou tentando cumprir minha promessa
de ser menos fútil e preocupada com aparência física e quantidade de templos para ser uma
deusa melhor no sentido de ser amada por ajudar. Esquecer de ser a mais conhecida e
popular. Até porque eu acho que a deusa mais conhecida no mundo, contudo eu vejo que
não é de uma forma muito positiva. Pois as pessoas conhecem muito das minhas aventuras
amorosas ou das tramas vingativa contra quem se opõe a mim. E pouco sobre a verdadeira
questão do que é o amor e a beleza em si. E só lendo Platão, Plotino e outros pescadores e
pensadoras que eu pude chegar a essa conclusão, pois eu acho que a Filosofia tem esse viés
de nos fazer refletir sobre tudo, inclusive sobre nós mesmos.

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