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Vamos iniciar essa história na infância do nosso Natsu.

Sua infância não foi muito


problemática, porém seus pais meio que eram. Sua mãe, Elena Yoshida, uma brasileira que
passou a maior parte de sua vida no Japão, onde era casada a 24 anos com Akira Yoshida,
um japonês que trabalhava na polícia civil de Tokyo a quase 20 anos. Ambos eram rígidos
com o Natsu, principalmente no quesito educação, onde ele era muito esforçado e sempre
muito bom. Mas mesmo assim, seus pais pareciam não reconhecer e com o passar dos
anos eles demonstravam cada vez menos afeto, o que piorou quando o Natsu fez 10 anos e
praticamente morava na escola. Talvez por isso que sua mãe morreu quando ele tinha 10
anos na simulação, pq na vida real foi quando o afeto acabou? Bom, o Natsu sempre foi
uma criança quieta e obediente, seu número de amigos era escasso, porém tinha um do
qual o Natsu era bem próximo: Izuna Takahashi. Ele era sempre gentil e simpático com o
Natsu e tirava a tristeza que sempre o acompanhava, pelo menos até ele chegar em casa e
tudo voltar ao que era antes. Por algum motivo o Natsu sempre estar perto do Izuna,
principalmente quando o Natsu viajava para o Brasil para visitar seus familiares de lá. 3
anos depois, quando ambos tinham seus 13 anos, Izuna teve que se mudar com seus pais
para a Suíça. O Natsu perdeu seu único amigo de verdade e voltou a ser o garoto quieto e
triste de sempre.
Os anos se passaram. Natsu agora tinha 17 anos, tinha um alto conhecimento nas áreas
de física, pois era a sua faculdade dos sonhos, praticamente faixa preta em karatê, fluente
em inglês e outra coisas mais. Agora ele saía as vezes com as pessoas que ele chamava
de amigos, ele era um pouco feliz, mas faltava uma coisa, faltava alguém, sim, faltava o seu
amigo Izuna, já era o 4° ano sem ele e fazia muita falta. E por ironia do destino, nesse
mesmo ano a família do Izuna resolveu voltar para o Japão. Izuna, agora, também tinha 17
anos, e assim como o Natsu tinha um grande conhecimento em física, ele tinha em química,
ele estava mais inteligente, falava várias línguas, e outras coisas mais. A alegria dos dois
em se reencontrar foi enorme, é lógico, porém algo havia mudado, parecia que de alguma
forma o Izuna tinha ficado… atraente. O Natsu não entendeu o que isso significava, mas
com o passar dos dias, esse sentimento só aumentou, até que ele resolveu falar com o
Izuna sobre isso. O Izuna disse que sentia o mesmo pelo Natsu, e foi aí que eles
perceberam estavam gostando um do outro, e sempre gostaram, então começaram a
namorar.
Então um dia o Natsu resolveu criar coragem e se assumir para os pais, "não tem o
porquê de eles não aceitarem, são meus pais, eles me amam e são evoluídos o bastante
pra isso" era o que ele pensava. Então ele chamou os pais na sala, pediu pra eles se
sentarem e começou a falar sobre o que vinha sentido e contou sobre a sua sexualidade.
Quando ele terminou de falar, sua mãe começou a chorar e gritar coisas horríveis para ele,
seu pai o pegou pela gola e começou a xingá-lo, disse que ele queria acabar com o
equilíbrio da família. O Natsuo logo entrou em fúria meio que misturado com o choque que
seus pais causaram e disse que ele já estava com um cara e que estava muito feliz, pela
primeira vez ele se sentia amado por alguém, ele não se sentia mais sozinho, pressionado,
triste e que era isso que ele queria. Então, sem falar nada, seu pai foi para a cozinha e
parecia estar conversando com alguém no celular, até que em alguns minutos a campainha
toca e o próprio Akira foi atender com uma certa empolgação, ele abre a porta e o Natsu
escuta algumas vozes masculinas e seu pai dizendo "levem ele pra fora", em seguida
entraram 3 homens bem fortes e mascarados, logo um deles acertou um soco na barriga do
Natsu e o puxou pelo cabelo até o quintal, jogando ele no chão. Os 3 começaram a chutar o
Natsu e chamá-lo de aberração e que o Akira iria pagar eles pra fazer esse trabalho, uma
grana preta, daí eles tiraram cacetetes de suas jaquetas e começaram a espancar e
humilhar o Natsu. Não tinha como ele se defender, era um adolescente contra três
brutamontes, ele só chorava e gritava de dor, ele viu sangue escorrendo em cima de seu
olho, mas aí tudo se apaga. Depois ele viu o Izuna perto da casa dos Takahashi sendo
espancado pelos mesmos caras, sofrendo igual a ele, sangrando, com medo, gritando, até
que o Natsu acorda desesperado gritando pelo nome de quem ele viu nesse pesadelo
horrível. Logo que ele grita, ele sente dores por todo o seu corpo, ele se lembra de como foi
brutalmente espancado, ele se lembra de tudo ficando preto e aí sabe Deus o que fizeram
com o seu corpo depois que ele desmaiou.
Natsu percebe que está em um quarto com aparelhos, ele estava em uma cama e todo
enfaixado, e logo entra uma mulher vestida de enfermeira, o que o fez se dar conta de que
ele está em um hospital. A enfermeira entra assustada com o grito e verifica se está tudo
bem com ele, e então ele pergunta como que ele tinha chegado ali no hospital. Então ela
disse que ele estava desmaiado em uma calçada todo machucado e que uma moça o
encontrou e ligou para a ambulância, ela disses também que a moça bateu na porta da
casa em frente pra pedir ajuda e aí um homem atendeu e disse que não conhecia o rapaz e
fechou a porta na cara dela, e logo que a ambulância chegou, a moça foi embora sem nem
se identificar. O Natsuo ouve tudo, responde algumas perguntas da enfermeira e pede para
ligar para uma pessoa, então a enfermeira pega um telefone fixo e entrega para ele. Ele
disca alguns números e começa a ligar, até que alguém atende e ele diz "Izuna? É o Natsu.
Eu tô no hospital, depois eu te explico, se poder, vem pra cá." desliga, entrega o telefone
para a enfermeira e pede para ficar sozinho, e assim ela fez. Uns 40 minutos depois a porta
se abre e entra o Izuna, que fica horrorizado ao ver o estado do Natsuo. Daí o Natsu o
acalma um pouco e conta o que aconteceu, deixando-o em choque. Ele diz que ia ficar um
tempo no hospital pra se recuperar e que precisava de um lugar pra ficar depois, porque
não dava pra voltar pra casa, então o Izuna disse que ele poderia ficar na casa dos
Takahashi o tempo que fosse preciso, então o Natsu agradeceu e assim foi, ele se
recuperou e se hospedou na casa do Izuna, onde foi muito bem recebido.
Certo dia, Natsu e Izuna estavam passeando a noite por Tokyo. Eles entraram em um
beco escuro pra… "dar uns pega", porém eles viram uma luz vermelha bem lá no fundo, e é
claro que eles foram ver o que era. Chegando mais perto, eles viram que essa luz vinha de
uma espécie de símbolo que era bem grande e estava no chão, brilhando. Na frente do
símbolo tinha uma pessoa com um manto preto e parecia segurar um livro, não dava pra
dizer se era homem ou mulher, mas pela voz, parecia ser uma mulher, já atrás do símbolo,
encostado na parede do fundo do beco, tinha um homem amarrado e amordaçado, ele
estava ensanguentado e parecia estar apavorado. A pessoa com um manto começou a
dizer umas coisas em uma língua que nem o Izuna entendia, ela passou o que parecia ser
sangue no livro e começou a rir em um tom de deboche e do nada começa um barulho, um
tremor no símbolo e do meio dele começa a subir uma coisa. Essa coisa era vermelha,
parecia ter sangue escorrendo por ela, parecia ser feita só de carne, ela tinha uma boca
enorme com dentes afiados, tinha garras e no lugar dos olhos só tinham dois buracos.
Quando viu o homem amarrado, a coisa correu em sua direção como uma besta faminta,
grunhindo alto, e quando chegou perto do homem, ela deu uma mordida, atracando um
pedaço do ombro dele, depois deu outra, e outra até que enfim ela arrancou um pedaço da
cabeça dele com uma mordida brutal, fazendo-o jorrar muito sangue e morrer, mas mesmo
assim aquela besta continuou comendo aquele cadáver. A pessoa com um manto apenas
passou um pouco de sangue no livro e a besta voltou pro símbolo, descendo igual quando
tinha subido, e assim o símbolo se apagou, deixando total escuridão naquele beco. A
pessoa se virou e foi em direção da saída do beco, ainda bem que Natsu e Izuna tinham se
escondido em alguns sacos e latões de lixo que por algum motivo estavam alí e não foram
percebidos, pelo menos até aonde eles sabiam, e quando tudo já tinha se acalmado, um
deles ligou o flash do celular para poderem se ver. Eles começaram a falar sobre aquilo,
tentando entender como aquilo tinha acontecido, mas não chegaram a lugar nenhum, eles
estavam muito nervosos por terem visto aquilo, porém em uma coisa eles concordaram: por
mais bizarro, assustador e chocante aquilo foi, essa espécie de ritual é incrível e poderia ser
muito útil. Quando estavam saindo, o Izuna viu um papel com um um símbolo desenhado
nele, que parecia ser o mesmo que eles viram ser usado a pouco. Ele logo mostra pro
Natsu, eles se olham e sorriem, como se tivessem tido a mesma ideia: por que não testar
esse símbolo? Então eles foram para casa, comeram, tomaram banho e foram dormir.
Passaram-se alguns dias e eles conseguiram arrumar tempo e lugar pra tentarem fazer
algo com o símbolo. Era um espaço parecido com uma quadra de esportes pequena que
pertencia aos Takahashi, eles foram para lá umas 7:30 da noite e eles levaram tinta,
canivete e o símbolo. Chegando lá, eles decidiram como iam fazer, já que não tinham o livro
e nem sabiam o que tinham que dizer. Izuna, então, desenhou o símbolo que estava no
papelzinho no chão, com mais ou menos um metro, e como nada aconteceu, o Natsu, com
muita coragem, pega o canivete e faz um corte no braço, um corte o suficiente pra sair
sangue pra derramar sangue no símbolo, o que deixou o Izuna preocupado, mas ele
entendeu que eles precisavam disso. Quando o sangue chega no símbolo, ele começa a
brilhar vermelho, dando um susto nos dois. Eles se alegram, eles fizeram o símbolo
acender, eles se afastam e esperam algo acontecer, e depois de tanto esperar, nada
acontece e o símbolo continua brilhando sem fazer mais nada. O Izuna, meio
decepcionado, levanta do chão onde estava sentado e vai até o símbolo, ficando em pé
bem na frente daquela luz vermelha, e começa a encarar estranhamente aquele símbolo
por minutos, sem piscar, sem mover os olhos, como se o símbolo tivesse o atraindo. O
Natsu vê ali uma grande oportunidade de pregar um peça em seu querido e inocente
namorado. Então ele andou de fininho até o Izuna e gritou "BU!!!" empurrandinho ele e
saindo correndo pra não levar um tapa, morrendo de rir, enquanto o Izuna saiu do transe e
levou um baita susto que o fez pular, e quando se deu conta, tinha pulado pra dentro do
símbolo. Ele começa a sentir uma coceira nos pés, em seguida uma leve dor, mas depois…
a pele dos seus pés tinha começado a arder e ser corroída, consumida e foi subindo para
suas pernas, deixando tudo em carne viva e ia subindo cada vez mais. A dor era horrível,
seu sistema nervoso gritava, o próprio Izuna começou a gritar, ele gritava o nome do Natsu,
ele urrava de dor, quando o Natsu olha pra ele, ele fica tão horrorizado, é um choque tão
grande que ele fica paralisado por um tempo, vendo a única pessoa que o ama sendo
consumido por inteiro bem na sua frente, restando apenas uma poça de sangue, que aos
poucos vai se evaporando. O Matsuo, ainda em choque, caminha até a porta e sai daquele
lugar, depois sai caminhando pelas ruas, com a cabeça baixa coberta pelo capuz de seu
moletom, com os olhos arregalados e vazando lágrimas, porém sem expressar nenhuma
emoção, ele se andava sem raciocinar aonde estava indo, ele só enxergava o Izuna
morrendo. Depois de muito tempo vagando inconscientemente, ele sai do transe ao ouvir
uma voz masculina familiar, era a voz do seu pai dizendo "boa noite, filhinho, já aprendeu a
lição? Desistiu de ser um verme que sai transando com todo homem que vê?", e então o
Natsu se dá conta de que está em sua casa, a casa dos Yoshida, mas como ele saiu
daquela quadra e foi parar lá? Foi isso que ele se perguntou, mas não achou uma resposta,
ele só via seu namorado morrendo repetidamente. Seu pai, Akira, continuou o insultando,
mas ele não ouvia, até que o Akira começou a ofender o Izuna, mesmo sem saber quem
era ele ou mesmo o nome dele, ele se referiu ao Izuna como " aquele verme que te come
todo dia", mas claramente era do Izuna que ele falava, e foi dizendo coisas horríveis sobre
ele, e o Natsu, dessa vez, ouviu tudo. Ele começou a se enfurecer e pegando o canivete,
ele diz "foi tudo culpa sua" e começou a esfaqueá-lo, repetindo a mesma frase sem parar,
até que depois de matá-lo, sua mãe, Elena, chega correndo na sala e vendo aquela cena
horrível, tenta impedir, o Natsu vira a cabeça e faz exatamente o mesmo com ela. Ele se
recompõe e pensa com um sorriso de orelha à orelha "se não fosse esses vermes, ele não
teria morrido, mas agora os dois estão como deveriam estar: MORTOS" e então ele começa
a rir histericamente.
Então ele foi até o quarto dos pais e pegou a diggle silenciada com um detalhe azul do seu
pai e sai de casa louco, eram quase 10:30 da noite, não tinha quase ninguém na rua, mas
ele atirou em todos que ele viu. A polícia foi acionada e ele foi preso, mesmo sendo menor
de idade. Ele só ficou lá até um certo horário da madrugada, porque ele estava dividindo a
cela com um único cara. Ele era musculoso, era todo tatuado e com certeza não era
asiático. Ele olhou pro Natsu, e com isso o Natsu resolve tirar uma com a cara dele dizendo
em português "tá olhando o quê caralho?", mas aí o cara começou a rir e respondeu "tô
olhando um idiota que se acha o engraçadão". Sim, ele era brasileiro e depois de ouvir isso,
o Natsu começa a rir junto com ele, mas logo ele percebe que as tatuagens desse cara
eram símbolos como aqueles dois de antes, só que eram todos diferentes. Ele para de rir e
pergunta sobre elas, o homem também para rir, se apresenta como Lucas e pergunta se ele
realmente queria saber, o Natsu também se apresenta e conta o que viu no beco. O Lucas
respira fundo e explica que o quê ele viu no beco foi um ritual Ocultista que serve pra
invocar um zumbi de sangue do outro lado da membrana, ele explica sobre a membrana, o
outro lado, diz que ele, Lucas, é um ocultista e explica o que um Ocultista faz e por fim, a
finalidade dos símbolos e das tatuagens. O Natsu ouve tudo quase sem acreditar como
aquilo existe fora de alguma ficção ou algum jogo tipo RPG, ele se empolga e pergunta
como que faz pra virar um Ocultista, e o Lucas disse que se o Natsu fosse para o Brasil iria
ser mais fácil e que ele tinha alguns contatos que poderiam ajudá-lo nisso. O Natsu
concorda e pergunta como que ele iria sair dalí, então o Lucas sorriu e começou a arranhar
a própria pele, usando o sangue para desenhar um símbolo na parede e depois no braço
dele, provavelmente em um dos símbolos, e em questão de segundos a parede estoura,
abrindo uma passagem para a fuga perfeita. Eles conseguem escapar sem serem vistos
(como? Também não sei) e o Natsu o leva até a sua casa, onde estão os cadáveres de
seus pais. Chegando lá, o Natsu explica que teve seus motivos pra ter feito aquilo, mas o
Lucas é a última pessoa que iria ligar pra uma morte aleatória, então ele só ouviu e disse
que todo bom Ocultista tem uma carta na manga, e que aqueles cadáveres eram perfeitos
para um ritual que faz um ser do outro lado possuir um cadáver, e ainda tem outro que pode
fazer alguém invocá-los aonde estiver e poder usá-los, mas esse tem um preço. O Natsu
disse que queria tentar esse ritual, ele percebeu que se for pra seguir esse caminho, ele
tinha que ser forte pra poder enfrentar o que for. Então eles levaram os corpos pra um lugar
mais espaçoso e então o Lucas começou a desenhar um símbolo grande no chão, depois
ele pediu para o Natsu derramar sangue dele no símbolo, mas pra esse ritual eles
precisariam de bastante sangue, então os dois derramaram. O símbolo se acende em
vermelho escuro, mais escuro que o outro, eles colocam os corpos e o Lucas começa a
falar várias coisas e os corpos começam a tremer, eles tremem bastante, o Natsu escuta
uns chiados vindo dos corpos, eles começam a se mexer, seus olhos brilham, porém um
brilho negro, eles começam a se levantar, soltando um grunhido alto e então o Lucas diz
"Tá aí, possuídos por uma besta forte que tem a habilidade de se regenerar com um
sacrifício, sangue humano ou animal ou torturando alguém. Sua única é que quem usa fica
sanguinário e meio psicótico durante o uso, e tem que se concentrar bastante e focar só no
inimigo durante a invocação.", o Natsu ouve tudo e pergunta o que aconteceria se ele não
focasse direito, então o Lucas responde "Você pode acabar machucando outras pessoas
além do seu inimigo.", e o Natsu pergunta em seguida como que ele iria invocar e usar eles
e finalmente o Lucas explica "Esse é um ritual que, obviamente, você vai ter que fazer, eu
vou te ensinar como, mas agora você tem que descansar, do jeito que você tá agora, não
vai dar certo.". Os dois então guardam os corpos possuídos, cuidam dos ferimentos e vão
dormir, mas o Natsu não consegue, até pq ele passou por muita coisa em só uma noite,
então ele toma um remédio e cai no sono por algumas horas.
O dia amanhece, eles acordam, comem e voltam para aquele lugar pra fazer outro ritual. O
Natsu pede pra começar logo, mas o Lucas diz "Calma cara, antes você tem que
transcender", o Natsu, sem entender, pergunta o que é isso e aí o Lucas diz "É um negócio
muito louco. Basicamente você entra em contato com o outro lado da membrana, aprende
um símbolo e um ritual, daí você volta e já pode usar". Natsu se empolga mais ainda com
aquilo e pergunta como que faz pra transcender, e o Lucas explica que ele tem que se
concentrar no símbolo que ele quer aprender, focar somente nele, sentir ele e logo a mágica
aconteceria. O Lucas desenha o símbolo no chão e pediu para o Natsu fazer como ele tinha
dito. Então o Natsu olha pro símbolo, ele se concentra nele e logo começou a se sentir
estranho, atraído pelo símbolo, o seus olhos coçam, ele passa a mão nos olhos, e quando
ele tira e abre os olhos ele está em outro lugar, em outro mundo, é horrível, tem monstros
pra todos os lados, mas ele estranhamente não sente medo. Logo, aquele lugar começa a
fazer sentido, tudo faz sentido, até a morte do Izuna faz sentido, ele pensa "É claro! Como
eu não pensei nisso antes? É tão óbvio.", então ele vê o símbolo se formar na frente dele,
aquele símbolo também faz sentido, o Natsu entende como ele é desenhado e o que
significa, logo o Natsu começa a entender que pra usar aquele símbolo ele teria que
desenhá-lo, depois derramar sangue sobre ele, sendo de quem invoca, de outra pessoa ou
até sangue animal, depois ele tem que se concentrar no inimigo e esperar a invocação
acontecer. Logo o Natsu pisca, e quando ele pisca, ele volta pro mundo normal. Ele não se
lembrava de nada que tinha acontecido lá, apenas se lembra de como desenhar o símbolo
e de como fazer o ritual, fora isso, ele não se lembra de mais nada. Lucas o pergunta como
ele se sentia, e com um sorriso o Natsu diz "Nunca me senti tão bem", então o Lucas sorri
de volta e diz "É assim que se fala". Lucas pergunta para o Natsu o que ele iria fazer agora,
já que não tinha mais nada a perder e já poderia ir pro Brasil, e lá se tornar um Ocultista, e o
Natsu responde que ele iria ficar no Japão até os 18 anos e que depois iria para o Brasil,
mas enquanto esse dia não chega, ele iria continuar a vida normal dele. Ele ainda diz que
se o Lucas quisesse, ele poderia morar junto com o Natsu e ir para o Brasil com ele. O
Lucas fica meio relutante, mas aceita e eles vivem naquela casa juntos por 5 meses, e
nesses 5 meses o Natsu continuou estudando normalmente, inventando desculpas na
escola pela ausência dos pais, dinheiro nunca foi problema, e em casa o Lucas o ensinava
coisas sobre o Ocultismo.
E finalmente chegou 24 de Abril de 2019, o dia em que o Natsu completou 18 anos. Ele foi
logo tirar seus documentos novos pra poder viajar sem problemas, como o passaporte. Ele
e o Lucas não poderiam estar mais animados, eles tinham construído uma boa amizade
nesses meses, o Natsu não se importava mais com as pessoas, não tinha mais empatia,
porém apenas com o Lucas era diferente, não era como o que ele sentia pelo Izuna, era só
uma boa amizade mesmo. Depois de alguns dias, passagens compradas, malas prontas,
táxi para o aeroporto, embarcaram e finalmente eles estavam indo para o Brasil. Após
algumas horas de viagem, eles chegaram em São Paulo, onde se hospedaram em um
hotel, mas em algumas semanas eles compraram uma casa, uma casa muito boa, e ela
tinha um porão para eles poderem fazer certos trabalhos. Então eles começaram a agir
juntos, Natsu se tornou um habilidoso Ocultista, ele e o Lucas tiveram que lutar contra
agentes da Ordo Veritatis uma vez, e o Natsu não teve escolha, a não ser usar sua "carta
na manga", então ele desenhou o símbolo no chão, derramou sangue, se concentrou no
que ele queria invocar e nos inimigos, então as "marionetes" surgiram, a algum tempo atrás,
o Natsu tinha comprado no mercado negro dois fucinhos de lobo pra colocar naqueles
cadáveres pra ficar mais ao seu estilo, mas aqueles fucinhos, de alguma maneira, se
tornaram parte daqueles corpos, fazendo-os poderem usar para mordidas brutais que nem
o Natsu sabia que eles poderiam fazer, então o olhar do Natsu mudou, ele começou a rir
alto e dizer que ia matar todos, ele alternava entre japonês e português, e ele fez aqueles
seres irem cruelmente pra cima dos agentes, cortando-os, esmagando-os, até que enfim,
todos morreram. Depois disso, o Natsu ficou conhecido entre os Ocultistas como
"Kugutsu", que significa "marionete". Um pouco mais de um anosl se passou depois da
chegada ao Brasil. O Natsu já estava mais velho e bem mais experiente, ele já havia
matado muita gente, torturado muita gente, sempre buscando enfraquecer a membrana e já
era conhecido até na Ordem, ao lado de seu amigo/mentor Lucas. Ele mantinha um certo
contato com a família brasileira, que pensava que os pais dele tinham morrido em um
acidente e todo mês davam dinheiro ao Natsu.
Em uma certa manhã, o Natsu recebeu um email de uma pessoa chamada Alessandra.
Esse email tratava de um experimento novo dos Ocultistas que poderia mudar o mundo,
mas precisavam de cobaias, e por que não o Natsu, o famigerado Kugutsu? O email dizia
data, hora e local para dar início ao experimento. O Lucas achou uma ótima oportunidade
para o Natsu ganhar mérito e até ficar mais forte, ele disse que o Natsu deveria ir. E assim
ele fez, foi até o local no dia e na hora marcada, e lá ele conheceu as outras cobaias, na
verdade eram nomes famosos como Matthew Fox Ribbs a raposa de fogo, Scarecrow do
gás do medo, aquele hippie Vinícius, entre outros. "Esse experimento é realmente grande"
pensou o Natsu. Então depois de um tempo, todos foram dopados, colocados em cápsulas
e foi assim que o Yoshida Natsuo (ou Natsuo Yoshida, se preferir) entrou para o Projeto
Vida Nova.