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Sumário interativo 

Análise SWOT: identifique os pontos fortes e fracos da sua indústria 3

Ciclo PDCA: o que é e como usar 11

O que é Mapa Mental e como criar um para sua indústria 17

5W2H: o que é e como colocar em prática na gestão 22

Gráfico de Gantt: o que é, como funciona e como montar o seu 28

DMAIC: significado, exemplo e como funciona o método 37

Diagrama de Ishikawa: o que é, como funciona e como fazer 43

5S – O que é 5S e como implementar o programa na sua empresa 48

Sistema ERP industrial: o que é, para que serve e quais seus benefícios 54

Colocando o conhecimento em prática 63


Parte I 

Análise SWOT: identifique os 


pontos fortes e fracos da sua 
indústria 

 
 
1 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
 
 

A ​Análise SWOT​ é uma ferramenta clássica da administração que significa em inglês: 


Strengths​ (pontos fortes), W
​ eaknesses​ (pontos fracos), ​Opportunities​ (oportunidades 
para o negócio) e T
​ hreats​ (ameaças para o negócio). 

O objetivo da análise SWOT​ é identificar e listar todos os pontos fortes, pontos fracos, as 
oportunidades e as ameaças de uma empresa. 

O benefício da Análise SWOT​ é fornecer uma lista concreta de informações valiosas para 
que o empreendedor organize um plano de ação para reduzir riscos e aproveitar 
oportunidades. 

Apesar de inicialmente ser projetada para grandes empresas, a análise SWOT é usada em 
indústrias de todos os portes. 

Hoje vou explicar rapidamente como funciona a análise SWOT e também disponibilizar um 
modelo para você baixar e aplicar na sua indústria. Vamos lá! 

 
 
2 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Modelo de análise SWOT PDF e Excel para download 
Primeiro passo é baixar o seu modelo de análise SWOT PDF ou Excel. Você pode fazer isso 
clicando na imagem abaixo: 

Link direto: ​https://material.nomus.com.br/ferramenta-analise-swot 

Imprima o PDF ou utilize a versão Excel para colocar em prática a sua análise. Agora leia 
atentamente o restante do texto para saber como usar a ferramenta corretamente. 

 
 
3 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Sobre a Análise SWOT 
Apesar de ser considerada uma ferramenta clássica da administração, a análise SWOT ainda 
é pouco conhecida e usada por pequenas indústrias​. 

A origem da ferramenta é desconhecido, entretanto, a versão mais aceita é que foi criada 
por professores da Universidade Stanford na década de 1960, onde usaram uma análise 
das maiores empresas dos EUA. 

A ferramenta pode ser usada para diversos objetivos e de diversas formas, o gestor de uma 
pequena indústria pode utilizá-la para conhecer melhor sua fábrica, com uma análise 
contextual que servirá como guia para a definição de um plano de ação. 

No geral os pontos fortes e fracos são fatores internos, ou seja, estão dentro da própria 
fábrica. Já as oportunidades e ameaças têm origem externa na maioria dos casos. 

Como usar a Análise SWOT 


O uso prático da análise SWOT é simples, o que é realmente mais desafiador é identificar 
corretamente os verdadeiros pontos fortes e fracos da indústria, assim como as 
oportunidades mais valiosas e as ameaças mais perigosas. 

Mantenha essas características acima quando for preencher seus quadros e responda as 
questões a seguir: 

Strengths (pontos fortes) 

Quais são os verdadeiros pontos fortes da sua indústria? 

Cuidado, empreendedores e gestores têm uma natureza otimista e podem acabar 


confundindo suas opiniões com fatos reais. 

Faça uma validação da lista que criar com pessoas que conheçam bem a indústria ou você. 

Diversos itens podem ser listados, alguns exemplos de pontos fortes são: 

● Produto com qualidade superior; 


● Produto com melhor preço; 
● Atendimento elogiado pelos clientes; 
● Equipe unida e motivada de alta produtividade; 
● Ativos importantes como máquinas e imóveis; 

 
 
4 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
● Boa localização; 
● Bons fornecedores; 
● Bons processos. 

Weaknesses (pontos fracos) 

Quais são os verdadeiros pontos fracos da sua indústria? 

Novamente, tome cuidado com o otimismo para que não o impeça de refletir sobre as 
fraquezas da sua indústria. Se tiver dificuldades, talvez ache mais fácil listar oportunidades 
de melhoria e não os pontos fracos. 

O termo não importa de verdade, o objetivo final é reconhecer que a indústria pode 
melhorar em diversos aspectos. Afinal, mesmo as melhores indústrias estão em busca da 
melhoria contínua e conseguem elaborar uma grande lista de pontos de melhoria. 

Quanto melhor for essa lista, melhor será as chances de corrigir falhas e melhorar o 
desempenho da fábrica. 

Liste absolutamente tudo que faz com que perca vendas e aumenta os custos da sua 
operação. 

Alguns exemplos de fraquezas são: 

● Equipe mal treinada ou desmotivada; 


● Falta de organização e documentação de processos; 
● Sistemas de gestão não atende as necessidades da indústria; 
● Falta de padronização no processo produtivo; 
● Ausência de controle da qualidade no processo produtivo; 
● Perdas no processo produtivo; 
● Falta de organização e controle no estoque. 

Opportunities (oportunidades para o negócio) 

Quais são as verdadeiras oportunidades para sua indústria? 

Cuidado para não enxergar oportunidades em todos os lugares. Ao invés disso, tenha uma 
estratégia com objetivos, indicadores e metas bem definidas. 

O objetivo disso é priorizar as oportunidades disponíveis com a estratégia geral da 


indústria. 

Alguns exemplos são: 

 
 
5 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
● Desenvolvimento de novos produtos e serviços; 
● Expansão da carteira de clientes e setores da economia atendidos; 
● Incentivos governamentais para o seu setor; 
● Incentivos governamentais para os setores de seus clientes; 
● Mudanças no planejamento tributário; 
● Novas tecnologias disponíveis; 
● Redução de barreiras comerciais internacionais; 
● Crescimento da economia; 
● Investimentos externos; 
● Ampliação de crédito dos seus potenciais clientes. 

Threats (ameaças para o negócio) 

Quais são as verdadeiras ameaças para sua indústria? 

Para responder bem é importante conhecer bem o modelo de negócios de seus 


concorrentes. 

Incie a lista com os problemas que a sua indústria está enfrentando ou pode enfrentar com 
a concorrência. 

O que seus concorrentes podem fazer que resulte em uma queda de vendas ou aumento 
de custos da sua indústria? 

Alguns exemplos são: 

● Novos e maiores concorrentes; 


● Perda de colaboradores fundamentais; 
● Mudança de leis e tributos; 
● Falsificação dos seus produtos; 
● Mudanças cambiais impactantes; 
● Mudanças na regulamentação de importação e exportação; 
● Retração da economia; 
● Inovações disruptivas no seu segmento de negócios; 
● Fim de incentivos governamentais. 

Dicas extras para bom uso da Análise SWOT 

Evite o excesso de otimismo 

Empreendedores e gestores são pessoas otimistas, afinal, somente um otimista tem força 
de vontade para montar seu próprio negócio. 

 
 
6 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Então é normal que essa pessoa acabe focando apenas nos pontos fortes e oportunidades 
e acabe deixando os pontos fracos e ameaças de lado. 

O problema é que quando algo não sair como esperado, você pode se perguntar: “Por que 
não pensei nisso antes?” 

Então é fundamental que liste desde o início os pontos fracos e ameaças para que possa 
trabalhar para superá-las. 

Revise com outras pessoas 

Muitas vezes temos uma visão viciada de nosso negócio e não conseguimos enxergar 
pontos que estão bem na nossa frente. 

Por exemplo, é natural que um pai ou uma mãe liste as qualidades do filho como muito 
maiores que os seus pontos fracos. 

Então para ter uma lista mais proveitosa, não deixe de pedir ajuda a uma outra pessoa que 
esteja familiarizada com o negócio ou que entenda do ramo. Você pode encontrar 
oportunidades que ainda não havia percebido. 

O bom é que quanto antes você descobrir isso, mais fácil será para corrigir o rumo da 
indústria. 

Dê o próximo passo 

Preencher a análise SWOT não é o fim do processo. Não basta só preencher os quadrados, 
na verdade isso é só o começo da análise. 

Após preencher os dados, defina um plano de ação contendo o que sua indústria pode e 
deve fazer para sanar os pontos fracos, reduzir o risco das ameaças, e aproveitar os pontos 
fortes e oportunidades. 

Com o plano de ação definido, atribua responsabilidades e prazos para execução das ações, 
e acompanhe o andamento da execução das ações periodicamente, pelo menos uma vez 
por trimestre. 

 
 
7 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte II 

Ciclo PDCA: o que é e como usar 

 
 
8 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Ciclo PDCA​ é uma ferramenta de gestão que significa Plan, Do, Check, Act (em português: 
Planejar, Fazer, Checar e Agir) e tem como objetivo a melhoria contínua em processos. 

O PDCA é capaz de planejar ações, aplicá-las na prática, evitar falhas e problemas, 


solucionar os que acontecerem e então analisar os resultados. 

O principal objetivo do PDCA é melhorar os processos da indústria, fazendo com que sejam 
mais rápidos e precisos. 

A vantagem é que o método pode ser usado em qualquer tipo de indústria em diferentes 
formas de aplicação. 

Leia também: ​Variações do PDCA: conheça o PDSA, PDCL e SDSA 

 
 
9 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Como surgiu o ciclo PDCA? 
O sistema foi originalmente criado pelo físico estadunidense Walter A. Shewhart na década 
de 20 e ficou popular anos depois (na década de 50) através da divulgação feita por Willian 
E. Deming. 

Deming também era norte-americano e foi considerado um guru da gestão de qualidade e 


melhoria dos processos produtivos. 

Etapas do ciclo PDCA 


O ciclo PDCA é composto pelas etapas que citei acima: planejar, fazer, checar e agir. 

A etapa inicial planeja a ação que será tomada, depois o planejamento é executado e então 
há uma checagem constante das ações implantadas. 

Com os resultados em mãos, o gestor pode implantar formas para corrigir as falhas que 
acontecerem no produto ou processo. 

Confira a lista e como as etapas funcionam: 

PDCA – Planejar 

A etapa do planejamento define os objetivos e quais serão as metas almejadas no ciclo. 

Sua equipe precisa responder: 

● Qual problema sua equipe deseja resolver nesta rodada? 


● Por que é importante resolver este problema? 

Para essa etapa ter sucesso, é fundamental que os gestores saibam realizar um 
planejamento de projeto. A dica é avaliar qual o melhor modelo de planejamento para o 
projeto. 

No planejamento também é definido quais serão os indicadores de desempenho utilizados 


para determinar se o objetivo foi ou não alcançado. 

A única forma de determinar o sucesso do projeto ou da melhoria é utilizando pelo menos 


um indicador de desempenho. Sua equipe precisará colher informações sobre o projeto e 
acompanhar a evolução dos resultados. 

 
 
10 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Outro ponto importante definido no planejamento é a definição do método de trabalho que 
será usado para encontrar a solução para o problema e também para desenvolver o plano 
de ação. 

Algumas ferramentas que podem auxiliar esta ​tomada de decisão​ são: 

● Diagrama de Ishikawa 
● Gráfico de Pareto 
● 5W2H 
● brainstorming 

Um bom planejamento resulta em metas bem definidas e um projeto bem focado. Por isso, 
essa etapa acaba sendo uma das que mais consome tempo e demanda complexidade. 

PDCA – Fazer 

Com as metas definidas e os problemas identificados agora é a hora de “fazer”. 

Na etapa do “fazer” a sua equipe coloca em prática o plano de ação e evita perder o foco no 
decorrer do ciclo. 

Caso não consigam executar o que foi planejado, é preciso retornar à etapa do 
planejamento e entender os motivos do planejamento não ter dado certo. 

Caso tudo ocorra conforme o planejamento, sua equipe estará pronta para a próxima etapa 
e começar a analisar os resultados. 

Uma dica que dou é que antes de iniciar esta etapa, treine e eduque todos os envolvidos no 
ciclo. Dessa forma todos ficarão comprometidos a resolver o problema conforme planejado 
e as chances de sucesso do projeto irão aumentar. 

PDCA – Checar 

A etapa “checar” inicia junto com a etapa de execução do plano de ação. A razão disso é que 
quanto antes os resultados forem checados, mais rápido sua equipe saberá se o plano deu 
certo ou não. 

Durante essa etapa sua equipe precisa monitorar cada atividade do plano de ação e 
comparar o planejado com o que foi de fato realizado. 

O objetivo é identificar diferenças e problemas que podem ser resolvidos em um próximo 


ciclo e também oportunidades de melhoria que podem ser implantadas no futuro. 

 
 
11 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Cheque também as metodologias de trabalho escolhidas para verificar se está tudo fluindo 
conforme previsto ou se é necessário modificar processos para melhorar os resultados. 

É fundamental que sua equipe utilize metodologias e ferramentas de estatística para evitar 
erros de checagem e poupar tempo de verificação. 

A análise feita na etapa “checar” irá mostrar se os resultados obtidos estão conforme o que 
foi planejado ou se há a necessidade de ajustar o caminho. 

PDCA – Agir 

Caso as metas planejadas sejam atingidas começa a etapa “agir” e com isso sua indústria irá 
tornar o plano aplicado no projeto como o padrão da indústria. 

Se algo não saiu conforme planejado, é preciso agir de forma corretiva sobre os problemas 
que impediram o alcance de todas as metas. 

Rode o ciclo várias vezes 

Lembre-se que o PDCA é um ciclo de melhoria contínua, ou seja, deve rodar 


constantemente. Nada está perfeito, sempre há espaço para melhoria. 

Após tomar as ações corretivas no final da primeira rodada do PDCA, é possível criar um 
novo planejamento para melhorar outro procedimento ou resolver outro problema, dando 
início a mais uma rodada do PDCA. 

Esta continuidade de ciclos é fundamental para o sucesso da aplicação do PDCA e da 


melhoria contínua. 

Diversas pessoas já usam o PDCA mesmo sem conhecer a ferramenta. Muito 


provavelmente você já executou ao menos uma das etapas da ferramenta intuitivamente. 

Entretanto, o conhecimento teórico mais completo da metodologia permitirá que sua 


equipe aproveite melhor todas as oportunidades de melhoria. 

 
 
12 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Alguns cuidados na utilização do Ciclo PDCA 
O Sebrae publicou alguns cuidados que o gestor precisa tomar ao aplicar uma rodada do 
ciclo PDCA, confira: 

● Não faça sem planejar; 


● Não defina metas sem definir os métodos para atingi-las; 
● Não defina metas sem preparar sua equipe para executá-las; 
● Não faça sem checar; 
● Não deixe de agir corretivamente sempre que necessário; 
● Não pare após completar um ciclo; 

Caso você cometa um dos erros citados acima irá comprometer o seu processo de melhoria 
contínua. É preciso trabalhar certo e de forma constante para se manter sempre 
melhorando. 

Faça um curso gratuito para aprofundar seu 


conhecimento 
Se você se interessou pelo PDCA e a melhoria contínua, sugiro aprofundar seu 
conhecimento fazendo um curso na área. 

Atualmente a Nomus oferece um curso gratuito de introdução ao Lean Manufacturing e 


você pode se inscrever abaixo: 

Curso gratuito introdução ao Lean Manufacturing 

 
 
13 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte III 

O que é Mapa Mental e como criar 


um para sua indústria 

 
 
14 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Om
​ apa mental é
​ uma ferramenta visual de organização e gestão de informações. Ele 
organiza várias ideias através de ramificações que partem de um conceito central. 

Essa forma de organização torna a apresentação de uma ideia muito mais impactante e 
simples. Além disso, facilita o ​brainstorm de ideias​ e melhora a elaboração de conceitos. 

Existem mapas mentais super elaborados com diversos níveis de informação, mas há 
também os mais simples que podem ajudar sua equipe da mesma forma. 

Eles podem ser desenhados no próprio papel ou montados no computador. Hoje há uma 
grande variedade de softwares capazes de gerar mapas mentais. 

Além do simples texto, o mapa mental pode conter mais elementos, como desenhos, fotos, 
gráficos e cores. 

 
 
15 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Qual a origem do mapa mental? 
O termo mapa mental foi popularizado pelo autor britânico Tony Buzan por volta dos anos 
1970. 

Buzan tinha uma série de TV chamada “Use your head” ou use a sua cabeça e também livros 
como por exemplo “Mind mapping for smarter thinking”. 

O seu objetivo é que isso ajudasse as pessoas a utilizarem todo o potencial do cérebro. 

Entretanto, o conceito de mapa mental como um todo, é muito mais antigo e volta até a 
Grécia antiga, onde Porfírio de Tiro criou a famosa Árvore de Porfírio, que era uma o 
mapeamento visual das categorias de Aristóteles. 

Mapa mental utilizado pela Nomus para definir as principais dores na gestão de uma 
indústria. 

 
 
16 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Quais os benefícios de usar o mapa mental? 
Essa ferramenta traz diversos benefícios para quem a utiliza. Desde uma forma de 
memorizar conhecimento para estudantes, até organizar equipes em projetos de gestão. 

Como o blog tem o foco na gestão industrial, irei listar os benefícios para uma indústria que 
utilize o mapa mental, confira: 

● Estrutura o pensamento da equipe de forma organizada e de fácil entendimento 


● Ajuda a compreender e s​ olucionar problemas 
● Ajuda a memorizar informações importantes 
● Ajuda a escrever manuais e preparar treinamentos internos 
● Ajuda a organizar palestras 
● Ajuda a realizar brainstormings efetivos 
● Ajuda na g
​ estão estratégica da indústria 

Exemplos de uso prático para a gestão 

Muitas vezes a sua equipe está sempre pensando em boas ideias mas acabam não 
aproveitando-as por falta de organização e uma rotina de melhoria. 

Nesse ponto o mapa mental poderá ajudá-los bastante, já que você poderá organizar as 
ideias da sua equipe de forma visual, com uma lógica que faz sentido e assim terão mais 
clareza para executar as ideias. 

Alguns exemplos de uso prático do mapa mental: 

● Na rotina da fábrica:​ use o mapa mental para organizar as rotinas diárias, como a 
lista de tarefas e relatórios. 
● Oportunidades de melhoria:​ use o mapa mental para propor melhorias, mapear o 
mercado, demandas de clientes, identificar problemas. 
● Planejar o negócio:​ use o mapa mental para montar seu plano de negócio ou de 
um projeto que irá iniciar. 
● Planejar o marketing e o setor de vendas:​ use o mapa mental para planejar suas 
ações de marketing e melhorar o setor comercial da sua indústria. 
● Para o RH:​ use o mapa mental para definir f​ unções necessárias​ para cada 
colaborador, perguntas de uma entrevistas e avaliação de desempenho. 

 
 
17 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Como montar um mapa mental 

1. Defina o tópico central c​ om uma ou poucas palavras 


2. Escreva as primeiras ideias​ ou assuntos em volta do tópico principal e faça a 
ligação com uma linha. Use sempre poucas palavras. 
3. Crie novos níveis​ e ramificações conforme sentir necessário e houver ideias para 
complementar o quadro. 
4. Utilize a página em formato horizonta​l para ter mais espaço para trabalhar e abrir 
novos níveis de ideias. 
5. Utilize imagens caso façam sentido​ para deixar o mapa mental ainda mais 
marcante e de fácil entendimento. 
6. Utilize cores diferentes​ para cada tipo de assunto ou nível, dessa forma a 
organização visual será ainda mais fácil. 
7. Comece de forma simples ​e então vá acrescentando informações posteriormente. 
É melhor colocar em prática e melhorar depois do que nunca começar. 
8. Monte o mapa mental com auxílio da sua equipe​ e organize o brainstorming 

Qual ferramenta utilizar para montar meu mapa 


mental 
A primeira ferramenta que você pode usar é uma simples folha de papel e uma caneta. 
Utilizando esses dois já é possível esboçar um mapa mental de forma efetiva sozinho ou 
com sua equipe. 

Para montar um mapa mental digital, há ferramentas gratuitas como a V


​ enngage​, o p
​ lugin 
para o google drive Mindmup​ e ferramentas pagas como o ​Mindmeister​ e ​Lucidchart​. 

Para fechar, convido você também a assistir uma breve ​demonstração do Nomus ERP 
Industrial​. Trata-se do software que utilizo diariamente para gerenciar a gestão das 
indústrias que atendo. 

O software é completo e capaz de atender as demandas de gestão específicas do setor 


industrial.  

 
 
18 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte IV 

5W2H: o que é e como colocar em 


prática na gestão 

 
 
19 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
5W2H​ é uma ​ferramenta de gestão​ em formato de checklist com perguntas importantes 
sobre o projeto que será desenvolvido ou o problema que será resolvido. A sigla se refere a 
cinco palavras que começam com W e duas com H em inglês, sendo elas: What, Why, 
Where, When, Who, How, How much. 

Em português as siglas são interpretadas da seguinte maneira: 

● What – O que?​ Qual tarefa será realizada. 


● Why – Por que?​ A razão de realizar a tarefa. 
● Where – Onde?​ Onde será realizada. 
● When – Quando?​ Quando será realizada e o seu cronograma 
● Who – Quem?​ Quem serão as pessoas responsáveis pela tarefa. 
● How – como?​ Qual será o processo para realizar a tarefa. 
● How much?​ – Q
​ uanto?​ Quais serão os custos para realizar a tarefa. 

Ou seja, resumidamente, o 5W2H são sete perguntas que definem uma tarefa desde seu 
objetivo inicial, até os responsáveis e seu cronograma. 

Dessa forma sua equipe terá um “mapa” que ajudará como um guia para desenvolver e 
concluir um projeto de forma objetiva. 

O 5W2H é uma das ferramentas utilizadas no Lean e no PDCA e, apesar de simples, seus 
resultados são comprovados. Por isso, não cometa o erro de menosprezá-la e pular essa 
atividade importante nos seus projetos de gestão. 

 
 
20 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Quais são os benefícios de utilizar o 5W2H? 
O 5W2H é uma ferramenta simples de se colocar em prática e que traz resultados práticos 
muito bons. Vou citar alguns dos principais benefícios do método: 

● Melhoria na implementação de projetos e ideias. 

○ Os projetos e correções são implantados mais rapidamente e de forma mais 


assertiva com um 5W2H bem preenchido e guiando todos os envolvidos. 

● Economia de recursos com menos horas de implementação e de correção 

○ Como os projetos requerem menos horas para serem implementados, 


custam menos a empresa e tem um retorno sobre o investimento maior. 

● Aumento da produtividade com um checklist claro a ser seguido por todos 

○ Com o 5W2H todos os envolvidos sabem exatamente o que fazer, o 


cronograma, onde fazer, de qual forma fazer e assim adiante. 

Como colocar o 5W2H em prática 


Antes de começar a colocar o 5W2H em prática, é preciso tomar cuidado com alguns pontos 
que podem acabar causando dor de cabeça no decorrer do projeto. 

Preste atenção nestes pontos pontos importantes: 

● Certifique-se que irá implementar o projeto sobre as causas-raízes do problema e 


não sobre seus efeitos; 
● Certifique-se que o projeto não terá efeitos colaterais, caso tenha, planeje o que irá 
fazer para resolvê-los; 
● Quando for propor a solução, o “how”, considere o balanço entre o custo e a eficácia 
das soluções para verificar se o projeto é viável. 

Agora que você e sua equipe estão preparados, vamos colocar a mão na massa e ver como 
funciona o modelo. 

Abaixo está uma estrutura do 5W2H explicada e com um exemplo de compra de 
computadores para o setor de PCP de uma indústria, confira: 

 
 
21 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Abaixo está uma estrutura do 5W2H explicada e com um exemplo de compra de 
computadores para o setor de PCP de uma indústria, confira: 

Título: Compra de computadores para o PCP 

Etapa do  Resposta  Descrição da etapa (apenas 


5W2H  como apoio) 

What – O  Comprar 6 novos computadores para a equipe de  Defina um problema para 
que?  PCP  resolver ou uma atividade para 
ser executada. 

Why – Por  A equipe de PCP precisa de novos computadores  Justifique a resposta anterior 
que?  para operar os softwares de gestão da indústria  com argumentos válidos. 

Who –  Equipe de compras, colaborador Fulano e  Defina os responsáveis pelo 


Quem?  colaborador Sicrano  projeto. 

Where –  Departamento de PCP e departamento de compras  Diga o local onde as ações do 
Onde?  projeto serão executadas. 

When –  Segunda-feira, dia 02/07. Término dia 09/07.  Defina datas e um cronograma 
Quando?  para o projeto. 

 
 
22 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
How –  1. Pesquisar computadores com pelo menos 8gb de  Defina os passos ou métodos 
como?  ram e processador intel e que tenham o melhor  que serão utilizados para 
custo benefício.  executar o plano. 
Responsável: Fulano 
Data: segunda-feira 
 
2. Pesquisar computadores nas principais lojas 
online. 
Responsável: Sicrano 
Data: terça-feira 
 
3. Pesquisar preços de computadores no comércio 
local. 
Responsável: Fulano 
Data: quarta-feira 

4. Negociar preços e condições de pagamento com 


as lojas que apresentarem as melhores propostas. 

Responsáveis: Fulano e Sicrano 


Data: quarta-feira até sexta-feira 

 
5. Adquirir 6 computadores na loja que mostrar o 
melhor custo benefício. Responsáveis: Fulano e 

Sicrano. 
Data: segunda-feira 

How  Investimento estimado: R$18.000  Calcule os custos do projeto e 


much? –  sua viabilidade. 
Quanto? 

 
 
23 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Abaixo está uma tabela com mais exemplos práticos do 5W2H em uma indústria, confira: 

Exemplos criados pelo professor Sandro Santos 

Coloque em prática e estude mais 


Agora que você já viu como funciona o 5W2H coloque-o em prática sempre que tiver a 
oportunidade. Com certeza irá ajudá-lo a concluir de forma mais precisa seus projetos. 

O próximo passo que recomendo é estudar ainda mais sobre o assunto e se inscrever no 
curso gratuito sobre lean manufacturing​ oferecido pela Nomus. 

 
 
24 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte V 

Gráfico de Gantt: o que é, como 


funciona e como montar o seu 

 
 
25 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
OG
​ ráfico de Gantt​, também conhecido como D
​ iagrama de Gantt​, é uma ferramenta 
visual para controlar o cronograma de um projeto ou de uma programação de produção, 
ajudando a avaliar os prazos de entrega e os recursos críticos. 

Para gestão de um projeto, o gráfico mostra visualmente um painel com as tarefas que 
precisam ser realizadas, a relação de precedência entre elas, quando as tarefas serão 
iniciadas, sua duração, responsável e previsão de término. Dessa forma fica mais simples 
conseguir fazer com que toda a equipe entenda suas responsabilidades, e acompanhar o 
andamento do projeto. 

Para programação da produção, o gráfico pode ser utilizado para acompanhar o 


atravessamento de ordens de produção, em especial nas indústrias com produção sob 
encomenda com muitos níveis na lista de materiais dos produto, e que precisa acompanhar 
o atravessamento de ordens pais e filhas. 

O gráfico de Gantt também pode ser utilizado para acompanhar as operações programadas 
em cada máquina na fábrica, em especial na programação da produção com capacidade 
finita, entender os gargalos e as máquinas ociosas da fábrica. 

Neste texto vou explicar um pouco da história do Gráfico de Gantt, listar os benefícios, 
mostrar exemplos e finalmente explicar como montar o seu. Descubra: 

 
 
26 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Qual a origem do Gráfico de Gantt? 
A primeira versão do gráfico era conhecida como Harmonogram e foi desenvolvida pelo 
engenheiro polonês Karol Adamiecki no início do século XIX. O Harmonogram era um 
documento capaz de acompanhar, de maneira visual, o fluxo de trabalho. 

Mas foi um século depois, no século XX, que o norte americano Henry Gantt se inspirou no 
modelo de Ademiecki para criar o Gráfico de Gantt como conhecemos hoje. O objetivo era 
evitar atrasos na produção das fábricas americanas, auxiliando os supervisores industriais. 

Atualmente o gráfico é usado amplamente no gerenciamento de projetos e na gestão da 


programação da produção por todo tipo de empresa e indústria. 

Quais são os benefícios do Gráfico de Gantt? 


Como falei acima, o principal benefício do Gráfico de Gantt é mostrar de maneira clara e 
visual como está o andamento das tarefas em um projeto e das operações das ordens de 
produção em uma fábrica, e assim facilitar a compreensão de todos os envolvidos no 
trabalho. 

Esse objetivo é alcançado através de barras ou linhas que representam a ​linha do tempo​ e 
mostram a duração de cada tarefa e o tempo total que será necessário para cumprir todo o 
projeto ou a fabricação de um produto no caso de uma indústria. 

Outros benefícios do Gráfico de Gantt: 

● Segmentar tarefas:​ a ferramenta desmonta um objetivo complexo em várias 


tarefas menores e assim torna a análise do que deve ser feito, por quem deve ser 
feito e quando deve ser feito, muito mais simples. 
● Distribuir responsabilidades:​ você pode incrementar o gráfico com informações 
dos responsáveis por cada tarefa ou operação facilitando a comunicação entre as 
pessoas. 
● Interdependência de atividades:​ com uma visão geral mais clara do projeto 
considerando a relação de interdependência entre as tarefas e operações, você 
poderá conscientizar sua equipe deixando claro que o cumprimento do prazo de 
uma tarefa ou operação é fundamental para a execução do próximo passo, e para o 
cumprimento do prazo de entrega do projeto ou de uma ordem de produção. 
● Definir prazos de entrega:​ o Gráfico de Gantt auxilia na definição de prazos, já que 
você terá uma visão geral de todas as tarefas, suas durações, relações de 
interdependência, e poderá assim definir prazos de entrega realistas para seus 
clientes, e realizar ações para reduzir os prazos de entrega. 

 
 
27 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
● Acompanhar o andamento:​ você pode usar a ferramenta também para permitir 
que toda sua equipe acompanhe o andamento do projeto ou de uma ordem de 
produção. 

E apesar de parecer algo complexo, não é difícil entender e montar o seu próprio Gráfico de 
Gantt. Vou mostrar alguns exemplos de aplicação para que você entenda na prática como o 
diagrama funciona. Vamos lá: 

Exemplo de gráfico de Gantt 


Como o foco do nosso blog é a gestão industrial, vou dar um exemplo de aplicação do 
Gráfico de Gantt na programação da produção de uma fábrica. Veja: 

Gráfico de Gantt gerado por software ERP para gestão da programação da 
produção 

 
Exemplo de Gráfico de Gantt sendo usado no Nomus ERP Industrial para a programação da produção 

Na imagem acima podemos ver um exemplo de aplicação de Gráfico de Gantt na 


programação das máquinas e recursos de uma fábrica têxtil, e cada barra representa uma 
operação de uma ordem de produção programada em uma máquina ou recurso. 

 
 
28 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
É interessante notar que mesmo com centenas de operações programadas, com a 
distribuição visual das operações em Gráfico de Gantt, fica muito fácil enxergar quando 
uma operação será terminada, como está a programação de cada máquina e recursos, e até 
mesmo onde estão os gargalos na fábrica. 

Veja como é fácil perceber no gráfico acima que o gargalo está no centro de trabalho de 
Corte de tecido, onde todas as máquinas estão 100% programadas por pelo menos 6 
semanas a frente. 

Alguns softwares ERP, como o ​Nomus ERP Industrial​, são capazes de gerar Gráficos de 
Gantt da programação da produção de forma automática, utilizando o algoritmo de 
programação da produção com capacidade finita, e assim facilitam a identificação visual de 
gargalos de produção​ e o atravessamento das o
​ rdens de produção​ na fábrica. 

Como fazer um Gráfico de Gantt 


Existem diversas formas de fazer um Gráfico de Gantt, você pode usar um ERP com g
​ estão 
integrada​ a sua produção para gerá-lo automaticamente, ferramentas online ou até mesmo 
o próprio Excel. 

Independente da forma que escolher, existem algumas tarefas que são obrigatórias para 
montar qualquer Gráfico de Gantt, são elas: 

● Fazer a lista de materiais:​ Para utilizar o Gráfico de Gantt na ​gestão de materiais​ e 


programação da produção em uma indústria, é necessário fazer a lista de materiais 
de todos os produtos fabricados, em especial para as listas de materiais complexas, 
com vários níveis na estrutura. 
● Listar as atividades:​ Para utilizar o diagrama de Gantt na gestão de projetos, é 
preciso listar todas as tarefas do projeto, e no caso de uma indústria, é preciso 
definir os roteiros de fabricação dos produtos listando todas as suas operações. 
● Identificar Interdependências:​ É preciso definir a relação de interdependência 
entre as tarefas em um projeto, e a relação de interdependência entre as operações 
nos roteiros de fabricação de produtos. 
● Definir responsáveis e tempos:​ Para cada tarefa de um projeto, será necessário 
definir uma pessoa responsável, o tempo planejando e duração para a tarefa. Já 
para cada operação de um roteiro de fabricação, será necessário definir os recursos 
habilitados e o tempo de setup e operação planejados por recurso. 

Vou explicar as três formas a seguir para que você escolha qual que faz mais sentido para 
sua fábrica, confira: 

 
 
29 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
1. Como fazer um Gráfico de Gantt integrado ao meu ERP 

Dependendo do seu software ERP, é possível integrar os tempos de produção cadastrados e 


registrados no software e então montar um gráfico de Gantt automaticamente. 

O Nomus ERP Industrial é capaz de fazer isso e você pode entender melhor como isso 
funciona em uma ​demonstração online da ferramenta​. 

2. Como fazer um Gráfico de Gantt com ferramentas online 

Caso precise do Diagrama de Gantt de forma mais esporádica mas não quer mexer com 
Excel, recomendo que utilize uma ferramenta online como o T
​ eam Gantt​ ou ​Canva​. 

O benefício dessas ferramentas é que você pode criar rapidamente seu gráfico sem precisar 
saber nada de Excel e sem precisar de uma ferramenta mais completa como um ERP. 

A desvantagem é que normalmente estas ferramentas são limitadas e normalmente 


acabam gerando retrabalho por não serem integradas. 

3. Como fazer um Gráfico de Gantt no excel 

Para mostrar como você pode começar a trabalhar com o seu Gráfico de Gantt hoje mesmo, 
vou escrever aqui um ​tutorial para fazer o Gráfico de Gantt simples no Excel​. Vamos lá: 

Passo 1 – Inserir os dados 

A primeira etapa é inserir os dados do seu Gráfico de Gantt. Para isso, monte uma tabela 
com três colunas dividas da seguinte forma: 

● Atividades 
● Data de início da atividade 
● Duração da atividade 

Você pode usar durações de horas, dias ou semanas dependendo do seu caso específico. 

Nota importante: deixe a célula título da primeira coluna em branco para que o Excel 
entenda que trata-se da lista de atividades. Nas outras você poderá escrever Início e 
Duração. 

 
 
30 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
 

Passo 2 – Criar o gráfico 

Agora selecione todas as células preenchidas e vá até o menu​ INSERIR > GRÁFICOS​ e 
selecione a opção ​BARRAS​. 

Escolha a segunda opção, ​BARRAS EMPILHADAS​, na caixa que abrir. Nesse momento o seu 
gráfico será montado e ficará mais ou menos assim: 

 
 
31 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Passo 3 – Configurar o gráfico 

Para ter uma noção visual melhor, vamos configurar corretamente o gráfico. 

● Dê dois cliques na lista de atividades no lado esquerdo e na caixa de F


​ ORMATAR 
EIXO​ que aparecer marque a opção ​CATEGORIAS EM ORDEM INVERSA​, para que as 
atividades sejam ordenadas por data de início. 
● Agora clique duas vezes na lista de datas do gráfico e na opção ​RÓTULOS​ > 
POSIÇÃO DO RÓTULO​ selecione a opção S ​ UPERIOR. ​Dessa forma as datas ficarão 
na parte inferior do gráfico. 
● Agora clique com o botão direito na parte azul da esquerda das barras do gráfico e 
selecione F​ ORMATAR SÉRIE DE DADOS​. Na caixa que abrir determine a 
sobreposição em 100%. 
● Ainda na mesma caixa em P ​ REENCHIMENTO​ marque a opção ​SEM 
PREENCHIMENTO​ e selecione S ​ EM LINHA​ na categoria ​COR DE BORDA​. Isso faz 
com que o gráfico fique de fato com a aparência de uma Gráfico de Gantt. 

Passo 4 – formatar datas 

Para fechar, agora vamos ajustar as datas do seu Gráfico de Gantt 

● Clique com o botão direito na parte das datas, na parte inferior do gráfico e em 
MÁXIMO​ e ​MÍNIMO​ você precisa informar quais as datas da operação. 

○ OBS: caso tenha problema e seu Excel não converta automaticamente sua 
data, use a fórmula =DATA.VALOR(“__/__/__”) em qualquer célula para 
converter uma data em um número especial do Excel. Depois coloque esse 
valor no campo MÁXIMO ou MÍNIMO 

 
 
32 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
● No campo UNIDADE PRINCIPAL você pode definir qual o intervalo de tempo de 
exibição das datas. Por exemplo: 1 dia, 7 dias para uma semana e 30 para um mês. 

Para concluir, você pode mudar cores e a aparência do seu gráfico para ter a identidade 
visual da sua empresa. 

E pronto, seu Gráfico de Gantt básico está preparado. Caso queira, você pode b
​ aixar o 
Gráfico de Gantt em Excel​ usado nesse exemplo. 

Aprenda mais sobre programação da produção 


Se você gostou deste texto, baixe também o nosso ebook P
​ rogramação da Produção: o 
guia inicial para o gestor industrial​ e aprenda mais a fundo quais são as melhores 
práticas para a sua indústria. 

Se você quiser entender melhor como um software ERP pode gerar um Gráfico de Gantt 
automaticamente para sua indústria, sugiro que assista uma ​demonstração do Nomus 
ERP Industrial​ para ver a ferramenta funcionando. 

 
 
33 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte VI 

DMAIC: significado, exemplo e 


como funciona o método 

 
 
34 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
DMAIC​ é uma sigla em inglês que significa define, measure, analyze, improve e control ( ou 
em português: definir, medir, analisar, melhorar e controlar) e representa um método de 
melhoria de processos composto por um roteiro que ajuda empresas a resolverem 
problemas. 

O DMAIC é peça chave para colocar em prática projetos de ​Lean Seis Sigma​, já que ele irá 
ajudar sua equipe a escolher o caminho certo, com uma melhor visão dos dados e o que 
fazer em seguida. 

Os principais objetivos do método DMAIC são: 

● Melhorar processos e a gestão da empresa 


● Buscar a melhoria contínua na gestão e produtos 
● Melhorar a qualidade de produtos e serviços 
● Reduzir custos e desperdícios 
● Aumentar a produtividade 
● Isso tudo gera retorno financeiro final para empresa e aumenta sua 
competitividade. 

O principal diferencial do método DMAIC é que ele foca mais na fase do planejamento da 
melhoria para reduzir as chances de erro e o tempo necessário para a implementação. 

Neste texto você vai entender o que é o DMAIC e como funciona o método, confira: 

 
 
35 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Como funciona o DMAIC? 
Como falei acima, DMAIC é um método/roteiro composto de 5 etapas, que são: definir, 
medir, analisar, melhorar e controlar. Vou explicar como cada uma funciona, confira: 

1. Método DMAIC: DEFINIÇÃO – DEFINE 

O primeiro passo é realmente o início. Você e sua equipe precisam d


​ efinir qual é o 
problema que você visa resolver e​ tudo que é esperado do projeto. 

Essa etapa é fundamental para o sucesso de todo projeto DMAIC, portanto, leve-a com 
seriedade e a devida atenção. Caso algo saia errado nessa etapa, as chances de problemas 
mais a frente são grandes. 

Basicamente você precisará definir: 

● Qual é o problema a ser resolvido? 


● Esse problema tem relevância financeira e é viável? 
● Qual é minha meta e o ganho financeiro esperado? 
● Qual time irá trabalhar no projeto? 
● Qual o cronograma do projeto? 

Aqui você também cria o chamado “​contrato de projeto​”, que é um documento que 
formaliza todo o projeto de melhoria e possui informações importantes como: a equipe que 
irá trabalhar, escopo do projeto, indicadores utilizados, cronograma. 

O objetivo deste contrato é informar todos os envolvidos no p


​ rojeto​, desde a sua equipe até 
os patrocinadores da melhoria. Além disso, dependendo da melhoria que sua equipe irá 
aplicar, o processo pode acabar levando semanas ou meses. Sendo assim, o contrato serve 
também para garantir o comprometimento e a orientação da equipe. 

Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: 

● Contrato de projeto 
● Escopo do Projeto 
● Voz do Cliente (CTQs) 
● SIPOC 
● Mapa de Raciocínio 

 
 
36 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
2. Método DMAIC: MEDIR – MEASURE 

Agora chegou a fase de medir e observar como estão os processos e problemas 


atualmente. Ou seja, você e sua equipe precisam observar como é o processo atual e quais 
são seus resultados. 

Na etapa de medição do método DMAIC você precisa basicamente: 

● Avaliar o desempenho do processo e analisar os números; 


● Levantar dados e informações sobre os processos; 
● Levantar possíveis causas dos problemas; 

É possível fazer estas medições de forma qualitativa e/ou de forma quantitativa. 

Qualitativa: desta forma sua equipe vai mais a fundo na causa de cada problema ou 
processo e busca descobrir sua causa. Sua equipe mapeia as informações mais detalhadas 
e importantes para a identificação do problema. 

Quantitativa: desta forma sua equipe coleta dados em massa e utiliza um indicador para 
analisar comportamentos e estatísticas. 

O objetivo final é o mesmo: identificar as causas dos problemas mais importantes e 


selecionados pelo projeto. 

Dica importante: escolha apenas dados relevantes para sua análise, caso busque por 
muitos dados que tem pouca importância eles poderão acabar atrapalhando mais do que 
ajudando. 

Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: 

● Matriz Causa e Efeito 


● Mapa de Processo 
● Estatística descritiva 
● Diagrama de Ishikawa 
● Matriz Esforço x Impacto 
● Pareto 
● Histograma 
● Boxplot 

 
 
37 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
3. Método DMAIC: ANALISAR – ANALYZE 

A terceira fase é a análise. Aqui a sua equipe irá analisar os dados medidos na etapa 
anterior e assim ter um cenário claro do estado atual do processo. 

Na etapa de análise do método DMAIC você precisa basicamente: 

● Pensar nas causas raiz dos problemas que pretende resolver 


● Comprovar estas causas raiz com gráficos, análise estatística ou análise de risco 
● Analisar as melhores formas de combater estes problemas 
● Criar oportunidades de melhoria 

Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: 

● Diagrama de Dispersão 
● Análise de Modos de Falhas e seus Efeitos 
● Testes de Hipóteses 
● Regressão Linear 

4. Método DMAIC: MELHORAR – IMPROVE 

Chegou a hora de realmente colocar a mão na massa e aplicar soluções para o problema 
que foi proposto, medido e analisado. Agora é a hora de melhorar. 

Aqui sua equipe irá priorizar as causas raiz e então implementar um plano de ação para 
colocar em prática as melhorias. Além disso, nessa etapa também é avaliado os resultados 
e impactos das melhorias que forem implantadas. 

Dependendo da melhoria selecionada, o processo de mudança pode ser demorado e 


provavelmente esta será a etapa mais demorada da sua rodada de DMAIC. Segundo 
especialistas em Seis Sigma esse processo pode levar de 30 a 60 dias. 

Na etapa de melhorar do método DMAIC você precisa basicamente: 

● Testar possíveis ações, observando prós e contras 


● Executar o plano de ação de acordo com as necessidades de cada processo 
● Implementar as mudanças 

 
 
38 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: 

● Matriz de Priorização 
● Diagrama de Árvore 
● 5W2H
● Kaizen 
● SMED 
● 5S 

5. Método DMAIC: CONTROL – CONTROLAR 

Agora chegamos a última etapa do DMAIC, o controle. Aqui você irá monitorar e controlar 
os resultados das melhorias implementadas e definir controles que irão manter estes 
resultados. 

O controle é vital para garantir que a melhoria conquistada será sustentável e irá se manter 
na prática. É comum que os gestores foquem mais nos resultados obtidos e deixem de lado 
as práticas para garantir que eles continuem acontecendo. 

Então nesta etapa sua equipe irá montar um “plano de controle”, que é composto de formas 
que garantem que os resultados obtidos sejam constantes. Alguns exemplos de planos são: 
treinamentos, revisões de procedimentos e medição de resultados. 

Na etapa de controle do método DMAIC você precisa basicamente: 

● Monitorar o plano de ação 


● Verificar se a meta financeira foi alcançada e será mantida 
● Estabelecer critérios de controle (check-lists e estatísticas) 
● Analisar o desempenho geral dos retornos do processo 
● Buscar a melhoria contínua dos procedimentos 

Algumas ferramentas que você pode utilizar nesta etapa do DMAIC são: 

● OCAP 
● Cartas de Controle 
● Poka Yoke 
● Procedimento Operacional Padrão (POP) 

 
 
39 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte VII 

Diagrama de Ishikawa: o que é, 


como funciona e como fazer 

 
 
40 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
O Diagrama de Ishikawa​ (conhecido também por Diagrama de Causa e efeito ou Diagrama 
de espinha de peixe) é uma ferramenta visual para levantar todas as possíveis causas de 
um problema e assim descobrir quais são as verdadeiras causa-raízes do problema. 

O diagrama é conhecido por esses três nomes porque foi criado pelo expert em controle de 
qualidade Kaoru Ishikawa na década de 60, sua forma visual se assemelha a um esqueleto 
de peixe e o diagrama levanta todas as causas e efeitos do processo para identificar a causa 
(ou causas) raíz do problema. 

Basicamente sua equipe faz um ​Brainstorm​ (conjunto de ideias) e levanta todos as possíveis 
causas de um problema que deseja resolver. Começando pelas causas mais diretas (ossos 
principais do peixe), até causas secundárias (ossos menores) que acabariam esquecidas se 
não fosse pela ferramenta. Abaixo está um exemplo de um diagrama de Ishikawa: 

 
A ferramenta do diagrama de Ishikawa é comumente usada na parte de “analisar” do 
DMAIC (definir, medir, analisar, melhorar, controlar)​ para auxiliar na descoberta da causa 
raiz do problema a ser resolvido. Isso porque nesta etapa sua equipe já terá definido o 
problema e levantado os dados necessários para a análise. 

O diagrama também é uma importante ferramenta da gestão da qualidade e é utilizado 


para gerenciar o controle de qualidade. Aqui leva-se em consideração que as causas do são 
classificadas em seis tipos de causas principais que acabam afetando os processos. (6ms – 
Método, Máquina, Medida, Meio Ambiente, Mão-de-Obra, Material) 

Você pode usar o Diagrama de Ishikawa para: 

● identificar todas as possíveis causas de um problema, desde causas primárias como 


secundárias e assim ter uma visão mais abrangente do processo 

 
 
41 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
● identificar as verdadeiras causas raízes de um problema e assim trabalhar para 
resolvê-las 
● melhorar processos e evitar problemas futuros ao identificar possíveis causas de 
problemas 

Quais os benefícios do Diagrama de Ishikawa 


O diagrama de Ishikawa proporciona diversos benefícios para a gestão de uma indústria, 
mas a vantagem do diagrama é que ele é visual, simples e aplicável. Ou seja, ​não​ é uma 
ferramenta que você só estuda sobre e nunca coloca em prática. 

Ao aplicar o diagrama de Ishikawa sua fábrica pode: 

● Entender melhor como são formados os problemas nos processos; 


● Levantar e identificar possíveis causas destes problemas; 
● Definir níveis de importância para cada causa; 
● Criar um diagrama visual para análise rápida e precisa; 
● Melhorar processos e produtos; 
● Descobrir outros pontos de melhoria a medida que desdobra um problema; 
● Organizar as ideias da sua equipe em um só lugar. 

O Diagrama de Ishikawa é capaz de transformar reuniões com brainstorm em um diagrama 


preciso, visual e de fácil entendimento. Dessa forma você organiza as ideias e percepções 
de diversas pessoas em um só documento que será valioso para identificar problemas e 
possibilidades de melhoria para sua indústria. 

Entretanto, nem tudo é um mar de rosas. Você precisa de pessoas organizadas para liderar 
as reuniões e organizar os itens do diagrama na hierarquia correta e com os objetivos 
alinhados aos interesses da empresa. Não basta anotar qualquer coisa em qualquer lugar. 

Como fazer um Diagrama de Ishikawa 


Chegou a hora de montar o seu próprio Diagrama de Ishikawa e assim ter uma melhor 
visão das causas dos problemas que acontecem (ou podem acontecer) na sua indústria. 
Para começar, basta seguir os passos abaixo: 

 
 
42 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
1. Defina o problema ou risco que será analisado no Diagrama de Ishikawa 

Para começar a montar o seu diagrama você precisa selecionar um problema a ser 
resolvido ou um risco a ser evitado. Uma dica que eu dou é sempre evitar ser muito 
genérico ao escolher seu problema, já que será mais difícil de resolvê-lo de fato. 

Seja sempre o mais direto e específico que puder e preferencialmente escolha algo que 
possa ser mensurável. 

2. Crie a espinha de peixe com os espaços para as causas 

Monte o seu diagrama usando um modelo ou em uma folha de papel grande. 

O desenho começa com a cabeça do peixe, que é o problema a ser resolvido e deve ter uma 
seta horizontal no meio. Para ser o corpo do peixe. 

A partir dessa linha principal você irá fazer linhas menores para cima e para baixo para 
determinar as possíveis causas do problema. Deixe para fazer essas linhas após o passo 3, 
já que você saberá quantas linhas irá precisar. 

3. Faça uma reunião com sua equipe 

Com o problema definido e o esqueleto desenhado, chame a sua equipe e faça um 
brainstorm para levantar todas as ideias de prováveis causas que estão gerando o 
problema. 

A ideia é simples, basta perguntar algo como “Por que esse problema está acontecendo?” 

4. Divida as causas do problema por categorias 

Agora chegou a hora de puxar as linhas adicionais para cima e para baixo (formando a 
espinha do peixe) e dividir as possíveis causas do problema em categorias. 

As categorias normalmente utilizadas são: máquina, mão de obra, método e materiais, mas 
você pode escolher o que fizer mais sentido para o seu problema e para a sua indústria. 

5. Defina as subcausas 

Com as causas principais definidas, agora chegou a hora de adicionar linhas horizontais as 
linhas que você havia puxado para cima e para baixo. Nelas serão escritas as subcausas. 

 
 
43 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
As subcausas são os fatores que acabaram gerando a causa principal escolhida. 

6. Faça uma análise completa e defina ações 

Agora que você está com o seu Diagrama de Ishikawa (ou diagrama de causa e efeito ou 
diagrama de espinha de peixe) desenhado e preenchido, chegou a hora de analisar as 
informações. 

Analise todas ideias que juntou com as pessoas tomadoras de decisão responsáveis por 
cada área envolvida e selecione as causas que impactam mais no problema definido. 

Depois de feito isso, faça um plano de ação para que você e sua equipe possam remediar 
ou resolver estas causas. Uma dica que dou é colocar um prazo para cada ação, porque se 
não a gente sempre acaba deixando para depois, depois e depois…. e o depois não chega 
nunca. 

Uma nota importante​ é que o Diagrama de Ishikawa originalmente é composto por 6 


categorias principais, conhecidas como 6ms, que são: Máquina, Materiais, Mão de obra, 
Meio-ambiente, Método e Medidas. Só que nem sempre essas categorias irão se encaixar 
na sua realidade, por isso, fique a vontade para customizar o modelo conforme suas 
necessidades. 

A dica que dou é que baseie sua análise em dados reais e não achismo. Para isso, 
recomendo a utilização de um software de gestão confiável. 

Utilize um software de gestão para levantar dados e 


montar seu diagrama de Ishikawa 
Agora que você sabe o que é, como funciona e como montar seu Diagrama de Ishikawa o 
próximo passo é colocar em prática para resolver os problemas e identificar riscos na 
gestão da sua indústria. 

Recomendo que utilize um software ERP como o N


​ omus ERP Industrial​ para fazer a coleta 
de dados e análise e assim montar diagramas precisos. 

Caso tenha interesse, você pode a


​ ssistir uma demonstração prática​ da ferramenta e tirar 
suas dúvidas de como ela funciona. 

 
 
44 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte VIII 

5S – O que é 5S e como 
implementar o programa na sua 
empresa 

 
 
45 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
O5
​ S​ é um programa de gestão para melhorar diversos pontos de uma empresa, como a 
organização, limpeza e padronização. Foi criado no japão e originalmente significa Seiri, 
Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. 

Neste texto vamos ver como as empresas utilizam a metodologia do 5S para alcançar 
resultados como: 

● Melhorar a qualidade dos produtos fabricados 


● Aumentar a produtividade 
● Prevenção de acidentes no trabalho 
● Entre outros benefícios 

Para isso vamos abordar: 

● O que é o 5S 
● Qual a origem do programa 
● Quais são seus benefícios 
● Como funciona 

Então se você deseja melhorar os resultados da sua empresa, recomendo que leia esse 
texto até o final. Caso o texto seja valioso para você, não se esqueça de compartilhar com 
seus amigos. 

Vamos lá: 

 
 
46 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
O que é 5S? 
Como falei anteriormente, o 5S é um programa para a gestão de empresas de todos os 
segmentos que é capaz de provocar mudanças comportamentais bem rapidamente. 

O significado da sigla 5S vem de 5 palavras em Japonês que no Brasil significam: 

No Japão  No Brasil 

Seiri  Senso de Utilização 

Seiton  Senso de ordenação 

Seiso  Senso de limpeza 

Seiketsu  Senso de saúde e padronização 

Shitsuke  Senso de disciplina e autodisciplina 

Na prática o que o programa faz é tornar a empresa mais limpa, organizada e com seus 
materiais bem posicionados. Assim é possível proporcionar um ambiente de trabalho mais 
produtivo, seguro e motivador. 

Origem do 5S 
O programa surgiu no Japão após a segunda guerra mundial. O país vivia em crise e 
precisava aumentar a produtividade para voltar a ser uma economia produtiva. 

Inicialmente o programa surgiu para melhorar o ambiente produtivo, organizar os 


materiais, métodos, equipamentos e os colaboradores. Dessa forma era possível otimizar o 
espaço necessário para produzir e também reduzir o desperdício na empresa. 

Atualmente o 5S evoluiu e é aplicado para melhorar não só a organização física da empresa 


mas também seus processos e o controle da qualidade. 

 
 
47 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Benefícios do 5S 
O 5S trás diversos benefícios diretos para as indústrias que colocam o programa em prática. 

Como o ambiente fica mais limpo, organizado, classificado e otimizado, é possível alcançar 
resultados como: 

● Aumentar a q ​ ualidade dos produtos​; 


● Aumentar a produtividade da equipe; 
● Deixar a empresa preparada para implementar outras metodologias de qualidade e 
produtividade; 
● Identificar falhas e pontos de melhoria nos processos; 
● Prevenir acidentes no ambiente de trabalho; 
● Melhorar o ambiente e a qualidade do trabalho. 

Como funciona o 5S 


Agora para entender na prática como funciona o programa 5S irei detalhar cada etapa. Esse 
ponto também deve ser usado para você imaginar como pode melhorar a organização na 
sua empresa. 

 
 
48 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Lembre-se que atualmente o 5S pode ser aplicado a basicamente qualquer tipo de 
empresa. Se a sua for uma indústria, poderá ter ainda mais resultados aplicando o 
programa. 

Vamos aos passos: 

Seiri / Senso de utilização 

No primeiro S, Seiri ou Senso de utilização, o objetivo é identificar tudo que é de fato 


utilizado durante o trabalho e descartar tudo que pode ser descartado. 

Isso aumenta a concentração e a produtividade da equipe, já que elimina tudo aquilo que 
não tem importância para a operação. O ambiente fica mais limpo, otimizado e menos 
poluido. 

Nas aplicações mais recentes do 5S as empresas também avaliam se existem funcionários 


que não estão sendo de fato aproveitados. Essas pessoas podem ser realocadas para 
outros setores da empresa ou dispensadas. 

● Veja também: C
​ hão de fábrica: o que é e como aumentar a produtividade de 
pessoas e máquinas 

Seiton / Senso de ordenação 

Agora que você selecionou o que vai permanecer na empresa, é preciso organizar e 
categorizar tudo. 

Separe os itens que são menos utilizados e simplifique tudo para facilitar o ambiente de 
trabalho organizado. 

O objetivo aqui é economizar tempo da equipe, já que conseguirão localizar os itens que 
precisam rapidamente. 

Seiso / Senso de limpeza 

Nessa etapa os responsáveis pelo projeto e também os próprios funcionários devem 


inspecionar o ambiente de trabalho para identificar e eliminar rotinas que causem sujeiras 
ou bagunças em geral. 

 
 
49 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
A ideia é manter os colaboradores satisfeitos por trabalharem um ambiente limpo e 
também reduzir as manutenções corretivas, já que o ambiente estará em constante 
inspeção. 

O colaborador deve colaborar para manter o seu ambiente de trabalho o mais limpo e 
organizado possível. 

Seiktsu / Senso de saúde e padronização 

Essa etapa no programa 5S serve para garantir que todo o trabalho feito será mantido e se 
tornará o padrão da empresa. 

É preciso definir responsáveis para manter a empresa organizada, já que sem responsáveis 
nomeados, existem grandes chances do projeto perder a essência em pouco tempo. 

Esse movimento motiva a equipe a cuidar mais da aparência e da saúde, o que colabora 
com um melhor desempenho geral da empresa. 

Shitsuke / Senso de disciplina e autodisciplina 

Essa é a etapa final do programa 5S, nela é colocada em prática a disciplina da empresa e 
dos colaboradores para manter o programa funcionando sem a necessidade de estímulos 
da diretoria. 

Ou seja, os próprios colaboradores sabem o que precisa ser feito e colocam em prática os 
passos anteriores proativamente. 

Esse é o estado ideal onde a empresa pode considerar que o programa 5S foi 
implementado com sucesso em sua rotina. 

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sugestão. 

 
 
50 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Parte VIII 

Sistema ERP industrial: o que é, 


para que serve e quais seus 
benefícios 

 
 
51 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
As indústrias precisam utilizar algum s​ istema ERP​, com capacidade de controlar a 
produção, para gerenciar seus negócios, identificar problemas e conseguir melhor proveito 
de suas máquinas e colaboradores. 

Isso porque com o crescimento da concorrência, nacional e internacional, crises e 


demandas fiscais, como o Bloco K do SPED, cada vez mais as indústrias percebem que o 
caminho para o sucesso, ou mesmo para se manter em operação, é a gestão organizada 
que gera mais produtividade. 

Entretanto, a realidade nacional é outra, em sua grande maioria as indústrias acabam 


recorrendo a planilhas improvisadas, que tornam o processo desorganizado e suscetível a 
erros ou a sistemas de gerenciamento muito básicos que não são capazes de atender a 
necessidade de organização e gestão de uma linha de produção. 

Sendo assim, preparei este texto para explicar de forma clara e fácil o que é um sistema ERP 
Industrial, para que serve um sistema erp e quais são suas vantagens. Confira: 

(Aproveito e convido para que conheça o S


​ oftware ERP Industrial​: o ERP projetado pelos 
Engenheiros de Produção para atender a demanda das indústrias brasileiras.) 

 
 
52 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
O que é um sistema ERP? 
Como diria um querido professor, começando pelo começo, conceitualmente E
​ RP 
(​enterprise resource planning​ ou em português, planejamento dos recursos da 
empresa)​ é uma evolução do sistema MRP II (​manufacturing requirement planning​, ou 
planejamento das necessidades de manufatura), que é uma evolução do MRP I (​materials 
requirement planning​, ou planejamento das necessidades de materiais). Veja a evolução dos 
sistemas de gestão empresarial para entender melhor o que é um ​sistema ERP​: 

Exemplo de Sistema ERP. Na imagem é possível ver uma análise de tempos reais de 
produção no software Nomus ERP Industrial 
Organizando o ambiente de produção de forma a atender às expectativas do mercado: 

Sistema MRP 

Mais tarde ficou conhecido como MRP I devido o surgimento do MRP II. Basicamente trata 
da g
​ estão de materiais​ de uma indústria. Diferentemente de um comércio, que compra e 
revende produtos, uma indústria compra matérias primas e as transforma em produtos 
acabados. 

 
 
53 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Este processo de transformação traz uma complexidade adicional à g
​ estão de estoques​ que 
o MRP I resolve projetando no futuro a necessidade de compras e produção de acordo com 
diversos fatores, como listas de materiais, demandas previstas etc. 

Sistema MRP II 

Como a sigla sugere, é a evolução do MRP I e além da gestão dos materiais, trata também 
da gestão da capacidade das máquinas e equipamentos da indústria, permitindo que a 
indústria possa avaliar de uma maneira macro se suas máquinas tem capacidade para 
atender às demandas de produção; 

Sistema ERP 

Sistema ERP, como mencionei acima, conceitualmente deveria englobar conceitos do MRP I, 
do MRP II e avançar em outras áreas de gestão de uma indústria, como financeiro, 
faturamento, compras, vendas, contabilidade, fiscal etc. Entretanto, muitos fornecedores de 
software integrado de gestão que não abrangem conceitos do MRP I e II começaram a 
batizar seus produtos de ERP e isso fazendo com que no meio de gestão a grande maioria 
das pessoas considere qualquer sistema integrado de gestão um ERP, mesmo que ele não 
tenha os módulos de MRP I e II. 

Portanto, um ERP é um sistema de gestão para empresas que integra todas as informações 
e processos do negócio em um banco de dados centralizado. Ou seja, ao invés de usar um 
sistema ou uma planilha para cada setor da sua indústria, você pode contar com o ERP para 
integrar todos os setores e áreas. Estes sistemas podem ser instalados nos computadores 
da sua fábrica ou em servidores online na nuvem. 

Escolha um ERP que atenda sua indústria 

Com todas essas funcionalidades, o ERP acaba se tornando uma peça chave da sua 
indústria, já que será o responsável por gerir todas as áreas funcionais de maneira 
integrada. Desta forma, é fácil perceber que a escolha de um sistema desta importância não 
deve ser feita no impulso ou baseada apenas no preço. 

Este sistema será o coração da gestão da sua indústria e deve ser escolhido com atenção, 
ao invés de compra de “prateleira de supermercado”. O caso se agrava quando se trata de 
indústrias, pois geralmente este tipo de negócio é muito mais complexo do que empresas 
de comércio ou serviço, por exemplo. 

 
 
54 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Você pode ver mais dicas no artigo que escrevi sobre ​como escolher o software certo 
para sua indústria​. 

Qual o objetivo de um sistema ERP para uma 


indústria? 
O objetivo de um sistema ERP é organizar as informações da indústria de forma 
centralizada e gerir o seu fluxo por toda a sua operação. Isso permite acesso rápido e 
confiável a informações da indústria, possibilitando a t​ omada de decisões gerenciais 
baseadas em dados reais e centralizados. 

Existem ERPs com diversos níveis de abrangência e podem alcançar cada passo da 
operação de uma indústria, indo desde seu comercial, vendas, produção, formação de 
preço de venda, contas a pagar e receber, fiscal, chão de fábrica, expedição, MRP até 
pós-venda, dados com painéis de desempenho etc. (A lista de possibilidades é vasta e pode 
variar dependendo da especialidade do ERP. A Nomus, por exemplo, possui o S
​ oftware 
Nomus ERP Industrial​, que é especializado na demanda de indústrias.). 

O Blog Industrial Nomus possui diversos artigos com dicas e técnicas de gestão para um 
melhor aproveitamento da gestão industrial e o uso de um ERP deve viabilizar todas estas 
melhorias. Com ele você poderá automatizar tarefas que antes eram feitas manualmente 
em planilhas ou sistemas separados, aperfeiçoar o desempenho de seus processos 
tornando-os seguros. Além disso, um sistema ERP será capaz de disponibilizar informações 
gerais da sua fábrica imediatamente até mesmo para seus clientes acompanharem seus 
pedidos, por exemplo. 

Estes pontos de objetivo reduzem os custos de operação já que você não terá que contratar 
diversos softwares diferentes, reduz os riscos de você acabar perdendo seus dados já que o 
servidor ERP poderá ser hospedado na nuvem e aumenta a produtividade de máquinas e 
equipamentos, que passam a funcionar em sua plena capacidade. 

 
 
55 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Apontamento no chão de fábrica 
Um sistema ERP para indústria também permite o ​apontamento de produção​ no chão de 
fábrica em tempo real. 

Seus colaboradores podem apontar suas atividades e assim o sistema informar os tempos 
produtivos, tempos de parada de máquina, falta de estoque e etc. 

Essas informações são muito úteis para implementar planos de m


​ eritocracia​ e também 
para identificar g
​ argalos de produção​. 

Exemplo de tela de apontamento no sistema ERP Industrial 


As aplicações de um sistema ERP para indústria são diversas, portanto, o ideal é você 
navegar pelo blog e ler artigos que possam interessar a sua gestão. Para ajudá-lo listo aqui 
alguns dos nossos artigos mais recentes com aplicações de um ERP Industrial, confira: 

● Como calcular e aumentar a eficiência do chão de fábrica com OEE na prática 


● 6 Benefícios de controlar o chão de fábrica com um sistema de gestão de PCP 
● Como saber o que, quando e quanto comprar na sua indústria com PCP e MRP 

 
 
56 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Benefícios de implantar um sistema ERP em uma 
indústria 
Já falei sobre alguns dos benefícios de implantar um sistema de ERP em uma indústria nos 
outros tópicos deste artigo, porém, resolvi dedicar este tópico para esta questão que é 
muito importante para o gestor que está avaliando adquirir uma solução para seu negócio. 

Se implantado de forma correta, um sistema ERP industrial é capaz de aproveitar todo o 


potencial que uma fábrica pode oferecer e também resolver a grande maioria dos 
problemas de gestão que a mesma pode ter. Como por exemplo, os ​7 sinais de que sua 
indústria está com problemas de gestão​ ​que listei em um artigo anterior. 

De uma forma resumida, os principais benefícios diretos são: 

Aumento da produtividade máquinas e colaboradores 

O aumento da produtividade tanto de máquinas como de colaboradores sem dúvidas é um 


dos principais benefícios diretos em implantar um sistema de ERP industrial. Com uma 
ferramenta como essa você poderá controlar toda a sua produção e com isso identificar 
onde seus recursos estão sendo subutilizados, para então aplicar formas de utilizar todo 
seu potencial. 

No setor pessoal, você poderá eliminar o retrabalho gerado por utilizar diversas planilhas 
ou sistemas diferentes não integrados. Além disso, você poderá aplicar regras de 
meritocracia, identificando e dando prêmios aos seus melhores colaboradores. Isso irá 
aumentar a produtividade da sua equipe e motivar uma competição saudável enquanto 
melhora o desempenho da sua fábrica. 

Redução de custos 

Sem dúvidas este é um dos principais benefícios almejados pelos gestores que optam por 
utilizar um sistema ERP, e eles estão certos em fazer esta escolha. A boa implantação de um 
sistema ERP em uma indústria pode ser um grande poupador de gastos desnecessários e 
perdas no processo produtivo. 

O sistema irá permitir uma redução nas despesas administrativas com vendas e 
negociações, até um controle minucioso no seu estoque e linha de produção, identificando 
perdas nestes processos e oportunidades de melhoria com redução de custos. As 

 
 
57 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
possibilidades são muitas, já que com uma visão geral do seu negócio, você conseguirá 
identificar falhas e alterar seus processos de negócio de forma muito mais fácil. 

Redução de erros e segurança de dados 

Um sistema de ERP também irá deixar a gestão da sua indústria muito menos propícia ao 
erro e mais segura. O primeiro item é possível já que um bom ERP deverá ter validações, 
desenvolvidas por especialistas e baseadas em melhores práticas, que não irão permitir que 
você preencha dados errados por exemplo. 

Já na questão de segurança, o sistema ERP traz muito mais tranquilidade para uma 
indústria, pois todos seus dados ficam salvos em servidores robustos e com backups. Desta 
forma, você não irá perder informações caso seu computador tenha algum problema, como 
poderia ocorrer se utilizasse planilhas e nem se por uma infelicidade aconteça algum 
desastre no seu escritório, o que poderia destruir os documentos físicos. 

Além disso, normalmente os sistemas ERP investem mais em segurança para proteger seus 
dados de espionagem e hackers que possam tentar roubar ou danificar suas informações 
sigilosas. 

Padronização dos processos da indústria 

Outra grande vantagem em um software ERP para a indústria em relação a planilhas e 


sistemas não integrados é a padronização dos processos e dados gerados pela sua 
indústria. Isso irá garantir integração entre seus setores e uniformidade dos dados, 
eliminando assim erros de sincronização entre sistemas e planilhas. 

Este ponto ainda vai mais além e permite que você facilite o aprendizado do negócio da sua 
indústria, já que toda a gestão estará concentrada em um só local, mesmo que envolva 
diversos departamentos. Com isso, você terá um cenário muito mais adaptado para 
implantar sistemas de qualidade de produção e também se adequar a normas ISO. 

Redução do ciclo de vendas 

Com a sua indústria rodando a todo vapor e seu setor comercial automatizado e integrado 
ao financeiro e fiscal, você conseguirá reduzir o seu ciclo de vendas e o l​ ead time de 
produção e entrega​. Desta forma você poderá atender mais demanda e mais clientes, 
aumentando o seu lucro. 

 
 
58 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Caso não consiga mais demanda ou clientes devido a atual crise financeira que está 
acontecendo em nosso país, você poderá reduzir seus custos e cortar pessoal ou máquinas 
para continuar atendendo a mesma demanda que tem atualmente, porém, com uma 
capacidade muito menor do que atual e logo, um custo muito menor também. 

Tomando a decisão certa para sua fábrica 


As vantagens de implantar um sistema ERP para indústria são muito claras e acredito que 
seja a solução ideal para sua indústria crescer e superar a crise. Apenas aproveitando todo 
o potencial, reduzindo custos e unificando sua gestão será possível alcançar o tão desejado 
sucesso. 

Entretanto, entendo que a escolha de um software ERP para indústria pode e deve ser 
levada a sério e por isso, aproveito para convidá-lo(a) novamente a ler o artigo que preparei 
sobre c
​ omo escolher o software certo para sua indústria​. 

Caso tenha interesse, você pode também assistir uma ​apresentação do ​Nomus ERP 
Industrial​. O sistema de gestão especializado em indústria desenvolvido pelos engenheiros 
que escrevem aqui no Blog. 

 
 
59 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
 
 
Parte X 

Colocando o conhecimento em 


prática 

 
 
60 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Veja histórias reais sobre gestão industrial 
Clique  abaixo  e  veja  histórias  reais  de  empreendedores  e  profissionais  da  indústrias  que 
conseguiram superar diversos desafios de gestão. 

 
 
61 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
Conheça o Nomus ERP Industrial 

 
 
62 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 
 

 
A Nomus desenvolve softwares completos para indústrias e possui um método 
de implantação, idealizado e aplicado por engenheiros, que irá ajudar sua 
indústria alcançar o sucesso de gestão, superando seus desafios e utilizando 
todo o potencial que a sua fábrica tem a oferecer. 

Veja como extrair toda a capacidade da sua indústria, acesse: 

nomus.com.br 

nomus.com.br/blog-industrial 

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63 - Guia das ferramentas de gestão para a indústria 

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