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Aviso Prévio

Aviso prévio é a comunicação da rescisão do contrato de trabalho por uma das partes, empregador ou empregado,
que decide extingui-lo, com a antecedência que estiver obrigada por força de lei.
Pode-se conceituá-lo, também, como a denúncia do contrato de trabalho por prazo indeterminado, objetivando fixar
o seu termo final.
O aviso prévio tem por finalidade evitar a surpresa na ruptura do contrato de trabalho, possibilitando ao empregador
o preenchimento do cargo vago e ao empregado uma nova colocação no mercado de trabalho.

Modalidades: Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho, sem justa causa, por iniciativa do empregador, poderá
ele optar pela concessão do aviso prévio trabalhado ou indenizado, da mesma forma, quando o empregado pede
demissão.

Prazo de duração: Com o advento da Constituição Federal, a duração do aviso prévio era, até outubro/2011, de 30
(trinta) dias, independentemente do tempo de serviço do empregado na empresa. Com a publicação da Lei
12.506/2011, a partir de 13/10/2011 a duração passou a ser considerada de acordo com o tempo de serviço do
empregado, podendo chegar até a 90 (noventa) dias.

Integração ao tempo de serviço: O aviso prévio dado pelo empregador, tanto trabalhado quanto indenizado, o seu
período de duração integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais, inclusive reajustes salariais, férias, 13º
salário e indenizações.

A Empresa demite sem justa causa:

Situação 1: A empresa exige que você trabalhe (aviso prévio trabalhado)


Se a empresa mandou você embora e não houve justa causa, ela pode exigir que você trabalhe pelos próximos 30
dias. Nesse caso, você tem direito a escolher entre duas opções: trabalhar duas horas a menos por dia ou deixar de
trabalhar sete dias no final do prazo. Mas saiba que, se você não cumprir esse período dos 30 dias ou faltar em
alguns deles, corre o risco de ser descontado no pagamento deste salário quando for o momento de receber a
rescisão. Aqui, o prazo de pagamento da rescisão deve ser, por lei, o 1º dia útil após o fim do contrato (que é o
último dia do aviso).

Situação 2: A empresa não deixa você trabalhar (aviso prévio indenizado)


No caso de uma demissão sem justa causa, você tem direito a receber uma indenização da empresa quando ela
não quer que você trabalhe os 30 dias do aviso prévio. Então, você receberá o salário deste período mesmo sem
trabalhar. E, nessa situação, o pagamento da rescisão deve ser feito em 10 dias corridos após a data da demissão.
Mas a rescisão não paga somente o aviso prévio!

Situação 3: A empresa pede para você cumprir o aviso em casa


Informalmente chamada de aviso prévio “trabalhado em casa”, essa situação não existe por lei. O que acontece aqui
é um acordo que a empresa propõe: ela paga o aviso prévio no final dos 30 dias, como se você estivesse
trabalhando na empresa, mas você é dispensado e fica em casa.
Um dos motivos para a empresa propor essa condição é ter mais prazo para pagar a sua rescisão, afinal, por lei, ela
teria que pagar o aviso prévio em no máximo 10 dias após a demissão. Mas com esse acordo, você receberá após
os 30 dias.

A Empresa demite com justa causa:

Situação única: não tem aviso prévio (nem trabalhado, nem indenizado)
Quem é mandado embora por justa causa não pode continuar na empresa e também não tem direito ao pagamento
do aviso prévio na rescisão. Além disso, não dá para sacar o dinheiro que você tem no Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) nem receber o seguro-desemprego. Apesar dessas restrições, você ainda tem direitos e talvez
receba um pagamento da empresa. Vale saber que, nesse caso, o prazo para a rescisão cair na sua conta é de 10
dias corridos após a data da demissão.
O empregado pede demissão:

Situação 1: Você cumpre o aviso (aviso prévio trabalhado)


Nesse caso, você pediu demissão e fez o acordo de cumprir o aviso prévio pelos próximos 30 dias. Então, quando o
aviso prévio terminar, você receberá o salário dos dias que foram trabalhados nesse período (porque as faltas
podem ser descontadas), além do valor proporcional às férias e ao 13º salário – tudo isso será pago na rescisão. E o
prazo de pagamento é o 1º dia útil após o fim do contrato (nesse caso, será o último dia do aviso prévio).

Situação 2: Você não cumpre o aviso


Quando você pede seu desligamento e não pode trabalhar nos próximos 30 dias, terá que pagar uma multa para a
empresa – no valor de um mês de salário, que sai do pagamento da rescisão. Mas não se preocupe: você não terá
que pagar nenhum valor para a empresa mesmo que ela desconte tudo da sua rescisão. “Não existe uma lei
específica nesse caso, mas o direito do trabalho entende que, como o salário tem natureza alimentar, não existe
rescisão negativa. Isso significa que a empresa pode descontar até o limite, ou seja, até zerar a rescisão”.

Situação 3: Você quer cumprir o aviso, mas a empresa não deixa


Pois é, isso pode acontecer! Nesse caso você não vai receber o aviso, mas a empresa também não poderá cobrar a
multa. As regras de pagamento são as mesmas do aviso prévio indenizado: em até 10 dias corridos após a data da
demissão.