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Projeto de Pesquisa

Metodologia da Pesquisa – 5º semestre


Adília Barreto; Bruna Gomes; Bruna Pena; Catarina Ramacciotti; Evelyn Fialho;
Gabriela Nunes; Maiza Barreto; Paulo Luis; Risete Kelly; Thaís Souza.

Tema:
Tempo de tela na infância.
Título:
Impactos neuropsicossociais do tempo de tela em crianças na primeira
infância.
Introdução:
No mundo globalizado, muitos fatores convergem para o uso precoce das telas.
Maior carga horária de trabalho dos adultos, cuidadores e pais, ritmo acelerado
e escassez de tempo para desempenhar, efetiva e simultaneamente, diversas
tarefas. É justamente, na primeira infância (0 a 6 anos) que a construção de
valores e a capacidade de associação são estruturadas. Logo, o uso
indiscriminado - excessivo e sem estímulo interpessoal - das telas resulta, na
grande maioria dos casos, na lentificação desse processo construtivo. A
passividade da criança frente ao conteúdo diminui a ação da neuroplasticidade,
fenômeno que molda o cérebro, fazendo com que estímulos efetivos culminem
em aprendizagem, atividade e aprimoramento psicossocial. Tendo isso como
base, a OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria definem o tempo de uso de
tela sendo desaconselhado em qualquer tempo para crianças de 0 a 2 anos,
uso de 2 a 5 anos o limite é de 1 hora/dia e de 3 a 6 anos de 1 a 2 horas/dia,
sendo esse uso supervisionado.
Justificativa:
No mundo globalizado, muitos fatores convergem para o uso precoce das telas,
acentuando a necessidade de esclarecer os impactos negativos que o tempo
excessivo de telas na primeira infância (0-6 anos) podem trazer. Esse período
é marcado por modificações neuropsicossociais que permitem aquisições
importantes nos domínios motor, afetivo-social e cognitivo. Dessa forma, é de
extrema relevância saber se o uso de mídias digitais por crianças de 0 a 6 anos
de idade é prejudicial.
Problema:
O tempo de tela impacta no desenvolvimento neuropsicossocial das crianças
durante a primeira infância?
Hipóteses:
- Crianças acima de 2 anos de idade podem não apresentar impacto negativo
no desenvolvimento neuropsicossocial em relação ao tempo de tela, desde que
haja adequação do conteúdo e período utilizado.
- O avanço neuropsicossocial de crianças na primeira infância é comprometido
quando há uso excessivo ou inadequado do tempo de tela.
- Em crianças de 0 a 2 anos, qualquer tempo de tela é prejudicial ao
desenvolvimento neuropsicossocial.
Objetivos:
Geral: Avaliar se o tempo de tela traz impacto positivo ou negativo no
desenvolvimento neuropsicossocial de crianças na primeira infância.
Específicos:
- Observar quais são os impactos neuropsicossociais gerados pelo excesso do
tempo de tela.
- Analisar a diferença dos efeitos do tempo de tela de acordo com a idade da
criança.
- Identificar as repercussões relacionadas ao uso precoce das telas em
crianças.
Metodologia:
Realizou-se uma revisão sistemática a partir de artigos selecionados em bases
de dados eletrônicas (LILACS, PUBMED e SCIELO). Para tanto, utilizaram-se
como critérios de inclusão: (a) estudos observacionais tipos coorte e
transversal; (b) idade abrangendo crianças de 0 a 6 anos. Na seleção, os
descritores pesquisados, em línguas portuguesa e inglesa, foram “tempo de
tela”, “criança” e “desenvolvimento”, combinando-os através do operador lógico
“AND”. Por meio dessa busca, foram encontrados apenas 8 artigos que
atendessem aos quesitos.
Referências:
CÂMARA, Hortência Veloso et al. Principais prejuízos biopsicossociais no uso
abusivo da tecnologia na infância: percepções dos pais. Id on Line
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Disponível em: <https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/2588>. Acesso
em: 22 Ago 2021.
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Disponível em: <https://doi.org/10.1371/journal.pone.0254102>. Acesso em: 27
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