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Tecnologia de Equipamentos de Climatização Relatório Determinação das Eficiências Energéticas (COP e EER) de um
Tecnologia de Equipamentos de Climatização Relatório Determinação das Eficiências Energéticas (COP e EER) de um

Tecnologia de Equipamentos de Climatização

Relatório

Determinação das Eficiências Energéticas (COP e EER) de um Sistema Bomba de Calor RC 831 (Água/Ar) e (Água/Água)

Docente: Eng.º João Vinhas Frade

31

514 – João Baptista

31

572 – Pedro Santos

31740

– Fábio Gomes

31752

– Luís da Silva

Índice Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Resumo 3 Introdução 4 Métodos 5

Índice

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Resumo

3

Introdução

4

Métodos

5

Material/Equipamentos

5

Procedimentos

8

Circuito Esquemático

8

Resultados

9

Legenda

10

Evaporação a Ar

12

Evaporação a Água

13

Comparação dos Resultados

14

Conclusões

15

Anexos

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2
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Resumo Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Este relatório tem, como objectivo, analisar um sistema de

Resumo

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Este relatório tem, como objectivo, analisar um sistema de simulação RC

831 da P.A Hilton, de produção de frio, através de um ciclo frigorífico a R134a.

Esta análise baseia-se na determinação da potência de entrada, saída

de calor e cálculos dos coeficientes de performance e balanços energéticos

para os componentes e para todo o ciclo. Traçar as linhas de desempenho da

bomba de calor ao longo de um intervalo de temperaturas. Traçar os diagramas

do ciclo de compressão, comparando-os com o ciclo ideal. Estimativa da

eficiência volumétrica do compressor, numa gama de relações de pressão.

Todas estas características podem observar-se, avaliando os valores

obtidos nos diagramas de outputs, que são fornecidos por um computador que

estar ligado ao equipamento, que utiliza um software próprio.

A variação destes outputs é feita pela regulação manual dos caudais

(variando, assim, as temperaturas de saída e de entrada), o que faz com que

se simulem situações de diferentes condições exteriores e interiores para o

equipamento.

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Introdução Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Os ciclos de compressão de fluidos frigorigéneos (neste caso,

Introdução

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Os ciclos de compressão de fluidos frigorigéneos (neste caso, o R134a),

são a forma mais comum de produção de frio. Estes transferem o calor da zona

a ser arrefecida para uma região de temperatura mais elevada.

As Bombas de Calor podem usar este efeito para a recuperação de calor

a uma temperatura útil, para o aquecimento ou qualquer outro processo de

modernização de calor.

A função de uma bomba de calor é extrair energia térmica ao ambiente.

Para isso, apenas é necessário o ar do exterior (fonte de calor) e de um

permutador para absorver e outro para libertar o calor. O seu funcionamento é

igual ao de uma máquina frigorífica, mas com uma finalidade diferente;

enquanto a máquina frigorífica faz refrigeração, a bomba de calor faz

aquecimento, sendo que também pode fazer refrigeração.

A bomba de calor tanto pode trabalhar no Verão (refrigeração) como no

Inverno (aquecimento). Isto deve-se à existência de uma válvula de 4 vias,

responsável pela inversão do ciclo.

deve-se à existência de uma válvula de 4 vias, responsável pela inversão do ciclo. Fig. 1

Fig. 1 – Ciclo Frigorífico

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Métodos Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno O R134a é comprimido num compressor hermético e escoa

Métodos

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

O R134a é comprimido num compressor hermético e escoa para o

condensador arrefecido a água. O calor é transferido para a água fria e o

R134a condensa para uma pressão mais elevada, que, por sua vez, passa por

uma válvula de expansão termostática.

Um switch permite direccionar o caudal do fluido em expansão para um

evaporador a ar ou a água, onde é transferido, novamente, calor e o ciclo volta-

se a repetir. Para recuperação do calor residual proveniente do compressor, a

água de refrigeração do condensador também passa por um permutador de

calor, que está na carcaça do compressor.

Todos os componentes são montados num painel de plástico.

Material/Equipamentos

são montados num painel de plástico. Material/Equipamentos Fig. 2 – Compressor/ Computador (Análise de Dados) 5

Fig. 2 – Compressor/ Computador (Análise de Dados)

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5
Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Fig. 3 – Permutador de Calor de Placas (evaporador a

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Fig. 3 – Permutador de Calor de Placas (evaporador a água)

Fig. 3 – Permutador de Calor de Placas (evaporador a água) / Válvula de Expansão / Medidor digital de temperatura

a água) / Válvula de Expansão / Medidor digital de temperatura Fig. 4 – Permutador de

Fig. 4 – Permutador de Calor (Evaporador a Ar)

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Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Fig. 5 – Unidade Completa (Válvulas de Regulação de Caudal)

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Fig. 5 – Unidade Completa (Válvulas de Regulação de Caudal) Três

Fig. 5 – Unidade Completa (Válvulas de Regulação de Caudal)

Três permutadores de calor:

- A ar, evaporador de tubo;

- A água, Permutador de placas e bobinas concêntricas de água de

refrigeração do condensador.

Controlo:

- Válvulas reguladoras de caudal de água.

Caudalímetros:

- 3 de água de refrigeração do condensador, 1 caudal no evaporador e 1

caudal no R134a.

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7
Procedimentos Ano Lec tivo 2010/2011 Sem estre Inverno Começou-se por ligar a bomba, de maneira

Procedimentos

Ano Lec tivo 2010/2011 Sem estre Inverno

Começou-se por ligar a bomba, de maneira a termos a e vaporação a ar

e condensação a água.

Esperou-se cerc a de 5 minutos para a estabilização

do sistema e

interface com o software e anotou-se os valores obtidos nos outp uts.

Depois, alterou-s e a evaporação de ar para água e

verificou-se os

resultados obtidos, com parando os mesmos.

Os valores ana lisados são referentes aos indicado s no circuito

(temperaturas), aos cau dais e pressões indicados mais à frente n as tabelas.

Circuito Esquem ático

dais e pressões indicados mais à frente n as tabelas. Circuito Esquem ático Fig. 6 –

Fig. 6 – Esquema Unifilar da Unidade

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8
Resultados Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Os resultados são relativos a 8 ensaios efectuados, onde

Resultados

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Os resultados são relativos a 8 ensaios efectuados, onde 4 são com o

evaporador a funcionar a ar e os outros 4 com o evaporador a água.

Ensaios

 
 

T1

T2

T3

T4

T5

T6

T7

T8

T9

T10

 

1 13,2

72,5

44,7

11,6

14,6

16,7

49,0

14,6

16,2

12,7

 

2 10,4

67,8

34,7

4,1

14,3

15,4

30,1

14,8

15,9

6,9

 

3 12,4

68,9

34,7

4,7

14,3

16,5

36,9

14,8

15,9

6,8

 

4 8,50

72,6

44,6

5,6

14,1

17,7

47,0

14,7

15,9

7,4

 

5 14,1

70,3

34,6

-8,0

14,2

15,4

26,6

7,30

16,3

9,6

 

6 15,3

70,3

28,3

-2,3

14,5

15,3

26,6

7,30

16,3

11,0

 

7 -4,20

66,6

29,0

-2,4

14,8

19,4

25,2

0,90

16,2

11,4

 

8 -8,7

64,3

28,9

-6,9

14,8

15,3

24,2

9,20

16,0

11,8

Tendo como base estes valores, calculou-se o calor cedido pelo R134a

no condensador (h2;h3), o trabalho realizado pelo compressor (h1;h2) e o calor

cedido no evaporador (h4;h1).

Estes valores serão calculados para todos os ensaios, e comparados

entre si, tendo em conta se o evaporado está a funcionar a Ar ou a Água.

tendo em conta se o evaporado está a funcionar a Ar ou a Água. Fig. 7

Fig. 7 – Componentes e Pontos do Ciclo Frigorífico

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Legenda = Caudal de fluido frigorigéneo Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno = Caudal de água

Legenda

= Caudal de fluido frigorigéneo

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

= Caudal de água que circula pelo evaporador

= Caudal de água que circula pelo compressor e pelo condensador

= Pressão no evaporador

= Pressão no condensador

= Potência do Compressor

é ,á = 4,18 kJ/kG℃

Todos os cálculos foram efectuados em Excel (ver anexo), sendo aqui

apresentado, apenas, os valores calculados.

Para o ciclo frigorífico, considerando os pontos admitidos no diagrama

em cima, temos:

10
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Calor cedido no condensador: Trabalho realizado pelo compressor: = × (ℎ − ℎ ) =

Calor cedido no condensador:

Trabalho realizado pelo compressor:

=

× (ℎ − ℎ )

= × ( )

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Potência de arrefecimento desenvolvida pela bomba de calor:

Calor rejeitado para a água de condensação, 1º circuito:

= × ( )

= × × ( )

Calor rejeitado para a água de condensação, 2º circuito:

= × × ( )

Potência de aquecimento desenvolvida pela bomba de calor:

=

+

Coeficiente de Performance:

COP =

Eficiência Energética:

EER =

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Evaporação a Ar Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Ensaios        

Evaporação a Ar

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Ensaios

       

COPCOPCOPCOP

EEREEREEREER

1

1532

23,2

0,7

5,87

4,87

2

982

10,4

0,8

5,67

4,69

3

756

5,5

0,7

4,03

3,03

Resumidamente, podemos já observar que, com a diminuição da

potência de aquecimento desenvolvida pela bomba, dá-se uma diminuição de

COP e de EER.

pela bomba, dá-se uma diminuição de COP e de EER. Fig. 8 – Diagrama do R134a

Fig. 8 – Diagrama do R134a (Ciclos frigoríficos)

Vermelho: Ensaio 1

Azul: Ensaio 2

Castanho: Ensaio 3

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Evaporação a Água Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno           Ensaios

Evaporação a Água

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

 

       

Ensaios

COPCOPCOPCOP

EEREEREEREER

4

1104

21,2

19,7

6,47

5,47

5

1517

30,0

19,3

6,18

5,18

6

1335

30,7

2,8

4,18

3,18

6,18 5,18 6 1335 30,7 2,8 4,18 3,18 Fig. 9 – Diagrama do R134a (Ciclos frigoríficos)

Fig. 9 – Diagrama do R134a (Ciclos frigoríficos)

Vermelho: Ensaio 4

Azul: Ensaio 5

Castanho: Ensaio 6

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Comparação dos Resultados Ensaios com Evaporador a Ar: Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno   Ensaio

Comparação dos Resultados

Ensaios com Evaporador a Ar:

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

 

Ensaio 1

Ensaio 3

Diferença (%)

 

COP

 

5,87

 

4,03

 

31,34

EER

 

4,87

 

3,03

 

37,70

Ensaios com Evaporador a Água:

 

Ensaio 4

Ensaio 6

Diferença (%)

COP

6,47

4,18

35,4

EER

4,87

3,18

41,8

Caudal de água introduzido (kG/s)

0,0213

0,0307

30,6

Ar vs Água:

 

Ensaio 1 (ar)

Ensaio 4 (água)

Diferença (%)

Caudal de água introduzido (g/s)

23,20

21,30

8,2

COP

5,87

6,47

9,2

EER

4,87

5,47

11,0

 

Ensaio 3 (ar)

Ensaio 6 (água)

Diferença (%)

Caudal de água introduzido (g/s)

5,50

30,70

82,0

COP

4,03

4,18

3,6

EER

3,03

3,18

4,7

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Conclusões Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno Aumentando o caudal de água no sistema, vamos promover

Conclusões

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

Aumentando o caudal de água no sistema, vamos promover mais trocas

de calor (simulando uma condição exterior mais próxima da interior), enquanto

que, se o diminuirmos, irá ocorrer exactamente o inverso.

Como seria de esperar, verificamos pelos ensaios que quanto maior o

caudal, maior o COP da máquina e o EER. Embora estes aumentem sempre

com o aumento de caudal, em comparação com outros ensaios, verificamos

que o COP e o EER da máquina não aumentam em igual proporção.

Verificamos ainda que, alterando a evaporação de ar para água, devido

à água ter um calor específico maior que o ar, consegue-se permutar uma

maior quantidade de energia, aumentando, assim, o COP e o EER.

Isto pode ser comprovando através dos gráficos e dos quadros de

comparação acima representados, que para um caudal praticamente igual,

obtemos uma melhoria significativa na eficiência da máquina.

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Anexos Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno 16

Anexos

Ano Lectivo 2010/2011 Semestre Inverno

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