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Enfermagem no cliente de risco M1

A unidade deve dispor de registro das normas


Prognóstico fechado: São cuidados paliativos, não são institucionais e das rotinas relacionadas a
pacientes de uti. biossegurança contemplando a (RDC-7);

• 10% mínimo de leitos por hospital.
• Enfermeiro ele é o gestor da unidade. Condutas de segurança:
• Biológica
Médico coordenador: Especialista intensivista. • Química
Médico plantonista: legalmente habituado com • Física
atuação em regime de plantões. • Ocupacional e
Enfermeiro: Especialista na coordenação. • Ambiental.
Enfermeiro: Plantonista e administrador. • Instruções de uso para os equipamentos de
Fisioterapeuta: Exclusivo da UTi. proteção individual (EPI) e de proteção coletiva
A enfermagem intensivista desenvolvida a partir de (EPG).
1970 (Florence). • procedimentos em casos de acidentes.
• Manuseio e transporte de material e amostra
UTI biológica.
Unidade de terapia intensiva, destinada a internação
de pacientes graves que requerem atenção profissional Dimensionamento de recursos humanos (RDC-7):
especializada e continua, com materiais específicos e
tecnologias necessárias para o diagnóstico, • Médico diarista/rotineiro, 1 para cada 10 leitos
monitorização e terapia. ou fração (intensivista)
• Médico plantonista, no mínimo 1 para cada 10
RDC-7 sistema de classificação: leitos ou fração.
• Enfermeiros assistenciais (intensivista,
UTI ADULTO (uti A): Destinada assistência de paciente plantonista e coordenador), no mínimo 1 para
com idade igual ou superior a 18 anos, podendo admitir cada 8 leitos ou frações.
paciente de 15 ou 17 anos, se definido nas normas da • Técnico de Enfermagem, 1 para cada 2 leitos
instituição. • 1 técnico por UTI para serviços de apoio
assistencial.
UTI NEONATAL (uti N): Assistência de pacientes com • Fisioterapeuta no mínimo 1 para cada 10 leitos
idade de 0 a 28 dias. ou fração turno matutino, vespertino e
noturno.
UTI PEDIÁTRICA (uti P): Assistência de pacientes com • Auxiliares administrativos no mínimo 1
idade de 28 dias a 14 ou 18 anos, limite é definido de exclusivo da unidade
acordo com as rotinas da instituição. • Funcionários exclusivos para o serviço de
limpeza da unidade
UTI PEDIÁTRICA MISTA (uti PM): Assistência a • Farmacêutico (farmácia satélite, dentro da
pacientes recém nascidos e pediátricas, em uma uti).
mesma sala, porém havendo separação física entre os • Nutricionista, assistência social,
ambientes de uti P e uti N. fonoaudiólogo, médicos cardiologistas,
nefrologistas, cirurgião geral é demais
UTI ESPECIALIZADA: Destinada a assistência de especialidades.
pacientes selecionados por tipo de doença ou Médicos plantonistas, enfermeiros assistenciais,
internação, como cardiopatias, neurológicas, cirurgias fisioterapeutas, e técnicos de enfermagem, devem
entre outros. estar disponíveis em tempo integral durante o horario
em que estiverem escalados. (E todos os profissionais
• hospitais que atendem maternidade, devem estar com a vacina em dia).
gestantes de alto risco devem dispor de leitos
e tratamentos intensivos adulto e neonatal. Dimensionamento de leitos- recomendação:




É obrigatório a existência de UTI em todos os hospitais permanecer no âmbito hospitalar fora da UTI de
que apresente capacidade geral ou superior a 100 maneira digna, e se possível junto com a sua família.
leitos, é equivalente mínimo de 6% dos leitos totais.
Critérios de admissão de pacientes de UTI:
Infra estrutura: • Pacientes que necessitam de internação de
suporte a vida com alta probabilidade de
Localização de fácil acesso e próximo aos serviços de recuperação e sem nenhuma limitação de
emergência, bloco cirúrgico, laboratórios, e suporte terapêutico.
SADT(serviço de apoio diagnóstico terapêutico) • Necessitam de monitorização intensiva, pelo
alto risco de precisarem de Intervenção
• Posto de enfermagem centralizado imediata e sem nenhuma limitação de suporte
• Recepção terapêutico.
• Sala de atendimento, boletim médico • Necessitam de internação de suporte a vida
• Vestiários com banheiro com baixa probabilidade de superação ou com
• Copa e conforto para equipes multiprofissional limitação de intervenção terapêutica.
• Sala de armazenamento de materiais
E equipamentos. Pacientes com doenças em fases de terminalidade ou
moribundas sem possibilidade de recuperação em
Dimensão dos leitos: geral não são apropriados para admissão exceto se
forem doadores de órgão. No entanto seu ingresso
12M com distância de 1 metro entre os pacientes e 2M pode ser justificado em caráter excepcional
entre os leitos. considerando as peculiaridades do caso e condicionado
• visualização direta ao critério do médico intensivista.
• Visualização indireta (isolamentos)
Materiais e equipamentos:
Transporte de pacientes:
Pacientes graves devem ter o acompanhamento • Cama hospitalar com ajuste de posição
contínuo no mínimo de um médico, enfermeiro e • Equipamento para ressuscitação *
fisioterapeuta com habilidades para o atendimento de • Estetoscópios conjunto para nebulização
urgência e emergência. • Equipamentos para infusão contínua
• Monitorização dos sinais vitais
A UTi deve dispor de materiais e equipamentos de • Ventilação mecânica
acordo com a complexidade dos atendimentos e de sua • Materiais para cateterismo; acesso venoso;
demanda. traqueostomia; cateter de o2; aspiração a
Devem ser cumpridas as medidas de prevenção e vácuo portátil
controle de infecção relacionadas a assistência à saúde • Materiais para monitorização de pressão
(IRÁS). venosa central

( responsáveis pelas ações de prevenção). OBS: O histórico do paciente de UTI já chega pronto ou
seja com os familiares, quando não houver ele será
• CCIH (comissão de controle de infecção admitido como desconhecido.
hospitalar.
Anamnese:
Solicitação de vagas em leitos de UTI:
Observações como um todo, como chegou, seu niver
Deve ser registrado no prontuário é justificado, e a de consciência, queimaduras, cateter, dispositivos
comunicação com a família é importante. invasivos e se foi passado na técnica ou na urgência,
O médico é responsável por conceder a vaga em UTI, realizar a troca de cateteres e sondas, colher swab caso
mas cabe ao Enfermeiro organizar a logística para a o paciente tenha vindo de outra intuição, afim de
liberação dos leitos e admissão do paciente. verificar de verificar infecções.

Alta em UTI: • OBS: A prioridade é a hemodinâmica do
Verificar se o paciente tem um quadro clínico paciente.
controlado e estabilizado.
Coleta de dados diretos: Podem ser coletados com o
O paciente para o qual tenha se esgotado todo arsenal próprio paciente durante a entrevista e exame físico.
terapêutico/curativo/restaurativo é que possa
Coleta de dados indiretos: São os dados coletados Gastro-intestinal; Exame de abdômen ingesta oral ou
através de familiares, acompanhantes, prontuários, e por cateter para alimentação, tipo de dieta, fluxo de
exames. infusão (controle glicemia capilar, débito de coletor
nasogástrica, inteira ou constipação).
Ambiente: Minimizar os ruídos próximos ao leito e
respeitar a privacidade do paciente sempre. Metabólico e renal: Diurese kg/hora e total em 24
horas balanço hídrico; terapia renal substitutiva;
Histórico de Enfermagem: Identificação do paciente resultado de exame de creatinina eletrólitos (sódio,
tais como; potássio, magnésio, cálcio), estado ácido-base função
• Nome hepática.
• Idade
• Registro social Endócrino: Controle glicêmico; administrado insulina
• Gênero ou suplementação de glicose hipertônico,
• Peso administração hormonais tireoidianos cervical ou
• Rligião antidiurético.
• Estado civil
• História de patologias atuais e hereditários Hematológico: Hemoglobina e hematócrito;
• Comorbidades coagulograma; medicamentos que alteram a crase
• Alegrias e histórico medicamentoso. sanguínea.

Neurológico: Medicamentos: Dose regime terapêutico, indicações
• Nível de consciência vias e soluções, evitar falhas terapêuticas ou
• Reflexo foto motor toxicidade, interações medicamentosas, patogenia
• Escala de coma de gasglow com drogas de alto risco (duas pessoas verificar).
• Sedação e analgesia
• Déficit motor • OBS: (Em drogas vasoativas é utilizado a PAM
como aplicação).
Monitorização invasiva, PIC, PPC, SI02, despertar
diário, doses de sedativos, análise de possíveis Tubos, drenos e cateteres: Posicionamento, aspecto e
interação medicamentoso. volume de débito a cada, posição e fixação, data e
presença de sinais de infecção na inserção de cateteres
Na escala de coma de glasglow a reatividade pupilar venosos e arteriais.
devem se encaixar em:
• Nenhuma pupila reage aos estímulos da luz Psicossocial: Sinais de depressão ou delírio, termos de
(inconsciente 2). consentimentos assinados, visitas de familiares e
• Apenas uma pupila reage ao estímulo da luz ciência da situação clínica do paciente.
(parcial 1).
• As duas pupilas reagem ao estímulo da luz, Monitorização hemodinâmica:
(completa 0). Manter o paciente monitorado adequadamente.
(invasiva e não invasiva).
Cardiovascular: • invasivo aquilo que invade paciente e não
• Ritmo invasivo quilo que não invade o paciente.
• Frequência cardíaca e bulhas cardíacas
• Valores pressóricos (PAM) Não invasiva: saturação de O2 (sat02); temperatura:
• Uso de drogas vasoativas e suas doses FR: FC: pressão arterial não invasiva (PANI)
• Monitorização hemodinâmica
• Deve se zerar o monitor antes de cada
Respiratório: Sinais e sintomas de alterações paciente e ajustar de acordo com seu valor
respiratórias; suporte respiratório, tipo de dispositivo, basal e de acordo com o que ele está sentindo
localização da cânula traqueal, fixação e pressão de > O monitor trabalha com o basal do paciente,
cull. mas sempre em conjunto com os valores
teóricos.
Parâmetros respiratórios; + monitorização ventilatória
, st02, capnografia, gasometria arterial e radiografia de D2; Sempre em evidência, o traçado deve ser mais
tórax. visível e mais forte o batimento.

• Finalidades e utilidades de monitorar: hipotensão: Inferior a 100/600 mmhg
prevenir, avisar, avaliar e agir. Normotensão: 120/80mmhg
Hipertensão limite: 140/90 mmhg
• Visa aferição frequente das variáveis variáveis Hipertensão moderada: 160/100 mmhg
fisiológicas. Hipertensão grave: superior 180/100 mmhg
• Diagnóstico terapêutico epossível realizar
prognóstico. Aferição: Explicar o procedimento para o paciente;
• Reconhecer e avaliar os possíveis problemas certificar que o paciente não está de bexiga cheia; não
para assim estabelecer uma terapia imediata praticou exercícios físicos; se não ingeriu bebidas
adequada ao caso clínico do paciente. alcoólicas; café; e não fumou até 30 minutos antes,
certificar-se o esfigmomanômetro registra
Características: corretamente, localizar arterial braquial, por palpação,
Ser um processo menos invasivo e liberar o braço de roupas que comprimem
Oferecer facilidade no manuseio
Possibilidade de reproduzir os resultados Frequência cardíaca: Número de vezes que o coração
Boa relação custo benefício. bate por minuto, o valor teórico varia entre 60 a 100
bpm,
Temperatura: É um dos sinais vitais onde controla a • Acima de 100 bpm caracteriza taquicardia
produção e perda de calor pelo organismo no ambiente • Abaixo de 60 bpm caracteriza bradicardia .
e deve-se ao mecanismo controlada pelo hipotálamo.
Variar entre 35,8°C e 37,5°C. O débito cardíaco (DC) é uma variável dependente FC e
do volume sistólica (VS).
Pressão arterial não invasiva (PANI): A avaliação da FC é realizada pela monitorização
Pode ser realizada pelo método oscilométrico. eletrocardiográfico e pela verificação do pulso.
A pressão associada ao pulso de maior oscilação é a Locais de palpação para verificar o pulso: Artérias
pressão arterial média; a partir dela pode ser calculada radial, braquial, ulnar, femoral, pediosa, carótidea e
as pressões sistólica e diastólica. temporal.

Dificuldades podem ocorrer decorrente de: O pulso radial é o mais utilizado em casos de
• tamanho inadequado de manguito (influência hipoperfusão, a preferência deve ser as artérias de
na oscilação do resultado). grande calibre.
• A incorreta colocação do manguito.
• Movimento de braço. • frequência: número de batimentos por
• Estado de choque (inaudível) minuto.
• Compressão vascular (muito forte dificulta o • Ritmo: regular ao irregular, amplitude e
valor real da pressão). contorno.
• Volume: cheio, fino, não palpável.
Pressão arterial sistólica (PAS); Valor denominado de
pressão máxima, e o sangue saindo do VE que Na monitorização eletrocardiográfica, deve se garantir
bombeia uma quantidade de sangue para a aorta e a correta disposição dos eletrodos e a eliminação de
propaga-se nas artérias. fatores de interferência.

Pressão arterial diastólica (PAD); Valor denominado Posição dos eletrodos:
como pressão mínima, corresponde ao momento em • D1: MSD e MSD
que o ventrículo esquerdo relaxa e volta a encher-se • D2: MSD E MIE
para retornar todo o processo de circulação. • D3: MSE E MSE

Pressão diferencial: Diferença entre a ressai sistólica e

diastólica, normalmente é de 30 a 40 mmhg.

Pressão arterial média (PAM); Baixo débito cardíaco: FC muito alta
Um terço da pressão sistólica, mais duas vezes a Alto débito cardíaco: FC baixa.
pressão arterial diastólica.
Frequência respiratória: monitorizada pela expansão
PAM: PAS+PAD X2 do tórax, os valores de um adulto varia entre 12 a 20
3 inspirações por minuto.
Valores de referência: • Eupneia; Respiração normal
• Dispnéico: Respiração difícil, trabalhosa, ou Monitorização hemodinâmica invasiva:
curta. Fornece informações quantitativas e qualitativas das
• Ortopineia: incapacidade de respirar pressões intravasculares.
facilmente, exceto na posição ereta.
• Taquipneia: Respiração rápida, assina da Indicado para:
normalidade. • Diagnóstico complementar ou diferencial
• Bradpneia: Respiração abaixo da normalidade, • Orientar na terapêutica do doente instável
lenta. hemodinamicamente.
• Respiração de cheyne-Stokes: Respiração em
ciclos, que aumenta e diminui a profundidade Composição do sistema de monitorização
com períodos de apneia. hemodinâmica invasiva, possui os seguintes
• Respiração de kusmaul: Inspiração profunda componentes:
seguida de de apneia espiração suspirante. • transdutor de pressão
• Soro pressurizado
Respiração de Biot: Respirações superficiais durante 2 • Módulo
ou 3 ciclos seguidos por período irregular de apneia. • Cabo para conexão ao monitor
multiparametrico
Respiração sibilante: Sons que se assemelham a
assobios. A equipe de enfermagem participa de todos as fases de
monitorização.
Saturação de O2 (SAT02):
Realizado pelo oxímetro de pulso, utilizado para medir Pressão venosa central (PVC):
saturação O2 arterial da hemoglobina, pode ocorrer Pressão exercida em veia cava superior e inferior
diminuição do sinal por hipotermia, hipertensão, uso durante o retorno venoso na circulação sistêmica,
de drogas, vasoconstritores, compressão arterial direta mede a pressão média do átrio direito e também a
ou posicionamento inadequado. pressão diastólica final do ventrículo direito, a PVC é
influenciada pela pré carga, contratilidade e pós carga
• Em ar ambiente é de 95 a 100% do VD.

• posicionar o sensor em local bem perfundido. Indicações: choque de qualquer etiologia, desconforto
• Não permitir que o sensor cause restrição ao respiratório grave, insuficiência renal aguda, sepse
fluxo ou retorno venoso. grave, cirurgia cardíaca, torácica, entre outras
• Intercalar os dedos utilizados. indicações.
• Se as extremidades do paciente estiverem
frias, procurar aquece-las. Procedimento: Preencher todo o sistema com soro
• Remover esmaltes coloridos, pois impossibilita fisiológico a 0,9%, utilizar solução na proporção de 10
a leitura. unidades de heparina por ml de SF 0,9% ou de acordo
com protocolo da instituição.
Capnogradia: fornece informações sobre;
• Produção de C02 • soluções a base de glicose são contraindicados
• Perfusão pulmonar e ventilação alveolar para manutenção.
• Eliminação de CO2 do circuito do aparelho e • Manter sistema pressurizado a 30 mmhg
ventilador pulmonar • Trocar as extensões em um período de 48 a 72
• Indicador dos gases expirados horas de acordo com a instituição.
• A quantidade de CO2 que é eliminado dos • Solução de heparina trocada diariamente
pulmões para o equipamento.(no final da • Zerar o sistema a cada monitorização do
expiração). paciente ou a cada medida das variáveis
fornecidas pelo cateter.
Vantagens:
Útil para pacientes com ventilação Zerar o sistema:
mecânica, por evitar repetidas punções 1- Fechar o conector de 3 vias do transdutor para a
Limites variam de 35 a 45 mmhg extensão do paciente
2- Retirar o oclusor
Desvantagens: Pode ocorrer diminuição do sinal de 3- Abrir para o ambiente
pulsação por hipotermia, hipotensão, uso de drogas 4- Colecionar a tecla de zerar monitor
constritoras, e compressão arterial direta. 5- Aguardar a presença de uma linha reta e do número
zero.
6- Fechar o conector de 3 vias para o ambiente O objetivo deste teste é observar se a artéria ulnar é
7- Abrir para o ambiente capaz de manter o fluxo de sangue no membro
8- observar o aparecimento da onda e dos valores cateterizado.
numérico.
Indicações:
OBS: Caso a via seja utilizada para coleta de exames, • Grandes cirurgias
lavar com flush de solução heparinizada. • Cirurgias cardiopulmonares
• Instabilidade hemodinâmica
Ao realizar a mensuração das medidas hemodinâmicas • Coleta frequente de gasometria arterial
manter o paciente em decúbito dorsal horizontal, sem • Doença coronariana severa
travesseiros e coxins, com máxima elevação da cama • Uso de drogas vasopressoras e vasodilatadores
em 15. endovenosos.

Cuidado de Enfermagem (PVC): Contraindicação:
A equipe deve observar e correlacionar a PVC aos • Doença vascular periférica
demais parâmetros como tugor da pele, nível de • Doença hemorrágica
consciência, PA, FC, e débito urinário.
Nos pacientes entubados realizar a medida no final da Possíveis complicações:
expiração e em ventilação espontânea ou final da • embolização arterial e sistêmica
inspiração. • Trombose
Antes de monitorizar, avaliar se o cateter venoso está • Insuficiente vascular
em posição central e se não ha dobras. • Negrose
• Hemorragia
Pode ser monitorizada: Por meio de um cateter central, • Hematoma local
pelas vias subclávias, jugular ou braquial no AD, ou na
veia cava superior ou ainda através do lumem proximal Procedimento:
do cateter de Swan-ganz, variam de 2 a 8 mmhg no AD • Sempre que reposicionar o paciente zerar a
(pressão). PAI
• Realizar curativo diário, observando a inserção
Baixa PVC: Redução do retorno venoso do cateter e avaliar a presença de sinais
PVC elevada: Hipervolêmia, contratilidade ineficaz do flogísticos.
VD e pericardite construtiva, resistência pulmonar • Manter o alinhamento do membro
alta. caracterizado.
• Avaliar a perfusão do membro caracterizado,
Pressão arterial invasiva (PAI); em casos de palidez ou cianose, retirar o
Indicadas a pacientes de UTI, que o caso exige uma cateter.
avaliação adequada e fiel ao seu estado • Não manter a monitorização por longos
hemodinâmico. períodos, não ultrapassar 5 dias.
• Na retirada do cateter, realizar compressão
A PAI é obtida pela canulação de uma artéria, local com gaze.
geralmente utilizada a radial, porém a femural,
pediosa, braquial e axilar podem ser utilizadas Pressão intracraniana (PIC);

> Antes de qualquer procedimento o teste de Allen Pressão encontrada no interior da caixa craniana.
devem ser realizado. É a pressão exercida pelo liquor nas paredes dos
ventrículos cerebrais.
Esse teste consiste na oclusão simultânea das artérias
radial e ulnar por 30 segundos. Nesse tempo a palma • Reflete a relação entre o conteúdo da caixa
da mão ficará pálida. craniana ( cérebro, líquido cefalorraquidiano e
sangue).
> Ao termino do tempo estabelecido libera-se o fluxo • A alteração do volume de um desses
da artéria ulnar. conteúdos pode causar hipertensão
> Se a palma da mão não tornar-se corada a artéria intracraniana (HIC).
ulnar não é pervia.
• A medida da PIC é sempre invasiva e sua
indicação depende de uma avaliação do
risco/benefício.
• Manter paciente com a cabeça elevada a 30º,
Indicações: manter alinhamento da cabeça com o resto do
• TCE com suspeita de HIC corpo, evitando a flexão do corpo e rotação da
• Casos graves de isquemia cerebral cabeça.
• P.O de neurocirurgia • Avaliar presença ou ausência de movimentos
• Meningite grave involuntários como; convulsões, espasmos.
• Encefalite • Avaliar a presença ou ausência de reflexos.
• Monitorização de paciente com problemas em • Avaliar e anotar parâmetros hemodinâmicos
sistemas de válvulas empregadas no • Trocar diariamente o curativo da inserção do
tratamento de hidrocefalia. cateter
• Avaliar sinais e sintomas da inserção.
Técnica:
Derivação ventricular externa (DVE);
A coleta de PIC ventricular é conectado a um sistema
de drenagem e ao monitor multiparametrico por meio Destinado a drenar para o exterior o LCR em situações
de equipo com cânulas que permite realizar medidas de hipertensão intracraniana sendo de sistema
de valores de PIC e se necessário a drenagem ao fechado.
conteúdo liquórico.
Cuidados de Enfermagem:
O valor da PIC é decodificado por um transdutor que • Manter decúbito 30°, ou conforme orientação
fica acoplado ao monitor multiparametrico. do neurocirurgião
• Zerar cateter de DVE no condutor auditivo
Avaliação da PIC: externo na admissão e toda vez que for
• PIC < 10 mmhg é normal alterado o nível de da cabeceira
• PIC entre 11 a 20 mmhg levemente alterado • Desprezar bolsa coletora quando atingir 2/3 da
• PIC entre 21 e 40 mmhg moderadamente sua capacidade
elevado • Manter técnica asséptica
• PIC > que 41 mmhg gravemente alterada. • Manipular paciente com cuidado para evitar
tração do cateter, caso houver não
Os cateteres podem ser inseridos: reposicionar e comunicar de imediato a equipe
• Intraventricular de neurologia.
• Subaracnóide • Observar sinais e sintomas de infecção.
• Subdural
• Epidural Pressão intra abdominal (PIA);
• Intraparenquimatosa
Indicada para pacientes com risco de desenvolvimento
A monitorização ideal é a intraventricular que permite de hipertensão.
a drenagem de LCR no controle da hipertensão
intracraniana. Quando não é possível acessar o Intra abdominal ou síndrome compartimental aguda,
ventrículo devido ao edema ou a compressão, opta-se ocorre quando o conteúdo do abdômen se expande
pela posição intraparenquimatosa além da cavidade abdominal.

Complicações relacionadas ao cateter: • Pode ser definida como uma pressão
• Infeção; Ocorre por colonização quando o homogênea que se localiza no interior da
tempo de permanência excede 5 dias e pelo cavidade abdominal, geralmente pode oscilar
mau funcionamento d cateter devido a de acordo com os estágios respiratórios e a
obstrução que ocorre quando a PIC é maior estagnação da parede abdominal.
que 50 mmhg.
Valores entre:
Cuidados de Enfermagem: • 12 - 15 mmhg normal
• Acima de 15 - 20 mmhg, acarretam redução do
• monitorizar o quadro neurológico. débito urinário, oligúria,hipoxemia, aumento
• Monitorar a PIC e checar seus sistema da pressão respiratória e redução do débito
garantindo a leitura cardíaco.
• Anotar ao aspecto e o volume do LCR • Acima de 25 mmhg mudanças fisiológicas são
• Manter a permeabilidade do cateter inserido frequentes e clinicamente significativas sendo
no ventrículo necessário a descompressão cirúrgica.
A avaliação adequada pela CAP é um guia de indicação
Possíveis causas de hipertensão IA e síndrome para a prova de volume, administração de diurético ou
compartimental aguda: titulação de drogas vasoativas.
• sangramento intraperitoneal
• Peritonite O Enfermeiro é responsável pela obtenção das
• Ascite medidas e um dos profissionais capacitados para a
• Distensão gasosa intestinal interpretação desses dados.
• Traumaa
• Fraturas pélvicas Identificação das vias:
• Transplante renal
Via azul ou proximal: utilizada para verificação de
Sinais associados com HIA/SCA: pressão de atrito direto ou PVC.
• Bradicardia
• Hipotensão Arterial Via amarela ou distal: Verificação da pressão de artéria
• Oligúria pulmonar e coleta de sangue, fornece valores sobre as
• Aumento da pressão inspiratória pressões das câmaras direitas e de capilar pulmonar.
• Hipercapnia
• Rigidez da parede abdominal. Via vermelha ou via do balão: Permite a insuflação
(seringa acoplada a via) máximo de 15 ml do balão.
Indicações para o procedimento:
• Distinção abdominal Via de termistor; mede continuamente a temperatura
• Hipercapnia sanguínea central da artéria pulmonar.
• Oligúria
• Hipóxia
• Redução do débito cardíaco e urinário
• Trauma abdominal

Técnica de mensuração da PIA;
• esclareça o procedimento
• Higienize as mãos
• Adapte a coluna de água em um suporte
• Posicionado ao lado do paciente, ao nível da
sínfise púbica considerado ponto zero.
• Coloquei em decúbito em 0°, o paciente deve
estar em SDV 3 vias.

Mensuração método direto: Realizado pela introdução
de um cateter ou agulha na cavidade Peritonial,
conectado a um equipo e um manômetro de pressão.

Método indireto: É o mais utilizado, realizado através
da pressão intra-vesical, com o paciente em uso de
sonda vesical de demora.

Grau da HIA Valor da PIA
( Pressão vesical)
Grau I 12 a 15 mmhg
Grau II 16 a 20 mmhg
Grau III 21 a 25 mmhg
Grau IV Maior q 25 mmhg

Coleta de artéria pulmonar (CAP);
Instrumento de monitorização diagnóstica, auxilia na
avaliação de situações clínicas complexas e notáveis.

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