Você está na página 1de 59

See discussions, stats, and author profiles for this publication at: https://www.researchgate.

net/publication/257652659

Programa habitacional: Habitação

Book · January 1999

CITATIONS READS

7 1,097

1 author:

João Branco Pedro


National Laboratory for Civil Engineering
183 PUBLICATIONS   375 CITATIONS   

SEE PROFILE

Some of the authors of this publication are also working on these related projects:

Wooden houses in Portugal View project

Sustainable housing, Sustainble cities View project

All content following this page was uploaded by João Branco Pedro on 24 April 2017.

The user has requested enhancement of the downloaded file.


 
Laboratório Nacional
de Engenharia Civil

PROGRAMA HABITACIONAL

Habitação

Lisboa, 1999

João Branco Pedro


Arquitecto, Estagiário de Investigação
do Departamento de Edifícios

ICT
INFORMAÇÃO TÉCNICA
ARQUITECTURA
ITA 5
P R O G R A M A H A B I T A C I O N A L

HABITAÇÃO

RESUMO

Neste documento apresenta-se o programa de qualidade arquitectónica


habitacional aplicável ao nível físico da Habitação. No programa são definidas as
exigências relativas à agradabilidade, segurança, adequação espacio-funcional,
articulação, personalização e economia.

O programa habitacional foi elaborado com base numa extensa revisão dos
conhecimentos, que incluiu o resumo e harmonização das disposições
regulamentares e normativas aplicáveis em Portugal, e a síntese das
especificações de qualidade apresentadas por diversos autores nacionais e
estrangeiros.

O documento inclui os seguintes capítulos:

1) apresentação do conteúdo, interesse, limitações, metodologia e estrutura


do programa habitacional;

2) caracterização geral da habitação quanto aos espaços que a compõem,


aos critérios de classificação em tipologias, e aos tipos mais frequentes;

3) apresentação das exigências de qualidade que devem ser seguidas na


concepção, análise e avaliação de projectos de habitações ou de
habitações construídas;

4) apresentação de modelos de habitações exemplificativos da aplicação do


programa proposto às tipologias mais frequentes.
H O U S I N G P R O G R A M M E

DWELLING

SUMMARY
This document presents the housing programme applicable to the dwelling. In the
program, the architectural quality requirements are defined in terms of comfort,
safety, space-functional adequacy, articulation, personalisation and economy.

The housing programme was based on a comprehensive revision of the state of the
art, which included the summary and harmonisation of Portuguese standards and
regulations, and the synthesis of quality requirements presented by Portuguese and
foreign authors.
The document includes the following chapters:
1) presentation of the content, interest, limitations, methodology and structure of
the housing programme;
2) general characterisation of the dwelling as regards the spaces forming it, the
criteria of classification in types and the most current types;
3) presentation of the quality requirements that should be followed in the design,
analysis and evaluation of the dwelling design or dwellings already constructed;
4) presentation of dwelling models that illustrate the application of the programme
proposed to the most frequent typologies.

P R O G R A M M E D U L O G E M E N T

HABITATION

RESUMÉ
Ce document présente le programme du logement applicable à l'habitation. Le
programme définit les exigences de qualité architecturale, en ce qui concerne la
possibilité de satisfaction, la sécurité, l'adéquation à l'espace et au fonctionnement,
l'articulation, la personnalisation et l'économie.

Le programme du logement a été préparé ayant comme base une révision intensive
des connaissances. Il comprend le résumé et l'harmonisation des règlements et des
normes applicables au Portugal, ainsi que la synthèse des spécifications de la qualité
présentées par plusieurs auteurs portugais et étrangers.

Le document contient les chapitres suivants:

1) présentation du contenu, de l'intérêt, des limitations, de la méthodologie et de


la structure du programme de logement;
2) caractérisation générale de l'habitation par rapport à ses espaces, aux critères
de classification en types, et aux types les plus courants;
3) présentation des exigences de qualité qui devront être suivies lors de la
conception, de l'analyse et de l'évaluation des projets des logements ou
d'habitation déjà construits;
4) présentation de modèles de logements, exemplifiant l'application du
programme proposé aux typologies les plus courantes.

II
P R O G R A M A H A B I T A C I O N A L

HABITAÇÃO

PREÂMBULO

Com vista a contribuir para uma melhor programação e concepção de novas


habitações, e uma análise e avaliação mais objectiva de habitações construídas
ou em projecto, foi realizado um estudo em que se definiu um programa
habitacional, ajustado à situação portuguesa contemporânea, que resume um
conjunto de exigências de qualidade arquitectónica.

O programa habitacional proposto é apresentado em quatro publicações do


LNEC, integradas na colecção Informação Técnica Arquitectura (ITA), relativas
aos níveis físicos dos Espaços e compartimentos, da Habitação, do Edifício e da
Vizinhança próxima.

O estudo foi desenvolvido no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC),


no âmbito da tese de doutoramento na Faculdade de Arquitectura da
Universidade do Porto intitulada "Definição e Avaliação da Qualidade
Arquitectónica Habitacional".

A realização deste estudo foi possível graças ao apoio do Laboratório Nacional


de Engenharia Civil, que proporcionou o enquadramento científico e técnico, e
ao Programa PRAXIS XXI, que concedeu parte do apoio financeiro, através de
uma Bolsa de Doutoramento (BD/3536/94) e de um Projecto de Investigação
Científica (PRAXIS/2/2.1/CSH/844/95).

Ao Arq.o Reis Cabrita, deve-se a orientação e o incentivo para a realização do


estudo e, no desenvolvimento deste, deve salientar-se o grande apoio e
acompanhamento do Arq.o Baptista Coelho.

III
ÍNDICE

INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................... 1
CONTEÚDO ............................................................................................................................................................. 1
INTERESSE.............................................................................................................................................................. 1
LIMITAÇÕES ............................................................................................................................................................ 2
PARÂMETROS DE DEFINIÇÃO .................................................................................................................................... 2
METODOLOGIA ........................................................................................................................................................ 5
FORMA DE APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................... 6

1. DADOS DE PROGRAMA...................................................................................................................................... 9
1.1 ESPAÇOS E COMPARTIMENTOS DA HABITAÇÃO ................................................................................................. 9
1.2 TIPOLOGIAS E TIPOS DE HABITAÇÕES ............................................................................................................ 17

2. EXIGÊNCIAS DE PROJECTO ............................................................................................................................ 33


2.1 AGRADABILIDADE......................................................................................................................................... 34
2.2 SEGURANÇA ................................................................................................................................................ 47
2.3 ADEQUAÇÃO ESPACIO-FUNCIONAL ................................................................................................................ 53
2.4 ARTICULAÇÃO.............................................................................................................................................. 72
2.5 PERSONALIZAÇÃO ........................................................................................................................................ 81
2.6 ECONOMIA .................................................................................................................................................. 86

3. MODELOS DE HABITAÇÕES .......................................................................................................................... 105


3.1 REGRAS DE COMPOSIÇÃO........................................................................................................................... 105
3.2 LISTA DE MODELOS .................................................................................................................................... 108
3.3 APRESENTAÇÃO DE MODELOS..................................................................................................................... 110
3.4 ANÁLISE DOS MODELOS.............................................................................................................................. 235

BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................................................................... 237

GLOSSÁRIO .............................................................................................................................................................. 243

ABREVIATURAS/ACRÓNIMOS................................................................................................................................. 249

ANEXO 1 QUADRO RESUMO DE ÁREAS DE ESPAÇOS FUNCIONAIS ............................................................... 251

ANEXO 2 GRÁFICOS E CÁLCULOS JUSTIFICATIVOS DOS PROGRAMAS DE ÁREAS ..................................... 253

V
VI
ÍNDICE DETALHADO

INTRODUÇÃO .........................................................................................................................................................................1
CONTEÚDO.......................................................................................................................................................................1
INTERESSE .......................................................................................................................................................................1
LIMITAÇÕES .....................................................................................................................................................................2
PARÂMETROS DE DEFINIÇÃO ............................................................................................................................................2
Campo de aplicação ............................................................................................................................................2
Funções de uso....................................................................................................................................................3
Tipologias programáticas.....................................................................................................................................3
Níveis de qualidade..............................................................................................................................................3
Exigências de desempenho da habitação ..........................................................................................................3
METODOLOGIA .................................................................................................................................................................5
FORMA DE APRESENTAÇÃO ..............................................................................................................................................6

1. DADOS DE PROGRAMA ..............................................................................................................................................9


1.1 ESPAÇOS E COMPARTIMENTOS DA HABITAÇÃO .......................................................................................................9
1.1.1 Classificação de espaços/compartimentos ...........................................................................................9
1.1.2 Classificação de funções, sistemas de actividades e actividades ........................................................9
1.1.3 Localização de funções ........................................................................................................................12
1.1.4 Caracterização de horários de uso ......................................................................................................13
1.1.5 Caracterização de utentes ....................................................................................................................14
1.1.6 Caracterização de conjuntos de utentes..............................................................................................15
1.2 TIPOLOGIAS E TIPOS DE HABITAÇÕES ...................................................................................................................17
1.2.1 Classificação programática...................................................................................................................17
1.2.1.1 Critérios de classificação programática ..................................................................................17
1.2.1.2 Descrição de tipologias programáticas ...................................................................................18
1.2.2 Classificação morfológica .....................................................................................................................20
1.2.2.1 Critérios de classificação morfológica.....................................................................................20
1.2.2.2 Descrição de tipologias morfológicas .....................................................................................21
Número de pisos ......................................................................................................................21
Forma da planta e número de fachadas ..................................................................................22
Número e posição do(s) acesso(s) .........................................................................................23
1.2.3 Classificação topológica .......................................................................................................................23
1.2.3.1 Critérios de classificação topológica.......................................................................................23
1.2.3.2 Descrição de tipologias topológicas .......................................................................................24
Habitações sem espaços circulação (tipologia A) ..................................................................25
Habitações com um espaço de circulação dependente (tipologia B) ...................................25
Habitações com um espaço de circulação independente isolado (tipologia C) ...................26
Habitações com dois espaços de circulação independentes interligados
(tipologia D) ..............................................................................................................................26

VII
Habitações com um espaço de circulação dependente e outro independente
(tipologia E) ..............................................................................................................................27
Habitações com dois espaços de circulação independentes (tipologia F) ...........................27
Variações às tipologias descritas.............................................................................................27

2. EXIGÊNCIAS DE PROJECTO ....................................................................................................................................33


2.1 AGRADABILIDADE .................................................................................................................................................34
2.1.1 Conforto acústico ..................................................................................................................................34
2.1.1.1 Conforto acústico entre os espaços da habitação ..................................................................34
2.1.1.2 Conforto acústico na relação entre a habitação e a envolvente .............................................34
2.1.2 Conforto visual.......................................................................................................................................35
2.1.2.1 Iluminação natural ....................................................................................................................35
Iluminação natural de espaços funcionais ..............................................................................35
Iluminação natural de compartimentos....................................................................................36
Obstáculos à iluminação natural ..............................................................................................37
2.1.2.2 Insolação directa ......................................................................................................................37
Características de iluminação e insolação dos quadrantes....................................................37
Insolação directa de espaços funcionais ................................................................................38
Insolação directa da habitação ................................................................................................39
2.1.2.3 Obturação de vãos ...................................................................................................................39
2.1.2.4 Controlo visual ..........................................................................................................................40
Controlo visual de espaços funcionais ....................................................................................40
Controlo visual da habitação....................................................................................................41
2.1.2.5 Abertura visual ..........................................................................................................................42
Abertura visual de espaços funcionais ....................................................................................42
Abertura visual da habitação ....................................................................................................43
2.1.3 Qualidade do ar.....................................................................................................................................44
Esquema de ventilação ............................................................................................................44
Edifícios multifamiliares ............................................................................................................45
Edifícios unifamiliares...............................................................................................................46
2.2 SEGURANÇA .........................................................................................................................................................47
2.2.1 Segurança no uso normal ....................................................................................................................47
2.2.2 Segurança contra incêndio...................................................................................................................51
2.2.3 Segurança contra a intrusão.................................................................................................................52
2.3 ADEQUAÇÃO ESPACIO-FUNCIONAL .......................................................................................................................53
2.3.1 Capacidade – Espaços funcionais .......................................................................................................53
2.3.1.1 Programa de espaços funcionais ............................................................................................53
2.3.1.2 Programa de mobiliário e equipamento...................................................................................54
2.3.1.3 Dimensão de paredes mobiláveis............................................................................................54
2.3.2 Espaciosidade – Área ...........................................................................................................................55
2.3.2.1 Factores de espaciosidade......................................................................................................55
2.3.2.2 Área habitável, útil e bruta da habitação ..................................................................................56
2.3.2.3 Área útil de compartimentos ....................................................................................................61
2.3.2.4 Índices de área.........................................................................................................................61

VIII
Índice área útil por habitante....................................................................................................61
Índice de intensidade de uso...................................................................................................62
Índices de áreas parciais .........................................................................................................63
Índice de tolerância..................................................................................................................65
2.3.3 Espaciosidade – Dimensão ..................................................................................................................65
2.3.3.1 Dimensão de espaços funcionais............................................................................................65
2.3.3.2 Dimensão de compartimentos .................................................................................................66
2.3.3.3 Pé-direito ..................................................................................................................................67
Pé-direito de compartimentos do fogo ....................................................................................67
Pé-direito de caves de arrecadação ........................................................................................67
Pé-direito de sótãos, águas furtadas e mansardas..................................................................68
Pé-direito de espaços exteriores privativos cobertos..............................................................68
2.3.4 Funcionalidade......................................................................................................................................68
2.4 ARTICULAÇÃO ......................................................................................................................................................72
2.4.1 Privacidade ............................................................................................................................................72
2.4.1.1 Território e compatibilidade .....................................................................................................72
2.4.1.2 Privacidade entre compartimentos ..........................................................................................73
2.4.1.3 Privacidade relativamente ao exterior ......................................................................................75
2.4.2 Acessibilidade .......................................................................................................................................76
2.4.2.1 Conexão....................................................................................................................................76
2.4.2.2 Acessibilidade em habitações símplex....................................................................................76
2.4.2.3 Acessibilidade em habitações dúplex .....................................................................................78
2.4.2.4 Acessibilidade de utentes condicionados de mobilidade ......................................................79
2.5 PERSONALIZAÇÃO ................................................................................................................................................81
2.5.1 Apropriação ...........................................................................................................................................81
2.5.2 Adaptabilidade ......................................................................................................................................82
2.5.2.1 Fase de projecto/construção ...................................................................................................82
2.5.2.2 Período de uso .........................................................................................................................82
Uso múltiplo dos espaços........................................................................................................82
Alteração das características físicas ........................................................................................83
Exigências de adaptabilidade ..................................................................................................84
2.6 ECONOMIA ...........................................................................................................................................................86
2.6.1 Custo de construção.............................................................................................................................86
2.6.2 Custo de exploração .............................................................................................................................87
2.6.3 Custo de manutenção...........................................................................................................................87

3. MODELOS DE HABITAÇÕES ..................................................................................................................................105


3.1 REGRAS DE COMPOSIÇÃO ..................................................................................................................................105
3.1.1 Pormenorização dos modelos............................................................................................................105
3.1.2 Distribuição de funções nos compartimentos ...................................................................................105
3.1.3 Modulação geométrica .......................................................................................................................106
3.1.4 Articulação das habitações no edifício...............................................................................................107
3.1.5 Coordenação estrutural ......................................................................................................................107

IX
3.2 LISTA DE MODELOS ............................................................................................................................................108
3.3 APRESENTAÇÃO DE MODELOS ............................................................................................................................110
3.3.1 Modelos para o nível mínimo (estudo 1)............................................................................................110
3.3.2 Modelos alternativos para o nível mínimo (estudo 2) ........................................................................197
3.3.3 Modelos para o nível recomendável (estudo 3).................................................................................214
3.3.4 Modelos para o nível óptimo (estudo 4).............................................................................................225
3.4 ANÁLISE DOS MODELOS .....................................................................................................................................235

BIBLIOGRAFIA....................................................................................................................................................................237
Bibliografia geral...............................................................................................................................................237
Bibliografia com exemplos de habitações ......................................................................................................241

GLOSSÁRIO ........................................................................................................................................................................243
Tipos de utentes ...............................................................................................................................................243
Níveis físicos .....................................................................................................................................................243
Elementos da habitação/edifício......................................................................................................................246
Áreas .................................................................................................................................................................246

ABREVIATURAS/ACRÓNIMOS .........................................................................................................................................249

ANEXO 1 QUADRO RESUMO DE ÁREAS DE ESPAÇOS FUNCIONAIS ...................................................................251

ANEXO 2 GRÁFICOS E CÁLCULOS JUSTIFICATIVOS DOS PROGRAMAS DE ÁREAS.........................................253


Gráficos comparativos do programa de áreas................................................................................................253
Cálculos justificativos do índice área útil sobre área habitável ......................................................................254
Cálculos justificativos do índice área útil por habitante..................................................................................255
Interpretação dos gráficos apresentados........................................................................................................256

X
ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1- Localização de funções em compartimentos .............................................................................................................................................................13


Figura 2 - Critérios de classificação morfológica de habitações (parte 1)..................................................................................................................................29
Figura 3 - Critérios de classificação morfológica de habitações (parte 2)..................................................................................................................................30
Figura 4 - Grafos representativos de organizações topológicas.................................................................................................................................................31
Figura 5 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T0/1, T1/1, T1/2, T2/2 (nível mínimo) .............................................................89
Figura 6 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T2/3, T2/4, T3/4 (nível mínimo) ......................................................................90
Figura 7 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T3/5, T4/5, T3/6 (nível mínimo) ......................................................................91
Figura 8 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T4/6, T4/7, T5/7 (nível mínimo) ......................................................................92
Figura 9 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T5/8, T5/9 (nível mínimo) ...............................................................................93
Figura 10 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T0/1, T1/1, T1/2, T2/2 (nível recomendáve ) .................................................94
Figura 11 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T2/3, T2/4, T3/4 (nível recomendáve ) ..........................................................95
Figura 12 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T3/5, T4/5, T3/6 (nível recomendáve ) ..........................................................96
Figura 13 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T4/6, T4/7, T5/7 (nível recomendáve ) ..........................................................97
Figura 14 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T5/8, T5/9 (nível recomendáve ) ...................................................................98
Figura 15 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T0/1, T1/1, T1/2, T2/2 (nível óptimo)............................................................99
Figura 16 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T2/3, T2/4, T3/4 (nível óptimo) ...................................................................100
Figura 17 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T3/5, T4/5, T3/6 (nível óptimo) ...................................................................101
Figura 18 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias programáticas T4/6, T4/7, T5/7 (nível óptimo) ...................................................................102
Figura 19 - Programa de mobiliário e equipamento das tipologias T5/8, T5/9 (nível óptimo) ...................................................................................................103
Figura 20 - Tabela de simbologia. ..........................................................................................................................................................................................104
Figura 21 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: símplex; 1 fachada; acesso na empena (corredor, galeria, patamar).............................................113
Figura 22 - Modelos de habitações - Programa T0 - A/B - 0570. ............................................................................................................................................114
Figura 23 - Modelos de habitações - Programa T1 - A/B - 0570. ............................................................................................................................................115
Figura 24 - Modelos de habitações - Programa T0 - A/B - 0630. ............................................................................................................................................116
Figura 25 - Modelos de habitações - Programa T1 - A/B - 0630. ............................................................................................................................................117
Figura 26 - Modelos de habitações - Programa T2 - A/B - 0630. ............................................................................................................................................118
Figura 27 - Modelos de habitações - Programa T0 - A/B - 0720. ............................................................................................................................................119
Figura 28 - Modelos de habitações - Programa T1 - A/B - 0720. ............................................................................................................................................120
Figura 29 - Modelos de habitações - Programa T2 - A/B - 0720. ............................................................................................................................................121
Figura 30 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: símplex; 1 ½ fachadas opostas; acesso na fachada (galeria). ......................................................122
Figura 31 - Modelos de habitações - Programa T1 - B - 0840.A. ............................................................................................................................................123
Figura 32 - Modelos de habitações - Programa T2 - B - 0840.A. ............................................................................................................................................124
Figura 33 - Modelos de habitações - Programa T3 - B - 0840.A. ............................................................................................................................................125
Figura 34 - Modelos de habitações - Programa T4 - B - 0840.A. ............................................................................................................................................126
Figura 35 - Modelos de habitações - Programa T1 - B - 0840.B. ............................................................................................................................................127
Figura 36 - Modelos de habitações - Programa T2 - B - 0840.B. ............................................................................................................................................128
Figura 37 - Modelos de habitações - Programa T3 - B - 0840.B. ............................................................................................................................................129
Figura 38 - Modelos de habitações - Programa T4 - B - 0840.B. ............................................................................................................................................130
Figura 39 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: símplex; 2 fachadas opostas; acesso na empena (patamar); profundidade de 9 30m; escada
periférica. ..........................................................................................................................................................................................................131
Figura 40 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.1 - 0930. .........................................................................................................................................132
Figura 41 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.1 - 0930. .........................................................................................................................................133
Figura 42 - Modelos de habitações - Programa T0 - C.1.2 - 0930. .........................................................................................................................................134
Figura 43 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.2 - 0930. .........................................................................................................................................135
Figura 44 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.2 - 0930. .........................................................................................................................................136
Figura 45 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.2 - 0930. .........................................................................................................................................137
Figura 46 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.2 - 0930. .........................................................................................................................................138
Figura 47 - Modelos de habitações - Programa T0 - C.1.3 - 0930. .........................................................................................................................................139
Figura 48 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.3 - 0930. .........................................................................................................................................140
Figura 49 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 0930. .........................................................................................................................................141
Figura 50 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.3 - 0930. .........................................................................................................................................142

XI
Figura 51 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.3 - 0930. .........................................................................................................................................143
Figura 52 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.4 - 0930. .........................................................................................................................................144
Figura 53 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.4 - 0930. .........................................................................................................................................145
Figura 54 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.4 - 0930. .........................................................................................................................................146
Figura 55 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.4 - 0930. .........................................................................................................................................147
Figura 56 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: símplex; 2 fachadas opostas; acesso na empena (patamar); profundidade de 11.40m; escada
periférica. ..........................................................................................................................................................................................................148
Figura 57 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.1 - 1140. .........................................................................................................................................149
Figura 58 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.1 - 1140. .........................................................................................................................................150
Figura 59 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.1 - 1140. .........................................................................................................................................151
Figura 60 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.2 - 1140. .........................................................................................................................................152
Figura 61 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.2 - 1140. .........................................................................................................................................153
Figura 62 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.2 - 1140. .........................................................................................................................................154
Figura 63 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.2 - 1140. .........................................................................................................................................155
Figura 64 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.3 - 1140. .........................................................................................................................................156
Figura 65 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1140. .........................................................................................................................................157
Figura 66 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.3 - 1140. .........................................................................................................................................158
Figura 67 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.3 - 1140. .........................................................................................................................................159
Figura 68 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.4 - 1140. .........................................................................................................................................160
Figura 69 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.4 - 1140. .........................................................................................................................................161
Figura 70 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.4 - 1140. .........................................................................................................................................162
Figura 71 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.4 - 1140. .........................................................................................................................................163
Figura 72 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: símplex; 2 fachadas secantes, acesso na empena (patamar); escada central. ..............................164
Figura 73 - Modelos de habitações - Programa T0 - C’.1 2 - 0570. ........................................................................................................................................165
Figura 74 - Modelos de habitações - Programa T1 - C’.1 2 - 0570. ........................................................................................................................................166
Figura 75 - Modelos de habitações - Programa T1 - C’.2 3 - 0600. ........................................................................................................................................167
Figura 76 - Modelos de habitações - Programa T2 - C’.2 3 - 0600. ........................................................................................................................................168
Figura 77 - Modelos de habitações - Programa T3 - C’.2 3 - 0600. ........................................................................................................................................169
Figura 78 - Modelos de habitações - Programa T1 - C'.2.3 - 0900.A. .....................................................................................................................................170
Figura 79 - Modelos de habitações - Programa T1 - C'.2.3 - 0900.A1. ...................................................................................................................................171
Figura 80 - Modelos de habitações - Programa T2 - C'.2.3 - 0900.A. .....................................................................................................................................172
Figura 81 - Modelos de habitações - Programa T3 - C'.2.3 - 0900.A. .....................................................................................................................................173
Figura 82 - Modelos de habitações - Programa T4 - C'.2.3 - 0900.A. .....................................................................................................................................174
Figura 83 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: símplex; 2 fachadas opostas; acesso na empena (patamar); escada central. ...............................175
Figura 84 - Modelos de habitações - Programa T1 - C 3.3 - 1020. .........................................................................................................................................176
Figura 85 - Modelos de habitações - Programa T2 - C 3.3 - 1020. .........................................................................................................................................177
Figura 86 - Modelos de habitações - Programa T3 - C 3.3 - 1020. .........................................................................................................................................178
Figura 87 - Modelos de habitações - Programa T4 - C 3.3 - 1020. .........................................................................................................................................179
Figura 88 - Modelos de habitações - Programa T1 - C 3.3 - 1140.A. ......................................................................................................................................180
Figura 89 - Modelos de habitações - Programa T2 - C 3.3 - 1140.A. ......................................................................................................................................181
Figura 90 - Modelos de habitações - Programa T3 - C 3.3 - 1140.A. ......................................................................................................................................182
Figura 91 - Modelos de habitações - Programa T4 - C 3.3 - 1140.A. ......................................................................................................................................183
Figura 92 - Modelos de habitações - Programa T2 - C 3.3 - 1140.B. ......................................................................................................................................184
Figura 93 - Modelos de habitações - Programa T3 - C 3.3 - 1140.B. ......................................................................................................................................185
Figura 94 - Modelos de habitações - Programa T4 - C 3.3 - 1140.B. ......................................................................................................................................186
Figura 95 - Modelos de habitações - Resumo. Habitações: dúplex; 3 ½ fachadas; acesso na fachada (galeria ou directo)......................................................187
Figura 96 - Modelos de habitações - Programa T2 - B+C.1 2 - 0840 A..................................................................................................................................188
Figura 97 - Modelos de habitações - Programa T3 - B+C.1 2 - 0840 A..................................................................................................................................189
Figura 98 - Modelos de habitações - Programa T4 - B+C.1 2 - 0840 A..................................................................................................................................190
Figura 99 - Modelos de habitações - Programa T0 - B - 0840.B. ............................................................................................................................................191
Figura 100 - Modelos de habitações - Programa T1 - B - 0840.B. ..........................................................................................................................................192
Figura 101 - Modelos de habitações - Programa T2 - B+C.1.2 - 0840.B................................................................................................................................193
Figura 102 - Modelos de habitações - Programa T3 - B+C.1.2 - 0840.B................................................................................................................................194
Figura 103 - Modelos de habitações - Programa T4 - B+C.1.2 - 0840.B................................................................................................................................195
Figura 104 - Modelos de habitações - Programa T4 - B+C.1.2 - 0840.B1..............................................................................................................................196
Figura 105 - Modelos de habitações - Resumo de modelos variantes (parte 1).......................................................................................................................199

XII
Figura 106 - Modelos de habitações - Resumo de modelos variantes (parte 2).......................................................................................................................200
Figura 107 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1110.Solução Base. .................................................................................................................201
Figura 108 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 1.......................................................................................................202
Figura 109 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 2.......................................................................................................203
Figura 110 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 3.......................................................................................................204
Figura 111 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 4.......................................................................................................205
Figura 112 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 5.......................................................................................................206
Figura 113 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 6.......................................................................................................207
Figura 114 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 7.......................................................................................................208
Figura 115 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 8.......................................................................................................209
Figura 116 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1 3 - 1110 Solução Alternativa 9.......................................................................................................210
Figura 117 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1110.Solução Alternativa 10.....................................................................................................211
Figura 118 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1110.Solução Alternativa 11.....................................................................................................212
Figura 119 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1110.Solução Alternativa 12.....................................................................................................213
Figura 120 - Modelos de habitações - Resumo de modelos para o nível recomendável. .........................................................................................................215
Figura 121 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.2 - 1140.R.....................................................................................................................................216
Figura 122 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.2 - 1140.R.....................................................................................................................................217
Figura 123 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.3 - 1140.R.....................................................................................................................................218
Figura 124 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1140.R.....................................................................................................................................219
Figura 125 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.3 - 1140.R.....................................................................................................................................220
Figura 126 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.3 - 1140.R.....................................................................................................................................221
Figura 127 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.4 - 1140.R.....................................................................................................................................222
Figura 128 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.4 - 1140.R.....................................................................................................................................223
Figura 129 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.4 - 1140.R.....................................................................................................................................224
Figura 130 - Modelos de habitações - Resumo de modelos para o nível óptimo. ....................................................................................................................226
Figura 131 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.2 - 1140.0. ....................................................................................................................................227
Figura 132 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.2 - 1140.0. ....................................................................................................................................228
Figura 133 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.3 - 1140.0. ....................................................................................................................................229
Figura 134 - Modelos de habitações - Programa T3 - C.1.3 - 1140.0. ....................................................................................................................................230
Figura 135 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.3 - 1140.0. ....................................................................................................................................231
Figura 136 - Modelos de habitações - Programa T1 - C.1.4 - 1140.0. ....................................................................................................................................232
Figura 137 - Modelos de habitações - Programa T2 - C.1.4 - 1140.0. ....................................................................................................................................233
Figura 138 - Modelos de habitações - Programa T4 - C.1.4 - 1140.0. ....................................................................................................................................234
Figura 139 - Gráfico de área útil do fogo ................................................................................................................................................................................253
Figura 140 - Gráfico de área bruta da habitação .....................................................................................................................................................................253
Figura 141 - Gráfico do índice de área útil/área habitável ........................................................................................................................................................254
Figura 142 - Gráfico do índice de área útil/lotação ..................................................................................................................................................................255

XIII
INTRODUÇÃO

CONTEÚDO

Neste documento apresenta-se o programa de qualidade arquitectónica


habitacional aplicável na concepção, análise e avaliação do nível físico da
Habitação.

O programa está organizado nos três seguintes capítulos:

1) dados de programa – caracterização geral da habitação quanto aos


espaços que a compõem, aos critérios de classificação em tipologias, e
aos tipos mais frequentes;

2) exigências de projecto – definição das exigências de qualidade


arquitectónica relativas à agradabilidade, segurança, adequação espacio-
1
funcional, articulação, personalização e economia ;

3) modelos – apresentação de exemplos da aplicação do programa proposto


às tipologias de habitações mais frequentes.

INTERESSE

Considera-se que na concepção, análise e avaliação da qualidade da habitação,


a existência de um programa habitacional assume uma grande importância
devido a três razões:

1) os projectistas tendem a projectar conjuntos habitacionais em que


desconhecem os futuros utentes ou em que é muito difícil inquirir cada
utente sobre as suas necessidades e aspirações, servindo neste caso o
programa para definir as exigências que asseguram a satisfação de uma
percentagem alargada dos utentes, e evitar que o projectista seja
simplesmente influenciado pela sua experiência pessoal ou pela
observação de meios sociais limitados;

2) a verificação da satisfação do programa permite realizar uma análise e


avaliação objectiva de habitações em projecto ou construídas;

3) o programa permite acumular os conhecimentos e experiências do


passado, evitando que se repitam erros, e propiciando a aplicação de
soluções que se revelaram satisfatórias.

1
Ver Quadro 1.

INTRODUÇÃO 1
LIMITAÇÕES

O programa habitacional tem como principal objectivo auxiliar o projectista,


fornecendo-lhe informação técnica de base para o desenvolvimento das
propostas, e constituindo um instrumento de análise e avaliação que lhe permite
controlar a qualidade da solução proposta. No entanto, o programa habitacional
não deve ser considerado como um substituto da criatividade, talento e sentido
crítico do projectista, por duas razões:

1) Por um lado, as exigências de qualidade apontam, quando muito, para


modelos abstractos, sendo a função do projectista transformar os modelos
em "arquitectura", concretizando espaços abstractos em experiências reais,
introduzindo a componente estética, simbólica e construtiva.

2) Por outro lado, as exigências de qualidade não são universais, infalíveis, ou


exaustivas, nem prevêem todas as contingências específicas que os casos
concretos e as possibilidades criativas levantam. Assim sendo, as
exigências não são de aplicação automática, devendo ser interpretadas e
adaptadas pelo projectista.

PARÂMETROS DE DEFINIÇÃO

Por se considerar que não existe um programa ideal aplicável a todos os casos,
definiu-se o programa habitacional considerando um campo de aplicação
privilegiado, e de um modo que permita facilmente realizar alterações
fundamentadas ao programa proposto.

Para alcançar este objectivo o programa habitacional foi definido segundo os


parâmetros referidos nos pontos seguintes.

Campo de aplicação

O campo de aplicação privilegiado do programa são os empreendimentos


habitacionais cujo nível de qualidade se situa entre a Habitação a Custo
Controlado (HCC) e a habitação de promoção livre de nível médio.

O programa habitacional foi também enquadrado pela situação portuguesa


contemporânea no que respeita:

1) à regulamentação da construção de edifícios de habitação e áreas


residenciais;

2) às necessidades e modos de uso da habitação dos tipos de agregados


familiares mais frequentes.

2 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Funções de uso

O programa habitacional foi definido com base numa classificação em


dezassete funções de uso da habitação, pelos seguintes motivos:

1) permite flexibilidade na composição dos compartimentos – o modo como


as funções são associadas nos compartimentos não é determinado pelo
programa, sendo possível aos projectistas organizá-las da forma que
melhor se adequa ao modo de vida dos utentes;

2) facilita a concepção, análise e avaliação de habitações segundo o


programa definido – permite conhecer pormenorizadamente as exigências
de cada espaço funcional que compõe a habitação;

3) permite efectuar alterações fundamentadas ao programa – caso se


pretenda, o programa pode ser alterado pela modificação das exigências
associadas a cada função.

Tipologias programáticas

O programa habitacional foi definido com base numa classificação das


habitações em tipologias programáticas. As tipologias são identificadas pela
notação Tx/y, representando x o número de quartos de dormir e y a lotação da
habitação.

As tipologias programáticas utilizadas dividem-se em duas categorias:

1) Tipologias correntes – definidas no Regulamento Geral das Edificações


Urbanas (RGEU) e muito generalizadas na promoção de habitação em
Portugal.

2) Tipologias alternativas – obtidas pela redução da lotação das tipologias


definidas no RGEU em um ou dois utentes, de modo a tornar a gama de
habitações mais abrangente.

Níveis de qualidade

representam diferentes patamares de satisfação das necessidades dos utentes.

O significado dos níveis de qualidade é o seguinte:

1) O nível mínimo satisfaz as necessidades elementares de vida quotidiana


dos utentes não concorrendo para os prejudicar pessoalmente nem para
2
restringir significativamente o seu modo de vida .

2
Este nível é definido pelos regulamentos e normas nacionais aplicáveis, em particular as
Recomendações Técnicas de Habitação Social (RTHS - MES 1985) e o Regulamento Geral das
Edificações Urbanas (RGEU - Portugal 1951). Nos aspectos em que a documentação é omissa, este
nível é definido pela boa prática da construção e do projecto.

INTRODUÇÃO 3
2) O nível recomendável confere um maior grau de qualidade que o nível
mínimo, o que permite suportar melhor diferentes modos de uso, assim
como, a evolução previsível das necessidades dos utentes durante o
período de vida útil das habitações.

3) O nível óptimo suporta uma resposta integral às necessidades dos utentes,


e permite também o uso permanente por utentes condicionados de
3
mobilidade após pequenas adaptações.

A definição do programa habitacional segundo três níveis de qualidade tem


como vantagens permitir:

1) contemplar as necessidades dos utentes, para além das necessidades


elementares da vida quotidiana presente (níveis recomendável e óptimo);

2) flexibilizar a aplicação do programa, pois cabe ao projectista escolher qual


o nível de satisfação desejado para cada exigência.

Exigências de desempenho da habitação

O programa habitacional foi definido com base na classificação das exigências


de desempenho da habitação apresentadas no Quadro 1.

Esta classificação resulta da compatibilização das classificações propostas por


vários autores, tendo como principal objectivo, integrar as exigências de
natureza arquitectónica na classificação das exigências de desempenho de
edifícios corrente em Portugal, principalmente no domínio da engenharia (Canha
da Piedade 1986; Cabrita 1987; Coelho 1993a).

No programa proposto foram definidas apenas as exigências de desempenho


da habitação indicadas no quadro a "bold", pelas seguintes razões:

1) porque existem contribuições significativas da arquitectura para a sua


satisfação;

2) porque são passíveis de uma definição com base em critérios quantitativos


e mensuráveis.

As exigências indicadas com um asterisco (*) constituem matérias de estudo


das respectivas especialidades, pelo que são apenas tratados os principais
aspectos que estão directamente relacionados com o domínio da arquitectura.

A utilização do termo Agradabilidade representa uma limitação do âmbito das


Exigências de habitabilidade, que se justifica por se considerar que no domínio
da arquitectura não estão em causa problemas de sobrevivência, mas apenas
de agrado e bem-estar.

3
Ver conceito no glossário.

4 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Quadro 1

Exigências de habitabilidade Agradabilidade* Conforto higrotérmico


Conforto acústico
Conforto visual
Conforto táctil
Qualidade do ar
Protecção/estanquidade à água
Salubridade

Exigências de segurança Segurança* Segurança estrutural


Segurança no uso normal
Segurança contra incêndio
Segurança contra a intrusão
Segurança viária

Exigências de uso Adequação espacio-funcional Capacidade


Espaciosidade
Funcionalidade

Articulação Privacidade
Convivialidade
Acessibilidade
Comunicabilidade

Personalização Adaptabilidade
Apropriação

Exigências estéticas Aspecto e coerência Atractividade


Domesticidade
Integração

Exigências de economia Economia* Economia

METODOLOGIA

O programa habitacional foi desenvolvido segundo os quatro passos a seguir


indicados.

Em primeiro lugar, foi realizada uma extensa recolha e síntese bibliográfica, que
incluiu o resumo e harmonização das disposições regulamentares e normativas
aplicáveis em Portugal, e a síntese das especificações de qualidade
apresentadas por diversos autores nacionais e estrangeiros. Na realização desta
síntese foi ponderada a actualidade das especificações propostas e a
proximidade da sociedade de referência para que foram realizadas à sociedade
portuguesa contemporânea. Desta síntese resultou uma proposta de programa
de exigências aplicável ao nível físico da habitação.

Em segundo lugar, foram definidos os critérios de classificação tipológica de


habitações, seguidos da sua aplicação a uma amostra alargada para selecção
das soluções mais frequentes. As tipologias mais frequentes foram
caracterizadas quanto às suas características de habitabilidade.

Em terceiro lugar, foi seguida uma via experimental para aferição do programa,
através da realização de modelos de ensaio para cada tipologia e nível de

INTRODUÇÃO 5
qualidade. Os modelos realizados não pretendem ser exaustivos quanto às
possibilidades de conjugação dos compartimentos em habitações, mas ser
exemplificativos das soluções mais frequentes.

Por último, com base nos dados recolhidos da análise dos modelos, foram
aferidas as exigências do programa.

FORMA DE APRESENTAÇÃO

A apresentação do programa, aplicável ao nível físico da habitação, foi realizada


com base na estrutura que se resume em seguida:

1) Dados de programa

a) Classificação e caracterização de espaços e funções:

• lista de funções, sistemas de actividades e actividades;

• localização dos espaços funcionais nos compartimentos da


habitação;

• horário e frequência de ocorrência de cada função;

• descrição dos utentes envolvidos em cada função.

b) Definição e caracterização de tipologias:

• selecção de critérios de tipificação;

• caracterização de tipologias parciais.

2) Exigências de projecto

a) Agradabilidade:

• conforto acústico;

• conforto visual;

• qualidade do ar.

b) Segurança:

• segurança no uso normal;

• segurança contra incêndio;

• segurança contra a intrusão.

c) Adequação espacio-funcional:

• capacidade – programa de espaços;

• espaciosidade – área;

• espaciosidade – dimensão;

• funcionalidade.

d) Articulação:

• privacidade;

6 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


• acessibilidade.

e) Personalização:

• apropriação;

• adaptabilidade.

f) Economia:

• custo de construção;

• custo de exploração;

• custo de manutenção.

3) Modelos

Modelos exemplificativos da aplicação do programa a tipologias de


habitações mais frequentes.

Anexos

a) quadro resumo de áreas dos espaços funcionais;

b) gráficos e cálculos justificativos dos programas de áreas propostos.

INTRODUÇÃO 7
1. DADOS DE PROGRAMA

Neste capítulo apresentam-se a classificação dos espaços que compõem a


habitação, a listagem dos sistemas de actividades e funções, a localização
privilegiada das funções em compartimentos, a caracterização dos horários de
uso, e a caracterização dos principais utentes. Numa segunda parte
apresentam-se os critérios de classificação das habitações em tipologias e a
caracterização dos principais tipos.

1.1 ESPAÇOS E COMPARTIMENTOS DA HABITAÇÃO

A Habitação é o nível físico onde se processa a vida familiar, englobando o fogo


(compartimentos habitáveis e não habitáveis) e as suas dependências (espaços
exteriores privados, espaços de arrecadação e garagens individuais).

1.1.1 Classificação de espaços/compartimentos

Os espaços e compartimentos que constituem a habitação podem ser


classificados segundo o esquema apresentado no Quadro 2.

1.1.2 Classificação de funções, sistemas de actividades e


actividades

O uso da habitação pode ser classificado segundo as actividades, sistemas de


actividades e funções apresentadas no Quadro 3 (Portas 1969; Herbert et al.
1978).

A classificação das actividades em funções foi realizada com base num critério
misto, em que se conjugam por ordem hierárquica decrescente os seguintes
aspectos:

1) a natureza das actividades;

2) o local onde são realizadas as actividades;

3) os grupos de idades dos utentes envolvidos.

DADOS DE PROGRAMA 9
Quadro 2

HABITAÇÃO

Fogo Compartimentos habitáveis Quarto Casal


Duplo
Individual
Trabalho (escritório)
Estudo/recreio
Cozinha
Sala Comum
Jantar
Estar
Visitas
Família

Compartimentos não habitáveis Instalação sanitária


Espaço de circulação Vestíbulo
Corredor
"Hall"
Escada
Quarto de serviço
Marquise
Arrumação geral
Despensa

Dependências do fogo Espaços exteriores privados Térreos Canteiros


Quintal/jardim
Pátio

Elevados Varanda/balcão
"Lóggia"
Terraço
Arrecadação
Dependência de lavagem de roupa
Garagem individual

10 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Quadro 3

Função Sistema de actividades Actividade


Dormir/descanso de casal 1a Dormir de noite, dormir de dia
Dormir/descanso pessoal y1 Dormir/descanso duplo 1b Descansar
Dormir/descanso individual 1c Ler, ver televisão
Estar doente e tratar de pessoa doente
Estar com criança pequena
Vestir e despir roupa
Fazer a cama
Conversar ao telefone
Conversar em privado
Arrumação de roupa pessoal 1d Arrumar roupa pessoal
Preparação de refeições y2 Preparação de refeições 2 Guardar e conservar alimentos
Preparar alimentos
Cozinhar alimentos
Lavar louça
Arrumar louça
Eliminar lixo
Refeições correntes 3 Refeições correntes 3 Pôr a mesa e servir alimentos
Comer
Levantar a mesa
Refeições formais y4 Refeições formais 4 Pôr a mesa e servir alimentos
Comer
Levantar a mesa
Estar/reunir y5 Lazer familiar 5a Conversar, jogar, ler
Ouvir música
Tocar instrumentos musicais
Ver televisão 5b Ver televisão
Receber 6 Receber convidados 6 Apresentar visitas
Servir aperitivos/bebidas
Conversar, jogar
Ouvir música
Ver televisão
Recreio de crianças 7 Recreio de crianças 7 Brincar
Vigiar e tratar crianças
Estudo/recreio de jovens 8 Estudo/recreio de jovens 8 Estudar
Utilizar computador pessoal
Reunir amigos
Jogar, ler, ouvir música, ver televisão
Trabalho/recreio de adultos 9 Trabalho/recreio de adultos 9 Estudar
Trabalhar
Utilizar computador pessoal
Jogar, ler, ouvir música, ver televisão
Passar a ferro/costurar 10 Passar a ferro 10a Passar a ferro
roupa Limpar, arrumar roupa
Costurar roupa 10b Costurar à mão ou à máquina
Limpar, arrumar roupa
Lavagem de roupa 11 Lavagem de roupa na máquina 11a Lavar roupa na máquina
Lavagem de roupa manual 11b Lavar roupa à mão
Secagem de roupa 12 Secagem de roupa na máquina 12a Secar roupa com máquina
Secagem de roupa natural 12b Estender roupa, apanhar roupa
Higiene pessoal y13 Lavagens 13a Lavar as mãos e o rosto
Tomar banho ou dar banho a crianças
Vestir e despir roupa, fazer toillete, fazer a barba
Proceder a curativos
Lavar roupa pequena à mão
Funções vitais 13b Excreções
Permanência no exterior 14 Permanência no exterior privado 14a Descansar e solário
privado elevado Reunir
Permanência no exterior privado 14b Cuidar de flores ou animais
térreo Estar ao ar livre
Circulação y15 Entrada/saída 15a Entrar e sair da habitação
Vestir e despir vestuário de exterior
Atender pessoas estranhas à porta
Esperar e receber visitas
Comunicação/separação 15b Circular entre compartimentos
Separar compartimentos
Arrumação 16 Arrumação geral 16a Arrumar objectos volumosos e de uso eventual
Arrumação de despensa 16b Arrumar alimentos e produtos de limpeza
Arrumação de roupa de casa 16c Arrumar roupa de casa
Estacionamento de veículos 17 Estacionamento de veículos 17 Estacionar veículo
Entrar e sair do veículo
Arrumar utensílios de manutenção do veículo
As funções dominantes estão identificadas com um circulo (y) junto ao número da função.

DADOS DE PROGRAMA 11
2. EXIGÊNCIAS DE PROJECTO

Neste capítulo apresentam-se as exigências de qualidade arquitectónica


aplicáveis à concepção, análise e avaliação de habitações.

As exigências de qualidade estão classificadas do seguinte modo:

1) Agradabilidade:

• conforto acústico;

• conforto visual;

• qualidade do ar (ventilação).

2) Segurança:

• segurança no uso normal;

• segurança contra incêndio;

• segurança contra a intrusão.

3) Adequação espacio-funcional:

• capacidade – programa de espaços;

• espaciosidade – área;

• espaciosidade – dimensão;

• funcionalidade.

4) Articulação:

• privacidade;

• acessibilidade.

5) Personalização:

• apropriação;

• adaptabilidade.

6) Economia:

• custo de construção;

• custo de exploração;

• custo de manutenção.

EXIGÊNCIAS DE PROJECTO 33
2.1 AGRADABILIDADE

2.1.1 Conforto acústico

As habitações devem ser concebidas de modo a proporcionarem um


adequado isolamento acústico entre os espaços da habitação e entre a
habitação e a envolvente.

Na definição das condições de conforto acústico de cada espaço funcional da


habitação devem ser considerados três aspectos: qual o nível de ruído gerado
por cada função, qual o nível de ruído que cada função pode tolerar, e qual o
nível do ruído de fundo ou exterior existente numa dada localização. Com base
nestas informações é possível determinar a adequada disposição relativa dos
espaços funcionais e qual o nível de isolamento acústico que é necessário
introduzir entre dois espaços funcionais contíguos ou com o exterior.

Conforto acústico entre os espaços da habitação

As exigências de conforto acústico aplicáveis ao interior da habitação são as


seguintes:

1) deve existir uma separação por porta ou por escada, entre a zona de
espaços individuais onde desenvolvem actividades de repouso (quartos) e
a zona de espaços comuns onde se realizam actividades diurnas (sala e
cozinha);

2) é recomendável existirem estratégias para aumentar o isolamento acústico


das paredes entre os quartos e a sala/cozinha, tais como, armários de
arrumação, compartimentos intermédios com funções pouco sensíveis ao
ruído (por exemplo, arrumação geral ou instalação sanitária) e redução da
superfície de contacto entre compartimentos.

Conforto acústico na relação entre a habitação e a envolvente

As habitações devem satisfazer as seguintes exigências de conforto acústico


referentes à relação entre os espaços da habitação e a envolvente (Noble e
Adams 1968; WHO 1988):

1) Deve existir um adequado isolamento acústico entre as habitações e os


seguintes espaços: habitações vizinhas, espaços comuns do edifício,
espaços não habitacionais e espaços públicos.

2) Os espaços de dormir/descanso pessoal e os espaços de estar/reunir não


devem estar sob, ou ser contíguos a:

• paredes com canalizações de água, prumadas de esgoto e condutas


de lixo;

• elevadores comuns ou outros equipamentos comuns que produzam


ruídos incómodos;

34 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


• espaços de higiene pessoal da mesma habitação ou de habitações
vizinhas;

• espaços comuns de convívio (por exemplo, sala de convívio com


utilização frequente);

• espaços para serviços comuns do edifício (por exemplo, espaço de


vazamento de lixo, espaço de acumulação de lixo, espaço de recolha
de recipientes de lixo).

3) Os espaços de dormir/descanso pessoal não devem estar sob, ou ser


contíguos a:

• espaços onde se realizam actividades diurnas (sala e cozinha) de


habitações vizinhas;

• espaços de comunicação comuns (por exemplo, átrio, escada, galeria,


corredor).

4) Quando não é possível evitar as contiguidades referidas nos dois pontos


anteriores, devem ser adoptadas disposições construtivas que atenuem a
propagação de ruídos.

2.1.2 Conforto visual

As habitações devem ser concebidas de modo a disporem de iluminação


natural adequada, proporcionarem insolação directa, permitirem a
obturação dos vãos de iluminação, e assegurarem o controlo e a abertura
visuais sobre o exterior.

2.1.2.1 Iluminação natural

Iluminação natural de espaços funcionais

No Quadro 8 apresentam-se as exigências de iluminação natural das funções de


uso da habitação, segundo as categorias seguintes (Herbert et al. 1978):

1) sem iluminação natural – é necessária iluminação artificial para o


desenvolvimento da função;

2) iluminação natural mínima – a iluminação natural é obtida através de um


vão (por exemplo, vão sem porta, porta envidraçada, ou bandeira
envidraçada sobre porta) existente entre o espaço funcional e um
compartimento contíguo com iluminação natural;

3) iluminação natural segundo uma percentagem definida – a iluminação


natural é obtida através de um vão em contacto directo com o exterior cuja
área representa uma percentagem x da área útil do compartimento.

EXIGÊNCIAS DE PROJECTO 35
Quadro 8

Funções Mínimo Recomend. Óptimo


1 Dormir/descanso pessoal 10% 12 5% 15%
2 Preparação de refeições 20% 22 5% 25%
3 Refeições correntes 10% 12 5% 15%
4 Refeições formais 10% 12 5% 15%
5 Estar/reunir 15% 17 5% 20%
6 Receber 10% 12 5% 15%
7 Recreio de crianças 10% 12 5% 15%
8 Estudo/recreio de jovens 10% 12 5% 15%
9 Trabalho/recreio de adultos 10% 12 5% 15%
10 Passar a ferro/costurar roupa 15% 17 5% 20%
11 Lavagem de roupa Máquina Sem Sem 10%
Manual 15% 17 5% 20%
12 Secagem de roupa Máquina Sem Mínima Mínima
Natural 20% 22 5% 25%
13 Higiene Pessoal Sem Sem 10%
14 Permanência no exterior privado Sem Sem Sem
15 Circulação Sem Mínima Mínima
16 Arrumação Sem Sem Sem
17 Estacionamento de veículos Sem Sem Sem

Iluminação natural de compartimentos

As habitações devem satisfazer as exigências de iluminação natural seguintes


(RGEU Art. 71 e 87 - Portugal 1951):

1) os compartimentos devem possuir vãos envidraçados de janela ou porta


que satisfaçam os níveis de iluminação definidos no Quadro 8 para as
funções que comportam;

2) num compartimento em que estejam englobadas diferentes funções, deve


prevalecer o nível de iluminação da função mais exigente (neste caso a
função mais exigente em termos de iluminação deve também poder ter a
posição mais favorável relativamente à fonte de iluminação sem que isso
implique outros prejuízos);

3) os vãos envidraçados de janela ou porta dos compartimentos habitáveis


(sala, quarto e cozinha) devem possuir uma área mínima medida na parede
em tosco de 1.08m², independentemente da área do compartimento;

4) as marquises podem substituir os vãos em contacto directo com o exterior


se satisfizerem as exigências apresentadas no Quadro 9;

5) as instalações sanitárias não têm obrigatoriamente de possuir um vão de


janela em contacto directo com o exterior, embora tal seja aconselhável;
caso existam, os vãos das instalações sanitárias devem satisfizer as
exigências apresentadas no Quadro 9.

36 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Quadro 9

Compartimentos
Marquises
• Largura mínima da marquise 1 80 m
• Área dos vãos confinantes com compartimentos
- Área mínima 3 00 m²
- Percentagem relativamente à área dos compartimentos 20 %
• Área do vão com o exterior
- Área mínima 4 30 m²
- Percentagem relativamente à área da marquise 33.33 %
• Percentagem mínima da área que permite ventilação relativamente à área de 50 %
envidraçado total
Instalações sanitárias
• Área mínima do vão medida na parede 0 54 m²
• Área mínima do vão com possibilidade de abertura 0 36 m²
• Percentagem da área do vão relativamente à área do compartimento 5 %

Obstáculos à iluminação natural

De modo a assegurar que não existem elementos que reduzam


significativamente o nível de iluminação dos vãos, as habitações devem
satisfazer as seguintes exigências:

1) As janelas dos compartimentos devem estar a uma distância, de qualquer


muro ou fachada fronteiros, não inferior a metade da altura desse muro ou
fachada acima do nível do pavimento do compartimento, com o mínimo de
3.00m. A referida distância deve ser medida perpendicularmente ao plano
da janela e contada a partir dos limites extremos das varandas, alpendres
ou quaisquer outras construções, salientes das paredes, susceptíveis de
prejudicar as condições de iluminação ou ventilação (RGEU Art. 73 e 75 -
Portugal 1951).

2) Não devem existir de um e outro lado do eixo vertical da janela qualquer


obstáculo à iluminação localizado a uma distância inferior a 2.00m,
devendo garantir-se, em toda esta largura, o afastamento mínimo de 3.00m
acima definido (RGEU Art. 73 - Portugal 1951).

3) A existência de elementos de sombreamento, varandas, ou árvores


próximas que reduzam o nível de iluminação dos vãos deve ser
compensada por vãos com maiores dimensões.

2.1.2.2 Insolação directa

Características de iluminação e insolação dos quadrantes

Para melhor compreender as exigências de insolação directa são em seguida


resumidas as principais características dos vãos orientados nos diferentes
7
quadrantes :

7
As características de insolação descritas reflectem a situação geográfica portuguesa.

EXIGÊNCIAS DE PROJECTO 37
1) os vãos orientados a Norte caracterizam-se pela ausência de insolação
directa durante grande parte do ano, pela intensidade da iluminação ser
aproximadamente constante durante as diferentes estações do ano e horas
do dia, e pela necessidade de possuírem grandes dimensões para
proporcionarem uma intensidade de iluminação adequada às funções de
uso da habitação;

2) os vãos orientados a Este caracterizam-se pela insolação directa e


"profunda" durante o período da manhã;

3) os vãos orientados a Sul caracterizam-se pela insolação directa durante um


longo período do dia e durante todo o ano, o que justifica a existência de
dispositivos de sombreamento (geralmente compostos por elementos
horizontais) que evitem o aquecimento excessivo durante o período de
Verão, e permitam a insolação no período de Inverno;

4) os vãos orientados a Oeste caracterizam-se pela insolação directa e


"profunda" durante a tarde, em particular no período de Verão, o que
justifica a existência de dispositivos de sombreamento (geralmente
compostos por elementos verticais) que evitem o aquecimento excessivo e
o encandeamento no interior dos compartimentos.

Insolação directa de espaços funcionais

No Quadro 10 apresentam-se as exigências de insolação directa das funções de


uso da habitação, com base nas orientações solares (Herbert et al. 1978; Neufert
1980; RTHS Art. 4.2.1.5 - MES 1985).

Quadro 10

Funções Mínimo Recomend. Óptimo


1 Dormir/descanso pessoal NE-NO NE-SO E-S
2 Preparação de refeições ilimitada NE-SO E-S
3 Refeições correntes ilimitada NE-NO E-O
4 Refeições formais NE-NO E-O SE-SO
5 Estar/reunir E-NO SE-O SOO-SSE
6 Receber ilimitada ilimitada ilimitada
7 Recreio de crianças NE-NO E-O SE-SO
8 Estudo/recreio de jovens NE-NO E-O E-S
9 Trabalho/recreio de adultos NE-NO E-O E-S
10 Passar a ferro/costurar roupa ilimitada NE-NO E-O
11 Lavagem de roupa Máquina ilimitada ilimitada ilimitada
Manual ilimitada ilimitada ilimitada
12 Secagem de roupa Máquina ilimitada ilimitada ilimitada
Natural NE-NO SEE-NOO SE-O
13 Higiene Pessoal ilimitada ilimitada ilimitada
14 Permanência no exterior privado NE-NO E-O SE-SO
15 Circulação ilimitada ilimitada ilimitada
16 Arrumação ilimitada ilimitada ilimitada
17 Estacionamento de veículos ilimitada ilimitada ilimitada

38 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


No caso de um compartimento se relacionar com o exterior através de uma
marquise, está deve respeitar as exigências de insolação directa das funções
suportadas pelo compartimento a que é adjacente.

Insolação directa da habitação

As habitações devem satisfazer as exigências de insolação directa seguintes


(Duarte e Paiva 1994b):

1) os compartimentos devem possuir vãos envidraçados de janela ou porta


que satisfaçam as exigências de insolação directa definidos no Quadro 10
para as funções que comportam;

2) num compartimento em que estejam englobadas diferentes funções, deve


prevalecer a exigência de insolação directa da função mais exigente;

3) o número de fachadas do fogo e a orientação de pelo menos uma delas


deve satisfazer as exigências apresentadas no Quadro 11.

Quadro 11

Mínimo Recomendável Óptimo


Lotação
N.º fach. Orientação N.º fach. Orientação N.º fach. Orientação
1 a 2 utentes 1 NE/S/NO 1 NEE/S/NOO 1 E/S/O
3 a 4 utentes 1 NE/S/NO 1 NEE/S/NOO 2 E/S/O
5 a 6 utentes 1 NE/S/NO 2 NEE/S/NOO 2 E/S/O
7 a 8 utentes 2 NE/S/NO 2 NEE/S/NOO 2 E/S/O
9 a 10 utentes 2 NE/S/NO 2 NEE/S/NOO 2 E/S/O

2.1.2.3 Obturação de vãos

A obturação de vãos designa a possibilidade de encerramento dos vãos de


janela, no sentido de assegurar o obscurecimento total ou parcial e a protecção
de vistas a partir do exterior.

As habitações devem satisfazer as exigências de obturação de vãos seguintes:

1) Nível mínimo:

• devem existir dispositivos de encerramento dos vãos dos quartos que


permitam o obscurecimento completo.

2) Nível recomendável:

• devem ser satisfeitas as exigências definidas para o nível mínimo;

• devem existir dispositivos de encerramento dos vãos da sala que


permitam o obscurecimento completo.

3) Nível óptimo:

• devem ser satisfeitas as exigências definidas para os níveis mínimo e


recomendável;

EXIGÊNCIAS DE PROJECTO 39
• devem existir dispositivos de encerramento dos vãos da cozinha ou da
marquise adjacente que permitam o obscurecimento parcial;

• os dispositivos de encerramento dos vãos devem permitir um


obscurecimento gradual e controlado (por exemplo, gelosias).

2.1.2.4 Controlo visual

O controlo visual representa o grau de domínio visual que os utentes, no interior


da habitação, têm sobre as actividades que se desenrolam na envolvente
exterior.

Considera-se que a possibilidade de acompanhar visualmente as actividades


que se desenrolam nos espaços exteriores contíguos à habitação contribui, quer
para reduzir o sentimento de isolamento dos moradores que permanecem
durante muito tempo na habitação (em geral, idosos e crianças), quer para
garantir a vigilância mais ou menos informal dos utentes que usam os espaços
exteriores (em particular, crianças e jovens).

Controlo visual de espaços funcionais

No Quadro 12 apresentam-se as exigências de controlo visual de cada uma das


funções de uso da habitação, segundo as categorias seguintes (ITCC 1983):

1) muito alto – quando é possível, sem abrir a janela, ver o percurso de


acesso ao edifício, o átrio exterior e espaços públicos envolventes com
diferentes usos (por exemplo, jardim público, paragem de transportes
públicos, e esplanada de café);

2) alto – quando é possível, sem abrir a janela, ver o percurso de acesso ao


edifício e o espaço público envolvente;

3) médio – quando é possível ver o percurso de acesso ao edifício abrindo a


janela, e ver os espaços públicos envolventes sem abrir a janela;

4) baixo – quando é possível, abrindo a janela, ver o percurso de acesso ao


edifício e o espaço público envolvente;

5) muito baixo – quando não existem janelas ou quando não é possível,


mesmo abrindo a janela, ver o percurso de acesso ao edifício ou outros
espaços públicos envolventes.

40 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Quadro 12

Funções Mínimo Recomend. Óptimo


1 Dormir e descanso pessoal baixo médio médio
2 Preparação de refeições médio alto muito alto
3 Refeições correntes baixo médio alto
4 Refeições formais baixo médio alto
5 Estar/reunir médio alto muito alto
6 Receber baixo médio alto
7 Recreio de crianças baixo médio alto
8 Recreio/estudo de jovens baixo médio alto
9 Trabalho/recreio de adultos baixo médio alto
10 Passar a ferro/costurar baixo médio alto
11 Lavagem de roupa muito baixo muito baixo muito baixo
12 Secagem de roupa muito baixo muito baixo muito baixo
13 Higiene Pessoal muito baixo muito baixo muito baixo
14 Permanência no exterior privado - - -
15 Circulação muito baixo muito baixo muito baixo
16 Arrumação muito baixo muito baixo muito baixo
17 Estacionamento de veículos - - -

Controlo visual da habitação

Com base nas exigências de controlo visual aplicáveis a cada função, definiram-
se as seguintes exigências aplicáveis aos vãos dos compartimentos habitáveis:

1) devem proporcionar vistas que permitam exercer um controlo informal das


actividades realizadas no exterior, nomeadamente, sobre:

• caminhos pedonais, em particular o percurso de acesso ao edifício;

• espaços de estacionamento não encerrados;

• crianças e jovens (por exemplo, parque infantil, terreiro de jogos,


espaço livre adaptável, etc.);

2) não devem possuir vistas sobre espaços desagradáveis (por exemplo, vias
de tráfego intenso, grandes parques de estacionamento, zonas de
pequena indústria, etc.);

3) devem proporcionar vistas sobre espaços agradáveis, tais como:

• espaços integrando elementos verdes (por exemplo, quintais privados,


conjunto de árvores de arruamento, parque urbano, jardins públicos,
praça residencial com elementos verdes, etc.);

• enquadramentos paisagísticos urbanos ou naturais seleccionados (por


exemplo, mar, área florestal, povoação, enfiamento de rua, etc.);

EXIGÊNCIAS DE PROJECTO 41
4) devem permitir assistir ao movimento e vida da área residencial (por
exemplo, paragem de transportes públicos, pequeno estabelecimento
comercial, jardim público, etc.).

2.1.2.5 Abertura visual

A abertura visual representa o grau de domínio visual que os utentes no interior


da habitação têm sobre a paisagem exterior, sendo determinada pela distância
de visão sem obstáculos, pela dimensão dos vãos, e pela pormenorização de
vãos e guardas.

Considera-se que a possibilidade de ver o que se passa no espaço exterior


constitui um importante factor de conforto visual para os moradores, pois,
permite relaxar a vista sobre a paisagem contrariando a pressão claustrofóbica
de permanecer em compartimentos encerrados ou com pouca vista sobre o
exterior.

Abertura visual de espaços funcionais

No Quadro 13 apresentam-se as exigências de abertura visual sobre o ambiente


exterior de cada uma das funções de uso da habitação, segundo as categorias
seguintes (ITCC 1983):

1) muito alto – existem vistas sobre uma paisagem aberta (sem obstruções a
uma distância superior a 50m da janela) dominada através de janelas cuja
largura total não é inferior a 50% da largura do compartimento e cujo
peitoril está a uma altura do pavimento não superior a 0.70m;

2) alto – não existem obstruções à vista a uma distância inferior a 20m das
janelas, as janelas possuem uma largura não inferior a 30% da largura do
compartimento, e a altura do pavimento ao peitoril das janelas não é
superior a 1.00m;

3) médio – não existem obstruções à vista a uma distância inferior a 10 m das


janelas, as janela possuem uma largura não inferior a 20% da largura do
compartimento, e a altura do pavimento ao peitoril das janelas não é
superior a 1.00m;

4) baixo – não existem obstruções à vista a uma distância inferior a 5m da


janela, as janela possuem uma largura não inferior a 20% da largura do
compartimento, e a altura do pavimento ao peitoril das janelas não é
superior a 1.30m;

5) muito baixo – existem obstruções a uma parte significativa do campo visual


a uma distância inferior a 5m da janela, as janela possuem uma largura
inferior a 20% da largura do compartimento, ou a altura do pavimento ao
peitoril das janelas é superior a 1.30m;

6) nulo – quando não existem janelas em contacto directo com o exterior.

42 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


3. MODELOS DE HABITAÇÕES

Neste capítulo apresentam-se modelos de habitações ilustrativos da aplicação


do programa proposto às tipologias mais frequentes.

O capítulo está organizado nos pontos seguintes:

1) descrição das regras de composição utilizadas;

2) descrição e justificação dos modelos realizados;

3) apresentação de modelos;

4) resumo dos resultados obtidos na análise dos modelos.

3.1 REGRAS DE COMPOSIÇÃO

3.1.1 Pormenorização dos modelos

Os modelos apresentados não constituem projectos de arquitectura, devendo


salientar-se os seguintes aspectos:

1) os modelos não incorporam exigências estéticas, que poderiam influenciar,


por exemplo, o tratamento volumétrico ou de fachada;

2) os modelos respondem ao programa de exigências, devendo na sua


aplicação ser adaptados aos requisitos específicos de cada situação, tais
como, características do sítio, preferências do dono de obra, modos de
vida locais, etc.;

3) os modelos incorporam uma definição construtiva genérica, que se limita à


coordenação da compartimentação com uma super-estrutura do tipo pilar-
viga de betão armado, e à utilização de paredes cuja espessura se adequa
à construção em alvenaria de tijolo.

3.1.2 Distribuição de funções nos compartimentos

A principal razão que justificou a definição do programa segundo funções de


uso da habitação foi, em cada situação concreta, permitir aos projectistas
organizar as funções em compartimentos da forma que melhor se adequa ao
modo de vida dos utentes. No entanto, ao realizar os modelos de habitações foi
necessário definir regras de associação das funções em compartimentos,
fixando-se, portanto, um modo de uso da habitação.

MODELOS DE HABITAÇÕES 105


As regras de associação das funções em compartimentos utilizadas, que
procuraram reproduzir o modo de uso mais frequente das habitações
contemporâneas portuguesas, foram as seguintes.

1) Sala – comporta as funções estar/reunir, refeições formais, e


trabalho/recreio de adultos.

2) Cozinha – comporta as funções preparação de refeições, refeições


correntes, arrumação de despensa e, eventualmente, lavagem de roupa.

3) Quarto de casal – comporta o sistema de actividades dormir/descanso de


casal.

4) Quarto duplo – comporta o sistema de actividades dormir/descanso duplo


e a função estudo/recreio de jovens.

5) Quarto individual – comporta o sistema de actividades dormir/descanso


individual e a função estudo/recreio de jovens.

6) Vestíbulo – comporta os sistemas de actividades entrada/saída, e


eventualmente e, eventualmente, arrumação geral e de roupa de casa.

7) Corredor ou "hall" – comporta os sistemas de actividades comunicação/


separação e, eventualmente, arrumação geral e de roupa de casa.

8) Instalação sanitária – comporta a função higiene pessoal e, eventualmente,


a função lavagem de roupa.

9) Quarto/marquise de tratamento de roupa (caso exista) – comporta as


funções lavagem e secagem de roupa.

10) Varanda (caso exista) – comporta a função permanência no exterior


privado.

3.1.3 Modulação geométrica

Com vista a simplificar a composição dos modelos de habitações, foram


utilizadas as regras de modulação geométrica seguintes:

1) uma malha ortogonal regular de 0.15x0.15m no nível mínimo, e de


0.30x0.30m nos níveis recomendável e óptimo;

2) uma espessura de paredes interiores de 0.20m, que corresponde a


paredes de 0.15m, mais uma margem de tolerância de 0.025m em cada
20
lado da parede ;

3) uma espessura de paredes exteriores de 0.30m;

20
A margem de 0.025m de cada lado das paredes interiores constitui uma tolerância necessária porque
alguns elementos de mobiliário e equipamento podem ter dimensões ligeiramente superiores às
definidas e porque podem existir elementos de pormenor do compartimento que reduzem a sua
dimensão útil (por exemplo, rodapés, puxadores, guardas de portas e janelas, fichas de electricidade,
interruptores, canalizações, etc.)

106 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


4) no nível mínimo, a dimensão útil dos compartimentos é obtida pela fórmula
21
nx0.15-0.20 (m) , correspondendo a dimensões de, por exemplo, 1.00m,
1.15m, 1.30m, 1.45m, 1.60m, etc.;

5) nos níveis recomendável e óptimo, a dimensão útil dos compartimentos é


obtida pela fórmula nx0.30-0.20 (m), correspondendo a dimensões de, por
exemplo, 1.00m, 1.30m, 1.60m, 1.90m, 2.20m, etc..

3.1.4 Articulação das habitações no edifício

Com vista a assegurar a articulação dos modelos de habitações nos edifícios,


foram respeitadas as regras de dimensionamento seguintes:

1) numa série de habitações é uniformizado o número de fachadas, a relação


entre as fachadas, a posição do acesso e a profundidade dos modelos;

2) o contorno das habitações é definido de modo a permitir a sua integração


num edifício com um determinado modo de acesso (escada, elevador,
galeria ou corredor);

3) o contorno das habitações de uma série é definido de modo a permitir


diversas formas de associação entre si (por exemplo, T1+T3, T2+T3,
T3+T3, etc.).

3.1.5 Coordenação estrutural

A organização dos compartimentos foi coordenada com a super-estrutura


prevista para cada edifício (estrutura do tipo pilar, viga, laje de betão armado), o
que se reflecte no alinhamento longitudinal e transversal das principais paredes
das habitações que pertencem à mesma série.

21
"n" é um número inteiro maior que 0.

MODELOS DE HABITAÇÕES 107


3.2 LISTA DE MODELOS

Os modelos de habitações estão organizados em quatro estudos


complementares que visam exemplificar a generalidade das tipologias mais
frequentes. A necessidade de realizar estudos parciais justifica-se pelo facto de
serem ilimitadas as possibilidades de configurar diferentes tipos de habitações
segundo as variáveis: programa, morfologia, topologia e nível de qualidade

Estudos realizados
Os estudos realizados foram os seguintes:

1) Modelos para o nível mínimo (estudo 1)

Estudo em que se exemplifica a aplicação das exigências do nível mínimo


aos programas e morfologias mais frequentes, utilizando critérios de
distribuição de funções em compartimentos fixos.

2) Modelos alternativos para o nível mínimo (estudo 2)

Estudo em que se exemplificam as possibilidades de modificação de uma


solução base, com vista a satisfazer alterações nos critérios de distribuição
de funções nos compartimentos.

3) Modelos para o nível recomendável (estudo 3)

Estudo em que se exemplifica a aplicação das exigências do nível


recomendável a um tipo de habitações muito frequente.

4) Modelos para o nível óptimo (estudo 4)

Estudo em que se exemplifica a aplicação das exigências do nível óptimo a


um tipo de habitações muito frequente.

Os modelos desenvolvidos em cada estudo estão organizados em séries, cuja


apresentação é feita numa folha resumo inicial, seguida de folhas individuais
relativas a cada uma das habitações que compõem essa série.

Cada folha individual contém os seguintes elementos: Conteúdo da folha


individual
1) Elementos de identificação: identificação do modelo, nível de qualidade e
escala.

2) Planta do modelo: planta cotada com disposição do mobiliário/


equipamento e localização de vãos de porta.

3) Elementos de análise:

• área útil por tipo de compartimento, medida no modelo e prevista no


programa;

108 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


22
• área habitável , área não habitável e área útil do fogo, medidas no
modelo e previstas no programa;

• perímetros de fachada, de empena e total;

• índices de área útil do fogo sobre área habitável do fogo (Au/Ah), de


área bruta do fogo sobre área útil do fogo (Ab/Au), de compacidade
(Pt/Pcir), e de perímetro de fachada sobre perímetro de empena
(Pf/Pe).

4) Esquema topológico, esquema morfológico e esquema de forma da planta.

22
No cálculo da área habitável dos modelos não foram descontadas as áreas das faixas de passagem
obrigatória, pelo que em alguns casos o valor real pode ser ligeiramente inferior ao apresentado (ver
definição de área habitável de um compartimento habitável no glossário).

MODELOS DE HABITAÇÕES 109


3.3 APRESENTAÇÃO DE MODELOS

3.3.1 Modelos para o nível mínimo (estudo 1)

Neste estudo foram realizados cerca de 110 modelos de habitações, que Descrição geral
exemplificam a aplicação das exigências do nível mínimo às tipologias
programáticas e morfologias mais frequentes. Para facilitar a comparação, os
modelos respeitam as regras de distribuição das funções nos compartimentos
apresentadas no ponto 3.1.2.

Os modelos foram organizados em sete séries cujas características são as


seguintes:

1) habitações símplex, com uma fachada, e acesso por corredor, galeria, ou


patamar comum;

2) habitações símplex, com uma fachada e meia opostas, e acesso directo ou


por galeria comum;

3) habitações símplex com duas fachadas opostas, profundidade de 9.30m,


acesso por patamar comum e escada comum periférica;

4) habitações símplex, com duas fachadas opostas, profundidade de 11.40m,


acesso por patamar comum e escada comum periférica;

5) habitações símplex, com duas fachadas opostas, acesso por patamar


comum, e escada comum central;

6) habitações símplex, com duas fachadas secantes, acesso por patamar, e


escada comum central;

7) habitações dúplex, com três fachadas e meia, e acesso directo ou por


galeria comum.

Para maior facilidade de consulta apresenta-se no Quadro 31 e no Quadro 32 a Apresentação de


modelos
lista dos modelos deste estudo, indicando para cada um, a descrição sumária, o
número da figura e o número da página.

110 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Quadro 31

Tipologia Morfológica
Tipologia
N.º de Profundi- Forma da Figura n.º Página n.º
N.º de fachadas Programática
níveis dade planta

Símplex 1 fachada A Resumo Figura 21 113


0570 A/B T0/1 Figura 22 114
T1/2 Figura 23 115
0630 A/B T0/1 Figura 24 116
T1/2 Figura 25 117
T2/4 Figura 26 118
0720 A/B T0/1 Figura 27 119
T1/2 Figura 28 120
T2/4 Figura 29 121

Símplex 1½ fachada 0840 B Resumo Figura 30 122


T1/2.A Figura 31 123
T2/4.A Figura 32 124
T3/6.A Figura 33 125
T4/7.A Figura 34 126
T1/2.B Figura 35 127
T2/4.B Figura 36 128
T3/6.B Figura 37 129
T4/7.B Figura 38 130

Símplex 2 fachadas 0930 C Resumo Figura 39 131


C.1.1 T3/6 Figura 40 132
T4/7 Figura 41 133
C.1 2 T0/1 Figura 42 134
T1/2 Figura 43 135
T2/4 Figura 44 136
T3/6 Figura 45 137
T4/7 Figura 46 138
C.1 3 T0/1 Figura 47 139
T1/2 Figura 48 140
T2/4 Figura 49 141
T3/6 Figura 50 142
T4/7 Figura 51 143
C.1.4 T1/2 Figura 52 144
T2/4 Figura 53 145
T3/6 Figura 54 146
T4/7 Figura 55 147

Símplex 2 fachadas 1140 C Resumo Figura 56 148


C.1.1 T2/4 Figura 57 149
T3/6 Figura 58 150
T4/7 Figura 59 151
C.1 2 T1/2 Figura 60 152
T2/4 Figura 61 153
T3/6 Figura 62 154
T4/7 Figura 63 155

MODELOS DE HABITAÇÕES 111


Quadro 32

Tipologia Morfológica
Tipologia
N.º de Profundi- Forma da Figura n.º Página n.º
N.º de fachadas Programática
níveis dade planta

Símplex 2 fachadas 1140 C Resumo Figura 56 148


C.1.3 T1/2 Figura 64 156
T2/4 Figura 65 157
T3/6 Figura 66 158
T4/7 Figura 67 159
C.1.4 T1/2 Figura 68 160
T2/4 Figura 69 161
T3/6 Figura 70 162
T4/7 Figura 71 163

Símplex 2 fachadas C Resumo Figura 72 164


0570 C’.1.2 T0/1 Figura 73 165
T1/2 Figura 74 166
0600 C’.1.2 T1/2 Figura 75 167
T2/4 Figura 76 168
T3/6 Figura 77 169
0900 C’.2.3 T1/2.A Figura 78 170
T1/2.A1 Figura 79 171
T2/4.A Figura 80 172
T3/6.A Figura 81 173
T4/7.A Figura 82 174

Símplex 2 fachadas C Resumo Figura 83 175


1020 C.3.3 T1/2 Figura 84 176
T2/4 Figura 85 177
T3/6 Figura 86 178
T4/7 Figura 87 179
1140 C.3.3 T1/2.A Figura 88 180
T2/4.A Figura 89 181
T2/4.B Figura 90 182
T3/6.A Figura 91 183
T3/6.B Figura 92 184
T4/7.A Figura 93 185
T4/7.B Figura 94 186

Dúplex 1½+2 fachadas B+C Resumo Figura 95 187


0840 B+C.1.2 T2/4.A Figura 96 188
T3/6.A Figura 97 189
T4/7.A Figura 98 190
T0/1.B Figura 99 191
T1/2.B Figura 100 192
T2/4.B Figura 101 193
T3/6.B Figura 102 194
T4/7.B Figura 103 195
T4/7.B1 Figura 104 196

112 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


MODELOS DE HABITAÇÕES 113
114 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO
MODELOS DE HABITAÇÕES 115
BIBLIOGRAFIA

Bibliografia geral

1. ADAMS, Barbara – Whellchair housing. In The Architect's Journal, 25 de


Junho de 1975, pág. 1320 a 1348.

2. AELLEN, Kurt; THOMAS, Keller; MEYER, Paul; WIRGAND, Jürgen –


Système d’evaluation de logements (SEL). Berne, Ed. Office Fédéral du
Logement, 1979.

3. ALEXANDER, Christopher; ISHIKAWA, Sara; SILVERSTEIN, Murray; et al.


– A pattern language. Col. Arquitectura Perspectivas. Barcelona, Editorial
Gustavo Gili, 1980.

4. BJÖRKLUND, Eva – Summary of 1970 proposals for a new "Good Housing".


Fotocópias de tradução.

5. CALLADO, José – The architect’s perspective. In Urban Studies, Vol 1, No.


10, pág. 1665 a 1677, 1995.

6. CANHA DA PIEDADE, A. – Exigências funcionais. 1ª parte - versão


provisória. Curso de Mestrado em Construção. Lisboa, Ed. Instituto
Superior Técnico, 1986.

7. CECCARINI, Ivo – A composição da casa. Projecto modular. Lisboa,


Editorial Presença, 1988.

8. COELHO, A. Baptista – Análise e avaliação da qualidade arquitectónica


residencial. Volume II - Rumos e factores de análise da qualidade
arquitectónica residencial. Lisboa, Ed. LNEC, 1993a.

9. COELHO, A. Baptista – Análise e avaliação da qualidade arquitectónica


residencial. Volume III - Níveis físicos do habitat, tipologias gerais e
caracterização sistemática. Lisboa, Ed. LNEC, 1993b.

10. COELHO, A. Baptista; PEDRO, J. Branco – 1ª Análise retrospectiva do


parque financiado pelo INH nos anos de 1985/87 - Análise arquitectónica,
fichas resumo dos empreendimentos e elementos gráficos dos projectos.
Lisboa, Ed. LNEC, 1995a.

11. COELHO, A. Baptista; PEDRO, J. Branco – Do Bairro e da Vizinhança à


Habitação. Tipologias e caracterização dos níveis físicos residenciais.
Colecção Informação Técnica Arquitectura, n.º 2. Lisboa, Ed. LNEC, 1998.

12. DEILMANN, H., KIRSCHENMANN, J.; PFEIFFER, H. – The dwelling.


Stuttgart, Ed. Karl Krämer Verlag, 1973.

BIBLIOGRAFIA 237
13. DIRECÇÃO GERAL DE ARQUITECTURA Y VIVIENDA – Individuo e
vivienda. Madrid, Ed. MOPU, 1985.

14. DREYFUSS, D.; TRIBEL, J. – La cellule-logement. Cahiers du Centre


Scientifique et Techique du Bâtiment (Cahier 382). Paris, Ed. CSTB, 1961.

15. DUARTE, J. Pinto; PAIVA, J. Vasconcelos – Normas técnicas para projecto


de edifícios de habitação. Lisboa, Ed. LNEC, 1994a.

16. DUARTE, J. Pinto; PAIVA, J. Vasconcelos – Revisão das recomendações


técnicas para habitação social (1ª Fase). Lisboa, Ed. LNEC, 1994b.

17. DUCHÊME, G. – Entretiens sur la flexibilité des logements. Cahiers du


Centre Scientifique et Techique du Bâtiment (Cahier 1365). Paris, Ed.
CSTB, 1976.

18. GOMES, Ruy J. – Necessidades humanas e exigências funcionais da


habitação. Memória n.º 501. Lisboa, Ed. LNEC, 1978.

19. GRIFFINI, Enrico A. – Construzione razionale della casa. Milano, Editore


Ulrico Hoepli, 1948.

20. HABRAKEN, N. J. – El diseño de suportes. Barcelona, Editorial Gustavo


Gili, 1979.

21. HERBERT, Gilbert; SWOPE, Mary Hill; et al. – Some performance


guidelines for the design and evaluation of environmental spaces in the
dwelling. Haifa, 1978.

22. INSTITUT DE TECNOLOGIA DE LA CONSTRUCCIÒ DE CATALUNYA


(ITCC) – Condiciones mínimes d’habitabilitat i de construcció dels edificis a
contemplar en les ordenances d’edificació. Barcelona, Ed. Dir. General
d’Urbanismo, 1983.

23. LAMURE, Claude – Adaptation du logement à la vie familiale. Colecção ICI.


Paris, Ed. Eyrolles, 1976.

24. LÉGER, Jean-Michel – Derniers domiciles connus. Enquete sur les


nouveaux logements 1970-1990. Paris, Editions Creaphis, 1990.

25. MASCARÓ, Juan. L. – O custo das decisões arquitectónicas. São Paulo,


Ed. Livraria Nobel, 1985.

26. MINISTÉRIO DA HABITAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS e LABORATÓRIO


NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL (MHOP e LNEC) – Instruções para
projectos de habitação promovida pelo estado. Documento 2: Exigências
relativas aos espaços e ao equipamento. Lisboa, Ed. LNEC, 1978a.

27. MINISTÉRIO DA HABITAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS e LABORATÓRIO


NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL (MHOP e LNEC) – Instruções para
projectos de habitação promovida pelo estado. Documento 5: Regras de
qualidade relativas aos espaços e ao equipamento. Lisboa, Ed. LNEC,
1978b.

238 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


28. MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E
COMUNICAÇÕES (MOPTC) – Revisão do regulamento geral das
edificações. Versão provisória fotocopiada, 1989.

29. MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E


COMUNICAÇÕES (MOPTC) – Normas técnicas para projectos de
urbanização. Lisboa, Ed. LNEC, 1993.

30. MINISTERIO DE OBRAS PUBLICAS Y URBANISMO (MOPU) – Normas


técnicas de diseño y calidad de las viviendas sociales. Madrid, Ed. MOPU,
1978.

31. MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO SOCIAL (MES) – Recomendações


técnicas para habitação social (Portaria n.º 580/83, de 17 de Maio). Lisboa,
Ed. MES e LNEC, 1985.

32. MOITA, Francisco – Energia solar passiva 1. Lisboa, Ed. INCM, 1987.

33. NEUFERT, Ernst – Arte de projectar em arquitectura. Barcelona, Editorial


Gustavo Gili, 1980.

34. NOBLE, John; ADAMS, Barbara – Housing: the home in its setting. In The
Architect's Journal, 11 Setembro, 1968.

35. PEDRO, J. Branco – Programa habitacional. Espaços e compartimentos.


Colecção Informação Técnica Arquitectura, n.º 4. Lisboa, Ed. LNEC, 1999a.

36. PEDRO, J. Branco – Programa habitacional. Edifício. Colecção Informação


Técnica Arquitectura, n.º 6. Lisboa, Ed. LNEC, 1999b.

37. PEDRO, J. Branco – Programa habitacional. Vizinhança próxima. Colecção


Informação Técnica Arquitectura, n.º 7. Lisboa, Ed. LNEC, 1999c.

38. PEREIRA, Luz Valente; GAGO, B. Corrêa – O uso do espaço na habitação.


Curso 160. Lisboa, Ed. LNEC, 1974.

39. PEREIRA, Luz Valente; GAGO, A. Corrêa – Inquérito à habitação urbana. I


Volume. Lisboa, Ed. LNEC, 1984.

40. PEREIRA, Luz Valente; GAGO, A. Corrêa; LOPES, M. José – Inquérito à


habitação urbana. II Volume. Lisboa, Ed. LNEC, 1984.

41. PORTAS, Nuno; GOMES, Ruy José – Estudo das funções e da exigência
de áreas da habitação - Necessidades familiares e áreas da habitação.
Análise de exigências por funções da habitação. Volume I. Lisboa, Ed.
LNEC, 1964.

42. PORTAS, Nuno – Définition et evolution des normes du logement.


Comunicação apresentada no Congresso da União Internacional dos
Arquitectos. Bucarest, 1966.

43. PORTAS, Nuno; COSTA, Alves – Racionalização de soluções de fogo -


Parte II. Inter-relações de funções no fogo. Lisboa, LNEC, 1966.

BIBLIOGRAFIA 239
44. PORTAS, Nuno – Funções e exigências de áreas da habitação. Colecção
Informação Técnica de Edifícios, n.º4. Lisboa, Ed. LNEC, 1969.

45. PORTUGAL, Leis e Decretos – Regulamento geral das edificações urbanas.


Decreto-lei n.º 38382 de 7 de Agosto de 1951.

46. PORTUGAL, Leis e Decretos – Actualização das recomendações técnicas


para habitação social. Portaria n.º 828/88 de 29 de Dezembro de 1988.

47. PORTUGAL, Leis e Decretos – Regulamento geral sobre o ruído. Decreto-


lei n.º 292/89 de 2 de Setembro de 1989.

48. PORTUGAL, Leis e Decretos – Regulamento das características de


comportamento térmico dos edifícios. Decreto-lei n.º 40/90 de 6 de
Fevereiro de 1990a.

49. PORTUGAL, Leis e Decretos – Regulamento de segurança contra incêndio


em edifícios de habitação. Decreto-lei n.º 64/90 de 21 de Fevereiro de
1990b.

50. PORTUGAL, Leis e Decretos – Actualização das recomendações técnicas


para habitação social. Portaria n.º 371/97 de 6 de Junho de 1997a.

51. PORTUGAL, Leis e Decretos – Actualização das recomendações técnicas


para habitação social. Portaria n.º 500/97 de 21 de Junho de 1997b.

52. REIS, R. Antunes; LOURENÇO, M. Silva; CASTELÃO, J. Santos –


Avaliação da qualidade de projectos de habitação. Original fotocopiado,
Lisboa, 1987.

53. SANTA-RITA – Dimensionamento das divisões da habitação. Ed. Gabinete


de Estudos e Planeamento, 1971.

54. SWEDISH COUNCIL FOR HOUSING RESEARCH – Perspectives of


development of housing industrialization. Polish-Swedish Symposium.
Warsaw 27-31 October 1973. Swedish contributions. Stockolm, Ed.
National Swedish Institute for Building Research, 1973.

55. THIBERG, Sven (Ed.) – Housing research and design in Sweden.


Estocolmo, Ed. Swedish Council for Building Research, 1990.

56. VIEGAS, João C. – Ventilação natural em edifícios de habitação. Colecção


Edifícios, n.º 4. Lisboa, Ed. LNEC, 1995.

57. TELEDYNE BROWN ENGINEERING – A Design guide for home safety.


Washington, Ed. U. S. Department of Housing and Urban Development,
1972.

58. TUTT, Patricia; ADLER, David (Ed.) – New metric handbook, planning and
designing data. Ed. Butterworth Architecture, 1979.

59. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO) – Guidelines for healthy


housing. Copenhagen, Ed. WHO, 1988.

240 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO


Bibliografia com exemplos de habitações

1. CABRITA, A. Reis; FREITAS; M. João; APPLETON, João; MENEZES,


Marluci; PEDRO, J. Branco – Análise da habitação de custos controlados
no concelho de Oeiras. Lisboa, Ed. LNEC, 1994.

2. CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA (CML) – Boletim do gabinete técnico


da habitação, n.º 30/33. Ed. Câmara Municipal de Lisboa, 1976/77.

3. CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA (CML) – Departamento de construção


de habitação, n.º 52. Lisboa, Ed. Câmara Municipal de Lisboa, 1990.

4. CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA (CML) – Departamento de construção


de habitação, n.º 54. Lisboa, Ed. Câmara Municipal de Lisboa, 1996.

5. COELHO, A. Baptista; PEDRO, J. Branco – 1ª Análise retrospectiva do


parque financiado pelo INH nos anos de 1985/87 - Análise arquitectónica,
fichas resumo dos empreendimentos e elementos gráficos dos projectos.
Lisboa, Ed. LNEC, 1995b.

6. COELHO, A. Baptista; PEDRO, J. Branco; CABRITA, A. Reis –


Apresentação de 3 empreendimentos meritórios financiados pelo INH e
concluídos em 1991. Lisboa, Ed. LNEC, 1995c.

7. COOPERATIVA DE HABITAÇÃO ECONÓMICA DE ALVERCA (CHASA) –


20 Anos de cooperação. Ed. CHASA, 1995.

8. ENGDAHL, Christina – Service flats for one person households - Planning


brief. Stockolm. Report R17:1972.

9. GOMÉZ, C. Diaz; MIRA, P. Ravetllat – Habitage i tipos a l’arquitectura


catalana. Singularitat i juxtaposició del tipus en edificis en altura.
Publications del Collegi d’Arquitectes de Catalunya, 1989.

10. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH, 1989.

11. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1990.

12. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1991.

13. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1992.

14. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1993.

15. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1994.

16. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1995.

BIBLIOGRAFIA 241
17. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de
empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1996.

18. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1997.

19. INSTITUTO NACIONAL DE HABITAÇÃO – Prémio INH. Apresentação de


empreendimentos. Lisboa, Ed. INH 1998.

20. KJELDSEN, Marius – Industrialized housing in Denmark. Copenhagen,


1988.

21. the NATIONAL BUILDING AGENCY (NBA) – Generic plans: two and three
storey houses. London, Ed. NBA,1965.

22. PETERS, Paulhans – Proyecto y planification. Edificios plurifamiliares.


Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 1979.

23. PETERS, Paulhans; CLAUSSEN-HENN, Ursula – Proyecto e planification.


viviendas urbanas. Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 1980.

24. PORTAS, Nuno e al. – Estudo analítico de projectos de habitação - Projecto


ICESA. Lisboa, Ed. LNEC, 1965.

25. SCOTTISH LOCAL AUTHORITIES SPECIAL HOUSING GROUP –


Housing for general needs. A selections of house plans. 1974.

242 PROGRAMA HABITACIONAL • HABITAÇÃO

View publication stats

Você também pode gostar