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REDES URBANAS, SANEAMENTO e INFRA-ESTRUTURA

1. EMENTA

2. HISTÓRICO

3. CONCEITOS GERAIS

4. PROBLEMÁTICA

5. REDE DE DRENAGEM PLUVIAL – 1/3

6. REDE VIÁRIA

7. REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

8. REDE DE ESGOTO SANITÁRIO

9. REDE DE ENERGIA ELÉTRICA

10. COLETA DE LIXO


CENTRO HISTÓRICO – SÃO LUÍS/MA
EFEITO DA URBANIZAÇÃO SOBRE O COMPORTAMENTO HIDROLÓGICO

NASCENTE
ABASTECIMENTO

CARGA DOMÉSTICA
E INDUSTRIAL

DRENAGEM URBANA
MANANCIAIS

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


EFEITO DA URBANIZAÇÃO SOBRE O COMPORTAMENTO HIDROLÓGICO

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


• Água doce: 0,5 g/l (cloretos e sulfatos);
• Água salgada (3,0 g/l) (cloretos e sulfatos);
• Precipitação anual total no planeta: 551 mil
km³ (Eagleson,1970);
• 215 mil km³ sobre os continentes;
• 336 mil km³ sobre os oceanos;
• Evaporação e precipitação;
• Nos oceanos a evaporação excede a
precipitação;
• Nos continentes ocorre o contrário;
• Exceção é a bacia amazônica (responde por
50% das chuvas);
• 0,5 ha de milho transpira 2 milhões de litros
em um ciclo vegetativo;
EFEITO DA URBANIZAÇÃO SOBRE O COMPORTAMENTO HIDROLÓGICO

• Aumento da vazão média de cheia (6 a 7 vezes)


DEVIDO À IMPERMEABILIZAÇÃO
• Redução do tempo de concentração e aumento das área impermeáveis
DEVIDO À CANALIZAÇÃO

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


ALAGAMENTOS E INUNDAÇÕES
◼ Drenagem urbana: escoamento em áreas urbanizadas, geralmente
pequenas bacias (a urbanização amplia as vazões devido à
canalização e à impermeabilização);
◼ Inundação ribeirinha: processos naturais resultado do aumento da
vazão dos rios durante os períodos secos e chuvosos (as inundações
podem ser ampliadas ou terem maiores efeitos em função da ação do
homem).

QUESTÕES ASSOCIADAS:
◼ Uso do sistema de drenagem para esgotamento sanitário doméstico e
industrial;
◼ Ocupação das áreas de inundação pela população depois de anos de
cheias menores;
◼ Aumento da produção de sedimentos;
◼ Geralmente, as áreas mais atingidas são de populações pobres;
◼ Não existe tradição em medidas preventivas nas áreas de inundação;
◼ Concepção antiquada nos projetos de drenagem.
FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
Inundação no estacionamento do Shopping
Tropical/Monumental
Pontos de inundações em São Luis (Bacia do Rio
Anil)

Local Curso D’ Água

Av. São Sebastião Rio Anil

Rua da Matança Rio Anil

Bairro do Cohafuma Rio Vinhais (afluente)

Bairro do Angelim Rio Ingaúra (afluente)

Bairro do Cutim (Anil) Rio Cutim-Mirim (afluente)

Vila Lobão Rio Jaguarema (afluente)

Shopping Tropical Rio Jaracatí (afluente)

Rua dos Azulões (Renascença II) Rio Jaracatí (afluente)


INUNDAÇÕES

São Paulo (10/03/2019)


IMPACTOS

◼ Bacias de pequeno porte, onde se concentra a área impermeabilizada;


◼ Aumento do pico e antecipação da ocorrência;
◼ Aumento do volume do escoamento superficial;
◼ Diminuição da evaporação e da recarga subterrânea;
◼ Aumento da poluição de origem pluvial;
◼ Aumento da produção de sedimentos.

FATOR AGRAVANTE: RESÍDUOS SÓLIDOS

◼ Fase 1 : crescimento da urbanização: grande produção de sedimentos


(construções, superfícies desprotegidas);
◼ Fase 2 : transição com sedimentos e resíduos sólidos;
◼ Fase 3: quando a área urbana está estabelecida, a veiculação de
resíduos sólidos na drenagem é alta.

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


POLÍTICA ATUAL DE CONTROLE DE DRENAGEM

“A MELHOR DRENAGEM É A QUE ESCOA O MAIS RAPIDAMENTE


POSSÍVEL A PRECIPITAÇÃO “

Conseqüência direta = INUNDAÇÕES

A POLÍTICA SE BASEIA NA CANALIZAÇÃO DO ESCOAMENTO, APENAS


TRANSFERINDO PARA JUSANTE AS INUNDAÇÕES.
A POPULAÇÃO PERDE DUAS VEZES: CUSTO MAIS ALTO E MAIORES
INUNDAÇÕES.

CANAIS E CONDUTOS PODEM PRODUZIR CUSTOS 10 VEZES MAIORES


QUE O CONTROLE NA FONTE;
A CANALIZAÇÃO AUMENTA OS PICOS PARA JUSANTE

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


Tipo de Urbanização Taxa de
Infiltração

Edificação muito densa, áreas urbanas centrais com 2 a 10%


pátios, ruas e calçadas.

Edificação medianamente densa, normalmente


partes adjacentes ao centro, com jardins privados e 10 a 30%
ruas calçadas e arborizadas.
Edificação pouco densa, com recuo de jardim,
jardins interiores, ruas pavimentadas e calçadas 20 a 50%
parcialmente gramadas.
Edificação de baixa densidade, tipo cidade-jardim,
grandes áreas gramadas, calçadas dominantemente, 40 a 70%
ruas pavimentadas.
Subúrbios com edificação esparsa, lotes baldios, 50 a 80%
ruas sem pavimentação, praças com arborização e
pouco impermeabilizadas.
Parques, campos de esportes, reservas florestais 70 a 98%
urbanas.
ESQUEMA

CIDADE

NASCENTE

RIO

JUSANTE MONTANTE
EVOLUÇÃO TÍPICA DA DRENAGEM

EFEITOS (SOBRE OU DE) NOVAS


URBANIZAÇÕES

• Se a nova urbanização está a


jusante em bacias urbanizadas – ela
pode sofrer inundações
•Se a nova urbanização está a
montante – ela pode causar
inundações a jusante
Se na nova urbanização há pequenas
bacias – a implantação da nova
urbanização pode acarretar
problemas na própria área

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


OCUPAÇÃO DA PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


PRINCÍPIOS MODERNOS DE CONTROLE DE DRENAGEM
◼ Novos desenvolvimentos não podem aumentar ou acelerar a vazão de
pico das condições naturais (ou prévias aos novos loteamentos);
◼ Considerar o conjunto da bacia hidrográfica para controle da drenagem
urbana;
◼ Buscar evitar a transferência dos impactos para jusante;
◼ Valorizar as medidas não-estruturais (educação tem papel fundamental);
◼ Implementar medidas de regulamentação;
◼ Implementar instrumentos econômicos.

CONTROLE DA DRENAGEM URBANA


◼ Controle na fonte: = OSD (on site detention); planos de infiltração e
trincheiras, pavimentos permeáveis e detenção.
◼ Na micro e macrodrenagem: detenção ou retenção no sistema de
drenagem;
◼ Aumento da capacidade de drenagem, minimizando os impactos de
jusante.
FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
CONTROLE DA DRENAGEM URBANA

•Pavimento permeável
•Trincheiras e planos de infiltração
•Detenção
•Sem ligação direta com o pluvial

ESTRUTURAS DE ARMAZENAMENTO

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


BACIA DE ESTOCAGEM
Bacia de detenção (Porto Alegre)
Bacia de Retenção (Parque Marinha do Brasil, Porto
Alegre)
Trincheira filtrante
REÚSO DA ÁGUA

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


PAVIMENTOS PERMEÁVEIS
Pavimento Permeável
MEDIDAS
Organizar o espaço urbano para integrar e harmonizar os diferentes
sistemas de infra-estrutura.
Isso requer um esforço coletivo (no nível técnico, político, legislativo, de
participação da comunidade, entre outros)
DIFICULDADES:
•Desgaste político do administrador público (a população espera sempre por
obras hidráulicas).

•Falta de conhecimento da população sobre controle de cheias.

•Falta de conhecimento sobre controle de cheias por parte dos planejadores


urbanos.

•Desorganização, no nível Estadual e Municipal, sobre o controle de


inundações.

•Pouca informação técnica sobre o assunto no nível de graduação em


arquitetura e engenharia.
FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
ORIENTAÇÕES BÁSICAS NO PLANEJAMENTO DA DRENAGEM
1. Escolha de um sítio pouco suscetível a impactos de eventuais
urbanizações a montante;

2. Proteção das áreas de cabeceiras (nascentes);

3. Desenvolvimento de projeto integrado – com objetivo de não alterar


a drenagem natural nos trechos a jusante da rede de drenagem;

4. Integrar soluções de esgotamento sanitário, de coleta e disposição


de resíduos sólidos e de drenagem urbana; INTEGRAÇÃO

5. Promover a gestão da drenagem urbana sempre sob a perspectiva


da bacia hidrográfica; MEIO AMBIENTE

6. Promover ações de educação e informação do usuário para a


gestão integrada em saneamento ambiental; COMPROMETIMENTO

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS


SISTEMA CONVENCIONAL

• CONSTITUIÇÃO
_ RUAS PAVIMENTADAS
_ REDE DE TUBULAÇÕES
_ ÁREAS DELIBERADAMENTE ALAGADAS

• ELEMENTOS
_ MEIOS FIOS: SEPARA LEITO E PASSEIO, EM PEDRA OU CONCRETO P.M. + SARJETA
_ SARJETAS: FAIXAS DOS LEITOS EM CONCRETO : CONDUZ ÁGUAS PARA SIST. CAPTAÇÃO
_ SARJETÕES: CALHAS EM FORMA DE “V” LOCALIZADAS NOS CRUZAMENTOS
_ BOCAS-DE-LOBO: CAIXAS DE CAPTAÇÃO DE ÁGUAS PARA CONDUÇÃO ATÉ AS GALERIAS
_ CONDUTOS DE LIGAÇÃO: CAPTAM ÁGUAS DA BOCA-DE-LOBO E LEVAM A OUTROS RAMAIS
_ CAIXAS DE LIGAÇÃO: UNEM OS CONDUTOS AS GALERIAS
_ POÇOS DE VISITA: ELEMENTOS QUE PERMITEM O ACESSO AO SISTEMA DE DRENAGEM
_ GALERIAS: RECEBEM AS ÁGUAS SUPERFICIAIS E DIRIGEM PARA O DESTINO FINAL
ESQUEMA DE ESCOAMENTO EM CRUZAMENTOS
ELEMENTOS BÁSICOS DE UM SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL
ELEMENTOS DO SISTEMA

BOCA-DE-LOBO
POÇO DE VISITA SARJETA
CUSTOS

• FATORES DETERMINANTES:
• TOPOGRAFIA E TRAÇADO VIÁRIO
• TAMANHO DA CIDADE → AUMENTO DOS CUSTOS
• Ex: Área: aumenta 4X – Custo aumenta 9X
• DECLIVIDADE DA BACIA
• DECRESCE COM O AUMENTO DA DECLIVID. ATÉ
4%
• ESTABILIZA ENTRE 4% E 6%
• DECLIVIDADES PEQUENAS EXIGEM MAIOR
EXTENSÃO E DIÂMETRO
• AUMENTA ACIMA DE 6%: EXIGEM A MANUTENÇÃO
DA VELOCIDADE ATRAVÉS DE DEGRAUS OU
CUSTOS DOS ELEMENTOS DE DRENAGEM
DISPOSITIVOS DISSIPADORES DE ENERGIA, OU
COM TROCA DO MATERIAL DO TUBO QUE VISA
EVITAR A EROSÃO
NOVOS CONCEITOS

• ABSORÇÃO DE ÁGUA PELO SOLO


_ EDIFICAÇÃO MUITO DENSA = 2 A 10%
_ EDIFICAÇÃO POUCO DENSA = 20 A 50%
_ PARQUES E RESERVAS FLORESTAIS = 70 A 98%
• PAVIMENTAÇÃO DE PÁTIOS COM PAVIMENTOS PERMEÁVEIS
_ PERMITEM ATÉ 50% DE PERMEABILIDADE
_ USADOS EM ESTACIONAMENTO, REQUEREM MANUETNÇÃO
• BACIAS DE ESTOCAGEM
_ BACIA DE ACUMULAÇÃO SECA - INTERMITENTE
_ BACIA DE ACUMULAÇÃO EM ÁGUA – PERENE: INTEGRAÇÃO COM PARQUES
• RETENÇÃO DE ÁGUA DE CHUVA DENTRO DOS LOTES
_ REÚSO DA ÁGUA QUE CAI SOBRE A COBERTURA
_ USO DE CISTERNA COM SISTEMA DE FILTRO E TRATAMENTO

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