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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

FATOS IMPORTANTES
• CONJUNTOS
LEIS DE OPERAÇÕES COM COJUNTOS
(1.1) (A’) = A
(1.2) O’ = U (1.2’) U’ =
(1.3) A–A= ,A– = A, A – B = A B’
(1.4) A O=A (1.4’) A U=A
(1.5) A U=U (1.5’) A =
(1.6) A A=A (1.6’) A A=A
(1.7) A A’ = U (1.7’) A A’ =
Leis associativas
(1.8) (A B) C=A (B C) (1.8’) (A B) C=A
(B C)
Leis comutativas

(1.9) A B=B A (1.9’) A B=B A


Leis distributivas
(1.10) A (B C) = (A B) (A C)
(1.10’) A (B C)=(A C) (A C)
Leis de De Morgan
(1.11) (A B)’ = A’ B’
(1.11’) (A B)” = A’ B’
(1.12) A – (B C) = (A – B) (A – C)
(1.12’) A – (B C) = (A – B) (A – C)

PROFESSOR: LUIS FARIAS 1


FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

• NÚMEROS INTEIROS
Definição 1. Dados dois inteiros a e b com a ≠ 0, dizemos que a divide b se existir um inteiro c, de modo que b = a c
Neste caso, denotamos a|b. Caso a não divida b, escrevemos a ł b. Se a dividir b, também dizemos que b é divisível por a,
que a é um divisor de b ou ainda que b é um múltiplo de a. Se a|b e 0 < a < b, então a é chamado um divisor positivo de b.

Proposição 1. Sejam a, b e c inteiros tais que a|b e b|c então a|c.

Proposição 2. Sejam a, b, c, m e n inteiros tal que c|a e c|b então c|(ma nb).

Teorema 1. Sejam a e b inteiros não nulos, tal que a|b então b a.

Corolário 1. Se a e b são inteiros não nulos tais que a|b e b|a então b = a .

Teorema 2. Se 𝑀 é um inteiro positivo, então existem naturais: 𝑎0 , 𝑎1 , … , 𝑎𝑛 de tal forma que

𝑀 = 𝑎𝑛 ∙ 10𝑛 + ⋯ + 𝑎1 ∙ 101 + 𝑎0

Onde: 𝑎𝑖 ∈ {0,1,2. . ,9}, os 𝑎𝑖 são chamados de dígitos ou algarismos ou cifras de 𝑀. Note que 𝑀 possui 𝑛 dígitos.
TEOREMA 3. Dados a e b inteiros, b positivo, existem únicos inteiros q e r tais que a = b·q + r, com

0 ≤ r < b.

Definição 2. (MDC) Sejam a e b inteiros não conjuntamente nulos. Chamamos o máximo divisor comum de a e b o
inteiro positivo d tal que:

I. d a e d b

II. Se c a e c b , então c d.

Denotamos d = mdc ( a, b ) = ( a, b ) .

Teorema 3. (BEZOUT) Sejam 𝑎 𝑒 𝑏 inteiros. Então existe e é único o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏). Além disso, existem inteiros x0 e y0
tais que d = mdc ( a, b ) = ax0 + by0 .

Definição 3. Sejam 𝑎 e 𝑏 dois inteiros não conjuntamente nulos (𝑎 ≠ 0 𝑜𝑢 𝑏 ≠ 0). Diz-se que 𝑎 𝑒 𝑏 são primos entre si
se e somente se o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) = 1.

Corolário 1. Se o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) = 𝑑, então o 𝑚𝑑𝑐(𝑎|𝑑, 𝑏|𝑑) = 1.

Corolário 2. Se 𝑎|𝑏 e se o 𝑚𝑑𝑐(𝑏, 𝑐) = 1, então o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑐) = 1.

Corolário 3. Se 𝑎|𝑐 e 𝑏|𝑐 e se o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) = 1, então 𝑎𝑏|𝑐.

Corolário 4. Se 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) = 1 = 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑐), 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝑜 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏𝑐) = 1.

Corolário 5. Se o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏𝑐) = 1,então 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) = 1 = 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑐).

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Teorema 6. (EUCLIDES) Se 𝑎|𝑏𝑐 e se o 𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) = 1, então 𝑎|𝑐.

Definição 5. Sejam 𝑎 𝑒 𝑏 dois inteiros diferentes de zero (𝑎 ≠ 0 𝑒 𝑏 ≠ 0). Chama-se mínimo múltiplo comum de 𝑎 𝑒 𝑏
o inteiro positivo 𝑚 (𝑚 > 0) que satisfaz as duas condições simutaneas

(1) a|m e b|m.


(2) se a|c e se b|c, c>0, então m ≤ c.

Observe que, pela condição (1), 𝑚 é um múltiplo comum de a e b, e pela condição (2), m é menor dentre todos os
múltiplos comuns positivos de a e b.

O mínimo múltiplo comum de a e b indica-se pela notação 𝑚𝑚𝑐(𝑎, 𝑏).

Teorema 8. Para todo par de inteiros positivos a e b subsiste a relação:

𝑚𝑑𝑐(𝑎, 𝑏) . 𝑚𝑚𝑐(𝑎, 𝑏) = 𝑎. 𝑏

Definição 5. Diz-se que um inteiro positivo p 1 é chamado um número primo, ou primo, se, e somente se 1 e p são os
seus únicos divisores positivos. Um inteiro positivo maior que 1 que não é primo diz-se composto.

Teorema 9. Se um primo p não divide a , então mdc ( a, p ) = 1 .

Corolário 1. Se p a b com p primo, então p a ou p b .

Corolário 2. Se p a1 a2 ...ak , então p ai , para algum i .

Teorema 10. (TEOREMA FUNDAMENTAL DA ARITMÉTICA)

Todo inteiro maior do que 1 pode ser representado de maneira única (a menos da ordem dos fatores) como um
produto de fatores primos.

Teorema 11. (Euclides) O conjunto dos números primos é infinito.

Teorema 12. Se n é composto, então existe um primo p , tal que p n.

Teorema 13. Todo número 𝑝 > 3, possui uma das formas 𝑝 = 6𝑥 + 1 𝑜𝑢 𝑝 + 6𝑥 + 5, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑚 𝑥 𝑛𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑙.

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Definição 6. Consideremos um inteiro positivo 𝒎. Dizemos que 𝒂 é congruente a 𝒃 módulo 𝒎, quando 𝒎 dividir a − b
e denotamos por a b (mod m). Se 𝒎 não dividir a − b , dizemos que 𝒂 é incongruente a 𝒃 módulo 𝒎 e denotamos por
a b (mod m).

Teorema 14. Sejam 𝑎, 𝑏, 𝑐 𝑒 𝑚 inteiros com m 0 . Se a b (mod m) e

b c (mod m), então a c (mod m).

Teorema 15 Sejam 𝒂, 𝒃, 𝒄, 𝒅 𝑒 𝒎 inteiros com m 0 . Se a b ( mod 𝑚) e

c d (mod 𝑚), então a c b d (mod 𝑚).

Teorema 16. Sejam 𝒂, 𝒃, 𝒄, 𝒅 𝑒 𝒎 inteiros com m 0 . Se a b (mod 𝑚) e c d (mod 𝑚), então ac bd (mod 𝑚).

Teorema 17. Sejam 𝑎, 𝑏 𝑒 𝑚 inteiros com m 0 . Se a b (mod m), então a n b n (mod 𝑚) para todo inteiro n 1 .

Teorema 18. (PEQUENO TEOREMA DE FERMAT) Se p é primo e a é um número natural positivo, então

ap a (mod p)

Corolário 1. Se p é primo e mdc(a, p) = 1 então a p −1 1 (mod p).

Teorema 19. (WILSON) Seja p um inteiro positivo maior que 1.Então p é primo se, e somente se,

( p − 1)! −1 (mod p).

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• FUNÇÕES
Uma função 𝑓: 𝐴 → 𝐵 consta de três partes: um conjunto A, chamado de domínio da função (ou o conjunto
onde a função é definida),um conjunto B, chamado o contradomínio da função, ou o conjunto onde a função toma
valores, e uma regra que permite associar, de modo bem determinado, a cada elemento 𝑥 ∈ 𝐴,um único 𝑓(𝑥) ∈
𝐵,chamado o valor que a função assume em 𝑥(ou no ponto 𝑥).

Observações 1:

i) Não se deve confundir 𝒇 com 𝒇(𝒙): 𝒇 é a função, enquanto que 𝒇(𝒙) é o valor que a função
assume num ponto 𝒙 do seu domínio.
ii) Não deve haver ambiguidades: a cada 𝒙 ∈ 𝑨,a regra deve fazer corresponder um único 𝒇(𝒙) ∈
𝑩.
iii) Segue-se das considerações acima que duas funções 𝒇: 𝑨 → 𝑩 e 𝒈: 𝑨, → 𝑩, são iguais se,e somente
se,𝑨 = 𝑨, , 𝑩 = 𝑩, e 𝒇(𝒙) = 𝒈(𝒙) para todo 𝒙 ∈ 𝑨.Ou seja,duas funções são iguais quando têm o
mesmo domínio,o mesmo contradomínio e a mesma regra de correspondência.

Definição. O gráfico de uma função 𝑓: 𝐴 → 𝐵 é o subconjunto 𝐺(𝑓) do produto cartesiano 𝐴x𝐵 formado pelos
pares ordenados (𝑥, 𝑓(𝑥)),onde 𝑥 ∈ 𝐴 é arbitrário.

Observações:

i) Segue-se da definição de igualdade entre funções que duas funções são iguais se, e somente se,
possuem o mesmo gráfico.
ii) Para que um subconjunto 𝑮 ⊂ 𝑨𝐱𝑩 seja um gráfico de uma função 𝒇: 𝑨 → 𝑩 é necessário e
suficiente que, para cada 𝒙 ∈ 𝑨,exista um único ponto (𝒙, 𝒚) ∈ 𝑮 cuja primeira coordenada seja
x.
iii) Para funções 𝒇: 𝑨 → 𝑩, onde A e B são conjuntos de números reais, esta condição significa que
toda paralela ao eixo das ordenadas, traçada por um ponto de A, deve cortar o gráfico de G
num e num só ponto.

Definição. Diz-se que um conjunto X é simétrico, quando: ∀ 𝑥 ∈ 𝑋 ⇔ (−𝑥) ∈ 𝑋.

Definição. Seja A um conjunto simétrico. Uma função 𝑓: 𝐴 → 𝐵 é denominada:

i) Par, se 𝑓(𝑥) = 𝑓(−𝑥), ∀ 𝑥 ∈ 𝐴.


ii) Ímpar, se 𝑓(𝑥) = −𝑓(−𝑥), ∀ 𝑥 ∈ 𝐴.

Observações:

Em relação ao gráfico, 𝒇 par significa que seu gráfico é simétrico em relação ao eixo-y, e 𝒇 ímpar significa
que seu gráfico é simétrico em relação à origem do plano cartesiano. Isto porque os pontos (𝒙, 𝒚)𝒆 (−𝒙, 𝒚)
são simétricos em relação ao eixo-y, ao passo que os pontos (𝒙, 𝒚)𝒆 (−𝒙, −𝒚) são simétricos em relação à
origem.

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Definição. A função composta 𝑔𝑜𝑓: 𝐴 → 𝐶,que consiste em aplicar primeiro 𝑓 e depois 𝑔.Mais precisamente,

𝑔𝑜𝑓(𝑥) = 𝑔(𝑓(𝑥)) , para todo 𝑥 ∈ 𝐴.

Dadas 𝑓: 𝐴 → 𝐵 𝑒 𝑔: 𝐵 → 𝐶 𝑒 ℎ: 𝐶 → 𝐷 vale a lei associativa

(ℎ𝑜𝑔)𝑜𝑓 = ℎ(𝑔𝑜𝑓): 𝐴 → 𝐷

Com efeito, para todo 𝑥 ∈ 𝐴,temos:

[(ℎ𝑜𝑔)𝑜𝑓](𝑥) = (ℎ𝑜𝑔)(𝑓(𝑥)) = ℎ[𝑔(𝑓(𝑥))] =

= ℎ[(𝑔𝑜𝑓)(𝑥)] = [ℎ𝑜(𝑔𝑜𝑓)](𝑥).

Observações:

Observamos que, mais geralmente, basta que a imagem 𝒇(𝑨) da função 𝒇 esteja contida no domínio de 𝒈
para que a definição 𝒈𝒐𝒇(𝒙) = 𝒈(𝒇(𝒙)) faça sentido e forneça a função composta 𝒈𝒐𝒇: 𝑨 → 𝑪.

Definição. (FUNÇÃO INVERSA) Seja 𝑓: 𝐴 → 𝐵 uma bijeção dada. A função 𝑔: 𝐵 → 𝐴 dada por 𝑔(𝑦) = 𝑥
quando 𝑦 = 𝑓(𝑥) é a função inversa de f. Denotamos a inversa da bijeção f por 𝑓 −1. Assim sendo f bijetora,
sempre existe 𝑓 −1 .

Observações.

i) Sendo 𝒇: 𝑨 → 𝑩 bijetora e 𝒇−𝟏 : 𝑩 → 𝑨 a inversa então:


ii) 𝒇−𝟏 𝒐𝒇: 𝑨 → 𝑨, 𝒆 𝒕𝒂𝒍 que : 𝒇−𝟏 𝒐𝒇(𝒙) = 𝒙, ∀ 𝒙 ∈ 𝑨.
iii) 𝒇𝒐𝒇−𝟏 : 𝑩 → 𝑩, e tal que: 𝒇𝒐𝒇−𝟏 (𝒙) = 𝒙, ∀ 𝒙 ∈ 𝑩.
iv) 𝑺𝒆 𝑨, 𝑩 ⊂ ℝ e 𝒇: 𝑨 → 𝑩 é bijetora,então os gráficos de 𝒇 𝒆 𝒇−𝟏 são simétricos em relação à
bissetriz do primeiro e terceiro quadrantes no ℝ𝟐 .

Vamos enunciar dois teoremas sobre funções inversas, que serão úteis da determinação de acharmos inversas de
funções.

Teorema. Se 𝑓: 𝐴 → 𝐵é uma bijeção e existe 𝑔: 𝐵 → 𝐴 tal que as funções compostas

𝑔𝑜𝑓: 𝐴 → 𝐴 𝑒 𝑓𝑜𝑔: 𝐵 → 𝐴

São respectivamente iguais às funções idênticas de A e B:

𝑔𝑜𝑓 = 𝐼𝐴 𝑒 𝑓𝑜𝑔 = 𝐼𝐵

Então a função f é inversivel e g é a sua inversa: 𝑔 = 𝑓 −1 .

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Teorema. Sejam 𝑓: 𝐴 → 𝐵 𝑒 𝑔: 𝐵 → 𝐶 bijeções. Então a função 𝑔𝑜𝑓: 𝐴 → 𝐶 é bijetora e sua inversa é tal que:
(𝑔𝑜𝑓)−1 = 𝑓 −1 𝑜𝑔−1.

Prova: Sendo f e g bijetoras é fácil ver que 𝑔𝑜𝑓 é bijetora, logo tem inversa. Notemos também que os domínios
de (𝑔𝑜𝑓)−1 e 𝑓 −1 𝑜𝑔−1 São iguais a C. Agora vamos usar o teorema 1.

i. (𝑓 −1 𝑜𝑔−1 )𝑜(𝑔𝑜𝑓) = 𝑓 −1 𝑜(𝑔−1 𝑜(𝑔𝑜𝑓)) = 𝑓 −1 𝑜(𝐼𝐵 𝑜𝑓) = 𝑓 −1 𝑜𝑓 = 𝐼𝐴


ii. (𝑔𝑜𝑓)𝑜(𝑓 −1 𝑜𝑔 −1 ) = ((𝑔𝑜𝑓)𝑜𝑓 −1 )𝑜𝑔−1 = (𝑔𝑜𝐼𝐵 )𝑜𝑔−1 = 𝑔𝑜𝑔−1 = 𝐼𝐶

Logo pelo teorema 1, temos que (𝑔𝑜𝑓)−1 = 𝑓 −1 𝑜𝑔 −1.

Definição. Uma função 𝑓: 𝐴 → 𝐵 é dita periódica, quando existe um real positivo λ,de modo que tenhamos:

i) Para todo 𝑥 ∈ 𝐴, tivermos 𝑥 + λ ∈ A


ii) 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑥 + λ), ∀ x ∈ A

Observações:

i) O número real positivo λ é denominado um período de f.


ii) O menor número real positivo 𝛌𝟎 , tal que 𝒇(𝒙) = 𝒇(𝒙 + 𝛌𝟎 ), ∀ 𝐱 ∈ 𝐀 é chamado o período
fundamental de f.

Exemplo. As funções 𝑠𝑒𝑛, 𝑐𝑜𝑠: ℝ → ℝ sabemos que são periódicas de período fundamental 2 ∙ π.

Teorema. Se a função 𝑓: 𝐴 → 𝐵 é periódica de período λ, então qualquer múltiplo inteiro de λ é um período da


função 𝑓.

Teorema. Consideremos 𝑓: 𝐴 → 𝐵 não constante e periódica de período fundamental λ. Então qualquer período
de 𝑓 deve ser um múltiplo inteiro de λ.

Teorema. Seja 𝑓: ℝ → ℝ uma função, e 𝑎 um número real.Então

i) O gráfico de 𝑔(𝑥) = 𝑓(𝑥 + 𝑎) é obtido transladando o gráfico de 𝑓 de – 𝑎 paralelamente ao eixo- 𝑥.


ii) O gráfico de 𝑔(𝑥) = 𝑓(𝑥) + 𝑎 é obtido transladando o gráfico de 𝑓 de 𝑎, paralelamente ao eixo- 𝑦.
iii) O gráfico de 𝑔(𝑥) = −𝑓(𝑥) é obtido refletindo o gráfico de 𝑓 ao longo do eixo 𝑥.
iv) O gráfico 𝑔(𝑥) = 𝑓(−𝑥) é obtido refletindo o gráfico de 𝑓 ao longo do
eixo- 𝑦.

Teorema. Toda função 𝑓: ℝ → ℝ pode ser escrita como a soma de uma função par com uma função ímpar.

Teorema. Sejam 𝑓: 𝐴 → 𝐵 , 𝑔: 𝐵 → 𝐶 e 𝑔𝑜𝑓: 𝐴 → 𝐶 suponhamos que:

i) Se 𝑓 é sobrejetora e 𝑔𝑜𝑓 é injetora então 𝑔 é injetora.


ii) Se 𝑔 é injetora e 𝑔𝑜𝑓 é sobrejetora então 𝑓 é sobrejetora.

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Definição. (FUNÇÃO EXPONENCIAL) Seja 𝑎 ∈ ℝ+ a função 𝑓: ℝ → ℝ definida por 𝑓(𝑥) = 𝑎 𝑥 é a função


exponencial de base 𝑎.

Observação.

i) (DESIGUALDADE EXPONENCIAL) Devido aos teoremas 1 e 2 temos que a função exponencial


é crescente quando 𝑎 > 1 e decrescente quando 0 < 𝑎 < 1.
ii) (EQUAÇÃO EXPONENCIAL) Devido aos teoremas 1 e 2 temos que a função exponencial é
injetiva seja qual for 𝑎 ∈ ℝ+ .

Teorema. Consideremos a função exponencial 𝑓: ℝ → ℝ, 𝑓(𝑥) = 𝑎 𝑥 , 𝑎 ∈ ℝ+ .Então

𝑓(𝑥 + 𝑦) = 𝑓(𝑥) ∙ 𝑓(𝑦), ∀ 𝑥, 𝑦 ∈ ℝ.

Definição. Sejam 𝑎 ∈ ℝ+ − {1} e 𝑏 > 0, então definimos 𝑥 = log 𝑎 𝑏 (logaritmo de 𝑏 na base 𝑎) como sendo a
única solução da equação 𝑎 𝑥 = 𝑏.
Definição. Definimos também o antilog e o colog como sendo:
𝒂𝒏𝒕𝒊𝒍𝒐𝒈𝒂 (𝒙) = 𝒃 ↔ 𝒂𝒙 = 𝒃
𝒄𝒐𝒍𝒐𝒈𝒂 (𝒃) = − 𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒃

Observação: (consequências da definição)


𝑏
1) log 𝑎𝑎 = 1 3) 𝑎log𝑎 = 𝑏
2) log 𝑎 1 = 0 4) log 𝑏𝑎 = log 𝑐𝑎 ⇔ 𝑏 = 𝑐

Teorema. Sejam 𝑎, 𝑏, 𝑐 ∈ ℝ+, com 𝑎 ≠ 1, então temos:

1. log 𝑎 (𝑏. 𝑐) = log 𝑏𝑎 + log 𝑐𝑎


2. log 𝑎 (𝑏𝑐) = log 𝑏𝑎 − log 𝑐𝑎
log𝑏
3. log 𝑏𝑎 = 𝑐
log𝑎
, caso 𝑏 = 𝑐, log 𝑏𝑎 ∙ log 𝑎𝑏 = 1
𝑐
𝑥 𝑥
4. log 𝑏𝑎𝑦 = ∙ log 𝑏𝑎 (para todos x, y 𝑒 ℝ com y ≠ 0)
𝑦
Definição. (A função logarítmica) Dado 0 < 𝑎 ≠ 1, a função logarítmica de base a, denotada por log 𝑎 : ℝ+
+ →
ℝ, é definida como a inversa da função exponencial de base 𝑎.
Em símbolos, 𝑓(𝑥) = 𝑎 𝑥 ⟺ 𝑓 −1 (𝑥) = log 𝑎 𝑥 .

Teorema. A função 𝑓: 𝑅+ ⟶ ℝ logarítmica 𝑓(𝑥) = log 𝑎 𝑥 é crescente (decrescente) se, e somente se, 𝑎 >
1 (0 < 𝑎 < 1).
Observações: Seja 0 < 𝑎 ≠ 1 e 𝑓, 𝑔 função de variável real. Então:

1. log 𝑎 𝑓(𝑥) = log 𝑎 𝑔(𝑥) ⟹ 𝑓(𝑥) = 𝑔(𝑥) > 0.


2. Se 𝑎 > 1, então log 𝑎 𝑓(𝑥) > log 𝑎 𝑔(𝑥) ⟺ 𝑓(𝑥) > 𝑔(𝑥) > 0.
3. Se 0 < 𝑎 ≠ 1, então log 𝑎 𝑓(𝑥) > log 𝑎 𝑔(𝑥) ⟺ 0 < 𝑓(𝑥) < 𝑔(𝑥).

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• TRIGONOMETRIA
Definição. Para 𝑐 ∈ ℝ, definimos o seno e o cosseno de 𝑐 (radianos), abreviados respectivamente 𝑠𝑒𝑛𝑐 𝑒 𝑐𝑜𝑠𝑐
por:

𝑐𝑜𝑠𝑐 = 𝑎𝑏𝑠𝑐𝑖𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑃; 𝑠𝑒𝑛𝑐 = 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑛𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑒 𝑃

A maior ordenada de um ponto de Γ é a de 𝐵(0,1), é igual a 1, ao passo que a menor ordenada é a de 𝐵′(0, −1),
igual a -1. Analogamente, a maior abscissa de um ponto de Γ é a de 𝐴(1,0), igual a 1; a menor abscissa é a de
𝐴′(−1,0), igual a -1. Portanto,

−1 ≤ 𝑠𝑒𝑛𝑐 ≤ 1
{
−1 ≤ 𝑐𝑜𝑠𝑐 ≤ 1

Reciprocamente, fixado um real 𝛼 ∈ [−1,1], a reta paralela ao eixo das abscissas traçadas pelo ponto (0, 𝛼)
intersecta Γ em pelo menos um ponto 𝑃; sendo 𝑃(𝑐𝑜𝑠𝛼, 𝑠𝑒𝑛𝛼), é então imediato que 𝑠𝑒𝑛𝑐 = 𝛼. Em outras
palavras, todo número real no intervalo real [−1,1] é 𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑜 (𝑒, 𝑎𝑛𝑎𝑙𝑜𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒, 𝑜 𝑐𝑜𝑠𝑠𝑒𝑛𝑜) de algum arco.

Para 𝑘 ∈ ℤ, é imediato que a extremidade final de um arco de 2𝑘𝜋 radianos coincide com o ponto A de
Γ. Mais geralmente, fixado 𝑐 ∈ ℝ, a extremidade final de um arco de comprimento 𝑐 + 2𝑘𝜋 coincide com
aquela de um arco de comprimento simplesmente igual a 𝑐, de maneira que:

𝑠𝑒𝑛(𝑐 + 2𝑘𝜋) = 𝑠𝑒𝑛𝑐


{
cos(𝑐 + 2𝑘𝜋) = 𝑐𝑜𝑠𝑐

Para todo 𝑘 ∈ ℤ.

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Teorema. Para todos 𝑎 𝑒 𝑏 ∈ ℝ temos as seguintes fórmulas:

a) 𝐜𝐨𝐬(𝒂 ± 𝒃) = 𝒄𝒐𝒔𝒂 ∙ 𝒄𝒐𝒔 ∓ 𝒔𝒆𝒏𝒂 ∙ 𝒔𝒆𝒏𝒃


b) 𝒔𝒆𝒏(𝒂 ± 𝒃) = 𝒔𝒆𝒏𝒂 ∙ 𝒄𝒐𝒃 ± 𝒔𝒆𝒏𝒃 ∙ 𝒄𝒐𝒔𝒂
𝒕𝒈𝒂±𝒕𝒈𝒃
c) 𝒕𝒈(𝒂 ± 𝒃) = 𝟏∓𝒕𝒈𝒂∙𝒕𝒈𝒃 , 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒕𝒈𝒂, 𝒕𝒈𝒃 𝒆 𝒕𝒈(𝒂 ± 𝒃) estiverem definidas.

Teorema. Para todo real 𝑎, temos:

a) cos(2𝑎) = (𝑐𝑜𝑠𝑎)2 − (𝑠𝑒𝑛𝑎)2


b) cos(2𝑎) = 2 ∙ (𝑐𝑜𝑠𝑎)2 − 1
c) cos(2𝑎) = 1 − 2(𝑠𝑒𝑛𝑎)2
d) 𝑠𝑒𝑛(2𝑎) = 2 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝑎 ∙ 𝑐𝑜𝑠𝑎
e) cos(3𝑎) = 4(𝑐𝑜𝑠𝑎)3 − 3𝑐𝑜𝑠𝑎
f) 𝑠𝑒𝑛(3𝑎) = 3𝑠𝑒𝑛𝑎 − 4(𝑠𝑒𝑛𝑎)3
2∙𝑡𝑔𝑎
g) 𝑡𝑔(2𝑎) = 1−(𝑡𝑔𝑎)2 Sempre que 𝑡𝑔𝑎 𝑒 𝑡𝑔2𝑎 estiverem definidas.
3𝑡𝑔𝑎−(𝑡𝑔𝑎)3
h) 𝑡𝑔(3𝑎) =
1−3(𝑡𝑔𝑎)2
𝑎
2𝑡𝑔( )
2
i) 𝑠𝑒𝑛𝑎 = 𝑎 2
1+(𝑡𝑔 )
2
𝑎 2
1−(𝑡𝑔2 )
j) 𝑐𝑜𝑠𝑎 = 𝑎 2
1+(𝑡𝑔2 )

Teorema. Para todos os 𝑎, 𝑏 ∈ ℝ, temos:

𝒂±𝒃 𝒂∓𝒃
a) 𝒔𝒆𝒏𝒂 ± 𝒔𝒆𝒏𝒃 = 𝟐𝒔𝒆𝒏 ( ) ∙ 𝒄𝒐𝒔 ( )
𝟐 𝟐
𝒂+𝒃 𝒂−𝒃
b) 𝒄𝒐𝒔𝒂 + 𝒄𝒐𝒔𝒃 = 𝟐𝒄𝒐𝒔 ( ) ∙ 𝒄𝒐𝒔 ( )
𝟐 𝟐
𝒂+𝒃 𝒂−𝒃
c) 𝒄𝒐𝒔𝒂 − 𝒄𝒐𝒔𝒃 = −𝟐𝒔𝒆𝒏 ( ) ∙ 𝒔𝒆𝒏 ( )
𝟐 𝟐
𝒔𝒆𝒏(𝒂±𝒃)
d) 𝒕𝒈𝒂 ± 𝒕𝒈𝒃 = 𝒄𝒐𝒔𝒂∙𝒄𝒐𝒔𝒃

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• A função 𝑠𝑒𝑛: ℝ → [−1,1] não é injetiva, deste modo não existe a inversa. Para encontrarmos uma
𝜋 3𝜋
inversa desta função podemos considerar a restrição ao domínio, podemos escolher o intervalo [ , ],
2 2
𝜋 𝜋 𝜋 𝜋
ou o intervalo [− 2 , 2 ], ou muitos outros intervalos. Convencionaremos escolher o intervalo [− 2 , 2 ].
Agora definamos:
𝜋 𝜋
𝑠𝑒𝑛: [− , ] → [−1,1]
2 2
Desta forma temos uma função bijetora, portanto existe inversa, tal inversa é definida (A função arco seno) por:
𝜋 𝜋
𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛: [−1,1] → [− , ]
2 2
Assim, dizemos que:
𝜋 𝜋
𝑦 = 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛𝑥 ⟺ 𝑥 = 𝑠𝑒𝑛𝑦, 𝑐𝑜𝑚 𝑦 ∈ [− , ]
2 2
𝜋 𝜋
Exemplo. Para encontrarmos a solução da equação: = 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛𝑥, basta encontar a solução de 𝑥 = 𝑠𝑒𝑛 ( 3 ),
3
√3
que é fácil ver que é 𝑥 = 2
.

Observação: A função arco seno é impar e crescente, visto que sua inversa, a função seno é ímpar e crescente.

• ∀ 𝑥 ∈ [−1,1] ⟹ 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑥) = −𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(−𝑥)


• ∀ 𝑎, 𝑏 ∈ [−1,1], 𝑐𝑜𝑚 𝑎 < 𝑏 ⟹ 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑎) < 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑏)
• Abaixo temos os dois gráficos juntos no mesmo sistema de eixos.

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• A função 𝑐𝑜𝑠: ℝ → [−1,1] não é injetiva, deste modo não existe a inversa. Para encontrarmos uma
inversa desta função podemos considerar a restrição ao domínio, podemos escolher o intervalo [0, 𝜋], ou
muitos outros intervalos. Convencionaremos escolher o intervalo [0, 𝜋], Agora definamos:

𝑐𝑜𝑠: [0, 𝜋] → [−1,1]

Desta forma temos uma função bijetora, portanto existe inversa, tal inversa é definida (A função arco-cosseno)
por:

𝑎𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠: [−1,1] → [0, 𝜋]


𝜋 𝜋
Exemplo. Para encontrarmos a solução da equação: 3
= 𝑎𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠𝑥, basta encontar a solução de 𝑥 = 𝑐𝑜𝑠 ( 3 ),
1
que é fácil ver que é 𝑥 = .
2

Observação: A função arco cosseno é par e decrescente, visto que sua inversa, a função cosseno é par e
decrescente.

• ∀ 𝑥 ∈ [−1,1] ⟹ 𝑎𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠(𝑥) = 𝑎𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠(−𝑥)


• ∀ 𝑎, 𝑏 ∈ [−1,1], 𝑐𝑜𝑚 𝑎 < 𝑏 ⟹ 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑎) > 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑏)
• Abaixo temos os dois gráficos juntos no mesmo sistema de eixos.

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• Para acharmos a inversa da função tangente vamos considerar a seguinte restrição:


𝜋 𝜋
𝑡𝑔: (− , ) → ℝ
2 2
Assim definida a função tangente é bijetora, logo possui inversa. Seu gráfico tem a seguinte forma:

Desta forma temos uma função bijetora, portanto existe inversa, tal inversa é definida (A função arco-tangente)
por:
𝜋 𝜋
𝑎𝑟𝑐𝑡𝑔: ℝ → (− , )
2 2
𝜋 𝜋
Assim, dizemos que: 𝑦 = 𝑎𝑟𝑐𝑡𝑔𝑥 ⟺ 𝑥 = 𝑡𝑔𝑦, 𝑐𝑜𝑚 𝑦 ∈ (− 2 , 2 )

Observação: A função arco tangente é ímpar e crescente, visto que sua inversa, a função tangente é ímpar e
crescente.

• ∀ 𝑥 ∈ ℝ ⟹ 𝑎𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠(𝑥) = −𝑎𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠(−𝑥)
• ∀ 𝑎, 𝑏 ∈ ℝ, 𝑐𝑜𝑚 𝑎 < 𝑏 ⟹ 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑎) < 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛(𝑏)
• Abaixo temos os dois gráficos juntos no mesmo sistema de eixos.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

IGUALDADES IMPORTANTES:
Sendo 𝑎, ℎ ∈ ℝ 𝑒 𝑛 ∈ ℕ.
(𝑛−1)∙ℎ 𝑛∙ℎ
𝑠𝑒𝑛(𝑎+ )𝑠𝑒𝑛( )
a) 𝑠𝑒𝑛𝑎 + 𝑠𝑒𝑛(𝑎 + ℎ) + ⋯ + 𝑠𝑒𝑛(𝑎 + (𝑛 − 1) ∙ ℎ) = 2

2
𝑠𝑒𝑛( )
2
(𝑛−1)∙ℎ 𝑛∙ℎ
𝑐𝑜𝑠(𝑎+ 2 )𝑠𝑒𝑛( 2 )
b) 𝑐𝑜𝑠𝑎 + 𝑐𝑜𝑠(𝑎 + ℎ) + ⋯ + 𝑐𝑜𝑠(𝑎 + (𝑛 − 1) ∙ ℎ) = ℎ
𝑠𝑒𝑛( )
2
𝑛 𝑐𝑜𝑠(2𝑎+(𝑛−1)ℎ)𝑠𝑒𝑛(𝑛ℎ)
c) 𝑠𝑒𝑛2 𝑎 + 𝑠𝑒𝑛2 (𝑎 + ℎ) + ⋯ + 𝑠𝑒𝑛2 (𝑎 + (𝑛 − 1) ∙ ℎ) = 2 − 2𝑠𝑒𝑛(ℎ)
𝑛 𝑐𝑜𝑠(2𝑎+(𝑛−1)ℎ)𝑠𝑒𝑛(𝑛ℎ)
d) 𝑐𝑜𝑠 2 𝑎 + 𝑐𝑜𝑠 2 (𝑎 + ℎ) + ⋯ + 𝑐𝑜𝑠 2 (𝑎 + (𝑛 − 1) ∙ ℎ) = +
2 2𝑠𝑒𝑛(ℎ)

Dado 𝑎 ∈ [−1,1], existe 𝛼 ∈ [0, 𝜋],tal que 𝑎 = cos 𝛼, com tal escolha garantimos que 𝑠𝑒𝑛𝛼 ≥ 0.

𝜋 𝜋
2. Dado 𝑏 ∈ [−1,1] existe 𝛼 ∈ [− 2 , 2] tal que 𝑏 = sen 𝛼, com essa escolha garantimos que cos 𝛼 ≥ 0.

3.Se 𝑎2 + 𝑏2 = 1, então o ponto 𝑃 = (𝑎, 𝑏) pertence a circunferência de centro (0,0) raio 1. Portanto exite 𝛼 ∈
[0,2𝜋] tal que: 𝑎 = 𝑐𝑜𝑠 𝛼 𝑒 𝑏 = 𝑠𝑒𝑛 𝛼.

𝜋 𝜋
4. Dado 𝑎 > 0, existe 𝛼 ∈ (0, ), 𝑎 = 𝑡𝑔 𝛼. Caso 𝑎 < 0, existe 𝛼 ∈ (− 2 , 0 ) 𝑐𝑜𝑚 𝑎 = 𝑡𝑔 𝛼 .
2

Teorema 1 (Desigualdade de Jensen).

Seja 𝑓: (𝑎, 𝑏) → ℝ duas vezes diferenciável. Se 𝑓 ′′ (𝑥) ≥ 0 (𝑓𝑢𝑛çã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑥𝑎) em todo o intervalo (𝑎, 𝑏)
então, para quaisquer 𝑥1 , 𝑥2, … , 𝑥𝑛 ∈ (𝑎, 𝑏) vale:

𝑓(𝑥1 ) + 𝑓(𝑥2 ) + ⋯ + 𝑓(𝑥𝑛 ) 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛


≥ 𝑓( )
𝑛 𝑛
Se, por outro lado, 𝑓 ′′ (𝑥) ≤ 0 (𝑓𝑢𝑛çã𝑜 𝑐ô𝑛𝑐𝑎𝑣𝑎) em todo o intervalo (𝑎, 𝑏), valerá:

𝑓(𝑥1 ) + 𝑓(𝑥2 ) + ⋯ + 𝑓(𝑥𝑛 ) 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛


≤ 𝑓( )
𝑛 𝑛

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• SEQUÊNCIAS E MATRIZES
Definição. (PROGRESSÃO ARITIMÉTICA – PA) Uma sequência de números reais é uma progressão aritmética se, a
partir do segundo termo, cada novo termo for igual ao termo anterior somado com uma constante.

Expressando matematicamente a propriedade acima, podemos dizer que PA é uma sequência (ak), tal que existe um
real r tal que ak + 1 = ak + r para todo k ≥ 1. Este real r, diferença comum entre dois termos consecutivos quaisquer da PA,
é denominado razão da PA.

Teorema. (PROPRIEDADES DE UMA PA) Seja (ak) uma PA de razão r, então

i. a n = a1 + (n − 1) r , para todo n ≥ 1.

n
ii. a1 + a 2 + ... + a n = (a1 + a n ) , para todo n ≥ 1.
2
Definição. (PROGRESSÃO GEOMÉTRICA – PG) Uma sequência de números reais é uma progressão geométrica (PG)
se, a partir do segundo termo, cada novo termo for igual ao termo anterior multiplicado com uma constante.

Novamente a expressão matemática para uma sequência (ak) ser caracterizada como uma PG é; existir uma
constante q tal que a k +1 = q a k para todo k ≥ 1. A constante q, também neste caso é denominada razão da PG.

Teorema. (PROPRIEDADES DE UMA PG) Seja (ak) uma PG de razão q. Então

i. a n = a1 q n −1 , para todo n ≥ 1.

a1 (q n − 1)
ii. Se q ≠ 1, então a1 + a 2 + ... + a n =
q −1

Teorema. Seja (ak) uma PG de razão q com q 1. Então as somas S n = a1 + a 2 + ... + a n se tornam tão próximas quanto

a1
queiramos do número .
1− q

Definição. (PROGRESSÃO ARITMÉTICO-GEOMÉTRICA (PAG)) Uma progressão Aritmético-Geométrica (PAG)


é uma sequência (𝑎𝑛 ) cujo termo geral satisfaz a fórmula:

𝑎𝑛 = (𝑎 + (𝑛 − 1) ∙ 𝑟)𝑞𝑛−1 , ∀ 𝑛 ≥ 1, 𝑐𝑜𝑚 𝑞 ≠ 0,1.

Teorema. (A SOMA DOS 𝒏 PRIMEIROS TERMOS DE UMA PAG) A soma dos 𝑛 primeiros termos de uma PAG é
dado por:

𝑛
𝑎(1 − 𝑞𝑛 ) 𝑟 ∙ 𝑞 ∙ (1 − 𝑛𝑞𝑛−1 + (𝑛 − 1) ∙ 𝑞𝑛 )
∑ 𝑎𝑖 = +
1−𝑞 (1 − 𝑞)2
𝑖=1

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• MATRIZES E DETERMINANTES
Definição: Dada uma matriz 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑚x𝑛 chama-se matriz transposta de 𝐴 (representa-se por 𝐴𝑡 ou 𝐴′) a matriz obtida
de 𝐴, trocando-se as linhas pelas colunas ou seja 𝑎𝑖𝑗 é substituído por 𝑎𝑗𝑖 .
Definição: Uma matriz quadrada 𝐴 é dita simétrica se 𝐴𝑡 = 𝐴. É fácil observar que na matriz simétrica 𝑎𝑖𝑗 = 𝑎𝑗𝑖 ∀𝑖 e ∀𝑗.
Definição: Uma matriz quadrada 𝐴 é dita antissimétrica se 𝐴𝑡 = −𝐴. É claro que na matriz antissimétrica 𝑎𝑖𝑗 = −𝑎𝑗𝑖 e
isto ⇒ 𝑎𝑖𝑖 = 0

Fato importante. Toda matriz quadrada, é soma de uma simétrica com uma anti-simétrica.

Definição: Uma matriz quadrada 𝐴 será triangular superior se 𝑎𝑖𝑗 = 0 ∀ 𝑖 > 𝑗 e triangular inferior se 𝑎𝑖𝑗 = 0 ∀𝑖 < 𝑗.
Definição: Uma matriz 𝐴 = 𝑎𝑖𝑗 será dita diagonal se 𝑎𝑖𝑗 = 0 ∀𝑖 ≠ 𝑗. É claro que a matriz diagonal é ao mesmo tempo
𝑛𝑥𝑛
triangular inferior e triangular superior.
Definição: É toda matriz diagonal onde os elementos da diagonal principal são iguais.
Definição: Se 𝐴 é uma matriz quadrada tal que 𝐴𝑘+1 = 𝐴 com 𝑘 ∈ N* ela será dita periódica e o menor valor de 𝑘 que
satisfaz 𝐴𝑘+1 = 𝐴 será o período da matriz.
Definição: É toda matriz 𝐴 periódica de período 1 ou seja 𝐴² = 𝐴.

Definição: Uma matriz quadrada 𝐴 será dita ortogonal se 𝐴𝑡 = 𝐴−1 .

Definição: Quando 𝐴 é uma matriz cujos elementos são números complexos, a matriz formada pelos conjugados dos
respectivos elementos de 𝐴 é dita conjugada de 𝐴 e representa-se por 𝐴.
Observação: Se 𝐴 e 𝐵 e 𝐴 e 𝐵 são matrizes compatíveis com as operações indicadas, então:
̅
1) 𝐴 = 𝐴
2) (𝐾𝐴) = 𝐾 𝐴
3) (𝐴 + 𝐵) = 𝐴 + 𝐵
4) (𝐴𝐵) = 𝐴. 𝐵
5) 𝐴𝑡 = (𝐴)𝑡
6) 𝐷𝑒𝑡(𝐴̅) = ̅̅̅̅̅̅̅̅̅
𝐷𝑒𝑡(𝐴)
7) Se duas matrizes, 𝐴 e 𝐵 são tais que: 𝐴𝐵 = 𝐵𝐴, podemos usar produtos notáveis e fatorações com elas.

REGRA DE LAPLACE: O determinante de matriz 𝐴 de ordem 𝑛 ≥ 2 é a soma dos produtos dos elementos de
uma fila qualquer (linha ou coluna) pelos seus respectivos cofatores, ou seja:
Se escolhermos a linha 𝑖 da matriz 𝐴:
𝑎11 𝑎12 … 𝑎1𝑛
𝑎21 𝑎22 … 𝑎2𝑛
… … … …
𝐴= 𝑎𝑖1 𝑎𝑖2 … 𝑎𝑖𝑛 .
… … … …
(𝑎𝑛1 𝑎𝑛2 … 𝑎𝑛𝑚 )

Então det 𝐴 = 𝑎𝑖1 𝐴𝑖1 + 𝑎𝑖2 𝐴𝑖2 + ⋯ + 𝑎𝑖𝑛 𝐴𝑖𝑛 = ∑𝑛𝑗=1 𝑎𝑖𝑗 𝐴𝑖𝑗

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Se escolhermos a coluna 𝐽 de 𝐴 teremos:


𝑎11 𝑎12 … 𝑎1𝑗 … 𝑎1𝑛
𝑎21 𝑎22 … 𝑎2𝑗 … 𝑎2𝑛
𝐴=( )
… … … … … …
𝑎𝑛1 𝑎𝑛2 … 𝑎𝑛𝑗 … 𝑎𝑚𝑛

Então det 𝐴 = 𝑎1𝑗 𝐴1𝑗 + 𝑎2𝑗 𝐴2𝑗 + ⋯ + 𝑎𝑛𝑗 𝐴𝑛𝑗 = ∑𝑛𝑖=1 𝑎𝑖𝑗 𝐴𝑖𝑗
Observação: Como temos liberdade de escolha da fila devemos escolher aquela que apresenta maior número de
zeros (procure o leitor explicar essa nossa afirmativa).
SEJA 𝑨 UMA MATRIZ DE ORDEM 𝒏 E 𝑨𝒕 SUA TRANSPOSTA, ENTÃO: 𝐝𝐞𝐭 𝑨 = 𝐝𝐞𝐭 𝑨𝒕 .
A soma dos produtos dos elementos de uma fila qualquer de uma matriz quadrada de ordem 𝑛 ≥ 2
ordenadamente, pelo cofator dos elementos de uma fila paralela, é igual a zero.
PROPRIEDADE DE BINET: Se 𝐴 e 𝐵 são matrizes quadradas de ordem 𝑛 então det(𝐴x𝐵 ) = det 𝐴 x det 𝐵 .
MATRIZ COFATORA: Dada 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑛x𝑛 . Chama-se cofatora de 𝐴 ou cof 𝐴 matriz 𝐵 = (𝐴𝑖𝑗 ) onde 𝐴𝑖𝑗 é,
em 𝐴, o cofator do elemento 𝑎𝑖𝑗 .
MATRIZ ADJUNTA DE 𝑨: Chama-se matriz adjunta de 𝐴 ou comatriz de 𝐴 e se indica por 𝐴*, a matriz
transposta da cofatora ou seja Adj 𝐴 = 𝐴*= (cof 𝐴)𝑡 .
A CONDIÇÃO NECESSÁRIA E SUFICIENTE PARA QUE UMA MATRIZ 𝑨 DE ORDEM 𝒏 SEJA
INVERSÍVEL, OU SEJA EXISTIA 𝑨−𝟏 , E QUE 𝐝𝐞𝐭 𝑨 ≠ 𝟎.

CLASSIFICAÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR

Seja (S) um sistema linear. Segundo o número de soluções, podemos classifica-lo como segue:

• Possível e Determinado Quando apresentar uma única solução.

• Possível e Indeterminado Quando apresentar mais de uma solução.

• Impossível Quando não apresentar solução.

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• COMBINATÓRIA E PROBABILIDADE
Você sabe o significado do termo permutar? Segundo o Aurélio: “Permutar, dar mutuamente;
Trocar”. Na matemática uma permutação é também uma troca, uma troca de lugares. Suponha que temos 3 objetos
distintos, que por comodidade, chamaremos 1,2 e 3. Estes objetos estão sentados um do lado do outro, em uma
determinada ordem. É claro que a ordem que podemos acomodá-los não é única. Estes números podem se acomodar da
seguinte maneira: 123, 132, 213, 231, 312, 321 que são seis maneiras. E se forem mais de três objetos? Admita que sejam
n. O primeiro pode se acomodar de n modos, o segundo de n – 1, o terceiro de n – 2 e assim por diante. O coitado do
último obviamente só pode ser acomodado de 1 modo: É o que sobrar. Portanto o número de permutações simples (por
que estamos admitindo que os objetos sejam todos diferentes) de n objetos é 𝑛!.

Definição. Seja 𝐴 um conjunto com 𝑚 elementos, isto é, A = {a1 ,a 2 , a3 ,..., a m }. Chama-se combinação dos 𝑚 elementos
tomados 𝑟 a 𝑟, aos subconjuntos de 𝐴 constituídos de 𝑟 elementos.

𝑛
Proposição. O número de modos de escolhermos 𝑝 objetos distintos entre 𝑛 objetos distintos dados é dado por: (𝑝 ) =
𝑛!
.
𝑝!(𝑛−𝑝)!

Proposição. Consideremos k – elementos distintos a1 , a 2 ,..., a k . Suponha que temos x1 elementos a1, x2 elementos a2 até

xk elementos ak. Suponha que x1 + x 2 + x 3 + ... + x k = n onde xi ≥ 1. Então o número de maneiras de colocar os n objetos

n!
em fila é onde a1 , a1 ,..., a1 , a 2 , a 2 ,..., a 2 ,..., a k , a k ,..., a k .
x1! x2! x3! ... xk !
x1 x2 xk

Exemplo. Quantos são os anagramas da palavra: FARIASMAIA?

Solução: Existem 4 letras A, 2 letras I, 1 letra F, 1 letra F, e 1 letra R, uma letra M e uma letra S,então a resposta é :
10!
.
4!2!1!1!1!1!

Proposição. O número de soluções inteiras não negativas da equação abaixo: 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 = 𝑟

(𝑛 + 𝑟 − 1)!
𝑟! (𝑛 − 1)!

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Exemplo. Em uma peixaria, vedem-se os seguintes tipos de peixe: CARÁ, TUCUNARÉ, TRAÍRA, PARGO,
PESCADA e CURIMATÃ. De quantas maneiras podemos comprar dois peixes nesta peixaria?

6
Solução: Poderíamos de início pensar que a resposta é ( ). Mas, este número é o número de modos de comprarmos dois
2
peixes distintos dentre estes 6. O nosso problema será resolvido com o auxílio das combinações completas.

𝑥 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑎𝑠
𝑦 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑢𝑐𝑢𝑛𝑎𝑟é𝑠
𝑧 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑟𝑎í𝑟𝑎𝑠
Sejam:
𝑤 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑔𝑜𝑠
𝑙 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑠𝑐𝑎𝑑𝑎𝑠
{ℎ 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑚𝑎𝑡ã𝑠

Então queremos saber o número de soluções inteiras e não negativas para: 𝑥 + 𝑦 + 𝑧 + 𝑤 + 𝑙 + ℎ = 2. Mas aplicando a
proposição 3 teremos que a resposta é:

(2 + 6 − 1)!
= 21.
2! (6 − 1)!

Teorema. Sejam 𝐴1 , 𝐴2 , 𝐴3 , . . , 𝐴𝑛 subconjuntos finitos de um conjunto 𝐸. Temos que:

𝑛(𝐴1 ∪ 𝐴2 ∪ 𝐴3 ∪. .∪ 𝐴𝑛 ) =
𝑛

= ∑ 𝑛(𝐴𝑖 ) − ∑ 𝑛(𝐴𝑖 ∩ 𝐴𝑗 ) + ∑ 𝑛(𝐴𝑖 ∩ 𝐴𝑗 ∩ 𝐴𝑘 ) − ∑ 𝑛( 𝐴𝑖 ∩ 𝐴𝑗 ∩ 𝐴𝑘 ∩ 𝐴𝑝 ) + ⋯


𝑖=1 1≤𝑖<𝑗 1≤𝑖<𝑗<𝑘 1≤𝑖<𝑗<𝑘<𝑝

+ (−1)𝑛−1 𝑛(𝐴1 ∩ 𝐴2 … ∩ 𝐴𝑛 )

Exemplo. Quantos são os inteiros entre 1 e 42000, inclusive, que não são divisíveis por 2, por 3 e nem por 7?

Solução: Vamos definir os seguintes conjuntos

𝐴 = {1,2,3, . . ,42000}
𝐴1 = {𝑥 ∈ 𝐴; 𝑥 é 𝑝𝑎𝑟}
{
𝐴2 = {𝑥 ∈ 𝐴; 𝑥 é 𝑚ú𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑜 𝑑𝑒 3}
𝐴3 = {𝑥 ∈ 𝐴; 𝑥 é 𝑚ú𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑜 𝑑𝑒 7}

O problema pede para calcularmos 𝑛(𝐴) − 𝑛(𝐴 ∪ 𝐵 ∪ 𝐶). Mas aplicando o teorema acima é fácil ver que a resposta é
12000.

Definição. Uma permutação caótica dos números (1,2,3, … , 𝑛) é uma permutação quando nenhum número está em lugar
primitivo. Por exemplo, as permutações (2143) e (4321) são caóticas enquanto que (3214) não o é.Teorema. Seja 𝐷𝑛 o
número de permutações caóticas de (1,2,3, … , 𝑛).Então temos a seguinte fórmula para 𝐷𝑛 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑛𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑙 𝑛ã𝑜 𝑛𝑢𝑙𝑜.

1 1 1 1 (−1)𝑛
𝐷𝑛 = 𝑛! ( − + − + ⋯ + )
0! 1! 2! 3! 𝑛!

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PROPRIEDADE. (STIFEL- PASCAL)

‘’ A partir da 3ª linha, cada elemento (com exceção do primeiro e do último) é a soma dos elementos da linha anterior,
imediatamente acima dele ’’, isto é:

𝑛 𝑛−1 𝑛−1
( )= ( )+( )
𝑘 𝑘−1 𝑘

PROPRIEDADE . (CHU SHIH-CHIEH)

(𝑘𝑘) + (𝑘+1
𝑘
) + (𝑘+2
𝑘
) + ⋯ + (𝑛+𝑘
𝑘
) = (𝑛+𝑘+1
𝑘+1
), para todos 𝑛, 𝑘 ∈ ℕ.

PROPRIEDADE. (HOÀNG XUÂN THANH)


2𝑛
2𝑛 2 2𝑛
∑(−1)𝑘 ( ) = (−1)𝑛 ∙ ( )
𝑘 𝑛
𝑘=0

𝑛 𝑚 𝑛 𝑚 𝑛 𝑚 𝑚+𝑛
PROPRIEDADE. (FÓRMULA DE EULER) ( 0 ) ∙ ( 𝑝 ) + ( 1 ) ∙ (𝑝−1) + ⋯ + (𝑝 ) ∙ ( 0 ) = ( 𝑝
).

𝑛−1 𝑛 2𝑛−1
PROPRIEDADE. ∑𝑛
𝑘=1(𝑘−1 )(𝑘 ) = ( 𝑛−1 )

𝑛 2 2𝑛−1
PROPRIEDADE. ∑𝑛
𝑘=1 𝑘 ∙ (𝑘 ) = 𝑛 ∙ ( 𝑛−1 ).

Exemplo. (FUNÇÃO GERADORA) De quantas maneiras diferentes podemos escolher 12 latas de cerveja se existem 5
marcas diferentes?

Solução: Como não há nenhuma restrição com relação ao número de latas de uma determinada marca, a função geradora
ordinária que “controla” o número de latas de uma dada marca é

1 + 𝑥 + 𝑥 2 + 𝑥 3 + ⋯ + 𝑥12

Como são 5 as marcas, a resposta será o coeficiente de 𝑥¹² na expansão de


5
1 − 𝑥13
(1 + 𝑥 + 𝑥2 + 𝑥3 + ⋯ + 𝑥12 )5 =( )
1−𝑥

= (1 − 𝑥13 )5 (1 − 𝑥)−5

Uma vez que

(1 − 𝑥13 )5 = 1 − 5𝑥13 + 10𝑥 26 − 10𝑥 39 + 5𝑥 52 − 𝑥 65 ,

Vemos que o coeficiente de 𝑥¹² em (1 + 𝑥 + 𝑥 2 + 𝑥 3 + ⋯ + 𝑥12 )5 é o coeficiente de 𝑥¹² em (1 − 𝑥)−5 . Como

−5 (−𝑥)𝑟
(1 − 𝑥)−5 = ∑∞
𝑟=0 ( ) ,O coeficiente de 𝑥¹² é
𝑟

−5 5 ∙ 6 ∙ 7 … 16
( ) (−1)12 = = 1.820
12 12!

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−𝑛
Observação: Embora, para 𝑛 inteiro positivo e 𝑟 inteiro não-negativo, ( 𝑞 ) não tenha uma interpretação combinatória,
uma simples manipulação algébrica nos diz que:

−𝑛 𝑛+𝑟−1
( ) = (−1)𝑟 ( )
𝑟 𝑟
No caso acima, teríamos:

−5 5 + 12 − 1 16
( ) = (−1)12 ( ) = ( ) = 1.820.
12 12 12

Definição. Sejam 𝐴, 𝐵 ⊂ Ω. Definimos Probabilidade Condicional de 𝐴 dado que 𝐵 ocorre (𝐴/𝐵) como segue:

𝑃(𝐵 ∩ 𝐴)
𝑃(𝐴/𝐵) = , 𝑠𝑒 𝑃(𝐵) ≠ 0.
𝑃(𝐵)

Teorema. (TEOREMA DA PROBABILIDADE TOTAL) Sejam 𝐴1 , 𝐴2 , … , 𝐴𝑛 eventos que formam uma partição do
espaço amostral. Seja 𝐵 um evento desse espaço. Então
𝑛

𝑃(𝐵) = ∑ 𝑃(𝐴𝑖 ) ∙ 𝑃(𝐵/𝐴𝑖 )


𝑖=1

𝑨𝟏 𝑨𝟐 𝑨𝒏

Teorema. (TEOREMA BINOMIAL) A probabilidade de ocorrerem exatamente 𝑘 sucessos em uma seqüência de 𝑛


tentativas independentes, na qual a probabilidade de sucesso em cada prova é 𝑝, é igual a:
𝑛
( ) ∙ 𝑝 𝑘 ∙ (1 − 𝑝)𝑛−𝑘
𝑘

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• NÚMEROS COMPLEXOS E POLINÔMIOS


Proposição. As seguintes propriedades se verificam para quaisquer 𝑧, 𝑤 ∈ ℂ.

a) 𝑧̿ = 𝑧
b) ̅̅̅̅̅̅̅̅
𝑧 ± 𝑤 = 𝑧̅ ± 𝑤 ̅
c) 𝑧 ∙ 𝑤 = 𝑧̅ ∙ 𝑤
̅̅̅̅̅̅ ̅
d) (𝑧̅) = ̅̅̅̅̅̅̅
−1 (𝑧 −1 )
̅̅̅̅̅
𝒛 𝒛̅
e) (𝒘) = 𝒘̅
f) 𝒛 = 𝒛̅ se e somente se, 𝒛 ∈ ℝ
𝒛+𝒛̅ 𝒛−𝒛̅
g) 𝑹𝒆(𝒛) = e 𝑰𝒎(𝒛) =
𝟐 𝟐∙𝒊

Definição. Dado um número complexo 𝑧 = 𝑎 + 𝑖 ∙ 𝑏, definimos |𝑧| = √𝑎 2 + 𝑏 2 como sendo o módulo do complexo 𝑧.

Proposição. As seguintes propriedades se verificam para quaisquer 𝑧, 𝑤 ∈ ℂ;

a) 𝑧 ∙ 𝑧̅ = |𝑧|2 𝑒 |𝑧| = |−𝑧| = |𝑧̅|


b) |𝑧 ∙ 𝑤| = |𝑧| ∙ |𝑤|
c) |𝑧 −1 | = |𝑧|−1 , 𝑠𝑒 𝑧 ≠ 0
𝑧 |𝑧|
d) |𝑤| = |𝑤| , 𝑠𝑒 𝑤 ≠ 0
e) 𝑅𝑒(𝑧) ≤ |𝑅𝑒(𝑧)| ≤ |𝑧| 𝑒 𝐼𝑚(𝑧) ≤ |𝐼𝑚(𝑧)| ≤ |𝑧|
f) |𝑧 + 𝑤| ≤ |𝑧| + |𝑤|

Teorema (1ª FÓRMULA DE ABRAHAM DE MOIVRE (1667/1754))

Dado 𝑧 ∈ ℂ, 𝑧 = |𝑧|(𝑐𝑜𝑠 𝜃 + 𝑖 ∙ 𝑠𝑒𝑛 𝜃 ), onde 𝜃 é o argumento principal de 𝑧. Então,

𝑧 𝑛 = |𝑧|𝑛 (𝑐𝑜𝑠 (𝑛𝜃) + 𝑖 ∙ 𝑠𝑒𝑛 (𝑛𝜃)), ∀ 𝑛 ∈ ℤ.

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Teorema (2ª Fórmula de ABRAHAM DE MOIVRE)

Fixe 𝑛 ∈ ℕ∗ . Todo número complexo não nulo 𝑤 possui exatamente 𝑛 raízes complexas distintas, a saber,

𝑛 𝜃+2𝑘𝜋 𝜃+2𝑘𝜋
𝑧𝑘 = √|𝑤| [cos ( )+ 𝑖 ∙ sen ( )]
𝑛 𝑛

Onde 𝜃 = arg(w) e k = 0,1,2, … , n − 1


𝑛
Observe que todas as 𝑛 raízes n-ésimas de 𝑤 possuem o mesmo módulo, a saber, √|𝑤|. Logo, elas são
𝑛
representadas por 𝑛 pontos sobre a circunferência com centro na origem e raio √|𝑤|. Além disso, estes pontos estão
igualmente espaçados ao longo desta circunferência devido a relação de seus argumentos.

Im ( z )

θ+2 π
z1
n

θ
z0
n

Re ( z )
θ + ( n − 1) π
zn −1
n

Fatos importantes:

a) Seja 𝑛 > 2 um inteiro positivo. Prove que:

𝜋 2𝜋 3𝜋 (𝑛 − 1)𝜋 𝑛
𝑠𝑒𝑛 ( ) ∙ 𝑠𝑒𝑛 ( ) ∙ 𝑠𝑒𝑛 ( ) ∙ … ∙ 𝑠𝑒𝑛 ( ) = 𝑛−1 .
𝑛 𝑛 𝑛 𝑛 2

b) Seja 𝐴1 𝐴2 𝐴3 … 𝐴𝑛 um polígono regular inscrito no círculo unitário. Mostre que

̅̅̅̅̅̅̅
𝐴 ̅̅̅̅̅̅̅ ̅̅̅̅̅̅̅ ̅̅̅̅̅̅̅
1 𝐴2 ∙ 𝐴1 𝐴3 ∙ 𝐴1 𝐴4 ∙ … ∙ 𝐴1 𝐴𝑛 = 𝑛.

c) Suponha que o ponto C é a rotação de B em relação a A pelo o ângulo α.

Se a,b, c são as coordenadas complexas dos pontos A, B, C, respectivamente, então:

c = a + (b − a)ε, onde ε = cos α + i sen α.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Vimos anteriormente que o conjunto dos números complexos se identifica naturalmente com o plano ℝ2 . Via essa
identificação, a distância euclidiana entre dois pontos: 𝑧 = 𝑥1 + 𝑖 ∙ 𝑦1 e 𝑧0 = 𝑥2 + 𝑖 ∙ 𝑦2 , se traduz como

𝑑(𝑧, 𝑧0 ) = √(𝑥2 − 𝑥1 )2 + (𝑦1 − 𝑦2 )2 = |𝑧2 − 𝑧1 |

Desta forma, o plano complexo herda de maneira natural todas as propriedades métricas e topológicas do ℝ2 .
Em particular, a distância 𝑑 goza das propriedades:

i. Simetria: 𝑑(𝑧1 , 𝑧2 ) = 𝑑(𝑧2 , 𝑧1 ), ∀ 𝑧1 , 𝑧2 ∈ ℂ.

ii. Desigualdade triangular: 𝑑(𝑧1 , 𝑧2 ) ≤ 𝑑(𝑧1 , 𝑧3 ) + 𝑑(𝑧3 , 𝑧2 ), ∀ 𝑧1 , 𝑧2 , 𝑧3 ∈ ℂ.

iii. Positividade: 𝑑(𝑧1 , 𝑧2 ) ≥ 0, ∀ 𝑧1 , 𝑧2 ∈ ℂ. Além disso, se 𝑑(𝑧1 , 𝑧2 ) = 0, 𝑧1 = 𝑧2 .

Vamos ver as equações em ℂ de alguns lugares geométricos já conhecidos nossos da geometria plana.

d) MEDIATRIZ DE UM SEGMENTO.
Definição: (Mediatriz). O conjunto dos pontos do plano complexo tal que |𝑧 − 𝑧1 | = |𝑧 − 𝑧2 | com 𝑧1 ≠ 𝑧2 , é o lugar
geométrico dos pontos que equidistam das imagens de z1 e z2, ou seja, é a mediatriz do segmento determinado pelas
imagens de

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

e) CIRCUNFERÊNCIA
Definição: (Circunferência): O conjunto dos pontos do plano complexo tal que: |𝑧 − 𝑧0 | = 𝑟, em que 𝑟 > 0 , é o lugar
geométrico dos pontos que estão a uma distancia 𝑟 da imagem do numero complexo 𝑧0 ou seja, uma circunferência de
centro em 𝑧0 e raio r.

f) ELIPSE

Definição: (ELIPSE): O conjunto dos pontos do plano complexo: tal que |𝑧 − 𝑧1 | + |𝑧 − 𝑧2 | = 2𝑎, em que 𝑎 > 0, 𝑧1 ≠
𝑧2 𝑒 |𝑧1 − 𝑧2 | < 2𝑎 é o lugar geométrico dos pontos cuja soma das distancias às imagens de z1 e z2 é constante e igual a
2a, ou seja, é uma elipse de focos z1 e z2, e eixo maior 2a.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

g) HIPÉRBOLE
Definição: (HIPÉRBOLE) O conjunto dos pontos do plano complexo: tal que |𝑧 − 𝑧1 | − |𝑧 − 𝑧2 | = 2𝑎, em que 𝑎 > 0,
𝑧1 ≠ 𝑧2 𝑒 |𝑧1 − 𝑧2 | > 2𝑎 é o lugar geométrico dos pontos cuja soma das distancias às imagens de z1 e z2 é constante e
igual a 2a, ou seja, é uma Hipérbole de focos z1 e z2, e eixo maior 2a.

h) (PARÁBOLA)
Para finalizar as aplicações dos Números Complexos em lugares geométricos, veremos o sentido de 𝑧 = |𝑧 − 𝑎| =
|𝑅𝑒{𝑧} + 𝑎|: 𝑎 ∈ ℝ, podemos perceber que |𝑧 − 𝑎| é uma distância entre dois números complexos onde somente 𝑎 está
definido. Antes do sentido de |𝑅𝑒{𝑧} + 𝑎| ser verificado, podemos perceber que 𝑅𝑒{𝑧} representa uma reta vertical de
abscissa igual à do complexo z não definido, logo podemos perceber o sentido de |𝑅𝑒{𝑧} + 𝑎| como sendo a medida da
distância entre um complexo definido e uma reta vertical que denominamos de diretriz. Portanto podemos ter a conclusão
que o lugar geométrico da equação |𝑧 − 𝑎| = |𝑅𝑒{𝑧} + 𝑎| representa uma parábola com foco na horizontal e parâmetro
𝑝 = 2𝑎. Para uma verificação analítica, consideremos o complexo 𝑧 = 𝑥 + 𝑦𝑖 desse modo teremos

|𝑥 + 𝑦𝑖 − 𝑎| = |𝑥 + 𝑎|

√(𝑥 − 𝑎)2 + 𝑦 2 = √(𝑥 + 𝑎)2

elevando os membros da equação ao quadrado e fazendo simples manipulações algébricas, temos

(𝑥 − 𝑎 )2 + 𝑦 2 = (𝑥 + 𝑎 )2

𝑥 2 − 2𝑎𝑥 + 𝑎 2 + 𝑦 2 = 𝑥 2 + 2𝑎𝑥 + 𝑎 2

−2𝑎𝑥 + 𝑦 2 = 2𝑎𝑥

e, finalmente obtemos a equação reduzida da parábola com foco na horizontal

𝑦 2 = 4𝑎𝑥

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𝑝
sendo 𝑎 = , onde 𝑝 é o parâmetro da parábola, conforme a Figura 8.
2

Figura 8 - Representação da parábola de Diretriz 𝑑 e Foco (𝑐, 0)

Para generalizarmos a equação da parábola com foco na vertical, basta considerar o conjunto dos pontos 𝑧 =
|𝑧 − 𝑎𝑖| = |𝐼𝑚{𝑧} + 𝑎𝑖|: 𝑎𝑖 ∈ ℂ − ℝ, também considerando 𝑧 = 𝑥 + 𝑦𝑖 e procedendo de modo análogo, teremos

|𝑥 + 𝑦𝑖 − 𝑎𝑖| = |𝑦𝑖 + 𝑎𝑖|

|𝑥 + (𝑦 − 𝑎)𝑖| = |(𝑦 + 𝑎)𝑖|

√𝑥 2 + (𝑦 − 𝑎)2 = √(𝑦 + 𝑎)2

elevando os membros da equação ao quadrado e fazendo simples manipulações algébricas, temos

𝑥 2 + (𝑦 − 𝑎)2 = (𝑦 + 𝑎)2

−2𝑎𝑦 + 𝑥 2 = 2𝑎𝑦

e, finalmente obtemos a equação reduzida da parábola com foco na vertical

𝑥 2 = 4𝑎𝑦

𝑝
sendo 𝑎 = 2 , onde p é o parâmetro da parábola, conforme a Figura 9.

Representação da parábola de Diretriz 𝑑 e Foco (0, 𝑐)

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TEOREMA. Sejam p e q polinômios não identicamente nulos. Então:

i) Se p + q não for identicamente nulo, deg( p + q) máximo deg( p), deg(q) .


ii) Se p q não for identicamente nulo, deg( p q ) = deg( p ) + deg(q) .

TEOREMA. (ALGORITMO DA DIVISÃO) Sejam K = , ou # e f e g polinômios não identicamente nulos em


K x . Então, existem únicos polinômios q e r em K x tais que: f = g q + r , com

r 0 ou
0 deg(r ) deg( g )

Corolário. Seja f um polinômio não identicamente nulo em K x e a K , então a é raiz de f se e somente se,
f ( x ) = ( x − a ) q ( x ) para algum polinômio q(x) em K x .

Corolário. Seja f polinômio não identicamente nulo em K x . Se a e b são raízes distintas de f , com a e b K . Então
f é divisível por ( x − a) ( x − b)

n −1
TEOREMA. (RAÍZES RACIONAIS) Sejam p( x) = a n x + a n −1 x + ... + a1 x + a 0 um polinômio com coeficientes
n

a
inteiros e a e b inteiros não nulos primos entre si. Se p = 0 , então a divide a 0 e b divide a n
b

TEOREMA. (RAÍZES CONJUGADAS) Seja p um polinômio não nulo de coeficientes reais, então as raízes complexas
não reais de p aparecem aos pares. Mas geralmente, se z é um complexo, então:

𝑝(𝑧) = 0 ⇔ 𝑝(𝑧) = 0

TEOREMA. (RAÍZES DA FORMA a + b r ) Sejam a e b racionais e r 0 um racional tal que r é irracional. Se


( ) (
p é um polinômio não nulo de coeficientes racionais, então: p a + b r = 0 se, e somente se, p a − b r = 0 . )
TEOREMA. (RAÍZES DA FORMA a + b ) Sejam a e b racionais positivos com a, b e ab irracionais e f
polinômio com coeficientes racionais. Se p admite a + b como raiz, então a − b, − a + b e − a − b
também são raízes de f .

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TEOREMA. (FUNDAMENTAL DA ÁLGEBRA) Todo polinômio não identicamente nulo de coeficientes complexos
possui pelo menos uma raiz complexa.

Usando o teorema fundamental da álgebra podemos escrever p ( x ) = an ( x − x1 )( x − x2 ) ( x − xn ) com x , x ,...., x


1 2 n
as
raízes complexas de p . Agora desenvolvendo e usando identidade de polinômios obtemos as relações:

a n −1
x1 + x 2 + x3 + + xn = −
an
a n−2
x1 x 2 + x1 x3 + + x n −1 x n =
an
n a n−k
produtos de k raízes da equação = (− 1)
k
soma de todos os
k an
a0
x n = (− 1)
n
x1 x 2 x3
an

TEOREMA. (MULTIPLICIDADE DA RAIZ CONJUGADA) Se um polinômio de coeficientes reais admite a raiz 𝑧 =


𝑎 + 𝑖 ∙ 𝑏, 𝑏 ≠ 0 com multiplicidade 𝑚, então admite a raiz 𝑧 = 𝑎 − 𝑖 ∙ 𝑏 com multiplicidade 𝑚.

TEOREMA.S ejam 𝑝(𝑥) ∈ ℂ[𝑥] e 𝑎 ∈ ℂ. Então 𝑎 é raiz com multiplicidade 𝑚 de 𝑃 se, e somente se, 𝑎 é raiz
𝑝, 𝑝 (1) , 𝑝 (2) , … 𝑝 (𝑚−1) e 𝑎 não é raiz de 𝑝 (𝑚).

TEOREMA. (LAGRANGE)

Sejam 𝑥1 , 𝑥2 , . . . , 𝑥𝑛 complexos distintos dois a dois e 𝑏1 , 𝑏2 , . . . , 𝑏𝑛 ∈ ℂ, então o polinômio:

(𝑥 − 𝑥𝑗 ) (𝑥 − 𝑥𝑗 ) (𝑥 − 𝑥𝑗 )
𝑝(𝑥) = 𝑏1 ∙ ∏ + 𝑏2 ∙ ∏ + ⋯ + 𝑏𝑛 ∙ ∏
𝑗≠1
(𝑥1 − 𝑥𝑗 ) 𝑗≠2
(𝑥2 − 𝑥𝑗 ) 𝑗≠𝑛
(𝑥𝑛 − 𝑥𝑗 )

satisfaz 𝑝(𝑥𝑖 ) = 𝑏𝑖 , para 𝑖 = 1, 2, … 𝑛 e 𝑑𝑒𝑔(𝑝) ≤ 𝑛 − 1.

TEOREMA. (BOLZANO)

Seja 𝑃(𝑥) ∈ ℝ[𝑥], consideremos (𝑎, 𝑏) ⊂ ℝ.

i. Se 𝑃(𝑎) ∙ 𝑃(𝑏) > 0, existe um número par de raízes de 𝑃 em (𝑎, 𝑏).


ii. Se 𝑃(𝑎) ∙ 𝑃(𝑏) < 0, existe um número ímpar de raízes de 𝑃 em (𝑎, 𝑏).

Corolário. Seja 𝑃(𝑥) ∈ ℝ[𝑥]. Sejam 𝑎 e 𝑏 números reais. Se 𝑃(𝑎) ∙ 𝑃(𝑏) < 0, existe 𝑐 ∈ (𝑎, 𝑏) com 𝑃(𝑐) = 0.

TEOREMA. (GRAU ÍMPAR) Se 𝑃(𝑥) ∈ ℝ[𝑥] e o grau de 𝑃 é ímpar, então 𝑃 tem ao menos uma raiz real.

TEOREMA. 𝑃(𝑥) ∈ ℝ[𝑥] um polinômio real.

i. Se 𝑃′ (𝑥) > 0, para todo 𝑥 ∈ (𝑎, 𝑏) ⊂ ℝ, então 𝑃 será crescente em (𝑎, 𝑏).
ii. Se 𝑃′ (𝑥) < 0, para todo 𝑥 ∈ (𝑎, 𝑏) ⊂ ℝ, então 𝑃 será decrescente em (𝑎, 𝑏).

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EQUAÇÕES RECÍPROCAS

Falemos agora de um tipo particular de equações, as chamadas equações recíprocas, vimos acima que a
1
transformada recíproca de uma equação é aquela que se obtém fazendo-se 𝑦 = .
𝑥

Uma equação é dita recíproca quando for igual a sua transformada recíproca e isto, em outras palavras, significa
1
que se 𝑥 é uma de suas raízes, também o será.
𝑥

Consideremos a equação:

𝑎0 ∙ 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛−1 ∙ 𝑥 𝑛−1 + 𝑎2 ∙ 𝑥 𝑛−2 + ⋯ + 𝑎𝑛−2 ∙ 𝑥 2 + 𝑎𝑛−1 ∙ 𝑥 + 𝑎𝑛 = 0.

Sua transformada recíproca será:

𝑎𝑛 ∙ 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛−1 ∙ 𝑥 𝑛−1 + 𝑎𝑛−2 ∙ 𝑥 𝑛−2 + ⋯ + 𝑎1 ∙ 𝑥 + 𝑎0 = 0.

Para que ambas sejam equivalentes, é necessário e suficiente que:


𝑎0 𝑎1 𝑎2 𝑎𝑛
= = =⋯= =𝑘
𝑎𝑛 𝑎𝑛−1 𝑎𝑛−2 𝑎0

Ora, se
𝑎0 𝑎𝑛 𝑎0
= = 𝑘, 𝑎02 = 𝑎𝑛2 , 𝑎0 = ±𝑎𝑛 𝑒 = ±1 = 𝑘.
𝑎𝑛 𝑎0 𝑎𝑛

Esta distinção permite, portanto, classificar as equações recíprocas em duas espécies.

1ª espécie (𝒌 = 𝟏)

Exemplos: 3𝑥 4 − 4𝑥 3 + 5𝑥 2 − 4𝑥 + 3 = 0 (grau par)

7𝑥 5 + 8𝑥 4 − 6𝑥 3 − 6𝑥 2 + 8𝑥 + 7 = 0 (grau ímpar)

2ª espécie (𝒌 = −𝟏)

Exemplos: 6𝑥 6 − 5𝑥 5 + 9𝑥 4 − 9𝑥 2 + 5𝑥 − 6 = 0 (grau par)

13𝑥 7 − 16𝑥 6 + 19𝑥 5 − 29𝑥 4 + 29𝑥 3 − 19𝑥 2 + 16𝑥 − 13 = 0 (grau ímpar)

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a) Toda recíproca de 1ª espécie e grau ímpar admite −1 como raiz (eventualmente múltipla)

De fato, sendo recíproca de 1ª espécie e grau ímpar ela será:

𝑎0 ∙ 𝑥 2𝑛+1 + 𝑎1 ∙ 𝑥 2𝑛 + 𝑎2 ∙ 𝑥 2𝑛−1 + ⋯ + 𝑎2 𝑥 2 + 𝑎1 𝑥 + 𝑎0 = 0

e o 1º membro realmente se anula para 𝑥 = −1.

b) Toda equação recíproca de 2ª espécie e grau par admite e −1 como raízes (eventualmente múltipla)

A forma geral desse tipo de equação é:

𝑎0 ∙ 𝑥 2𝑛 + 𝑎1 ∙ 𝑥 2𝑛−1 + 𝑎2 ∙ 𝑥 2𝑛−2 + ⋯ − 𝑎2 𝑥 2 − 𝑎1 𝑥 − 𝑎0 = 0

e o 1º membro realmente se anula para 𝑥 = 1 ou 𝑥 = −1.

c) Toda equação recíproca de 2ª espécie e grau ímpar admite +1 como raiz (eventualmente múltipla)

A forma geral desse tipo de equação é:

𝑎0 ∙ 𝑥 2𝑛+1 + 𝑎1 ∙ 𝑥 2𝑛 + 𝑎2 ∙ 𝑥 2𝑛−1 + ⋯ − 𝑎2 𝑥 2 − 𝑎1 𝑥 − 𝑎0 = 0

e o 1º membro realmente se anula para 𝑥 = 1.

TEOREMA. (DESCARTES) Sejam 𝑷(𝒙) = 𝒂𝒏 ∙ 𝒙𝒏 + 𝒂𝒏−𝟏 ∙ 𝒙𝒏−𝟏 + ⋯ + 𝒂𝟏 ∙ 𝒙 + 𝒂𝟎 um polinômio real, T o


número de troca de sinais na sequência de seus coeficientes não nulos e 𝒓 o número de suas raízes reais positivas
(cada qual contada com a sua respectiva multiplicidade). Então 𝑻 − 𝒓 é um inteiro par não negativo.

Exemplo 1.Tome o polinômio 𝑝(𝑥) = 𝑥 3 + 2𝑥 2 − 3𝑥 − 5, o qual apresenta a sequência de sinais (+,+,−,−). Temos 𝑇 =
1 e 1 − 𝑟 ≥ 0 𝑒 𝑝𝑎𝑟. Portanto 𝑟 = 1. Pode-se afirmar com exatidão que p(x) tem uma raiz positiva.

Observação: A mesma regra acima, pode ser aplicada para a enumeração das raízes reais e negativas de p(x), calculando-
se p(−x), pois as raízes positivas: 𝑝(−𝑥) = −𝑥 3 + 2𝑥 2 + 3𝑥 − 5

se referem as raízes negativas de 𝑝(−𝑥). Notando que a sequência de sinais de 𝑝(−𝑥) é (−, +, +, −), concluímos que T = 2
e daí, deduzimos que p(x) pode ter duas ou zero raízes negativas. Tomando como base as deduções de que p(x) tem uma
raiz positiva e duas ou nenhuma raiz negativa, podemos deduzir que:

• Se p(x) tiver duas raízes negativas, então não terá nenhuma raiz complexa. Se, contudo, não tiver raízes negativas,
então terá duas complexas. 


É bom lembrar que, se um polinômio tem todos os coeficientes reais e se houver uma raíz complexa, então sua conjugada,
também será raiz do polinômio.

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• AS GEOMETRIAS PLANA, ANÁLITICA e ESPACIAL.

I. PLANA
1º CASO DE CONGRUÊNCIA-POSTULADO (LAL) Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes
dos lados e o ângulo compreendido, então eles são congruentes.

2º CASO DE CONGRUÊNCIA (ALA). Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes um lado e os dois
ângulos a ele adjacentes, então esses triângulos são congruentes.

3º CASO DE CONGRUÊNCIA (LLL). Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes os três lados,
então esses triângulos são congruentes.

4º CASO DE CONGRUÊNCIA (LA𝑨𝟎 ) Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes um lado, um


ângulo adjacente e o ângulo oposto a esse lado, então esses triângulos são congruentes.

DESIGUALDADES NOS TRIÂNGULOS


A) (Ao maior lado opõe-se o maior ângulo) Se dois lados de um triângulo não são congruentes, então
os ângulos opostos a eles não congruentes e o maior deles está oposto ao maior lado.

B) (Ao maior ângulo opõe-se o maior lado) Se dois ângulos de um triângulo não são congruentes,
então os lados opostos a ele não são congruentes e o maior deles está oposto ao maior lado.
C) Em todo triângulo, cada lado é menor que a soma dos outros dois e maior que a diferença dos
outros dois.

TEOREMA. (BASE MÉDIA DO TRIÂNGULO) Se um segmento tem extremidades nos pontos médios de
dois lados de um triângulo, então: ele é paralelo ao terceiro lado e é metade do terceiro lado.

TEOREMA. (BASE MÉDIA DO TRIÂNGULO) Se um segmento paralelo a um lado de um triângulo tem


uma extremidade no ponto médio de um lado e a outra extremidade no terceiro lado, então esta extremidade é
ponto médio do terceiro.

Observação sobre Triângulos Isósceles

Em todo triângulo isósceles, a altura relativa ao lado diferente é também bissetriz e mediana.

B C

Mediatriz (de um segmento): é a reta perpendicular ao segmento passando pelo seu ponto médio.

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A B
Mediatriz

Um ponto pertence à mediatriz se, e somente se, ele é eqüidistante dos dois extremos do segmento. Em outras
palavras, dizemos que a mediatriz é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes dos extremos de um segmento.

Teorema: As três mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes num único ponto, o qual é chamado de
circuncentro do triângulo, pois é o centro da circunferência que circunscreve o triângulo.

1. No triângulo acutângulo, o circuncentro é um ponto interior ao triângulo.

Circuncentro
O

B C

2. No triângulo obtusângulo, o circuncentro é um ponto exterior ao triângulo.


C
A

3. No triângulo retângulo, o circuncentro é o ponto médio da hipotenusa.

C
O

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Bissetriz (de um ângulo): Qualquer ponto da bissetriz está à mesma distância dos dois lados do ângulo, e vice-versa:
qualquer ponto que esteja à mesma distância dos dois lados de um ângulo está sobre a bissetriz do ângulo.

O
B

Teorema: As três bissetrizes dos ângulos de um triângulo são concorrentes num único ponto (interior ao triângulo), o qual
é chamado de incentro, pois é o centro da circunferência inscrita no triângulo.
A

Incentro

B C

Teorema do “Bico”: Seja P um ponto exterior a uma circunferência. Então, os comprimentos das tangentes traçadas a
partir de P a essa circunferência têm o mesmo comprimento.

A
PA = PB

O P

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TEOREMA 7. (TALES) Se um feixe de retas paralelas é cortado por duas retas transversais, r e s, então a razão
entre quaisquer dois segmentos determinados em r é igual à razão entre os segmentos correspondentes em s.
r s

A A’
a

B B’
b
C (a // b // c // d)
C’
c

D D’
d

AB A' B' BC B' C '


= , = , etc.
BC B' C ' CD C ' D'

TEOREMA.(BISSETRIZ INTERNA) A bissetriz interna de um ângulo interno de um triângulo determina


sobre o lado oposto ao ângulo dois segmentos proporcionais aos lados adjacentes.

TEOREMA. (BISSETRIZ EXTERNA) A bissetriz externa de um ângulo de um triângulo determina sobre o


lado oposto ao ângulo dois segmentos proporcionais aos lados adjacentes.

1º CRITÉRIO DE SEMELHANÇA. Se dois triângulos possuem os mesmos ângulos, então eles são
semelhantes.

Demonstração: Consideremos dois triângulos, 𝐴𝐵𝐶 𝑒 𝐴’𝐵’𝐶’ tais que: 𝐴 = 𝐴’, 𝐵 = 𝐵’ 𝑒 𝐶 = 𝐶’. Mostraremos
que ∆𝐴𝐵𝐶 ∼ ∆𝐴′𝐵′𝐶′. Vamos supor que os triângulos não são congruentes e que 𝐴𝐵 > 𝐴’𝐵’. Seja 𝐷 um ponto
de 𝐴𝐵 tal que 𝐴𝐷 = 𝐴’𝐵’ e o triângulo 𝐴𝐷𝐸 tal que 𝐷 = 𝐵 e o ponto 𝐸 no lado 𝐴𝐶.

A A’

D E

B C B’ C’

Daí, pelo teorema fundamental, como DE é paralelo a BC, ∆𝐴𝐷𝐸 ∼ ∆𝐴𝐵𝐶, de modo que ∆𝐴𝐵𝐶 ∼ ∆𝐴′𝐵′𝐶′.
Assim, se dois triângulos têm dois ângulos ordenadamente congruentes, então eles são semelhantes, e daí,
obtemos os lados homólogos são proporcionais.

II. 2º CRITÉRIO DE SEMELHANÇA. Se dois lados de um triângulo são proporcionais aos homólogos de
outro triângulo e o ângulo compreendido entre esses lados é igual ao ângulo compreendido entre os homólogos,
então esses triângulos são semelhantes.

III. 3º CRITÉRIO DE SEMELHANÇA. Se dois triângulos têm os lados homólogos proporcionais, então eles
são semelhantes.

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DEFINIÇÃO. (CIRCUNFERÊNCIA) É o conjunto dos pontos do plano cuja distância a um ponto dado desse
plano é igual a distância (não nula) dada. O ponto dado é o centro e a distância dada é o raio da circunferência.
TEOREMA. (PONTO MÉDIO DE UMA CORDA) Considere uma circunferência de centro O e AB uma corda de .
Se M é o ponto médio de AB, então OM ⊥ AB. Reciprocamente, se uma reta passar por O perpendicularmente a AB, então
esta reta encontrará AB em seu ponto médio.

TEOREMA. (RETA TANGENTE) Seja uma circunferência de centro O e P um ponto sobre . Uma reta t é tangente
a no ponto P se, e somente se, t é perpendicular a OP.

TEOREMA 12. (TANGENTES IGUAIS)


Por um ponto P, exterior a uma circunferência de centro O, trace duas retas tangentes a nos pontos A e B. Então PA =
PB e
AB ⊥ OP. Em outras palavras, os comprimentos das tangentes traçadas por um ponto a uma circunferência são iguais.

P
O

DEFINIÇÃO. (QUADRILÁTERO CIRCUNSCRITO) Um quadrilátero convexo é circunscrito a uma


circunferência se, e somente se, seus quatro lados são tangentes à circunferência.

TEOREMA. Se um quadrilátero convexo é circunscrito a uma circunferência, então a soma de dois lados
opostos é igual à soma dos outros dois.

Considere dois pontos A e B sobre uma circunferência de centro O, dividindo a circunferência em dois arcos de
extremidades A e B. Na figura abaixo, consideremos o arco menor AB. O ângulo central que subtende o arco AB
é o ângulo AÔB. É claro que o vértice do ângulo central é o centro da circunferência. A medida de um arco de
circunferência é igual à medida do ângulo central correspondente.

AÔB = arco AB.

A B

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AOB = Ângulo Central


Agora, tomemos qualquer ponto P sobre o arco maior, de modo que o ângulo APB esteja “olhando” para
o arco menor AB. O ângulo APB é chamado de ângulo inscrito, relativo ao arco AB, para o qual ele está
olhando. Veja que o vértice do ângulo inscrito sempre se encontra sobre a circunferência. O ângulo inscrito
sempre é igual à metade do arco que ele subtende.
P

A B

arco AB AÔB
APˆ B = = .
2 2

APB = Ângulo Inscrito

Agora, pelo ponto A, trace uma reta tangente à circunferência. O ângulo que essa tangente forma com a
corda AB é chamado de ângulo semi-inscrito ou ângulo de segmento, e também possui medida igual a metade
do arco AB.

arco AB AÔB
TÂB = = .
2 2

A B

TAB = Ângulo semi-inscrito.


Observação 4: Segue da relação entre o ângulo inscrito e o ângulo central que todo triângulo retângulo pode ser
inscrito numa semicircunferência. De fato, se considerarmos a circunferência que o circunscreve, o ângulo
central correspondente ao ângulo inscrito de 90 terá medida 180 . Logo, o lado oposto ao ângulo reto será um
diâmetro da circunferência, de modo que o triângulo estará contido numa semicircunferência.
P

O
A B

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Ângulos Excêntricos

a) Ângulo excêntrico interior: Se duas cordas se cortam em um ponto interior a uma circunferência, distinto do
centro, então qualquer um dos ângulos que elas formam é chamado ângulo excêntrico interior. A medida de um
ângulo excêntrico interior, considerando-se as indicações da figura, é dada por
a+b
x= .
2
onde a e b são as medidas dos arcos.
C B

a x b

A D

b) Ângulo excêntrico exterior: Se duas semi-retas partem de um ponto exterior a uma circunferência e são
secantes ou tangentes à circunferência, dizemos que o ângulo formado por estas semi-retas é um ângulo
excêntrico exterior. A medida de um ângulo excêntrico exterior, considerando-se as indicações da figura é dada
por

a−b
x=
2
onde a e b são as medidas dos arcos.

A x A x A x
b b b
B B
C

C
a C
a
D a

DEFINIÇÃO. Considere um ponto P e uma circunferência C no plano, de centro O e raio R. Definimos a


potência do ponto P em relação a C, e denotamos por PotC(P), como sendo
PotC(P) = PO2 – R2.

R
P

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A posição de P em relação à circunferência é irrelevante, podendo ser interior ou exterior. Além disso, se P estiver
sobre a circunferência, dizemos que sua potência é nula. Com esse resultado, podemos enunciar as seguintes
propriedades:
I) Duas cordas AB e CD que se interceptam em um ponto P satisfazem à seguinte relação métrica, independente
se o ponto for interior ou exterior à circunferência:

C B

P
PA PB = PC PD

A D

P
A

B
C PA PB = PC PD

D
.
II) Uma secante AB que intercepta uma tangente t a uma circunferência num ponto P satisfaz à seguinte relação
métrica:

P
T

2
A PA PB = PT

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RELAÇÕES MÉTRICAS NOS TRIÂNGULOS RETÂNGULOS


Dado um triângulo retângulo como na figura abaixo, temos:
A

c b
h

n m
B H C
a

b e c: catetos
a: hipotenusa
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções dos catetos sobre a hipotenusa.

TEOREMA. Em todo triângulo retângulo a altura relativa ao vértice do ângulo reto é média geométrica entre
as projeções dos catetos sobre a hipotenusa. E os catetos são médias geométricas entre a hipotenusa e as suas
projeções sobre a hipotenusa.

TEOREMA. Em todo triângulo retângulo o quadrado do comprimento da hipotenusa é igual à soma dos
quadrados dos comprimentos dos catetos.

RELAÇÕES MÉTRICAS NUM TRIÂNGULO QUALQUER

I. LEI DOS SENOS

Os lados de um triângulo são proporcionais aos senos dos ângulos opostos e a constante de
proporcionalidade é igual a 2R (diâmetro da circunferência circunscrita ao triângulo).

c b

R
B a C

a b c
= = = 2R .
sen A sen B sen C

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LEI DOS COSSENOS


Em qualquer triângulo o quadrado de cada lado é igual à soma dos quadrados dos outros dois lados menos
duas vezes o produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo formado por eles.

b a
h

m c−m
A H B

Assim, no triângulo ABC: a2 = b2 + c2 − 2bc.cos A.

RELAÇÃO DE STEWART

Seja ABC um triângulo com AB = c, BC = a e AC = b. Considere a ceviana


AD = p (D BC) que divide BC em dois segmentos (BD = m e DC = n).

c b
p

m n
B C
a D
Então,

a(p2 + mn) = b2m + c2n.

ÁREA DO TRIÂNGULO
Primeira Versão. A área de um triângulo qualquer é metade da área de um retângulo que tem como base a
mesma base do triângulo e como altura a mesma altura do triângulo. Logo,

a ha b hb c hc
S= = = ,
2 2 2
A

c b
ha

B H C
a

em que ha, hb e hc denotam as alturas relativas aos lados a, b e c, respectivamente.

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Segunda Versão. Conhecendo dois lados de um triângulo e o ângulo entre eles, sua área é dada por:
1
S= ab sen C .
2
A

b
ha

B H C
a

Terceira Versão. A área de um triângulo de lados a, b e c, inscrito numa circunferência de raio R é dada por:

abc
S= .
4R

abc = 4RS
Quarta Versão. Dado um triângulo de semi-perímetro p e raio da circunferência inscrita igual a r, sua área é
dada por: S = p r.

Quinta Versão (Fórmula de Heron). Dado um triângulo de lados a, b e c, sua área é dada por

S= p( p − a)( p − b)( p − c) ,

ÁREA DE UM QUADRILÁTERO QUALQUER

Seja ABCD um quadrilátero convexo. Se as diagonais formam um ângulo , então sua área é dada por

1
S= AC BD sen .
2
C

A B

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OBSERVAÇÃO: Note que, se as diagonais forem perpendiculares, a área será apenas


AC BD
S= ,
2

A C

como é o caso do losango.

III. ÁREA DO TRAPÉZIO.


( B + b) h
Um trapézio de bases B e b e altura h tem área S = .
2
Q b P

M B N

IV. ÁREA DE UM QUADRILÁREO CÍCLICO.

A medida da área de um quadrilátero cíclico de lados a, b, c, d cujo semi-perímetro denotado por p é a seguinte:
K = ( p − a)( p − b)( p − c)( p − d )

d
c

A x

a C
b

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V. ÁREA DO CÍRCULO

A área de um círculo de raio R é dada por : S = R2.

VI. ÁREA DO SETOR CIRCULAR

A área do setor circular é proporcional ao ângulo de abertura do setor. Assim, para um setor AOB de ângulo
(em radianos), sua área é dada por

R2
Asetor = .
2

A B

Para medido em graus, a área do setor passa a ser


Asetor = ( R2 ) .
360
VII. ÁREA DA COROA CIRCULAR

A coroa circular é a região compreendida entre duas circunferências concêntricas de raios R e r, sendo interna à
circunferência maior e externa à menor.

O
r
R

A área da coroa circular é a diferença entre as áreas dessas duas circunferências.

Acoroa = (R2 – r2).

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VIII. ÁREA DO SEGMENTO CIRCULAR.

Asegmento = Asetor – Atriângulo.

A B

PONTOS NOTÁVEIS E CEVIANAS DO TRIÂNGULO

AZ BX CY
TEOREMA. (DE CEVA) AX, BY, CZ são cevianas concorrentes de um triângulo ABC = 1.
ZB XC YA

TEOREMA. (MENELAUS) Sejam P, Q e R pontos sobre os lados AB, BC e CA (ou seus prolongamentos)
do triângulo ABC, respectivamente. Os pontos P, Q e R são colineares se, e somente se,

𝑷𝑨 𝑸𝑩 𝑹𝑪
∙ ∙ =𝟏
𝑷𝑩 𝑸𝑪 𝑹𝑨

TEOREMA. As três medianas de um triângulo são concorrentes, em um único ponto denominado Baricentro
(G). O Baricentro divide cada uma das medianas na razão 2:1, a partir do vértice.

TEOREMA. As bissetrizes internas de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado de incentro (I)
que esta a igual distância dos lados do triângulo.

TEOREMA. O incentro I é o centro da circunferência inscrita no triângulo.

TEOREMA. As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes num mesmo ponto O que esta a igual
distância dos vértices do triângulo.

TEOREMA. As três alturas de um triângulo concorrem em um ponto denominado de ortocentro (H). Se o


triângulo for retângulo, é imediato que o ortocentro coincide com o vértice de ângulo reto. O ortocentro é
exterior ao triângulo sempre que o triângulo for obtusângulo, e é interior quando for acutângulo.

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TEOREMA. Sejam H e O respectivamente o ortocentro e o circuncentro, do ABC e M, o ponto médio do lado BC.
Então AH = 2 OM.

A
Y
N
H O

B X M C

Prova: Sejam AX e BY alturas e N, o ponto médio de AC. Como MN é base média, MN // AB e MN = ½AB. Daí, ABH
OMN , pois têm lados paralelos entre si (e razão 2:1). Portanto, AH = 2 OM .

TEOREMA. (RETA DE EULER) O ortocentro, o baricentro e o circuncentro de um triângulo qualquer são colineares.

Prova: Seja G a interseção de AM e HO (na figura abaixo). Então, AHG GOM na razão 2:1. Daí, AG = 2 GM. Portanto,
G é o baricentro e pertence à reta HO.

A
Y
N
H O

B X M C

TEOREMA. O simétrico do ortocentro em relação a cada um dos lados do triângulo está sobre o círculo
circunscrito.

TEOREMA. Os simétricos do ortocentro em relação a cada um dos pontos médios dos lados de um triângulo
encontram-se sobre o círculo circunscrito.

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DEFINIÇÃO. A circunferência exinscrita relativa ao vértice A do triângulo ABC é tangente ao lado BC e às retas AB e
AC. Seu raio será designado por ra e seu centro por IA , chamado de exincentro (ou excentro) relativo ao vértice A do
triângulo ABC. O ponto IA é a interseção da bissetriz interna de A e das bissetrizes externas de B e C. As outras duas
circunferências exinscritas e os dois outros exincentros são definidas de forma análoga.

IA
b

a ra

A c B

A área do triângulo ABC é igual a área de ABIA mais a área de ACIA menos a área de BCIA. Assim,
cra bra ara b + c − a
S= + − = ra .
2 2 2 2
Observe que b + c – a = a + b + c – 2a = 2p – 2a = 2(p – a). Logo, a nossa nova relação é:
S = ra ( p − a)
e, analogamente, temos
S = rb ( p − b)
S = rc (p − c)

que permitem calcular os raios das circunferências exinscritas em função dos lados do triângulo ABC.

Teorema. (A RELAÇÃO DOS CINCO RAIOS) Os raios das circunferências inscrita, circunscrita e ex-inscritas
estão ligados pela relação:
ra + rb + rc − r = 4R

QUADRILÁTEROS INSCRITÍVEIS
Definição. Dizemos que um quadrilátero é inscritível se, e somente se, existir uma circunferência que passa
pelos seus quatro vértices.

TEOREMA. Um quadrilátero é inscritível se, e somente se, a soma dos ângulos opostos for igual a 180º.

TEOREMA. Considere um quadrilátero convexo ABCD. Então, ABCD é inscritível se, e somente se, o ângulo
que uma diagonal forma com um lado for igual ao ângulo que a outra diagonal forma com o lado oposto.

TEOREMA. (PTOLOMEU) Se ABCD é um quadrilátero inscritível de diagonais AC e BD, então:


AB CD + AD BC = AC BD.

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II. ANÁLITICA
y

yP P(xP, yP)

xP x
O

Considere no plano um par de eixos perpendiculares x e y, cuja origem é o ponto de interseção O. Sobre cada um
desses eixos representaremos os números reais, pondo o zero na origem O. A partir daí, cada ponto P do plano poderá ser
representado de maneira única pelo par ordenado (xP, yP), em que xP é a projeção ortogonal de P sobre o eixo x e yP é a
projeção ortogonal de P sobre o eixo y. Os números xP e yP chamam-se coordenadas cartesianas de P e ainda dizemos que

xP é a abscissa de P, yP é a ordenada de P

Para indicar as coodenadas cartesianas de P escrevemos P (xP, yP). Dessa forma, a origem do sistema de coordenadas
cartesianas é o ponto O (0,0). Considere, por exemplo, a representação dos pontos A (3, 2), B (4, 0), C (−2, 3) e D (−1, −1):

Observação: Dados os pontos A (xA, yA) e B (xB, yB), o ponto médio do segmento AB é o ponto M (xM, yM) cujas coordenadas
são dadas por

x A + xB y +yB
xM = e yM = A .
2 2

DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS

Dados os pontos A (xA, yA) e B (xB, yB), a distância entre os pontos A e B (que é a medida do segmento AB) é dada por

d AB = (x A − x B ) 2 + (y A − y B ) 2 .

DIVISÃO DE UM SEGMENTO NUMA DADA RAZÃO

PA m
Dados os pontos A (xA, yA) e B (xB, yB), se um ponto P (xP, yP) divide o segmento AB na razão = , então
PB n

n m n m
xP = xA + xB E yP = yA + yB .
m +n m +n m +n m +n

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CONDIÇÃO DE ALINHAMENTO DE TRÊS PONTOS

Quando três pontos A(x1,y1),B(x2,y2) C (x3, y3) estão alinhados, o determinante

x1 y1 1
D = x2 y2 1
x3 y3 1

é nulo.

ÁREA DE UM TRIÂNGULO DADOS OS VÉRTICES

Dado o triângulo ABC, cujos vértices têm coordenadas A (x1, y1), B (x2, y2) e C (x3, y3), sua área S pode ser calculada pela
fórmula:

x1 y1 1
|D |
S = , em que D = x 2 y2 1 .
2
x3 y3 1

EQUAÇÃO DA RETA

Dados dois pontos A (xA, yA) e B (xB, yB), queremos encontrar todos os pontos P (x, y) que pertencem à reta AB. Esses pontos
podem ser determinados pela condição de alinhamento dos pontos P, A e B. Dessa forma, para acharmos a equação de uma
reta, basta resolvermos o determinante:

x y 1
xA y A 1 = 0.
xB yB 1

Equação Geral da Reta

ax + by + c = 0

com a, b e c constantes tais que a e b não sejam simultaneamente nulos.

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COEFICIENTE ANGULAR

A inclinação de uma reta é o ângulo orientado que ela faz com o eixo x, medido no sentido anti-horário a partir do eixo x.
Por exemplo, o ângulo da figura abaixo é a inclinação da reta s. O coeficiente angular da reta s, que será denotado por
ms, é a tangente trigonométrica da inclinação de s. Resumindo:

ms = tg (Coeficiente Angular)

y
s

yP

xP x
O

Observação: O coeficiente angular de uma reta paralela ao eixo x é zero. O coeficiente angular de uma reta paralela ao
eixo y não existe.

O coeficiente angular da reta passando por dois pontos A (xA, yA) e B (xB, yB) é dado por

y A −yB
ms = = tg .
x A − xB

yA A(xA, yA)

yA – yB

B(xB, yB)
yB
xA – xB

xB xA x
O

EQUAÇÃO DA RETA (quando conhecemos um ponto e a inclinação)

Queremos obter a equação de uma reta s que passa pelo ponto A (xA, yA) com uma dada inclinação , ou seja, conhecendo-
y −yA
se o coeficiente angular m = tg . Neste caso, a equação da reta s é obtida observando-se que tg = = m . Daí,
x −xA
obtemos: y − yA = m (x – xA).

Dessa forma, temos a :Equação Reduzida da Reta

y = mx + n,

em que a constante n é chamada de coeficiente linear. Para determinarmos o valor de n, basta substituirmos as coordenadas
xA e yA na equação da reta.

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POSIÇÃO RELATIVA DE DUAS RETAS

Dadas duas retas (r) e (s), de equações:

r: y = m1x + n1

s: y = m2x + n2,

Temos:

• r e s são paralelas quando: m1 = m2 e n1 n2

• r e s são concorrentes quando: m1 m2

• r e s são coincidentes quando:m1 = m2 e n1 = n2 .

Observação: Se as retas r e s forem perpendiculares, então m1 m2 = −1.

FEIXE DE RETAS CONCORRENTES

Considere o conjunto de todas as retas que concorrem num mesmo ponto C (que é chamado o centro do feixe). Para
determinarmos a equação do feixe, basta conhecermos duas de suas retas ou o centro do feixe.

Equação do Feixe quando conhecemos o centro C (x0, y0)

y – y0 = m (x – x0), para todo m real.

Observe que todas as retas não verticais que passam por C têm sua equação reduzida desta forma, para algum coeficiente
angular m. A equação da reta vertical que passa por C será dada por x = x0.

Equação do Feixe quando conhecemos duas de suas retas (*)

1(a1x + b1y + c) + 2(a2x + b2y + c )= 0

Considere as retas

(r): a1x + b1y + c = 0

(s): a2x + b2y + c = 0

passando pelo ponto C (x0, y0). Veja que o ponto C pertence a qualquer reta dada por uma equação da forma

1(a1x + b1y + c) + 2(a2x + b2y + c )= 0,

Em que 1 e 2 são dois números reais quaisquer. De fato, basta observar que

a1x0 + b1y0 + c = 0

e que

a2x0 + b2y0 + c = 0.

Por outro lado, qualquer reta passando por C pode ser escrita como em (*).

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ÂNGULO ENTRE DUAS RETAS

O ângulo agudo formado por duas retas r e s é dado pela equação:

mr − ms
tg = ,
1 + mr ms

em que mr e ms são os coeficientes angulares de r e s, respectivamente.

Observação: Veja que a fórmula acima não se aplica ao caso em que as retas são perpendiculares nem ao caso em que são
verticais.

y
r s

yP

xP x
O

Lembre-se: Se duas retas não-verticais r e s são perpendiculares, vale o produto: mr ms = −1.

DISTÂNCIA DE PONTO A RETA

A distância d de um ponto P (x0, y0) a uma reta r de equação ax + by + c = 0 é dado por

ax 0 + by 0 + c
d = .
2 2
a +b

y
P (x0, y0)

r
d

x
O

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EQUAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA
Dado um ponto C (a, b) no plano e um número real R > 0, definimos a circunferência de centro C e raio R como sendo o
conjunto de todos os pontos P do plano tais que PC = R .

P(x, y)

b C(a, b)

a x
O

A equação da circunferência de centro (a, b) e raio R pode ser expressa de duas formas:

Equação reduzida: (x – a)2 + (y – b)2 = R2.

Equação Geral: x2 + y2 – 2ax – 2by + a2 + b2 – R2 = 0.

Observação: Toda circunferência tem sua equação da forma: x2 + y2 + Ax + By + C = 0.

OBSERVAÇÃO: A circunferência que passa por três pontos não colineares dados por P1 ( x1 , y1 ) , P2 ( x 2 , y 2 ) e
P3 (x3 , y 3 ) tem por equação, sob a forma de determinante,

x2 +y2 x y 1
x 12 + y 12 x1 y1 1
=0
x 22 + y 22 x2 y2 1
x 32 + y 32 x3 y3 1

Podemos ainda, utilizar essa forma para verificar se quatro pontos quaisquer são vértices de um quadrilátero inscritível.

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EIXO RADICAL
Definição: Dadas duas circunferências C1 e C2, o eixo radical relativo a C1 e C2 é o lugar geométrico dos pontos P do
plano cujos comprimentos das tangentes traçada por P às duas circunferência têm o mesmo comprimento.

Em outras palavras, é o conjunto de todos os pontos P cuja potência de ponto em relação a C1 e a C2 é a mesma.

Observação: Sabemos da geometria plana que o eixo radical é uma reta perpendicular à reta que liga os dois centros.

Se as equações de C1 e C2 são dadas por

x2 + y2 + A1x + B1y + C1 = 0. E x2 + y2 + A2x + B2y + C2 = 0,

a equação do eixo radical é obtida subtraindo-se essas duas equações, o que nos dá:

Equação do Eixo Radical

(A1 – A2)x + (B1 – B2)y + (C1 – C2) = 0

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• CÔNICAS

Uma cônica é uma figura obtida pela interseção de uma superfície cônica com um plano. Suponha que X é o ângulo da
geratriz do cone com seu eixo e Y o menor ângulo do eixo do cone com o plano da seção. As situações são 1:
a) Uma elipse (ou círculo), se o plano intercepta apenas uma folha do cone e não for // a nenhuma geratriz 2, ou seja,
X < Y;
b) Uma parábola, se o plano é // a alguma geratriz3, ou seja, X = Y;
c) Uma hipérbole, se o cone intercepta as duas folhas da superfície cônica 4, ou seja, X > Y.

PROPRIEDADES (1)
1. Uma cônica é o LG dos pontos do plano cuja razão das distâncias a uma reta fixa (chamada de diretriz) e a um ponto
fixo (fora da reta e chamado de foco) é constante. Tal razão é denominada de excentricidade (e) da cônica e é definida
por e = cos Y / cos X. Se e < 1 elipse; se e = 1 parábola; e se e > 1 hipérbole.
2. Uma elipse é o LG dos pontos do plano cuja soma das distâncias a dois pontos fixos é constante.
3. Uma hipérbole é o LG dos pontos do plano cuja diferença entre as distancias a dois pontos fixos é constante.
4. Uma parábola é o LG dos pontos do plano equidistantes de uma reta fixa e de um ponto fixo.
Demonstração (para o caso da elipse):
Considere a figura onde são indicadas as esferas tangentes ao cone e ao plano que o secciona; os círculos de interseção
das referidas esferas com o cone; os pontos F1 e F2, pontos de contato das esferas com o plano (a seção) e o plano ,
perpendicular ao eixo do cone (// aos planos dos círculos interseção).
Seja P um ponto qualquer da seção, Q’PQ a geratriz que passa por P; A, projeção de P sobre e D a projeção de P sobre a
diretriz; X o ângulo da geratriz do cone com seu eixo e Y o menor ângulo do plano secante com a geratriz.
Observe na figura que PF2 = PQ e PF1 = PQ’, pois são pares de tangentes de um mesmo ponto a uma mesma esfera; mas
PQ + PQ’ é constante, pois é um trecho da geratriz ! Logo PF1 + PF2 é constante (Propriedade 1).
Mas PA = PQ.cos X, PA = PD.cos Y e PF2 = PA; logo, PF2/PD = cosY/cosX, que é constante (e excentricidade da
cônica - propriedade 4 para o caso da elipse).

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PROPRIEDADES (2)
As cônicas possuem uma importante propriedade de reflexão: a reta tangente a uma cônica em um ponto é uma das
bissetrizes dos raios focais deste ponto (para a parábola suponha um dos focos no infinito).
a) Numa elipse a luz emitida por um foco “reflete” passando pelo outro foco (a normal em P é bissetriz de F 1PF2).
b) Numa parábola a luz emitida em um foco é refletida paralela ao eixo de simetria; além disso, as tangentes às extremidades de
uma corda que passa no foco formam 90º e se encontram na diretriz...
c) Numa hipérbole, luz incidindo na direção de um foco, reflete na direção do outro foco.

A demonstração da “reflexão” é simples. O argumento segue a seguinte linha: há apenas um ponto da bissetriz que pode pertencer
à cônica...

O LG das projeções dos focos sobre as retas tangentes é o círculo de diâmetro AA’ (chamado de círculo principal). O
LG do simétrico de um foco com relação às retas tangentes é uma circunferência (de centro no foco e raio 2a, que é
chamada de “circulo” diretor da cônica).

d) A tangente a uma elipse é a bissetriz externa do ângulo agudo formado pelos raios vetores no ponto de contato. Então, a normal
é a bissetriz interna do ângulo formado pelos raios vetores.

r
t
M β
β

F' F

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e) TEOREMA DE PONCELET: Os ângulos que as tangentes conduzidas por um ponto P exterior à elipse formam com as
retas que unem esse ponto aos focos são iguais. Sendo M e M’ os pontos de tangência, PF é bissetriz do ângulo MFM ' e
PF ' é bissetriz do ângulo MF ' M ' .

M' M

F' F

f) CÍRCULO ORTICO (OU CÍRCULO DE MONGE) O lugar geométrico dos pontos de encontro das tangentes à elipse,

perpendiculares entre si, é o círculo concêntrico da elipse, com raio igual a a 2 + b2 .

t'

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g) A reta suporte do diâmetro da elipse de equação b 2 x 2 + a 2 y 2 = a 2b 2 , que divide ao meio todas as cordas de coeficiente
angular m, tem por equação

b 2 x + a 2 my = 0

B P2
D
P'

X
A' O A
P1

D'
B'

h) A circunferência principal da elipse (ou da hipérbole) é o lugar geométrico das projeções dos focos sobre as
tangentes traçadas à elipse (ou à hipérbole).

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i) TEOREMA DE PONCELET NA HIPÉRBOLE: Os ângulos que as tangentes conduzidas por um ponto P exterior à
hipérbole formam com as retas que unem esse ponto aos focos são iguais. Sendo M e M’ os pontos de tangência, PF é
bissetriz (interna ou externa) do ângulo MFM ' e PF ' é bissetriz (interna ou externa) do ângulo MF ' M ' .

F' F

t
M'
t'

j) Dados o foco F e a diretriz de uma parábola, para cada ponto T na diretriz, a mediatriz de FT é tangente à curva.

d
t

T M
T' M'

k) A tangente a uma parábola no ponto M é bissetriz do ângulo formado pelo raio vetor MF e pela perpendicular à diretriz que
passa por M.

d t

M =
T

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l) O foco da parábola é o ponto médio do segmento limitado pelos pés da tangente e da normal em M sobre o eixo.

t
r
M

T F N

m) O simétrico de um foco de uma parábola com relação a uma tangente genérica pertence à diretriz.

d t

M
T =

V F

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n) TEOREMA DE PONCELET NA PARÁBOLA: Por um ponto P exterior à parábola, traçamos as duas tangentes à curva.
O ângulo que a reta PF forma com um das tangentes é igual ao ângulo que o eixo de simetria da parábola forma com a outra
tangente.

= t1

P Paralela ao eixo de Simetria

Eixo de Simetria
F

t2

Sendo M e M’ os pontos de tangência, a reta PF é bissetriz do ângulo MFM ' .


t1

t2

PROPRIEDADES (3):

EQUAÇÃO COMPLETA DO 2º GRAU


Chamamos de cônica ao conjunto de pontos do plano cujas coordenadas cartesianas satisfazem uma
equação do 2º grau com duas variáveis:

𝐴𝑥 2 + 𝐵𝑥𝑦 + 𝐶𝑦 2 + 𝐷𝑥 + 𝐸𝑦 + 𝐹 = 0

Esta equação se diz completa quando todos os coeficientes A, B, C, D, E, F são não nulos. Destarte, a
equação contém:
• três termos do 2º grau: 𝐴𝑥 2 , 𝐵𝑥𝑦 e 𝐶𝑦 2;
• dois termos do 1º grau: 𝐷𝑥 e 𝐸𝑦;
• um termo independente: 𝐹.
Detemo-nos no termo 𝑩𝒙𝒚:

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I) Se 𝐵 ≠ 0, eixo focal da cônica é oblíquio aos eixos cartesianos. Para que a equação fique desprovida
do termo em 𝑥𝑦 faz-se que se aplique uma rotação de eixos de amplitude 𝜃.

II) Se 𝐵 = 0, a equação do 2º grau se reduz à forma:


𝐴𝑥 2 + 𝐶𝑦 2 + 𝐷𝑥 + 𝐸𝑦 + 𝐹 = 0

O eixo focal da cônica é paralelo aos eixos cartesianos. Efetuando uma translação de eixos obtemos o seu
centro ou o seu vértice (para as cônicas não degeneradas).

DISCRIMINANTE DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU

A equação 𝐴𝑥 2 + 𝐵𝑥𝑦 + 𝐶𝑦 2 + 𝐷𝑥 + 𝐸𝑦 + 𝐹 = 0 (*) pode ser identificada como uma elipse, uma
hipérbole ou uma parábola, conforme o valor do discriminante 𝐵 2 − 4𝐴𝐶.

Se A eq. (*) representa


𝐵 2 − 4𝐴𝐶 = 0 Uma parábola
𝐵 2 − 4𝐴𝐶 > 0 Uma hipérbole
𝐵 2 − 4𝐴𝐶 < 0 Uma elipse

N.B.: Rememoramos que a equação (*) representa uma circunferência se 𝐵 = 0 e 𝐴 = 𝐶.

ORDEM DAS TRANSFORMAÇÕES

Considere a equação 𝐴𝑥 2 + 𝐵𝑥𝑦 + 𝐶𝑦 2 + 𝐷𝑥 + 𝐸𝑦 + 𝐹 = 0.


Nosso escopo é obter a equação canônica da cônica. Para tanto, deve-se eliminar termos do 1º grau e/ou
do 2º grau e por conseguinte aplicar-se-á translação e/ou rotação dos eixos.
Na prática, com o intuito de tomar menos laboriosos os cálculos, convém adotar a seguinte ordem das
transformações.

Se 𝐵 2 − 4𝐴𝐶 ≠ 0 (elipse ou hipérbole) 1º) translação 2º) rotação


Se 𝐵 2 − 4𝐴𝐶 = 0 (parábola) 1º) rotação 2º) translação

a) Translação de eixos: na equação (*) pode-se eliminar os termos do 1º grau (termos 𝐷𝑥 e 𝐸𝑦) pela
translação de eixos. Neste caso, os coeficientes A, B e C (dos termos do 2º grau) não se alteram.
Fórmulas de translação de eixos:

𝑥 = 𝑥0 + 𝑥 ′ e 𝑦 = 𝑦0 + 𝑦 ′

b) Rotação de eixos: Na equação (*) pode-se suprimir os termos do 2º grau (termos 𝐴𝑥 2 , 𝐵𝑥𝑦 e 𝐶𝑦 2)
pela rotação de eixos. Neste caso, o termo independente F permanece imutável.
Em particular para o cálculo do ângulo 𝜃 que elimina o termo em 𝒙𝒚 é mais prática a aplicação da
fórmula:

𝐵
tg 2𝜃 = (0° ≤ 𝜃 ≤ 90°)
𝐴−𝐶
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N.B.: Se 𝐴 = 𝐶, então 𝜃 = 45°.

Fórmulas de rotação de eixos:

𝑥 = 𝑥 ′ cos 𝜃 − 𝑦 ′ sen 𝜃

𝑦 = 𝑥 ′ sen 𝜃 + 𝑦 ′ cos 𝜃

c) Reconhecimento de uma cônica degenerada:


Dada a equação completa do 2º grau

𝐴𝑥 2 + 𝐵𝑥𝑦 + 𝐶𝑦 2 + 𝐷𝑥 + 𝐸𝑦 + 𝐹 = 0.

2𝐴 𝐵 𝐷
Seja ∆= | 𝐵 2𝐶 𝐸|
𝐷 𝐸 2𝐹
Se:
I. ∆ ≠ 0 ter-se-á uma cônica regular
(circunferência, elipse, parábola, hipérbole)

II. ∆ = 0 ter-se-á uma cônica degenerada


(um ponto, um par de retas concorrentes, uma reta ou um par de retas paralelas)
Fulcrados na presente exposição, enfatize-se antes de identificar se uma cônica é uma elipse, parábola ou
hipérbole através do discriminante 𝐵 2 − 4𝐴𝐶, faz-se o cálculo do determinante ∆.

Em resumo:

∆ ≠ 0 → parábola
Se 𝐵 2 − 4𝐴𝐶 = 0 {
∆ = 0 → uma reta ou um par de retas paralelas.
∆ ≠ 0 → hipérbole
Se 𝐵 2 − 4𝐴𝐶 > 0 {
∆ = 0 → um par de retas concorrentes.
∆ ≠ 0 → elipse
Se 𝐵 2 − 4𝐴𝐶 < 0 {
∆ = 0 → um ponto

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

• GEOMETRIA ESPACIAL
POLIEDROS CONVEXOS
DEFINIÇÃO: Superfície poliédrica limitada convexa é a reunião de um número finito de polígonos planos e convexos
(ou regiões poligonais convexas), tais que:
a) dois polígonos não estão num mesmo plano;
b) cada lado de um polígono é comum a dois e apenas dois polígonos;
c) havendo lados de polígonos que estão em um só polígono, estes devem formar uma única
poligonal fechada, plana ou não, chamada contorno;
d) o plano de cada polígono deixa todos os outros polígonos num mesmo semi-espaço (condição de
convexidade).

As superfícies poliédricas limitadas convexas que tem contorno são chamadas abertas. As que não têm,
fechadas.

Elementos: as faces são os polígonos; as arestas são os lados dos polígonos; os vértices são os vértices dos polígonos;
os ângulos são os ângulos dos polígonos.

Exemplos:
1) 2)

DEFINIÇÃO: Um ponto é interior a uma superfície poliédrica convexa fechada (SPCF) quando uma semi-
reta com origem neste ponto intercepta esta SPCF em apenas um ponto.
DEFINIÇÃO: Poliedro convexo é a união da superfície poliédrica convexa fechada (SPCF) com seus pontos internos.
DEFINIÇÃO: Dado um poliedro 𝑃,definimos por 𝑋(𝑃 ) = 𝑉 − 𝐴 + 𝐹 a característica de Euler.

PROPRIEDADE: (RELAÇÃO DE EULER) Para todo poliedro convexo, ou para sua superfície, vale a relação

V − A + F = 2,
onde V é o número de vértices, A é o número de arestas e F é o número de faces do poliedro.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

EXEMPLOS DE POLIEDROS COM 𝑋(𝑃 ) ≠ 2

• Para os poliedros abaixo, vale a relação Va − Aa + Fa = 1.

1) 2

4)

3)

• Para o poliedro abaixo, vale a relação Va − Aa + Fa = 0.

• Para o poliedro abaixo, vale a relação Va − Aa + Fa = -2.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

• Para o poliedro abaixo, vale a relação Va − Aa + Fa = -4.

SOMA DOS ÂNGULOS DAS FACES DE UM POLIEDRO CONVEXO

PROPRIEDADE: A soma dos ângulos de todas as faces de um poliedro convexo de V vértices é dada por:

S = (V − 2).360o.

DEFINIÇÃO: Um poliedro é chamado poliedro de Platão, se e somente se, satisfaz as seguintes condições:

a) Todas as suas faces são polígonos com o mesmo número (n) de lados;
b) Todos os seus vértices são vértices de ângulos poliédricos cos com o mesmo número (m)
de arestas;

c) Obedece à relação de Euler: V − A + F = 2.

PROPRIEDADE: Existem cinco, e somente cinco, classes de poliedros de Platão.

POLIEDROS REGULARES

DEFINIÇÃO: Um poliedro convexo é regular quando:

a) suas faces são polígonos regulares e congruentes,


b) seus ângulos poliédricos são congruentes.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

PROPRIEDADE: Existem cinco, e somente cinco, tipos de poliedros regulares.

tetraedro regular hexaedro regular octaedro regular

dodecaedro regular icosaedro regular

FATOS IMPORTANTES

• Relação entre número de vértices, arestas e faces de um poliedro Euleriano.

2𝐴 = 3𝐹3 + 4𝐹4 + 5𝐹5 + 6𝐹6 + ⋯


2𝐴 = 3𝑉3 + 4𝑉4 + 5𝑉5 + 6𝑉6 + ⋯

• Em qualquer poliedro convexo, é par o número de faces que têm número ímpar de lados.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

PRISMAS
Considere um plano a , uma reta r no espaço interceptando a e um polígono convexo P = A1 A2 A3 ... An sobre
o plano a . Definimos prisma ilimitado convexo a região do espaço determinado pelos planos paralelos à reta r
e contendo os lados do polígono P . Observe que se b é qualquer plano paralelo a a , sua interseção com os
planos que determinam a região prismática é um polígono. P ' = A '1 A '2 ... A 'n congruente a P . Neste caso,
dizemos que P ' é uma secção do prisma ilimitado.

Definimos prisma convexo, ou simplesmente prisma, como a parte do prisma ilimitado compreendido entre
dois planos paralelos.

ELEMENTOS DO PRISMA

É importante observar que um prima é um poliedro convexo que possui duas faces paralelas que são polígonos
congruentes (P e P’, que são chamados bases do prisma) e as demais faces são paralelogramos (faces laterais).
Se as bases do prisma são polígonos de n lados, então o prisma possui:

• 2n vértices;
• 3n arestas;
• n+ 2 faces (duas bases e n faces laterais).

Dessa forma, um prisma é um poliedro euleriano , uma vez que satisfaz a relação de Euler:

V - A + F = 2n - 3n + (n + 2)= 2

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Definição: Um prisma é dito reto quando as arestas laterais são perpendicular ás bases. Caso contrário, ele é
dito oblíquo. Além disso, um prisma é dito regular quando é reto e as bases são polígonos regulares.

Observação: No caso do prisma ser reto, as aretsas laterais são retângulos. No caso do prisma oblíquo faces
laterais são paralelogramos.

ÁREA E VOLUME DO PRISMA

1) A área de um prisma é a soma das áreas de todas as faces, ou seja, é igual a duas vezes a área da base
2) O valor de um prisma cuja base tem área AB e cuja altura mede H é
𝑉 = 𝐴𝐵 . 𝐻

Observação: No caso em que o prisma é reto, e somente neste caso, a altura do prisma coincide com a altura de
cada face lateral. No caso do prisma obliquo, a altura do prisma é dada pela distância entre os dois planos que
contêm as bases.

PARALELEPÍPEDOS E ROMBOEDROS
Definição: Chamamos de paralelepípedo ao prisma cujas bases são paralelogramos. Daí, é imediata a definição
de paralelepípedo reto como um prisma reto cujas bases são paralelogramos. Além disso, um paralelepípedo
reto-retângulo ou paralelepípedo retângulo ou é um prisma reto cujas bases são retângulos.

Definição: Chamamos de romboedro ao paralelepípedo que possui todas as arestas congruentes. Um romboedro
é, portanto, um paralelepípedo reto com todas as arestas iguais e um romboedro reto-retângulo é um romboedro
reto cujas bases são retângulos. Estes último é conhecido como cubo.

O PRINCÍPIO DE CAVALIERI: Sejam A e B dois sólidos. Escolhamos um plano, que chamaremos


horizontal e considere que todos os planos paralelos a ele também serão horizontais. Então, se todo plano
horizontal secciona A e B segundo figuras planas om áreas iguais, então Volume( A) = Volume( B) .

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

PIRÂMIDES

Considere sobre um plano a um polígono A1 A2 ... An , não necessariamente convexo, e um ponto V fora do
plano. Definimos a pirâmide A1 A2 ... An e vértices V o poliedro que se obtém ao ligarmos V a cada um dos
vértices A1 A2 ... An .

ELEMENTOS DA PIRÂMIDE

Considere uma pirâmide cuja base é um polígono convexo de n lados. Então, a pirâmide terá n faces
triangulares (que chamaremos de faces laterais) e uma face que é um polígono de n lados. de modo geral, a
pirâmide apresenta:

n + 1 vértices (considerando a pirâmide um poliedro);


2n arestas ( n arestas na base de n arestas laterais);
n + 1 faces (umas base e n faces laterais).

Dessa forma, uma pirâmide é um poliedro eureliano, uma vez que satisfaz a relação de Euler:

V - A + F = (n + 1) - 2n + (n + 1) = 2

A altura da pirâmide é a distância h entre o vértices e o plano da base.

Definição: Uma pirâmide é regular quando a base é um polígono regular e a projeção ortogonal do vértice
sobre o plano da base é o centro da base. Neste caso, observamos que todas as arestas laterais são iguais e que
as faces laterais são triângulos isósceles congruentes.

Definição: Chama-se de apótema de uma pirâmide regular à altura de uma face lateral, relativamente ao lado da
base.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

ÁREA E VOLUME DA PIRÂMIDE

1) A área de uma pirâmide é a soma das áreas de todas as faces, ou seja, é igual a área da base mais a soma
das áreas dos n triângulos que são faces laterais.
2) O volume de uma pirâmide cuja base tem área AB e cuja altura mede H é
1
𝑉 = . 𝐴𝐵 . 𝐻
3

CILINDROS

Vamos dar uma definição de cilindros um pouco mais geral do que comumente nos é apresentada. Começamos
com uma figura plana F , limitada por um a curva fechada, a qual tomaremos como base. O cilindro fica
determinado pela sua base F e por um segmento da reta g , não paralelo à base, chamado geratriz do cilindro,
do seguinte modo: por causa ponto F , levantamos um segmentos de reta paralelo a, e do mesmo comprimento
que, g . A reunião desses segmentos é i cilindro C , de base F e geratriz g .

As extremidades das geratrizes geram uma outra figura plana F ' , congruentes a F e situada em um plano
paralelo ao ponto de F . A distancia entre estes dois planos (Isto é, o comprimento da perpendiculares baixada
de um ponto F ' sobre o planos de F ) é a altura do cilindro. No caso em que a geratriz do cilindro é
perpendiculares ao plano da base, este chama-se cilindro reto.

Esta definição mais geral nos permite considerar os prismas como casos particulares de cilindros, tomando
como bases polígonos.

Teorema: O volume de um cilindro é igual ao produto da área de base pela altura.

Proposição: dado um cilindro reto cuja base é um circulo de raio r e cuja altura tem comprimento h , temos:

𝑉 = 𝜋. 𝑟 2 . ℎ, 𝐴𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑙 = 2𝝅𝒓𝒉, 𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 2𝝅𝒓(𝒉 + 𝒓)

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Um cilindro circular reto é um sólido de revolução, uma vez que pode ser obtido pela rotação de um retangular
de base r e altura h em torno de um eixo que coincide com um dos lados perpendiculares à base. Assim, num
cilindro circular reto, a reta que une os centros das bases é chamado de eixo de revolução.

Se a altura do cilindro for igual ao diâmetro da base, ainda dizemos que o cilindro é equilátero.

CONES
Considere uma figura plana F situada em um plano a , limitada por uma curva fechada, a qual tomaremos
como base, e um ponto V , não pertencente a a . O cone de base F e vértice V é obtido unindo-se cada ponto
de F ao ponto V .

A distância do vértice V ao plano a , ou seja, o comprimento da perpendicular baixada de V ao plano a, é a


altura do cone. Aqui, a mesma relação que existe entre prismas e cilindros pode ser tomada entre as pirâmides e
os cones, no sentido de que a pirâmide pode ser considerada um cone de base poligonal.

Teorema: O volume de um cone é igual a um terço do produto da área da base pela altura.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

OBS: A geratriz de um cone também é chamada de apótema do cone.

Definição: Dado um cone de vértice V e centro da base O , uma secção meridiana deste cone é a interseção do
cone com um plano contendo o eixo VO . No caso do cone reto, a secção meridiana é um triangulo isósceles,
cuja base é igual ao diâmetro da base e os outros dois lados iguais à geratriz do cone. Se a secção meridiana for
um triangulo equilátero, então temos um cone equilátero.

ÁREA LATERAL E TOTAL

A superfície lateral de um cone circular reto de geratriz g e raio r é equivalente a um setor circular de raio g e
comprimento de arco.2𝝅𝒓

𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝝅𝒓(𝒈 + 𝒓)

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

ESFERAS
Definição: A esfera de centro num ponto O e raio R é o conjunto dos pontos do espaço cuja distancia ao
ponto O é menor do que ou igual a R . Em outras palavras, tal esfera é a reunião de todos os segmentos de
centro O e comprimento igual a R .

ÁREA E VOLUME DA ESFERA

Considere uma esfera de raio R repousando sobre um plano horizontal. Vamos usar o Princípio de Cavalieri
para calcular seu volume. Para isto, devemos obter um sólido sobre o mesmo plano horizontal tal que para
qualquer plano paralelo ao horizontal as secções obtidas no sólido e na esfera tenham a mesma área. Então,
tome um cilindro equilátero de raio da base igual a R e altura igual a 2R e os dois cones cujas bases são as
bases do cilindro e cujos vértices coincidem com o ponto médio do eixo do cilindro. (A reunião destes dois
cones é chamada de Clepsidra).

Ao solido que esta dentro do cilindro e fora dos dois cones é chamado de anticlépsidra. Mas isto não ajuda em
nada, portanto esqueça esse nome! Chame-o de sólido X . Vamos provar que o volume da esfera é igual ao
volume deste sólido X .

Supondo que a esfera e o sólido X estejam sobre o mesmo plano, considere uma secção paralela a uma altura h
qualquer do centro da esfera. Dessa as secções rem mesma área, de modo que, pelo Principio de Cavalieri, os
dois sólidos tem mesmo volume:

4
𝑉= . 𝜋. 𝑅 3
3
𝑑𝑉
Para calcular a área S da superfície da esfera, podemos usar que: 𝑆 = = 4. 𝜋. 𝑅 2
𝑑𝑅

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

SUPERFÍCIES DE SÓLIDOS ESFÉRICOS


CALOTA ESFÉRICA

É a superfície do solido obtido pela secção da esfera por um plano qualquer. Neste caso, observe que qualquer
secção divide a esfera em duas calotas esféricas.

ZONA ESFÉRICA

É a superfície do sólido limitado pela esfera e por dois planos paralelos e secantes à esfera.

ÁREAS DA CALOTA ESFÉRICAS E DA ZONA ESFÉRICA

Considere uma esfera de raio R . Então a área da calota e da zona esférica são dada por:

𝐴𝑐𝑎𝑙𝑜𝑡𝑎 = 2. 𝜋. 𝑅. ℎ. 𝑒 𝐴𝑧𝑜𝑛𝑎 = 2𝜋𝑅. ℎ𝑧𝑜𝑛𝑎

Observação: Veja que a área de uma calota ou de uma zona esférica depende unicamente de sua altura e do
raio da esfera.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

VOLUME DE SÓLIDOS ESFÉRICOS


SEGMENTOS ESFÉRICOS

É o sólido limitado por dois planos paralelos e pela esfera. Um segmento esférico pode ter duas bases, cada
uma das quais é uma circunferência, caso os dois planos seja secante e o outro tangente à esfera. Neste caso,
sua superfície é uma zona esférica. Ou pode ter uma única base, caso um plano seja secante e o outro tangente à
esfera. Neste caso sua superfície é uma calota esférica. A altura de um semento esférico é a distancia entre os
dois planos paralelos. Considere um segmento esférico cujas bases sejam duas circunferências de raios r1 e r2 e
cuja altura tem medida h. Então seu volume é dado por:

𝜋. ℎ
𝑉𝑠𝑒𝑔𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = (3(𝑟1 2 + 𝑟2 2) + ℎ2 )
6

FATOS IMPORTANTES:
Esfera inscrita em cubo
Cálculo do raio (𝑟) da esfera inscrita num cubo de aresta 𝑎.

O diâmetro da esfera é igual à aresta do cubo.


𝑎
2𝑟 = 𝑎 ⇒ 𝑟 =
2

Esfera circunscrita ao cubo


Cálculo do raio (𝑅) da esfera circunscrita a um cubo de aresta 𝑎.

O diâmetro da esfera é igual à diagonal do cubo.

𝑎√3
2𝑅 = 𝑎√3 ⇒ 𝑅 =
2

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Esfera e octaedro regular


Esfera circunscrita ao octaedro regular
Cálculo do raio (𝑅) da esfera circunscrita a um octaedro regular de aresta 𝑎.

O diâmetro da esfera é igual à diagonal do octaedro (diagonal do quadrado).

𝑎√2
2𝑅 = 𝑎√2 ⇒ 𝑅 =
2
Esfera inscrita em um octaedro regular
Cálculo do raio (𝑟) da esfera inscrita num octaedro regular de aresta 𝑎.

O raio da inscrita é a altura 𝑂𝐻 do triângulo retângulo 𝐴𝑂𝑀.


Aplicando relações métricas no △ 𝐴𝑂𝑀 (hipotenusa × altura = produto dos catetos):

𝑎√3 𝑎√2 𝑎 𝑎√6


⋅𝑟 = ⋅ ⇒ 𝑟=
2 2 2 6
Nota: A distância entre duas faces paralelas do octaedro regular é 2𝑟.

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Esfera inscrita e esfera circunscrita ao tetraedro regular


Cálculo do raio da esfera inscrita (𝑟) e da esfera circunscrita (𝑅) a um tetraedro regular de aresta 𝑎.

Sendo o centro (𝑂) um ponto interior do tetraedro regular, para ele vale a propriedade acima, isto é:
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 + 𝑡 = ℎ e, como 𝑥 = 𝑦 = 𝑧 = 𝑡 = 𝑟, vem

1
4𝑟 = ℎ ⇒ 𝑟 = ℎ
4
e como 𝑅 + 𝑟 = ℎ, então:

3
𝑅= ℎ.
4

𝑎√6 𝑎√6 𝑎√6


Sendo ℎ = , temos: 𝑟 = e𝑅 = .
3 12 4

Tetraedro regular e octaedro regular


Cálculo da aresta (𝑥) do octaedro regular determinado pelos pontos médios das arestas de um tetraedro
regular de aresta 𝑎.

𝑎 = aresta do tetraedro
𝑥 = aresta do octaedro
𝑎
𝑀 e 𝑅 são pontos médios dos lados do △ 𝐴𝐵𝐶: 𝑥 = .
2

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Cubo e octaedro regular


Cálculo da resta (𝑥) do octaedro determinado pelos centros das faces de um cubo de aresta 𝑎.

𝑎 = aresta do cubo
𝑥 = aresta do octaedro
𝑎 2 𝑎 2 𝑎√2
𝑥2 = ( ) + ( ) ⇒ 𝑥 =
2 2 2

Octaedro regular e cubo


Cálculo da aresta (𝑥) do cubo determinado pelos centros das faces de um octaedro regular de aresta 𝑎.

𝑎 = aresta do octaedro 𝑥 = aresta do cubo

Os centros das faces do octaedro são baricentros dessas faces, então:

2 𝑎√2 𝑎√2
𝑥= ⋅ ⇒ 𝑥=
3 2 3

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FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Cubo e tetraedro regular


Cálculo da aresta (𝑥) do tetraedro regular com vértices nos vértices de um cubo de aresta 𝑎.

𝐴𝐶𝐵1 𝐷1 é um tetraedro regular


𝑎 = aresta do cubo
𝑥 = aresta do tetraedro
𝑥 = 𝑎√2

Esfera inscrita em cone reto

𝑂 é o centro da esfera inscrita (𝑂𝐶 é bissetriz).


𝐸 é o centro da circunferência segundo a qual a superfície cônica tangencia a esfera.
𝐷 é o ponto de tangência.

𝑥 𝑟 𝐻−𝑟
△ 𝐴𝐷𝑂~ △ 𝐴𝐵𝐶 ⇒ = =
𝐻 𝑅 𝐺

𝑥 é calculado no △ 𝐴𝐷𝑂 retângulo em 𝐷:

𝑥 2 = (𝐻 − 𝑟)2 − 𝑟 2 ⇒ 𝑥 = √𝐻(𝐻 − 2𝑟).

PROFESSOR: LUIS FARIAS 81


FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Esfera circunscrita a um cone reto

Do triângulo retângulo 𝐴𝐵𝐶 vem:

𝑔2 = 2𝑅 ⋅ ℎ 𝑟 2 = ℎ(2𝑅 − ℎ)

Esfera, cilindro equilátero e cone equilátero


Cilindro equilátero circunscrito a uma esfera
Dada uma esfera de raio 𝑟, calcular a área da base (𝐵), área lateral (𝐴𝑙 ), área total (𝐴𝑡 ) e o volume do
cilindro equilátero circunscrito.

Solução:

Elementos:
Seja 𝑅 o raio da base e 𝐻 a altura do cilindro. Então:

𝑅 = 𝑟 e 𝐻 = 2𝑟.
Área da base: 𝐵 = 𝜋𝑟 2
Área lateral: 𝐴𝑙 = 2𝜋𝑟 ⋅ 2𝑟 ⇒
⇒ 𝐴𝑙 = 4𝜋𝑟 2
Área total: 𝐴𝑡 = 𝐴𝑙 + 2𝐵 ⇒
⇒ 𝐴𝑡 = 6𝜋𝑟 2
Volume: 𝑉 = 𝐵 ⋅ 𝐻 ⇒ 𝑉 = 𝜋𝑟 2 ⋅ 2𝑟 ⇒ 𝑉 = 2𝜋𝑟 3

PROFESSOR: LUIS FARIAS 82


FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

Cone equilátero circunscrito a uma esfera


Calcular a área da base (𝐵), área lateral (𝐴𝑙 ), área total (𝐴𝑡 ) e volume do cone equilátero circunscrito.

Solução:

Seja 𝑥 a altura e 𝑦 o raio da base do cone.

𝑂 é o baricentro ⇒ 𝑥 = 3𝑟

△ 𝐴𝐵𝐶 ⇒ (2𝑦)2 = 𝑦 2 + 9𝑟 2 ⇒

⇒ 𝑦 2 = 3𝑟 2

Área da base: 𝐵 = 𝜋𝑦 2 ⇒

⇒ 𝐵 = 3𝜋𝑟 2

Área lateral: 𝐴𝑙 = 𝜋𝑦 ⋅ 2𝑦 = 2𝜋𝑦 2 ⇒ 𝐴𝑙 = 6𝜋𝑟 2

Área total: 𝐴𝑡 = 𝐴𝑙 + 𝐵 ⇒ 𝐴𝑡 = 6𝜋𝑟 2 + 3𝜋𝑟 2 ⇒ 𝐴𝑡 = 9𝜋𝑟 2

1 1
Volume: 𝑉 = 𝐵 ⋅ 𝑥 ⇒ 𝑉 = ⋅ 3𝜋𝑟 2 ⋅ 3𝑟 ⇒ 𝑉 = 3𝜋𝑟 3
3 3

Relações envolvendo cilindro equilátero e cone equilátero circunscritos à mesma esfera


a) Entre as áreas totais calculadas e a área da superfície esférica

𝐴 𝑇cil. = 6𝜋𝑟 2 𝐴 𝑇cone = 9𝜋𝑟 2 𝐴esf. = 4𝜋𝑟 2

Observemos que 𝐴2𝑡cil. = 𝐴𝑡cone ⋅ 𝐴esf.

b) Entre os volumes calculados e o volume da esfera

4 3
𝑉cil. = 2𝜋𝑟 3 𝑉cone = 3𝜋𝑟 3 𝑉esf. = 𝜋𝑟
3

PROFESSOR: LUIS FARIAS 83


FATOS IMPORTANTES MATEMÁTICA ITA-IME 2021

2
Observemos que 𝑉cil. = 𝑉cone ⋅ 𝑉esf.

Relações envolvendo cilindro equilátero e esfera inscrita


Considerando o cilindro equilátero circunscrito e a esfera, temos:

a) A área lateral do cilindro é igual à área da superfície esférica.

𝐴esf. 4𝜋𝑟 2 2
b) = =
𝐴tcil. 6𝜋𝑟 2 3 𝐴esf. 𝑉esf. 2
4 3 ⇒ = =
𝑉esf. 3 𝜋𝑟 2 𝐴tcil. 𝑉cil. 3
= =
𝑉cil. 2𝜋𝑟 3 3 }

Esfera e tronco de cone


Esfera circunscrita a tronco de cone reto de bases paralelas

𝑂𝐾 é mediatriz da geratriz 𝐿𝑀.


Os problemas recaem em circunferência circunscrita a trapézio isósceles.

Esfera inscrita em tronco de cone reto de bases paralelas


Condição para o tronco de cone ser circunscritível a uma esfera.

𝑔 = 𝑅+𝑟

Sendo 𝑥 o raio da esfera, do triângulo retângulo 𝐴𝑂𝐵 vem:

𝑥 2 = 𝑅 ⋅ 𝑟.

Essa conclusão também pode sair do △ 𝐷𝐸𝐹.

PROFESSOR: LUIS FARIAS 84

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