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CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO ASSIS GURGACZ – FAG

SISTEMA DE FREQUENCIA MODULADA


Cascavel

2021

Alunas: Bruna Cristina Ianze, Dayane Maciel dos Santos, Geovana Finco da
Silva, Karine de Mello Pin, Kelim Cristina Hubner Bittencourt e Jucelia Garcia
da Silva.

Professora: Aline Tomiasi

Disciplina: Dispositivos eletrônicos audiométricos

SISTEMA DE FREQUENCIA MODULADA


Cascavel

2021

O QUE É SISTEMA DE FREQUÊNCIA MODULADA?

É um recurso de acessibilidade para pessoas que utilizam próteses


auditivas e tem como objetivo melhorar a compreensão da fala, especialmente
em ambientes ruidosos. Pode ser utilizado com aparelhos auditivos e próteses
implantáveis, como implante coclear e implante de condução óssea.
Caracteriza-se por ser um equipamento que contempla um microfone
sem fio e consiste em duas partes: transmissor e receptor. O transmissor é
utilizado pelo orador principal, por exemplo, pelo professor, possui um
microfone podendo ser interno e externo, onde capta o sinal mais próximo da
fonte sonora e codifica em frequência modulada, para que o sinal seja
encaminhado sem fio aos receptores de FM, assim o sinal de fala permanece
íntegro e com intensidade constante, acima do ruído ambiental, melhorando
assim a relação sinal/ruído para o usuário. A voz do orador vai ser transmitida
diretamente para o receptor adaptado no aparelho auditivo e então amplifica de
acordo com as necessidades audiológicas do usuário.  
Atualmente existem inúmeras tecnologias que foram desenvolvidas com
o objetivo de melhorar a percepção de fala em ambientes desafiadores. Essas
tecnologias incluem microfones direcionais e sistema de frequência modulada.
Microfones direcionais: proporcionam menor amplificação dos sinais
sonoros vindos de trás e dos lados do usuário do AASI, em relação aos sinais
que vem de frente, esse microfone não é capaz de melhorar a habilidade de
percepção de fala nos indivíduos com perda auditiva, principalmente em
ambientes com ruído ou com mais de um falante.
O sistema FM é considerado uma opção dentre outros materiais e
recursos de Tecnologia aproveitados por alunos com deficiência auditiva os
quais tendem a auxiliar na integração escolar. Além disso o sistema FM é a
ferramenta educacional mais importante já desenvolvida para os indivíduos
com deficiência auditiva, pois favorece, de forma efetiva, a relação sinal/ruído,
principalmente no ambiente educacional.

COMO FUNCIONA O SISTEMA FM NO SUS E SUAS PORTÁRIAS

Com os avanços no tratamento de crianças e jovens com deficiência


auditiva, tem possibilitado o acesso à percepção auditiva dos sons da fala,
dentre eles destacam os AASI, IC e os sistemas de FM.
Com o diagnóstico precoce e a inclusão de OPMs para deficiência
auditiva na Tabela de Procedimentos do SUS, um grande contingente de
crianças com deficiência auditiva passou a ter acesso gratuito aos dispositivos
sensoriais como o AASI, IC e o sistema FM podendo chegar à escola
usufruindo desses dispositivos, favorecendo no seu aprendizado e no contexto
escolar.
Até o início do ano de 2013 os sistemas FM eram obtidos pelas famílias
por investimento próprio, doação, ou por ação judicial, sendo estas realizadas
pelas prefeituras ou pelo estado.
A regulamentação que constituiu a concessão de AASI e do IC iniciou
com a portaria MS/GM nº2,073, 28 de setembro de 2004, bem como as
portarias n°587 e n°589, de 07 de outubro de 2004, consequentemente com a
portaria n°793, de 24 de abril de 2012, que instituiu a rede de cuidados a
pessoa com deficiência no SUS, e a n835, de 25 de abril de 2012 teve
incentivos financeiros de investimentos e de custeio para o Componente
Atenção Especializada de Cuidados a Pessoas com Deficiência no Âmbito do
SUS.
Conhecendo os benefícios que o Sistema FM oferece aos deficientes
auditivos, os membros da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia
(CONITEC) decidiram por unanimidade, a partir de 06/02/2013 pela
incorporação do procedimento sistema FM no SUS, esse ato ocorreu por meio
da portaria n°1,274, publicada no dia 25 de junho de 2013.
Qualquer pessoa com deficiência auditiva pode adquirir o Sistema de FM
pelo SUS?
A prescrição do kit de sistema FM a criança ou jovem com deficiência
auditiva, deve seguir os seguintes critérios conforme a portaria nº1,274 que
são;
Possuir deficiência auditiva e ser usuário de AASI ou IC; possuir domínio da
linguagem oral ou em fase de desenvolvimento; estar matriculado no ensino
fundamental I ou II e ensino médio. Apresentar desempenho em avaliação das
habilidades de reconhecimento de fala no silencio. Sugere-se, quando possível
índice percentual de reconhecimento de fala (IPRF)maior que 30% na situação
de silêncio. Em caso de crianças em fase de desenvolvimento de linguagem
oral, quando não for possível a realização do IPRF ou a utilização de testes
com palavras devido a idade, deve ser considerado o limiar de detecção de voz
(LDV) igual ou maior a 40db (com AASI ou IC).
A respeito ao tipo de adaptação, a portaria exige aspectos como:
Todo estudante de ensino fundamental ou médio com deficiência
auditiva, usuário de AASI ou IC bilateral, pode ser adaptado com o sistema FM
bilateral. A adaptação deve ocorrer, preferencialmente por meio do recurso de
entrada de áudio do AASI ou IC.
Na ausência do recurso de entrada de áudio no AASI ou IC, deve ser
considerada a adaptação via recurso de indução magnética (bobina telefônica)
ou qualquer outro tipo de acessório sem fio do AASI que permita a conexão do
Sistema FM. O receptor deve ser ao nível da orelha, com exceção dos casos já
mencionados cujo receptor é utilizado por diferentes professores em diferentes
ambientes escolares.
No momento atual o Sistema Único de Saúde SUS tem disponibilizado o
sistema FM para os deficientes auditivos em centros credenciados, afim de
minimizar as dificuldades que o deficiente auditivo enfrenta no seu dia a dia.
Desde então, programas de detecção e intervenção precoce da deficiência
auditiva tem possibilitado o acesso por meio dos dispositivos auxiliares da
audição e do sistema FM.
No Brasil, a principal indicação clínica para uso do sistema FM é que a
criança ou jovem possua deficiência auditiva neurossensorial de grau leve a
profundo, para os estudantes matriculados no ensino fundamental e ensino
médio. Em países desenvolvidos, o sistema FM também é uma opção para
crianças que não tem perda auditiva periférica, mas que apresentam
dificuldades de aprendizagem associadas ao déficit de atenção e com
transtornos do processamento auditivo (TPA).
Disponibilizar essa tecnologia o Sistema FM, para
crianças e jovens com deficiência auditiva, que se enquadrem nas indicações
clínicas já descritas neste documento, certamente pode contribuir para que
possam atravessar o processo escolar fundamental e médio com o maior
aproveitamento do conteúdo de no aprendizado, dispondo de todos os recursos
para diminuir a barreira entre sua deficiência auditiva e no meio em que ela
está inserida contribuindo para um desenvolvimento social e intelectual,
promovendo assim um ambiente mais propício pra uma vida saudável e
inclusão social.
O PAPEL DA FONOAUDIOLOGIA NO SISTEMA FM DO SUS

Durante todo o processo de evolução do AASI o papel da fonoaudiologia


se demonstrou imprescindível, pois é o profissional que realiza a avaliação
audiométrica que vai caracterizar o grau e o tipo da perda auditiva do paciente,
e também é quem faz o molde verifica qual aparelho se encaixa melhor para
aquele paciente.
Desde a criação do aparelho auditivo que possibilitou a vida do
deficiente auditivo, houve diversas evoluções em tecnologia deles, mas em 25
de junho de 2013 foi aprovada a portaria n° 1,274 que foi um marco
importantíssimo pois diversas modalidades de aparelhos auditivos e a inclusão
de diferentes perdas auditivas no SUS, e conforme a portaria os pré-requisitos
para ter o sistema FM são: possuir perda auditiva sensorioneural de grau leve a
profundo, ser usuário de AASI ou IC, possuir domínio na linguagem oral, ser
capaz de compreender a fala em um ambiente silencioso, estar em fase de
desenvolvimento.
O sistema de frequência modulada é indicado para crianças e jovens
que estão em período de aprendizado escolar, o sistema FM é constituído por
um microfone e um transmissor, onde o transmissor fica acoplado no ASSI ou
IC e no microfone do interlocutor, o sistema FM diminui o ruído e o efeito de
reverberação sobre os sinais de fala.
O papel da Fonoaudiologia na inclusão do sistema de frequência
modulada é adaptar o aparelho auditivo e logo em seguida adaptar o sistema
FM nele, é orientar o paciente e acompanhar o seu processo para que ele
possa se acostumar o mais breve possível com a mudança de percepção do
som, é orientar o professor de como utilizar o microfone em modo capela e o
mais próximo possível da boca para que o mesmo não receba outros sons que
interfiram na fala do interlocutor.
AVALIAÇÃO DO USO DO SISTEMA FM

Os sistemas FM são frequentemente usados em indivíduos que


frequentam escolas. Avaliação do benefício durante o acompanhamento da
adaptação do sistema FM no ambiente escolar
Objetivos:
• Identificar o processo de indicação, adaptação de dispositivos eletrônicos e o
acompanhamento de seus usuários.
• Reconhecer os processos de validação dos dispositivos eletrônicos para a
pessoa com deficiência auditiva na escola.
• Diferenciar os fundamentos do sistema de frequência modulada, suas
características e possibilidades de uso e manuseio no dia a dia da criança com
deficiência auditiva.
• Identificar como é o uso e quais são os benefícios do sistema FM em sala de
aula.
Para a avaliação do benefício do uso do sistema FM, existem muitas
ferramentas internacionais que já foram traduzidas e adaptadas culturalmente
para a Língua Portuguesa brasileira.

AVALIAÇÃO DO SISTEMA FM/FM LISTENING EVALUATION FOR


CHILDREN

O instrumento “FM Listening Evaluation for children”, traduzido para o


português como “Avaliação do Sistema FM”, é uma ferramenta de avaliação
subjetiva que oportuniza uma análise situacional do uso e benefício dos
Aparelhos de Amplificação Sonora Individual e Sistema de FM. Pode ser
preenchido pelos pais, professores ou fonoaudiólogos. As questões devem ser
aplicadas sob a forma de entrevista, ou seja, o fonoaudiólogo deve fazer as
questões aos pais, professores ou fonoaudiólogos que são solicitados a relatar
o comportamento auditivo da criança, com e sem FM, perante cada situação
proposta.

QUESTIONÁRIO DE PARTICIPAÇÃO EM SALA DE AULA – CPQ

O questionário Classroom Participation Questionnaire – CPQ, é uma


ferramenta de avaliação subjetiva que oportuniza uma análise situacional da
participação do aluno em sala de aula. O instrumento de avaliação é
preenchido pelo próprio aluno. O questionário contém 28 situações auditivas,
divididas em quatro subescalas, nas quais são pontuadas como 1 (quase
nunca); 2 (raramente); 3 (frequentemente) e 4 (quase sempre). Essas
subescalas contidas no questionário são: compreensão do professor,
compreensão dos estudantes, aspectos positivos e aspectos negativos. O
questionário é preenchido antes da adaptação do sistema FM e após o uso
efetivo
SIFTER
O questionário Screening Instrument For Targeting Educational Risk in
Secondary Students –SIFTER é uma escala voltada para a identificação do
risco educacional em alunos que apresentem deficiência auditiva. A
monitoração regular do desempenho do aluno pode ajudar a determinar se ele
está sendo bem-sucedido no recebimento das instruções verbais em uma sala
de aula típica. Com base nas observações e na familiaridade do professor com
o aluno, é possível conhecer não só as dificuldades acadêmicas do aluno,
como também as dificuldades inerentes às atividades do professor em sala de
aula
LIFE
Este instrumento verifica se a criança consegue seguir as instruções do
professor na escola, a velocidade com que desempenha tal atividade e sua
capacidade de manter-se atento durante a aula. A partir das respostas do
professor é possível identificar se o desempenho da criança na sala de aula é
melhorado com o uso do sistema FM e se ela está conseguindo acompanhar
as aulas como os demais alunos.

SISTEMA FM: USO DE FORMA ALTERNATIVA

Como já mencionado, o Sistema de Frequência Modulada é um recurso


de acessibilidade para pessoas que utilizam AASI ou IC, com o objetivo de
melhorar a compreensão da fala, especialmente em ambientes ruidosos.
Sua principal indicação é para o uso nas crianças em fase escolar, por si
só uma sala de aula apresenta ruídos e som externos constantemente,
dificultando a escuta e a intelibiligidade da fala do professor para a melhor
assimilação dos conteúdos trabalhados, eliminando/diminuindo as dificuldades
de aprendizagem deste aluno.
Mesmo prestando atenção, nem sempre é suficiente para o processo de
ensino-aprendizagem, sabemos que a audição é pré-requisito para o perfeito
aprendizado então o sistema FM auxilia eliminando grande parte do som
externo, pois o receptor de FM é acoplado no aparelho do usuário, e o
transmissor geralmente costuma ficar próximo à fonte emissora de sons,
melhorando o aproveitamento das mensagens sonoras para os usuários deste
equipamento, alcançando um melhor desempenho junto aos AASI, IC.
O sistema FM torna-se um apoio tanto para o professor em sala de aula
quanto para o aluno, sendo que todos os envolvidos devem saber como
funciona, como usá-lo, e como solucionar possíveis problemas.
Este recurso também é muito utilizado no dia-a-dia para pessoas que
trabalham e nas conversas em grupo, palestras, cursos e em muitas outras
situações.
O sistema FM é acoplado também em equipamentos eletrônicos como
TV, rádio, GPS, celulares, entre outros, melhorando a compreensão e a
qualidade do som. Porém é necessário verificar o tipo de saída de áudio dos
equipamentos eletrônicos e o tipo de cabo de áudio que pode ser utilizado no
Sistema FM.
Há também relação do Sistema FM em crianças que apresentam Déficits
de Atenção, verificando que em alguns casos este sistema está sendo utilizado
para melhorar a concentração, eliminando outros sons do ambiente,
principalmente no período em que estão na escola, assim as crianças
conseguem prestar mais atenção nas explicações e conteúdos trabalhados.
Como visto, o Sistema FM traz muitos benefícios para os usuários de AASI ou
IC, melhorando a qualidade de vida e incluindo-os na sociedade.

ADAPTAÇÃO PARA A LINGUA PORTUGUESA

A tradução e adaptação do CPQ inclui a tradução para o português,


adaptação linguística e revisão das equivalências gramatical e idiomática. Após
a tradução, o questionário foi aplicado em 15 crianças e adolescentes usuários
de AASI ou IC, adaptados com sistema FM. A tradução do CPQ do inglês para
o português resultou no instrumento nomeado “Questionário de participação
em sala de aula”, com o mesmo número de questões da versão original.
Dessa forma, o questionário tem como finalidade contribuir para a
observação e o acompanhamento da participação em sala de aula regular do
aluno com deficiência auditiva, que é usuário do sistema de Fm. Uma vez que,
de maneira geral, com base no estudo realizado, os alunos referiam maior
confiança e participação em sala de aula com o uso do sistema Fm.
A tradução e a adaptação do questionário FM incluíram a tradução para
a língua portuguesa, adaptação linguística e revisão e revisão das
equivalências gramatical e idiomática e adaptação; bem como a avaliação da
reprodutividade intrapesquisadores.
O Hearing in noise test (HINT) é um instrumento adaptativo, em que são
solicitados ao individuo o reconhecimento e a repetição de algumas sentenças
simples em situações de silêncio e em situações desafiadoras (ruido). O teste é
composto por 12 listas de sentenças com 20 sentenças em cada uma delas,
totalizando 240 sentenças disponíveis.
intensidade de apresentação vária até que seja estabelecido o limiar de
reconhecimento de sentenças (LRF/HINT), que é obtido quando 50% das
sentenças são repetidas corretamente, com ruido na intensidade fixa de
65dBNA.
Além das situações padrões do HINT, recomenda-se que os testes com
sistema FM sejam realizados com ruido proveniente de diferentes direções, a
fim de assemelhar o ruído oriundo de uma sala de aula.
Em um estudo realizado com o objetivo de avaliar a percepção da fala
de crianças deficientes auditivas com AASI e sistema FM em situações de
ruido em campo livre e em sala de aula, foi aplicado o HINT com o AASI e com
o FM em 13 crianças deficientes auditivas com idades entre 7 e 17 anos.
Também foi aplicado o questionário avaliação do sistema FM, respondido pelos
professores das crianças, com o intuito de avaliar, individualmente, o
desempenho da criança em diferentes situações auditivas somente com AASI e
com o AASI e o sistema FM. Após a analise dos resultados, pode-se constatar
que houve diferença para todas as situações com e sem FM no teste HINT, o
mesmo aconteceu com os resultados do questionário; sem o sistema FM, a
pontuação foi sempre menor do que com o FM, independentemente da
condição.

SISTEMA FM X AUDIÇÃO NORMAL

O sistema FM pessoal, projetado para crianças com audição normal,


consiste em um pequeno receptor usado no ouvido da criança, pareado com
um transmissor e microfone usado pelo professor. O sistema FM a relação
sinal ruido por meio da transmissão da voz do professor diretamente no ouvido
da criança, em um volume seguro e confortável.
Vários estudos estão verificando o uso dos sistemas FM em crianças
com audição normal, mas que possuem diagnóstico de transtorno do
processamento auditivo, autismo, transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade e dislexia.
Esses estudos realizados em crianças com diagnósticos revelaram
melhora significativa no desempenho de reconhecimento de fala no ruido,
desempenho acadêmico, comportamento psicossocial, consciência fonológica
e a recordação de sentenças.
Em relação ao período de uso do sistema FM na sala de aula, observou-
se melhora significativa no comportamento e melhor desempenho no
reconhecimento de fala no ruido dessas crianças. Considerando a melhora
significativa no reconhecimento de fala no ruido, melhora no comportamento e
melhor avaliação dos professores com o sistema FM, esses dispositivos podem
ser uma opção viável para as crianças com autismo e TDAH na sala de aula.
No entanto, a avaliação individual, incluindo testes audiológicos e avaliação
funcional o ambiente de aprendizagem primária da criança, torna-se necessária
para determinar o benefício do sistema FM para um aluno em particular.

CONSIDERAÇÃOES FINAIS

O Uso de dispositivos auxiliares de audição, como o sistema FM, deve


ser fundamental no processo de reabilitação do deficiente auditivo, bem como
de outros transtornos, como o autismo, dislexia e o transtorno do
processamento auditivo, entre outros. Uma vez que, conforme estudos
descritos. O ruido interfere na compreensão de fala e, consequentemente no
processo de aquisição e desenvolvimento de linguagem ou até mesmo no
desempenho escolar de crianças ouvintes e deficientes auditivas.
É atribuição do fonoaudiólogo incluir orientações sobre os equipamentos
auxiliares de audição, como o sistema FM, pois esses instrumentos
possibilitam, muitas vezes, os meios necessários para a participação ativa do
indivíduo em sua comunidade. Além disso, as informações adequadas
possibilitam, aos deficientes auditivos e seus familiares, segurança no maior
numero de ambientes de comunicação possível.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Inês Dornelles, Maria da costa-Ferreira. Reabilitação auditiva: Fundamentos e


proposições para a atuação no sistema único de saúde (sus). 1ª ed. Editora:
Booktoy, 2017, P.181-191.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Departamento de Gestão e Incorporação de


Tecnologias em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos – DGITS/SCTIE. Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias no SUS (CONITEC) – Relatório nº 58. Disponível em:
http://conitec.gov.br/images/Incorporados/SistemaFM-final.pdf

Silva, Bruna da Rocha, Coelho, Renata Scharlach. O uso do sistema de


frequência modulada por crianças com perda auditiva: Beneficio segundo a
perspectiva do familiar. Artigo. Cascavel-PR. maio 2017.

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