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Produção

Fatores Produtivos e Funções de Produção


Fatores Produtivos e Produto Final
Fatores Produtivos Fixos e Variáveis. O Curto e o Longo Prazo
Produção com um fator variável (curto prazo)
Produto total, médio e marginal
Lei dos Rendimentos marginais decrescentes
Produção com dois fatores variáveis (longo prazo)
Isoquantas
Taxa Marginal de Substituição Técnica
Rendimentos à Escala

Krugman – módulos 17 e 18
Processo Produtivo
Fatores de Produção (inputs): terra
trabalho, capital, etc.

Função de Produção

Produtos (outputs): automóveis,


laranjas, vacinas, refeições na
cantina,…

Produção
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Função de Produção

Q  f ( x1 , x2 ...xn )
onde Q= quantidade de produto; x1, x2…xn = quantidades
físicas dos factores 1, 2 … n utilizados na produção;
– Função que define a quantidade máxima de produto que
pode ser produzida com uma dada combinação de factores
de produção;
– Diz-nos como é que os factores produtivos se relacionam
entre si e com o produto final;
– Traduz uma relação ‘física’.

Produção
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Função de Produção
• Pressupõe que:
– O nível tecnológico é dado;
– A tecnologia disponível é empregue nas empresas com
o máximo de eficiência.
• A função de produção descreve a tecnologia:
funções de produção diferentes representam
tecnologias distintas.
• Exemplos de representações algébricas (2 inputs):
– Q=f(L,K) onde L=trabalho e K=capital
– X=f(v1,v2)
Produção
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Função de Produção
• Mostra que os inputs podem ser combinados de
diferentes formas para produzir um dado output;
• Curto versus Longo prazo:
– Longo prazo: todos os fatores são variáveis;
– Curto prazo: alguns fatores estão fixos (normalmente o
capital);

Produção
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Factores Fixos vs Factores Variáveis

• Factores de produção fixos:


– são aqueles cuja quantidade o gestor não pode
ajustar no curto prazo; a quantidade utilizada
mantém-se inalterada, mesmo quando varia o
nível de produção;
• Factores de produção variáveis:
– são aqueles cuja quantidade pode ser ajustada
para alterar o nível de produção.

Produção
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Curto Prazo vs Longo Prazo

• Curto prazo é o mais longo período de tempo em


que há pelo menos um factor cuja quantidade não
pode ser ajustada;
• No longo prazo, todos os factores são variáveis, ou
seja, o gestor pode ajustar as quantidades de
todos os factores de produção para produzir ao
menor custo.

Nota: longo prazo = sucessão de curtos-prazos…

Produção
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Produção com 1 fator variável
PRODUÇÃO NO CURTO PRAZO

Produção
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Produto Total - exemplo
K L Q
2 0 0
2 1 76 Q

2 2 248 2500
Q  F ( K , L)
2 3 492
2000
2 4 784
2 5 1100
1500
2 6 1416
2 7 1708 1000
2 8 1952
2 9 2124 500

2 10 2200
0 L
2 11 2156
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Curva do Produto Total - mostra como a quantidade produzida


varia com a quantidade do fator variável, para uma dada
quantidade do fator fixo.
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Produto Total – Exemplo:

• Consideremos a Função de Produção :

Q  F ( L, K )  L K

 Suponhamos que o capital é fixo em K=16; A função


de Produção no Curto Prazo será:

Q  L 16  4 L

 Nível de produção quando são utilizadas 100


unidades de trabalho:

Q  100 16  10(4)  40
Produção
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Produto Médio

Produto Médio (PMe) = quantidade produzida por


unidade de input:

PT Q Produto Médio (ou


PMe L   Produtividade Média) do
L L
Trabalho

PT Q Produto Médio (ou


PMe K   Produtividade Média)
K K
do Capital

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Produto Marginal

• Produto Marginal (PMg) = variação na quantidade


produzida atribuída à utilização de uma unidade
adicional de input:

Produto Marginal (ou


Q Q
PMg L   Produtividade Marginal)
L L do Trabalho

Q Q Produto Marginal (ou


PMg K   Produtividade Marginal)
K K
do Capital
Produção
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Produto Marginal – Exemplo:

Função de Produção: Q  F ( K , L)  L 16  4 L

Se a empresa estiver a utilizar 16 unidades de trabalho, o


Produto Marginal do Trabalho será:
dQ 1  12 2
PMg L   4L   0,5
dL 2 16
Se a empresa estiver a utilizar 25 unidades de trabalho, o
Produto Marginal do Trabalho será:
dQ 1  12 2
PMg L   4L   0,4
dL 2 25

Produção
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Produto Total e Produto Marginal
Quantity of
wheat
(bushels)
Acrescentando o 7º
trabalhador a Quantity Quantity PMg do trabalho
produção cresce 7 of labor L of wheat Q (bushels per
unidades (workers) (bushels) worker)
Acrecentando um Produto Total, PT 0 0
100
19
2º trabalhador a 1 19
produção cresce 17 17
80 2 36
unidades 15
3 51
60 13
4 64
11
5 75
40 9
6 84
7
20
7 91
5
8 96

0 1 2 3 4 5 6 7 8
Quantity of labor (workers)
Apesar de ser sempre crescente, a curva do Produto Total não tem declive constante:
à medida que a quantidade de trabalho aumenta, os acréscimos na produção vão
sendo cada vez menores devido ao produto marginal do trabalho decrescente.
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Lei dos Rendimentos Decrescentes
• Tipicamente, quando acrescentamos unidades
sucessivas de um fator variável, mantendo fixo(s) o(s)
outro(s) fator(es) de produção, a partir de certo ponto
o produto marginal começa a decrescer (podendo,
eventualmente tornar-se negativo).
• Há rendimentos decrescentes para um fator quando
um aumento na quantidade desse input, mantendo os
níveis de todos os outros inputs fixos, leva a uma
diminuição no produto marginal desse input.
Nota: esta lei aplica-se apenas no curto prazo.

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Curva do Produto Marginal do Trabalho
Marginal
product of
labor Rendimentos
(bushels per marginais
worker) 19 decrescentes
17
15
13
11
9
7
5
Produto Marginal do Trabalho, PMgL

0 1 2 3 4 5 6 7 8
Quantity of labor (workers)

Produção
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Produto Total e ProdutoMarginal

• O Produto Marginal é o declive


da curva de Produto Total.
• O ponto A é o ponto da curva de
produto total onde o declive é maior;
logo, para a quantidade de fator
variável L1, o produto marginal é
máximo.

• No ponto C, o produto total é máximo


– o declive da curva do Produto Total é
zero → a curva do produto marginal
intersecta o eixo horizontal.

Produção
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Produto total e Produto Marginal
(a) Total Product Curves (b) Marginal Product Curves

Quantity of Marginal product of


wheat labor
(bushels) (bushels per
160 worker) 30
140 TP
20 25
120
100 TP 20
10
80 15
60
10
40 MPL20
20 5
MPL
10
0 1 2 3 4 5 6 7 8 0 1 2 3 4 5 6 7 8
Quantity of labor (workers) Quantity of labor (workers)

Com mais terra, cada trabalhador O PMg de cada trabalhador também é maior
consegue produzir mais trigo. O com uma quantidade de fator fixo maior
aumento da quantidade do fator fixo (mais terra). O aumento do fator fixo faz
faz deslocar a curva de Produto Total deslocar a curva do produto marginal do
de PT10 para PT20. trabalho de PMgL10 para PMgL20.
Produto Médio vs Produto Marginal
PMeL,PMgL
350
300
250
200
150 PMeL
100
50
0
L
-50 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
PMgL
-100

 A Curva do Produto Médio é crescente quando o PMg >PMe;


 A Curva do Produto Médio é decrescente quando o PMg < PMe;
 O Produto Médio atinge o máximo para o nível de utilização do
factor variável onde PMg = PMe;
Produção
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Produção com 2 fatores variáveis
PRODUÇÃO NO LONGO PRAZO

Produção
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Produção no Longo Prazo
• Todos os factores de produção são variáveis;
• O gestor pode ajustar a quantidade de todos os
inputs;
• Várias combinações de factores permitem obter a
mesma produção;
• O gestor pode escolher a melhor combinação de
factores para obter um dado nível de produção;

Produção
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Exemplo:

Q  f ( L, K )  L K

K L  100
• Combinações de factores que 100
K 
permitem produzir Q=100? L
10000
K
L

Produção
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Isoquanta

• Uma isoquanta é o lugar


geométrico das diferentes
combinações de fatores que
permitem obter o mesmo
nível de produção.

Produção
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Mapa de Isoquantas

Alternative Combinations of Capital (K)


and Labor (L) Required to Produce 50,
100, and 150 Units of Output
qx = 50 qx = 100 qx= 150

K L K L K L
A 1 8 2 10 3 10
B 2 5 3 6 4 7
C 3 3 4 4 5 5
D 5 2 6 3 7 4
E 8 1 10 2 10 3

Mapa de Isoquantas (mapa de produção): conjunto de isoquantas


que refletem a tecnologia de uma empresa 26
Taxa Marginal de Substituição Técnica
(TMSTK,L)
Taxa a que um input pode ser
trocado por outro, sem alterar
K PMg L
  o nível de produção
L PMg K

• O simétrico do declive da
isoquanta mede a taxa marginal
de substituição técnica.

K
TMSTK , L 
L

Produção
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Taxa Marginal de Substituição Técnica
(TMSTK,L)
• Quantidade a
aumentar de um
fator quando
diminui em uma
unidade a
quantidade do
outro fator, de
modo a manter o
mesmo nível de
produção.
• Declive da
Isoquanta (valor
absoluto)

Produção
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Taxa Marginal de Substituição Técnica
(TMSTK,L)
Sobre uma isoquanta,
Q  0 Ao longo de uma
Q  L  PMg L  K  PMg K  0 isoquanta, a perda de
produção associada à
K  PMg K   L  PMg L diminuição da
K utilização de capital
 PMg K  1 PMg L (PMgK. K) é
L compensada pelo
K PMg L aumento
 
L PMg K proporcionado pelo
aumento da utilização
K PMg L de trabalho (PMgL.L)
TMSTK , L  
L PMg K
Produção
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Lei da TMST decrescente

• Propriedade da função de produção que nos diz


que, se usarmos menos quantidade de um factor,
são necessárias quantidades crescentes de outro
factor, para obter o mesmo nível de produção;
• As funções de produção que verificam esta
propriedade dão origem a isoquantas convexas;

Produção
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Propriedades das Isoquantas
• São negativamente inclinadas; resulta do
pressuposto de rendimentos marginais sempre
positivos
• Quanto mais afastada da origem, maior é a
produção associada à isoquanta: com
rendimentos marginais positivos, maior
quantidade de ambos os factores produz
necessariamente maior output
• As isoquantas são convexas: devido à existência
de rendimentos marginais decrescentes em
ambos os fatores
• Há exceções

Produção
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Função de Produção Cobb-Douglas
 
Q  AK L
• Há possibilidade de K
substituição entre os inputs, Q3
mas não são substitutos Increasing
Q2
perfeitos; Output
Q1
• TMSTK,L decrescente
– Se menos de um input é
usado no processo produtivo,
quantidades crescentes de
outro fator terão de ser
utilizadas para obter o mesmo
nível de produção

• PMg L  K
TMSTK , L   L
PMg K  L
Produção
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Função de Produção Linear

• K e L são substitutos
perfeitos
K
– Q = aK + bL
Aumento da
– TMSTKL = b/a Produção
– Isoquantas lineares: os
inputs podem ser
substituídos a uma
taxa constante,
independentemente
da quantidade dos
inputs utilizados. Q1 Q2 Q3
L

Produção
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Função de Produção de Leontief

• Q = min {aK, bL}


K Q3
• Capital e trabalho são Q2
complementares Q1 Aumento da
perfeitos: são usados Produção
em proporções fixas;
• Não existem
possibilidades de
substituição entre
inputs.

Produção
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Rendimentos à Escala
• Função de Produção: Q=f (K,L)
• Como varia a produção quando aumentam todos os
fatores na mesma proporção?

F (K , L)   F ( K , L)
n

Rendimentos crescentes à escala se: n > 1


Rendimentos decrescentes à escala se: n < 1
Rendimentos constantes à escala se: n = 1

Produção
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Rendimentos à Escala
Função homogénea:
• Uma função diz-se homogénea de grau n se:
F (K , L)   n F ( K , L)
n<1 – rendimentos crescentes à escala.
n=1 – rendimentos constantes à escala;
n>1 – rendimentos crescentes à escala.
• A função de produção de Cobb-Douglas é homogénea de
grau +

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Rendimentos à Escala
• Produção com 2 factores de produção:

Produção
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Rendimentos à Escala
• Funções produção com um só fator produtivo:

Produção
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Rendimentos à Escala
Um input, um output
Q

Increasing y = f(x)
returns-to-scale

Decreasing
returns-to-scale

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