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TIPOLOGIA DE ESTUDOS

EPIDEMIOLÓGICOS
FELIPE RIBEIRO – MEDICINA

O QUE SÃO? “Nesse estudo a gente possui um perfil


x etiologia, ou seja, estuda -se as
causas do aparecimento de sinais e
sintomas. Logo, você tenta descobrir
determinada doença com base nos
sintomas e sinais dos pacientes. Ex .: o
vídeo da cervejaria Becker, onde os
médicos através dos sinais e sintomas
chegaram na doença final”

Características do estudo descritivo:


São esboços específicos para • Não tem grupo de comparação .
diferentes estudos epidemiológicos, • Rápidos
que vão variar de acordo com o • Baixo custo
objetivo criado. • Sem grupo controle
Ou seja, utilizamos um método para
descrever o comportamento de uma Relato de Casos
doença sempre associada os fatores Conta a situação de até 3 pacientes
de epidemiologia; tempo, espaço e acometidos por uma determinada
pessoas. doença, geralmente acometidos por
Os estudos epidemiológicos podem doenças raras.
ser divididos em dois grupos:
descritivos e analíticos ; Série de casos :
Acima de 3 casos
1. Estudos descritivos:
• Relato de caso Examina a INCIDÊNCIA e a
• Serie de casos PREVALÊNCIA condições relacionadas
a saúde segundo tempo, lugar e
responde perguntas quando (tempo), Obs.: Nos estudos transversais as
onde (local), quem (pessoas). medidas de exposição e efeito são
realizadas ao mesmo tempo . Ou seja,
Exemplos de estudos descritivos:
se eu for analisar a dengue em porto
nacional em 2020, irei analisar do dia
1º de janeiro de 2020 até dia 31 de
dezembro de 2020. Logo, todos os
indivíduos nesse espaço terão a
mesma probabilidade de desenvolver
a dengue.

Obs.; lembrar os conceitos de


incidência e prevalência.

2. Estudos analíticos
• Transversal
• Caso-controle
• Coorte
• Ecológico

• Experimentais – pesquisador
Estudo de Coorte
possui uma característica mais
Comparação de dois grupos de
efetiva.
pessoas desde que haja uma
característica em comum .
• Observacionais – pesquisados
Se utiliza da INCIDÊNCIA “RR e RA”
apenas observa, sem interferir
(Risco Relativo e Risco Atribu ível)

Estudo Transversal
Chamados de estudos de A coorte é dividida em duas:
prevalência, logo, estuda -se a
PREVALÊNCIA • Coorte Retrospectiva ou não
concorrente: é feita em algum
momento do passado, ou seja, o
experimento aconteceu do
tempo passado para o tempo
presente
• Coorte Prospectiva ou
concorrente é feita em algum
momento do presente para o
futuro

Dentro do estudo de corte, calcula -


se duas medidas:

• Risco Relativo Se faz a conta é aí sim


• Risco atribuível descobrimos o RR, através do
resultado do RR iremos descob rir se
Rico relativo (RR): Taxa de incidência a exposição interfere ou não
da doença no grupo exposto / taxa
de doença no grupo não exposto

• RR = 1: Indica que a exposição


do grupo a um determinado
patógeno NÃO influenciou na
doença

• RR = maior que 1: Indica que a
exposição do grupo a um Nessa conta acima o resultado deu
determinado patógeno 2,48, logo é maior que 1 e a
influenciou SIM no aparecimento exposição a M. tuberculoses
da doença influenciou no aparecimento da
• doença
• RR = 0: Indica que a exposição
do grupo a um determinado Risco atribuível: RA= P1 – P2
patógeno PROTEGEU (VACINA) Calcula-se o risco atribuível pela
o indivíduo no aparecimento de diferença da taxa de i ncidência
doença do grupo exposto e do grupo não
• exposto.
Obs.: Quanto mais alto o RR mais
certeza e agravo teremos em relação
a exposição com a doença
A) Para calcular a mortalidade se
usa o nº de mortos / pela
população. Ou seja.
400/ 5000*1000
80/ 2000*1000
480/7000*1000
RR maior que 1, logo a falta de
B) Calcula-se as taxas dessa
atividade física influenciou nas
forma:
mortes
Calculando RA

Ou seja,
desde o início sabe quais indivíduos
tem a doença e quais indivíduos não
tem a doença. No coorte, a gente
depois de realizar a exposição que
irá se separar o grupo em indivíduos
F i gu r a : e xe mpl o de c omo fu nc io n a a
coo rte que tiveram a doença e grupos que
não tiveram a doença.
Estudo de Caso e controle
Características: Vantagens
• Observacional • Eficiência em doenças raras
• Analítico • Útil para gerar hipóteses sobre
• Longitudinal: pois leva em novas doenças ou surtos não
consideração o intervalo de usuais
tempo • Relativamente barato
• Geralmente retrospectiv o: ou
seja, utiliza-se de um banco de Desvantagens
dados já pré-estabelecidos (do • Não há como se esti mar o risco
presente para trás) ou incidência, calcula-se o de
odds-ratio
Nesse tipo de estudo utiliza -se dois • Somente um desfecho p ode ser
grupos: analisado
1. Indivíduos com a doença, é
comparado, quanto a Calculando o caso e controle (Odds-
exposição a um ou mais fatores ratio)
Comparando
2. Indivíduos semelhante ao grupo
de casos, chamado de controle
(sem a doença)
Em síntese, pra calcular realiza uma

Parâmetro estatístico do caso e regra de três.

controle
Odds ratio (razão de chances)

Obs.: A principal diferença do caso-


controle para o estudo de coorte e
que no caso e controle a gente
Exemplo: Estudo ecológico ou de correlação
Nos estudos anteriores de transversal,
coorte e caso controle era avaliado
os indivíduos, nesse estudo ecológico
avaliamos o grupo (coletivo ).
Utiliza a formula abaixo:

Características:
• Gerar hipóteses etiológicas
(início de desenvolvimento de
uma doença) a respeito de uma
Resolvendo:
determinada doen ça
RO= 51* 264 = 4,30
• Avaliar a efetividade de
101* 31
intervenções na população
• Observacional
Conclusão:
A raça de cor preta tem 4,30 chances
Vantagens
de se obter tuberculose quando
• Facilidade de execução
comparada com a raça branca
• Baixo custo relativo
(Geralmente a conclusão vai se
• Simplicidade analítica
basear no primeiro dado que você
• Capacidade de gerar hipóteses
pegou, começamos pelo 51, esse 51
é referente a casos de tuberculose em
Desvantagens
pessoas da cor preta, logo, nossa
conclusão irá se basear nessa co r) A • Baixo poder analítico (pois o
pesquisador não particip a
ordem é SEMPRE do exposto para o
não exposto. ativamente, devido ao
ecológico ser observacional)

O odds ratio também pode ser • Pouco desenvolvimento das

chamado de medida de associação técnicas de analise dos dados


• Ausência de parâmetro
epidemiológico, ou seja, não se
calcula incidências, prevalência
(nenhum parâmetro matemático)
“Falácia ecológica” – só a o
relato do pesquisador .
Referencia bibliográfica:

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