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ENERGIA EÓLICA

A energia eólica, a qual se encaixa na lista de fontes renováveis com um


baixíssimo impacto ambiental, já se encontra extremamente competitiva
comercialmente. Ultimamente a eólica tem ganhado das Pequenas Centrais
Hidrelétricas nos leilões de energia no Brasil, com preços mais competitivos,
pois o seu custo de fabricação tem diminuído com o passar dos anos devido à
produção em escala [ CITATION ANE13 \l 1046 ].

Figura 1: Moinho de vento tipo Ieque sendo utilizado para bombear água. Fonte:
[ CITATION ROS13 \l 1046 ]

As turbinas eólicas modernas mais utilizadas são formadas por um eixo


de rotação horizontal, três pás, gerador elétrico ligado a um multiplicador de
velocidades o qual é ligado ao rotor da turbina, sistema de controle e uma
subestação na saída da energia, responsável por elevar a tensão e controlar a
qualidade e quantidade de energia gerada [ CITATION ANE13 \l 1046 ].

Sabendo que o ar é um conjunto de gases que possui massa, quando


este está em deslocamento é razoável admitir que possua uma quantidade de
energia cinética. O princípio da turbina eólica é transformar parte dessa energia
cinética em mecânica. Por fim esta energia mecânica pode ser convertida em
energia elétrica.
TURBINA EÓLICA
Dentre os métodos de extrair energia dos ventos, existem dois tipos de
turbina as quais são mais utilizadas: as turbinas que utilizam a força de arrasto,
e as turbinas que utilizam a força de sustentação.

TURBINAS QUE UTILIZAM FORÇA DE ARRASTO


Esses tipos de turbinas utilizam a força que atua sobre uma área
perpendicular à direção do vento. Tal força é denominada como força de
arrasto e é dada por [ CITATION JAN77 \l 1046 ].

Onde:

D = Força de arrasto (N);

ρ = Densidade do ar = 1.225kg/m³;

A = Área da passagem do vento (m³);

v = Velocidade do vento (m/s);

Ca = Coeficiente de arrasto.

O coeficiente de arrasto é uma constante de proporcionalidade a qual


depende da geometria da pá e descreve o desempenho aerodinâmico da
turbina. Um exemplo de turbina eólica que utiliza a força de arrasto é o moinho
de vento do tipo Pérsia [ CITATION JAN77 \l 1046 ].

Figura 2: Moinho de vento tipo Pérsia. Fonte: [ CITATION MAR04 \l 1046 ].


TURBINAS QUE UTILIZAM FORÇA DE SUSTENTAÇÃO
As turbinas pertencentes a essa família, além de usar a força de arrasto,
utilizam também a força de sustentação para gerar potência mecânica no rotor
das turbinas, similar a uma asa de avião. Tal força é perpendicular ao plano da
pá (corda), como mostra a Figura 3. [ CITATION BUR95 \l 1046 ].

Figura 3: Representação das forças no perfil de uma pá de turbina moderna.


Fonte: [ CITATION MON07 \l 1046 ].

Sendo:

Fd = Força de arrasto;

Fl = Força de sustentação;

Vw = Velocidade do Vento;

Vtan = Velocidade tangencial;

Vres = Velocidade resultante.

MÁQUINA DE INDUÇÃO COM ROTOR BOBINADO


A principal característica que diferencia essa máquina das demais é de
possuir excitação única. Em condições normais de operação, a corrente que
circulam no enrolamento do rotor, são induzidas pelo campo girante presente
no estator. Por ela ser capaz de produzir torque a qualquer velocidade abaixo
da velocidade síncrona esta é classificada como máquina assíncrona
[ CITATION TOR99 \l 1046 ].

PARTES CONSTITUINTES DA MÁQUINA


Com o rotor e o estator isolados eletricamente, a máquina de indução de
rotor bobinado possui enrolamentos trifásicos que consistem em ranhuras do
motor pelas quais são introduzidas as bobinas. Escovas de grafite garantem o
contato elétrico aos anéis coletores, os quais estão localizados no eixo da
máquina, enquanto o rotor executa seu movimento. A figura 3.3 ilustra o rotor
da máquina [ CITATION AND03 \l 1046 ].

Figura 4: Rotor bobinado da máquina de indução. Fonte: GUIMARÃES, 2010.

GERADORES ASSÍNCRONOS
No caso da máquina assíncrona, ela pode ser conectada à rede pública
com qualquer velocidade (Figura 5). Na aplicação como gerador, a máquina é
conectada à rede inicialmente como motor, após atingir 90% ou 95% da
velocidade síncrona (90% em máquinas menores do que 500 kVA e 95% em
máquinas maiores). Como a inércia do motor de indução é acelerada
previamente pela máquina motriz, a corrente de partida do motor é reduzida. O
módulo e a frequência nominal da tensão do ponto de conexão, da mesma
forma que no motor de indução, são impostos pela rede pública. Da mesma
forma que o motor de indução, o gerador assíncrono não tem excitação própria
e por isso só pode funcionar ligado à rede pública. A maioria dos geradores
assíncronos funciona com deslizamento negativo de 5%, quando passam a
liberar sua potência nominal. Quando o motor de indução é acionado a uma
velocidade superior à de sincronismo, no mesmo sentido de rotação de
funcionamento como motor, o deslizamento torna-se negativo. Os condutores
do rotor passam a cortar o fluxo do campo rotativo em sentido contrário ao de
funcionamento como motor. O sentido da corrente do rotor agora se inverte em
relação ao funcionamento como motor. Por um efeito semelhante ao de um
transformador as correntes do rotor induzem no estator correntes praticamente
defasadas de 180º em relação à componente ativa da corrente original do
estator no funcionamento como motor. O motor de indução, por conseguinte,
pode funcionar como gerador, mas com certas limitações em relação ao
alternador síncrono conforme BAGGIO (2017) apud. CESAR e PANTUZO
(2006).

Figura 5: Diagrama esquemático de gerador de indução. Fonte: BAGGIO (2017).


REFERÊNCIAS
ANDRADE, Darizon A. “Acionamento de máquinas elétricas.” Universidade
Federal de Uberlândia, 2003.

ANEEL. Banco de Informações de geração: BIG. 2013. www.aneel.gov.br


(acesso em 10 de junho de 2021).

BAGGIO, Pamela Leiria. “Aspectos técnicos da produção de biogás.” Pato


Branco: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 2017.

BURTON, T., e D. SHARPE. “Performance Capability Analysis of the Brushless


Doubly-Fed Machine as a Wind Generator. In: SEVENTH
INTERNATIONAL CONFERENCE ON ELECTRICAL MACHINES AND
DRIVES.” 1995. 458-461.

CESAR, Alvaro, P., e Fernando. PANTUZO. “de indução, o gerador assíncrono


não tem excitação própria e por isso só pode funcionar ligado à rede .”
Seminário nacional de distribuição de energia elétrica, 25 de Agosto de
2006.

JANSEN, W.A.M., e P.T. SMULDERS. “Rotor Design for Horizontal Axis.” 1977.

MARQUES, Jeferson. “Turbinas eólicas: modelo, análise e controle do gerador


de indução com dupla alimentação.” 2004.

MONTEZANO, B.E.M. “Modelo Dinâmico de Visualização de um Aerogerador


com Velocidade de Rotação Variável e Controle de Passo em VRML.”
2007.

ROSA, Diogo Martins, Marco Antonio BOLSON, e Luiz André MORAES.


“COMPORTAMENTO DOS GERADORES DE INDUÇÃO
DUPLAMENTE ALIMENTADOS EM TURBINAS EÓLICAS DE 1,5MW.”
Curitiba: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 2013.

TORO, Vincent del. “Fundamentos de Máquinas Elétricas.” Rio de Janeiro:


LTC, 1999.

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