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ESPÍRITO CONSTRUTIVO DO ENSINAMENTO LOGOSÓFICO

Sobre a função do espírito

Quando a Logosofia menciona a palavra “espírito”, é para significar o que se move,


agita e vive dentro de cada ser humano. O espírito é , na verdade, o que constitui a
alma e a essê ncia do ser, porque por ele a vida adquire a expressã o que acondiciona
o homem como criatura inteligente e permite o contato de sua mente com as
vibraçõ es sensíveis e até as ultra-sensíveis do universo animado.

O espírito é o que faz as vezes de ponte entre todos os seres humanos, sem exceçã o,
propiciando o estabelecimento das relaçõ es entre os semelhantes e permitindo,
també m, que estes colaborem conscientemente na obra comum da humanidade.

Se o espírito nã o animasse as criaturas humanas, nã o poderiam elas conhecer-se


mutuamente, nem tampouco se amarem e respeitarem. É pró pria da espé cie inferior
ao homem a incapacidade para cumprir tal funçã o.

Assim sendo, o que o investigador logosó fico vem a conhecer é sua verdadeira
posiçã o ante si mesmo e, numa ordem de preferê ncia, ante os demais semelhantes.

Sobre os problemas

Aqueles que chegam a esta fonte de sabedoria tê m - uns mais, outros menos - seus
problemas. Estes, mesmo que ao se manifestarem pareçam aná logos, nã o podem ser
resolvidos da mesma maneira por todos os seres humanos. Nã o é possível aplicar
idê nticas fó rmulas ou procedimentos, ainda que os casos sejam similares, pois
sempre existem fatores de cará ter pessoal que incidem nas questõ es apresentadas.
Por outro lado, uma pessoa com capacidade e experiê ncia encontra soluçã o mais
rá pida e feliz para os problemas que lhe possam ser criados, do que outra de curtos
alcances mentais e pobre de experiê ncia.

Comumente, os problemas obedecem a causas que é necessá rio investigar, e, uma


vez conhecidas essas causas, será preciso dirigir-se diretamente a elas, ou seja, à raiz
do pensamento que promove o inconveniente ou a situaçã o difícil, e resolvê -la,
encarando-a de acordo com os fundamentos e as características que apresente. Mas
sempre se há de ter em conta que, ao abordar estas questõ es, o tempo nã o deve
pressionar, pois é isso o que impede, geralmente, remover as dificuldades. Quem
necessite honrar uma obrigaçã o bancá ria, por exemplo, nã o haverá de esperar o
ú ltimo momento para saldá -la, se nã o quiser enfrentar transes amargos.

Uma das formas mais aconselhadas para evitar o sú bito aparecimento de problemas
é a de fazer com que os movimentos da pró pria vontade se harmonizem com os
objetivos primordiais da vida. E isso se consegue quando sã o tidos em conta os
ensinamentos recolhidos atravé s de tudo o que está plasmado na imensidã o do
espaço e do tempo.

A Criaçã o é o produto de um grande processo universal; a Natureza, a manifestaçã o


constante de uma sé rie de processos em nú mero incontá vel, que se realizam
sincronizados rigorosamente pela Lei de Evoluçã o. Os seres humanos constituem,
por sua vez, um desses processos da Criaçã o chamados naturais: o processo da
pró pria vida, que se realiza sob o signo da evoluçã o. Isso é o que a Logosofia
designou com o nome de processo-mã e, por ser o que abarca a totalidade da vida.
Só quando o ser humano se dá conta da existê ncia de tal processo, e de que este se
vai realizando dentro dele mesmo, é que experimenta as mais felizes emoçõ es e, com
o â nimo já apaziguado pelo afastamento dos mil conflitos que lhe atormentavam a
vida, afirma em seu interior as mais fecundas convicçõ es.

Fonte: Tomo I da Coleção da Revista Logosofia, pagina 135.