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RADIOLOGIA

IMAGEM POR FILME


Um feixe de fótons de raios X que passa pelos arcos dentários tem sua intensidade reduzida por
absorção e espalhamento de fótons fora da direção do eixo primário. A configuração dos fótons que
saem do paciente, o eixo remanescente, possui informações sobre a anatomia do paciente. Para
essa informação seja útil no diagnóstico, o feixe remanescente deve ser registrado em um receptor
de imagem. O receptor de imagens mais utilizado radiografias dentais é o filme radiográfico.

FILME RADIOGRÁFICO
COMPOSIÇÃO

 EMULSÃO: os dois principais componentes de emulsão são os cristais halogenados de


prata, que são sensíveis à radiação X e à luz visível e uma, matriz onde os cristais estão
suspensos. Os cristais halogenados de prata são compostos principalmente de cristais
de brometo de prata. Os cristais halogenados de prata são suspensos em um veículo
que é aplicado em ambos os lados da base de suporte. Durante o processamento do
filme, o veículo absorve as soluções processadoras, permitindo que os químicos
alcancem e reagem aos cristais halogenados de prata. Uma camada adicional do
veículo é adicionada à emulsão do filme como uma camada de revestimento. Essa
barreira ajuda a proteger o filme de danos. A emulsão do filme é sensível tanto aos
fótons de raio X quanto à luz visível. O filme que será exposto os raios X é chamado de
filme de exposição direta. Todos os filmes odontológicos intraorais são de exposição
direta. O filme de tela é usado com telas intensificadoras que emitem luz visível. Filmes
de telas e telas intensificadoras são usados para projeção extraorais como as
panorâmicas e as radiografias cefalométricas.
 BASE: a função da base do filme é dar suporte à emulsão. A base para o filme
odontológico radiográfico é feita de tereftalato de polietileno poliéster, que fornece o
grau de adequado de flexibilidade para permitir fácil manuseio do filme. A base do
filme também deve resistir à exposição das soluções de processamento sem sofrer
distorção. A base é uniformemente translúcida e não provoca alterações no resultado
radiográfico.
FILME RADIOGRÁFICO INTRAORAL

 O filme radiográfico intraoral é feito como um filme de dupla emulsão. Com camada dupla de
emulsão, ou seja, ambos os lados da base são revestidos com uma emulsão. Com a camada
dupla de emulsão, menos radiação pode ser necessária para produzir a imagem. O filme de
exposição direta é usado para exames intraorais porque fornece imagens de maior resolução,
quando comparado à combinação filme/tela intensificadora.
 Uma das bordas do filme possui um pequeno ponto de elevação (picote) que é usado para
orientação do filme. O fabricante orienta o filme no pacote de modo que o lado convexo do
ponto seja em direção para à parte da frente do pacote em direção ao tudo de raio x. O lado do
filme com depressão é, portanto, orientada para a língua do paciente. Depois que o filme for
exposto e processado, o ponto é usado para orientar as imagens dos lados direito e esquerdo
do paciente adequadamente.
 O filme radiográfico intraoral contém uma ou duas películas de filme. O filme é protegido por
uma envelope de papel preto e, depois, externamente por um papel branco ou um envoltório
plástico resistente a umidade.
 Uma fina folha de chumbo com um padrão em escamas está entre os envoltórios do pacote de
filme. A folha é posicionada atrás do filme, distante do chumbo. A folha de chumbo possui
função de proteger o filme da radiação de espalhamento, reduzindo o contraste do objeto.
Reduz a exposição do paciente absorvendo um pouco do feixes de raios X residual.
Radiografia periapical: são usadas para registrar coroa, raiz e periápice

Radiografia Bitewing: são usadas para registrar a porção coronal dos dentes da maxila e da mandíbula
em uma imagem. São ideias para detectar cáries interproximais e avaliar a altura do osso alveolar.
Frequentemente possui uma aba de papel projetada do meio, ao qual o paciente morde para sustentar
o filme. Esta aba é raramente é visibilizada e não interfere na qualidade de diagnóstico da imagem.

Radiografia oclusal: é utilizado para mostrar áreas maiores na maxila ou na mandíbula do que as
observados no filme periapical. Esses filmes também são usados para obter projeções ortogonais às
projeções periapicais convencionais. O nome provém do fato de o filme ser mantido em posição por
uma mordida suave do paciente deixando o filme entre as superfícies oclusais do dente.

FILME COM TELA ITENSIFICADORA


As projeções extraorais usadas mais frequentemente em odontologia são vistas panorâmicas e
cefalométricas. Para esses projeções , o filme com tela intensificadora é usado para reduzir a exposição
do paciente. O filme com tela intensificadora é diferente do filme odontológico intraoral. Ele é
projetado para ser mais sensível a luz visível porque é colocado entre duas telas intensificadoras
quando a exposição é feita. A tela intensificadora absorve os raios X e emite luz visível, que expõe o
filme.

Os filmes com telas intensificadoras contemporâneo usam cristais tubulares de halogênio de prata
para capturar a imagem. Os cristais tabulares estão dispostos com sua superfície relativamente larga e
achatadas voltada para a fonte de radiação, promovendo uma maior superfície transversal e
resultando em um aumento da velocidade sem perda de nitidez. Para aumentar a nitidez das imagens,
alguns fabricantes adicionam um corante absorvente na emulsão do filme. Este corante reduz a luz de
uma tela cruzando através do filme para alcançar a emulsão no lado oposto.

FUNÇÃO DAS TELAS ITENSIFICADORAS


A presença da tela intensificadora cria um sistema receptor de imagem que é de 10 à 60 vezes mais
sensíveis aos raios X que o filme sozinho. Consequentemente, o uso de telas intensificadoras reduz
substancialmente a dose de radiação X para o paciente. As telas intensificadoras são utilizadas com
filmes praticamente para todas as radiografias extraorais, incluindo panorâmica, cefalométricas e
projeção de crânio. Em geral, o poder de resolução das telas está relacionado à sua velocidade: quanto
menor a velocidade da tela, maior é o poder de resolução e vice-versa. A tela intensificadora não é
usada em radiografias intraorais com filmes periapicais ou oclusais, porque seu uso reduziria a
resolução da imagem resultante, o que é necessário no caso de muitas anomalias dentárias.

SOLUÇÃO DE PROCESSAMENTO
O processo do filme envolve os seguintes procedimentos:

1. Mergulhar o filme exposto no revelador;


2. Enxaguar o revelador do filme no banho da água;
3. Mergulhar o filme no fixador;
4. Lavar o filme no banho de água para remover o fixador;
5. Secar o filme e montar para visualização.
PROBLEMAS COMUNS NO PROCESSAMENTO E EXPOSIÇÃO DO FILME
Radiografias claras:

 Erros de processamento:
 Sub revelação (temperatura muito baixa, tempo muito curto, termômetro
impreciso)
 Solução ou revelador saturada
 Revelador diluído ou contaminado
 Fixação excessiva
 Exposição insuficiente:
 Tempo insuficiente
 Distância do filme-fonte muito grande
 Embalagem de filme invertida na boca

Radiografias escuras:

 Erros de processamento:
 Revelação em excesso (temperatura muito alta, tempo muito longo)
 Concentração de revelador muito alta
 Tempo inadequado no fixador
 Exposição acidental a luz
 Iluminação de segurança inadequada
 Armazenamento de filmes sem proteção, em temperaturas muito altas ou
com data de vencimento expirado
 Exposição em excesso:
 Tempo em excesso
 Distância do filme-fonte muito curta

Contraste insuficiente:
 Sub-revelação
 Superexposição
 Névoa do filme em excesso

Filme embaçado:

 Iluminação de segurança inadequada (filtro inadequado, voltagem excessiva


da lâmpada, distância inadequada entre a iluminação e a superfície de
trabalho, exposição prolongada à iluminação de segurança)
 Frestas de luz (filtro de iluminação de segurança rachado, luz das portas,
aberturas e outras fontes
 Revelação em excesso
 Soluções contaminadas
 Filme deteriorado (armazenado em altas temperaturas, armazenamento em
alta unidade expostos à radiação, desatualizada)
Linhas ou pontos escuros:

 Contaminação pela impressão digital


 Papel do envoltório de proteção aderindo à superfície do filme
 Filme em contato com o tanque ou outro filme durante a fixação
 Filme contaminado com revelador antes do processamento
 Curvatura excessiva do filme (dobras)
 Descarga estática no filme antes do processamento
 Pressão em excesso no rolo durante o processamento automático
 Rolos sujos no processamento automático

Pontos claros:

 Filme contaminado com o fixador antes do processamento


 Filme em contato com o tanque ou outro filme durante a revelação
 Curvatura excessiva do filme

Manchas amarelas ou marrons:

 Revelador saturado
 Fixador saturado
 Lavagem insuficiente
 Soluções contaminadas

Imagem borrada:

 Movimento do paciente
 Movimento da cabeça do tubo de raio x
 Dupla exposição

Imagens parciais:

 Topo do filme não mergulhado na solução reveladora


 Desalinhamento da cabeça do tubo de raio x

Deslocamento da emulsão:

 Abrasão da imagem durante o processamento


 Tempo excessivo na água de lavagem
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Uma radiografia convencional é feita com uma fonte de raios X estacionária e exibe uma imagem em
duas dimensões de uma parte do corpo. Essas imagens são frequentemente chamadas de vistas
planas ou projeção (em contraste com o ultrassom, a tomografia computadorizada, a imagem por
ressonância magnética ou a medicina nuclear). Em vistas planas, todo o volume de tecido entre a
fonte de raios x e o receptor de imagem (sensor digital ou filme) é projetado em uma imagem de
duas dimensões. Para obter o máximo de uma radiografia, o clínico deve ter o entendimento claro da
anatomia normal e depois reconstruir mentalmente a imagem tridimensional das estruturas
anatômicas de interesse de uma ou mais dessas projeções bidimensionais. Usar uma radiografia de
alta qualidade facilita muito essa tarefa. Os princípios da projeção geométrica descrevem o efeito do
tamanho do ponto focal e a posição relativa do objeto e o receptor da imagem (sensor digital ou
filme) na penumbra, a ampliação e na distorção da imagem. Clínicos usam esses princípios para
maximizar a qualidade da imagem, minimizar a distorção e localizar os objetos.

NITIDEZ E RESOLUÇÃO DA IMAGEM


Várias considerações geométricas contribuem para a resolução espacial e a nitidez da imagem.

Nitidez  mede o quanto os limites entre duas áreas de diferentes radiodensidades são bem
distinguíveis.

Resolução espacial  da imagem mede o quanto a radiografia é capaz de demonstrar pequenos


objetos que estão próximos entre si.

Embora nitidez e resolução sejam características bem distintas, elas são interdependente, sendo
influenciada pelas mesmas variáveis geométricas, para diagnósticos clínicos é desejável otimizar as
condições que resultam em imagens com alta nitidez e resolução.

Exigem três meios para maximizar a nitidez da imagem:

1. Usar o menor ponto focal efetivo possível: equipamentos de raios x odontológico devem,
preferencialmente, ter um tamanho de ponto focal efetivo de 0,4mm, pois isso adiciona
grandemente clareza à imagem. O tamanho do ponto focal efetivo é uma função efetivo é uma
função da angulação do alvo com relação ao longo eixo de feixes de elétrons. Um grande ângulo
distribui o feixe de elétrons em uma grande superfície e diminui o calor gerado por unidade de
área-alvo, prolongando, assim, a vida do tubo. Isso, no entanto, resulta em um maior ponto focal
efetivo e em perda na clareza da imagem. Um ângulo pequeno tem maior efeito de desgastes no
alvo, porém resulta em menor ponto focal efetivo e aumenta a nitidez da imagem.
2. Aumentar a distância entre o ponto focal e o objeto, utilizando um cilindro grande e aberto:
aumento da distância focal do ponto ao objeto reduz a imagem borrada, reduzindo a divergência
do feixe de raio x. Uma maior distância do ponto ao objeto maximiza a nitidez, utilizando fótons
cujas trajetórias são quase paralelas. Os benefícios de se utilizar uma maior distância foco-objeto
sustentam o uso de cilindros longos e abertos nos equipamentos de raios x odontológico.
3. Minimizar a distância entre o objeto e o receptor da imagem: a redução da distância entre o
receptor e o objeto, a imagem é reduzida e a zona com falta de nitidez diminui, resultando na
melhoria da nitidez da imagem.
DISTORÇÃO DO TAMANHO DA IMAGEM
A distorção do tamanho da imagem (ampliação) é o aumento de tamanho da imagem na
radiografia em comparação com o tamanho da imagem na radiografia em comparação com o
tamanho real do objeto. As trajetórias divergentes dos fótons num feixe de raios x causam o
aumento da imagem na radiografia. A distorção do tamanho da imagem resulta das distâncias
relativas do receptor de imagem ao ponto focal e do objeto ao receptor de imagem.

Aumentar a distância do ponto focal ao receptor de imagem e diminuir a distância do objeto ao


receptor da imagem minimiza a ampliação da imagem.

DISTORÇÃO DA FORMA DA IMAGEM


A distorção da forma da imagem é o resultado da ampliação desigual de diferentes partes do
mesmo objeto. Essa situação ocorre quando nem todas as partes de um mesmo objeto. Essa
situação ocorre quando nem todas as partes de um objeto estão na mesma distância do ponto
focal e do objeto. Para minimizar a distorção da forma, o operador deve se esforçar para alinhar o
tubo, o objeto e o receptor de imagens cuidadosamente de acordo com as seguintes diretrizes:

1. Posicionar o receptor da imagem paralelo ao longo eixo do objeto: a distância do formato da


imagem é minimizada quando os longos eixos de receptor de imagem é minimizada quando
os longos eixos do receptor de imagem e o dente são paralelos. Esse tipo de distorção de
forma é chamado de encurtamento porque forma uma imagem radiográfica menor que a do
objeto ou de alongamento, no qual o objeto aparece maior no receptor de imagem do que
seu comprimento real.
2. Orientar o raio central perpendicular ao objeto e receptor de imagem: a distorção da forma da
imagem ocorre se o objeto e o receptor de imagens estão paralelos, mais com raio central não
direcionado em ângulo reto em relação a estes. Essa distorção é mais evidente nas vistas de
molares superiores. Se o raio central estiver orientado com angulação vertical excessiva, as
raízes palatinas ficam desproporcionais e maiores do que as raízes vestibulares.

TÉCNICAS DO PARALELISMO E DA BISSETRIZ


 Técnica da bissetriz: nesse método, o receptor de imagens é colocado tão mais próximo quanto
possível dos dentes, sem ser encurvado. No entanto, quando o receptor de imagens está
nessa posição, não fica paralelo aos longos eixos dos dentes e dos filmes, o operador pode
fazer que o comprimento da imagem do dente no receptor de imagem corresponda ao
comprimento real do dente. Esse ângulo entre o dente e o receptor de imagem é
essencialmente evidente quando o dente é radiografado na maxila ou na região anterior da
mandíbula. Embora o comprimento projetado de um dente seja correto, essas imagens
exibem uma imagem distorcida da posição de crista alveolar com relação à junção de esmalte-
cemento de um dente. Recentemente a técnica da bissetriz está sendo usada com menos
frequência para radiografias periapicais e geral , e o uso da técnica de paralelismo está
aumentando.
 Técnica do paralelismo: é o método preferido para fazer radiografias intraorais. Seu nome
deriva do resultado da colocação do receptor de imagem paralelamente ao longo do eixo do
dente esse problema minimiza a distorção da imagem para o meio da cavidade e incorpora
melhor os princípios de formação da imagem. Para conseguir essa orientação paralela, o
operador deve, muitas vezes, direcionar o receptor da imagem paralelamente ao longo do
eixo do dente. Embora isso permita que o dente e o receptor da imagem fiquem paralelos,
resulta em uma ampliação de imagem e perda de nitidez. Para superas essas limitações, a
técnica do paralelismo também usa o cilindro localizador longo e aberto para aumentar a
distância ponto focal-objeto. Esse “cone” direciona apenas os raios mais centrais e paralelos
do feixe para o receptor de imagem e dentes e reduz a ampliação da imagem, enquanto
aumenta a nitidez.

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