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O Construtivismo apresenta-se como uma explicação ao ato de aprender.

Em sua
composição já deixa transparecer que o ato de construir não está concluso em nenhum
momento, necessitando ser reconstruído a cada novo momento nas muitas fases por que
passa o indivíduo. Atrela, também, a necessária visão de que o ambiente influi nessa
construção e reconstrução constantes sem, no entanto, apontar para uma dotação prévia,
um acesso às informações hereditárias ou algo nesse sentido.

Na busca por explicar a forma encontrada pela inteligência humana em seu


desenvolvimento pressupõe tratar-se de simples ações mútuas entre o indivíduo e o
meio, respondendo e interagindo com os estímulos externos como forma de aprimorar
seu conhecimento.

- Como forma de compor a análise do software escolhido e criar o necessário link


incluo abaixo elementos que poderão ser agregados avaliando a estrutura do mesmo

- estratégias que criar pontes para as novas aprendizagens;

- propõe problemas e tarefas com nível de exigência para as quais os alunos ainda não
têm respostas? E essas respostas são construídas durante o processo, em função das
situações-problema a resolver?

- oferece ajuda sobre como proceder?

- é orientado para ser individual ou permite ações conjuntas ?

- Permite organizar um ambiente alfabetizador rico?


Uma análise se faz necessária: poderá, quiçá, o software receber luz de outra
escola. Explico: o jogo/atividade pode trazer consigo conceitos Comportamentalistas
em seu bojo ou, até, Sócio-interacionista.

Digo isso partindo do pressuposto de que, segundo o Comportamentalismo


“Aprender é uma mudança de comportamento”, - sua idéia principal é de que a
aprendizagem ocorre como uma mudança de comportamento. Estudam-se as respostas
dadas aos estímulos criados pelo ambiente externo sem considerar o que ocorre em sua
mente durante o processo de aprendizagem.

Essa escola anuncia que as experiências observáveis ocupam lugar de destaque,


acima dos processos mentais - o que mais importa é a forma como agimos e não os
processos mentais ligados a tal ação.

Citando Skinner: “a mente é aquilo que o corpo faz. É aquilo que a pessoa faz.
Por outras palavras, é o comportamento, e é isto que os comportamentalistas têm vindo
a afirmar por mais de meio século” (Skinner, citado por Gonçalves, 1999, p. 62).

Comportamentalismo

Aprender é uma mudança de comportamento

A idéia principal do comportamentalismo é de que a aprendizagem ocorre como


uma mudança de comportamento. São estudadas as respostas dadas pelo sujeito
aos estímulos fornecidos pelo ambiente externo, não levando em consideração o
que ocorre em sua mente durante o processo de aprendizagem.

O Comportamentalismo é uma teoria que afirma que o comportamento deve ser explicado através de processos experimentais (experiências observáveis) e
não por processos mentais, ou seja, para o comportamentalismo, o que mais importa é a forma como agimos e não os processos mentais ligados a tal acção.
Para esta escola da psicologia, pensamentos, motivos e sentimentos não devem ser o objecto de estudo, pois estes não são directamente observáveis.

Skinner defendia a teoria comportamentalista do seguinte modo: “a mente é aquilo que o corpo faz. É aquilo que a pessoa faz. Por outras palavras, é o
comportamento, e é isto que os comportamentalistas têm vindo a afirmar por mais de meio século” (Skinner, citado por Gonçalves, 1999, p. 62).

se o ambiente não for favorável a aprendizagem pode não ocorrer;


- Qualquer coisa é aprendida desde que existam competências e condições ambientais (Bandura, Ross & Ross, 1963), ou seja, - O ensaio, o erro por
observação e o comportamento são fixados por um sistema de reforços e punições;
- O conhecimento científico só é possível através da investigação experimental;
- O termo personalidade é sem-sentido; trata-se meramente de um grupo de reacções ao ambiente;
- O indivíduo tem um papel passivo em relação ao meio e a contribuição do que é aprendido sobrepõe-se ao património genético.
As várias teorias comportamentalistas são:

Dentre as principais teorias comportamentalistas, destacam-se:

Teoria do Reflexo
O reflexo condicionado foi uma das primeiras abordagens realmente objetivas e científicas ao estudo
da aprendizagem. Forneceu um modelo que podia ser replicado e verificado em laboratório.

Teoria Associacionista
Aprendizagem consiste na formação de ligações estímulo-resposta, e são fixadas ou eliminadas em
função das conseqüências. As associações que levam a um "estado satisfatório" são aprendidas
enquanto as que levam a um "estado desconfortável" tendem a ser eliminadas (Lei do Efeito).

Behaviorismo de Watson
Aprendizagem ocorre a partir de um condicionamento das conexões estímulo-resposta herdadas pelos
seres humanos chamadas reflexos. Novas conexões estímulo-resposta podem ser construídas através
do condicionamento clássico pavloviano. Segundo Watson, o meio ambiente exerce uma grande
influência sobre o indivíduo.

Behaviorismo de Skinner
O behaviorismo de Skinner fundamenta-se no fato de que a aprendizagem é basicamente uma
mudança de comportamento que ocorre através de reforços imediatos e contínuos a uma resposta
emitida pelo sujeito. Fortalecidas por sucessivas aproximações, as respostas serão emitidas cada vez
mais adequadamente, até chegar ao comportamento desejado.

SÓCIO – INTERACIONISTA

A abordagem sócio - interacionista concebe a aprendizagem como um


fenômeno que se realiza na interação com o outro. A aprendizagem
acontece por meio da internalização, a partir de um processo anterior, de
troca, que possui uma dimensão coletiva. Segundo Vigotsky, a
aprendizagem deflagra vários processos internos de desenvolvimento
mental, que tomam corpo somente quando o sujeito interage com objetos e
sujeitos em cooperação. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se
parte das aquisições do desenvolvimento.

Assim, um processo interpessoal é transformado num processo


intrapessoal. Todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem
duas vezes no ciclo do desenvolvimento humano: primeiro, no nível social,
e, depois, no nível individual; primeiro, entre pessoas (interpsicológica), e,
depois, no interior da criança (intrapsicológica). Isso se aplica igualmente
para a atenção voluntária, para a memória lógica e para a formação de
conceitos. Todas as funções superiores originam-se, segundo Vygotsky
(1998, p. 75), das relações reais entre indivíduos humanos.

Para ele existem dois níveis de conhecimento: o real e o potencial. No


primeiro o indivíduo é capaz de realizar tarefas com independência, e
caracteriza-se pelo desenvolvimento já consolidado. No segundo, o
indivíduo só é capaz de realizar tarefas com a ajuda do outro, o que denota
desenvolvimento, porque não é em qualquer etapa da vida que um
indivíduo pode resolver problemas com a ajuda de outras pessoas.

Partindo desses dois níveis, Vygotsky define a zona de desenvolvimento


proximal como a distância entre o conhecimento real e o potencial; nela
estão as funções psicológicas ainda não consolidadas.

Ela é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma


determinar através da solução independente de problemas, e o nível de
desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas
sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais
capazes. (Vygotsky, op. cit., p. 112).

O processo de desenvolvimento cognitivo estaria centrado justamente na


possibilidade de o sujeito ser, constantemente, colocado em situações
problema que provoquem a construção de conhecimentos e conceitos, a
partir da zona de desenvolvimento proximal. Ou seja, o sujeito necessita
usar os conhecimentos já consolidados, desestabilizados por novas
informações, que serão processadas, colocadas em relação com outros
conhecimentos, de outros sujeitos, num processo de interação, para só
então, serem consolidadas como um conhecimento novo.

O conceito de interação com o qual trabalha o sócio - interacionismo não é


um conceito amplo e apenas opinativo, mas significa, no âmbito do
processo de aprendizagem, especificamente, afetação mútua (Villardi,
2001), uma dinâmica onde a ação ou o discurso do outro causam
modificações na forma de pensar e agir, interferindo no modo como a
elaboração e a apropriação do conhecimento se consolidarão.
Isto acontece de forma clara, na Educação a Distância, na interação tutorial,
de enorme importância para a aprendizagem.

A construção de ambientes virtuais de aprendizagem passa por etapas que


definem e desenham sua aplicabilidade, suas possibilidades de sucesso ou
de fracasso.

a mais importante é a opção por uma matriz epistemológica educacional. A


definição da concepção de educação a ser oferecida é determinante do
processo. A escolha das ferramentas de interação, a arquitetura da
plataforma e do administrador de sistemas depende dessa escolha. Existe
uma variedade muito grande de tecnologia disponível, mas, por mais
avançada que seja, não funcionará se não estiver claro a serviço de que ela
será aplicada. As ferramentas de interação multidirecionais serão prioridade
em uma proposta de curso sócio-interacionista, por exemplo. Em uma
proposta de instrução programada, fundamentada na mera transmissão de
conteúdos, bastariam ferramentas como os e-mails, listas e perguntas
freqüentes, onde apenas os alunos perguntam e os tutores respondem.

Resumo: A cognição, a aprendizagem e a linguagem têm sido delimitadas


como objetos de
estudo de diversas áreas da ciência, e são também os focos principais deste
artigo. Aqui, serão abordadas duas perspectivas teóricas que contribuíram
de maneira positiva para a compreensão de vários pontos relevantes
ligados à educação e que, por isso, foram introduzidas à pedagogia
educacional. São elas: Teoria Construtivista Psicogenética, de Jean Piaget, e
Teoria Sócio-Interacionista, de Lev Semynovitch Vygotsky. O objetivo deste
artigo é abordar essas versões teóricas de forma que se consiga identificar
pontos convergentes e divergentes entre elas, na tentativa de compreendê-
las, analisando o processo de aprendizagem, o desenvolvimento cognitivo
dos indivíduos e o papel da linguagem no desenvolvimento cognitivo.