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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _ VARA CÍVEL DA

COMARCA DE FLORIANÓPOLIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA

(10 linhas)

BEACH SURF LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ-MF..., e-


mail..., com sede na Rua Medina, no 16, Bairro da Praia da Joaquina, Município de
Florianópolis, Estado de Santa Catarina, CEP..., neste ato representada por... ,
“nacionalidade ...”, “estado civil...”, “profissão...”, “portador da cédula de identidade
número...”, “inscrito no CPF-MF número...”, “e-mail...”, “residente e domiciliado no
logradouro...”, “número...”, “bairro...” “cidade...”, “Estado...”, “CEP...”, conforme
contrato social anexo, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por
intermédio deste advogado, conforme procuração anexa, que esta subscreve Com
fundamento no art.318 e ss do CPC
AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL em face de
ESPÓLIO DE MARCOS ALVES ...”, neste ato representado por “NOME...”,
“nacionalidade...”,“estado civil...”, “profissão...”, “portador da cédula de identidade
número...”, “inscrito no CPF-MF número...”, “e-mail...”, “residente e domiciliado no
logradouro ...”, “número...”, “bairro...” “cidade...”,“Estado...”, “CEP número...”.pelos
fatos e fundamentos a seguir expostos:

1. FATOS
Em meados de janeiro de 2017 a requerente a fim de expandir sua marca,
contratou o de cujus para desenvolver uma nova prancha de surf
tridimensional.

O acordo verbal teve o valor estabelecido de R$ 20 mil, pagos pelo


contratante no ato e testemunhado por Renato, vizinho da empresa. Foi
estabelecida ao contratado a obrigação de desenvolver uma nova marca
tridimensional de pranchas e não divulgar nenhum produto até janeiro de
2018.

Todavia o senhor Marcos publicou em suas redes sociais todo o processo de


criação e o produto exclusivo finalizado, sem o consentimento da contratante.
Após a divulgação nas redes sociais o concorrente da empresa Beach Surf
Ltda, reproduziu o novo modelo de prancha.
Diante dos acontecidos, a contratante procurou o contratado para esclarecer
os fatos, porém foi informada que o designer veio a óbito um dia após a
publicação da prancha de surf nas redes sociais.

Assim, não restou para a contratante outra alternativa, a não ser recorrer ao
judiciário para que seus direitos sejam garantidos.
DO DIREITO

DO INADIMPLENTO
Considerando os fatos narrados, é clara a firmação do contrato de
prestação de serviço entre as partes, embora feito de forma verbal,
cumpriu requisitos do art. 104 do CC. Os agentes são capazes, objeto
licito, possível e determinado.

Pelo principio da primazia contratual, o contrato é lei entre as partes sendo


dever de cada um cumprir o acordado. Com o inadimplemento, nascer o
direito do contratante de exigir o cumprimento da obrigação.

Foi estabelecida uma obrigação de não fazer ao contratado, este porém


praticou ato proibido ao divulgar o novo modelo desenvolvido. É dever do
devedor desfazer o ato, no presente caso, apagar as publicações do
modelo divulgado nas redes sociais e arcar com as perdas e danos
conforme estabelecido no art. 251 do CC
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode
exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o
culpado perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar
desfazer, independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento
devido.

DAS PERDAS
Ocorreu a inadimplência absoluta do contrato, haja vista que não é possível
cumprir de forma total a obrigação estabelecida de não fazer. A inadimplência
não resulta na extinção da obrigação e sim na transformação da prestação.
No caso em tela, o devedor descumpriu a obrigação por vontade própria e ciente
dos deveres que foram estabelecidos. Assim, o art. 389 do CC determina que o
devedor responsa por perdas e danos, entre outras satisfações.
Essas perdas envolvem o que a contratante deixou de lucrar, bem como o
investimento total, lucros cessantes, com atualização monetária. Conforme art. 402 e
seguinte do CC.
PEDIDOS
A) A condenação do espolio ao pagamento de danos matérias e do dano
emergente no valor de R$20 mil reais, como também ao lucro cessante pelo
inadimplento contratual.
B) A citação do representante do espolio para resposta e comparecimento em
audiência de conciliação
C) Conforme ast. 334 e ss do CPC, o autor não se opõe a audiência de
conciliação.
D) Juntada das guias processuais
E) Condenação do réu ao pagamento de custas e despesas processuais no
importe de 20%
F) Intimação do advogado acerca dos atos processuais.

Requer provar o alegado por todos os meios de provas admitidas em direito,


especial a oitiva de testemunhas.
Valor da Causa R$ 20.000,00 (vinte mil reais)

Data, local
OAB