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Universidade Federal do Delta do Parnaíba – UFDPar

Fisioterapia – Cinesiologia e Biomecânica


Nome: Débora Cristina Linhares Viana.

PALPAÇÃO: MEMBROS
INFERIORES.

Parnaíba – PI
Janeiro/2021
QUADRIL
QUADRIL
Ossos
• Crista ilíaca: paciente deitado em decúbito dorsal, coloque o membro inferior do lado examinado
pendente na maca. O contorno da crista ilíaca fica evidente facilitando a palpação.
• Espinha ilíaca ântero superior (EIAS): palpe o contorno da crista ilíaca e dirija-se
anteriormente para perceber a projeção óssea.
• Espinha ilíaca ântero inferior(EIAI): peça ao paciente que realize anteroversão da pelve para a
estrutura ser percebida.
• Espinha ilíaca póstero superior (EIPS): a partir da crista ilíaca, siga palpando seu contorno
posteriormente, com o paciente em decúbito lateral ou em pé.
• Espinha ilíaca póstero inferior (EIPI): segue a margem lateral do sacro até a junção com o
osso ilíaco, é no nível dessa junção que se torna perceptível.
• Tubérculo ilíaco: localize a espinha ilíaca ântero superior. Em uma pegada bidigital palpe a crista
ilíaca na parte posterior. O tubérculo ilíaco se localiza a 6cm posterior à EIAS.
QUADRIL
• Túber isquiático: paciente em decúbito lateral com quadril e joelho flexionado. Palpe a área
inferior da região glútea, localize o túber isquiático.
• Trocanter maior: paciente de pé ou em decúbito lateral. O trocanter maior pode ser palpado a
cerca de 10cm abaixo da crista ilíaca, na região da coxa. Em decúbito lateral, posicione o membro
a ser avaliado em flexão de quadril e joelho, o trocanter maior apoia na maca.
• Tubérculo púbico: paciente em decúbito dorsal. localize o trocanter maior. Apoie a palma da mão
no trocanter maior, direcione o polegar para a linha mediana. O tubérculo púbico se localiza a 2cm
laterais à sínfise púbica.
QUADRIL
Músculos
• Glúteo máximo: paciente em decúbito ventral. Produza a flexão do joelho (90°) no lado a
ser avaliado, solicite que o paciente realize o movimento de extensão da coxa. O músculo
glúteo se contrai.
• Glúteo médio: paciente em decúbito lateral, imagine uma linha vertical unindo a crista
ilíaca ao trocânter maior do fêmur. Com uma de suas mãos posicionada no terço distal e
lateral da coxa do paciente, resistira à abdução do quadril. Com as polpas dos dedos da sua
mão cefálica posicionadas na borda superior do trocânter maior, sinta a contração do
músculo glúteo médio.
• Piriforme (palpação indireta): paciente em decúbito ventral, com o joelho homolateral à
palpação flexionado. Coloque a polpa dos dedos de uma de suas mãos no ponto médio de
uma linha imaginária que une a região posterior do trocânter maior com o sacro (nível S2-S3).
Com a sua outra mão posicionada no tornozelo do paciente e resistirá a rotação lateral do
quadril. Aprofunde a palpação para sentir a tensão do músculo piriforme.

m. piriforme.
QUADRIL
• Tensor da fáscia lata: paciente em decúbito lateral, com a articulação coxofemoral
ligeiramente flexionada. Se posicione atrás do paciente, trace uma linha imaginária entre a
EIAS e a borda anterior do trocanter maior; coloque as polpas de seus dedos no ponto médio
dessa linha. Com a mão caudal segure em “berço”, o membro inferior do paciente, para
resistir aos movimentos simultâneos de flexão, abdução e rotação medial da coxa; Com as
polpas dos dedos identifique o tendão do TFL e a tensão da porção carnosa.
• Nervo isquiático: paciente deitado em decúbito lateral. Realize a flexão da coxa e do
joelho. Localize o trocanter maior (A) e o túber isquiático (B). O nervo isquiático (C) está a
meio distância entre esses dois pontos ósseos.
JOELHO
JOELHO
Ossos
• Côndilo Lateral (fêmur): paciente deve se posicionar em decúbito dorsal com joelho flexionado.
Fisioterapeuta de pé, de frente para o joelho do paciente, com as polpas dos seus dedos toque a
região anterior do côndilo medial; acompanhe o formato arredondado do côndilo, deslocando os
seus dedos em sentido dorsal;
• Côndilo medial (fêmur): paciente de se posicionar em decúbito dorsal com joelho flexionado.
Fisioterapeuta em pé, de frente para o joelho do paciente, com as polpas dos seus dedos toque a região
anterior do côndilo lateral; acompanhe o formato arredondado do côndilo, deslocando os seus dedos em
sentido dorsal;
• Epicôndilo lateral (fêmur): paciente em decúbito dorsal com joelho flexionado. Fisioterapeuta de frente
para a região lateral do joelho do paciente, deve buscar a proeminência óssea mais evidente localizada
no côndilo lateral do fêmur.
• Epicôndilo medial (fêmur): paciente em decúbito dorsal com joelho flexionado. Fisioterapeuta de frente
para a região medial do joelho do paciente, deve buscar a proeminência óssea mais evidente localizada
no côndilo medial do fêmur.
• Interlinha articular: paciente em decúbito dorsal com joelhos flexionados à 90°. Fisioterapeuta em pé,
de frente para o joelho do paciente, deve iniciar a palpação localizando os côndilos femorais e
posteriormente direcionar os dedos no sentido caudal até perceber uma depressão. Em seguida, o
terapeuta deve acompanhar seus dedos posteriormente até perceber que os dedos foram obliterados
pelos ligamentos colaterais do joelho.
• Base da patela: paciente em decúbito dorsal com joelhos estendidos. O fisioterapeuta deve
acompanhar no sentido distal o músculo reto femoral, até encontrar uma proeminência óssea
correspondente a base da patela.
• Ápice da patela: paciente em decúbito dorsal com joelhos estendidos. Para identificar a base da patela
deslize a polpa de seus dedos no sentido distal para identificar o ápice da patela localizada na superfície
inferior da mesma.
• Bordas lateral e medial da patela: Paciente em DD com joelhos estendidos. Terapeuta deverá iniciar a
palpação identificando a base da patela, e com as polpas de seus dedos deverá margear suas bordas
medial e lateral.
• Tuberosidade anterior da tíbia: paciente em decúbito dorsal com joelhos flexionados, fisioterapeuta em
pé ou sentado de frente para o joelho do paciente. Ao identificar o ápice da patela deslize a polpa de
seus distalmente, e perceba uma proeminência óssea bem evidente na região anterior do terço proximal
da tíbia .
• Côndilo lateral (tíbia): paciente em decúbito dorsal com joelhos flexionados. O fisioterapeuta localiza a
interlinha articular lateral do joelho e com os polegares e exerce uma pressão no sentido caudal e
encontra uma barreira rígida (óssea) ou seja, o côndilo lateral da tíbia. Para se certificar da palpação
peça ao paciente que realize os movimentos de rotações da tíbia, se os polegares estiverem sobre o
côndilo lateral se percebe o seu movimento .
• Côndilo medial (tíbia): Paciente em decúbito dorsal com joelhos flexionados. O fisioterapeuta localiza a
interlinha articular medial do joelho e com os polegares e exerce uma pressão no sentido caudal e
encontra uma barreira rígida (óssea) ou seja, o côndilo medial da tíbia. Para se certificar da palpação
peça ao paciente que realize os movimentos de rotações da tíbia, se os polegares estiverem sobre o
côndilo medial se percebe o seu movimento.
• Cabeça da fíbula: paciente em decúbito dorsal, com joelhos flexionados. O fisioterapeuta em pé, de
frente para a face lateral da perna do paciente, deslize os seus dedos em forma de gancho, a partir da
porção proximal da face posterior da perna, em sentido ventral, perceberá que os dedos irão de encontro
com uma estrutura rígida, estarão sobre a porção posterior da cabeça da fíbula. Após ter encontrado a
cabeça da fíbula, o terapeuta poderá palpá-la, em forma de gancho com o indicador e polegar. Nesse
momento poderá mobiliza lá no sentido póstero-anterior, para melhor distingui-la.
JOELHO
JOELHO
Músculos
• Pata de ganso (no terço proximal da tíbia na região ântero medial onde se inserem três tendões -
sartório, grácil e semitendinoso): paciente em decúbito dorsal, com joelho flexionado e pé apoiado na
maca. O fisioterapeuta deve posicionar a região tenar da mão homolateral á palpação na borda lateral
da tuberosidade anterior da tíbia; os demais dedos cairão naturalmente sobre os tendões da pata de
ganso.

• Tendões dos músculos semimembranoso e semitendinoso: paciente em decúbito ventral, o


fisioterapeuta deve posicionar as polpas do 2° e 3° dedos sobre a região póstero medial do terço distal
do fêmur (próximo a fossa poplítea). Com a outra mão localizada no tornozelo do paciente, resistir o
movimento de flexão de joelho combinado com a rotação medial da tíbia. Ao solicitar a contração
muscular dos mesmos o terapeuta percebe os dois tendões “saltarem” sobre os seus dedos. O tendão
mais lateral e profundo é o semimembranoso, o mais medial trata-se do semitendinoso.
• Tendão do músculo bíceps femoral: paciente em decúbito ventral, o fisioterapeuta dever posicionar
as polpas do 2° e 3° dedos da mão cefálica imediatamente a cima da cabeça da fíbula; Com a mão
caudal posicionada no tornozelo do paciente resistira a flexão de joelho e a rotação lateral da tíbia. Ao
solicitar a contração muscular e perceber o tendão do músculo bíceps femoral “saltar” sobre os seus
dedos.
TORNOZELO
TORNOZELO
• Maléolo lateral (Localizado no terço distal da fíbula: o fisioterapeuta deve palpá-lo com o polegar e
indicador fazendo uma pinça entre as bordas anterior e posterior do maléolo lateral. Para palpar o ápice do
maléolo lateral desloque seu dedo indicador no sentido caudal e cairá diretamente sobre o acidente ósseo.
• Maléolo medial (Localizado no terço distal da tíbia): O fisioterapeuta deve palpá-lo com o polegar e
indicador fazendo uma pinça entre as bordas anterior e posterior do maléolo medial. Para palpar o ápice do
maléolo medial desloque seu dedo indicador no sentido caudal e cairá diretamente sobre o acidente ósseo.
• Cuboide: o osso cuboide segue imediatamente, a base do V metatarso (tuberosidade). Ao localizar a
tuberosidade do V metatarso deslize os dedos no sentido posterior do pé, para sentir uma depressão que cairá
imediatamente sobre o osso cuboide.
• Tálus: paciente em decúbito dorsal e o pé posicionado em posição neutra. O fisioterapeuta deve posicionar
seu dedo indicador na borda anterior do maléolo lateral. Em seguida, deve avançar discretamente seu dedo
para frente e medialmente e cairá sobre o tálus. Para facilitar a palpação realize uma discreta supinação do pé,
que fará com que a estrutura palpada fique mais proeminente.
* Colo do tálus: paciente sentado na maca, com o calcanhar apoiado. Na extremidade inferior e anterior da
tíbia, a porção anterior do colo do tálus estará localizado entre os tendões dos músculos tibial anterior e extensor
longo dos dedos. Localize os tendões citados e realize a palpação entre eles para identificar a face anterior do
colo do tálus.
• Navicular: paciente em decúbito dorsal, com o pé previamente posicionado em flexão plantar. Com uma das
mãos localizada na face medial do antepé solicite ao paciente o movimento resistido de adução do pé para que
o tendão do músculo tibial posterior fique evidente. A partir do maléolo medial siga o tendão do músculo a cima
citado até perceber a tuberosidade óssea do navicular.
• Cuneiforme medial: paciente em decúbito dorsal, solicite o movimento resistido de flexão dorsal para que o
tendão do músculo tibial anterior fique evidente. Localizando o tendão citado anteriormente siga com seu
indicador caudalmente e a saliência óssea encontrada logo após o tendão trata-se do osso cuneiforme medial,
uma vez que o músculo tibial anterior se insere no osso em questão.
TORNOZELO
Articulações
• Articulação de Lisfranc (tarsometatarsal entre o cuboide e o V osso metatarsal): Paciente em
DD. Com o dedo indicador da mão proximal posicionado sobre a porção anterolateral do osso cuboide
mantendo-se em contato com a borda do osso metatarsal V. O dedo indicador da mão distal do
terapeuta sobre a cabeça do V metatarso com a pegada em pinça, deverá mobiliza-la no sentido
anteroposterior para perceber a interlinha articular sob o dedo indicador da mão proximal.
• Articulação talocrural (tíbiotalar): Paciente em DD, com o pé para fora da maca em flexão plantar. O
terapeuta deverá posicionar a polpa de seu 2° dedo, lateralmente ao tendão do músculo tibial anterior,
no mesmo alinhamento horizontal da superfície proximal do maléolo medial. Com o seu 3° dedo
posicionado imediatamente distal ao anterior estará sobre a articulação talocrural.
REFERÊNCIAS:

• WECKER, Jonas; LENZ, Douglas. Anatomia Palpatória: 2ª edição.

• DELAMARCHE, Paul; DUFOUR, Michel; MULTON, Franck. Anatomia, Fisiologia E Biomecânica.


Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2006.

• NOBESCHI, Leandro. Anatomia de superfície e palpatória do quadril e da região glúteo. DOC


PLAYER. Disponível em: https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-
content/uploads/2015/10/Anatomia-Palpat%C3%B3ria-Membros-.pdf. Acesso em: 15 de Janeiro de
2021.

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