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AUTARQUIA EDUCACIONAL DE BELO JARDIM – AEB


FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E APLICADAS DO BELO JARDIM – FABEJA
CURSO DE CIENCIAS BIOLOGICAS

MARIA ADRIANA ALBUQUERQUE DE AGUIA

PERCEPÇÃO DE IDOSOS ASSISTIDOS NOS PSFs DE BREJO DA


MADRE DE – PE A CERCA DO HIV E SUAS REPERCUSSÃO

BELO JARDIM – PE 2014


1

MARIA ADRIANA ALBUQUERQUE DE AGUIAR

PERCEPÇÃO DE IDOSOS ASSISTIDOS NOS PSFs DE BREJO DA


MADRE DE – PE A CERCA DO HIV E SUAS REPERCUSSÃO

Monografia apresentada ao curso de


Ciências Biológicas da faculdade de
Ciências Humanas e aplicadas do
Belo Jardim – FABEJA, em comprimento
às exigências para obtenção do
Título de Graduado.
ORIENTADOR: Eliezer Henrique
Pires Acioli

BELO JARDIM – PE 2014


2

MARIA ADRIANA ALBUQUERQUE DE AGUIAR

PERCEPÇÃO DE IDOSOS ASSISTIDOS NOS PSFs DE BREJO DA


MADRE DE DEUS – PE A CERVO DO HIV E SUAS REPERCUSSAO

APROVADO EM ___ /___/___

BANCA EXAMINADORA

Prof. Examinador: Jorge Coelho da Silveira Neto

Prof. Examinadora: Juciara Carneiro

Prof. Orientador: Eliézer Henrique Pires Aciole


3

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, por estar presente em todos os momentos da minha


vida.
A meus pais Maria do Socorro e Fernando José por todo amor, incentivo e
confiança.
Aos meus irmãos Maria de Fatima, Francisco de Assis e Ernando
Albuquerque por toda atenção e carinho.
Ao meu namorado Thiago André pelo apoio, incentivo e carinho.
Á Faculdade de formação de professores de Belo Jardim – FABEJA pela
oportunidade da realização de um sonho.
Ao meu orientador, Eliezer Henrique Pires Acióli, por todo apoio concedido
durante a graduação e conhecimento compartilhado.
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RESUMO

A Síndrome da imunodeficiência adquirida em humanos (SIDA ou AIDS) é causada


pelo vírus HIV. Essa síndrome caracteriza-se por um conjunto de infecções
oportunistas que surgem devidos á queda da imunidade quando em estagio mais
avançado diversas doenças oportunistas podem acabar levando o individuo á morte.
Visando a falta de conhecimento dos idosos sobre o HIV do município de Brejo da
Madre de Deus – PE sentiu-se a necessidade de um conhecimento, mas amplo,
realizando uma pesquisa tendo como objetivo apresentar dados estatísticos em
relação ao conhecimento dos idosos sobre o HIV. Para o mesmo foi realizada uma
pesquisa de campo onde os resultados obtidos serão analisados estatisticamente e
confrontados com a literatura pesquisada. Após a análise e discursão dos resultados
encontrados os mesmos serão fornecidos para o setor de saúde do município afim
de que possa servi como instrumento estimulador de medidas profiláticas e serem
adotadas pelos profissionais de saúde.

Palavras chaves: AIDS, IDOSOS, INCIDENCIA.


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SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS
RESUMO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 06
2. JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 08
3. OBJETIVOS ......................................................................................................... 09
3.1 Objetivos gerais ................................................................................................ 09
3.2 Objetivos Específicos ...................................................................................... 09
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 10
4.1 Aspectos gerais da AIDS ................................................................................. 10
4.2 Epidemiologia da aids na população idosa ................................................... 11
4.2.1 Vulnerabilidade da população idosa a cerca da aids ................................ 12
4.3 Repercussão da aids na velhice ..................................................................... 13
4.4 Prevenção da aids na população idosa ......................................................... 14
4.4.1 Doenças oportunistas e tratamento da aids ............................................... 15
4.4.2 Dificuldades relacionadas diretamente ao uso da medicação ................. 16
4.5 Preconceito e crenças que envolvem os idosos cerca da aids ................... 17
5. RESULTADOS E DISCURSÃO ........................................................................... 18
6. METODOLOGIA .................................................................................................. 26
6.1 Área do estudo ................................................................................................. 26
6.2 Definição da População ................................................................................... 26
6.3 Amostra ............................................................................................................. 26
6.4 Critérios de Inclusão e Exclusão .................................................................... 26
6.5 Coletas de dados .............................................................................................. 26
6.6 Riscos e Benefícios .......................................................................................... 27
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 28
8. REFERÊNCIAS .................................................................................................... 29
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1. INTRODUÇÃO

A Síndrome da Imunodeficiência adquirida em humanos (SIDA OU AIDS) foi


descrita em 1981, inicialmente como entidade clinica responsável por manifestações
incluindo sarcoma de kaposi e pneumonia (KUCHENBECKER et al., 2006).
Parece não haver duvidas quanto o caráter novo da pandemia mundial de
AIDS. Os primeiros casos foram detectados na África e nos Estados Unidos e a
epidemia passou a adquiri importância no decurso de decênio de 1980. Não
obstante, constitui ainda mistério a questão de sua origem. Admitindo-se como
correta a hipótese de que o vírus precursor tenha passado de primatas para o
homem, permanece sem explicação como isso teria ocorrido. E mais ainda, porque
após milhares de anos de coexistência de homens e primatas no continente
africano, somente agora se deu a emergência da infecção humana pelo vírus da
AIDS (FORATTINI, 1993).
O novo perfil no decurso da epidemia da AIDS aponta para o crescente
numero de casos na faixa etária acima de 50 anos (DINIZ e SALDANHA, 2008).
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 2005 no ano de 2025 o
Brasil se tornara o sexto pais no mundo a conviver com a população mais numerosa
de idosos. Neste contexto a AIDS afigura-se como um eminente que atinge cada vez
mais esta camada idosa da população constituindo uma das tendências atuais de
epidemia (SILVA, 2005).
Em vista do aumento da população idosa no Brasil o maior desafio que
surge na atenção a pessoa idosa é conseguir contribuir para que essas pessoas
ultrapassem suas limitações, e redescubram possibilidades de viver com a máxima
qualidade de vida. A atenção com a saúde do idoso ao contexto da AIDS, tanto para
as instancias político – administrativo quanto para a sociedade em geral. (DINIZ e
SALDANHA 2008).
A OMS propõe uma política de envelhecimento ativo a fim de possibilitar o
favorecimento da qualidade de vida das pessoas na terceira idade a partir de seis
aspectos determinantes: econômicos, sociais, ambiente físico, pessoal,
comportamental, serviços sociais e de saúde. Esta política de envelhecimento
abarca ainda, a ideia do idoso como possível portador do HIV/ADIS (DINIZ et al
2007) .
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Segundo (DINIZ e SALDANHA, 2008) em 1994, o Ministério da Saúde


adotou o programa de saúde da família (PSF) como uma estratégia prioritária para a
organização da atenção básica de saúde. A estratégia do (PSF) tem como principal
desafio melhorar a qualidade de vida das pessoas.
O programa saúde da família (PSFs) é composto por médicos, enfermeiros,
auxiliar de enfermagem, dentistas, auxiliar de consultório e agentes de saúde essa
equipe cria vínculos com as famílias de corresponsabilidade, o que facilita a
identificação, o atendimento e o acompanhamento dos agravos na saúde dos
indivíduos (MINISTERIO DA SAÚDE apud SAUDANHA 2008)
Torna-se necessário integrar as dimensões psicológicas e sociais ao
processo saúde-doença, pois as representações habituais de experiência da AIDS
contem os elementos simbólicos e morais que vão, intervir fortemente em todas as
etapas do reconhecimento da doença, de cuidados e de restauração da saúde
(COUTINHO et al., 2008).
Segundo (DINIZ e SALDANHA, 2008) o trato em especifico com a
população idosa exige uma noção global de suas características e demandas na
busca do seu bem estar, rotina funcional e sua inserção familiar e social. O pouco
conhecimento acerca da doença em si e das formas de prevenção se afiguram como
uma dificuldade para o próprio idoso.
O maior desafio que surge na atenção a pessoa idosa é conseguir contribuir
para que apesar das progressivas limitações que possa ocorrer, elas passam a
redescobrir possibilidades de viver com a máxima qualidade possível. Essa
possibilidade aumenta na medida em que a sociedade considera o contexto familiar
e social pra conseguir reconhecer as potencialidades e o valor das pessoas idosas e
aceitarem que as pessoas nessa faixa etária leva uma vida sexual ativa e a
estratégia de saúde da família precisa de uma identificação precoce de suas
alterações patológicas e para a importância da se alertar a comunidade sobre os
fatores de riscos aos quais os idosos estão potencialmente expostos a fim de
interver. Os profissionais devem ainda, prezar pela manutenção do idoso na rotina
familiar e na vida da comunidade como fatores fundamentais para a manutenção do
seu equilíbrio físico e mental, sendo esta uma das mais importantes missões
daqueles que lidam com atenção básica de Saúde (SILVESTRE e COSTA NETO,
2003) .
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2. JUSTIFICATIVA

O Presente estudo visou à importância de avaliar o conhecimento do idoso a


respeito da AIDS com a finalidade de gerar conhecimentos aos profissionais e
gestores dos serviços públicos de saúde e o estimulo a novos estudos.
As campanhas de prevenção da AIDS que contribuem para mudanças,
hábitos e atitudes com população que tem a vida sexualmente ativa na terceira
idade são escassos. Pois a sociedade de modo geral não tem a preocupação de
conscientizar as pessoas, nesta faixa etária a respeito do grave risco da doença.
Considerando que a saúde na terceira idade esta relacionada com a funcionalidade
global e que o idoso tem o direito de ter uma vida ativa na sociedade, mas em razão
da complexa natureza multidimensional de problemas que afetam a capacidade
funcional dos idosos destaca-se a Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).
Nesta dimensão avaliar o conhecimento do idoso sobre a AIDS é fundamental para
atribuições na qualidade de vida das pessoas da terceira idade.
Além disso, a falta de campanhas destinadas aos idosos faz com que esta
população esteja geralmente menos informada sobre o HIV e menos consciente
como se proteger; ignora ainda que além de terem atividade sexual, é real o numero
de idosos que usam drogas injetáveis, pois os profissionais de saúde não estão
adequadamente treinados para o pronto diagnostico de HIV nesta faixa etária, em
que em geral as enfermidades crônico-degenerativos tem um papel predominante.
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3. OBJETIVOS

3.1 Objetivos Gerais

Investigar o conhecimento dos idosos a cerca da AIDS e suas repercussão,


em PSFs de Brejo da Madre de Deus-PE.

3.2 Objetivos Específicos

• Identificar as necessidades do programa de saúde da família (PSF) para o


controle da AIDS na opinião do idoso.
• Investigar a percepção do idoso a cerca dos métodos anticoncepcionais.
• Traçar o perfil sócio econômico de amostra analisadas
• Listar as principais duvidas sobre o tema AIDS.
10

4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 Aspectos gerais da AIDS

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é pertencente a classe dos


retrovírus causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) (MAMFROI.,
2009 ).
Segundo (MARTHO e AMABIS, 2004) o anuncio da descoberta e da
identificação desse vírus como agente causador da (AIDS) ocorreu em abril de 1984,
pouco menos de três anos após o aparecimento dos primeiros casos da doença.
Essa síndrome caracteriza-se por um conjunto de infecções oportunistas que
surgem devido à queda da imunidade
Essa queda é ocasionada principalmente pela relação no numero do tipo de
linfócitos do sangue, chamados linfócitos T auxiliador, que é destruído pelo (HIV).
Como esse tipo de célula faz parte do sistema imunológico humano, estimulando
outras células desse sistema de defesa a combater linfócitos T faz com que o
combate à infecção seja feita com menos eficiência (ROSSO e LOPES, 2006).
Dai infecções oportunistas comuns como: tosse e respiração ofegante;
dificuldade de engoli; diarreia severa e persistente; febre; perda da visão; náuseas;
cólicas abdominais e vômitos, confusão mental e esquecimento, perda de peso e
fadiga extrema; dores de cabeça forte. Além disso, as pessoas com AIDS são
propensas a desenvolver vários tipos de câncer em particular os causados por vírus
como o sarcoma de kaposi e o câncer cervical, além do câncer do sistema
imunitário, como linfomas (MARTHO e AMABIS, 2004).
Segundo (ROSSO e LOPES, 2006) a transmissão do vírus da AIDS pode
ocorrer das seguintes maneiras, por contato sexual com pessoas portadoras do
(HIV), por transfusão de sangue ou transplante de órgãos contaminados pelo (HIV),
pelo uso de seringas ou outro material cirúrgico ou cortante não – esterilizado; por
inseminação artificial com sêmen contaminado pelo vírus.
Em outro estudo os autores (PAULINO e BARROS, 2013) ressaltam a
importância de uma prevenção consistente e consciente em o uso de preservativos (
camisinha) nas relações sexuais, os bancos de sangue e hospitais devem se
certificar da procedência e da qualidade do material a ser utilizado em transfusões
sanguíneas, na utilização de agulhas e seringas descartáveis, as mulheres
11

portadoras do HIV não devem amamentar e devem ter cuidados especiais indicados
por médicos durante o pré- natal, devem evitar o uso coletivo de materiais cortantes
ou perfurantes, tais como giletes, navalhas, alicates de unha, estiletes e agulhas,
além disso instrumentos de manipulação.
Para (PAULINO, 2009) as pessoas não precisam deixar de ter contato
afetivo com pessoas portadoras do HIV, pois na convivência social com pessoas
soro positivo não há risco de o vírus penetrar nas células da pele de uma pessoa.
Portanto pessoas portadoras podem e devem abraçar dar aperto de mão, podem
compartilhar utensílios pessoais como toalhas de banho, roupas de cama, roupas,
sapatos, entre outro exemplo não constitui vias de transmissão do (HIV).
Os autores (LOPES e ROSSO, 2010) analisaram o tratamento do HIV
surgiram que conhecer o ciclo de vida do parasita é fundamental para estabelecer
medidas profiláticas e também desenvolver medicamentos que possam combater a
parasitose.
(MARTHO e AMABIS, 2004) as principais drogas usadas no combater a
infecção pelo HIV. Pode citar o AZT (zidovulene), o ddc (zalcitabine), o ddi
( dideoxinosene), o d4T (estavudine), o BTc ( bamivudine), o abascavir (ziogem) eo
tenozovir ( vicead). Essas drogas são inibidores da transcriptose reversa, que
interrompe o processo de síntese do DNA a partir do RNA viral ela tem sido eficazes
em diminuir a velocidade de multiplicações do vírus, retardando o aparecimento de
infecções oportunistas.
Em outro estudo o autor (MARTHO e AMABIS, 2000) explica que apesar da
eficiência dos coquetéis antivirais eles podem apresentar efeitos colaterais severos,
como alguns inibidores de transcriptose reversa causam diminuição do numero de
hemácias e de glóbulos brancos do sangue já os inibidores de prótese provocam
náuseas, diarreia e outras complicações gastrintestinais, além de poderem interagir
com outras drogas e causar sérios danos ao organismo.

4.2 Epidemiologias da AIDS na população idosa

Segundo (SILVA e GOMES, 2008) na década de 80, a epidemia de AIDS no


Brasil atingia principalmente as regiões metropolitanas de São Paulo e de Rio de
Janeiro, e os casos caracterizavam-se, em sua maioria, por serem do sexo
masculino, e por terem alto nível socioeconômico.
12

(BRITO et al., 2001) Os seguimentos populacionais atingidos no inicio da


epidemia apresentaram importante declínio ao longo do tempo desde o começo, o
grupo etário mais acometido, em ambos os sexos, tinha entre 20 e 39 anos de
idade. Porem, segundo dados do Ministério da Saúde 2007, entre os anos de 1996 e
2006, houve um aumento da taxa de incidência entre indivíduos com mais de 60
anos de idade.
A (AIDS) vem avançando nos idosos segundo o (MINISTERIO DA SAUDE
2000) o numero de casos entre idosos já supera o índice da doença entre os
adolescentes entre 15 e 19 anos. Esse problema é atribuído aos avanços
tecnológicos da saúde já que a reposição hormonal, oferta medicamentos como o
cetrato de sildenafil ( principio ativo de viagra), e as injeções e próteses penianas
vem prolongando a vida sexual dos idosos. Somam-se a isso as mudanças na
sexualidade do idoso.
Devido a esses avanços tecnológicos e dos recursos farmacológicos, ouve
um favorecimento na pratica sexual dos idosos (SALDANHA e DINIZ, 2008).
Para (SALDANHA et al., 2009) a vida sexual dos idosos é tratada com um
tabu tanto para eles como pela sociedade em geral, isso faz com que a aids não
pareça uma ameaça nessa faixa etária, facilitando os agravos para a doença que
cresse cada vez mais em pessoas idosas.
Segundo (PREÇA e RODRIGUES, 2010) para esse aumento desequilibrado
pelo contagio do vírus do HIV pode-se citar como aspecto que potencializa os riscos
da população idosa, o predomínio de campanhas voltadas a prevenção do HIV que
não incluem este grupo, assim passa a entender que é uma doença restrita apenas
para pessoas jovens.

4.2.1 Vulnerabilidade da população idosa a cerca da AIDS

Os autores (SALDANHA e DINIZ, 2008) fazem um analise preliminar no


contexto da vulnerabilidade da AIDS na velhice como uma questão importante aos
avanços tecnológicos e dos recursos farmacológicos que ajudam a vida sexual do
idoso.
Para (SALDANHA e DINIZ, 2010) quanto ao idoso a persistência em não
usar preservativos (camisinha) a liada a ausência de uma possível gravidez devido a
menopausa junto a descrença por parte da sociedade, na possibilidade de uso de
13

drogas injetáveis e a crenças em torno da falta de sexualidade no idoso convergem


para a vulnerabilidade.
Na perspectiva de (SILVA et al., 2008) a necessidade de uma abordagem
ampla da AIDS, enquanto fenômeno social, parte da sociedade idosa pensa que tal
epidemia é perpassada por varias questões: princípios morais e religiosos,
comportamentos individuais e questões relativas a sexualidade, gênero e entre
outros.
Segundo (SILVA et al., 2008) os próprios idosos se consideram imunes ao
vírus, pouco se fala sobre a epidemia nessa faixa etária, a escassez de campanhas
dirigidas ao idoso para a prevenção do HIV aliados ao preconceito em relação a
preservativos, expõe os idosos, é um dos grande agravos de contrair infecções
pelo (HIV).
Em um analise do autor (KUCHENBECKER et al, 2006) ele esclarece os
estágios de conhecimento para a prevenção do vírus (HIV) inclui atenção focada nas
medidas de redução da exposição de riscos inclusive praticas sexuais seguras.

4.3 Repercussões da AIDS na velhice

Segundo (BERTONCINI et al., 2008) a falta de conhecimento da população


em relação ao crescimento na incidência da (AIDS) em pessoas mais velhas
contribui para um aumento na epidemia, tornando uma ameaça a saúde publica.
(SILVA e GOMES, 2008) analisarão a falta de capacitação para profissionais
da saúde que não estão adequadamente treinados para orientar aos idosos para o
pronto diagnostico do (HIV).
(LAZZAROTTO et al., 2007) explicam que a literatura enfatiza o
conhecimento sobre o (HIV) em indivíduos jovens, porem há uma falta de
informações relacionadas a aids em pessoas idosas, a partir dessa carência o idoso
torna-se vulnerável a essa epidemia.
Para (LAROQUE et al., 2011) o Brasil que era um pais de jovens, começa a
dar lugar a outra realidade e traz a consciência que a velhice existe e é uma questão
social. Desta forma a mudança nas politicas publica fazem-se necessárias para a
adequação a esta realidade, com o intuito de propiciar uma atenção integral, a
saúde dos idosos e incluindo ações cujo tema seja sexualidade.
14

Os autores (ANDRADE et al., 2010) analisaram que a sexualidade faz parte


da coexistência do individuo em qualquer idade, porem esta cercado de mitos e
crenças que o envelhecimento traz a falta de prazer sexual.
Para (SALDANHA et al., 2008) desdou surgimento do HIV vem acontecendo
debates públicos para jovens com assuntos relacionados a aids, mas a uma
escassez em debates para pessoas idosas que por terrem também uma vida sexual
ativa necessitam de um conhecimento mas amplo sobre a aids.
(SOUZA et al., 2012) observa o envelhecimento que acarreta alterações no
organismo como um todo, e a medida que elas vão se processado para o requerer
varias adaptações do individuo, inclusive o conhecimento do(HIV).
(LAZZAROTTO et a., 2007) a sociedade não enfatiza os idosos na literatura
para um conhecimento amplo da aids para essa faixa etária tornando as pessoas da
terceira idade mais vulneráveis as infecções sexualmente transmissíveis, entre elas
a infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), agente causador da
Síndrome da imunodeficiência Adquirida (aids ou Sida).

4.4 Prevenções da AIDS na população idosa

Para (YARES, 2002) a prevenção da aids tem sido, desde inicio da


epidemia, uma questão crucial para os programas de controle.
Durante as duas primeiras décadas de enfrentamento das Infecções
Sexualmente Tamisáveis enfatizam jovens e pessoas em idade reprodutivas,
contribuindo para a formação de crenças que pessoas idosas não são vulneráveis
ao vírus do HIV (SILVA et al., 2009).
Segundo (GOMES e SILVA, 2008) a uma escassez de campanhas
preventivas que englobem idosas acima de 60 anos, pois essas pessoas tem
preconceito em relação ao uso de preservativos.
Os autores (MASCHIO et al., 2011) analisaram o preconceito e a dificuldade
para se estabelecer medidas preventivas, especialmente no que se refere ao uso de
preservativos, ainda são mais graves que nos outros seguimentos populacionais.
Em um analise dos autores ( BERTONCINE et al., 2008) ele cita a falta de
interesse dos profissionais de saúde em relação a sexualidade das pessoas nessa
faixa etária, isso faz com que as pessoas idosas tenham dificuldade em abordar
15

sobre tal assunto, consequentemente não solicitam exames diagnósticos do (HIV),


contribuindo para um diagnostico tardio, favorecendo assim o aumento da epidemia.
Em outro estudo o autor (SILVA et al., 2008) explica que as pessoas idosos
apresentam menos conhecimento sobre o (HIV) e menos preocupação com a aids
isso ajuda a dificuldade entre paciente e medico em uma orientação que esclareça a
necessidade de uma prevenção rigorosa em uso de preservativos em todas as
relações sexuais e exames rotineiros.
De acordo com (SOUSA et al., 2009) a falta de conhecimento sobre a
prevenção da aids tem mostrado resultados alarmantes em grupos de 60 anos ou
mais, que representa cerca de 15 milhões de pessoas e a incidência do HIV/aids
entre as pessoas idosas esta em torno de 2,1% sendo a forma mais predominante
de infecções pelo (HIV) a relação sexual.
Para (MILENE et al., 2008) esse aumento devastador de idosos soro positivo
devesse ao ato sexual desprotegido ou seja sem preservativos (camisinha), e a
resistência do idoso em procurar o serviço de saúde (PSFs) temendo encontrar
pessoas conhecidas que podem de alguma forma tomar conhecimento do seu
diagnostico.
De acordo com (GIR et al., 1999) a prevenção é a medida mais eficaz a ser
assumida pela população contra o vírus do(HIV).

4.4.1 Doenças oportunistas e tratamento da AIDS

Segundo (FEITOSA et al., 2004) a aids vem se confirmando nos últimos


anos uma ameaça a saúde publica.
Para (SEIDL, et al., 2007) desdá descoberta do HIV nos anos de 80, os
medicamentos anti-rretrovirais (ARV) tem sido utilizados no tratamento da Síndrome
da Imunodeficiência adquirida aids.
Em um analise dos autores (MELCHIOR et al., 2007) ele explica que a
terapia retroviral altamente ativa (TARV) foi introduzida no Sistema Brasileiro de
Saúde em novembro de 1996, como parte da politica brasileira de acesso universal
e gratuito aos serviços de saúde e aos medicamentos .
Segundo (LIMA, 2006) a adesão ao tratamento da aids no Brasil vem
ganhando importância nesses mais de 20 anos de epidemia. Em função de uma
16

determinação federal o Sistema Único de Saúde fornece aos pacientes infectados


pelo vírus do (HIV) acesso ao tratamento gratuito.
Em um estudo de (AMABIS e MARTHO 2004) eles explicam que no passar
dos anos inúmeras pesquisas cientificas forram realizadas nessa área, pois
permitido desenvolver tratamentos cada vez mais eficiente para avaliar os sintomas
da doença, mas infelizmente ainda não é possível cura-la.
Para (KUCHENBECKER et al., 2006) o aumento significativo na qualidade
de vida das pessoas soro positivo devesse ao manejo dos medicamentos retrovirais
e a prevenção das doenças oportunistas ocasionadas a infecções pelo (HIV).
Os autores (KRAMER et al., 2008) coloca em um dos seus estudos o
agravante diagnostico do (HIV) em indivíduos da terceira idade e a semelhança
existente entre as doenças oportunistas, que frequentemente acometem os
portadores do vírus.
Para (JUNIOR e CASTILHO, 2010) a (AIDS) apresenta doenças
oportunistas como: candidíase oral e estomacal, herpes, tuberculose, diarreia
severa, febre, perda da visão, dores de cabeça fortes, náuseas, além disso, os
portadores de (HIV) podem desenvolver vários tipos de câncer entre eles o Sarcoma
de kaposi, câncer cervical e os canceres do sistema imunológico como linfomas.

4.4.2 Dificuldades relacionadas diretamente ao uso da medicação

Para (MELCHIOR, et al., 2007) os medicamentos retrovirais causa algumas


reações no paciente, chamados de efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, dor
de cabeça e diarreia.
Segundo (LIMA, 2006) uma das maiores dificuldades no tratamento da aids
é o alto índice de abandono antes do prazo, que é geralmente abandonado pelos
pacientes pelos efeitos colaterais, e entre outros fatores os pacientes soro positivo
abandona o tratamento contribuindo para uma baixa adesão.
(KUCHENBECKER, et al., 2006) o tratamento da aids tem uma duração
indefinida e requer esquemas terapêuticos complexos que incluem cuidados em
relação aos manejos de efeitos adversos, mas essas terapias ante retroviral permite
avanços inequívocos em termo de redução da mortalidade.
17

Para (MELCHIOR et al.,2007) as dificuldades relacionadas aos efeitos


colaterais e ao numero de comprimidos diários não são suficientes para explicar a
não adesão ao tratamento.

4.5 Preconceito e crenças que envolvem os idosos a cerca da AIDS

Para (ROCHA et al.,2013) o conhecimento das pessoas idosas sobre a aids


esta relacionada a crenças e duvidas sobre a sexualidade.
Segundo (GOMES e SILVA, 2008) nos grupos de idosos pouco ou case
nada se fala a respeito de um possível contagio, a uma escassez por parte das
campanhas dirigidas aos idosos, sobre esclarecimentos do (HIV).
Em um estudo dos autores (SALDANHA et al., 2009) entre as crenças os
idosos apontam a aids como um castigo de Deus, visando deter comportamentos
excessivos fora do casamento, bem como uma punição para a sociedade.
(SILVA et al., 2009) sobre as crenças equivocadas da aids na velhice, os
idosos acreditam que o (HIV) na velhice é consequência da ``libertinagem`` e
``promiscuidade`` prevalecendo a crença a cerca da responsabilidade individual da
pessoa contaminada.
Em outro estudo os autores (CASTANHA et al 2006) fazendo um analise
sobre o preconceito existente em torno da doença, faz com que os portadores se
sintam culpados diante do que não podem reverter e em muitos casos a família,
amigos e a sociedade com cobranças descriminações e omissões.
Para (DINIZ e SALDANHA, 2010) conviver com um familiar acometido pela
AIDS vai além do que consegue suportar, levando o idoso a se afastar dos familiares
e de outras pessoas do convívio social levando ao portador do (HIV) a fragilidade.
Segundo (SIMON, et al 2002) o preconceito e as ações das pessoas
dependem muito mais de suas crenças do que de informações objetivas. Por essa
razão as estratégias de prevenção para o (HIV) e a (AIDS) devem levar em
consideração que é necessário criar espaços nos quais possibilitarem a discursão e
a reflexão para facilitar o entendimento dos agravos da (AIDS).
18

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 1- Características sociodemograficos da população de idosos de


Mandaçaia PSF (1), Fazenda Nova PSF (2) e Barra do Farias PSF (3) todos
localizados no município de Brejo da Madre de Deus- PE realizado no período de
Fevereiro a Maio de2014.

Gênero Religião Escolaridade Estado Civil


PSF (1) M nº04 Católico nº 10 Nenhuma Casado nº04
40,0% 100,0% nº04 40,0% 40,0 %
F nº 06 Outros nº 00 Acima de 2 Solteiro nº06
60,0% 0,0% anos nº06 60,0%
60,0%
PSF (2) M nº 03 Católico nº 10 Nenhuma Casado nº 07
30,0% 100,0 % nº05 70,0 %
50,0 %
F nº 07 Outros nª 00 Acima de 2 Solteiro nº03
70,0 % 00,0% anos nª 05 30,0%
50,0%
PSF (3) M nº 07 Casado nº 10 Nenhum nº06 Casado nº05
70,0 % 100,0 % 60,0 % 50,0 %
F nª 03 Outros nº 00 Acima de 2 Solteiro nº 05
30,0 % 00,0 % anos nº04 50,0 %
40,0 %
Tabela-1 Variável segundo o gênero dos pesquisados referentes ao ano 2014.

Tabela-2 Conhecimentos gerais sobre a AIDS dos participantes da pesquisa


realizada no PSF (1)
19

Mandaçaia PSF(1) Verdadeiro Falso Não sei


Nº % Nº % Nº %
O vírus do HIV é causador da AIDS 04 40,0 00 0,0 06 60,0
As pessoas que usam camisinha nas 05 50,0 03 30,0 02 20,0
relações sexuais impedem a transmissão
do vírus da AIDS
A AIDS é uma doença que tem tratamento 08 80,0 01 10,0 01 10,0
Existe uma camisinha especiais para 06 60, 0 30, 0 10,
mulheres 0 3 0 1 0

As estatísticas mostram o baixo conhecimento dos idosos acerca da aids,


muitas vezes as crenças e preconceitos leva o individuo a vulnerabilidade. (SOUZA
et, al 2011)
Observa-se por meio desses dados que a AIDS esta encorada a crenças,
preconceitos e fata de conhecimento por parte dos idosos para (OLIVEIRA et al.,
2006).
Para SALDANHA et, al 2008, diante das confirmações de baixo conhecimento por
parte dos idosos a respeito da AIDS torna-se imprescindível que as politicas de
prevenção as IST/AIDS comtemplem esse grupo etário, considerando suas
particularidades, para que os objetivos sejam alcançados com eficiência.

Figura1-Perfil da população idosa do PSF (1) Mandaçaia Brejo da Madre de


Deus- PE
20

A AIDS é uma doença que ocorre somente em homossexuais masculinos,


prostitutas e usuarios de drogas.

30%

70%

VERDADEIRO FALSO Não sei

Para (ROCHA et al., 2013) a verificação do nível de conhecimento entre


idosos evidencia colunas em relação aos fatores de riscos que podem contribuir
para o aumento de infecções pelo (HIV) nesta faixa etária um dos pontos mais
preocupantes são as duvidas e conceitos envolvidos por crenças e mitos. Tornam-se
necessárias medidas de elucidação das principais formas de transmissão do
(HIV/AIDS).

Usa preservativos do tipo ´´camisinha´´


sim Sempre Ás vezes Não Raramente
10%
10%

80%

Os dados referentes ao uso de camisinha entre os idosos, quando


perguntado ao entrevistado se usa preservativos, percebesse o preconceito do idoso
(GODOY et al., 2008).
21

Para CASTANHO et al., 2006, esta na hora de perceber que a aids deixo de
ser há muito tempo um problema de jovens, é necessário reconhecer que para
acabar com a pandemia da aids é preciso fazer muito mais que tratar com
medicamentos antirretrovirais, mais é necessário uma prevenção que chegue ate a
população desassistidas e desinformada.

Tabela 3- Conhecimento geral sobre a AIDS dos participantes da pesquisa realizada


em Fazenda Nova PSF-2

PSF-2 Verdadeiro Falso Não sei


Nº % Nº % Nº %
O vírus HIV é o causador da AIDS 06 60, 01 10,0 0 30,0
0 3
O vírus da AIDS pode ser transmitido por 05 50, 04 40,0 0 10,0
sabonetes, toalhas e assentos sanitários. 0 1
As pessoas que usam camisinha nas relações 07 70, 01 10,0 0 20,0
sexuais impedem a transmissão do vírus. 0 2
A AIDS é uma doença que tem cura. 00 00, 07 70,0 0 30,0
0 3

Em se tratar de envelhecimento e conhecimento sobre vias de transmissão


da (AIDS) exige ação por partes governamentais e de agentes comunitários de
saúde, para ajudar essas pessoas a conhecerem as verdadeiras vias de
transmissão da (AIDS) (DINIZ e SALDANHA 2008).
Diante de confirmações das atividades sexuais entre idosos, torna-se
imprescindível que as politicas de prevenção as ISTs/AIDS comtemplem esse grupo
etário considerando suas particularidades, para que os objetivos sejam alcançados
com eficiência. (SAUDANHA e ARAUJO 2008)
Para SILVA et al., 2010, necessita-se de conhecimento e mudanças de
atitudes preconceituosas frente a AIDS, uma vez que medidas são desnecessárias
para evitar a (AIDS) com crenças e preconceitos falta conhecimentos sobre
fenômenos que atribui para o contagio do vírus.
Figura 3- Perfil da população idosa do PSF-2 referente a Fazenda Nova Brejo
da Madre de Deus – PE.
22

A AIDS é uma doença que só ocorre em homossexuais, prostitutas e


usuarios de drogas.
VERDADEIRO FALSO Não sei

50%

50%

Esta ideia da doença ser apenas de prostitutas, homossexuais e usuários de


drogas é extremamente um equívoco é uma creca de fundamentou-se em raízes
históricas geradas pela pandemia do (HIV) que apontava o vírus apenas para esses
grupos por terem hábitos considerados inadequados, mas nos dias de hoje a (AIDS)
é uma doença de todos. (SILVA et al., 2010)
Frente ao aumento da população idosa no Brasil e o numero elevado de
notificações de novos casos de contaminação pelo (HIV) na terceira idade, torna-se
importante aprofundar o conhecimento a cerca da (AIDS) (LAROQUE et al.,2011)

Figura 4- Perfil da população idosa do PSF 2- referente a Fazenda Nova Brejo da


Madre de Deus – PE.
23

Uso de preservativos do tipo `´camisinha´´

Sim Sempre Ás vezes Raramente Não

100%

Para (SILVA e GOMES, 2008) a escassez de campanhas dirigidas aos


idosos para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, aliada ao
preconceito em relação ao uso de preservativos nessa população ao risco de
contrair infecções pelo (HIV).

Tabela 4 - Conhecimento geral sobre a AIDS dos participantes da pesquisa


realizada em Barra do Farias.
PSF-3 Verdadeir Falso Não sei
o
Nº % Nº % Nº %
O vírus do HIV é o causador da AIDS 03 30,0 03 30,0 04 40,0
O vírus da AIDS pode ser transmitido por 04 40,0 04 40,0 02 20,0
sabonetes, toalhas e assentos sanitários
As pessoas que usam camisinha nas relações 02 20,0 04 40,0 04 40,0
sexuais impedem a transmissão do vírus da
AIDS
A AIDS é uma doença que tem cura 03 30,0 05 50,0 02 20,0

Para (BERTOCINI et al., 2008) as campanhas de prevenção da (AIDS)


devem incluir idosos é devem abordar também aspectos como comunicação com o
parceiro passa para os casais a importância de ter uma vida sexual saudável.
Figura 5 - Perfil da população idosa do PSF 3 - Barra do Farias Brejo da Madre de
Deus - PE.
24

A AIDS é uma doença que ocorre somente em homossexuais ,prostitutas e usuarios


de drogas

VERDADEIRO FALSO Não sei

10%

40%

50%

Segundo (FEITOSA et al 2004) a falta de campanhas de educação da


(AIDS) destinada aos jovens, faz com que a população idosa esteja geralmente
menos informada sobre o (HIV) e menos consciente de como se proteger da
infecção., ignoram ainda que além de fazerem sexo, mesmo em menor frequência
que os jovens, é real o numero de idosos que usam drogas injetáveis.
Em outro estudo (SILVA e GOMES 2008) fala que à medida que utiliza
jovens em campanhas de prevenção, impedem ao idoso a percepção de estar
também sob risco de contrair o vírus do (HIV), afastando-o assim dessa realidade.

Figura 5 - Perfil da população idosa do PSF 3 - referente a Barra do Farias Brejo da


Madre de Deus- PE.
25

Uso de Preservativo do tipo "Camisinha"


Sim Sempre Ás vezes Raramente Não
33% 11%

11%

22%
22%

Para (SOUZA et al., 2011) o preconceito e a dificuldade para se


estabelecerem medidas preventivas, especialmente no que se refere ao uso de
preservativos, ainda são mais graves do que nos outros segmentos, populacionais.
Provavelmente por esta razão, são elaboradas poucas campanhas para esse
publico o que não justifica.

6. METOTOLOGIA
26

6.1 Área do estudo

O estudo foi realizado no município de Brejo da Madre de Deus –PE em três


PSFs presentes no município.
Local ENDEREÇO
PSF- Mandaçaia
1
PSF- Fazenda Nova
2
PSF 3 Barra do Farias

6.2 Definição da População

A população desta pesquisa foram 30 idosos acima de 60 anos de idade de


ambos os sexos.

6.3 Amostra

A amostra foi estimada em 30 idosos que atende os requisitos de inclusão e


expressaram por vontade própria o desejo de participar desta pesquisa.

6.4 Critérios de Inclusão e Exclusão

Foram exclusos os idosos abaixo de 60 anos que demonstraram cansaços


físicos ou mental, e incluso os acima de 60 anos que demonstrem plena
disponibilidade em contribuir com a pesquisa.

6.5 Coletas de dados

Foi realizado através de um questionário previamente elaborado, onde


contara perguntas sobre as perspequitivas de forma geral em relação a AIDS pelos
idosos. Não foi estimulado tempo para a resposta, bem como foi esclarecido de cada
questão em caso de duvidas.

6.6 Riscos e Benefícios


27

O risco que poderia ter surgido seria o constrangimento em participar do


questionário, bem como um possível cansaço físico e mental que serão minimizados
pela garantia de sigilo, para minimizar o cansaço ao responder o questionário não
será estabelecido tempo para resolução das perguntas propostas.
Os benefícios serão obtidos após a conclusão da pesquisa, com analise e
discurso dos dados encontrados. Por meio deles poderá cria estratégias de
divulgação a cerca do enfrentamento da AIDS nessa parcela da população brejense.

7. CONSIDERAÇOES FINAIS
28

A Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) causada pelo vírus da


imunodeficiência humana (HIV) é caracterizada por imunossupressão profunda que
leva a infecções oportunistas se a apropriarem do individuo.
A transmissão do (HIV) ocorre em condições que facilitam a penetração de
sangue ou líquidos corporais contendo o vírus ou células infectadas pelo vírus no
organismo, e não por toalhas, aperto de mão, acentos sanitários, saliva ou picadas
de mosquitos.
Diante dos dados levantados pode concluir que os idosos não tem
conhecimento sobre os meios de prevenção como, por exemplo, a importância do
uso de preservativos, pois observa-se a presença de preconceito por parte deles
contra o uso de camisinha, eles consideram uma apologia a prostituição e suas
implicações no termo social.
O conhecimento das pessoas idosas sobre a (AIDS) esta relacionada às
equivocadas crenças e duvidas sobre a sexualidade, pois a falta de conhecimento
sobre os meios de prevenção, os idosos acreditam que o (HIV) na velhice é causada
por libertinagem das pessoas jovem e eles por terem mais idade acreditam que
estão imunes.
Por fim sugere-se que as campanhas sócias e educativas incluam os idosos
nessas campanhas, para esclarecer duvida a respeito do contagio da (AIDS).

8. REFERENCIAS
29

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