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KIT ELETRÔNICA

ANALÓGICA

KIT ELETRÔNICA ANALÓGICA

Manual do Usuário

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HISTÓRICO DE REVISÃO

Revisão Data Responsável Comentário


Guilherme Ditzel
1 01/2017 Criação
Patriota

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 9
1.1. MATERIAL CONTIDO NO KIT ............................................................... 10

2. PLATAFORMA PRINCIPAL ............................................................................... 11


2.1. COMPONENTES PRESENTES NA PLATAFORMA PRINCIPAL .......... 13

2.1.1. FIXAÇÃO DOS MÓDULOS DE EXPERIMENTO ................... 15

2.1.2. PONTOS DE TESTE .............................................................. 15

2.1.3. LEDS INDICADORES PARA TESTE ..................................... 16

2.1.4. CONJUNTO DE POTENCIÔMETROS LINEARES................. 17

2.1.5. CONJUNTO DE FONTES CC E CA ....................................... 17

2.1.6. COMPONENTES DISCRETOS .............................................. 18

2.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – APRENDENDO A UTILIZAR O KIT –


ACENDIMENTO DE LED ....................................................................... 19

3. MÓDULOS DE EXPERIMENTOS ..................................................................... 22


3.1. MÓDULO 1 – TEMPORIZADOR 555 ..................................................... 22

3.1.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 24

3.1.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – LM555 EM MODO MONOASTÁVEL


PARA PISCAR LED ............................................................................................. 26

3.2. MÓDULO 2 – AMPLIFICADOR CLASSE D............................................ 29

3.2.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 31

3.2.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – AMPLIFICAR SINAL DE ÁUDIO COM


AMPLIFICADOR E CLASSE D ............................................................................ 31

3.3. MÓDULO 3 – AMPLIFICADOR OPERACIONAL.................................... 34

3.3.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 36

3.3.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – REPRODUÇÃO DE AMPLIFICADOR


OPERACIONAL DE DOIS ESTÁGIOS PARA PRÉ-AMPLIFICAÇÃO DE SINAL DE
ÁUDIO ............................................................................................... 36

3.4. MÓDULO 4 – CONTROLADOR DE POTÊNCIA – PWM........................ 40

3.4.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 42

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3.4.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – CONTROLE DE POTÊNCIA DE


MOTOR POR MODULAÇÃO DE LARGURA DE PULSO – PWM........................ 42

3.5. MÓDULO 5 – CONVERSORES DC – DC .............................................. 45

3.5.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 47

3.5.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – POTÊNCIA DE SAÍDA DOS


CIRCUITOS BUCK, BOOST E INVERSOR. ........................................................ 48

3.6. MÓDULO 6 – DIODOS SEMICONDUTORES ........................................ 50

3.6.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 52

3.6.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – ALTERAÇÕES EM TENSÃO AC COM


DIODOS ............................................................................................... 52

3.7. MÓDULO 7 – TRANSISTORES ............................................................. 55

3.7.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 57

3.7.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – CIRCUITO BÁSICO DE


TRANSISTORES – EMISSOR COMUM .............................................................. 57

3.8. MÓDULO 8 – OSCILADOR A PONTE DE WIEN E AMPLIFICADOR DE


ÁUDIO.................................................................................................... 64

3.8.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 66

3.8.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – PONTE DE WIEN ........................... 66

3.9. MÓDULO 9 – OSCILADORES ............................................................... 69

3.9.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 71

3.9.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – OSCILADOR POR DESLOCAMENTO


DE FASE. ............................................................................................... 72

3.10. MÓDULO 10 – REGULADORES LINEARES INTEGRADOS ................. 74

3.10.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 76

3.10.2. EXERCÍCIO PRÁTICO ........................................................... 76

3.11. MÓDULO 11 – RETIFICADOR CONTROLADO ..................................... 80

3.11.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 82

3.11.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – RETIFICADOR CONTROLADO ..... 82

3.12. MÓDULO 12 – TRANSISTORES DE EFEITO DE CAMPO – FET E


MOSFET ................................................................................................ 85

3.12.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 87

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3.12.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – AMPLIFICADOR FET. .................... 87

3.13. MÓDULO 13 – CONTROLADOR DE POTÊNCIA – DIMMER ................ 92

3.13.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO ................ 94

3.13.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – USO DE TRIAC COMO DIMMER EM


CA. ............................................................................................... 94

3.14. MÓDULO 14 – AMPLIFICADORES CLASSE A, B, AB E C ................... 98

3.14.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO .............. 100

3.14.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – DIFERENÇAS ENTRE AS CLASSES


DOS AMPLIFICADORES. ................................................................................. 101

3.15. MÓDULO 15 – CARGAS...................................................................... 107

3.15.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO .............. 109

3.15.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – USO DE EXPERIMENTO COM


CARGA. ............................................................................................. 109

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 – Parte posterior indicando a interface externa do kit. ....................... 10


Figura 2 – Plataforma principal do kit. ............................................................. 11
Figura 3 – Diagrama esquemático da Plataforma Principal. ............................ 12
Figura 4 – Placa principal e suas partes.......................................................... 13
Figura 5 – Detalhe dos bornes pretos de 4 mm para fixação dos módulos. .... 15
Figura 6 – Pontos de teste da placa principal. ................................................. 16
Figura 7 – LEDs para testes............................................................................ 16
Figura 8 – Potenciômetros lineares. ................................................................ 17
Figura 9 – Fontes CC e CA. ............................................................................ 17
Figura 10 – Componentes discretos e seus bornes de 2mm, contidos na placa
principal. ..................................................................................................................... 18
Figura 11 – Circuito esquemático para acendimento de um LED. ................... 20
Figura 12 – Módulo 1: Temporizador 555........................................................ 22
Figura 13 – Diagrama esquemático do Módulo 1 – Temporizador 555. .......... 23
Figura 14 – Esquemático para circuito monoastável com LED. Fonte: TEXAS
INSTRUMENT. LM555 Timer. Datasheet, Jan 2015, p.12 .......................................... 26
Figura 15 – Módulo 2: Amplificador de classe D. ............................................ 29
Figura 16 – Diagrama esquemático do Módulo 2 – Amplificador Classe D. .... 30
Figura 17 – Esquema didático – Amplificador de Classe D. ............................ 32
Figura 18 – Módulo 3: Amplificador Operacional. ............................................ 34
Figura 19 – Diagrama esquemático do Módulo 3 – Amplificador Operacional. 35
Figura 20 – Diagrama esquemático para criação de pré-amplificador de dois
estágios. ..................................................................................................................... 37
Figura 21 – Módulo 4: Controlador de potência PWM. .................................... 40
Figura 22 – Diagrama esquemático do Módulo 4 – Controlador de Potência –
PWM........................................................................................................................... 41
Figura 23 – Razão cíclica de um PWM de 0% a 100%. .................................. 43
Figura 24 – Módulo 5: Conversor DC–DC. ...................................................... 45
Figura 25 – Diagrama esquemático do Módulo 5 – Conversores DC–DC. ...... 46
Figura 26 – Módulo 6: Diodos semicondutores. .............................................. 50
Figura 27 – Diagrama esquemático do Módulo 6 – Diodos. ............................ 51
Figura 28 – Diagramas simplificados de circuitos ceifadores não polarizados. 53
Figura 29 – Diagrama simplificado de dobrador de onda. ............................... 53
Figura 30 – Ponte retificador ou de Graetz. ..................................................... 54
Figura 31 – Módulo 7: Transistores. ................................................................ 55

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Figura 32 – Diagrama esquemático do Módulo 7 – Transistores. .................... 56


Figura 33 – Transistor NPN............................................................................. 58
Figura 34 – Transistor PNP. ............................................................................ 58
Figura 35 – Configuração básica de transistores bipolares. ............................ 59
Figura 36 – Circuito amplificador emissor comum. .......................................... 60
Figura 37 – Circuito para análise DC (CC) do Amplificador Emissor Comum. . 61
Figura 38 – Módulo 8: Oscilador a ponte de Wien e amplificador de áudio. .... 64
Figura 39 – Diagrama esquemático do Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e
Amplificador de Áudio. ................................................................................................ 65
Figura 40 – Oscilador a Ponte de Wien. .......................................................... 67
Figura 41 – Módulo 9: Osciladores.................................................................. 69
Figura 42 – Diagrama esquemático do Módulo 9 – Osciladores. .................... 70
Figura 43 – Oscilador por deslocamento de fase. ........................................... 72
Figura 44 – Módulo 10: Reguladores lineares integrados. .............................. 74
Figura 45 – Diagrama esquemático do Módulo 10 – Reguladores Lineares
Integrados................................................................................................................... 75
Figura 46 – Circuito básico de funcionamento do LM317. ............................... 77
Figura 47 – Diagrama para experimento com LM317...................................... 78
Figura 48 – Módulo 11: Retificador Controlado. .............................................. 80
Figura 49 – Diagrama esquemático do Módulo 11 – Retificador Controlado. .. 81
Figura 50 – Simulação do circuito do Módulo 11 - Retificador controlado com
Capacitor de saída de 47µF e resistências do potenciômetro em 1MΩ e 100kΩ
respectivamente. ........................................................................................................ 83
Figura 51 – Módulo 12: Transistores de efeito de campo – FET e MOSFET. .. 85
Figura 52 – Diagrama esquemático do Módulo 12 – Transistores de Efeito de
Campo – FET e MOSFET. .......................................................................................... 86
Figura 53 – Construção de um transistor tipo FET. ......................................... 88
Figura 54 – Circuito de um FET auto polarizado. ............................................ 88
Figura 55 – Circuito com FET polarizado e com entrada de pequeno sinal. .... 89
Figura 56 – FET polarizado com divisor de tensão. ........................................ 89
Figura 57 – Circuito amplificador FET polarizado em divisor de tensão com
entrada de sinal CA. ................................................................................................... 90
Figura 58 – Módulo 13: Controlador de Potência – Dimmer. ........................... 92
Figura 59 – Diagrama esquemático do Módulo 13 – Controlador de Potência –
Dimmer. ...................................................................................................................... 93
Figura 60 – Símbolo e estrutura interna de um tiristor SCR. ........................... 95

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Figura 61 – Circuito com uso de TRIAC para controle de potência em corrente


alternada..................................................................................................................... 96
Figura 62 – Módulo 14: Amplificadores classe A, B, AB e C. .......................... 98
Figura 63 – Diagrama esquemático do Módulo 14 – Amplificadores. .............. 99
Figura 64 – Diagrama de Amplificador Classe A. .......................................... 101
Figura 65 – Circuito de análise de amplificador Classe A. ............................. 102
Figura 66 – Diagrama de amplificador Classe B. .......................................... 103
Figura 67 – Diagrama de amplificador Classe AB. ........................................ 104
Figura 68 – Diagrama de amplificador Classe C. .......................................... 104
Figura 69 – Módulo 15: Cargas. .................................................................... 107
Figura 70 – Diagrama esquemático do Módulo 15 – Cargas. ........................ 108

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MANUAL DO KIT DE ELETRÔNICA


ANALÓGICA
1. INTRODUÇÃO

O kit descrito a seguir, visa o aprendizado da eletrônica analógica, a partir de


alguns experimentos clássicos. Executando o intercâmbio entre os módulos, o número
de experiências pode variar, de acordo com o processo de aprendizagem estabelecido
pela instituição.

Este sistema de ensino é composto de:

 1x Plataforma principal.
 15x Módulos de experimentos:

o Módulo 1 – TEMPORIZADOR 555.


o Módulo 2 – AMPLIFICADOR CLASSE D.
o Módulo 3 – AMPLIFICADOR OPERACIONAL.
o Módulo 4 – CONTROLADOR DE POTÊNCIA – PWM.
o Módulo 5 – CONVERSORES DC–DC.
o Módulo 6 – DIODOS SEMICONDUTORES.
o Módulo 7 – TRANSISTORES.
o Módulo 8 – OSCILADOR A PONTE DE WIEN E AMPLIFICADOR DE
ÁUDIO.
o Módulo 9 – OSCILADORES.
o Módulo 10 – REGULADORES LINEARES INTEGRADOS.
o Módulo 11 – RETIFICADOR CONTROLADO.
o Módulo 12 – TRANSISTORES DE EFEITO DE CAMPO – FET E MOSFET.
o Módulo 13 – CONTROLADOR DE POTÊNCIA – DIMMER.
o Módulo 14 – AMPLIFICADORES CLASSE A, B, AB e C.
o Módulo 15 – CARGAS.

Nas seções seguintes, serão apresentados alguns exemplos de exercícios que


podem ser usados como guia para seu aprendizado com a utilização da plataforma
principal e seus módulos de experimentos.

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1.1. MATERIAL CONTIDO NO KIT

O kit vem acompanhado de um CD contendo material digital referente aos


diagramas esquemáticos, bem como um conjunto de cabos para interligação dos
módulos e alimentação do kit. São eles:

• 01 Cabo de entrada de energia com três pinos, padrão ABNT;

• 01 Conjunto de cabos do tipo banana–banana de 2mm.

A Figura 1 a seguir ilustra a parte posterior do kit com a chave liga/desliga e


conector para entrada de energia elétrica.

Figura 1 – Parte posterior indicando a interface externa do kit.

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2. PLATAFORMA PRINCIPAL

A plataforma principal permite a execução de experimentos com e sem a


utilização dos módulos de experimentos.

Esta plataforma comporta até 2 módulos de experimentos simultaneamente,


sendo possível a associação dos módulos.

A base na qual a plataforma principal está montada possui todas as fontes de


alimentação CC e CA necessárias para a realização dos experimentos, sendo todas
protegidas contra curto–circuito nas saídas, e autorearmáveis, não necessitando,
portanto, de substituição de fusíveis. As fontes possuem seleção automática de tensão
de entrada, 127 ou 220 VCA, não sendo necessária a utilização de chave seletora.

A Figura 2 ilustra a plataforma definida como base principal.

Figura 2 – Plataforma principal do kit.

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Figura 3 – Diagrama esquemático da Plataforma Principal.

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Na Figura 3 é apresentado o diagrama esquemático da plataforma principal.

Nela são encontradas 9 partes distintas que são apresentadas a seguir.

2.1. COMPONENTES PRESENTES NA PLATAFORMA PRINCIPAL

A plataforma principal do kit é composto por duas placas: uma placa interna, que
contém componentes acessórios ao funcionamento, e a placa principal, na qual o aluno
tem acesso às partes. A Figura 4 a seguir mostra o layout da placa principal e suas
divisões.

Figura 4 – Placa principal e suas partes.

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As partes identificadas através da numeração da Figura 4 são:

1. 2x Partes reservada para inserção/fixação dos módulos.


2. 5x Pontos de teste –P0 à P4 e Terra (GND).
3. 2x LEDs indicadores para testes.
4. 1x Conjunto com 3 potenciômetros lineares.
5. 1x Conjunto com 4 fontes de alimentação entre CA e CC.
6. 1x Conjunto de 36 resistores de carbono.
7. 1x Conjunto de 9 capacitores eletrolíticos.
8. 1x Conjunto de 16 capacitores cerâmicos (poliéster).
9. 1x Conjunto de 10 indutores.

As quantidades e valores comerciais dos componentes das partes acima


descritas estão distribuídas da seguinte forma:

 36x Resistores, com valores de 39Ω a 1MΩ.


 16x Capacitores de poliéster com valores de 10nF a 470nF.
 9x Capacitores eletrolíticos com os valores de 1µF a 4700µF.
 10x indutores de ferrite, com valores de 1mH a 100mH.
 3x potenciômetros com valores de 1kΩ, 10kΩ e 100kΩ.
 1x LED de 5 mm na cor vermelha
 1x LED bicolor de 5mm (cores verde e vermelho)
 1x Fonte de alimentação CA de 12+12V / 500mA
 1x Fonte de alimentação CA de 48V / 500mA
 1x Fonte de alimentação CC simétrica de ± 12V / 1A
 1x Fonte de alimentação CC ajustável de 0 a 12V / 500mA

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2.1.1. FIXAÇÃO DOS MÓDULOS DE EXPERIMENTO

Os módulos de experimentos foram desenvolvidos visando a utilização dos


mesmos em conjunto com a base principal, sendo que em diversos experimentos haverá
a necessidade da utilização dos componentes e das fontes de alimentação contidas
nesta base.

A fixação dos módulos à base principal é dada por meio de pinos banana 4mm.
Estes pinos são utilizados apenas para fixação mecânica, não possuindo conexão
elétrica alguma com a placa base. Figura 5 ilustra a parte reservada aos bornes de 4mm
nos dois módulos.

Figura 5 – Detalhe dos bornes pretos de 4 mm para fixação dos módulos.

Foram tomados cuidados para evitar problemas causados pela ligação incorreta
das fontes de alimentação nos módulos, isto se refere a polaridade das fontes, para isso
foram colocados diodos em série com as entradas de alimentação dos módulos. Mas é
importante observar que isto não irá proteger o módulo se este for ligado em uma tensão
incorreta.

Contudo, todas as conexões elétricas entre os módulos e a Base Principal serão


feitas através de pinos banana 2mm.

2.1.2. PONTOS DE TESTE

O conjunto de pontos de teste permite que o usuário ligue a ponta de prova de


um equipamento de medida em terminais específicos para essa finalidade, evitando a
conexão diretamente nos terminais do componente eletrônico. Basta que o usuário
escolha o sinal e o conecte aos bornes banana do ponto de teste disponível.

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Foram colocados 05 pontos de teste, em bornes de 2 mm e terminais through


hole test point, para aplicações diversas à escolha do usuário. Cada um destes terminais
vem acompanhado de um terminal de referência à placa (GND). A Figura 5 mostra os
pontos de teste na plataforma.

Figura 6 – Pontos de teste da placa principal.

2.1.3. LEDS INDICADORES PARA TESTE

Nesta parte, dois LEDs foram colocados para servir como indicadores de ação
em um circuito ou para aprendizado sobre funcionamento destes componentes.

Figura 7 – LEDs para testes.

Como podemos ver na Figura 7, existe um LED de cor vermelha na parte


superior e um LED bicolor, vermelho e verde, na parte inferior.

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2.1.4. CONJUNTO DE POTENCIÔMETROS LINEARES

Nesta parte da plataforma principal encontramos 3 potenciômetros lineares,


sendo eles de 100kΩ, 10kΩ e 1kΩ, respectivamente de cima para baixo, como podemos
observar na Figura 8.

Figura 8 – Potenciômetros lineares.

Estes potenciômetros podem ser usados em diversos experimentos nos quais


sejam necessários resistores variáveis ou observação do comportamento do circuito
com diferentes resistências e ainda para controle de motores elétricos ou lâmpadas e
LEDs dimerizáveis.

2.1.5. CONJUNTO DE FONTES CC E CA

Para todos os experimentos com este kit são necessárias as fontes de


alimentação e esta parte da plataforma principal fornece diversas possibilidades de
alimentação elétrica, tanto em corrente contínua (CC), quanto em corrente alternada
(CA).

Figura 9 – Fontes CC e CA.

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Na Figura 9 estão representadas as fontes CC e CA, todas com LEDs


indicadores de utilização, presentes na plataforma principal, sendo elas:

 2x Fontes CA de 12V e corrente máxima de 500mA.


 1x Fonte CC ajustável de 0V a 12V e corrente máxima de 500mA.
 1x Fonte CC +12V e corrente máxima de 1A.
 1x Fonte CC –12V e corrente máxima de 1A.
 1x Fonte CA de 48V e corrente máxima de 500mA.

2.1.6. COMPONENTES DISCRETOS

A placa principal possui um conjunto de componentes eletrônicos discretos, a


fim de complementar as polarizações dos circuitos contidos nos módulos.

Todos os componentes estão disponibilizados na placa principal através de


bornes de 2 mm, conforme evidenciado na Figura 10

Figura 10 – Componentes discretos e seus bornes de 2mm, contidos na placa principal.

Os componentes discretos são:

 36 Resistores com valores de:

2x 39Ω 1x 470Ω 2x 1kΩ


2x 100Ω 2x 560Ω 1x 1,5kΩ
1x 220Ω 1x 680Ω 1x 2,2kΩ
2x 330Ω 1x 820Ω 2x 3,3kΩ

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2x 4,7kΩ 1x 22kΩ 1x 68kΩ


2x 5,6kΩ 2x 33kΩ 2x 100kΩ
1x 6,8kΩ 1x 47kΩ 2x 1MΩ
2x 10kΩ 2x 56kΩ
 09 Capacitores eletrolíticos com os valores de:

1x 1µF 1x 47µF 1x 470µF


1x 10µF 1x 100µF 1x 1000µF
1x 22µF 1x 220µF 1x 4700µF

 16 Capacitores de poliéster com valores de:

2x 10nF 2x 47nF 2x 330nF


2x 22nF 2x 100nF 2x 470nF
2x 33nF 2x 220nF
 10 indutores de ferrite, com valores de:

2x 1mH 2x 5,6mH 2x 100mH


2x 2,2mH 2x 10mH

2.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – APRENDENDO A UTILIZAR O KIT –


ACENDIMENTO DE LED

DESCRIÇÃO TEÓRICA

O acendimento de um LED depende diretamente da tensão e da corrente que


nele se aplica. Uma fonte de tensão não limita sua corrente, de forma que se ligarmos
um LED, com baixa impedância, diretamente à uma fonte de tensão, o LED receberá
muita corrente e queimará, por excesso de corrente no mesmo.

Sendo assim, é necessário o uso de um resistor em série ao LED para que a


corrente seja limitada e o LED acenda corretamente, conforme mostrado na Figura 11.

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Figura 11 – Circuito esquemático para acendimento de um LED.

Deve-se observar que os diodos e LEDs possuem polarização e sua


alimentação deve condizer com ela. No esquemático acima podemos perceber a ligação
do ânodo do LED no positivo da fonte de alimentação.

Neste exercício usaremos a fonte variável 12V como nossa fonte de tensão, o
LED vermelho e um dos resistores de 330Ω, todos da plataforma principal.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro/miliamperímetro 0–10mA.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 1x Cabo de energia elétrica.
 3x Cabos banana–banana 2mm.

PROCEDIMENTO

1) Conecte a base da placa principal na rede elétrica com o uso do cabo


de energia padrão ABNT fornecido com o kit.
2) Acione a chave liga/desliga da base, colocando–a na posição I.
3) Ajuste a fonte CC ajustável 0–12V para 0V.
4) Conecte uma ponta de um cabo banana–banana 2mm ao borne 2mm +
0–12V da fonte CC ajustável.
5) Conecte a outra ponta do cabo banana–banana à um borne 2mm ao lado
de um resistor de 330Ω da área de componentes discretos.
6) Com um segundo cabo banana–banana 2mm, conecte o outro borne
2mm do mesmo resistor de 330Ω do passo anterior ao borne 2mm da
esquerda do LED vermelho, localizado na parte 3 da placa principal,
mostrada na Figura 4.

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7) Com um terceiro cabo banana–banana 2mm, conecte o borne 2mm da


direita do LED vermelho da parte 3 da placa principal ao borne 2mm
GND da fonte CC ajustável.
8) Conecte o multímetro, configurado para medir tensão contínua, aos
bornes 2mm livres + e GND da fonte CC ajustável.
9) Varie lentamente tensão da fonte CC ajustável de 0–12VCC e observe o
que acontece com o LED vermelho e com o valor da tensão medida pelo
multímetro.
10) Relacione as conclusões quanto à intensidade do LED e sua relação à
tensão.

Dicas para extrapolar os limites e ampliar seu conhecimento:

 Tente trocar de resistor para verificar o comportamento no LED.


 A utilização do potenciômetro de 1kΩ trará uma variação interessante ao
LED.
 A utilização dos pontos de teste na parte 2 da placa principal permite o
compartilhamento do GND e facilita as medições com o multímetro.

Não conecte os LEDs diretamente à fonte de tensão, pois


isso resultará na queima dos mesmos.

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3. MÓDULOS DE EXPERIMENTOS

A seguir são descritos os módulos existentes no kit, explanando sobre o


funcionamento básico dos mesmos e algumas experiências.

3.1. MÓDULO 1 – TEMPORIZADOR 555

O Módulo 1 – Temporizador 555 foi desenvolvido de forma a permitir a execução


de experimentos com o 555 e dispositivos opto–eletrônicos.

O temporizador 555 é um CI de alta versatilidade pois apresenta um grande


número de aplicações em circuitos eletrônicos. Na maioria das aplicações o 555 é
utilizado para produzir intervalos de tempo. Dentre as aplicações principais, podemos
citar: temporizadores, geradores de pulso, multivibradores, alarmes, etc.

A Figura 12 ilustra este módulo.

Figura 12 – Módulo 1: Temporizador 555.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 13.

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Figura 13 – Diagrama esquemático do Módulo 1 – Temporizador 555.

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3.1.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x LM555 – Temporizador para geração de atrasos no tempo em um sinal ou


uso como oscilador.

1x 4N25 – Optoacoplador para detecção precisa de sinais AC com alta rejeição


de ruído.

1x Capacitor de poliéster 100nF para 63V – Capacitor do comparador interno do


LM555.

1x Switch – botão para cortar a corrente em R7 (10kΩ).

1x LED emissor de infravermelho – transmissor de sinal em formato


infravermelho para envio do sinal presente no LED 3 para o LED 1.

1x LED receptor de infravermelho – receptor do sinal infravermelho emitido pelo


LED IV do sinal presente no LED 3 para o LED 1.

2x LEDs vermelhos – indicadores de sinal transmitido e recebido.

2x Transistores de emissor comum – para receber sinal de entrada no LED 3 e


transmitir ao LED 1.

4x Resistores de 10kΩ (R6, R7, R9 e R10) – para controle das correntes


máximas na base dos transistores Q1 e Q3 e para uso como disparador no switch com
o R7 e borne J13.

1x Resistor de 560Ω (R4) – para controle da corrente de entrada do 4N25, LED2


(IV) e LED3.

1x Resistor de 47kΩ (R8) – para controle da corrente da base do transistor Q3.

1x Capacitor eletrolítico (C2) de 10µF e 1x diodo nas entradas de 12V e terra –


para proteção elétrica do módulo;

22x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1 – Tensão +12VCC na entrada do LM555 – borne conectado aos


demais marcados como +12V.
 J2 – Entrada para o reset do LM555. Deve–se aplicar tensão negativa
para realizar o reset do LM555. Se não usada, conectar ao +12VCC.
 J3 – Entrada para coletor aberto. Usado para descarregar capacitor entre
os intervalos em fase com a saída (J5).

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 J4 – Mesmo que J3.


 J5 – Saída de sinal do temporizador LM555.
 J6 – Sinal de entrada de nível/limite
 J7 – Mesmo que J6.
 J8 – Principal sinal de entrada. Dispara o funcionamento do LM555.
 J9 – Borne extra para conexão à terra. Interligado ao GND (J18).
 J10 – Mesmo que J8.
 J11 – Entrada de tensão +12VCC ou sinal para uso do acoplador ótico
4N25 (escolher entre J11 ou J15).
 J12 – Saída para medição ou uso da tensão de controle, proporcional à
2/3 da tensão de entrada de 12VCC (8VCC).
 J13 – Saída do Switch. Livre = 0V. Pressionado = sinal de tensão positivo
para disparo. Usado tanto para realizar o disparo (conectado ao J8 ou
J10), quanto o reset (conectado ao J2).
 J14 – Mesmo que J1.
 J15 – Entrada de tensão +12VCC ou sinal para uso do receptor ótico
discreto Q2 (escolher entre J11 ou J15).
 J16 – Usado para medições de tensão no coletor do transdutor Q3 e para
saída de sinal resultante do optoacoplador 4N25.
 J17 – Entrada de sinal para acionamento do LED3 e alimentação do
optoacoplador 4N25.
 J18 – Marcado apenas como GND na parte inferior da placa do módulo.
Principal conexão da terra ao módulo.
 J19 – Marcado apenas como +12V na parte inferior da placa do módulo,
é a principal entrada de tensão contínua em 12VCC.
 J20 – Marcado apenas com o símbolo de aterramento, é usado como
conector de referência para medições.
 J21 – Borne extra para conexão à terra. Interligado ao GND (J18).
 J22 – Sinal recebido no gate do 4N25. Borne para medição ou para
manter o 4N25 sempre ligado (LED1 sempre aceso)

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3.1.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – LM555 EM MODO MONOASTÁVEL PARA


PISCAR LED

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Figura 14 – Esquemático para circuito


monoastável com LED.
Fonte: TEXAS INSTRUMENT. LM555 Timer. Datasheet, Jan
2015, p.12

Para este circuito, montaremos o kit conforme a Figura 14. Este circuito
acenderá o LED3 do Módulo 1 – Temporizador 555 em intervalos de aproximadamente
5 segundos.

Para configurarmos este tempo no LM555 do Módulo 1 – Temporizador 555,


devemos seguir a equação 1 abaixo:

𝑡 = 1,1𝑅𝐶 (1)

Sendo:

t – Tempo de duração do pulso em segundos na saída do LM555 [s];

R – Resistência conectada entre VCC e J3/J4 (Descarga) [Ω];

C – Capacitor conectado entre J3/J4, J6/J7 (Descarga e Sensor de Nível) e o


terra (GND) [F];

Para um tempo aproximado de 5 segundos, usaremos um resistor de 100kΩ e


um capacitor de 47µF, ambos encontrados na parte de componentes discretos da
placa principal do kit.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Cronômetro.
 Osciloscópio.

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MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 1x Cabo de energia elétrica.
 3x Cabos banana–banana 2mm.
 Módulo 1: Temporizador 555.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 1 – Temporizador 555 nos bornes de 4mm da parte


1 da placa principal, conforme mostrado na Figura 5.
2) Ligue a placa principal à rede elétrica.
3) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída 12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm +12V (J19) do Módulo 1 –
Temporizador 555.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída GND da fonte CC
12V da placa principal à entrada GND (J18) do Módulo 1 –
Temporizador 555.
5) Conecte J13 ao J8 no Módulo 1 – Temporizador 555.
6) Conecte J1 ao J2 no Módulo 1 – Temporizador 555.
7) Conecte J4 ao J7 no Módulo 1 – Temporizador 555.
8) Conecte J3 do Módulo 1 – Temporizador 555 a um resistor de 100kΩ
da placa principal.
9) Conecte a outra conexão do resistor acima ao +12VC da fonte CC 12V
na placa principal.
10) Conecte J6 do Módulo 1 – Temporizador 555 ao lado esquerdo de um
capacitor eletrolítico de 47µF da placa principal.
11) Conecte a conexão direita do capacitor acima ao GND da fonte CC 12V
na placa principal.
12) Conecte J12 do Módulo 1 – Temporizador 555 a um capacitor de
poliéster de 10nF da placa principal.
13) Conecte a outra conexão do capacitor acima ao GND da fonte CC 12V
na placa principal.
14) Conecte J5 ao J17 do Módulo 1 – Temporizador 555.
15) Pressione e libere o switch do Módulo 1 – Temporizador 555.
16) Cronometre o tempo que o LED 3 permanece aceso.
17) Meça com o osciloscópio a entrada (J8/J10), a saída (J5) e o sensor de
nível (J6/J7) com referência ao GND.

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18) Relacione as conclusões quanto à forma de onda medidas no


osciloscópio e o tempo medido com o cronômetro do LED 3 aceso.

Dicas para extrapolar os limites e ampliar seu conhecimento:

 Tente trocar de resistor e de capacitor para verificar o comportamento no


LED3 e relacione–o com a equação 1.
 Conecte a tensão VCC ou no borne J11 ou no J15 do Módulo 1 –
Temporizador 555 e compare–os com relação ao comportamento do
LED1.
 Ao acender o LED1, é possível utilizar o borne J16 do Módulo 1 –
Temporizador 555 como sinal de entrada nos demais módulos, como
nos 3, 4, 7 e 8. Monte uma base para experimento com algum destes
módulos.

Não conecte os LEDs diretamente à fonte de tensão, pois


isso pode acarretar na queima dos mesmos.
A conexão de mais de 16V a este módulo
poderá acarretar na queima dos CIs LM555 e 4N25.

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3.2. MÓDULO 2 – AMPLIFICADOR CLASSE D

Os amplificadores são identificados pelo período de condução dos dispositivos


de saída: classe A (período completo), classe B (1/2 período), classe C (menor que 1/2
período – empregado em circuitos RF sintonizados.

Em um amplificador classe D o sinal na saída é um trem de pulsos variando


entre os extremos das tensões de alimentação. Uma das opções de codificação da
informação é a modulação por largura de pulso (PWM – Pulse Width Modulation), no
qual o nível médio da tensão do sinal chaveado corresponde à informação, tensão do
sinal de entrada.

Como os dispositivos que acionam a saída trabalham na condição ligado (tensão


baixa × corrente elevada), ou na condição desligado (tensão alta × corrente desprezível)
a potência dissipada nos dispositivos é baixa, resultando em uma eficiência maior em
comparação com outras classes de amplificadores. Como a transição na saída não é
instantânea, perdas ocorrem neste intervalo.

A Figura 15 ilustra este módulo.

Figura 15 – Módulo 2: Amplificador de


classe D.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 16.

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Figura 16 – Diagrama esquemático do Módulo 2 – Amplificador Classe D.

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3.2.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x LM358 e seus resistores e capacitores configurados como amplificador


operacional de dois estágios para pré-amplificação do sinal de entrada.

1x LM393 configurado como comparador básico entre sinal de entrada pré-


amplificado com sinal triangular para geração de sinal PWM.

1x LM555 configurado para gerar uma onda triangular usada no comparador do


LM393, para geração do sinal PWM.

2x transistores para estágio de potência (amplificação do sinal PWM).

1x filtro passa baixas composto por um indutor e dois capacitores.

12x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1 – Sinal de saída do amplificador operacional (amp–op) 1 do pré-


amplificador;
 J2 – Sinal de saída do pré-amplificador 2 de dois estágios com amp–op.
 J3 – Sinal de entrada a ser amplificado.
 J4 – Saída do sinal amplificado após filtro passa baixa;
 J5 – Sinal de saída do gerador de onda triangular composto pelo LM555.
 J6 – Saída do sinal PWM amplificado.
 J7 – Terra do sinal de entrada a ser amplificado.
 J8 – Terra do sinal de saída amplificado.
 J9 – Marcado apenas como –12V. Entrada de –12VCC.
 J10 – Marcado apenas com GND. Entrada para terra.
 J11 – Marcado apenas com +12V. Entrada de +12VCC.
 J12 – Sinal PWM sem amplificação.

3.2.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – AMPLIFICAR SINAL DE ÁUDIO COM


AMPLIFICADOR E CLASSE D

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Um amplificador de classe D converte um sinal analógico de entrada, no nosso


exercício gerado por uma fonte de áudio (celular), em pulsos PWM através de um
comparador com um sinal de onda triangular, implementado no Módulo 2 – Amplificador
de Classe D pelo LM555 do módulo. Em seguida o sinal PWM gerado é amplificado e
filtrado em um passa-baixas para recuperação do sinal analógico, agora amplificado.

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Por fim o sinal é reproduzido, em nosso exercício, através do alto-falante do


Módulo 15 – Cargas. Na Figura 17 podemos ver um esquemático deste tipo de
amplificador.

Figura 17 – Esquema didático – Amplificador de Classe D.


EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Osciloscópio.
 Gerador de ondas ou Tocador de música/celular com conector para fone
de ouvido.
o Cabo com jack P2 mono macho em uma ponta e dois pinos
banana de 2mm na outra (não incluso no kit).

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 Módulo 2 – Amplificador Classe D.
 Módulo 15 – Cargas.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 2 – Amplificador Classe D nos bornes de 4mm da


placa principal.
2) Encaixe o Módulo 15 – Cargas nos bornes de 4mm da placa principal.
3) Ligue a placa principal à rede elétrica.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída +12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm +12V (J11) do Módulo 2 –
Amplificador Classe D.
5) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída –12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm –12V (J9) do Módulo 2 –
Amplificador Classe D.

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6) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída GND da fonte CC


12V da placa principal à entrada GND (J10) do Módulo 2 –
Amplificador Classe D.
7) Conecte um cabo banana–banana 2mm entre J1 do Módulo 15 –
Cargas e o J4 do Módulo 2 – Amplificador Classe D.
8) Conecte um cabo banana–banana 2mm entre J2 do Módulo 15 –
Cargas e o J8 do Módulo 2 – Amplificador Classe D.
9) Conecte nas entradas J3 e J7 do Módulo 2 – Amplificador Classe D o
sinal a ser amplificado. Este sinal pode ser gerado através do conector
de fone de ouvido conectado à um celular tocando uma música e com a
extremidade do fone desencapada (ou com pinos banana) e conectada
às entradas do Módulo 2 – Amplificador Classe D, ou através de um
gerador de ondas calibrado para gerar uma onda de aproximadamente
500mV e frequência entre 1kHz e 20kHz. Sugerimos realizar o
experimento com 5kHz no caso de uso com gerador de ondas.
10) Realizar medições com o osciloscópio nas conexões J3, J1, J2, J5, J12,
J6 e J4 nesta sequência para verificar a evolução do sinal de entrada ao
longo do circuito amplificador de classe D.
11) Relacione as conclusões quanto à forma de onda das medições feitas no
osciloscópio e os sinais de entrada e saída.

Dicas para extrapolar os limites e ampliar seu conhecimento:

 Tente trocar a frequência de entrada para encontrar a mínima e a máxima


frequência que este amplificador consegue amplificar sem causar
grandes distorções ao sinal.
 Encontre o ganho de amplificação tanto do pré-amplificador quanto do
amplificador de sinal PWM.
 Encontre o ganho do amplificador classe D completo.

Não conecte sinais com amplitude acima de 12V nas


entradas J3 e J7, pois isso pode acarretar
na queima dos amplificadores LM358.
A conexão de mais de 12V a este módulo
poderá acarretar na queima dos CIs LM555, LM358 e LM393.

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3.3. MÓDULO 3 – AMPLIFICADOR OPERACIONAL

Este módulo permite a realização de qualquer tipo de experimento com


amplificadores operacionais, pois todos os pinos estão disponíveis para conexão
externa, havendo inclusive transistores NPN, PNP e diodos, permitindo assim a
realização de experimentos mais complexos, como amplificadores de potência,
amplificadores logarítmicos, filtros ativos, controladores PI, PD e PID, diferenciadores,
comparadores, entre outros.

A Figura 18 ilustra este módulo.

Figura 18 – Módulo 3: Amplificador Operacional.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 19.

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Figura 19 – Diagrama esquemático do Módulo 3 – Amplificador Operacional.

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3.3.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x LM358 – 2 amplificadores operacionais de alto ganho.

1x BC557 – Transistor PNP.

1x BC548 – Transistor NPN.

2x Diodos – D1 e D2 para proteção da entrada +12VCC e –12VCC.

3x Diodos – D3, D4 e D5 para uso na montagem dos circuitos.

2x Capacitores de proteção das entradas +12VCC e –12VCC.

64x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo com
conexões livres de acordo com o esquema presente no módulo.

3.3.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – REPRODUÇÃO DE AMPLIFICADOR


OPERACIONAL DE DOIS ESTÁGIOS PARA PRÉ-AMPLIFICAÇÃO
DE SINAL DE ÁUDIO

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Neste exercício reproduziremos o estágio pré-amplificador visto no módulo


anterior. O diagrama esquemático na Figura 20 apresenta as ligações que realizaremos
no Módulo 3 – Amplificadores Operacionais, para chegarmos ao nosso resultado.

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Figura 20 – Diagrama esquemático para criação de pré-amplificador de


dois estágios.

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EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Osciloscópio.
 Gerador de ondas ou tocador de música/celular com conector para fone
de ouvido.
o Cabo com jack P2 mono macho em uma ponta e dois pinos
banana de 2mm na outra (não incluso no kit).

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 Módulo 2 – Amplificador Classe D (apenas para modelo de comparação).
 Módulo 3 – Amplificador Operacional.
Módulo 15 – Cargas – Carga tipo alto-falante.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 3 – Amplificador Operacional nos bornes de 4mm


da placa principal.
2) Encaixe o Módulo 15 – Cargas nos bornes de 4mm da placa principal.
3) Ligue a placa principal à rede elétrica.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída +12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm +12V do Módulo 3 –
Amplificador Operacional.
5) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída –12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm –12V do Módulo 3 –
Amplificador Operacional.
6) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída GND da fonte CC
12V da placa principal à entrada GND do Módulo 3 – Amplificador
Operacional.
7) Conecte um cabo banana–banana 2mm entre J1 da carga tipo alto-
falante do Módulo 15 – Cargas e o J39 no Módulo 3 – Amplificador
Operacional.
8) Conecte um cabo banana–banana 2mm entre J2 da carga tipo alto-
falante do Módulo 15 – Cargas e o J40 do Módulo 3 – Amplificador
Operacional.
9) Conecte nas entradas J2 e J3 do Módulo 3 – Amplificador Operacional
o sinal a ser amplificado. Este sinal pode ser gerado através do conector
de fone de ouvido conectado à um celular tocando uma música e com a
extremidade do fone desencapada e conectada às entradas J2 e J3 do

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Módulo 3 – Amplificador Operacional, ou através de um gerador de


ondas calibrado para gerar uma onda de aproximadamente 500mV e
frequência entre 1kHz e 20kHz. Sugerimos realizar o experimento com
5kHz no caso de uso com gerador de ondas.
10) Conecte nos bornes do Módulo 3 – Amplificador Operacional os
resistores e capacitores conforme diagrama esquemático da Figura 20.
Se necessário, utilizar a parte de pré–amplificação do Módulo 2 –
Amplificador Classe D como referência.
a. Use o Módulo 2 – Amplificador Classe D apenas como modelo.
11) Realizar medições com o osciloscópio nas conexões J2, J19 e J39, nesta
sequência, para verificar a evolução do sinal de entrada ao longo do
circuito amplificador operacional de duplo estágio criado.
12) Relacione as conclusões quanto à forma de onda das medições feitas no
osciloscópio e os sinais de entrada e saída.

Dicas para extrapolar os limites e ampliar seu conhecimento:

 Tente trocar a frequência de entrada para encontrar a mínima e a máxima


frequência que este amplificador consegue amplificar sem causar
grandes distorções ao sinal.
 Encontre o ganho de amplificação total.
 Com auxílio dos diodos e transistores desta placa é possível criar
diversos tipos de circuitos diferentes. Busque novas ideias e crie sua
própria configuração.

Não conecte sinais com amplitude acima de 12V nas entradas,


pois isso pode acarretar
na queima dos amplificadores LM358.
A conexão de mais de 12V a este módulo
poderá acarretar na queima dos CIs, LM358, BC548 e BC557.

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3.4. MÓDULO 4 – CONTROLADOR DE POTÊNCIA – PWM

Este módulo permite a realização de experimentos com um controlador de


potência PWM, este módulo está praticamente pronto para uso, exigindo apenas um
potenciômetro externo para o controle da largura de pulso.

Foram disponibilizados diversos pontos de testes no circuito, desta forma é


possível a observação das formas de onda através de um osciloscópio.

A Figura 21 ilustra este módulo.

Figura 21 – Módulo 4: Controlador de potência


PWM.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 22.

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Figura 22 – Diagrama esquemático do Módulo 4 – Controlador de Potência – PWM.

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3.4.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

2x LM358 – 4 amplificadores operacionais configurados para operarem 3 como


gerador de onda triangular e 1 como comparador para geração de sinal PWM com a
entrada do potenciômetro.

1x Capacitor C3 de 470µF – Para proteção da entrada +12VCC.

1x Diodo D2 – Para proteção da entrada +12VCC.

1x Transistor MOSFET de potência IRF640 – Para transferência do sinal PWM


para a carga.

1x LED – Indicador de polaridade e carga.

12x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1 – Sinal de saída para a carga;


 J2 – Sinal de saída do primeiro amp–op do oscilador;
 J3 – Saída do oscilador com onda triangular;
 J4 – Saída GND para a carga;
 J5 – Sinal PWM de controle;
 J6 – Vref – Tensão de referência vindo de U2;
 J7 – Entrada 12V para o potenciômetro 10kΩ da placa principal;
 J8 – Sinal de controle do potenciômetro;
 J9 – Tensão contínua de controle na entrada no comparador;
 J10 – Saída para a terra do potenciômetro;
 J11 – GND do módulo;
 J12 – +12V – alimentação 12VCC do módulo.

3.4.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – CONTROLE DE POTÊNCIA DE MOTOR


POR MODULAÇÃO DE LARGURA DE PULSO – PWM

DESCRIÇÃO TEÓRICA

A modulação de largura de pulso ou PWM (Pulse Width Modulation) pode ser


utilizada desde aplicações em telecomunicações como em transmissão de informação
sobre um canal de comunicação a até controle de potência de uma carga qualquer. Em
nosso exercício a usaremos para controle de velocidade de um motor CC.

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Ao utilizarmos PWM para transferência de potência à carga, as perdas em razão


de elementos resistivos no controle de potência são minimizadas, diferente dos
controles por potenciômetros. Por este motivo, controles PWM não geram grandes
quedas de tensão no sistema, tornando-o mais eficiente.

Controle de cargas por PWM é baseado na razão cíclica (duty cycle), que é a
razão entre o tempo do pulso e o período de uma onda retangular.

Esta razão pode variar de 0% (nenhum pulso em nível alto) a 100% (tensão alta
todo o período), como mostrado na Figura 23.

Figura 23 – Razão cíclica de um PWM de 0% a 100%.

Para este exercício, utilizaremos o motor do Módulo 15 – Cargas em conjunto


com o Módulo 4 – Controlador de Potência PWM e um dos potenciômetros da placa
principal para compreendermos melhor este controlador.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Osciloscópio.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.

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 Módulo 4 – Controlador de Potência – PWM.


 Módulo 15 – Cargas.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe os Módulo 4 – Controlador de Potência – PWM e Módulo 15


– Cargas na placa principal;
2) Alimente a placa principal;
3) Alimente com 12VCC da fonte CC 12V, da placa principal, o Módulo 4
– Controlador de Potência – PWM;
4) Conecte J1 e J4 do Módulo 4 – Controlador de Potência – PWM em
J3 e J4 do Módulo 15 – Cargas para conectar o motor deste módulo;
5) Conecte J7, J8 e J10 do Módulo 4 – Controlador de Potência – PWM
nas respectivas conexões do potenciômetro de 10kΩ da placa principal
(J7 em baixo, J8 no meio e J10 em cima);
6) Ligue o sistema e varie o potenciômetro de 10kΩ. A velocidade do motor
do Módulo 15 – Cargas deve variar.
7) Com o osciloscópio verifique a forma de onda dos bornes Vref, J3, J9 e
J5.
8) Relacione as conclusões quanto à forma de onda das medições feitas no
osciloscópio e os sinais de entrada e saída.

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3.5. MÓDULO 5 – CONVERSORES DC – DC

Este módulo possui os três principais tipos de conversores DC-DC (vistos de


cima para baixo no módulo):

 Conversor Buck, ou Abaixador de Tensão (Conversor Step-Down). Neste


conversor a tensão de saída é menor que a tensão de entrada;
 Conversor Boost, ou Elevador de tensão (Conversor Step-Up). Neste, a
tensão de saída neste conversor é maior que a tensão de entrada;
 Conversor Inversor. Neste, a polaridade da tensão de saída é invertida
em relação à entrada.

Todos os conversores são baseados no CI MC34063A, que é um conversor


chaveado universal, que possui todos os elementos necessários para a construção de
reguladores de tensão chaveados.

A Figura 24 ilustra este módulo.

Figura 24 – Módulo 5: Conversor DC–DC.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 25.

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Figura 25 – Diagrama esquemático do Módulo 5 – Conversores DC–DC.

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3.5.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

Dividido em 3 tipos de conversores DC-DC, este módulo possui:

3x MC34063 – Conversor chaveado universal.

3x Capacitores – Para proteção da entrada +12VCC.

6x Capacitores – Para configuração dos conversores chaveados nos 3 modos


descritos anteriormente.

3x Indutores – Para configuração dos conversores chaveados nos 3 modos


descritos anteriormente.

3x Diodos – Para configuração dos conversores chaveados nos 3 modos


descritos anteriormente.

3x Diodo (D1, 4 e 5) – Para proteção da entrada +12VCC.

11x Resistores – Para configuração dos conversores chaveados nos 3 modos


descritos anteriormente.

17x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1 – Saída do emissor do switch para o conversor abaixador de tensão;


 J2 – Sinal de saída do conversor abaixador de tensão;
 J3 –Mesmo que J2;
 J4 – Entrada +12V do módulo;
 J5 – Entrada GND do módulo;
 J6 – Saída GND do conversor abaixador de tensão;
 J7 – Mesmo que J6;
 J8 – Saída do emissor do switch para o conversor elevador de tensão;
 J9 – Sinal de saída do conversor abaixador de tensão;
 J10 – Mesmo que J9;
 J11 – Saída GND do conversor elevador de tensão;
 J12 –Mesmo que J11;
 J13 – Saída do emissor do switch para o conversor inversor de tensão;
 J14 – Sinal de saída do conversor abaixador de tensão;
 J15 – Mesmo que J14;
 J16 – Saída GND do conversor inversor de tensão;
 J17 – Mesmo que J16;

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3.5.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – POTÊNCIA DE SAÍDA DOS CIRCUITOS


BUCK, BOOST E INVERSOR.

DESCRIÇÃO TEÓRICA

O Módulo 4 – Conversores DC–DC possui 3 conversores chaveados


universais MC34063 que podem atuar como conversor buck (step-down), boost (step-
up) ou inversor.

Conversor buck é um conversor tipo step-down, ou seja, recebe uma tensão na


entrada e fornece uma tensão menor na saída.

Conversor boost é um conversor tipo step-up, ou seja, recebe uma tensão na


entrada e fornece uma tensão maior na saída. Em comparação à circuitos baseados
em diodos e capacitores, o circuito boost oferece uma potência superior na saída, o que
permite seu uso em diversas aplicações como na alimentação de amplificadores de
potência tipo gate-drive.

Conversores DC-DC inversores realizam a inversão de polaridade da tensão de


entrada, por exemplo de +12V para -12V.

Para este exercício, usaremos o diagrama esquemático da Figura 25 para guiar


as ligações com a placa principal. Observar que a entrada de tensão se encontra à
direita do Módulo 5 – Conversores DC–DC em +12VCC e as saídas, à esquerda.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 Módulo 5 – Conversores DC-DC.
 Módulo 15 – Cargas.
 Datasheet do MC34063.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 5 – Conversores DC-DC na placa principal;


2) Encaixe o Módulo 15 – Cargas na placa principal;
3) Alimente a placa principal;
4) Alimente com 12VCC da fonte CC 12V, da placa principal, o Módulo 5
– Conversores DC-DC;
5) Ligue o sistema.

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6) Com o multímetro, verifique a tensão de entrada em comparação com as


tensões de saída dos bornes J2, J9 e J14 do Módulo 5 – Conversores
DC-DC.
7) Desligue a alimentação do Módulo 5 – Conversores DC-DC.
8) Desligue a alimentação da placa principal.
9) Realize uma ligação em série do multímetro com a entrada do Módulo 5
– Conversores DC-DC.
10) Configure o multímetro para leitura de correntes até 1A.
11) Conecte as saídas do primeiro circuito do Módulo 5 – Conversores DC-
DC, o buck, J3 e J6 no resistor de 1,8kΩ do Módulo 15 – Cargas.
12) Alimente a placa principal.
13) Anote o valor da corrente do multímetro.
14) Desligue a alimentação do Módulo 5 – Conversores DC-DC.
15) Desligue a alimentação da placa principal.
16) Realize uma ligação em série do multímetro entre a saída J3 do Módulo
5 – Conversores DC-DC e o resistor de 1,8kΩ do Módulo 15 – Cargas.
17) Alimente a placa principal.
18) Anote o valor da corrente do multímetro.
19) Refaça os passos de 7 a 18, alterando a saída do Módulo 5 –
Conversores DC-DC e para o inversor, verifique a mudança do LED
aceso no Módulo 15 – Cargas.
20) Relacione as conclusões quanto aos valores das tensões nas medições
feitas com o multímetro dos sinais de entrada e saída. Correlacione estas
mudanças de tensão com as correntes de entrada e saída máximas.
a. Com a ajuda do datasheet do MC34063, encontre a relação de
transferência de potência entre entrada e saída deste tipo de
circuito.
b. Como teste, o resistor pode variar, porém atenção: Não conectar
aos resistores menores que o de 470Ω do Módulo 15 – Cargas,
pois estes resistores são de 5W e se alimentados em 24VCC, a
potência poderá ultrapassar 5W, causando possíveis danos ao
Módulo 15 – Cargas.

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3.6. MÓDULO 6 – DIODOS SEMICONDUTORES

Este Módulo permite a realização de experimentos com diodos retificadores e


diodos Zener. Estão disponíveis 06 diodos retificadores e 06 diodos Zener de 1W, com
tensões diferentes. Está disponível também uma ponte retificadora de 600V 2A, um
circuito dobrador de tensão e um circuito ceifador e limitador de tensão.

A Figura 26 ilustra este módulo.

Figura 26 – Módulo 6: Diodos semicondutores.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 27.

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Figura 27 – Diagrama esquemático do Módulo 6 – Diodos.

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3.6.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x 3N257 – Ponto retificadora para até 600V e 2A.

6x Diodos Zener:

 1x DZ1 – 3,3V e 1W;


 1x DZ2 – 4,7V e 1W;
 1x DZ3 – 6,8V e 1W;
 1x DZ4 – 8,2V e 1W;
 1x DZ5 – 10V e 1W;
 1x DZ6 – 12V e 1W;

6x Diodos – D1, D2, D5 a D8 – 1A.

2x Diodos – Para fontes de meia onda.

2x Diodos – Para dobrador de onda.

2x Capacitores – Para dobrador de onda.

1x Resistor – Para dobrador de onda.

42x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1 a J4 – Saídas dos diodos discretos para testes;


 J9 a J16 – Saídas dos diodos discretos para testes;
 J19 a J26 – Saídas dos diodos discretos para testes;
 J29 a J32 – Saídas dos diodos discretos para testes;
 J5 e J33 – Conexão de tensão alternada de entrada em 48VCA;
 J6, 7, 8, 17, 18, 27, 28 e 34 – Saídas para Fonte de meia onda;
 J38 e J41 – Entrada 48VCA para dobrador de tensão.
 J39 e J42 – Saída do dobrador de tensão.
 J35 e 40– Entrada CA na ponte retificadora de 2A.
 J36 e 37– Saída retificada da ponte retificadora de 2A.

3.6.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – ALTERAÇÕES EM TENSÃO AC COM


DIODOS

DESCRIÇÃO TEÓRICA

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Com o uso de diodos em tensão AC é possível ceifar, dobrar ou retificar tensões


alternadas para que somente exista uma polaridade na saída. O Módulo 6 – Diodos
Semicondutores na placa principal permite a experimentação de diversos tipos de
alterações com diodos.

Neste experimento verificaremos a forma de onda de entrada e de saída dos


circuitos ceifadores, dobrador e ponte retificadora.

Circuitos ceifadores, também chamados de circuitos dobradores de meia onda,


realizam o corte de uma das polaridades do sinal de entrada, permitindo apenas a parte
positiva ou a parte negativa ser transmitida para a saída, como na Figura 28.

Figura 28 – Diagramas simplificados de circuitos ceifadores não polarizados.

Circuitos dobradores, também chamados de circuitos dobradores de onda


completa, realizam a inversão de um semiciclo da onda de entrada para emissão apenas
em uma polarização da onda completa na saída, como mostrado na Figura 29, abaixo.

Figura 29 – Diagrama simplificado de dobrador de onda.

A ponte de Graetz, ou ponte retificador realiza a mesma transformação que um


dobrador, porém sem a utilização de capacitores, tornando o circuito mais compacto.

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Na Figura 30 podemos ver o diagrama esquemático de uma ponte retificador ou


de Graetz, que pode ser usada para alimentação de motores CC com tensões CA de
entrada.

Figura 30 – Ponte retificador ou de Graetz.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Osciloscópio.
 Multímetro.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 Módulo 6 – Diodos Semicondutores.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 6 – Diodos Semicondutores na placa principal;


2) Alimente a placa principal;
3) Alimente com 48VCA da fonte CA 48V, da placa principal, o Módulo 6
– Diodos Semicondutores nos bornes J5 e J33;
4) Ligue o sistema.
5) Com o multímetro e osciloscópio, verifique as tensões de saída entre J6
e J7, entre J8 e J34, entre J17 e J27 e entre J18 e J28 em comparação
com a tensão de entrada do Módulo 6 – Diodos Semicondutores.
6) Repita o procedimento para o dobrador e a ponte retificadora presentes
no Módulo 6 – Diodos Semicondutores. Utilize o diagrama da Figura
27 como referência.
7) Relacione as conclusões quanto aos valores das tensões e formatos de
onda nas medições feitas com o multímetro e osciloscópio nos sinais de
entrada e saída.

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3.7. MÓDULO 7 – TRANSISTORES

Neste Módulo foram disponibilizados transistores PNP e NPN, assim como


alguns circuitos para realizar experimentos com transistores.

Há um circuito regulador de tensão série com proteção de sobre corrente, este


circuito permite verificar o funcionamento de um regulador de tensão série discreto,
sendo necessário apenas a ligação de um díodo Zener, este diodo pode ser escolhido
entre os diversos disponível no Módulo 6 – Diodos Semicondutores.

A Figura 31 ilustra este módulo.

Figura 31 – Módulo 7: Transistores.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 32.

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Figura 32 – Diagrama esquemático do Módulo 7 – Transistores.

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3.7.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

O Módulo 7 – Transistores possui 4 partes:

 1x Regulador série;
o 2x Transistores BC548 – NPN;
o 2x Capacitores eletrolíticos de 47µF;
o 2 Resistores de bases;
 1x Fonte de corrente;
o 1x Transistores BC548 – NPN;
o 1x Resistor de base;
 6x Diodos discretos;
o 1x Transistor BC548 – NPN;
o 1x Transistor BC557 – PNP;
o 1x Transistor de potência BC135 – NPN;
o 1x Transistor de potência BC136 – PNP;
o 1x Transistor de potência Darlington TIP41 – NPN;
o 1x Transistor de potência Darlington TIP42 – PNP;
 1x Área de testes;
o 2 resistores limitadores de corrente na entrada de tensão.

53x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1, 2, 3, 5, 6, 9, 14, 15, 45 e 46 – Bornes de conexão ao regulador série;


 J21, 23, 28, 32, 47, 48, 49, 50, 51, 52 e 53 – Bornes de conexão à fonte
de corrente;
 18x Bornes E, B e C dos transistores discretos;
 J4, 7, 8, 10, 11, 12, 13, 16, 17, 18, 19, 20, 22, 24 e bornes E, B e C –
conectores da área de testes do Módulo 7 – Transistores.

3.7.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – CIRCUITO BÁSICO DE TRANSISTORES –


EMISSOR COMUM

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Transistores de junção bipolar podem ser do tipo NPN ou PNP.

Transistor NPN: Direção da corrente do coletor para o emissor e da base para o


emissor. A Figura 33 mostra as representações deste tipo de transistor e as correntes
de coletor, base e emissor.

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Figura 33 – Transistor NPN.

Transistor PNP: Direção da corrente do emissor para o coletor e do emissor para


a base. A Figura 34 mostra as representações deste tipo de transistor e as correntes de
coletor, base e emissor.

Figura 34 – Transistor PNP.

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Estes transistores podem ser ligados em 3 configurações básicas:

 Base Comum (BC).


 Emissor Comum (EC).
 Coletor Comum (CC).

Estas configurações referem-se ao local onde o nó comum (terra) está


conectado diretamente e, portanto, qual o ponto comum para injeção e leitura dos sinais
de entrada e saída.

Figura 35 – Configuração básica de transistores bipolares.


Para nosso experimento utilizaremos os transistores NPN e PNP do Módulo 7
– Transistores em conjunto com o circuito de testes do mesmo módulo para
verificarmos as diferentes regiões de funcionamento de um transistor e seu no
comportamento na configuração básica com emissor comum, mostrado nos diagramas
da Figura 35.

Um transistor pode operar em 4 regiões (zonas) distintas:

 Região de Saturação.
 Zona Ativa.
 Região de Corte.
 Região de Ruptura.

Usa-se o transistor variando entre região de saturação e região de corte quando


o objetivo é uma chave lógica, que pode estar ligada ou desligada de acordo com a
corrente de base, resultando em nível lógico 0 na região de corte e 1 na região de
saturação.

Quando o transistor se encontra na zona ativa seu comportamento é útil para


amplificação de pequenos sinais de tensão variáveis no tempo.

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A região de ruptura é a máxima tensão que o transistor pode suportar sem sofrer
danos.

Para se configurar um transistor emissor comum em cada uma das regiões


citadas é necessário a correta composição dos resistores da base e do coletor. Para
este experimento faremos a polarização das junções do transistor com auxílio de dois
potenciômetros, o que nos permitirá alterar facilmente entre diferentes valores de
resistência e assim, entre as 4 regiões de trabalho do transistor.

Figura 36 – Circuito amplificador emissor comum.

A Figura 36 apresenta o circuito que montaremos neste experimento. Os valores


dos componentes deste diagrama foram calculados para manter o transistor BC548 na
região ativa. Em nosso experimento, os resistores RB1 e RB2 serão configurados
através do potenciômetro de 10kΩ da plataforma principal em série com o resistor R5
(2,7kΩ) do Módulo 7 – Transistores. Já o resistor RC será dado pelo potenciômetro de
1kΩ em série com o R3 (22Ω) do Módulo 7 – Transistores.

Como neste momento nos interessa encontrar as quatro regiões de operação


dos transistores deste módulo, o sinal de entrada estará em alta impedância (sem
entrada) para que possamos realizar a análise CC (corrente contínua).

Na análise CC, os capacitores serão circuitos abertos, resultando no circuito da


Figura 37.

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Figura 37 – Circuito para análise DC (CC) do Amplificador Emissor Comum.

Após o experimento, espera-se identificar as 3 primeiras regiões (saturação,


corte e ativa), bem como os seguintes resultados:

 Emissor Comum:
o Compreender as diferenças de funcionamento do transistor em
suas quatro regiões: de Saturação, Ativa, de Corte e de Ruptura;
o Sinal de entrada na base.
o Sinal de saída no coletor.
o Alto ganho de corrente.
o Alto ganho de tensão.
o Resistência de entrada média.
o Resistência de saída alta.

Para estudos das demais configurações básicas, os comportamentos esperados


deve ser como se segue.

 Base Comum:
o Sinal de entrada no emissor.
o Sinal de saída no coletor.
o Ganho de corrente <1.
o Alto ganho de tensão.
o Resistência de entrada baixa.
o Resistência de saída alta.

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 Coletor Comum:
o Sinal de entrada na base.
o Sinal de saída no emissor.
o Alto ganho de corrente.
o Ganho de tensão ≤1.
o Resistência de entrada muito alta.
o Resistência de saída muito baixa.

Utilizaremos o diagrama da Figura 37 em conjunto com o diagrama do Módulo


7 – Transistores (Figura 31) para auxiliar a montagem deste exercício.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa principal.
 Módulo 7 – Transistores.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 7 – Transistores na placa principal;


2) Alimente a placa principal;
3) Alimente com 12VCC da fonte CC 12V, da placa principal, o Módulo 7
– Transistores nos bornes J4 (positivo) e J17 (terra);
4) Conecte o transistor TIP41 (Q5) do Módulo 7 – Transistores através
dos bornes J26, J30 e J34 aos bornes C, B e E, respectivamente, todos
do Módulo 7 – Transistores.
5) Conecte o potenciômetro de 10kΩ da Plataforma Principal em J8, J20
e J22 do Módulo 7 – Transistores;
6) Conecte o potenciômetro de 1kΩ da Plataforma Principal em J7, J12 e
J19 do Módulo 7 – Transistores;
7) Conecte J16 ao J18 do Módulo 7 – Transistores. Aqui poderá ser
realizada a ligação de um sinal de entrada em futuros experimentos.
8) Conecte o multímetro entre J10 e J11 do Módulo 7 – Transistores e
configure-o para medir corrente. Aqui mediremos a corrente do coletor
(IC);
9) Ajuste os potenciômetros de 1kΩ e 10kΩ em meia escala.
10) Ligue o sistema.
11) Anote o valor inicial da corrente IC medida no multímetro.

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12) Varie os potenciômetros e verifique no multímetro o comportamento da


corrente IC.
a. Quando a corrente IC estiver o mais próximo de 0A, meça com o
multímetro os valores de RB1, RB2 e RC dos potenciômetros.
b. Quando a corrente IC estiver o mais próximo de seu valor mais
alto, meça novamente os valores das resistências RB1, RB2 e
RC dos potenciômetros.
13) Correlacione os valores de correntes e resistências medidos às regiões
de operação de um transistor.
a. Calcule IB e IE para os 3 conjuntos de resistências medidos.
14) Refaça as conexões alterando os transistores para avaliar as diferenças.

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3.8. MÓDULO 8 – OSCILADOR A PONTE DE WIEN E AMPLIFICADOR


DE ÁUDIO

O circuito oscilador Ponte de Wien é capaz de gerar ondas senoidais. Através


de duas redes RC, será possível alterar a frequência de operação do oscilador.

Já, no amplificador de áudio, foi utilizado o circuito integrado LM386. Com a


adição de poucos componentes externos é possível obter um amplificador de até 1W.
Para que seja possível controlar o volume do amplificador, um potenciômetro externo
deve ser ligado ao circuito. O alto–falante externo está presente no Módulo 15 – Cargas.

A Figura 38 ilustra este módulo.

Figura 38 – Módulo 8: Oscilador a ponte de


Wien e amplificador de áudio.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 39.

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Figura 39 – Diagrama esquemático do Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e Amplificador de Áudio.

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3.8.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x Oscilador a ponte de Wien com 2 frequências configuráveis:

1x LM358 em configuração de oscilador.

2x Circuitos compostos por 2 capacitores e dois resistores cada para determinar


a frequência de oscilação da ponte de Wien.

2x 10kΩ e 2x 10nF – 1,5kHz.

2x 10kΩ e 2x 22nF – 750Hz.

1x Amplificador de áudio:

1x LM386 em configuração de amplificador de 1W para sinal de saída.

Demais componentes:

2x Diodos – Segurança elétrica da entrada.

2x Capacitores eletrolíticos – Segurança elétrica da entrada.

22x Bornes 2mm para conexões dos sinais de entrada e saída do módulo:

 J1, J3, J16 e J17 – Saída oscilador em ponte de Wien.


 J2 e J5 – Saída do amplificador de 1W para alto–falante.
 J4, J8 e J19 – Conectores para potenciômetro de 10kΩ.
 J6 e J7 – Conectores do oscilador ao circuito da ponte de Wien com
resistores e capacitores – define a frequência de operação do oscilador.
 J9 e J10 – Conectores da ponte de Wien para 1,5kHz;
 J11 e J12 – Conectores da ponte de Wien para 750Hz;
 J13 – Entrada de tensão –12VCC;
 J14 – Entrada GND;
 J15 – Entrada de tensão +12VCC;
 J18 e J20 – Conexão do potenciômetro ao circuito amplificador.

3.8.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – PONTE DE WIEN

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Um oscilador eletrônico é um circuito que gera ondas sinusoidais sem a


necessidade de uma fonte de entrada.

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A ponte de Wien é um oscilador eletrônico composto por um filtro de resistores


com capacitores que gera uma pequena oscilação que é amplificada por um
amplificador

O Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e Amplificador de Áudio permite a


experimentação de um oscilador a ponte de Wien com duas frequências diferentes (1,5
kHz e 750Hz), dadas pelos dois filtros presentes no módulo, ou diversas outras
frequências e configurações com o uso dos componentes discretos da plataforma
principal.

A Figura 40 apresenta o circuito que montaremos em nosso experimento, sendo


que as duas únicas variáveis são os capacitores, podendo ser C5 e C6 de 10nF (geração
de sinal sinusoidal de 1,5kHz) ou C7 e C8 de 22nF (geração de sinal sinusoidal de
750Hz).

Figura 40 – Oscilador a Ponte de Wien.

Este sinal será reproduzido pelo alto-falante do Módulo 15 – Cargas e sua


amplitude (volume) será controlada pelo potenciômetro de 10kΩ da plataforma principal.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Osciloscópio.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e Amplificador de Áudio.
 Módulo 15 – Cargas.

PROCEDIMENTO

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1) Encaixe o Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e Amplificador de


Áudio nos bornes de 4mm da placa principal.
2) Encaixe o Módulo 15 – Cargas nos bornes de 4mm da placa principal.
3) Ligue a placa principal à rede elétrica.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída +12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm +12V do Módulo 8 – Oscilador
a Ponte de Wien e Amplificador de Áudio.
5) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída –12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm –12V do Módulo 8 – Oscilador
a Ponte de Wien e Amplificador de Áudio.
6) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída GND da fonte CC
12V da placa principal à entrada GND do Módulo 8 – Oscilador a
Ponte de Wien e Amplificador de Áudio.
7) Conecte um cabo banana–banana 2mm entre J1 do Módulo 15 –
Cargas e o J2 do Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e
Amplificador de Áudio.
8) Conecte um cabo banana–banana 2mm entre J2 do Módulo 15 –
Cargas e o J5 do Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e
Amplificador de Áudio.
9) Conecte nas entradas J8, J19 e J4 do Módulo 8 – Oscilador a Ponte
de Wien e Amplificador de Áudio ao potenciômetro de 10kΩ da placa
principal.
10) Conecte um dos conjuntos de oscilação para ponte de Wien (1,5kHz ou
750Hz) ao oscilador (J9 ao J6 e J10 ao J7) ou (J11 ao J6 e J12 ao J7).
11) Conecte J16 ao J18 do Módulo 8 – Oscilador a Ponte de Wien e
Amplificador de Áudio;
12) Varie o potenciômetro e meça com o osciloscópio o comportamento das
saídas J1 e J21.
13) Troque o conjunto de oscilação da ponte de Wien e verifique a
modificação nos sinais.
14) Relacione as conclusões quanto à forma de onda das medições feitas no
osciloscópio e os sinais de entrada e saída.

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3.9. MÓDULO 9 – OSCILADORES

Este módulo possui estrutura para a implementação dos osciladores Hartley,


Colpitts e por deslocamento de fase.

A Figura 41 ilustra este módulo.

Figura 41 – Módulo 9: Osciladores.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 42.

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Figura 42 – Diagrama esquemático do Módulo 9 – Osciladores.

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3.9.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x Oscilador Colpitts:

1x BC548 em configuração de oscilador Colpitts.

5x Capacitores eletrolíticos: C3 – 100nF, C4 – 4,7nF, C7 – 100nF, C8 – 47nF,


C9 – 100nF;

4x Resistores: R1 – 12kΩ, R5 – 2,2kΩ, R6 – 330Ω, R7 – 10kΩ.

1x Indutor L2 de 33µH

2x Entradas para Capacitor Ca e Cb de controle de frequência da oscilação.

1x Oscilador Hartley:

1x BC548 em configuração de oscilador Hartley

5x Resistores: R3 – 12kΩ, R4 – 1,5kΩ, R8 – 2,2kΩ, R9 – 330Ω, R10 – 10kΩ.

2x Indutores: L1 – 10µH, L3 – 100µH.

2x Capacitores para escolha de frequência: C1 – 10nF (5MHz), C2 – 1nF


(15MHz).

3x Capacitores do circuito: C5 – 100nF, C6 – 100nF, C10 – 100nF.

1x Oscilador por Deslocamento de Fase:

1x BC548 como oscilador por deslocamento de fase.

4x Resistores de polarização: R2 – 1,5kΩ, R11 – 100kΩ, R12 – 5,6kΩ, R16 –


1,5kΩ.

1x Capacitor de polarização: C14 – 100µF.

2x circuitos RC para determinação de frequência:

3x resistores de 22kΩ e 3x capacitores de 10nF – 300Hz.

3x resistores de 22kΩ e 3x capacitores de 3,3nF – 900Hz.

Demais componentes:

1x Diodo – Segurança elétrica da entrada.

1x Capacitor eletrolítico – Segurança elétrica da entrada.

7x Pontos de medição:

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 J6, J11 – Sinal de saída do oscilador Colpitts;


 J8, J12 – Sinal de saída do oscilador Hartley;
 J13, J14 – Sinal de saída do oscilador por deslocamento de fase;
 J21 – Sinal na base do oscilador por deslocamento de fase.

17x Bornes 2mm para conexões do módulo:

3.9.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – OSCILADOR POR DESLOCAMENTO DE


FASE.

DESCRIÇÃO TEÓRICA

O oscilador por deslocamento de fase produz sinais senoidais de baixa


frequência e sua faixa pode ir de alguns Hertz a até centenas de quilo-hertz.

O circuito da Figura 43 mostra este oscilador de forma simplificada.

Figura 43 – Oscilador por deslocamento de fase.

A frequência deste tipo de oscilador pode ser calculada com a seguinte fórmula:

1
𝑓=
4,88 × 𝜋 × 𝑅 × 𝐶

Os demais componentes presentes no circuito, além de R e C, são para


polarização do transistor.

Em nosso Módulo 9 – Osciladores possuímos dois conjuntos de circuito RC


para este oscilador. Faremos as conexões entre eles e mediremos com um osciloscópio
a saída para uma análise prática deste tipo de oscilador.

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EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Osciloscópio.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 9 – Osciladores

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 9 – Osciladores nos bornes de 4mm da placa


principal.
2) Ligue a placa principal à rede elétrica.
3) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída +12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm +12V do Módulo 9 –
Osciladores.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída GND da fonte CC
12V da placa principal à entrada GND do Módulo 9 – Osciladores.
5) Conecte um dos conjuntos RC de oscilação de deslocamento de fase ao
oscilador (J19 ao J15 e J16 ao J20) ou (J19 ao J17 e J18 ao J20).
6) Meça com o osciloscópio as saídas J13 e J14 do Módulo 9 –
Osciladores.
7) Troque o conjunto RC de oscilação de deslocamento de fase e verifique
a modificação no sinal de saída.
8) Relacione as conclusões quanto à forma de onda das medições feitas no
osciloscópio e as frequências teóricas esperadas para cada um dos
circuitos RC.

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3.10. MÓDULO 10 – REGULADORES LINEARES INTEGRADOS

Os Reguladores Lineares Integrados, isto é, aquele contidos dentro de um único


componente estão disponíveis em diversos tipos de encapsulamentos, correntes e
tensões de saída, sendo disponíveis em polaridade positiva e negativa, havendo
também os modelos com possibilidade de ajuste da tensão de saída.

Neste módulo foram montados os tipos mais comuns:

 LM7805 – Regulador para +5VCC.


 LM7905 – Regulador para -5VCC.
 LM 317 – Regulador de tensão ajustável entre 1,25VCC e 37VCC.

Todos estes reguladores estão presentes no Módulo 10 – Reguladores


Lineares de Integrados e foram utilizados para polarização de transistores de saída.

A Figura 44 ilustra este módulo.

Figura 44 – Módulo 10: Reguladores lineares


integrados.

O encapsulamento destes circuitos integrados se parece muito com os


transistores, porém suas entradas diferem destes por seus nomes:

 Entrada.
 Saída.
 Comum nos LM7805 e LM7905 ou Ajuste no LM317.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 45

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Figura 45 – Diagrama esquemático do Módulo 10 – Reguladores Lineares Integrados.

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3.10.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

2x TIP42 – Transistor PNP.

1x TIP41 – Transistor NPN.

1x LM7805 – Regulador de tensão para +5VCC.

1x LM7905 – Regulador de tensão para -5VCC.

1xLM317 – Regulador de tensão variável de 1,25 a 20VCC nesta configuração.

Resistores e capacitores para polarização dos transistores.

Diodos para segurança elétrica na polarização dos circuitos.

3.10.2. EXERCÍCIO PRÁTICO

DESCRIÇÃO TEÓRICA

O LM317 é um regulador positivo de tensão ajustável que requer apenas 2


resistores externos para operação.

A máxima tensão diferencial é de 37VCC, porém devido à construção de nosso


circuito, esta tensão de saída foi limitada em 20VCC. A menor tensão de saída
admissível é de 1,25VCC.

A capacidade máxima de fornecimento de corrente é de 1,5A. Porém é


necessário considerar que se a diferença entre as tensões de entrada e saída forem
elevadas, essa capacidade será limitada pela região de operação segura.

O datasheet completo deste componente deve consultado pela Internet, para


maiores detalhes.

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Figura 46 – Circuito básico de funcionamento do LM317.

A Figura 46 apresenta o circuito básico para que o LM317 posso regular a tensão
de saída. A Tensão de saída pode ser calculada pela seguinte fórmula:

𝑅2
𝑉𝑜𝑢𝑡 = 1,25 × (1 + ) + (𝐼𝐴𝐷𝐽 × 𝑅2)
𝑅1

Os fabricantes sugerem a utilização de R1 = 240Ω.

VREF é a tensão de referência (1,25V) que o circuito interno do regulador


mantém constante entre os pinos de Ajuste e Saída.

IADJ (100uA Max.) é a corrente que o circuito interno do regulador provê para o
circuito externo de polarização.

Calculando R2 para VOUT= 3,3V:

𝑅2
3,3 = 1,25 × (1 + ) + (100 × 10−6 × 𝑅2)
240

A corrente IADJ é de no máximo 100uA. Embora seja um fator de erro no cálculo


da tensão de saída, o produto de IADJ por R2 resultará um valor relativamente pequeno.
Pode-se inicialmente calcular o valor de R2 sem considerar este fator, e após o cálculo
inicial, verificar o quanto esta parcela irá impactar na saída do regulador.

𝑅2 3,3
(1 + )=
240 1,25

𝑅2
= 2,64 − 1
240

𝑅2 = 1,64 × 240

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𝑅2 = 393,6Ω

Calculando a influência de IADJ no circuito:

100 × 10−6 × 393,6 = 0,03936𝑉

Resultando em uma saída total de VOUT = 3,33936V.

Recalculando com R2 = 390Ω (valor comercial):

390
𝑉𝑜𝑢𝑡 = 1,25 × (1 + ) + (100 × 10−6 × 390)
240

𝑉𝑜𝑢𝑡 = 3,32025𝑉

Para nosso experimento, o diagrama do circuito que testaremos é representado


na Figura 47 abaixo.

Figura 47 – Diagrama para experimento com LM317.

No diagrama acima podemos observar que a resistência sugerida de 240Ω do


R1 da Figura 46 agora é a R4 e possui valor de 680Ω e no lugar de R2 agora temos um
potenciômetro de 10kΩ.

Calculando VOUT mínimo e máximo para resistência do potenciômetro:

0
𝑉𝑜𝑢𝑡𝑚𝑖𝑛 = 1,25 × (1 + ) + (100 × 10−6 × 0)
680

𝑉𝑜𝑢𝑡𝑚𝑖𝑛 = 1,25𝑉

10 × 103
𝑉𝑜𝑢𝑡𝑚á𝑥 = 1,25 × (1 + ) + (100 × 10−6 × 10 × 103 )
680

𝑉𝑜𝑢𝑡𝑚𝑖𝑛 = 20,6323529𝑉

Passaremos à montagem e medições do circuito para verificarmos se estes


cálculos estão condizentes com a realidade.

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EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 10 – Reguladores Lineares Integrados

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 10 – Reguladores Lineares Integrados nos bornes


de 4mm da placa principal.
2) Ligue a placa principal à rede elétrica.
3) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída +12V da fonte CC
12V da placa principal ao borne 2mm +12V do Módulo 10 –
Reguladores Lineares Integrados.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm à saída -12V da fonte CC
12V da placa principal à entrada -12V do Módulo 10 – Reguladores
Lineares Integrados.
5) Conecte nas entradas J15, J16 e J17 do Módulo 10 – Reguladores
Lineares Integrados ao potenciômetro de 10kΩ da placa principal.
6) Varie o potenciômetro e meça com o multímetro as saídas J11 e J12 do
Módulo 10 – Reguladores Lineares Integrados.
7) Compare os valores medidos com os valores teóricos esperados.
8) Comente sobre os motivos das possíveis diferenças dos valores de saída
com relação à tolerância dos resistores utilizados.

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3.11. MÓDULO 11 – RETIFICADOR CONTROLADO

Este módulo permite a realização de experimentos com retificadores controlados


e demonstrar de forma prática a aplicação deste circuito. Este circuito conta com um
circuito de disparo e um circuito de potência.

Foram disponibilizados alguns capacitores eletrolíticos no módulo, de modo que


é possível observar a alteração do funcionamento do circuito com diversos valores
diferentes de capacitores, será possível observar a alteração no Ripple (ondulação) na
saída do retificador controlado.

A Figura 48 ilustra este módulo.

Figura 48 – Módulo 11: Retificador Controlado.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 49.

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Figura 49 – Diagrama esquemático do Módulo 11 – Retificador Controlado.

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3.11.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x Ponte de Graetz:

4x diodos IN4007.

1x circuito de controle usado para disparar os SCR do retificador


controlado (similar ao funcionamento de um TUJ – Transistor Unijunção não
contemplado neste kit):

1x transistor BC557 e 1x transistor BC548.

6x resistores de polarização do circuito de controle.

1x Potenciômetro para controle da tensão do Retificador.

1x Retificador controlado com tiristores SCR:

2x Tiristores SCR (Silicon Controlled Rectifier ou retificador controlado de silício)


– BT151.

2x Resistores – 1kΩ.

2x Diodos – IN4007.

1x Resistor de carga – R3 de 10kΩ.

3x Capacitores para testes – C1 – 10µF, C2 – 47µF, C3 – 100µF.

1x Entrada para sinal senoidal de 48VCA.

1x Entrada para sinal senoidal de 12VCA.

1x Saída de sinal retificado do circuito – J2 e J8.

8x Pontos de teste – J1, J9, J11, J12, J15, J16, J17, J18.

3.11.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – RETIFICADOR CONTROLADO

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Neste exercício veremos o funcionamento de um retificador controlado de 3


partes, uma retificadora em ponte de Graetz para retificação de um sinal de controle,
circuito controlador com dois transistores (similar ao funcionamento de um TUJ –
Transistor de Unijunção – não contemplado neste kit) e um potenciômetro e por fim um
retificador a ponte de Graetz com dois tiristores SCR e dois diodos com três capacitores
de saída para testes.

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Na parte do controlador deste retificador, uma ponte de diodos transforma o sinal


senoidal de entrada 12VCA em um sinal com dois semiciclos positivos, resultado do
dobrador de onda completa.

Este sinal polariza os transistores, quando o potenciômetro POT1 está em valor


baixo. Com o potenciômetro em resistência máxima, a fonte de tensão está em seu valor
mínimo.

As imagens da Figura 50 abaixo representam o circuito do Módulo 11 –


Retificador Controlado na configuração de capacitor de saída em 47µF e resistência
do potenciômetro em 1MΩ e 100kΩ.

Figura 50 – Simulação do circuito do Módulo 11 - Retificador controlado com


Capacitor de saída de 47µF e resistências do potenciômetro em 1MΩ e 100kΩ
respectivamente.

Nas imagens acima é possível verificar, em ordem da esquerda para a direita,


as formas de onda esperadas das saídas das fontes de 12VCA, 48VCA, ponte de Graetz
e saída do retificador controlado.

Utilizaremos o diagrama esquemático da Figura 48 para montarmos nosso


experimento.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro.
 Osciloscópio.

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 11 – Retificador Controlado.

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PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 11 – Retificador Controlado nos bornes de 4mm da


placa principal.
2) Ligue a placa principal à rede elétrica.
3) Conecte com dois cabos banana–banana 2mm as saídas 12VCA e 0V
da fonte CA 12V da placa principal aos bornes 2mm J13 e J14 (12VCA)
do Módulo 11 – Retificador Controlado.
4) Conecte com dois cabos banana–banana 2mm as saídas 48VCA e 0V
da fonte CA 48V da placa principal aos bornes 2mm J7 e J10 (48VCA)
do Módulo 11 – Retificador Controlado.
5) Conecte na entrada J6 do Módulo 11 – Retificador Controlado, um dos
capacitores deste (J3, J4 ou J5).
6) Varie o potenciômetro analise com o osciloscópio as saídas J2 e J8 do
Módulo 11 – Retificador Controlado, bem como os pontos de medição
J11 (saída da ponte de Graetz) e J15 (sinal de controle do retificador).
7) Correlacione os valores medidos com as posições do potenciômetro de
controle.
8) Realize o aterramento do ponto J9 e refaça as medições.
9) Retire o aterramento de J9 e coloque em J16 e refaça as medições.
10) Realize o aterramento de J9 e J16 e refaça as medições.
11) Comente os resultados encontrados do comportamento do retificador
controlado com as alterações dos capacitores de saída e do
potenciômetro de controle, com relação ao funcionamento do circuito
com e sem os aterramentos realizados.

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3.12. MÓDULO 12 – TRANSISTORES DE EFEITO DE CAMPO – FET E


MOSFET

Este módulo permite a realização de experimentos com os amplificadores FET


para verificação dos efeitos do Resistor de Dreno (RD) e capacitor de desacoplamento
de Fonte sobre o Ganho. É possível também a alteração dos resistores de polarização
do Gate, de forma a verificar a sua influência sobre o funcionamento do circuito.

A Figura 51 ilustra este módulo.

Figura 51 – Módulo 12: Transistores de efeito de


campo – FET e MOSFET.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 52.

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Figura 52 – Diagrama esquemático do Módulo 12 – Transistores de Efeito de Campo – FET e MOSFET.

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3.12.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

Este módulo possui 4 circuitos, sendo iguais dois a dois. Os dois circuitos foram
montados de forma a possibilitar medidas em análise CC e em análise CA com sinal de
entrada.

2x Circuito amplificadores com FET de canal N– BF245.

1x Resistores de polarização variável – RD1,

4x Resistores de polarização fixos: R1, R3, R4 e R5.

1x Resistor de carga – R6.

3x Capacitores de isolamento do sinal.

2x Circuitos amplificadores com MOSFET de canal N – 2N7000.

4x Resistores de polarização fixos – R11, R12, R15 e R16.

1x Local para potenciômetro de 100kΩ para divisor de tensão de polarização do


gate.

1x Resistor de carga – R17.

3x Capacitores de 10µF para acoplamento de sinal.

3.12.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – AMPLIFICADOR FET.

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Como visto anteriormente, nos transistores de junção bipolar é uma pequena


corrente de base que controla a corrente de saída. No caso dos transistores FET é uma
pequena tensão que controla a corrente de saída.

A corrente que circula na entrada é geralmente insignificante, o que traz a


vantagem quando o sinal de entrada provém de fontes que fornecem correntes muito
baixas, como microfones de condensador ou transdutores piezoelétricos.

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Figura 53 – Construção de um transistor tipo FET.

O FET é constituído de uma barra de silício tipo N, o canal N, dentro de um anel


de silício tipo P, como mostrado na Figura 53.

Os canais de tipo N são denominados Fonte (Source) e Dreno (Drain). O anel


tipo P é denominado Porta (Gate).

Na ativação, inicialmente circula uma corrente pela Porta, porém logo que a
corrente começa a fluir entre Fonte e Dreno, a corrente da Porta deixa de existir.

O controle da corrente entre Fonte e Dreno ocorre por meio de polarização


inversa entre Porta e Fonte (VGS), formando um campo elétrico, o qual limita a
passagem de corrente através do canal N, entre Dreno e Fonte.

Esta lógica de funcionamento pode ser extrapolada para o FET tipo P, que
possui o canal do tipo P entre Fonte e Dreno.

Figura 54 – Circuito de um FET auto


polarizado.

Na Figura 54 podemos compreender o funcionamento de um FET em análise


CC. É necessário que uma tensão seja aplicada à Porta para que haja condução entre

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Dreno e Fonte. Após este primeiro momento, polariza-se inversamente a Porta para
realizar o controle da corrente entre Dreno e Fonte.

Figura 55 – Circuito com FET polarizado e com


entrada de pequeno sinal.

Para a análise CA, utilizam-se os capacitores de acoplamento e injeta-se o sinal


de entrada na Porta do FET, como ilustrado pela Figura 55.

Pode-se ainda polarizar o FET com o uso de um divisor de tensão, como


mostrado na Figura 56.

Figura 56 – FET polarizado


com divisor de tensão.

Podemos usar os dois tipos de polarização com nosso Módulo 12 –


Transistores de Efeito de Campo – FET e MOSFET de testes do Kit de Eletrônica
Analógica.

O circuito da Figura 57 abaixo ilustra a análise em CA.

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Figura 57 – Circuito amplificador FET polarizado em


divisor de tensão com entrada de sinal CA.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro.
 Osciloscópio

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 12 – Transistores de Efeito de Campo – FET e MOSFET.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 12 – Transistores de Efeito de Campo – FET e


MOSFET nos bornes de 4mm da placa principal.
2) Ligue a placa principal à rede elétrica.
3) Conecte com um cabo banana–banana 2mm a saída +12VCC da fonte
CC 12V da placa principal ao borne 2mm +12V do Módulo 12 –
Transistores de Efeito de Campo – FET e MOSFET.
4) Conecte com um cabo banana–banana 2mm o GND da fonte CC 12V
da placa principal ao borne 2mm GND do Módulo 12 – Transistores
de Efeito de Campo – FET e MOSFET.
5) Conecte na entrada J1 e J4 do Módulo 12 – Transistores de Efeito de
Campo – FET e MOSFET a um dos resistores de 1,2kΩ da plataforma
principal.

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6) Conecte J13 a J19 no Módulo 12 – Transistores de Efeito de Campo


– FET e MOSFET.
7) Verifique com o multímetro se existe tensão em J21 do Módulo 12 –
Transistores de Efeito de Campo – FET e MOSFET.
8) Altere RD1 para encontrar o melhor valor para a polarização do FET.
9) Para mais experimentos, continue com as conexões no Módulo 12 –
Transistores de Efeito de Campo – FET e MOSFET para ligar o sinal
de entrada.
10) Meça com o osciloscópio o sinal de saída e refaça o circuito usando o
divisor de tensão para polarização do FET.

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3.13. MÓDULO 13 – CONTROLADOR DE POTÊNCIA – DIMMER

Este módulo permite a realização de experimentos com dimmer SCR e


demonstrar de forma prática a aplicação deste circuito.

O controle eficiente da luminosidade de uma lâmpada incandescente, da


temperatura de uma estufa, secador de cabelos ou de algum eletrodoméstico e
finalmente o controle de velocidade de uma ferramenta ou eletrodoméstico que tenha
motor universal só pode ser feito com o uso de um bom dimmer.

Para efeitos didáticos o Módulo 13 – Controlador de Potência – Dimmer possui


um dimmer para uso em 48VCA, seria muito perigoso a utilização da tensão da rede
elétrica 127 ou 220VCA para a realização destes experimentos.

A Figura 58 ilustra este módulo.

Figura 58 – Módulo 13: Controlador de


Potência – Dimmer.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 59.

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Figura 59 – Diagrama esquemático do Módulo 13 – Controlador de Potência – Dimmer.

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3.13.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

1x Dimmer com Tiristor TRIAC e DIAC

1x Tiristor TRIAC – BTA08-600C.

1x Capacitor C1 – 100nF.

1x Resistor R1 – 10kΩ.

1x Tiristor DIAC – DB3.

1x Interruptor de corrente contínua formado por um Tiristor SCR – BT151.

2x Resistores R2 e R3 – 1kΩ.

2x Chaves S1 (desliga) e S2 (liga).

3.13.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – USO DE TRIAC COMO DIMMER EM CA.

DESCRIÇÃO TEÓRICA

TIRISTOR: O nome tiristor engloba uma família de dispositivos semicondutores


que operam em regime chaveado, tendo em comum uma estrutura de 4 camadas
semicondutoras numa sequência p-n-p-n, apresentando um funcionamento biestável.

A invenção do tiristor no fim dos anos 50 do século passado foi responsável por
um grande avanço da eletrônica de potência, que se estendeu pelos anos 60 e propiciou
na década de 70 o início da implantação da eletrônica de potência em escala industrial.
A principal vantagem dos tiristores é o controle de grande quantidade de energia. Essa
característica faz com que esses dispositivos sejam utilizados tanto no controle
eletrônico de potência quanto na conversão de energia.

A função de um tiristor é de abrir e fechar circuitos com cargas, como motores,


eletroímãs, aquecedores e converter CA em CC e CC em CA, como exemplo prático o
inversor de frequência. Os tiristores trabalham sempre entre dois estados de
funcionamento, o corte e a condução, por isso podemos dizer que são dispositivos de
comutação e com a vantagem de funcionarem tanto em corrente alternada como em
corrente continua, depende do modelo e da aplicação.

Como exemplo de tiristores, podemos citar o SCR, o TRIAC e o DIAC.

SCR: O Silicon Controlled Rectifier (SCR) ou retificador controlado de silício,


como visto anteriormente, se assemelha a um diodo pelo fato da corrente fluir pelo
dispositivo em um único sentido, entrando pelo terminal de anodo e saindo pelo terminal

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de catodo. No entanto, difere de um diodo pois quando o dispositivo está diretamente


polarizado, ele não consegue entrar em condução, enquanto não ocorre a ativação do
seu terminal de controle, denominado porta, ou gate. Ao invés de usar um sinal contínuo
na porta como nos transistores no sinal de controle, os tiristores são comutados pela
aplicação de um pulso ao terminal de porta, ainda que seja de curta duração. Uma vez
comutado para o estado de ligado, o tiristor SCR permanecerá por tempo indefinido
neste estado, enquanto o dispositivo estiver diretamente polarizado e a corrente de
anodo se mantiver acima do valor mínimo para corrente de manutenção.

Os SCRs são empregados em corrente alternada como retificadores controlados


e, quando utilizados em corrente contínua, comportam-se como chaves. O SCR é mais
um tipo de tiristor usado na indústria.

A Figura 60 abaixo ilustra a estrutura e o símbolo de um SCR:

Figura 60 – Símbolo e estrutura interna de


um tiristor SCR.

DIAC: O DIAC (Diode for Alternating Current) ou diodo para corrente alternada
é um gatilho bidirecional ou diodo que conduz corrente apenas após a tensão de disparo
ser atingida e para de conduzir quando a corrente elétrica cai abaixo de um valor
característico, chamado de corrente de corte. Este comportamento é o mesmo nas duas
direções de condução de corrente. A tensão de disparo é por volta dos 30V para a
maioria destes dispositivos.

O DIAC é normalmente utilizado para disparar TRIACs e SCRs.

Como um DIAC é um gatilho bidirecional, seus terminais não são marcados


como anodo ou catodo, mas a maioria é marcada como A1 ou MT1 e A2 ou MT2.

TRIAC: Um TRIAC (Triode for Alternating Current) ou tríodo para corrente


alternada é um componente eletrônico equivalente a dois SCRs ligados em paralelo e
em oposição, com os terminais de disparo, gate, ligados juntos. Este tipo de ligação

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resulta em uma chave eletrônica bidirecional, que pode conduzir a corrente elétrica nos
dois sentidos.

Um TRIAC pode ser disparado tanto por uma corrente positiva quanto negativa
aplicada no terminal de disparo. Uma vez disparado, o dispositivo continua a conduzir
até que a corrente elétrica caia abaixo do valor de corte. Isto torna o TRIAC um bom
dispositivo de controle para circuitos de corrente alternada, que permite acionar grandes
potências com circuitos acionados por correntes da ordem de miliampères.

Também podemos controlar o início da condução do dispositivo, aplicando um


pulso em um ponto pré-determinado do ciclo de corrente alternada, o que permite
controlar a porcentagem do ciclo que estará alimentando a carga, também chamado de
controle de fase.

O TRIAC de baixa potência é utilizado em várias aplicações como controles de


potência para lâmpadas (dimmers), controles de velocidade para ventiladores, entre
outros. Contudo, quando usado com cargas indutivas, como motores elétricos, é
necessário que se assegure que o TRIAC seja desligado corretamente, no final de cada
semiciclo de alimentação elétrica.

Os Dimmers com TRIAC possuem grande vantagem de seu paralelo resistivo


por não incluírem uma grande carga resistiva ao sistema, por possuírem resposta mais
rápida e por permitirem maior controle sobre pequenas variações de tensão e em
grandes potências. Em outras palavras, é mais eficiente e preciso.

Neste experimento usaremos um potenciômetro de 100kΩ para a variação da


tensão em um motor elétrico CC do Módulo 15 – Cargas.

Figura 61 – Circuito com uso de TRIAC para controle de potência em


corrente alternada.
A Figura 61 representa o esquemático que usaremos neste experimento.

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EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 13 – Controlador de Potência – Dimmer.
 Módulo 15 – Cargas – Resistores.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 13 – Controlador de Potência – Dimmer nos bornes


de 4mm da placa principal.
2) Encaixe o Módulo 15 – Cargas nos bornes de 4mm da placa principal.
3) Conecte com dois cabos banana–banana 2mm a saída 48VCA e a 0V da
fonte CA 48V da placa principal aos bornes 2mm J1 e J7 do Módulo
13 – Controlador de Potência – Dimmer.
4) Conecte J5 e J18 (resistência de 1,8kΩ e LEDs) do Módulo 15 – Cargas
aos bornes J2 e J3 do Módulo 13 – Controlador de Potência – Dimmer.
5) Conecte em J4, J5 e J6 do Módulo 13 – Controlador de Potência –
Dimmer o potenciômetro de 100kΩ da plataforma principal.
6) Ligue a placa principal à rede elétrica.
7) Altere o potenciômetro e com o multímetro verifique a tensão alternada
de entrada na carga em comparação à tensão de entrada do circuito.

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3.14. MÓDULO 14 – AMPLIFICADORES CLASSE A, B, AB E C

Os amplificadores em classe A, B, AB e C, trabalham de forma a alterar o angulo


de condução entre estas topologias, com a finalidade de garantir algumas aplicações
específicas.

A Figura 62 ilustra este módulo.

Figura 62 – Módulo 14: Amplificadores classe A, B,


AB e C.

O diagrama esquemático da implementação é descrito também na Figura 62,


desenhado na própria placa do módulo.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 63.

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Figura 63 – Diagrama esquemático do Módulo 14 – Amplificadores.

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3.14.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

Este módulo possui 5 partes distintas, como podemos observar no diagrama da


Figura 63, sendo:

 Amplificador classe A.
 Amplificador classe B.
 Amplificador classe AB.
 Amplificador classe C.
 Entrada de energia elétrica.

1x Amplificador classe A:

1x Transistor NPN – BC548.

4x Locais reservados para resistores de polarização.

1x Local reservado para capacitor de desacoplamento.

2x Capacitores de acoplamento – C2 e C4 de 47µF.

1x Amplificador classe B:

2x Transistores – BC548 (NPN) e BC557 (PNP).

6x Resistores de polarização – R3 – 1,5kΩ, R5 – 470Ω, R6 – 4,7kΩ, R9 – 4,7kΩ,


R10 – 100Ω e R13 – 2,2kΩ.

1x Local reservado para potenciômetro de 10kΩ.

2x Capacitores de driver de entrada – C3 e C7 de 10µF.

1x Capacitor de saída – C2 de 47µF.

1x Amplificador classe AB:

3x Transistores – 2x BC548 (NPN) e 1x BC557 (PNP).

2x Diodos – IN4007.

7x Resistores – R1 - 330Ω, R2 - 330Ω, R4 – 4,7kΩ, R7 – 4,7kΩ, R8 – 100kΩ,


R11 – 47kΩ, R12 – 2,2kΩ.

3x Capacitores – C1, C5 e C8, todos de 47µF.

1x Amplificador classe C:

1x Transistor – BC548 (NPN).

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1x Local para Indutor – J28 – L.

1x Local para Capacitor – J29 – C.

2x Resistores divisores de tensão de polarização – R14 e R15 de 10kΩ cada.

1x Resistor de carga – R16 – 3,3kΩ.

2x Capacitores de acoplamento de 1µF.

1x Fonte de alimentação:

1x Entrada +12VCC.

1x Entrada -12VCC.

1x Entrada GND – Terra.

2x Capacitores de acoplamento – C9 e C10 de 470µF cada.

2x Diodos – D3 e D4 – IN4007.

3.14.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – DIFERENÇAS ENTRE AS CLASSES DOS


AMPLIFICADORES.

DESCRIÇÃO TEÓRICA

Figura 64 – Diagrama de Amplificador Classe A.

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Classe A: A configuração mais simples para um amplificador é justamente a que


mostramos na Figura 64 e que pode ser analisada de uma forma mais completa com o
circuito da Figura 65.

Figura 65 – Circuito de análise de amplificador Classe A.

Nesta configuração o transistor deve ser polarizado pelo resistor Rb de modo


que ele opere no centro da reta de carga.

Isso significa que o transistor, juntamente com o resistor que alimenta o


transformador formam um divisor de tensão e no coletor do transistor existe uma tensão
equivalente a aproximadamente metade da tensão da alimentação. Assim, quando os
sinais de áudio são aplicados na entrada deste circuito, eles fazem com que a tensão
aplicada ao transformador oscile entre um máximo próximo da tensão de alimentação e
um mínimo perto de 0 V.

É evidente que, na ausência do sinal, o transistor precisa permanecer em


condução para que a tensão no seu coletor se mantenha em metade da alimentação.
Com isso o transistor permanece dissipando potência na forma de calor mesmo quando
não há sinal na sua entrada.

As perdas neste circuito são tais que mais da metade da potência é dissipada
na forma de calor, fora o fato de que mesmo no repouso seu consumo é alto. Algo
inadmissível para uma aplicação alimentada por bateria.

Classe B: Um tipo de circuito que oferece um ganho de rendimento em relação


ao anterior e por isso ainda é encontrado em algumas aplicações portáteis econômicas
como rádios AM e FM de baixo custo é a que corresponde a etapa de saída Classe B
em Push-Pull, cujo diagrama básico é mostrado na Figura 66.

Neste circuito, o que se faz é polarizar os dois transistores de tal forma que eles
fiquem perto do início do ponto de condução ou mesmo no corte, usando para esta
finalidade um transformador especial. Este transformador tem um enrolamento com

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tomada central de tal forma que ao aplicar um sinal no seu primário, os semiciclos
positivos polarizam o transistor A de modo que ele amplifique os sinais, enquanto que
os semiciclos negativos polarizam o transistor B no mesmo sentido.

Figura 66 – Diagrama de
amplificador Classe B.

Assim, enquanto um transistor A amplifica apenas os semiciclos positivos do


sinal, o transistor B amplifica apenas os semiciclos negativos. Na ausência do sinal,
nenhum dos dois transistores conduz e o consumo do circuito é extremamente baixo.
No coletor dos transistores temos um outro transformador que é usado como carga o
qual reúne os sinais amplificados recuperando a sua forma original que aparece no seu
secundário.

Apesar de seu bom rendimento este circuito tem alguns problemas.

O maior está no fato de se necessitar de um transformador driver e de um


transformador de saída, que são componentes problemáticos, quanto ao custo e ao
tamanho, principalmente se precisarmos de potências elevadas.

O segundo ponto está no fato de que os transistores atrasam o início da


condução do sinal aplicado, pois só fazem isso quando a tensão de base chega aos 0,7
V. Isso introduz certa distorção no sinal.

Classe AB: Polarizando o circuito da Classe A de modo que o transistor fique


prestes a conduzir com uso de dois resistores como divisor de tensão como na Figura
67 (R8 e R11) e acoplando este circuito à um amplificador de classe AB, podemos
eliminar essa distorção e obter amplificadores de boa potência e excelente qualidade de
som.

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Figura 67 – Diagrama de amplificador Classe AB.


Usando-se transformadores feitos com chapas especiais (ultra lineares) e
válvulas em lugar dos transistores (ou mesmo MOSFETS de potência) a distorção por
cruzamento (cross-over) pode ser reduzida a valores desprezíveis obtendo-se com isso
os melhores amplificadores em qualidade de som. Entusiastas de som afirmam que tais
amplificadores são as melhores opções em termos de qualidade de som.

A compra de equipamentos especiais como este podem custar milhares de


reais. Um amplificador “ultra linear” com saída em Push-Pull Classe AB usando válvulas
com anodos revestidos de ouro podem ter preços que chegam perto dos R$30.000,00.

Classe C: Nos amplificadores Classe C os elementos ativos, transistores, são


polarizados de modo que eles conduzam apenas metade dos ciclos dos sinais de
entrada.

Figura 68 – Diagrama de amplificador


Classe C.

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A Figura 68 apresenta o circuito básico de um amplificador Classe C.

Esses amplificadores não são usados em aplicações que envolvem sinais de


áudio devido à distorção que introduzem ao sinal. No entanto, com o uso de filtros de
saída, que eliminam as harmônicas geradas no processo de amplificação e devolvem a
forma senoidal original de um sinal de alta frequência, eles podem ser usados em
transmissores.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

 Multímetro
 Osciloscópio
 Gerador de ondas ou Tocador de música/celular com conector para fone
de ouvido.
o Cabo com jack P2 mono macho em uma ponta e dois pinos
banana de 2mm na outra (não incluso no kit).

MATERIAL NECESSÁRIO

 Placa Principal.
 Módulo 14 – Amplificadores.
 Módulo 15 – Cargas – Alto-falante.

PROCEDIMENTO

1) Encaixe o Módulo 14 – Amplificadores nos bornes de 4mm da placa


principal.
2) Encaixe o Módulo 15 – Cargas nos bornes de 4mm da placa principal.
3) Conecte com dois cabos banana–banana 2mm a saída +12VCC e -
12VCC da fonte CC 12V da placa principal aos bornes 2mm -12V e
+12V do Módulo 14 – Amplificadores.
4) Conecte J1 e J2 (alto-falante) do Módulo 15 – Cargas aos bornes J7 e
J8 do Módulo 14 – Amplificadores.
5) Calcule RE, RC e o divisor de tensão RB1 e RB2 para que o transistor
seja polarizado na região ativa.
6) Conecte os resistores da Plataforma Principal ao Módulo 14 –
Amplificadores de acordo com os valores calculados.
7) Ligue a placa principal à rede elétrica.
8) Com o multímetro, verifique se o amplificador Classe A está polarizado
corretamente e realize correções nos valores de resistores, se
necessário.

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9) Conecte em J9 e J26 do Módulo 14 – Amplificadores a fonte de sinal


escolhida (gerador de ondas ou tocador de música).
10) Com o osciloscópio conecte um canal na entrada de sinal e outro na
saída de sinal.
11) Verifique a qualidade do sinal de saída.
12) Conecte em J3 e J5 do Módulo 14 – Amplificadores ao potenciômetro
de 10kΩ da plataforma principal.
13) Realize o mesmo procedimento de polarização para o amplificador de
Classe B.
14) Com o osciloscópio conecte um canal na entrada de sinal e outro na
saída de sinal.
15) Verifique a qualidade do sinal de saída.
16) Proceda o experimento com os demais amplificadores.
17) Descreva o que foi observado durante o experimento com relação à
qualidade dos sinais de saída e suas amplificações.

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3.15. MÓDULO 15 – CARGAS

Neste módulo são disponibilizados três tipos de cargas:

 1x motor DC de 12V, utilizado principalmente para ensaios em PWM e


com o retificador controlado.
 1x alto-falante de 1W/8Ω, utilizado nos experimentos com
amplificadores.
 5x cargas resistivas formadas por resistores de fio de 5W cada.
 1x carga resistiva de 5W com dois LEDs indicadores de polarização.

A Figura 69 ilustra este módulo.

Figura 69 – Módulo 15: Cargas.

O diagrama esquemático da implementação é descrito na Figura 70.

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Figura 70 – Diagrama esquemático do Módulo 15 – Cargas.

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3.15.1. COMPONENTES PRESENTES NESTE MÓDULO

 1x motor DC de 12V;
 1x alto-falante de 1W/8Ω, utilizado nos experimentos com
amplificadores;
 5x cargas resistivas:
o 22Ω para 5W.
o 47Ω para 5W.
o 100Ω para 5W.
o 470Ω para 5W.
o 1kΩ para 5W.
 1x carga resistiva de 1,8kΩ para 5W com 2x LEDs indicadores de
polarização – LED aceso indica polo negativo e LED apagado indica o
polo positivo e seu respectivo resistor limitador de corrente.

3.15.2. EXERCÍCIO PRÁTICO – USO DE EXPERIMENTO COM CARGA.

Este módulo é empregado em conjunto com outros módulos quando houver


necessidade de acionamento de uma carga.

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