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ISSN 0044-5967

CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTfFICO E TECNOLÓGICO (CNPq.)

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA (INPA)

Madeiras do Município de
Aripuanä e suas utilidades (Mato Grosso)

Arthur A. Loureiro
Pedro L. Braga Lisboa
INPA. . Manaus

ACTA A M A Z Ô N I C A V o l . 9 ( 1 ) : Suplemento

Manaus-Amazonas

1979
LOUREIRO, Arthur A.
Madeiras do Município de Aripuanã e suas utilidades. Mato
Grosso. Acta Amazônica, Manaus, 9(1) : S u p l e m e n t o , mar. 1979-
88 p . ilust.

Colaboração de P. L. B. Lisboa

1. Madeiras - Aripuanã (MT) 2 . T e c n o l o g i a de m a d e i r a 3. Produ-


tos florestais - Aripuanã (MT) I. L i s b o a . Pedro Luiz Braga II. Título.

CDD. 18. E d . CDU.


674.8811 674(811.3)
643.98811 634.0.8(811.3)

RESUMO: Os autores apresentam o estudo anatômico macroscópico efe 63 espécies m a -


deireiras. Poro cada uma, são apresentadas as seguintes indicações: nome científico e vulgar,
área de ocorrência, habitat, características gerais da madeira, descrição macroscópica, empregos,
e tabelas das característicos físicas e mecânicas de algumas espécies. Ilustram o trabalho dois
atlas, um mostrando fotos da face transversal das madeiras aumentadas 10X para facilitar a
identificação e outro mostrando a face tangencial para se ter uma visão de conjunto da beleza
dessos madeiras e do paralelismo axial dos elementos constituintes do lenho em relação ao eixo
do tronco.
CONTEÚDO

Introdução 5

Agradecimentos 6

Glossário dos termos utilizados na descrição macroscópica


das madeiras 7

Dados gerais sobre as espécies e respectivas descrições


anatômicas das madeiras 11

Tabela das características físicas e mecânicas de algumas


espécies 47

Atlas das macrofotografias das secções transversais das es-


pécies 49

Atlas das macrofotografias da face tangencial em relação ao


eixo do tronco de algumas espécies 67

Summary 77

Bibliografia 78

fndice alfabético dos nomes vulgares . . • • 80

Índice alfabético dos nomes científicos • 87


INTRODUÇÃO

O Município de Aripuanã, Meto Grosso, ras de Vilhena até a Vila de Dardanelos. É


situado entre as coordenadas 7° 19' 4 5 " e 12° f á c i l , portanto, deduzir-se que um importante
22" 3 0 " de latitude sul e 55° 54' 61° 3 1 ' 15" de centro madeireiro não t e m sido ainda aprovei-
longitude oeste e, a uma altura de 200 a 300m. tado como exportador.
t e m sido objeto de pesquisas florestais nos
Sobre o aspecto das espécies produtoras
últimos anos o que t e m representado uma boa
de madeiras, é notável a ocorrência significa-
contribuição para o conhecimento da flora fa-
tiva de espécies, que, no momento, são consu-
nerogâmica e criptogâmica daquela região.
midas ávidamente pelas indústrias do sul, co-
Como o município é coberto 9 0 % por flo- mo por exemplo a Cerejeira (Torresia acrea-
resta amazônica, e já há no momento um cres- na), Mogno (Swietenia macrophylla). Peroba
cente interesse pela exploração comercial de (Aspidosperma polyneuron), e t c , além de ou-
madeiras naquela região bem como uma in- tras que ainda não o são por falta de conhe-
tensificação de pesquisas florestais, sobretu- cimento de suas propriedades físico-mecâni-
do pela presença, na área, do Instituto Nacio- cas e divulgação, o que, sem dúvida viria der-
nal de Pesquisas da Amazônia (INPA) com rubar a barreira do " t r a d i c i o n a l i s m o " do meio
o Projeto Aripuanã sediado no Núcleo de empresarial, que recusa sistematicamente a
Humboltít, em Dardanelos. introdução de novas madeiras no mercado,
acarretando com isso uma perda inestimável
O escoamento fluvial e terrestre das ma- do nosso patrimônio f l o r e s t a l .
deiras do Aripuanã são provavelmente as difi-
culdades maiores que afetam os empresários A deficiência de estudos tecnológicos de
de madeiras do município e por outro lado, madeira, gradativamente será suprimida com
com a tradição exploratória de madeiras, pro- os estudos elaborados pelo Centro de Tecno-
venientes de região de várzea, na Amazônia, logia da Madeira de Cuiabá (CTM), da Secre-
o entusiasmo pelas matas de terra f i r m e do taria de Produção, bem como pelo advento da
Aripuanã ainda não entusiasmou os interes- implantação de um centro de estudos madei-
sados. reiros, no Instituto Nacional de Pesquisas da
2
Amazônia, nos próximos a n o s .
Dos 140.078 k m de área do município,
2
aproximadamente 40.000 k m estão destinados Baseando-nos no fato de que o comércio
à exploração econômica e essa imensa área é madeireiro na região amazônica é prejudicado
constituída de 9 0 % de matas de terra f i r m e , não só pelo pouco conhecimento das proprie-
o que nos dá uma idéia do seu grande poten- dades das madeiras, como, basicamente pela
cial madeireiro. A s s i m , com a construção da precária possibilidade de uma boa identifica-
Rodovia Humboldt-Vilhena, supõe-se que a re- ção, sobretudo devido a variação do nome vul-
gião deverá atrair os empresários, possibili- gar dentro da própria região amazônica, foi que
tando com isso a instalação de serrarias na decidimos elaborar este primeiro volume so-
região. Atualmente apenas duas serrarias fun- bre as madeiras do Município de Aripuanã, no
cionam em Dardanelos, uma pertecente ao qual procuramos dar uma pequena parcela de
INPA, cuja produção é destinada apenas ao uso contribuição ao conhecimento dss madeiras
que lá o c o r r e m . Dois atlas acompanham o tra-
do Núcleo de Humboldt e a outra, particular,
balho, um mostrando fotos da face transver-
que não atende à demanda do município, sen-
sal das madeiras aumentadas 10X para facili-
do por isso necessário o transporte de madei-
tar a identificação e outro mostrando a face Décio Realino pela doação de amostras de
tangencial para se ter uma boa visão da beleza madeiras da xiloteca do CTM de Cuiabá; ao
dessas madeiras, e do paralelismo axial dos Senhor Luiz Coelho pelo auxílio na identifica-
elementos componentes e m relação ao eixo ção botânica de algumas e s p é c i e s .
do tronco.
Agradecemos ainda ao Dr. Pedro Ivo Soa-
res Braga, pelas macrofotografias da face tan-
gencial das madeiras; aos auxiliares técnicos
Wilson M e i r e l l e s , Darlinda Bastos e Manoel
AGRADECIMENTOS
Moacir Pereira pela colaboração.

Agradecemos ao Dr. Inaldo Cavalcanti Expressamos nossos sinceros agradeci-


Figueiredo, eminente Coordenador do Projeto mentos ao desenhista Jorge Palheta, pelos de-
Aripuanã, pelo apoio e incentivo dado para à senhos esquemáticos que ilustram esse tra-
realização de nossa pesquisa; ao Dr. Benedito balho.
GLOSSÁRIO DOS TERMOS UTILIZADOS NA
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA DAS MADEIRAS (*;

Alburno — Camada externa do lenho si- Cerne — Parte interna do lenho da árvo-
tuada entre o cerne e a casca da árvore, com- re envolvida pelo alburno. geralmente caracte-
posta de elementos celulares ativos, e caracte- rizada por coloração mais escura que este, e
rizada por ter geralmente coloração clara. por ser constituído de elementos celulares já
Anéis porosos — Ocorrem em certas ma- sem atividades vegetativa.
deiras quando os poros maiores se concen- Descrição macroscópica — Observação
tram no limite das camadas anuais de cresci- dos tecidos lenhosos quando vistos a olho nu
mento. ou com auxílio de uma lupa de 1CX de aumen-
Aspecto f i b r o s o — É o contraste observa- tos.
do nas superfícies das secções longitudinais Diâmetro tangencial — É o diâmetro dos
de certas madeiras entre massas do tecido poros medidos na secção transversal, no sen-
fibroso e do parênquimatoso, intercaladas. tido perpendicular dos raios.
Camada de crescimento — Sucessão de Elemento vascular ou Segmento vascular
anéis ou camadas concêntricas vistas na sec- — Um dos componentes celulares de um vaso.
ção transversal quando polida, corresponden-
Fibra — Elementos celulares longos, f u -
tes ao lenho produzido aparentemente durante
siformes e de paredes relativamente grossas,
cada período de c r e s c i m e n t o .
formando em conjunto o tecido fibroso respon-
Camadas fibrosas — São camadas estrei- sável pela maior ou menor resistência da ma-
tas constituídas quase que exclusivamente de deira. Individualmente não são visíveis sob
tecido fibroso e que se apresentam na secção lente de 10X de aumentos. O tecido fibroso
transversal, regulares, afastadas e concêntri- raramente oferece ao exame macroscópico ele-
cas, aparentemente delimitando camadas de mentos de identificação.
crescimento.
Floema incluso — Manchas ou camadas
Câmbio — Camada de tecido meristemá-
de floema incluídas no xilema de certas dico-
tico que dá origem ao xilema e floema na es-
tiledóneas.
trutura secundária.
Grã — Termo empregado com referência
Canais secretores — Condutos ou espa-
à direção ou paralelismo dos elementos cons-
ços tubulares intercelulares, geralmente ser-
titutivos das madeiras em relação ao eixo do
vindo como depósito de resinas, gomas, etc.
tronco.
Canais secretores horizontais ou radiais
Lenho — Segmento qualquer do trone J ou
— Pequenos condutos que se estendem no
raiz, constituído de tecidos responsáveis pela
sentido radial, e que são notados na face tan-
sustentação e condução da água e sais mine-
gencial como pequenos pontos escuros den-
rais.
tro dos raios lenhosos. Em certas espécies
são pouco perceptíveis, mesmo com lente. Líber — Principal tecido da condução das
Canais secretores verticais ou axiais — substâncias nutritivas nas plantas vasculares
Pequenos condutos resinosos ou gomosos que (parte interna da casca).
se estendem paralelamente às fibras e são vis- Linhas vasculares — Canalículos ou cavi-
tos na secção transversal como pequenas ca- dades alongadas, que aparecem como linhas
vidades, isoladas ou em séries. interrompidas, mais ou menos paralelas nas

.( * ) — De acordo c o m M a i n i e r i & P e r e i r a , 1958.


Desenho esquemático do aspecto macroscópico de madeira, com três planos de corte : St — Superfície
transversal; Sr — Superficie radial; Stg — Superfície tangencial; po — Poros; r — raios lenhosos;
pa — Parênquima; lv — Linhas vasculares; V — Vasos.

superfícies longitudinais da madeira. São re- Parênquima axial — Parênquima que ocor-
sultantes do corte longitudinal dos vasos. re na massa do lenho, envolvendo ou não os
Lúmen — Cavidade de cada elemento celular. v a s o s . A sua disposição e abundância obser-
vadas na superfície transversal, são caracte-
Máculas medulares — Pequenas manchas
rísticos básicos na identificação das madei-
claras irregulares, lenticulares, que aparecem
ras.
na superfície do topo, visíveis às vezes a olho
nu, constituídas por tecido parenquimatoso Parênquima aliforme — Parênquima axial
cicatricial, e que geralmente são provenientes que se dispõe em torno dos poros estenden-
de ferimentos no câmbio causados por inse- do-se opostamente: a) em expansões largas e
t o s . Nas superfícies tangencial e radial apare- c u r t a s , b) em prolongamentos laterais, longos
cem como e s t r i a s . e finos, cujas extremidades podem ligar-se ou
Parênquima — Tecido f r o u x o , de regra não com as dos poros vizinhos.

mais claro que a parte fibrosa do lenho, por Parênquima concêntrico ou zonado — Pa-
ser constituído de células curtas, iguais, de rênquima axial que dispõe em linhas ou em
paredes finas; classifica-se em: parênquima faixas nitidamente concêntricas, aproximadas
axial ou longitudinal parênquima radial. ou n ã o .
Parênquima confluente — Ocorre quando
o parênquima axial vasicêntrico, aliforme, ou
mesmo o paravascular conjuga-se resultando APOTRAQOE.AL
na formação de trechos, longos, largos e irre- O
gulares, às vezes com tendência para faixas ti liai
concêntricas. O
0
8-
Parênquima confluente oblíquo — Ocorre
quando o parênquima axial vasicêntrico. ou ali-
S
s. 8 o
b
ou iraig6 o «o*
forme, ou mesmo o paravascular conjuga-se o
em trechos curtos tomando disposição oblíqua
em relação aos raios lenhosos. PARAT RAQUEAL
Parênquima difuso — Ocorre quando c é -
lulas do parênquima axial se d i s t r i b u e m es-
cassa e isoladamente entre as f i b r a s .

Parênquima radial — Tecido parenquima-


toso que constitui os raios lenhosos; é de es-
trutura idêntica a do parênquima axial.
Parênquima reticulado — Parênquima axial
que se dispõe em linhas regulares e aproxima-
das, cruzando-se quase perpendicularmente
com os raios lenhosos.

Parênquima terminal ou inicial — Parên-


quima axial que se dispõe em faixas largas, re-
gulares ou não, mas, afastadas, e que aparen-
temente d e l i m i t a m as camadas de crescimen- Desenho esquemático dos principais tipos de parên-
quima axial usados para descrição anatômica das
to. madeiras: 1 — Difuso; 2 — Difuso agregado; 3 —
Concêntrico; 4 — Vasicêntrico; 5 — Aliforme simples;
Parênquima e m trama — Ocorre quando 6 — Aliforme confluente; 7 — Faixas confluentes;
células do parênquima axial se dispõe em pe- 8 — Faixas terminais; 9 — Reticulado.
quenos segmentos lineares, muito finos, apro-
ximados formando com os raios uma trama f i -
na e irregular.
M u i t o pequenos até 1 0 0 ^
Parênquima vasicêntrico — Ocorre quan-
Pequenos 100 — 200,»
do o parênquima axial se apresenta abundante
Médios 200 — 300/i
ao redor dos poros, formando uma auréola de
Grandes mais de 300/»
largura variável, circular ou ovada, muitas ve-
zes visível a olho nu, circundando tanto os po- Poros em cadeia — Poros solitários adja-
ros solitários como os m ú l t i p l o s , freqüente- centes dispostos em séries radiais.
mente apresenta escassas confluencias.
Poros geminados — Conjunto de dois po-
Poros — (Freqüência) — Quanto à f r e -
ros adjacentes, cujas paredes de contacto apla-
qüência os poros podem ser classificados e m :
nadas, parecem na secção transversal como
2
Pouco até 3 por m m uma sub-divisão de um poro s o l i t á r i o .
2
Pouco numerosos . . . de4a7pormm
Numerosos de 8 a 1 2 por m i n 1
Poros múltiplos — Conjunto de 3 ou 4 po-
Muito numerosos . . . acima de 1 2 por m m 3
ros, justapostos, formando g r u p o s .

Poros — (Tamanho, diâmetro tangencial) Poros solitários — Poros completamente


— Quanto ao tamanho de poros podem ser circundados por elementos celulares de modo
classificados e m : irregular.
Raios não estratificados — Quando se Secção transversal — Plano de corte da
dispõe na superfície tangencial de modo irre- madeira perpendicular às f i b r a s . Secção on-
gular. de melhor se observam as várias disposições
dos tecidos do lenho para fins de identifica-
Raios estratificados — Quando se dispõe
ção.
regularmente na superfície tangencial arruma-
dos de modo a formarem séries paralelas que Textura — Termo empregado com referên-
se distribuem como em andares. cia ao tamanho e a freqüência dos elementos
constitutivos da madeira.
Raios lenhosos — Agregados de células
parenquimatosas arrumadas no sentido radial Tilos — Proliferação de certas células do
em relação ao eixo da á r v o r e . Na superfície parênquima axial ou radial para o interior de
de topo aparecem como numerosas linhas re- um elemento vascular adjacente, através de
tilíneas aproximadas, geralmente mais claras; uma pontuação da parede obturando, total ou
na tangencial toma geralmente a forma ienti- parcialmente, o vaso. Macroscopicamente apa-
cular; na radial são vistos como linhas ou fitas recem nas secções transversais como obstru-
horizontais formando, às vezes, configurações ções lamelares e brilhantes dos p o r o s .
distintas a olho n u .
Traqueídos — Elementos celulares geral-
Secção radial — Plano de corte da madei- mente longos, peculiares às Coníferas, e com
ra paralelo aos raios lenhosos normalmente em funções que se equiparam às das fibras e a
ângulo reto com as camadas de crescime-.nto. dos v a s o s . Em certas espécies são visíveis
sob lente na superfície t r a n s v e r s a l .
Secção tangencial — Plano de corte da
madeira no sentido axial e em ângulo reto com Vasos — Série vertical de células coales-
os raios lenhosos. centes (Elementos vasculares) que formam
uma estrutura tubiforme do comprimento inde-
terminado.
DADOS GERAIS SOBRE AS ESPÉCIES E
RESPECTIVAS DESCRIÇÕES ANATÔMICAS DAS MADEIRAS

AMAPÁ EMPREGOS

Brosimum utile s u b s p . ovatifolium (Ducke) Móveis, estacas, esteios, marcenaria,


C . C . Berg construções em g e r a l .
BRASIL — Amapá (Mato Grosso, Amazonas, Pará
e A c r e ) . Leiteira (Amazonas). VENEZUELA —
Marina. AMARELINHO

Zanthoxylum sp.
ÁHEA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Amarelinho, Mato Grosso (Aripuanã).
Na Amazônia brasileira ocorre nos Esta-
dos de Mato Grosso (Aripuanã). Amazonas ÁREA DE OCORRÊNCIA
(Manaus), Pará (Gurupá) e A c r e (Boca do
A c r e ) . Na Amazônia geográfica aparece ainda Mato Grosso (Aripuanã), Amazonas (Ma-
no Peru, Venezuela, Colômbia e Guiana Fran- naus) e Território do Amapá (Serra do Navio).
cesa.
HABITAT
HABITAT
Mata de terra f i r m e , solo argiloso.
Mata de terra f i r m e , em solo argiloso, po-
rém aparece t a m b é m em locais inundáveis. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA Madeira pesada (0,70 — 0,80 g / c m ) , com- 3

pacta, amarelo-vivo, brilhante; grã irregular;


Madeira moderadamente pesada (0,60 a
3 textura média; cheiro e gosto indistintos.
0,65 g / c m ) ; de cor creme palha passando com
o tempo ao creme sujo; grã irregular; textura
grosseira; cheiro e gosto i n d i s t i n t o . Fácil de DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 2)
trabalhar, recebendo brilho acentuado.
Parênquima contrastado, em faixas t e r m i -
nais, bem visíveis a olho nu, irregularmente
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 1)
espaçadas entre s i . Poros notados a olho nu
Parênquima apenas perceptível a olho nu, devido a conteúdo claro, pequenos, poucos,
contrastado, aliforme de aletas longas e finas solitários e m ú l t i p l o s , predominando os pri-
que confluem dando às vezes a impressão de m e i r o s ; obstruídos. Camadas de crescimento
parênquima em linhas t e r m i n a i s . Poros visí- pouco visíveis a olho nu, baixas. Raios no to-
veis a olho nu, pequenos a médios, solitários po visíveis a olho nu os mais grossos; na face
predominantes, múltiplos de 2 e 3, vazios. Li- tangencial irregularmente dispostos; na face
nhas vasculares retas, largas, vazias, bem vi-
radial pouco contrastados. Camadas de cres-
síveis a olho nu. Raios no topo visíveis a olho
cimento aparentemente demarcadas pelo pa-
nu, apresentando boa uniformidade na largura
rênquima t e r m i n a l . Máculas medulares e ca-
e espaçamento; na face tangencial perceptí-
nais secretores não foram observados.
veis a olho nu, irregularmente dispostos; na
face radial contrastados. Camadas de cresci-
EMPREGOS
mento mal d e f i n i d a s . Máculas medulares e ca-
nais secretores não foram observados. Construção em g e r a l .
AMEIXA AMOREIRA

Drypetes variabilis Vittien Chlorophora tinctorit ( L . ) Gaud.

BRASIL — Ameixa. BRASIL — Amoreira, Limorana, Mato Grosso (Ari-


puanã). Tacajuba, T . de espinho, Limão-rana, L.
amarelo, Amoeira brava, A . de espinho, Moratana,
ÁREA DE OCORRÊNCIA Runa, Tatajiba, Tatayba, Tatayuva, Tatayuba, Ta-
taiba, Pau amarelo, Taúba, (Amazonas). Amoeira,
Ocorre nos Estados do Mato Grosso (Ari- Tatagiba, (Minas Gerais e Bahia). Taxaúva (São
puanã), Amazonas e Território do Amapá. Paulo). Tajuva, (Rio G. do Sul).
Denominações estrangeiras e comerciais: Amarillo,
Bois jaune, Pustic, Pusticwood, Fustiuholz, Mora
HABITAT amarilla, Tatagiba.

Matas de terra f i r m e , sobre solo argiloso.


ÁREA DE OCORRÊNCIA

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA Ocorre na Amazônia em geral, e no sul do


3
país desde Minas Gerais até Santa Catarina;
Madeira pesada (0,80-0,90 g / c m ) , dura;
c o m u m no interior de São Paulo, Sul de Goiás,
branca, passando c o m o tempo para creme es- nas regiões do rio Apa, Mato Grosso do Sul,
curo ou pardo acinzentado; textura fina à mé- alto Paraguai e no Rio Grande do Sul.
dia; superfície pouco lustrosa; grã direita;
cheiro e gosto não pronunciados. Fácil de tra- HABITAT
balhar com qualquer ferramenta. Fende-se com
Freqüente nas florestas primárias ou se-
facilidade.
cundárias de solo úmido ou seco, também nas
várzeas argilosas da Amazônia. Na A m é r i c a
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 3) Central é encontrada nas pastagens, xerofíti-
cas, e nas savanas.
Parênquima pouco contrastado mas distin-
to sob lente, em finíssimas linhas irregulares
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
quase contínuas, aproximadas, ou aparente-
mente difuso, formando com os raios uma tra- 3
Madeira pesada (0,75 a 0,80 g / c m ) ; cer-
ma muito f i n a . Poros apenas visíveis à simples ne amarelo vivo quando fresco ou amarelo li-
vista, pouco numerosos, pequenos, solitários mão quando recém-cortado, passando para o
predominantes, m ú l t i p l o s de 2-3, alguns de 4, castanho avermelhado em exposição ao ar; al-
ocasionalmente de 5-6 poros, raríssimos obs- burno mais claro; grã variável; textura média;
t r u í d o s . Linhas vasculares longas, retas, con- superfície um pouco lustrosa; lisa ao tato ou
tendo no seu interior substâncias da cor do ligeiramente áspera; sem odor e gosto distin-
lenho. Raios no topo são finos, numerosos, t o . Fácil de trabalhar, recebendo bom acaba-
apenas perceptíveis a olho nu os associados; m e n t o . É resistente à decomposição.
na face tangencial irregularmente dispostos,
pouco perceptíveis mesmo c o m ajuda de len- DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 4)
te; na radial são contrastados, não bem defi-
Parênquima relativamente abundante, pou-
nidos. Camadas de crescimento bem defini-
co perceptível a olho desarmado, confluente e
das e demarcadas por faixas escuras, compac- paravascular, apresentando faixas concêntricas
tas de tecido f i b r o s o . Máculas medulares e irregulares, estreitas ou em prolongamentos
canais secretores inaparentes. laterais curtos, formando trechos oblíquos. Po-
ros apenas notados a olho desarmado, de pou-
EMPREGOS
co a pouco numerosos, médios, solitários na
sua maioria, geminados e em pequenas ca-
Construção civil e n a v a l . deias radiais obstruídos na sua totalidade por
t i l o s b r i l h a n t e s . Linhas vasculares são nota-
dos a olho desarmado, retas e longas. Raios no
Parênquima abundante, visível a olho nu,
topo são numerosos, finos e bem distribuídos,
porém não muito contrastado, em faixas um
apenas perceptíveis a olho desarmado; na face
tanto largas, aproximadas, irregulares, sinuo-
tangencial apresentam-se irregularmente dis-
sas, ligando os poros, notando-se também al-
postes; na face radial são contrastados. Cama-
gum aliforme s i m p l e s . Poros visíveis sem au-
das de crescimento pouco d i s t i n t a s . Máculas
xílio de lente, médios a grandes, poucos, soli-
medulares e canais intercelulares não foram
tários em maioria, alguns agrupados em 2-3 po-
observados.
ros, resina oleosa e tilos comuns, brilhantes.
Linhas vasculares distintas à simples vista, al-
EMPREGOS
tas e retas, vazias e com resina oleosa amare-
Construção navais, carroçaria, obras ex- lada. Raios no topo finos, numerosos, apenas
postas, moirões, dormentes, carpintaria, eba- notados a olho nu, não muito realçados no fun-
nistería, tábuas, cercas e e s t e i o s . do fibroso, destacando-se os mais grossos, um
tanto afastados; na face tangencial pouco per-
ceptíveis mesmo sob lente, altos, irregular-
ANANI mente dispostos; na face radial são contrasta-
d o s . Camadas de crescimento na maioria das
Symphonia globulifera L. vezes indistintas, quando presentes são demar-
cadas por zonas fibrosas escuras. Máculas
BRASIL — Ananim, Mato Grosso (Aripuanã). Ana-
medulares freqüentes, chegando a ser nota-
ni (Amazonas e P a r á ) . Canandí, Vanandí, Uanandi.
Guananim vermelho (Maranhão e Bahia). das a olho n u . Canais secretores não foram
GUIANA — Mani, Maniballi, Brick-wax-tree, Kari- observados.
manni. G. FRANCESA — Manil, Manil-parcourl.
SURINAME — Matakki, Mataaki. Manni, Masagrie,
Cok-wel-mam. COLÔMBIA — Macharé. VENEZUE- EMPREGOS
LA — Mani, Paraman. PERU — Brea-caspi. PANA-
Móveis, construção em geral, caixas, uten-
MA — Cerillo. Sambogum, Boncillo. HONDURAS
— Waika, Chewstick. GUATEMALA — Barillo, Le- sílios d o m é s t i c o s , tanoaria, dormentes, carpin-
che amarillo. GABÃO — Azoli. Í N D I A S O R I E N T A I S taria, compensado, pasta para papel, esqua-
INGLESAS — Boarwood, Doctor gum. drias, estacas, aduelas.

ÁREA DE OCORRÊNCIA ANGELIM PEDRA

Largamente distribuída em toda a Amazô- Hymenolobíum petraeum Ducke


nia. Registrada ainda para Pernambuco, Bahia,
BRASIL — Angelim pedra (Mato Grosso, Aripua-
Espírito Santo, Rio de Janeiro, Guianas, Pana- nã e Amazonas). Murarena (Amapá. Macapá e Ro-
má, Jamaica, Honduras, Angola. raima).

HABITAT ÁREA DE OCORRÊNCIA

Geralmente nos igapós ou na terra firme Distribuída por toda a Amazônia brasilei-
em solo arenoso úmido, em toda a Amazônia. ra.

HABITAT
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
Florestas altas de terra f i r m e ; também
Madeira moderadamente pesada (0,65 a
3 nos campos altos, onde o porte, embora redu-
0,75 g / c m ) ; cerne bege rosado ou róseo cla-
zido, prevalece sobre os d e m a i s .
ro uniforme; alburno bege bem claro, um tan-
t o destacado do cerne; superfície lisa, oouco
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
lustrosa; grã direita; textura média; sabor e
gosto i n d i s t i n t o s . Fácil de trabalhar, podendo Madeira muito pesada (0,90 a 1,00 g / c m ) ; 3

receber acabamento esmerado. cerne rosado claro ou castanho escure, com


acentuadas riscas mais claras de aspecto f i - HABITAT
broso; grã irregular; textura grosseira; super-
Cresce espontaneamente e com relativa
fície lisa ao tato; cheiro e gosto indistintos.
abundância nos lugares sujeitos a inundações
Difícil de trabalhar, recebe acabamento esme-
temporárias, na margem dos rios, lagos e cam-
rado.
pos baixos da Amazônia.

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 6 e 64)


CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Parênquima muito abundante, bem distin- Madeira moderadamente pesada (0,60 —


to à simples vista, vasicêntrico, aliforme sim- 3
0,65 g / c m ) ; cerne castanho-avermelhado; al-
ples e com prolongamento em faixas longas e burno pardacento; grã geralmente direita; tex-
interrompidas, bem largas, outras mais finas, tura média; cheiro e gosto i n d i s t i n t o s . Não é
algumas concêntricas regulares, onduladas e difícil de trabalhar, recebendo acabamento
em trechos oblíquos. Poros bem visíveis a atrativo, de lustre mediano, curvando-se bem.
olho nu, poucos, médios a grandes, solitários
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 7)
e agrupados, raros de 3, vazios. Linhas vascu-
lares freqüentes, longas e r e t a s . Raios no to- Parênquima relativamente abundante, em
po apenas notados a olho desarmado, bem vi- geral do tipo paratraqueal. visível sob lente,
síveis com o auxílio de lente, finos e um tanto pouco contrastado, aliforme, abrangendo dois
numerosos, apresentando boa distribuição na ou mais poros, vasicêntrico de pouca confluên-
largura e espaçamento, na face tangencial cia, e em faixas terminais afastadas, às vezes
apresenta estratificação (2 a 3 p / m m ) , nem duplas. Poros visíveis a olho desarmado, pou-
sempre regular; na face radial são contrasta- cos, pequenos a médios, solitários, agrupados
dos. Camadas de crescimento demarcadas por de 2-3 poros, ovalados, vazios. Linhas vascu-
zonas fibrosas mais escuras sem parênquima lares perceptíveis à simples vista, um tanto
e poros. Máculas medulares e canais secre- altas e retas. Raios no topo são finos e nume-
tores não foram observados. rosos, visíveis somente com auxílio de lente,
apresentando uma certa uniformidade na lar-
gura e espaçamento; na face tangencial apa-
EMPREGOS
recem curtos e irregularmente dispostos, na
Carpintaria, marcenaria, dormentes, esta- radial apenas notados a simples v i s t a . Anéis
cas, tacos de soalhos, construção civil e na- de crescimento demarcados por zonas fibrosas
val, vigamentos, esteios, e t c . mais escuras e compactas do lenho tardio,
ainda faixas concêntricas do parênquima apo-
traqueal concêntrico, e s t r e i t o . Máculas me-
ARAPARI dulares e canais secretores não identificados.

Macrolobium acaciifolium Benth.


EMPREGOS

BRASIL — Arapari, Mato Grosso (Aripuanã). Ara- Carpintaria, marcenaria, caixas, celulose
pari, A. verdadeiro, A . da várzea, Amazonas (Ma- para papel, tábuas de boa qualidade. É empre-
naus). Paveira, Fava de tambaqui, Arapari e Para-
caxi (Pará, rio Tapajós, e t c ) . Arapari (Maranhão). gada na fabricação de móveis vergados. É
Arapari, Raparigueira (Ter. Amapá). bem f l e x í v e l , tomando formas variadas.

ÁREA DE OCORRÊNCIA ARARA TUCUPI

Ocorre nos Estados de Mato Grosso (Ari- Parkia pêndula Bcnth.


puanã), Amazonas (com relativa abundância),
BRASIL — Arara tucupi, Visgueiro (Mato Grosso
Pará, Acre e Territórios do Amapá, Rondônia e — Aripuanã e Amazonas, Manaus). Visgueiro, Bo-
Roraima, também no Estado de Goiás, Guia- loteria, Rabo de arara, Jupuúba, Fava bolota, (Pa-
nas e partes amazônicas do Peru e Colômbia. rá, Belém, Bragança, e t c ) . Faveira de chorão (Ma-
ranhão). Visgueira, Joerana, Joeirana, Arara petiu, homogêneo; no corte radial são contrastados
Fava de bolota, Faveira de berloque, Faveirão, Joa- notados mesmo sem ajuda de l e n t e . Camadas
rana, Juerana, Jupiuba, Jupuúba, Macaqueira, Ma-
de crescimento mal d e f i n i d a s . Máculas medu-
fua, Muirarema, Muirareina, Paricá, Pau de arara,
Procaxi, Sabiu, Pau de sândalo (Bahia). Visgueiro lares e canais secretores não identificados.
(Pernambuco). S U R I N A M E — Kwatakama, Ipana.
GUIANA FRANCESA — Male bois macaque, Acácia EMPREGOS
mâle (Creole); Kouatakaman (Pamaka e Sarama-
ka); Ipanai, Hipanai (Demerara). Grignon fou. Marcenaria, taboados, construção civil,
caixotaria, móveis de pouco valor. O tronco
ÁREA DE OCORRÊNCIA da árvore serve para fabricação de remos,
etc.
Comum nos Estados de Mato Grosso (Ari-
puanã), Amazonas e Pará, e observada ainda
BREU-SUCURUBA
nas; Guianas. Estados de Pernambuco, Bahia
e Alagoas. Trattinickia rhoifolia Willd.
BRASIL — Breu, Breu-sucuruba (Mato Grosso —
HABITAT
Aripuanã, Pará e Amazonas).
Comum na mata primária ou secundária
ÁREA DE OCORRÊNCIA
da terra f i r m e , em solo argiloso, é ainda mui-
to comum "nas margens dos rios de barran- Desde o norte da Amazônia brasileira
cos, da terra f i r m e " . (Amapá e Roraima) até o sul (Mato Grosso).

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA HABITAT

3
Madeira pesada (0,80 — 0,85 g / c m ) ; cer- Matas de terra f i r m e sobre solo argiloso;
ne e alburno pouco diferenciados ou mesmo habita ainda região de cerrado no Território de
indistintos; quando verde o cerne apresenta- Roraima.
se levemente avermelhado, passando com o
tempo para pardo amarelado brilhante ou cre- CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

me; insípida e inodora; textura de média para Madeira pouco pesada (0,40 - 0.50 g / c m ) ; 3

grosseira; grã oblíqua e sinuosa. Fácil de tra- cerne pardo; textura grosseira; grã irregular;
balhar, podendo receber polimento um tanto cheiro e gosto i n d i s t i n t o s . Fácil de c o r t a r .
a t r a t i v o . É uma madeira predisposta ao ata-
que de fungos e i n s e t o s . DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 9)

Parênquima indistinto mesmo sob lente.


DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 8)
Poros visíveis a olho nu, pequenos a médios,
Parênquima relativamente abundante, dis- solitários com ligeira predominância, gemina-
tinto a olho nu, predominantemente aliforme, dos e pequenas cadeias radiais; vazios. Li-
ora apresentando aletas curtas, ora mais lon- nhas vasculares visíveis a olho nu, retas, va-
gas ligando e envolvendo os poros, às vezes zias. Raios no topo apenas notados a olho nu,
com pequena tendência para confluente, si- nítidos sob lente, finos, numerosos, boa uni-
multaneamente v a s i c ê n t r i c o . Poros bem dis- formidade na largura e espaçamento; na face
tintos sem auxílio de lente, pequenos e gran- tangencial irregularmente dispostos; na face
des; pouco numerosos, solitários predomi- radial pouco constrastados. Camadas de cres-
nantes, múltiplos de 2-3 poros, raríssimos de cimento delimitadas por zonas fibrosas mais
4, vazios. Linhas vasculares visíveis a sim- escuras.
ples vista, altas, r e t a s . Raios no topo apenas
notados a olho nu, relativamente abundantes, EMPREGOS

apresentando boa uniformidade na largura e Contraplacados, embalagens, caixotaria,


espaçamento; na superfície tangencial são ir- rodapés, cordões, tábuas de f o r r o , molduras,
regularmente dispostos, baixos e de tamanho etc.
BURRA LEITEIRA CASTANHA DE COTIA

Bagassa guianensis Aubl. Aptandra spruceana Miers


BRASIL — Castanha de cotia (Mato Grosso, Ama-
BRASIL — Burra leiteira, Tatajuba (Mato Gros- zonas, Pará e Território de Rondônia). Sapucai-
so — Aripuanã). Tatajuba, Bagaceira, Amapá-rana, nha, Quinquió ( P a r á ) . PERU — Pmashto, Trompo-
(Amazonas). Tatajuba, Amapá-rana, (Pará, Óbi- huayo.
dos). G. FRANCESA — Bagasse. B . Jaune, Bois
bagasse. SURINAME — Gale bagasse. ÁREA DE OCORRÊNCIA

A S E A DE OCORRÊNCIA
Ocorre na Amazônia brasileira nos Esta-
dos do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Terri-
Comum no Aripuanã (Mato Grosso), Bai- tório de Rondônia, estendendo-se à Amazônia
xo Amazonas, Estado do Pará e Guianas. boliviana e peruana.

HABITAT HABITAT

Matas de terra f i r m e . Comum na mata de terra f i r m e de solo ar-


giloso ou arenoso e na várzea.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
3
Madeira pesada (0,75 a 0,85 g / c m ) ; cer- 3
Madeira pesada (0,75 — 0,85 g / c m ; , de
ne amarelo queimado; às vezes com faixas
cor amarelada com tonalidade e veios acin-
mais escuras, um tanto lustroso; alburno es-
zentados; cheiro e gosto não pronunciados;
treito, nitidamente diferenciado do cerne; ama-
grã regular; superfície de pouco lustre; textu-
relo pálido, quase branco; grã irregular; textu-
ra média para g r o s s e i r a . Fácil de trabalhar;
ra grosseira, cheiro e gosio i n d i s t i n t o s . Fácil
podendo receber bom acabamento com poli-
de trabalhar, recebendo bom acabamento. É
mento um tanto a t r a t i v o .
resistente à decomposição.
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 11)
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 10 e 65)
Parênquima pouco contrastado, visível sob
Parênquima indistinto, mesmo sob lente, lente, aparentemente difuso em finíssimas l i -
confundindo-se às vezes sua cor c o m o con- nhas irregularmente ditribuídos, descontínuas,
teúdo dos p o r o s . Poros visíveis a olho nu, pou- chegando a formar com os raios uma trama f i -
cos, médios a grandes, na sua maioria solitá- na quase contínua. Poros apenas notados à
rios, geminados e algumas cadeias radiais, na simples vista, pequenos, de pouco numerosos
sua totalidade obstruídos por t i l o s brilhantes a numerosos, solitários, múltiplos e dispostos
da cor do lenho. Linhas vasculares distintas em longas cadeias radiais, em conjunções oblí-
a olho desarmado, retas e longas contendo re- quas, vazios e obstruídos por t i l o s . Linhas
sina oleosa amarelada. Raios no topo visíveis vasculares bem perceptíveis a olho nu, são
à simples vista, numerosos, um tanto largos, longas, retas, contendo substância escura.
com certa uniformidade no espaçamento e na Raios no topo são finos, numerosos, distribui-
largura; na face tangencial são curtos e irregu- ção regular; na face tangencial são irregula-
larmente dispostos; na face radial são notados res, apenas observados com auxílio de lupa,
a olho desarmado. Camadas de crescimento bem destacados na face r a d i a l . Camadas de
bem demarcadas por zonas fibrosas mais es- crescimento pouco demarcadas por zonas f i -
curas. Máculas medulares e canais intercelu- brosas sem parênquima. Máculas medulares
lares indeterminados. e canais secretores não i d e n t i f i c a d o s .

EMPREGOS EMPREGOS

Carpintaria, dormentes, construção civil e Brinquedos, caixas, marcenaria, constru-


naval e marcenaria. ção civil e n a v a l .
CASTANHEIRA CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,70 a


Bertholletia excelsa H.B.K. 3
0,75 g / c m ) ; cerne castanho róseo, um tanto
diferenciado do alburno castanho amarelado;
BRASIL — Castanheira, Castanha do Brasil, C. do grã irregular para regular; textura média; chei-
Pará (Mato Grosso — Aripuanã). Castanha do Bra-
ro e gosto i n d i s t i n t o s . Fácil de trabalhar, rece-
sil, C. do Pará. C do Maranhão, Noz do Brasil, Tu-
cary (região amazônica). GUIANA FRANCESA — bendo acabamento esmerado; de lustre me-
Taica. S U R I N A M E — Brazilnoot, Brazilian-she diano.
noot, Ingie noto, Inginoto, Kokelero, Pará noot, Te-
teka, Toka, Totoka. VENEZUELA — Iubia, Iuvia, DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 12)
Juvia, Tucá, Turury, Ya, Yubia. COLÔMBIA — Al-
mendro. Castanha dei Maranõn, Olla de Mico. PE- Parênquima apenas visível a olho desar-
RU — Castafio de Madre de Dios. B O L Í V I A — Al- mado, ou até mesmo d i s t i n t o em linhas regu-
mendra dei Beni, Nuez dei Brasil. lares, sinuosas, finas, algumas mais largas,
Sinonímia indígena: Erai (índios Caruchi); Iniá espaçadas, formando com os raios retículo ir-
(índios Chipaya); Tocary (índios P a r e c i ) . . . Nomes regular. Poros visíveis a olho nu, poucos, mé-
comerciais estrangeiros: Nuez dei Brasil (países dios a grandes, solitários, geminados e peque-
de língua espanhola); Noix du Brasil (França); nas cadeias radiais, na sua maioria obstruídos
Brazil nuts, Pará nuts. Brazil-nut tree (Inglaterra);
por tilos brilhantes. Linhas vasculares bem
Noce dei Brasil (Itália); Paranuss (Alemanha).
notadas à simples vista contendo substância
ÁREA DE OCORRÊNCIA
brilhante. Raios no topo são numerosos, apre-
sentando certa uniformidade na largura e es-
A castanheira é uma árvore social encon- paçamento, apenas notados a olho nu, contí-
trada em grupos (castanhais) formando gran- nuos, na face tangencial são curtos e irregu-
des matas, estendendo-se desde os Estados larmente dispostos; na face radial são notados
do Maranhão e Mato Grosso até 10 de latitu- mesmo sem auxílio de lupa. Camadas de cres-
de através dos Estados do Pará (região de cimento bem demarcadas por zonas fibrosas
Alenquer, A l m e i r i m e Óbidos); fronteira com mais escuras sem parênquima. Máculas me-
o Suriname vale do rio S. João e cordilheira dulares e canais intercelulares não foram ob-
do Tumucumaque), e do Amazonas (vale dos servados.
rios Madeira, Maués, Purus, Negro e Solimões
até o vale do O r i n o c o ) . É encontrada ainda no EMPREGOS
Peru, Guianas, Venezuela e Bolívia.
Apesar de boa madeira para forros, vigas,
No Estado do Amazonas, ela é encontrada carpintaria, paredes, soalhos, deixa de ser
sobretudo nos baixos rios Solimões e Purus, aplicada na indústria madeireira em virtude de
médios rios Madeira e Negro, altos rios Ma- seus frutos terem maior valor comercial.
ri-Mari e Abacaxi, e em quase todas as latitu- Atualmente a sua exploração madeireira é
des do Estado. proibida por l e i .

No Estado do Pará, principalmente na re-


CEDRINHO
gião do Tocantins, nos vales do Curuá e do
Pará. em todos os terrenos banhados pelo rio Cedrela fissilis Vell.
Trombetas e seus afluentes: Cuminá, Cuminá-
BRASIL — Cedrinho (Mato Grosso). Cedro (Ama-
M i r i m . Erepecuru e sobretudo no A r i r a m b a , zonas, Mato Grosso e P a r á ) .
quer na planície, quer nos vastos campos que
cobrem o planalto. ÁREA DE OCORRÊNCIA

HABITAT
Distribuída por todo o B r a s i l .

HABITAT
Principalmente mata alta de terra firme;
solo argiloso ou argiloso-silicoso. Matas de terra f i r m e , solo argiloso.
cípios p r ó x i m o s . Ocorre t a m b é m em Yurimá-
guas no Peru e em Letícia (Colômbia).
Madeira moderadamente pesada (0,50 —
3
0,60 g / c m ) ; cerne castanho claro, rosado; grã
HABITAT
direita a irregular; textura média; cheiro agra-
dável; gosto i n d i s t i n t o . Fácil de cortar; recebe Nos lugares úmidos e até pantanosos, com
bom acabamento. espessa camada de húmus; nas matas alta de
terra f i r m e , de preferência nas nascentes e no
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 13 e 66)
curso superior de riachos; nas margens baixas
Parênquima bem visível a olho nu, em fai- dos igarapés em terreno argiloso.
xas terminais, estreitas ou largas, com espa-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
çamento irregular, tocando ou envolvendo par-
cialmente os p o r o s . Poros visíveis a olho nu, Madeira moderadamente pesada (0,60 a
?
poucos, médios a grandes, solitários em sua 0,70 g / c m ) ; cerne vermelho róseo pouco des-
maioria, múltiplos de 2-3 poros, às vezes for- tacado do alburno mais claro lustroso; grã di-
mando anéis semi-porosos; obstruídos por reita; textura grosseira, semelhante a do ce-
óleo-resina escura ou substância branca. Li- dro; cheiro desagradável quando úmida; gosto
nhas vasculares bem notadas a olho nu, com indistinto; lisa ao tato; pouco l u s t r o s a . Fácil
óleo-resina. Raios no topo visíveis a olho nu, de trabalhar, recebendo bom acabamento.
de distribuição regular, um tanto largos; na
face tangencial visíveis sob lente, onde apare- DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 14 e 67)
cem curtos e irregularmente dispostos; na fa-
Parênquima pouco vasicêntrico e aliforme,
ce radial são visíveis a olho nu, pouco con-
de aletas curtas, visível somente com ajuda
trastados. Camadas de crescimento demarca-
de lupa. Poros bem visíveis a olho nu, pou-
das pelo parênquima terminal e axial semi-po-
cos, médios a grandes, solitários predominan-
roso. Máculas medulares não foram observa-
tes, agrupados com 2-3 poros, vazios e outros
das e canais secretores presentes em séries
contendo resina o l e o s a . Linhas vasculares
tangenciais.
perceptíveis à simples vista, um tanto largas,
EMPREGOS
espaçadas avermelhadas. Raios no topo visí-
veis sob lente, muito finos, aproximados pou-
Marcenaria, caixotaria, compensados, es- co destacados do fundo fibroso, na face tan-
quadrias, obras internas, carpintaria, caixas de gencial são baixos e irregulares, na radial vi-
charuto, tabuados, e t c . síveis à simples v i s t a . Camadas de cresci-
mento indistintas. Máculas medulares e ca-
nais intercelulares não foram observados.
CEDRORANA
EMPREGOS
Cedrelinga catenaeformis Ducke
Marcenaria, carpintaria, construção civil e
BRASIL — Cedrorana (Mato Grosso — Aripuanã e naval, celulose e papel, móveis baratos, cai-
Amazonas — Manaus). xas.

ÁREA DE OCORRÊNCIA CEREJEIRA

Ocorre nos Estados de Mato Grosso e do Torresia acreana (*) Ducke


Amazonas, Manaus e Municípios de Parintins, BRASIL — Cerejeira, Amburana, Amburana de
Uaupés, São Paulo de Olivença e Tabatinga, cheiro, Imburana (Mato Grosso c Amazonas).
porém mais comum no Estado do Pará e Muni- Cumaru de cheiro ( A c r e ) .

( ' ) — Torresia acreana m u i t o se a s s e m e l h a a Torresia cearensis, d a i alguns c o n s i d e r a r e m c o m o uma s ó e s p é c i e . N e s -


se caso a área de o c o r r ê n c i a e x p a n d e - s e a l é m da A m a z ô n i a , ao Ceará a t é A r g e n t i n a ; Vale d o r i o Doce ( M i n a s
Gerais e Espírito Santo) e G o i á s .
ÁREA DE OCORRÊNCIA ÁREA DE OCORRÊNCIA

Estados do Mato Grosso, Amazonas e


Tem sido encontrada com relativa fre-
Acre.
qüência nos Estados de Mato Grosso, Amazo-
nas, Pará e no Território de Rondônia Possi-
HABITAT
velmente ocorre ainda em outros locais da re-
Matas de terra f i r m e , solo argiloso. gião amazônica.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA HABITAT

Madeira moderadamente pesada (0,60


3
Freqüente na mata alta de terra f i r m e de
g / c m ) ; cerne de cor bege rosado ou amarela-
preferência em solo argiloso, poucas vezes em
do; textura grosseira; grã irregular; superfície
solo arenoso.
áspera ao tato; exala cheiro agradável. Fácil
de cortar e ser trabalhada.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 15 e 68) 3


Madeira pesada (0,75 a 0,85 g / c m ) ; cer-
Parênquima visível a olho nu, contrastado, ne castanho avermelhado, bem demarcado do
relativamente abundante, vasicêntrico predo- alburno mais claro; grã um tanto regular; tex-
minante e aliforme simples e confluente de tura média, análoga à do cedro; cheiro de cu-
aletas losangulares, o confluente chegando a marina ao cortar; sabor indistinto; de lustre
formar trechos oblíquos. Poros visíveis a olho um tanto sedoso e v i v o .
nu, médios a grandes, pouco numerosos, soli-
tários predominantes, múltiplos de 2 frequen- DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 16 e 69)
tes, raros múltiplos de 3 e 4, maioria vazios,
alguns obstruídos por óleo-resina escura e ou- Parênquima contrastado e bem distinto
t r o s por óleo-resina mais clara que a cor do sob lente nas faixas terminais afastadas, si-
lenho bem nítidas a olho n u . Linhas vascula- nuosas, envolvendo pequenos canais secreto-
res visíveis a olho nu, numerosas, vazias ou res longitudinais, notando-se também predo-
obstruídas por óleo-resina. Raios no topo vi- minância de paravascular. Poros apenas per-
síveis a olho nu, finos, poucos; na face tan- ceptíveis a olho desarmado, pouco numerosos,
gencial notados a olho nu, distintos sob lente, pequenos a médios, solitários predominantes,
irregularmente dispostos, com tendência a es- geminados e algumas cadeias radiais; vazios,
tratificação em algumas regiões; na face ra- alguns obstruídos por t i l o s . Linhas vasculares
dial bem contrastados. Camadas de cresci-
com resina oleosa da cor do lenho. Raios no
mento aparentemente demarcadas por zonas
topo são numerosos, finos, apresentando cer-
fibrosas mais escuras. Máculas medulares e
ta uniformidade na largura e espaçamento,
canais secretores não foram notados.
apenas notados a olho nu; na face tangencial
são baixos e irregularmente dispostos; na ra-
EMPREGOS dial distinto a olho n u . Camadas de cresci-
mento distintas, aparentemente demarcadas
Madeira muito requisitada para móveis f i -
pelo parênquima t e r m i n a l . Máculas medulares
nos, painéis, balcões, molduras, rodapés, es-
ausentes. Canais intercelulares presentes nas
quadrias, peças torneadas, e t c .
faixas do parênquima t e r m i n a l , porém pouco
distintos mesmo c o m auxílio de lupa.
COPAIBA

EMPREGOS
Copaifera multijuga Hayne

BRASIL — Copaíba, C. angelim, C. mari-mari, C. Fornece tábuas, pernamancas, ripas. etc...


roxo (Estado do Amazonas). Boa para c a r v ã o .
CUMARU EMPREGOS

Implementos agrícolas, dormentes, cons-


Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.
trução naval, tanoaria, ebanistería, cabos de
ferramentas, moirões, carroçaria, estacas, es-
BRASIL — Cumaru (Mato Grosso — Aripuanã).
Cumaru, C. verdadeiro, C. roxo. Cumbari (língua teios, eixos de moinhos, tacos para soalhos,
geral), Cumaru da folha grande, Muirapajé (Ama- vigamentos, parques, macetas, mancais, arti-
zonas). Cumaru (Pernambuco). GUIANA — Tonka. gos laminados marcenaria, carpintaria, buchas
SURINAME — Koemaroe, Tonka. G. FRANCE- de eixo de hélices de embarcações. A madei-
SA — Gaiac de cayenne, Faux gaiac. VENEZUELA
ra dura de 10 a 20 anos em solos bem drena-
c COLÔMBIA — Sarrapia. PANAMÁ, COSTA RICA
e HONDURAS — Ebo. dos. É tida como uma das melhores madeiras
para dormentes não apenas pela durabilidade,
como também porque não se fende quando
ÁREA DE OCORRÊNCIA
exposta ao s o l .
Freqüente em toda a mata amazônica,
ocorrendo também em Mato Grosso do Sul, CUPIÚBA
no Município de C o r u m b á . Cultivada nas Guia-
nas e Venezuela. Goupia glabra Aubl.
BRASIL — Cupiúba. Cupiúva (Mato Grosso — Ari-
HABITAT puanã). Cupiúba (Amazonas e P a r á ) . GUIANAS —
Cabacalli, Copie, Couepi Goupil, Kabukalli, Kaboe-
Matas de terra f i r m e e várzea altas do kallii, Koepi, Koepie. SURINAME — Kopi, Kabu-
baixo Amazonas. kalli. VENEZUELA — Pilon.

ÁREA DE OCORRÊNCIA
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

3
Ocorre com abundância em toda a Amazó-
Madeira muito pesada (0,95 a 1,00 g / c m ) ;
nia e ainda nas Guianas, Colômbia e Venezue-
cerne castanho amarelo escuro, de aspecto f i -
la.
broso atenuado; alburno bege claro, escasso;
grã irregular; textura média; gosto indistinto; HABITAT
cheiro desagradável. Difícil de trabalhar, ca-
paz de receber bom p o l i m e n t o . Imputrescí- Aparece espontaneamente nas matas de
vel. terra f i r m e tanto em solo argiloso como are-
noso, e em capoeiras v e l h a s .

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 17)


CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
Parênquima predominante aliforme sim- 3
Madeira pesada (0,80 a 0,90 g / c m ) ; cer-
ples, pouco visível a olho nu, bem distinto sob
ne castanho amarelo ou bege claro, levemen-
lente e ainda vasicêntrico, às vezes confluen-
te rosado, quando recém cortado, passando
te formando arranjos oblíquos. Poros bem vi-
com o tempo pa:a o castanho avermelhado;
síveis com auxílio de lente, pequenos, nume-
não fortemente demarcado do alburno rosado
rosos, solitários agrupados em 2-3 poros, va-
ou um tanto castanho; grã regular para irregu-
zios, alguns obstruídos por t i l o s . Linhas vas-
lar; textura média a grosseira; gosto adstrin-
culares um tanto altas e r e t a s . Raios muito f i -
gente; cheiro desagradável de cupim, princi-
nos e numerosos, aproximados, bem distribuí-
palmente quando molhada; superfície do lus-
dos, visíveis somente com ajuda de lente no
t r e mediano. Um tanto fácil de trabalhar, re-
topo; na face tangencial apresentam-se com
cebendo acabamento e s m e r a d o .
estratificação de 3 por m m ; na face radial são
bem distintos com ajuda de l e n t e . Camadas
de crescimento pouco visíveis, demarcadas DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 18 e 69)
pela coloração de tecido f i b r o s o . Máculas me- Parênquima difuso, praticamente indistin-
dulares e canais secretores ausentes. to, escasso, ou ainda apenas visível sob lente,
tendendo a formar trechos de finíssimas l i -
nhas, que se interligam formando uma trama
Parênquima distinto somente sob lente
muito fina e irregular, visível somente sob len-
em numerosas linhas muito finas, aproxima-
te quando a superfície é ú m i d a . Poros bem v i -
das, regulares, arqueadas de raio a raio. Poros
síveis sem auxílio de lente, total ou parcial-
apenas notados à simples v i s t a , de pouco a
mente vazios, com barras de perfurações fre-
pouco numerosos, pequenos a médios, solitá-
qüentes, bem perceptíveis sob lente, pouco
rios predominantes, múltiplos de 2-3; vazios,
numerosos, médios a pequenos, solitários de
alguns o b s t r u í d o s . Linhas vasculares bem vi-
grande predominância, raríssimos geminados.
síveis sem auxílio de lente, longas, largas, con-
Linhas vasculares numerosas, altas, finas con-
tendo óleo-resina da cor do lenho. Raios no
tendo resina oleosa alaranjada. Raios no topo
topo os mais largos notados a olho nu, os mais
visíveis sob lente, numerosos, finos, de distri-
finos visíveis sob lente, numerosos, de distri-
buição regular; na face tangencial são pouco
buição regular; na face tangencial visíveis
notados mesmo com auxílio de lente, baixos
sem auxílio de lente, irregularmente dispos-
e irregularmente dispostos; na face radial são
tos; na face radial bem visíveis à simples vis-
contrastados. Camadas de crescimento mal
t a . Camadas de crescimento demarcadas por
definidas por zonas fibrosas escuras, onde ra-
zonas fibrosas mais escuras. Máculas medu-
reiam os p o r o s . Máculas medulares e canais
lares e canais secretores não foram observa-
intercelulares não foram observados.
dos.

EMPREGOS
EMPREGOS
Dormentes, soalhos; marcenaria, móveis
Caixotarias, brinquedos, caibros, andai-
inferiores, caixas, caibros, carpintaria, ripas,
mes, lenha, carvão, cabos de ferramentas agrí-
carvão, carrocería de caminhão. Adequada
colas, e t c .
ainda para construções pesadas e duráveis. É
madeira de exportação.
FAVEIRA

ENVIRA SURUCUCU Vatairea guianensis: Aubl.

BRASIL — Favercira, Angelim amargoso (Mato


Bocageopsis multiflora ( M a r t . ) R. E. Fries Grosso — Aripuanã). Faveira, Fava, Angelim amar-
goso (Amazonas). Faveira de empigem. Fava de
BRASIL — Envira surucucu (Mato Grosso e Ama- bolacha, Faveira ( P a r á ) . SURINAME — Geles
zonas) . Envira preta, Envireira preta, Murteira, habbes. Geri habisi.
Envira de folha miúda (Amazonas).
ÁREA DE OCORRÊNCIA
ÁREA DE OCORRÊNCIA
Nos Estados de Mato Grosso (Aripuanã),
Ocorre nos Estados de Mato Grosso, Ama- Pará e Amazonas desde a região do estuário,
zonas e A c r e . nos rios Negro, Madeira e Solimões, até a
fronteira da Guiana e Venezuela, parte amazô-
HABITAT nica.

Mata de terra f i r m e , solo argiloso.


HABITAT

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA Freqüente nos igapós, nas margens dos


rios e r i a c h o s .
Madeira moderadamente pesada (0,68
3
g / c m ) ; cerne e alburno indistintos de cor ama-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
relado; gosto levemente amargo; odor indis-
t i n t o ; grã direita; textura média; levemente Madeira pesada (0,70 a 0,80 g / c m ) ; 3
cer-
áspera; superfície l u s t r o s a . ne castanho amarelo-claro, tornando-se mais
escuro em exposição ao ar; alburno esbran- de cor creme sujo brilhante; grã levemente di-
quiçado ou cinza; superfície lustrosa quando reita; textura média a grosseira; cheiro não
polida; grã um tanto regular; textura média; pronunciado; gosto a d s t r i n g e n t e . Não é fácil
gosto amargo; cheiro i n d i s t i n t o . Fácil de tra- de ser trabalhada, podendo receber bom aca-
balhar, recebendo bom acabamento. bamento com lustre mediano.

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 20 e 71) DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 21)

Parênquima abundante, amarelado, bem Parênquima apenas visível a olho nu, pou-
visível a olho nu, contrastado, aliforme, de ale- co contrastado, aliforme, de aletas muito cur-
tas curtas e largas, tipicamente losangular, tas e vasicêntrico, de pouca confluência e em
confluente, formando pequenos trechos oblí- faixas ou linhas finas, afastadas, às vezes as-
quos ou longos, e também ocasionalmente em sociadas e t e r m i n a i s . Poros perceptíveis a
linhas finas terminais delimitando as camadas olho nu, poucos, pequenos a médios, solitá-
de c r e s c i m e n t o . Poros visíveis a olho nu, mé- rios, múltiplos de 2-3, excepcionalmente até
dios, alguns grandes, poucos apresentando-se 4 poros; vazios, alguns obstruídos por subs-
solitários, geminados e pequenas cadeais ra- tâncias da cor do lenho. Linhas vasculares
diais; vazios. Linhas vasculares bem visíveis bem perceptíveis sem auxílio de lupa, altas,
à simples vista, largas e longas, contendo retas, largas contendo no seu interior substân-
substâncias. Raios no topo finos e numero- cia creme não identificada. Raios no topo são
sos, apenas visíveis sem o auxílio de lente, finos e numerosos, só vistos com auxílio de
apresentando certa uniformidade na largura e lente, apresentando uma boa uniformidade na
espaçamento; na face tangencial são baixos e largura e espaçamento; na face tangencial são
irregularmente dispostos; na face radial são curtos e irregularmente distribuídos; na ra-
contrastados. Camadas de crescimento mal dial são contrastados e visíveis sem auxílio
definidas. Máculas medulares e canais secre- de l e n t e . Camadas de crescimento levemente
tores não foram observados. demarcadas por zonas escuras. Máculas me-
dulares e canais secretores não identificados.

EMPREGOS
EMPREGOS
Marcenaria, carpintaria, consrrução civil,
caixas industriais, postes, e t c . Marcenaria, tabuados de ótima qualidade,
carpintaria, marcenaria, celulose para papel,
FAVEIRA DA VÁRZEA compensados, etc.

Macrolobium angustifolium (Bth.) Cowan


GONÇALO ALVES
BRASIL — Fava de várzea (Mato Grosso — Ari-
puanã). Ipê da várzea (Pará, Curuá-Una). Astronium fraxinifolium Schott.

BRASIL — Gonçalo Alves, Muiracatiara, Gonçalei-


ÁREA DE OCORRÊNCIA
ro. Guarita rajado (Mato Grosso). Gonçalo Alves,
Gomável, Pau Gonçalo, Aroeira, Jejuira ( P a r á ) .
Ocorre nos Estados de Mato Grosso, Ama-
GUIANA FRANCESA — Bois de zebre.
zonas e Pará.

HABITAT ÁREA DE OCORRÊNCIA

Habita campinas arenosas e o igapó. Ocorre nos Estados de Mato Grosso ( M u -


nicípio de Aripuanã), Pará e Território do Ama-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA pá.

Madeira moderadamente pesada (0,65 a


3
HABITAT
0,75 g / c m ) ; cerne róseo, c o m o t e m p o passa
a castanho-claro bem diferenciado do alburno Matas de terra f i r m e , solo argiloso.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

3
3
Madeira pesada (1,00 g / c m ) , parda aver- Madeira pesada (0,60 a 0,85 g / c m ) ; cer-
melhada com veios castanho-escuro; textura ne amarelo vivo quando verde, passando com
média; grã irregular; lisa ao t a t o ; cheiro e gos- o tempo para o castanho amarele escuro bem
to indistintos. distinto do alburno amarelo claro; grã direita;
textura média uniforme; superfície lustrosa;
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 23 e 72) ligeiramente áspera ao tato; insípida e inodo-
ra; fácil de trabalhar mas requer ferramentas
Parênquima aparentemente ausente. Poros afiadas devido ao t i p o de grã; recebendo aca-
visíveis sob lente, pequenos, poucos, solitá- bamento esmerado. É de pouca duração em
rios e múltiplos, todos obstruídos por t i l o s contato com o s o l o .
brilhantes. Linhas vasculares um tanto irregu-
lares, visíveis a olho nu, obstruídas. Raios no DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 24 e 73)
topo visíveis só com lente, f i n o s , numerosos,
bem uniformes na largura e espaçamento; na Parênquima abundante paravascular, bem
face tangencial notados a olho nu, nítidos sob visível a olho nu, em faixas estreitas e longas,
lente, irregularmente dispostos; na face ra- concêntricas, contínuas, às vezes duplas, irre-
dial pouco contrastados. Camadas de cresci- gularmente espaçadas, ligando os poros, e tam-
mento demarcadas por zonas fibrosas mais es- bém aliforme confluente formando trechos
curas e rarefação de p o r o s . Máculas medula- curtos oblíquos. Poros apenas perceptíveis a
res e canais secretores não foram observados. olho nu, poucos, pequenos a médios, alguns
grandes, solitários, geminados, na sua maioria
EMPREGOS obstruídos por t i l o s alaranjados. Linhas vascu-
lares são retas e longas, visíveis à simples vis-
Construção civil e naval; móveis, tábuas, ta, contendo resina oleosa alaranjada. Raios no
tornearia, tacos, e t c . topo visíveis a olho desarmado, apresentando
certa uniformidade na largura e espaçamento;
na face tangencial aparecem curtos e irregular-
GUARIÚBA mente dispostos; na face radial são perceptí-
veis a olho nu. Camadas de crescimento demar-
Clarisia racemosa R. et P. cadas por zonas fibrosas escuras sem parên-
q u i m a . Máculas medulares e canais interce-
BRASIL — Guariúba, G. amarela (Mato Grosso — lulares não foram observados.
Aripuanã, Amazonas e P a r á ) . Oiticica da mata,
(Pernambuco). Oiticica (Rio de Janeiro).
Conhecida ainda por: Oiticica amarela, Oiti. Deno- EMPREGOS
minações estrangeiras e comerciais: Moral babo,
Moral comida de mono, Sota, Zota, Capinuri, Gua- Carpintaria, construção civil e naval, ca-
riúba, Tulpay. bos de ferramentas, marcenaria, t a c o s . Prefe-
rida pelos índios para fazer canoas, porque se
ÁREA DE OCORRÊNCIA trabalha com facilidade no f o g o . Esta madeira,
já constituiu artigo de exportação.
C o m u m na região amazônica, encontrada
também em Pernambuco, no sul da Bahia, va-
le do rio Doce e Zona da Mata, em Minas Ge- JACAREÚBA
rais e Espírito Santo.
Calophyllum brasiliense Camb.
HABITAT

BRASIL — Jacareúba (Mato Grosso — Aripuanã e


Floresta úmida das terras não inundadas Amazonas). Cedro do pântano, Guanandi-cedro.
ou raramente inundáveis, em solo sílico-argi- Guanandi-carvalho, Guanandi-piolho, Guanandi-ro-
loso ou argiloso. sa, Landi, Landim, Olandi, Olandim, Mangue, Jaca-
reúba, Guanandi-landium, Olandi-carvalho, Jacareú- mente dispostos; na face radial são visíveis
ba ou TJá-iandi. Conhecida ainda por: Aca cupia, sem ajuda de l e n t e . Camadas de crescimento
Landium, L. do brejo. L. jacareiba, Landi, Lantim,
mal definidas. Máculas medulares e canais in-
Bálsamo jacareúba, Golandi, Guanambi, G. carva-
lho. G. cedro, G. leite, G. landium, G. vermelho, tercelulares não foram observados.
Guanandi, Guanantium, Gulande. Gulandí, Gulan-
dium, G. carvalho, Inglês, Irairandira, Jacarioba, EMPREGOS
Jacurandi, Olandi, O. carvalho, Pau de azeite, P. de
Sta. Maria, P . sândalo, Uaiandi, Urandi. SURINA- Marcenaria, carpintaria, construção civil
ME — Koerali of koerana. AM. CENTRAL — Galba. e naval, ripados, compensado, cabo de instru-
Palo Maria. JAMAICA — Santa Maria. PERU — Ja- mentos, cutelaria, soalhos, persi&nas. Ótima
careúba, Lagarto-caspi. ARGENTINA — Jacareúba. aceitação na indústria de barris para depósito
de v i n h o .
ÁREA DE OCORRÊNCIA
A madeira é muito utilizada pelas serra-
Das índias Ocidentais até Santa Catarina. rias locais, sendo seu maior emprego para
Na Amazônia é freqüente sobretudo nas vár- azimbres. Entretanto a madeira apresenta al-
zeas e igapós. Aparece ainda na floresta atlân- t o índice de retratibilidade v o l u m é t r i c a , princi-
tica e no cerrado, restinga e matas do Brasil palmente quando exposta ao s o l , causando
Central. empenamento da peça.

HABITAT
JATOBÁ
Terras baixas periodicamente alagáveis e
nos igapós. Hymenaea courbaril L.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA BRASIL — Jatobá, Jutaí-açu, Cataquí-iamani (Ma-


to Grosso — Aripuanã). Jatobá (Manaus). Jutaí,
Madeira moderadamente pesada (0,60 a Jutaí-açu, J. grande ( P a r á ) . Jatobá (Pernambuco).
3
0,75 g / c m ) ; cerne bege rosado ou castanho Jataí, Jataizinho, Jatai-açu, Jataiba, Jatai grande,
Jataí-peba, Jataí-uva, Jataí, Jatioba, Jatobá, J. de
ocorrendo ainda faixas de vermelho mais es-
anta, J. de porco, J. roxo, J. trapuca, J. verdadei-
curo; alburno mais claro, bem demarcado do ro, Jatubá, Jataí-mondé. Jatai-uba (Bahia). Jataí
cerne; grã irregular; textura grosseira homo- (Rio de Janeiro). Em outros lugares do Brasil: Ju-
gênea; insípida e inodora, muito atraente, taí café, J. catinga, J. da várzea, J. do campo, J.
apresentando c m geral, um desenho em forma do igapó, J. mirim, J. peba, J. pororoca, J. roxo,
de faixas, nas faces radiais da madeira serra- Jutaí, Jutai branco, óleo jutahy. Yatayba yutahy, Ja-
tauba. Jatei, Jassaí, Jatubá, Jetaí. J. de Pernambu-
da. Fácil de trabalhar; superfície pouco lus-
co, Jetaiba, Jetaibo, Jetaicí, Jetaiuba, Jetuí-peba, Ju-
trosa; ligeiramente áspera ao t a t o . Recebe pati, Jutaí, Abatí, A . timbaí, A. copal do Brasil, Ar-
acabamento esmerado. vore copal, Copal, C. americano, C. do Brasil, Ibiu-
va, Óleo de Jataí, Quebra machado, Trapuca, Co-
mer de arara, Jutaí. GUIANA — Courbaril, Simiri,
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 25)
Locust. G. FRANCESA — Courbaril. S U R I N A M E
Parênquima pouco contrastado, visto so- — Rode locus, Locus, Loksi, Lokus. COLÔMBIA —
mente com ajuda de lente, em faixas estreitas, Guapinal, Nazarebo. V E N E Z U E L A — Coroboro.
EQUADOR — Copal. PERU — Courbaril. A . CEN-
sinuosas e afastadas entre s i , geralmente in-
TRAL — Guapinol, Cuapinol, Copinol. V I R G I N
dependentes dos poros. Poros bem visíveis a ISLAND — Locust. T R I N I D A D — Stinking-toe.
olho desarmado, poucos, solitários predomi- CUBA — Courbaril, Caguairán, Algarroba das Anti-
nantes, geminados, e em arranjos oblíquos. Li- lhas. JAMAICA — West Indian, Locust, Stinking-toe.
nhas vasculares altas, retas e com resina oleo- INGLATERRA — Courbaril (comércio). E S P A N H A
sa escura. Raios no topo são muito finos, nu- — Algarroba.
merosos, apresentando certa uniformidade na
ÁREA DE OCORRÊNCIA
largura e espaçamento, visíveis somente com
ajuda de lupa; na face tangencia! são notados Desde o México, atravessa a América
sob lente, onde aparecem curtos e irregular- Central, ocorrendo abundantemente na Hiléia
chegando até S . Paulo. Aparece também nas de escovas e ferramentas, arcos de instrumen-
Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, A n - tos musicais, estacas e construção de pianos.
tilhas e Bolívia.

HABITAT JENIPAPO BRAVO

Matas de terra f i r m e ; freqüente em solo


Leonia glycicarpa Ruiz & Pavon
argiloso e em certas várzeas altas; rara no
campo e nas capoeiras, onde os indivíduos to-
BRASIL — Jenipapo bravo (Mato Grosso). Fari-
mam proporções m e n o r e s . nha seca (Amazonas).

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA ÁREA DE OCORRÊNCIA

3
Madeira muito pesada (0.80 a 1,00 g / c m ) ; Ocorre nos Estados de Mato Grosso ( M u -
cerne vermelho a castanho avermelhado, apre- nicípio de Aripuanã), Amazonas (rio Japurá,
sentando às vezes manchas escuras, forte- Careiro, rio Purus), A c r e (Cruzeiro do Sul) e
mente demarcado do alburno branco acinzen- Territórios de Rondônia (rodovia Porto Velho-
tado; grã regular, ondulada ou diagonal; textu- Cuiabá e rio Madeira), Roraima (rio Mucajaí e
ra média a um tanto grosseira; cheiro e gosto rio Uraricoera); Bolívia (Estado de Pando).
indistintos; superfície pouco l u s t r o s a . Um
tanto difícil de trabalhar, recebendo acabamen-
HABITAT
to agradável. A l t a m e n t e durável em contato
com o solo não ú m i d o . Matas de terra firme em solo argiloso
e/ou arenoso. Habita também a várzea.
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 26 e 75)
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
Parênquima bem distinto a olho desarma-
do, a l i f o r m e , simples e em faixas terminais Madeira moderadamente pesada (0.60 —
3

típicas, largas, afastadas e às vezes associa- 0,70 g / c m ) , amarela, c o m algumas manchas


das. Poros bem visíveis à simples vista, pou- acinzentadas; grã regular; textura média; um
cos, médios a grandes, solitários, geminados, tanto áspera ao tato; cheiro e gosto indistin-
raros de 3 poros; vazios, alguns obstruídos. t o s . Fácil de cortar.
Linhas vasculares visíveis sem auxílio de lupa,
altas, retas, contendo substância escura. Raios DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 22)

no topo um tanto numerosos, apresentando Parênquima aparentemente ausente. Poros


uma certa uniformidade na largura e espaça- visíveis só sob lente, pequenos, numerosos,
mento, apenas perceptíveis a olho nu; na face solitários e m ú l t i p l o s , predominando as lon-
tangencial são curtos, irregularmente distri- gas cadeais radiais de até 8 poros; totalmen-
buídos; na face radial são contrastados. Ca- te vazios. Linhas vasculares visíveis sob len-
madas de crescimento aparentemente demar- t e , retas, finas, vazias. Raios no topo visíveis
cadas pelo parênquima t e r m i n a l . Máculas me- a olho nu os mais largos, numerosos; na face
dulares e canais intercelulares não foram ob- tangencial quase invisíveis mesmo sob lente,
servados . altos, irregularmente dispostos; na face radial
não contrastados. Camadas de crescimento
EMPREGOS aparentemente delimitadas por zonas fibrosas
mais escuras. Máculas medulares e canais se-
Obras hidráulicas, carroçaria, postes, to- cretores não foram observados.
néis, ebanistería, dormentes, construções de
todas as espécies, móveis, laminados, esteios,
EMPREGOS
tacos de soalhos, tornoaria, vigamentos, va-
gões, rodas e eixos de carros, bengalas, cabos Construção civil em g e r a l .
JUTAl-POROROCA ximadas, às vezes interrompidas, pouco sinuo-
sas tangenciando os poros, formando um retí-
Dialium guianense ( A u b l . ) Sandw.
culo com os raios, às vezes associadas, aparen-
BRASIL — Jutaí-pororoca (Mato Grosso — Aripua- temente formando pequenas faixr.s apenas v i -
nã). Jutaícica, Jutaí, J. pororoca, Pororoca (Ama- síveis a olho desarmado. Poros abundantes vi-
zonas) . Pororoca, Jutaí, Jutai-peba, Parajuba, Ju- síveis só com ajuda de lente, solitários predo-
taí-mirim, Cururu, Itu ( P a r á ) . Sucupembinha (Ma-
minantes, múltiplos de 2-3, às vezes de 4 po-
ranhão). Jutaí-pororoca ( A c r e ) . Jutaí pororoca
(Ter. Roraima). Jutaí (Ter. Rondônia). Pau feno ros; de pouco numerosos a numerosos, pe-
(Pernambuco). Quebra machado, Deninho (Espíri- quenos, alguns médios, vazios. Linhas vas-
to Santo). SURINAME — Ironwood, Uhee-tee. CO- culares bem visíveis sem auxílio de len-
LÔMBIA — Granadillo. VENEZUELA — Cacho- te, retas, longas, profundas, contendo resi-
PERU — Huitillo. AMÉRICA CENTRAL — Tama-
na. Raios no topo são finos e numerosos,
rino. MÉXICO — Guapique, Pague, Wapak. PANA-
MA — Fria, Monkey, Tamarindo de montana. HON- apresentando boa uniformidade na largura
DURAS — Tamarino prieto, Paletó. NICARÁGUA e espaçamento; na face tangencial a sua es-
— Comenero, Slim, Tamarino montero. GUATE- tratificação (4 por mm) apenas visíveis a olho
MALA — Paleta. nu, uniforme; na face radial notados à simples
v i s t a . Camadas de crescimento bem distintas
ÁREA DE OCORRÊNCIA sem auxílio de lente, demarcadas por zonas
fibrosas mais escuras. Máculas medulares e
Ocorre com freqüência nos Estados de
canais secretores não foram observados.
Mato Grosso, Amazonas, Pará, Pernambuco,
Bahia, Espírito Santo, A c r e , Maranhão, Territó-
rios Federais de Rondônia, Roraima e Ama- EMPREGOS
pá (abundante nos rios Oiapoque e Araguari
Construção civil, obras hidráulicas, dor-
(Irwin, 1966)), Guiana, Suriname e A m é r i c a
mentes, vigamentos, esteios, estacas de cer-
Central.
ca, ótima para peças de resistência.

HABITAT

Na margem de certos rios e nas capoei- LACRE


ras de terra firme ou da várzea alta, em terre-
nos arenosos ou argilosos, sendo pouco fre- Vochysia máxima Dunke
qüente na mata v i r g e m .
BRASIL — Lacre (Mato Grosso — Aripuanã). Qua-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA ruba (Amazonas). Cedrorana, Quaruba verdadeira
(Pará — Santarém).
Madeira muito pesada (peso específico
3
de 0,90 a 1,00 g / c m ) cerne apresentando um ÁREA DE OCORRÊNCIA
castanho avermelhado sujo, bem diferenciado
Estado de Mato Grosso (Aripuanã) e Pa-
do alburno c r e m e ; grã regular; textura média
rá, na parte Sul do Baixo Amazonas (rio Tocan-
para grosseira; superfície pouco lisa ao tato,
tins, rio Xingu, A l t a m i r a e Santarém).
de brilho levemente acentuado, insípida e ino-
dora. Relativamente difícil de trabalhar em
HABITAT
virtude da grande quantidade de massas de
sílica, exclusivamente no parênquima. Encon- Comumente dispersa na mata de terra fir-
trando-se também no lenho oxalato de cálcio me, limitada principalmente aos terrenos altos.
em pequena proporção. Recebe bom acaba-
mento com polimento atrativo. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

3
Madeira leve (0,50 a 0,55 g / c m ) ; de cor
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 27)
róseo claro, uniforme; grã regular; textura
Parênquima relativamente abundante, dis- grosseira; cheiro e gosto indistintos; boa de
trabalhar, recebendo acabamento esmerado.
tinto sob lente em finas linhas regulares, apro-
Parênquima bem visível a simples vista, Parênquima aparentemente ausente. Poros
contrastado, a l i f o r m e , de extensões finas, lon- visíveis sob lente, pequenos, numerosos, soli-
gas, unindo vários poros, chegando a formar tários e geminados, predominando os primei-
faixas concêntricas pouco sinuosas, afastadas ros; às vezes dispostos de maneira a formar
irregularmente. Poros bem distintos a olho anel semi-poroso; vazios. Linhas vasculares
nu, grandes, solitários e agrupados em 2-3 po- notadas a olho nu, finas, irregulares, vazias.
ros; vazios, alguns obstruídos. Linhas vascu- Raios no topo notados a olho nu, finos, pou-
lares distintas a olho nu, muito longas, altas e cos; na face tangencia! quase indistintos mes-
retas. Raios no topo visíveis a olho nu, os mo sob lente; irregularmente dispostos; na fa-
mais grossos, d i s t i n t o s sob lente os mais f i - ce radial pouco contrastados. Camadas de
nos, predominantes, ambos apresentando boa crescimento demarcadas por zonas fibrosas
uniformidade na largura e espaçamento; na fa- mais escuras e pelo alinhamento dos poros.
ce tangencial são de distribuição irregular, Máculas medulares e canais secretores não
curtos e altos; na face radial são poucos con- f o r a m observados.
trastados, visíveis mesmo sem auxílio de len-
t e . Camadas de crescimento indistintas. Má- EMPREGOS
culas medulares e canais secretores não fo-
ram observados. Usada na confecção de carroçaria, marce-
naria, cabos de ferramentas, tamancos, etc.

EMPREGOS
LOURO ITAÚBA
Caixotaria, construção de embarcações,
carpintaria, indústria de compensados.
Mezilaurus itauba ( M e i s s n . ) Taub.

BRASIL — Louro itaúba, Itaúba (Mato Grosso —


LARANJEIRA Aripuanã e Amazonas). Itaúba, I . amarela ( P a r á ) .
Conhecida também pelos nomes: Itaúba abacate e
Itaúba preta.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.

ÁREA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Laranjeira, Mamica de porco (Mato
Grosso). Carne de Anta (Amazonas). Limãozinho
(Amazonas e Amapá). Tamanqueira. Tamangueira Muito comum nas cercanias de Aripuanã
da terra firme (Amazonas, Pará e Amapá). Juvevê, (Mato Grosso), Óbidos (Pará) e no rio Tapa-
Espinho de vintém, Tamanqueiro, Tembetaru, Tu- j ó s . Para o Norte, alcança as Guianas; para o
guaciba (Sudeste do Brasil). Oeste chega à Venezuela.

ÁREA DE OCORRÊNCIA HABITAT

Comum em todo o Brasil, Bolívia, Guiana Encontra-se na terra f i r m e , sempre em so-


Francesa e Suriname. los silicosos e argilo-silicosos, pobres.

HABITAT CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

3
Matas primária e secundária de terra fir- Madeira pesada (0,70 a 0,85 g / c m ) ; cer-
me em solo argiloso ou argilo-silicoso. ne amarelo oliva quando verde, tornando-se
pardo havana em exposição ao ar, uniforme;
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA alburno bege claro; grã regular; textura gros-
seira; superfície ligeiramente lustrosa; lisa ao
3
Madeira leve (0,40 a 0,50 g / c m ) , parda- t a t o ; cheiro agradável quando verde; gosto
centa com tom esverdeado, sedosa; grã regu- picante, amargo. Fácil de trabalhar, recebe po-
lar; textura média, cheiro e gosto indistintos. limento muito a t r a t i v o . Não absorve umidade.
do alburno amarelado; grã pouco regular; tex-
tura fina à média; superfície, lustrosa, lisa ao
Parênquima escasso, indistintos a olho
t a t o ; cheiro ativo de rosa principalmente quan-
nu, confundindo-se com o conteúdo dos po-
do cortada; gosto picante bem pronunciado.
ros. Poros apenas notados à simples vista, nu-
Fácil de trabalhar com qualquer ferramenta,
merosos, alguns médios, na sua maioria obs-
recebendo acabamento e polimento esmerado.
truídos por t i l o s brilhantes da cor do lenho, so-
Fende-se f a c i l m e n t e . Não é atacada por inse-
litários, geminados, em pequenas cadeias ra-
tos, impuírescível.
diais ou oblíquas. Linhas vasculares apenas
perceptíveis à simples vista, um tanto altas e
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 31)
retas, contendo resina oleosa. Raios no topo
muito finos e numerosos, apresentando certa Parênquima escasso praticamente indis-
uniformidade na largura e espaçamento, nota- tinto mesmo com ajuda de lupa, confundindo-
dos somente com auxílio de lente; na face tan- se às vezes sua cor com o conteúdo dos po-
gencial pouco perceptíveis mesmo c o m ajuda r o s . Poros apenas visíveis a simples vista, so-
de lente, são curtos e irregularmente distri- litários e múltiplos de 2-3, ocasionalmente en-
buídos; na face radial são contrastados. Cama- contra-se pequenas cadeias radiais; pouco nu-
das de crescimento i n d i s t i n t a s . Máculas me- merosos, pequenos a médios, na sua maioria
dulares e canais secretores não foram obser- obstruídos por óleo-resina da cor do lenho. Li-
vados . nhas vasculares bem perceptíveis a olho nu,
são altas, retas, contendo no seu interior subs-
EMPREGOS
tância oleosa, brilhante, amarelada. Raios no
A madeira é muito semelhante em várias topo pouco perceptíveis a olho desarmado f i -
de suas propriedades à " t e c a " (Tectona gran- nos e numerosos, aparentando uma certa dis-
ais), podendo substituí-la perfeitamente nas tribuição na largura e espaçamento, contínuas.
inúmeras aplicações onde a " t e c a " é agora al- Na face tangencial são irregulares; na radial
tamente favorecida. É uma madeira de primei- vistos sem ajuda de l e n t e . Camadas de cres-
ra qualidade para construção naval e c i v i l , car- cimento demarcadas por tecido f i b r o s o . Mácu-
pintaria, dormentes, pranchas, tabuados, ta- las medulares e canais secretores não foram
cos. Os galhos fornecem boas c u r v a s . Resis- identificadas.
tente à ação de teredos. É madeira de expor-
tação . EMPREGOS

Carpintaria, marcenaria, construção em


LOURO SUCENA
geral, especialmente naval.
Nectandra amazonum Nees

BRASIL — Louro sucena (Mato Grosso). Louro, MAÇARANDUBA


Louro do igapó. Louro da várzea, Louro amarelo do
igapó (Pará e Amazonas).
Manilkara huberi (Ducke) Standl.

ÁREA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Maçaranduba (Mato Grosso — Aripua-
n ã ) . Maçaranduba, M . verdadeira ( P a r á ) .
Nos Estados de Mato Grosso, Amazonas
e Pará.
ÁREA DE OCORRÊNCIA
HABITAT

Comum nos igapós e várzea. Largamente distribuída nos Estados de


Mato Grosso ( A r i p u a n ã ) , Pará até a metade
oriental do Amazonas e nordeste do Maranhão,
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
(alto Pindaré) até Suriname, e das proximida-
3
Madeira pesada (0,75 — 0,85 g / c m ) ; cer- des do A t l â n t i c o aos Territórios de Roraima
ne castanho-claro brilhante, bem diferenciado (Serra Grande e Caracaraí), Rondônia ( c o m u m
em Porto Velho) e Amapá (Serra do N a v i o ) . ba, Ucuúba vermelha, Ucuúba da folha grande (Ama-
Freqüente nos arredores de Belém. zonas) .

ÁREA DE OCORRÊNCIA
HABITAT
No Estado de Mato Grosso (Aripuanã).
Nas matas de terra f i r m e e nas várzeas
pouco inundáveis. Comum nos Estados do Amazonas, Pará
e Acre, presente, ainda no Território de Ron-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA dônia. Bem distribuída t a m b é m no Pará, Bolí-
via, Colômbia, Venezuela, Equador e Guianas.
3
Madeira muito pesada (0.90 a 1,00 g / c m ) ;
cerne vermelho escuro; alburno claro; grã re-
gular; textura média; insípido e inodoro. Fá- HABITAT
cil de trabalhar, recebe bom acabamento com
Florestas de terra f i r m e ; também em ma-
lustre baixo. Resiste bem à umidade.
tas secundárias, várzea e campinas amazôni-
cas.
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 33 e 77)

Parênquima contrastado, distinto somente


CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
sob lente em finíssimas linhas, numerosas, s i -
nuosas, aproximadas, concêntricas, às vezes Madeira moderadamente pesada (0 60 —
interrompidas e irregularmente distribuídas. 3
0,67 g / c m ) ; com 1 2 % de umidade; cerne le-
Poros visíveis somente com ajuda de lente, pe- vemente marrom quando verde, pouco diferen-
quenos, numerosos, alguns solitários, gemina- ciado do alburno de cor mais claro brilhante,
dos, predominando longas cadeias radiais; na ambos com o t e m p o passam para um creme
sua maioria obstruídos por t i l o s . Linhas vas- escuro amarelado; sem cheiro e gosto pro-
culares são longas e retas, visíveis sem auxí- nunciados; textura fina; grã d i r e i t a . Boa de
lio de l e n t e . Raios no topo finos e numerosos trabalhar com qualquer t i p o de ferramenta,
perceptíveis c o m auxílio de lente, apresentan- aceitando bom p o l i m e n t o . Casca escura, apre-
do certa uniformidade na largura e espaçamen- sentando 6 m m de espessura, com pequenos
t o ; na face tangencial são pouco notados mes- sulcos, rugosa; látex vermelho escuro, pega-
mo com ajuda de lente, onde aparecem baixos joso.
e irregularmente distribuídos; na face radial
são contrastados. Camadas de crescimento
demarcadas por zonas fibrosas mais escuras. DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 34 e 78)
Máculas medulares e canais secretores ausen-
tes. Parênquima pouco visíveis a simpies vis-
ta, sob lente apresenta-se em finas linhas con-
cêntricas, afastadas, raríssimas vezes associa-
EMPREGOS das, notando-se t a m b é m o vasicêntrico escas-
s o . Poros no topo apenas visíveis a olho n u ,
Própria para segeria, cercas, implementos
pequenos a médios, numerosos, solitários e
agrícolas, instrumentos musicais, tacos para
m ú l t i p l o s de 2-3, com predominância dos pri-
soalhos, torneamentos, calçamentos de ruas,
m e i r o s ; vazios, raros obstruídos por t i l o s .
dormentes, vigamentos, esteios, cavacos para
Linhas vasculares são longas e retas, conten-
cobrir casas, postes, cabos de ferramentas,
do substâncias da cor do lenho. Raios nume-
estacas; resiste bem nas terras úmidas de
rosos, finos, só perceptíveis com ajuda de
várzeas.
lente, bem distribuídas; na face tangencial são
irregulares; na radial bem contrastados. Ca-
MAÇARANDUBA BRANCA madas de crescimento demarcadas por zonas
Virola calophylla S p r . ex Warb de tecido f i b r o s o s . Máculas medulares ausen-
t e s . Canais secretores ocasionalmente pre-
BRASIL — Maçaranduba branca (Mato Grosso —
sentes.
Aripuanã). TJcuubarana ( P a r á ) . Ucuubarana, Ucuú-
no topo visíveis sob lente, numerosos; na face
tangencial com uma estratificação irregular
Caixas, compensados, e t c . .
de 2 por m m ; na radial são contrastados.
Camadas de crescimento indistintas. Máculas
MARUPÁ medulares não foram observadas. Canais se-
cretores comuns, em s é r i e .
Simaruba amara Aubl
EMPREGOS
BRASIL — Marupá (Mato Grosso — Aripuanã). Ma-
rupá, Tamanqueira (Amazonas, Manaus). Marupá Brinquedos, saltos de sapato, caixotaria,
(Pará). Marupá-uba, Paraparaiba, Parariúba (Ma- forros, fósforos, tamancos, esquadrias, marce-
ranhão). Praiba, Paraíba, (Pernambuco e Bahia).
naria em geral, compensado, malas, pasta para
Paraíba, Craíba (Ceará). GUIANA — Simaruba, Si-
papel e celulose, instrumentos m u s i c a i s . Re-
marupa, Mamba. SURINAME — Soemaroepa, Wal-
kara, Adoonsidero. COLÔMBIA — Simaruba. VE- sistente aos insetos x i l ó f a g o s . Pode ser usada
NEZUELA — Canuco. na fabricação de pasta para papel, rendendo
4 4 % em celulose; as fibras medem entre 0,5
Outros nomes estrangeiros e comerciais: Simarou-
e 1.2 m m , sendo as mais freqüentes as de
ba, Acajou blanc. Bois blanc. Bois de cayan, Bitter-
wood. 08-1,0 mm de c o m p r i m e n t o .

ÁREA DE OCORRÊNCIA
MATA-MATA
Estende-se desde as índias Ocidentais até
a Bahia, freqüente em toda a Amazônia e Esta- Eschweilera fracta R. K n u t h .
dos da Bahia, Ceará e Pernambuco.
BRASIL — Matá-matá (Mato Grosso — Aripuanã).
HABITAT
Castanha. Castanharana, Castanha vermelha, Matá-
-matá, matá-matá rosa (Amazonas).
Mata de várzea, onde é mais freqüente e
atingi maior porte, e ocasional nas capoeiras ÁREA DE OCORRÊNCIA

e savanas de solo arenoso.


Mato Grosso (Aripuanã) e Amazonas.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA


HABITAT
3
Madeira tenra, leve (0,45 a 0,55 g / c m ) ;
Matas de terra f i r m e , sobre solo argiloso,
de cor branco palha ou suja levemente ama-
arenoso ou argilo-arenoso.
relada ou ainda branca ligeiramente rosada,
de superfície lustrosa; moderadamente lisa ao
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
tato; grã direita; textura média a grosseira;
cheiro indistinto; gosto amargo. Fácil de tra- Madeira muito pesada (1,00 g / c m ) ; cer- 3

baiha--. recebendo bom acabamento. Muito ne claro pardacento ao castanho, bem diferen-
resistente ao ataque de i n s e t o s . ciado do alburno amarelado; grã pouco regu-
lar; textura média, cheiro algo desagradável
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 32) quando verde; gosto i n d i s t i n t o . Fácil de traba-
lhar, superfície pouco lustrosa, tomando aca-
Parênquima paratraqueal, visível a olho nu,
bamento com lustre m e d i a n o .
bem distinto sob lente, a l i f o r m e , com finos e
longos prolongamentos laterais, lineares, às
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 35)
vezes unindo-se irregularmente, chegando a
formar faixas sinuosas, finas associando po- Parênquima abundante, visível sob lente,
ros, também eventualmente t e r m i n a l . Poros apenas notado a olho nu, em finas linhas s i -
apenas distinto a olho n u , poucos, pequenos a nuosas muito aproximadas, chegando a for-
médios, predominante solitários geminados e mar um retículo uniforme com os raios, inter-
pequenas cadeias radiais, vazios. Linhas vas- rompidos pelos p o r o s . Poros no topo apenas
culares são largas, longas e espaçadas. Raios perceptíveis a simples vista, poucos, peque-
nos a médios, solitários e geminados, parcial- CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
mente obstruídos por t i l o s brilhantes. Linhas
Madeira moderadamente pesada (0,55 a
vasculares longas, retas. Raios visíveis sob 3
0,70 g / c m ) ; cerne variando do castanho ama-
lente, finos e numerosos, apresentando certa
relado ao castanho escuro uniforme; alburno
uniformidade na largura e espaçamento; na
amai elo ou quase incolor; grã direita; textura
face tangencial são notados apenas com auxí-
média apresentando forte brilho nas faces
lio de lupa; na radial são destacados a olho
longitudinais geralmente lisa ao tato; cheiro
desarmado. Camadas de crescimento demar-
indistinto; gosto levemente amargo. Fácil de
cadas por zonas fibrosas mais e s c u r a . Mácu-
trabalhar c o m ferramentas manuais ou mecâ-
las medulares pouco p r e s e n t e s . Canais secre-
nicas, recebendo acabamento um tanto esme-
tores não foram observados.
rado, devido ter uma superfície lisa e bri-
lhante.
EMPREGOS

Dormentes, construção em geral, vigamen- DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 36 e 79)


tos, moirões, cavacos para cobrir casas resi-
Parênquima apenas distintos à simples
denciais .
vista, em faixas estreitas t e r m i n a i s , geralmen-
t e afastadas, nem sempre p r e s e n t e s . Poros
MOGNO
visíveis a olho nu, pouco numerosos, médios,
Swietenia macrophylla King solitários, geminados, e em grupo de 3 poros;
vazios e com substâncias escuras. Linhas vas-
BRASIL — Mogno (Mato Grosso — Aripuanã). culares longas e retas, contendo resina oleosa
Aguano, Mogno (Amazonas). Cedrorana (Pará). escura. Raios no topo visíveis só sob lente,
Nomes comerciais e estrangeiros: Araputanga. Ce- apresentando certa uniformidade na largura e
droí, Mogno — brasileiro, Caoba de Honduras.
espaçamento; na face tangencial, visíveis so-
Broadleaf mahogany, Bigleaf mahogany, Central
American mahogany, Caoba, Caoba Hondurenã, mente com ajuda de lente, c o m estratificação
Chacalte, Caoba Americana. Aguano, Mahogany, (2 por m m ) , às vezes pouco regular; na face
Honduras mahogany, Venezuela mahogany. Peru- radia! são contrastados. Camadas de cresci-
vian mahogany, Brasilian mahogany, Acajou ameri- mento bem distintas e determinadas pelo pa-
que, Mahogany Honduras, Acajou de Honduras, Ma- rênquima t e r m i n a l . Máculas medulares ausen-
ra, Caoba de hoja caduca, Orura. tes. Canais intercelulares verticais nem sem-
pre presentes.
ÁREA DE OCORRÊNCIA

EMPREGOS
Arvore de larga distribuição desde a pe-
nínsula de lucatã até a Colômbia, Venezuela,
Por ser altamente resistente ao ataque de
Peru e extremo ocidental do B r a s i l .
fungos e insetos, é usada e m : móveis de luxo,
No Brasil, sua distribuição vai das bacias
compensado, construção c i v i l , decoração inter-
superiores do Juruá e Purus, passando pela
na, painéis, réguas de cálculos, objetos de
bacia do médio Madeira, Mato Grosso e sul
adorno, artigos para escritórios, instrumentos
do Pará (bacias do alto Tapajós e alto Xingu)
científicos de alta precisão, indústria de avia-
e estendendo-se para o nordeste até o médio
ção e instrumentos musicais, esculturas e ta-
Tocantins e o vizinho r i o Balsas (afluente do
lhados.
alto Parnaíba, no extremo sul do Estado do
Maranhão) e terminando no médio Capim, a
sudeste de Belém do Pará. MOROTOTÓ

HABITAT Didymopanax morototoni ( A u b l . ) D e c n e .


& Planch.
Abunda nas terras úmidas, algumas vezes
pantanosas, porém freqüente nas ribanceiras BRASIL — Morototó (Mato Grosso — Aripuanã e
ou ladeiras bem drenadas, que recebem alta Amazonas). Mucututu. Matataúba, Pará-pará. Ma-
precipitação. rupá-uba-falso ( P a r á ) . Sambacuim (Paraíba e Per-
nambuco). Mandiocaí, Mandioqueira (Bahia). Pi- postes, visíveis à simples v i s t a ; na face radial
xixica (S. Paulo). G. FRANCESA — Córóovan, claramente visíveis sem auxílio de lente. Ca-
Bois de mai. Bois de Saint Jean. GUIANA — Ka-
madas de crescimento praticamente indistin-
rohoro, Matchwood. Morototo. SURINAME — Mo-
rototo, Cassavehout, Bigi boesie, Papajahoedoe, tas. Máculas medulares e canais secretores
Kasabahoedoe, Kassavehout. PERU — Sancha-uva, não foram observados.
Anonillo. BOLÍVIA — Guitarrero. COLÔMBIA —
Yrumero. Yagrume. VENEZUELA — Yarumo de EMPREGOS
Savana, Y . macho, Orumo macho, Sun-sun, Higue-
reto, Tinajero. ARGENTINA — Ambay guazu. COS- Marcenaria, carpintaria, compensados, for-
TA RICA — Pava. Pavilha, Probado. PANAMÁ — Ja- ros, construção em geral, esquadrias, aduelas,
gueme, J. macho, Pyume, Payme macho, Pava ci- palitos de fósforos, caixas de embalagem, lá-
marróna. Grayumo, Yagrume, Y . macho, Yarume- pis, celulose e papel, c o m 53,20% de rendi-
ro TRINIDAD — Match-wood, Jeretón. PORTO mento.
RICO — Pana cimarrona, Morototo, Mandioqueira
(comércio). REP. DOMINICANA — Palo de sable,
Sablito. Yagrumo macho. CUBA — Sapatón, Yagru- MUIRAJIBOIA
mo macho. Arriero, Gavilan, Badana, Cordobán, Pa-
dero, Papayón. M É X I C O — Chancaro blanco, Ro-
bla blanco. NICARÁGUA — Costilla de danto. Swartzia recurva Poepp. & Endi.

BRASIL — Muirajiboia (Mato Grosso — Aripuanã).


ÁREA DE OCORRÊNCIA
Muirajiboia amarela (Amazonas, Manaus). Piraui-
chi, Gunbeira (Pará, região do Tapajós e Curuá-
Encontrada desde a A m é r i c a Central, Amé-
Una).
rica do Sul Tropical, da Colômbia ao Brasil
(Rio de Janeiro) e A r g e n t i n a .
ÁREA DE OCORRÊNCIA

HABITAT Tem larga distribuição na Amazônia brasi-


leira, desde os Estados de M a t o Grosso ao
Freqüente nas matas de terra firme em
Amazonas, Pará e Território de Rondônip.
solo argiloso ácido, e t a m b é m em capoeiras
velhas.
HABITAT

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA Típica da mata de terra f i r m e , podendo


ocorrer nas matas secundárias e margens ala-
Madeira moderadamente pesada (0,55 a
3
gáveis dos r i o s .
0,60 g / c m ) ; lenho entrelaçado de cinzento e
creme claro; grã regular; textura média; su-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
perfície lisa ao tato e lustrosa; insípida e ino-
dora. Fácil de trabalhar, recebendo bom aca- Madeira muito bonita, dura, muito pesada
bamento. 3
(1,00 g / c m ) ; cerne castanho escuro e casta-
Obs.: Madeira semelhante ao " M a r u p á " (SI- nho arroxeado, algumas vezes o alburno se
maruba amara) e como tal é exportada. entrelaça com o cerne, produzindo desenhos
curiosos; alburno propriamente dito é amarelo
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 37 e 80) claro; grã regular; textura média; cheiro e gos-
to i n d i s t i n t o s . Fácil de trabalhar. Recebe um
Parênquima ausente, indistinto mesmo com
bom acabamento com polimento atrativo.
auxílio de lente. Poros apenas visíveis a olho
nu, pouco numerosos, pequenos, solitários, DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 38 e 81)
geminados, predominando estes, alguns de 3
poros, na sua maioria vazios. Linhas vascula- Parênquima relativamente abundante, dis-
res são longas, finas e retas, pouco realçadas, t i n t o a olho nu em linhas ou faixas estreitas,
vazias. Raios no topo visíveis a olho desar- concêntricas, espaçadas, às vezes associadas,
mado, um tanto largos e afastados, numero- aliforme simples e com prolongamentos late-
sos, contínuos, às vezes interrompidos; na fa- rais extensos. Poros visíveis sob lente ou ape-
ce tangencial são baixos e irregularmente dis- nas notados a simples vista, pouco numerosos,
pequenos, alguns médios .solitários predomi- somente sob lente, finos ,de distribuição regu-
nantes, múltiplos de 2 a 3, raríssimos de 4 po- lar; na face tangencial são pouco notados; re-
ros; vazios, alguns o b s t r u í d o s . Linhas vascu- gularmente dispostos com estratificação de
lares são altas e retas, obstruídas por subs- 3 por m m ; na face radial contrastados. Cama-
tâncias amareladas. Raios no topo são finos das de crescimento demarcadas pelo parênqui-
e numerosos, apresentando boa uniormidade ma t e r m i n a l .
na largura e espaçamento, distintos somente
com ajuda de lente; na face tangencial são EMPREGOS
estratificados, notando-se mesmo sem auxílio
de lupa; na radial distintos à simples v i s t a . Usada na confecção de cascos de canoas,
Camadas de crescimento demarcadas por zo- estacas, tacos, soalhos, dormentes, caibros,
nas mais escuras de tecido f i b r o s o . Canais vigas, ripas e cruzetas.
secretores e máculas medulares não foram
observados. MUIRAPINIMA

Brosimum guianensis Aubl.


EMPREGOS
BRASIL — Muirapinima (Mato Grosso, Pará e Ama-
Tacos, construção em geral, carpintaria,
zonas); Aita, Preguiceira (Pará); Quiré (Pernam-
marcenaria, ótima para lenha e carvão. buco). HONDURAS B R I T Â N I C A S — Wild, Moun-
tain e Bastard breadnut. T R I N I D A D — Leopard
wood e Gatea. GUIANA — Letterwood, Gnakewood
MUIRAJUBA
e Tibikishi. SURINAME — Letterhout. GUIANA
FRANCESA — Bois de lettre e Lettre mouchette.
Apuleia molaris Spr. ex B e n t h .

ÁREA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Muirajuba, Amarelão (Mato Grosso —
Aripuanã). Amarelão, Muirajuba, Muirataná, Pau Comum na Amazônia brasileira (Mato
mulato. Muirariura ( P a r á ) . Cumarurana, Pau ce-
Grosso, Amazonas, Pará. A c r e e A m a p á ) . Ain-
tim ( A c r e ) .
da no Brasil ocorre próximo ao Rio de Janeiro,
parte de Minas Gerais e Pernambuco. No ex-
ÁREA DE OCORRÊNCIA
terior aparece no Peru, Bolívia, Escudo das
Nos Estados de Mato Grosso, Pará e A c r e . Guianas e Trinidad; norte da Colômbia; sudes-
te dc Panamá e México, Hondura Britânicas.
HABITAT
HABITAT
Aparece nas matas de terra f i r m e e e m
solo f é r t i l de várzea a l t a . Matas primárias de terra firme de solo
argiloso e / o u arenoso. Habita também em ca-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA poeiras.
3
Madeira pesada (0,90 g / c m ) ; cerne par- CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
do a pardo-acastanhado; grã regular, textura
média; cheiro e gosto i n d i s t i n t o s . Madeira moderadamente pesada (0,60 a
3
0,65 g / c m ) ; de cor creme palha; grã irregu-
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 39) lar; textura grosseira; cheiro e gosto indistin-
t o s . Fácil de trabalhar.
Parênquima axial indistinto a olho nu, dis-
tinto sob lente, a l i f o r m e , aletas finas, con-
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 40)
fluentes, e t e r m i n a l . Poros visíveis à lupa de
10X, pequenos a médios, numerosos, s o l i t á - Parênquima apenas perceptíveis a olho nu,
rios predominantes, múltiplos, alguns com re- aliforme simples" predominante, de aletas f i -
sina amarelada. Linhas vasculares numerosas, nas, também aliforme c o n f l u e n t e . Poros visí-
visíveis a olho nu, algumas vezes obstruídos veis somente com auxílio de lente, pequenos,
por resina amarelada. Raios no topo distintos poucos, solitários predominantes, geminados
e em pequenas cadeias radiais; vazios. Linhas predominantes, múltiplos de 2-3, ocasional-
vasculares retas, longas, finas, vazias, visíveis mente de 4 poros, vazios, alguns obstruídos
a olho n u . Raios no topo apenas visíveis a por t i l o s ou resina oleosa. Linhas vasculares
olho nu. finos, numerosos, apresentando boa longas e r e t a s . Raios no topo b e m perceptí-
uniformidade na largura e espaçamento; na veis a simples vista, numerosos e b e m d i s t r i -
face tangencial são visíveis sob lente, irregu- buídos tanto na largura como no espaçamento;
larmente dispostos; na face radiai pouco con- na face tangencial são visíveis a simples vis-
trastados. Camadas de crescimento demarca- ta e irregularmente dispostos; na face radial
das por zonas fibrosas mais escuras. Mácu- são contrastados perceptíveis a olho desar-
las medulares e canais secretores não foram mado. Camadas de crescimento pouco defini-
observados. das por zonas fibrosas escuras. Máculas me-
dulares e canais secretores não foram obser-
vados
EMPREGOS

Móveis, estacas, esteios, marcenaria, cons- EMPREGOS


truções e m g e r a l .
Largamente usada e m compensado e la-
MUIRATINGA minado, caixas, e t c .

Maquira coreacea (Kosterm) C . C . Berg


MUIRATINGA PRETA

B R A S I L — Muiratinga (Mato Grosso, Amazonas e


Maquira guianensis Aubl.
Pará).

BRASIL — Muiratinga preta (Mato Grosso). Mui-


ÁREA DE OCORRÊNCIA
ratinga (Mato Grosso, Amazonas e P a r á ) .
Na Amazônia brasileira ocorre nos Esta- ÁREA DE OCORRÊNCIA
dos de Mato Grosso ( A r i p u a n ã ) , Amazonas
(rio Branco, iago Janauacá e Rodovia Humaitá-
Na Amazônia brasileira ocorre no Mato
Porto V e l h o ) , Pará (Faro, Óbidos e A l m e i r i m ) ;
Grosso ( A r i p u a n ã ) , Pará (Santarém e Bragan-
aparece também no alto r i o Paraguai, Vene-
ç a ) , Território do Amapá (Serra do Navio) e
zuela e C o l ô m b i a .
Roraima. No exterior aparece na Guiana Fran-
cesa e Suriname.
HABITAT

Matas de solo inundável periódica ou per- HABITAT


manentemente.
Matas de terra f i r m e , solo argiloso.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA


CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,55 a Madeira pesada (0,75 — 0,85 g / c m ) ; cer-


3
0,60 g / c m ) ; cerne e alburno praticamente in- ne e alburno praticamente indistintos de cor
distintos de cor creme pardacento pouco bri- c r e m e ; superfície pouco lustrosa; grã regular;
lhante; grã direita; textura média para gros- textura média, lisa ao tato; gosto levemente
seira; insípida e inodora. Fácil de trabalhar, amargo, cheiro não pronunciado. Boa de tra-
recebe acabamento atrativo de lustre me- balhar podendo receber acabamento atrativo.
diano
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 42)
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 41)
Parênquima b e m visível a olho nu relati-
Parênquima apenas visível a simples vis- vamente abundante em linhas concêntricas
t a , tipicamente v a s i c ê n t r i c o . Poros perceptí- pouco sinuosas, envolvendo ou tangenciando
veis a olho nu, relativamente abundante pe- os peros às vezes localmente confluente e a l i -
quenos a médios, alguns grandes, solitários forme com prolongamentos laterais curtos e
extensos e ainda v a s i c ê n t r i c o . Poros só visí- cido, geralmente apresenta-se agregado, difu-
vel com auxílio de lente, pequenos, pouco nu- so ou em linhas finas interrompidas e irregu-
merosos, solitários predominantes, m ú l t i p l o s lares formando um reticulado muito fino e
de 2-3, excepcionalmente até 4 poros, vazios, indefinido. Poros no topo visíveis a olho de-
outros obstruídos por t i l o s . Linhas vasculares sarmado, pouco numerosos, pequenos a mé-
são retas, longas, vazias, bem visíveis sem dios, solitários, múltiplos de 2-3, em pequenas
auxílio de lupa. Raios no topo finos e numero- cadeias radiais e aparentemente agrupados
sos, apresentando uma regular uniformidade ou em conjunções oblíquas; vazios e obstruí-
na largura e espaçamento, visto somente com dos por substância escura não identificada.
ajuda de lente; na face tangencial são irregu- Linhas vasculares são retas, visíveis a olho
lares, na radial um tanto contrastados. Cama- nu, contendo substâncias da cor do lenho.
das de crescimento pouco distintas, àc vezes Raios no topo são apenas visíveis a olho nu
demarcadas por tecido fibroso e s c u r o . Mácu- os mais grossos, visíveis sob lente os mais
las medulares e canais intercelulares, não fo- finos, numerosos; na face tangencial são irre-
ram observados. gularmente distribuídos; na radial pouco con-
t r a s t a d o s . Camadas de crescimento pouco
EMPREGOS demarcadas por zonas fibrosas mais escuras.
Máculas medulares e canais secretores não
Compensados, caixas, lenha, e t c . foram i d e n t i f i c a d o s .

MUTUTI
EMPREGOS

Ptychopetalum olacoides Benth. Caixas, e t c .

BRASIL — Mututi (Mato Grosso). Muirapuama


(Amazonas, Pará e Amapá). Muirapuan, Muiratan PARÁ — PARA
(Pará).
Jacarandá copaia D. Don
ÁREA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Pará-pará, Maruparana (Mato Grosso
Ocorre nos Estados de Mato Grosso (Ari- — Aripuanã). Caroba. C. manacá, Pará-pará (Ma-
puanã), Amazonas, Pará e Território do Ama- naus — A m ) . Conhecida ainda como: Caraúba,
pá. Marupá falso, Caroba do Mato. G. FRANCESA —
Bois à Pian, Copaia, Coupaia des chanters, Faux
HABITAT simarouba. G. INGLESA — Fontui, Futi, Phootee.
SURINAME — Goebaja, Jassie noedol.
Floresta de terra f i r m e , solo argiloso e / o u
arenoso e savanas.
ÁREA DE OCORRÊNCIA

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA Comum em toda a Amazônia.

Madeira moderadamente pesada (0,50 — HABITAT


3
0,55 g / c m ) ; de cor creme, passando com o
tempo para uma tonalidade mais escura, uni- Matas e capoeiras velhas de terra f i r m e .
f o r m e ; grã direita; textura fina para média;
cheiro não pronunciado; gosto um tanto desa- CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

gradável. Boa de ser trabalhada mas não re- 3


Madeira muito leve (0.38 a 0,40 g / c m ) ;
cebe bom acabamento com polimento atrativo
sem distinção entre o cerne e alburno de cor
em virtude do lenho apresentar em toda sua
branca palha levemente rosada, apresentando
superfície uma pigmentação e s c u r a .
listras vasculares mais escuras; grã direita;
textura grosseira; superfície lustrosa e lisa
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 4 3 )
ao t a t o ; cheiro e gosto i n d i s t i n t o s . Fácil de
Parênquima pouco contrastado, apenas v i - trabalhar, podendo receber acabamento atra-
sível a simples vista quando o topo é umide- tivo.
Parênquima contrastado, aliforme simples Parênquima relativamente abundante, visí-
e com prolongamentos laterais longos, às ve- vel sob lente, predominantemente aliforme de
zes unindo-se irregularmente, formando faixas expansões curtas, com tendência para con-
finas, concêntricas, um tanto sinuosas, tocan- fluente, formando com os poros pequenos ar-
do os poros. Poros bem distintos a olho nu, ranjos oblíquos, terminal em finíssimas linhas
poucos, médios a grandes, solitários predo- interrompidas, pouco visíveis mesmo com au-
minantes, geminados, notando-se escassas ca- xílio de l e n t e . Poros visíveis somente com
deias de 3 poros; vazios. Linhas vasculares ajuda de lente, numerosos, pequenos a médios,
bem distintas sem auxílio de lente, são longas solitários predominantes, alguns múltiplos,
e retas. Raios no topo apenas perceptíveis a vazios, alguns obstruídos por tilos amarelo es-
olho desarmado, apresentando certa uniformi- verdeado. Linhas vasculares finas, longas e re-
dade na largura; na face tangencial são baixos tas. Raios no topo visíveis cem auxílio de lente,
e irregularmente dispostos; na face radial são muito finos e numerosos, de espaçamento uni-
contrastados. Camadas de crescimento dis- f o r m e ; na face tangencial ou longitudinal bem
tintas ou mal demarcadas. Máculas medulares visíveis a olho nu, com uma estratificação (3
e canais intercelulares não foram observados. por m m ) ; na face radial são pouco contrasta-
d o s . Camadas de crescimento demarcadas
por zonas fibrosas escuras. Máculas medula-
EMPREGOS
res e canais secretores não foram observados.
Caixas, brinquedos, compensados, marce-
naria, papel, palitos de f ó s f o r o , balsas; ade-
EMPREGOS
quada para trabalho de interior.
Marcenaria, construção civil e naval, tor-
nos, ebanistería, tacos de soalhos, eixos e
PAU D'ARCO raios de r o d a s .

Tabebuia serratifolia (G. Don) Nichols


PAU MULATO

BRASIL — Pau d'arco, Pau d'arco amarelo (Mato


Calycophyllum acreanum Ducke
Grosso — Aripuanã).

BRASIL — Pau mulato, Mulateiro (Mato Grosso).


ÁREA DE OCORRÊNCIA Pau mulato da terra firme ( A c r e ) .

Ocorre em todo a Amazónia, Nordeste até


ÁREA DE OCORRÊNCIA
S. Paulo. Estendendo-se também desde as
Guianas até o México. Comum no Município de Aripuanã (Mato
Grosso) . Aparece também no Estado do A c r e
HABITAT
e no Território de Rondônia.

Matas de terra f i r m e e ocasional em cam-


HABITAT
pinas amazônicas.
Matas de terra f i r m e , em solo a r g i l o s o .
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
3
Madeira muito pesada (0,95 a 1,00 g / c m ) ;
3
cerne castanho c o m veios escuros; alburno Madeira pesada (0,75 — 0,85 g/cm );
amarelo rosado, um tanto diferenciado do cer- branco pardacento uniforme, às vezes com le-
ne; grã regular; textura média; cheiro e gosto ves tonalidades escuras, compacta; grã regu-
indistintos; de lustre baixo a m é d i o . Um tanto lar à média; textura f i n a ; cheiro e gosto não
difícil de trabalhar, recebendo bom acabamen- pronunciados; superfície levemente l u s t r o s a .
to com polimento a t r a t i v o . M u i t o d u r á v e l . In- Fácil de trabalhar, podendo receber bom aca-
corruptível . bamento.
nantes; vazios. Linhas vasculares finas, nu-
merosas, vazias. Raios no topo, visíveis so-
Parênquima praticamente i n d i s t i n t o mes-
mente sob lente, finos, poucos; na face tan-
mo sob lente. Poros visíveis só sob lente,
gencial visíveis sob lente, irregularmente
muito numerosos, pequenos, solitários, múlti-
dispostos; na face radial pouco contrastados.
plos de 2-3 e pequenas cadeias radiais, alguns
Camadas de crescimento demarcadas por zo-
em grupos formando cachos, totalmente va-
nas fibrosas mais escuras e ausência de po-
zios. Linhas vasculares finas, numerosas, va-
ros. Máculas medulares e canais secretores
zias. Raios no topo visíveis com auxílio de
não foram observados.
lente, numerosos, finos, alguns mais grossos,
outros associados; na face tangencial são ir-
EMPREGOS
regularmente dispostos, na radial são contras-
t a d o s . Camadas de crescimento demarcadas Dormentes, postes, caibros, vigas, es-
por zonas fibrosas escuras. Máculas medula- teios, tacos para soalho e bilhar, vagões, car-
res e canais secretores não identificados. rocerías, e t c .

EMPREGOS
PAU-SANTO
Caixas, construção interna, marcenaria,
carvão, moirões, esteios, estacas, tacos, e t c . Zollernia paraensis Huber

BRASIL — Pau santo (Mato Grosso — Aripuanã,


PAU-ROXO Pará e Pernambuco). Muirapinima preta (Pernam-
buco).

Peltogyne lecointei Ducke


ÁREA DE OCORRÊNCIA

BRASIL — Pau roxo, Pau roxo da terra firme (Pa- Município de Aripuanã ( M a t o Grosso),
r á ) . Pau roxo, Roxinho (Mato Grosso). INGLA-
Estado do Pará (Estrada de Ferro de Bragança,
TERRA — Ruig wood.
no Tocantins e Baixo Tapajós), no noroeste
do Maranhão, Paraíba e Pernambuco.
ÁREA DE OCORRÊNCIA

HABITAT
Aparece espontaneamente no Pará (Óbi-
dos e no rio Tapajós) e Mato Grosso (Municí- Mata de terra f i r m e , solo argiloso.
pio de A r i p u a n ã ) .
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
HABITAT 3
Madeira muito pesada (0.90 a 1.00 g / c m ) ;
Matas de terra f i r m e . cerne preto esverdeado com manchas mais
claras; alburno amarelo claro, bem diferencia-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA do do cerne; grã revessa; textura média; insí-
3
pida e inodora. Fácil de trabalhar, recebendo
Madeira pesada (0,80 a 0,90 g / c m ) ; cer-
polimento perfeito e a t r a t i v o . Não fornece pe-
ne ao cortar, apresenta-se castanho escuro,
ças grandes.
passando com o tempo para o roxo intenso
ou violeta purpúreo; grã regular; textura mé-
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 48)
dia; cheiro desagradável; gosto i n d i s t i n t o .
Boa de trabalhar, resistente à decomposição. Parênquima abundante, em faixas regular-
mente distribuidas, aproximadas, pouco ondu-
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 47 e 83)
ladas, concêntricas, tangenciando os poros
Parênquima aliforme predominante, con- observa-se também curtas e finas linhas do
fluente ou não; também terminal em linhas f i - parênquima t e r m i n a l . Poros apenas notados a
nas, concêntricas. Poros perceptíveis a olho olho nu, pouco numerosos pequenos a muito
nu, pequenos, numerosos, solitários predomi- pequenos, solitários predominantes, alguns
geminados, geralmente obstruídos por t i l o s . pouco visíveis mesmo sob lente, irregular-
Linhas vasculares pouco contrastadas, longas mente dispostos; na face radial pouco con-
e retas. Raios no topo m u i t o finos e numero- trastados. Camadas de crescimento bem visí-
sos, visíveis somente com auxílio de lente, veis a vista desarmada, demarcada por t e c i d o
apresentando boa uniformidade na largura e fibroso mais escuro e ausência de p o r o s .
espaçamento; na face tangencial vê-se uma
estratificação regular (3 por m m ) ; na radial EMPREGOS
são contrastados. Camadas de crescimento
Esquadrias, tacos, vagões, caibros, ripas
bem demarcadas por zonas fibrosas mais es-
escadas, rodapés molduras, mobiliário, et..
curas, sem parênquima. Máculas medulares e
canais secretores ausentes.
PIOUIARANA
EMPREGOS
Caryocar glabrum (Aubl) Pers
Marcenaria de luxo, tacos, ebanisteria,
carpintaria construção em g e r a l . BRASIL — Piquiarana (Mato Grosso — Aripuanã).
Piquiarana, P. vermelha (Amazonas). Piquiarana
da terra ( P a r á ) . GUIANA — Cola. Bat's souari. G-
PEROBA FRANCESA — Saouari. Kassagnan, Agougui. SURI-
NAME — Sawarie, Gladde sopo-ordoe of sawari,
Aspidosperma polyneuron Muell. Arg. Aloekoemarirang, Sopohoedoe. V E N E Z U E L A —
Jígua. COLÔMBIA — Haw (Puinave), E-ko (Bara-
BRASIL — Peroba, Peroba-rosa (Mato Grosso — sana) Kõn (Kubea). PERU — Almendra, Almen-
Aripuanã). Peroba, Peroba-rosa, Peroba-amargosa, dro.
Peroba-rajada, Peroba açu, Sobro (Centro-Sul).'
ÁREA DE OCORRÊNCIA
ÁBEA DE OCORRÊNCIA
Freqüente no Município de Aripuanã (Ma-
t o G r o s s o ) , Estado do Amazonas e Pará, ter-
Ocorre desde o sul da Amazônia no Mato
ras baixas do Peru, região de San Carlos; Ma-
Grosso, até Bahia, Espírito Santo, Rio de Ja-
p i r i , na Bolívia; Colômbia e na região de
neiro e Paraná. Fora do Brasil atinge a Peru,
Cuyuni, alto Mazaruni, Demerara, rios Pome-
Argentina e Paraguai. roon e W a i n i , t a m b é m em Potaro e Curita nas
HABITAT Guianas.

Matas de terra f i r m e , solo argilo-arenoso.


HABITAT

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA Terra firme arenosa, argilosa ou areno-ar-


3
gilosa e na várzea alta de solo arenoso.
Madeira pesada (0,80 — 0,90 g / c m ) ; cer-
ne róseo bege com tons vermelho-arroxeados;
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
grã irregular; textura f i n a ; cheiro indistinto;
3
gosto amargoso. Madeira pesada (0,75 a 0,90 g / c m ) ; cer-
ne amarelo pardacento, pouco diferenciado do
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 49 e 84) alburno; grã regular; textura média; cheiro,
quando recém-cortado, lembra o odor de vina-
Parênquima não d i s t i n t o mesmo com au- gre; gosto não pronunciado, superfície irregu-
xílio de lupa de 10X. Poros pequenos, visíveis larmente lustrosa; áspera ao t a t o . Fácil de
com auxílio de lente, numerosos, solitários trabalhar.
predominantes e múltiplos, em parte obstruí-
dos por óleo resina. Linhas vasculares visíveis
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 50 e 85)
a olho nu, finas, numerosas, em geral obstruí-
das por óleo resina um pouco mais escura que Parênquima contrastado, apenas notado a
a cor do lenho. Raios no topo perceptíveis a olho nu, geralmente difuso e em segmentos
olho nu, finos, numerosos; na face tangencial de linhas muito finas e irregulares, que em
certos trechos chegam a formar trama um tan- me; grã de direita para pouco revêssa; textura
to irregular. Poros visíveis à simples v i s t a , m é d i a . Um tanto fácil de ser trabalhada; su-
poucos, médios a grandes, solitários e gemi- perfície lisa e lustrosa, principalmente quando
nados, algumas cadeias radiais, em sua maio- polida, podendo receber bom acabamento.
ria obstruídos por tilos brilhantes. Linhas vas-
culares visíveis a olho desarmado, espaçadas, DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 51 e 86)
retas e longas. Raios muito finos, numerosos,
Parênquima contrastado apenas visível a
só visíveis sob lente no topo, onde aparecem
simples vista, aliforme simples predominante
com certa uniformidade; contínuos; na face
de aletas curtas, finas, às vezes aparentemen-
tangencial são apenas notados sob lente, irre-
te confluente, ligando dois ou mais p o r o s .
gularmente dispostos e baixos; na face radial
Poros apenas perceptíveis a oiho desarmado,
são contrastados. Camadas de crescimento
poucos, pequenos, solitários predominantes,
demarcadas por zonas fibrosas escuras. Má-
múltiplos de 2, raríssimos de 3. na sua maio-
culas medulares e canais intercelulares não
ria obstruídos por tilos ou substâncias brilhan-
foram observados.
tes da cor do lenho. Linhas vasculares largas,
altas, retas, bem distintas sem auxílio de len-
EMPREGOS t e . Raios no topo apenas visíveis sem auxílio
de lente, apresentando boa uniformidade na
Dormentes, armações de cavernas de em-
largura e espaçamento aparentemente inter-
barcações, eixos e pinos de vagões, rodas de
rompidos (no cerne); na face tangencial são
carro, tanoaria, marcenaria, compensado, esta-
irregulares; na radial bem visíveis a olho nu.
cas, soalho de armazéns, construção civil e
Camadas de crescimento bem demarcadas por
naval. É altamente resistente ao ataque de
zonas fibrosas escuras. Máculas medulares e
teredo e de grande durabilidade aos demais
canais secretores não foram observadas.
agentes de deterioração.

EMPREGOS
RAINHA
Tacos de soalhos, construção pesada, ben-
Brosimum rubescens Taub. galas, instrumentos de sopro, dormentes, ca-
bos de ferramentas, vigamentos, macetas,
BRASIL — Rainha, Pau-rainha (Mato Grosso, Ama-
mancais, m ó v e i s .
zonas e P a r á ) . Muirapiranga (Pará e Amazonas).
GUIANA e SURINAME — Aworak. GUIANA FRAN-
CESA — Satiné-rubané. PARANÁ — Blood wood SANGUE DE BOI
cacique.
Iryanthera juruensis Warb.
ÁREA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Sangue de boi, Ucuubarana (Mato Gros-
Ocorre na Amazónia brasileira, nos Esta- so). Uchi vermelho, Ucuúba, Ucuubarana, Ucuúba-
dos de M a t o Grosso, Amazonas, Pará e Terri- Punã (Amazonas). PERU — Cumala, Cumalilla,
Cumalita, Cumala blanca, Cumala bolabola, Cuma-
tório do Amapá; aparece ainda no Peru, Co-
la roja.
lômbia, Guianas e Norte do Panamá.

ÁREA DE OCORRÊNCIA
HABITAT
Largamente distribuída por toda a Amazô-
Matas de terra f i r m e , em solo argiloso e
nia brasileira, no Estado do Pará (Santarém e
arenoso.
Monte Dourado, Óbidos e Serra de Parintins),
Mato Grosso ( A r i p u a n ã ) , Amazonas (Tefé,
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
rio Cuieiras, rio Javari, Estrada Manaus-Porto
3
Madeira pesada (0,85 a 1,00 g / c m ) ; cerne Velho, Boca do A c r e , e t c ) , Acre (Tarauacá e
avermelhado brilhante com tonalidade amare- Sena Madureira) e Territórios de Rondônia
lo-claro, apresentando t a m b é m veios casta- (Guajará-Mirim) e Roraima (Serra dos Suru-
nho escuro de aspecto f i b r o s o . Alburno cre- cucus) . Aparece ainda no Peru e Venezuela.
3
Matas de terra f i r m e , em solo arenoso e Madeira muito pesada (0,95 - 1,00 g / c m ) ;
argiloso. cerne castanho escuro quase preto; alburno
escasso, bem destacado por apresentar uma
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA cor pardo avermelhado; grã um tanto irregu-
lar; textura grosseira, áspera ao tato de as-
Madeira relativamente pesada (0,65 a 0,75 pecto fibroso bastante atenuado; gosto leve-
3
g / c m } ; cerne vermelho escuro; alburno bege- mente amargo; cheiro i n d i s t i n t o . Difícil de
rosado; grã direita e irregular; textura média; ser trabalhada, recebe polimento a t r a t i v o .
cheiro e gosto i n d i s t i n t o s . M u i t o r e s i s t e n t e . Imputrescível ( c e r n e ) .

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 52)


DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 53)
Parênquima relativamente abundante, ter-
Parênquima relativamente abundante per-
minal em faixas finas, irregularmente afasta-
ceptíveis a simples vista no cerne, bem visí-
das, porém numerosas, chegando a formar
vel c olho nu no alburno, aliforme de aletas
uma leve trama fina com os raios, vazios ou
curtas, confluente, resultando a formação de
com óleo resina e s c u r o . Poros visíveis so- trechos longos, largos, curtos e irregulares,
mente com auxílio de lente, pequenos, pouco às vezes com tendência para pequenas faixas
numerosos; predominando os múltiplos de 2; concêntricas. Poros apenas observados a sim-
múltiplos de 3 e 4 menos frequentes; solitá- ples vista, médios a grandes, alguns peque-
rios r a r o s . Linhas vasculares finas, numero- nos; poucos, solitários predominantes, gemi-
sas, pouco visíveis a olho n u . Raios no topo nados de 2-3, eventualmente em pequenas ca-
finos, numerosos, visíveis somente c o m len- deias radiais; vazios e obstruídos por t i l o s .
t e : na face tangencial pouco distintos mesmo Linhas vasculares bem destacadas s e m auxí-
com auxílio de lente; irregularmente dispos- lio de lente, são longas e retas, totalmente
tos; na face radial pouco contrastados. Cama- obstruídas por substância escura da cor do
das de crescimento aparentemente demarca- lenho. Raios no topo só visíveis com ajuda de
da pelas faixas de parênquima t e r m i n a l . lupa, na face tangencial são irregularmente
dispostos, na radial são contrastados. Cama-
EMPREGOS das de crescimento apenas demarcadas por
zonas fibrosas escuras. Máculas medulares e
Molduras, sarrafos, ripas, compensados, canais secretores inaparentes.
contraplacados, caixas, e t c .

EMPREGOS
SUCUPIRA PRETA
Tacos, dormentes, construção civil e na-
val, marcenaria, e t c .
Cássia adiantifolia Benth.

SUCUPIRA PRETA
BRASIL — Sucupira preta (Mato Grosso — Ari-
puanã e Amazonas). Muirapaxiúba, Coração de Ne-
gro, Pau preto ( P a r á ) . Bowdichia nitida S p r . ex B e n t h .

ÁREA DE OCORRÊNCIA
BRASIL — Sucupira preta. Sucupira. Sucupira da
Mato Grcsso ( A r i p u a n ã ) , Pará (Breves) e terra firme (Mato Grosso e Amazonas). Sapupira,
Amazonas. Sapupira da mata ( P a r á ) .

HABITAT Á R E A DE OCORRÊNCIA

Matas de terra f i r m e , sobre terreno argilo- Ccorre nos Estados de Mato Grosso, Ama-
arenoso, arenoso e pantanosos. zonas, Pará e T e r r i t ó r i o de Rondônia.
HABITAT HABITAT

Matas de terra f i r m e , solo argiloso e/ou Mata de terra f i r m e , de solo argiloso; em


arenoso. Roraima sobre solo laterítico na base de ele-
vações montanhosas.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
3
Madeira pesada (0,90 g / c m ) ; cerne cas-
tanho-escuro com t o m amarelado; grã reves- Madeira moderadamente pesada (0,60
3
sa; textura grosseira; cheiro e gosto indistin- g / c m ) ; cerne róseo-acastanhado, às vezes,
t o s . Madeira dura, difícil de trabalhar. com manchas irregulares esparsas; superfície
pouco lustrosa; alburno branco amarelado,
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 54) bem d i s t i n t o do cerne; textura grosseira; grã
direita ou ondulada; cheiro e gosto indistintos.
Parênquima visível a olho nu, m u i i o con-
trastado, vasicêntrico, aliforme simples e con-
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Fotos 55 e 87)
fluente, chegando a formar pequenos arranjos
oblíquos, e em linhas terminais finas, irregu- Parênquima d i s t i n t o a olho nu, em faixas
lares. Poros visíveis a olho nu, médios a tangenciando os poros, aproximados, ondula-
grandes, poucos, solitários, múltiplos de 2,3 dos, largas, longas, e t a m b é m em trechos cur-
e cadeias radiais de até 5 poros, vazios. Li- tos, descontínuos, isolados. Poros distintos a
nhas vasculares visíveis a olho nu, numero- olho nu, grandes e médios, múltiplos e solitá-
sas, vazias, retas. Raios no topo apenas per- rios, poucos, obstruídos por t i l o s . Linhas vas-
culares distintas, longas, infiltradas de t i l o s .
ceptíveis a olho nu, finos, poucos: na face
Raios visíveis somente c o m lente no topo e
tangencial visíveis só sob lente, estratifica-
na face tangencial, dispostos irregularmente
dos, 3 camadas de estratificação por m m ; na
e espaçados na r a d i a l . Camadas de cresci-
face radial contrastados. Camadas de cresci-
mento praticamente i n d i s t i n t a s . Máculas me-
mento aparentemente delimitadas pelo parên-
dulares e canais secretores não foram obser-
quima t e r m i n a l . Máculas medulares e canais
vados .
secretores não foram notados.

EMPREGOS EMPREGOS

Construção civil e naval, postes, moirões, Tabuados e construção em geral, caixota-


estacas, dormentes, cruzetas, laminados, ta- ria, carpintaria c o m u m . M u i t o r e s i s t e n t e . Na
cos, móveis, elevadores, tábuas de assoa- região de Aripuanã os cavacos são usados
lho, e t c . para cobertura de residências.

TABINHEIRO
TACHI
Erisma uncinatum Warm.

BRASIL — Tabinheiro (Mato Grosso — Aripuanã). Tachigaiia paniculata Aubl.


Quarubarana (Pará, Santarém). Bruto (Maranhão).
Conhecida ainda por: Jaboti, J. da terra firme, BRASIL — Tachi (Mato Grosso, Amazonas e Pará).
Quariuba, Quarubatinga, Quaruba vermelha, Q. de Tachi preto (Amazonas). Tachi branco (Pará). Lou-
flores roxas. GUIANA — Pramaye. SURINAME — ro tachi (Maranhão). GUIANA FRANCESA — Ta-
Singri, Kwanie. chigali. S U R I N A M E — Adsdoe, Gedoe.

ÁREA DE OCORRÊNCIA Á R E A DE OCORRÊNCIA

Ocorre com maior freqüência nos Estados Estado de Mato Grosso (Aripuanã); Esta-
de Jvlato Grosso e Pará (Santarém, Curuá- do do Pará (rio Tapajós-Bela Vista; rio Xingu-
Una) . Tendo sido também reconhecida nos A l t a m i r a ; rio Tocantins-Alcobaça; Peixe-Boi;
Territórios de Roraima e Amapá; Guiana e Su- Estrada Belém-Bragança; rio A c a r á ) ; Guiana
riname. Francesa e Suriname.
HABITAT

C o m u m nas várzeas e igapós dos rios de Matas de terra f i r m e , solo argiloso.


água pobre em sedimento, menos freqüente
na mata e no capoeirão de terra f i r m e , argilo- CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
sa, numa forma ligeiramente d i f e r e n t e .
Madeira moderadamente pesada (0,60 —
2
0,70 g / c m ) ; castanho-amarelada; grã regular;
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
textura média; cheiro e gosto indistintos; su-
Madeira moderadamente pesada (0,65 a perfície brilhosa.
0,70 g / c m ' ) ; cerne castanho, não fortemente
diferenciado do alburno amarelo, claro, bri- DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 57)
lhante, com listas escuras d i s t i n t a s ; cheiro
Parênquima nítido só sob lente, em faixas
desagradável quando verde; gosto indistinto;
largas, interrompidas, irregulares, quase sem-
textura média; grã regular. Fácil de trabalhar,
pre envolvendo os p o r o s . Poros visíveis a olho
recebendo bom acabamento.
nu, pequenos a médios .poros solitários e múl-
t i p l o s , predominando os primeiros. Linhas vas-
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 56) culares visíveis a olho nu, retas, vazias. Raios
Parênquima notado a olho nu, nítido sob no topo visíveis só sob lente, numerosos, f i -
lente, contrastado, predominante aliforme sim- nos; na face tangencial irregularmente dispos-
ples de aletas curtas e v a s i c ê n t r i c o . Poros tos; na face radial contrastados. Camadas de
apenas visíveis a olho nu, poucos, pequenos crescimento demarcadas por zonas fibrosas
a médios, solitários predominantes, gemina- mais escuras e rarefação de p o r o s . Máculas
dos e em pequenas cadeias radiais; vazios. medulares e canais secretores não foram ob-
Linhas vasculares altas e um tanto largas, dis- servados.
tintas à simples v i s t a . Raios no topo visíveis
sob lente, finos e numerosos, com certa uni- EMPREGOS
formidade na largura e espaçamento; na face
tangencial são muito baixos, irregularmente Construção em g e r a l .
dispostos, pouco d i s t i n t o s mesmo com auxí-
lio de lente; na face radial são contrastados. TENTO
Camadas de crescimento bem distintas sem
auxílio de lente e demarcadas por zonas fibro- Ormosia paraensis Ducke
sas escuras. Máculas medulares e canais se-
cretores não focam observados. B R A S I L — Tento (Mato Grosso — Aripuanã). Ten-
to, Molongu da mata (Amazonas).

EMPREGOS
Á R E A DF. OCORRÊNCIA
Construção em g e r a l .
Mato Grosso, Pará e Amazonas.

TAQUARI HABITAT

Miconia poeppigii T r i a n . Matas de terra firme.

BRASIL — Taquari (Mato Grosso — Aripuanã). CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA


3
Madeira pesada (0,75 — 0,80 g / c m ) ; cer-
ÁREA DE OCORRÊNCIA
ne alaranjado pálido bem diferenciado do a l -
Ocorre na Amazônia brasileira nos Esta- burno de cor cinza c o m reflexos creme; tex-
dos de Mato Grosso ( A r i p u a n ã ) , Amazonas tura grosseira; grã levemente irregular; gosto
( n o Purus) *e Território de Rondônia (Guajará- amargo, cheiro não pronunciado; superfície
M i r i m ) . Aparece também na Bolívia (Estado pouco lustrosa. Um tanto difícil de ser traba-
de Pando). lhada.
na-se de certo modo mais escuro brilhante;
sem cheiro e gosto pronunciados; textura t i -
Parênquima axial abundante, muito con-
na; grã levemente ondulada. Relativamente
trastado, perfeitamente visível a olho nu, do
fácil de ser trabalhada, porém, aceita excelen-
tipo paratraqueal, aliforme confluente predo-
te p o l i m e n t o . Casca fina, em média 2 mm de
minante, de aletas largas, chegando a formar
espessura, marrom, rugosa, fissurada, com
trechos oblíquos unindo vários poios, também
escassa resina avermelhada.
aliforme s i m p l e s . Poros perfeitamente visí-
veis a olho nu, pequenos a muito grandes, de
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 59)
pouco a pouco numerosos; solitários predomi-
nantes, múltiplos de 2-3, raros de 4; vazios ou Parênquima extremamente escasso, indis-
ocasionalmente obstruídos por substâncias se- tinto mesmo sob lente. Poros visíveis a sim-
melhante a g o m a . Linhas vasculares visíveis ples vista, pouco numerosos a numerosos, so-
a olho nu nas secções longitudinais, retas, às litários e múltiplos de 2 predominantes, alguns
vezes contendo substâncias da cor do l e n h o . de 3 poros, ocasionalmente encontra-se pe-
Raios visíveis a olho nu, apresentando unifor- quenos grupos; vazios, raros obstruídos por
midade regular na largura e espaçamento; na t i l o s ou substâncias g o m o s a s . Linhas vascula-
secção tangencial perceptíveis a olho nu, irre- res retas, finas e grosseiras, distintas a olho
gularmente dispostos, porém apresentando nu, na sua totalidade contém substância escu-
vários campos de estratificação, esta de 3 a 4 r a . Raios no topo pouco perceptíveis sem au-
listras por m m , na secção radial pouco con- xílio de lente, um tanto numerosos, finos e
trastados, visíveis a olho n u . Camadas de outros associados; na face tangencial são al-
crescimento i n d i s t i n t a s . Máculas medulares tos e baixos com predominância dos primei-
e canais secretores não foram observados. ros, irregularmente dispostos; na radial bem
destacados devido sua cor creme contrastan-
do com o tecido lenhoso escuro brilhoso.
EMPREGOS
Camadas de crescimento, ausentes. Máculas
Caixas de embalagens, e t c . medulares e canais secretores não Identifica-
dos.

UCUÚBA
EMPREGOS

Virola elongata (Benth.) Warb.


Marcenaria, caixas e compensados, e t c .

BRASIL — Ucuúba (Mato Grosso — Aripuanã).


Ucuúba branca, Ucuúba preta, Ucuúba vermelha, UCUÚBA
Ucuubinha, Uiqui (Amazonas). Mimba-branca
(Pará). Virola pavonis (A. DC) Smith

Á R E A DE OCORRÊNCIA BRASIL — Ucuúba (Mato Grosso — Aripuanã).


Ucuúba, Ucuhuba. Ucuúba branca do baixio (Ama-
Largamente distribuída na Amazônia geo- zonas) .
gráfica.
ÁREA DF. OCORRÊNCIA
HABITAT
Na Amazônia brasileira ocorre nos Estados
Matas alagáveis nas margens de rios e do Mato Grosso e Amazonas; Território de
lagos, campos e encostas da terra f i r m e . Rondônia. Fora do Brasil ocorre no Peru, Co-
lômbia e Venezuela.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
HABITAT
Madeira moderadamente pesada (0,62
5
g / c m ) , com 1 1 . 7 % de umidade; cerne e al- Matas de terra f i r m e , ocasional nas pseu-
burno creme uniforme a castanho acinzentado do-caatingas de solo arenoso, raro em mata
claro, c o m o decorrer do tempo passa ou tor- pantanosa.
Madeira moderadamente pesada (0,70 Matas de terra firme sobre solo argiloso e
3
9 / c m ) ; com 11-12% de umidade; cerne e al- arenoso.
burno praticamente indistintos, de cor creme
claro brilhante; textura média; superfície lus- CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
trosa; grã direita; cheiro e gosto não pronun-
Madeira moderadamente pesada (0,60 a
ciados. Fácil de ser trabalhada com qualquer 3
0,70 g / c m ) ; cerne vermelho escuro, alburno
tipo de f e r r a m e n t a . Casca c o m 4-5 m m de es-
róseo-claro a amarelado, cheiro e gosto indis-
pessura, rajada, látex amarelado ao cortar, em
t i n t o s ; atacada por insetos; textura média; grã
exposição ao ar passa para o vermelho escuro.
regular. A l b u r n o .

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 60)


DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 61)
Parênquima relativamente escasso, vasi- Parênquima relativamente abundante, visí-
cêntrico, bem visível sob lente as finas linhas
vel a olho n u , em linhas concêntricas, nítidas,
concêntricas, afastadas, raras vezes associa-
finas e quase sempre espaçadas regularmente.
das. Poros apenas perceptíveis a olho nu, pe-
Poros visíveis a olho nu, pequenos a médios,
quenos, de pouco a pouco numerosos; vazios
poucos numerosos; solitários e múltiplos de
alguns obstruídos por t i l o s brilhantes; maioria
2,3-4 destes predominando os geminados; va-
solitários, múltiplos de 2-3, raros de 4-5, espo-
zios. Linhas vasculares freqüentes, finas. Raios
radicamente aparece em grupo de 3-4 elemen-
no topo apenas perceptíveis a olho nu, nume-
t o s . Linhas vasculares são longas, retas, con-
tendo substância avermelhada. Raios no topo rosos, finos; na face tangencial pouco visíveis
visíveis a olho nu, numerosos, apresentam mesmo sob lente, irregularmente dispostos;
bca distribuição na largura e espaçamento; na face radial contrastados. Camadas de cres-
na face tangencial são irregulares, na radial cimento aparentemente não v i s í v e i s . Máculas
visíveis a olho n u . Camadas de crescimento medulares e canais secretores não foram ob-
perceptíveis sem auxílio de lente e bem de- servados.
marcadas por zonas de tecido f i b r o s o . Mácu-
las medulares e canais secretores não foram EMPREGOS
observados.
Molduras, sarrafos, ripas, compensados,
contraplacados, e t c .
EMPREGOS
UCUUBARANA
Caixas compensados, laminados, tábuas,
etc..
Iryanthera paraensis Huber
BRASIL — Ucuubarana, Ucuúba (Mato Grosso e
UCUUBARANA Amazonas). Ucuúba vermelha (Amazonas e Pará).
PERU — Varilla cumalla.

Iryanthera laevis Markg.


ÁREA DE OCORRÊNCIA

BRASIL — Ucuúba, Ucuubarana (Mato Grosso e Na Amazônia brasileira esta bem difundi-
Amazonas). Lacre da mata virgem, Ucuúba-punã, da nos Estados d o Mato Grosso (Município de
Ucuúba vermelha, Ucuúba da terra firme (Amazo- A r i p u a n ã ) , Amazonas (rio Solimões; Fonte
nas).
Boa; rio Javari; Estrada Manaus-Porto Velho
entre Castanho e Tupana; rio Purus), Pará
ÁREA DE OCORRÊNCIA
(rio Trombetas na Cachoeira Porteira), A c r e
Comum na Amazônia brasileira, nos Esta- (Cruzeiro do Sul) e Territórios de Roraima
dos do Amazonas e Mato Grosso e Territórios (Uaicá, Serra da Lua e Serra Tapequém) e
de Rondônia e Roraima. Aparece também no Rondônia (arredores de Porto V e l h o ) . Esten-
Peru ( L o r e t o ) . de-se ao Suriname e Peru.
Mata de terra f i r m e , solo argiloso.
Comum praticamente em toda a Amazônia
brasileira. Aparece t a m b é m no Peru, Colôm-
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
bia e Bolívia.
Madeira relativamente pesada (0,60 —
3
0,70 g / c m ) ; cerne vermelho escuro contras- HABITAT
tado c o m o alburno bege-rosado: grã d i r e i t a ;
textura média; cheiro e gosto não pronuncia-
Matas de terra f i r m e , solo argiloso.
dos.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 62)
Parênquima pouco contrastado, visível a Madeira moderadamente pesada (0,60 —
olho nu. terminal e m faixas nítidas, concêntri- 3
0,70 g / c m ) ; cerne avermelhado; alburno bege-
cas, finas e irregularmente espaçadas. Poros rosáceo; grã regular; textura média levemen-
apenas perceptíveis a olho n u , pequenos, pou- te áspera.
c o numerosos, predominando os geminados
solitários e múltiplos de 3 e 4 raros; vazios, DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA (Foto 63)
alguns contendo óleo resina escura. Linhas
vasculares numerosas, finas, pouco contrasta- Parênquima perceptível a olho n u , e m fai-
das. Raios no topo visíveis somente sob len- xas nítidas, finas e irregularmente espaçadas.
te, finos e numerosos; na face tangencial qua- Poros visíveis a olho n u , pequenos a médios,
se indistintos mesmo sob lente; irregularmen-
pouco numerosos, m ú l t i p l o s de 2 predominan-
te dispostos; contrastados na face r a d i a l .
tes, solitários, múltiplos de 3 e 4 também
Camadas de crescimento aparentemente de-
presentes; vazios, raro o b s t r u í d o s . Linhas
marcadas pelo parênquima c o n c ê n t r i c o . Má-
vasculares numerosas, finas, algumas com
culas e canais secretores não foram identifi-
conteúdo óleo-resinoso. Raios no topo nítidos
cados.
só sob lente, finos, numerosos; na face tan-
gencial pouco visíveis sob lente, irregularmen-
EMPREGOS te dispostos; contrastados na f r c o r a d i e i . Ca-
Compensados e contraplacados. madas de crescimento aparentemente demar-
cadas por tecide fibroso mais e s c u r o . Mácu-
las medulares e canais secretores i ã o foram
UCUUBARANA observados.

Iryanthera ulei Warb. EMPREGOS

BRASIL — Ucuubarana (Mato Grosso, Amazonas, Caixotaria, compensados, contraplacados,


Pará, Acre e Território de Rondônia). P E R U — sarrafos, ripas, e t c .
Ullpa-cumalla.
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TABELA DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MECÁNICAS DE ALGUMAS ESPÉCIES
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Tabinheiro

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Jatobá ( " * >

Guariuba ( * * )

Gonçalo Alves ( * " )


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Morototo {• * )

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Copaiba ( * * )

Castanheira ( * )

Burra Leiteira ( * * )
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ATLAS DAS MACROFOTOGRAFIAS DAS SECÇÕES TRANSVERSAIS DAS ESPECIES
AMAPÁ
AMARELINHO

Foto 1 — Brosimum utlle


Foto 2 — Zantho.vjlum sp.
AN A N I A N G E L I M PEDRA

Foto 5 — Symphonia globulifera Foto 6 — Hymenolobium petraeum


BREU-SUCURUBA BURRA L E I T E I R A
CUMARU CUPIÜBA
FA V E I R A DA VÁRZEA JENIPAPO BRAVO

Foto 21 — Macro lo bium angustifolium Foto 22 — Leoni a gly cie arpa

GONÇALO ALVES GUARIÜBA

Foto 23 — Astronium fraxinif olium Foto 24 — Clarisia racemosa


JACAREÜBA JATOBÁ

Foto 25 — Calophyllum brasiliense Foto 26 — Hymenaea courbaril

JUTAÍ-POROROCA LACRE

Foto 27 — Dialium guianense Foto 28 — Vochysia máxima


LARANJEIRA LOURO ITAÜBA
MACARANDUBA MACARANDUBA BRANCA
MOROTOTÖ MXJIRAJIBOIA

MUIRAJUBA MUIRAPINIMA

Foto 39 — Apuleia molaris .Foto 40 — Brosimum guianensis


MUTUTI PARA PARA

Foto 43 — Ptychopetalum olacoides Foto 44 — Jacaranda copaia


PAU D'ARCO
PAU MULATO
SUCUPIRA P R E T A SUCUPIRA PRETA

Foto 55 — Erisma uncinatum Foto 56 — Tachigalia paniculata


l CUL" 15 A RA N A

Foto 63 — Iryanthera ulei


ATLAS DAS MACROFOTOGRAFIAS DA FACE TANGENCIAL EM
RELAÇÃO AO EIXO DO TRONCO DE ALGUMAS ESPÉCIES
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ANGELIM PEDRA BURRA LEITEIRA
GONÇALO ALVES GUARIÜBA
Foto 78 — Virola calophylla Foto 79 — Swietenia macrophylla
MOROTOTÓ MTJIRAJIBOIA
PEROBA PIQUIARANA

Foto 84 — Aspidosperma polyneuvon Foto 85 — Caryocar glabrum

RAINHA TABINHEIRO

Foto 86 — Brosimum rubescens • Foto 87 — Erisma uncinatum


MUIRATINGA PARA PARA

Foto 92 — Maquira coreacea Foto 93 — Jacaranda copaia

PAU D'ARCO

Foto 94 — Tabebuia serratifolia


SUMMARY

The authors present the anatomical ma­


croscopic study of 63 different species of
w o o d s . Every one show these indications:
cientific and vernacular name, occurrence area
habitat, general wood characteristics, macros­
copic description, uses, and tables of phisic
and mecanic characteristics of some species.

This paper is illustrated by t w o atlas, one


showing the transversal surface photos of the
woods on an enlarged scale 10X to facilitate
the identification, and the other one showing
the tangencial surface to get a vision of the
whoie beauty of these woods and axial paral­
lelism of the constituint elements of the wood
tissue in relation to axle-trunk.
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PROJETO DE DESENVOLVIMENTO E PESQUISAS FLORESTAIS VERGUEIRO, F.

(PRODEPEF) 1978 — É hora de conhecer melhor nossa ma-


1975 — Centro de Pesquisas Florestais da Ama- deira E de faturar Amazônia, 41 :
zônia. Programação Técnica. Brasília, 1MC.
45(9) : 59 p . WANGAARD, F F . & MUSCHLER, A .
RECORD, S.J. & HESS, R.W. 1952 — Properties and uses of Tropical Woods.
1949 — Timbers of the N e w World. New Häven. I I I . Trop. Woods. Y a l e Univ.. 98 : 190 p.
Yale Univ. Press. 640 p . WANGAARD, F . F . ; KOF.HLER, A . & MUSCHLER, A F
RIZZINI, C.T. 1954 — Properties and uses of Tropical Woods-
1971 — Arvores e madeiras útr-is do Brasil Trop. Woods. Yale Univ.. 99 : 187 p.
Manual de Dentrológia Brasileira. Ed WANGAARD, F . F . ; STERN, W . L . & GOODRICH, S.L.
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SADDI, N . V . Trop. Woods. Y a l e Univ., 103 : 139 p.
1977 — Primeira contribuição sobre a flora de
Humboldt (Aripuanã, Mato Grosso). (Aceito para publicação em 1G/03/79)
Í N D I C E A L F A B É T I C O DOS N O M E S VULGARES

— A — — B

Pfl. Badana
Abati 24 Bagaceira
Abati copal do Brasil 24 Bagasse
Abati timbaí 24 Bagasse jaune
Aca cupia 24 Bálsamo jacareúba
Acacia mâle 15 Barillo
Acajou amerique 31 Bastard breadnut .
Acajou blanc 30
Bat's souari
A c a j o u d e Honduras 31
Bigi boesie
Adoonsidero 30
Bigleaf mahogany
Adsdoe 41
Bitterwood
Aoougui 38
Blood w o o d cacique
Aquano 31
Boarwood
Ita 33
Bois bagasse
Algarroba 24
24 Bois blanc
Algarroba das Antilhas
38 Bois jaune
Almendra
Almendra dei beni 17 Bois à pian

Almendro 17, 38 Bois de cayan

Aloekoemarirang 37 Bois de lettre

Amapá 11 Bois de m a i
Amapá-rana 16 Bois de saint jean
Amarelão 33 B o i s de zebre
Amarelinho 11 Boloteria
Amarillo 12 Boncillo
Ambay guazu 32 Brasilian mahogany
Amburana 18 Brazilnoot
Amburana de c h e i r o 13 Brazil nuts
Ameixa 12 Brazil-nut tree
Amoeira 12 Brazilian-she noot
A m o e i r a brava 12 Brea-caspi
Amoeira de e s p i n h o 12 Breu
Amoreira 12 Breu-sucuruba
Anani 13 Brick-wax-tree
Ananim 13 Broadleaf mahogany
Angelim amargoso 21 Bruto
A n g e l i m pedra 13 Burra leiteira
Anonillo 32
Arapari 14
Arapari verdadeiro 14
Arapari da várzea 14 Cabacalli
Araputanga • 31 Cacho
Arara petiu 15 Caguairán
Arara tucupi 14 Canandi
Aroeira 22 Canuco
Arriero .. A
32 Caoba
Árvore copal 24 Caoba americana .
Aworak 39 Caoba Hondurena

Azoll 13 Caoba d e hoja caduca


3 9

Caoba de Honduras 31 Cumalita


Capinuri 23 Cumaru 20
Caraúba 35 Cumaru roxo 20
2 0

Carne de anta 27 Cumaru verdadeiro


C a roba 35 Cumaru da folha grande 20
Caroba manacá 35 Cumaru de cheiro 18

Caraba d o mato 35 Cumarurana 33


Cumbarl 20
Cassavehout 32
Cupiúba 20
Castanha 30
Cupiúva 20
Castanha vermelho 30
Cururu 26
Castanha de c o t i a 16
Castanha d e l maranõn 17
— D —
Castanha do Brasil 17
Castanha do M a r a n h ã o 17 Deninho 26
Castanha do Parñ 17 Doctor gum 13
Castanharana 30
Castanheira 17 — E —
Castaño de m a d r e de dios 17
Ebo 20
Cataquí-iamani 2¿
E-ko 38
Cedrinho 17
Envira p r e t a 21
Cedro 17
Envlra surucucu 21
C e d r o do pântano 23 2
Envira da folha miúda 1
Cedrol 31 2
Envireira preta 1
Cedrorana 18. 26. 31
Espinho de vintém 27
Central american mahogany 31
Cerejeira 18
— F—
Cerillo 13
Chacalte 31 Farinha seca 25
2 0
Chewstick 13 Faux gaiac
Cok-wel-mani 13 Faux simarouba 35
Cola 38 Fava 21
5

Comenero 2 6 Fava bolota 1*. 1


Comer de arara 24 Faveira de berloque 15

Copaia 35 Fava de bolacha 21


4
Fava de t a m b a q u i I
Copaia des chanters 35
2 2
Fava de várzea
Copaíba 19
1 9 Faveira Mi 21
Copaíba a n g e l i m 4
Faveira de chorão I
Copaíba mari-mari 19
Faveira de empigem 21
Copaíba roxo 19
Faveirão
Copai 24
Fontui 35
Copai americano 24
Fria 26
Copal do Brasil 24
Futl 35
Copie 20 1 2
Fustic
Copinol 24
4 0
Fusticwood 12
Coração de negro
Fustiuholz 12
Cordobán 32
Córdovan 32 — G —
Coroboro 24
Costilla de danto 32 Gaiac de cayenne 20
Couepi 20 Galba 24
Courbarll 24 Gale bagasse 18
Craíba 30 Gatea 33
Cuapinol 24 Gavilan 32
4 1

Cumala 39 Gedoe
Cumala blanca 39 Geles habbes 21
Cumala t j o l a b o l a 39 Geri habisi 21
Cumala roja 39 Gladde sapo-ordoe of sawari 38
Cumalilla 39 Gnakewood 33
2 7

Goebaja 35 Itaúba preta


Golandi 24 Itu 26
1 7
Gomável 22 lubia
1 7
Gonçaleiro 22 luvla
Gonçalo Alves 22
Goupil 20 — J —
2 6
Granadillo
3 2
Jaboti 41
Grayumo
Jabotí da terra firme 41
Grignon fou '*
Jacareúba 23, 24
Guanambi 24
Jacarioba 24
Guanambi carvalho 24
Jacurandi 24
Guanambi cedro 24 3
Jagueme 2
Guanambi landlum 24
3
.lagueme macho 2
Guanambi leite 24
Guanambi vermelho 24 Jassaí 24
3
Jassie noedol 5
Guanandi 24
Jataí 24
Guanandi c a r v a l h o 23
Guanandi-cedro 23 Jataí g r a n d e 24

Guanandi-landium 24 Jataí-mondé 24

Guanandi-piolho 23 Jataí-peba 24

Guanandi-rosa 23 Jataí-uba 24

Guananim v e r m e l h o 1 3 Jataí-uva 24

Guanantium 24 Jataíba 24
Guapinal 2 4 Jataizínho 24
2 4

Guapinol 24 Jataúba
2 4
Guapique 26 Jatei
2 4
Guarita rajado 22 Jatioba
2 4

Guariúba 23 Jatobá
2 4
Guariúba amarela 23 Jatobá •
2 4

Guitarrero 3 2
Jatobá roxo
2 4
Gulande 24 Jatobá t r a p u c a
2 4
Gulandi 24 Jatobá verdadeiro
2 4
Gulandium 24 Jatobá de anta
2 4
Gulandium carvalho 24 Jatobá de p o r c o
3 2
Gumbeira Jatubá 2 4

2 2
Jejuira
2 5
— H — Jenipapo bravo
32
Jereton
Haw 58 24
3 2
Higuereto Jetal
2 4
Hipanai 15 Jetai de Pernambuco
2 4
Honduras mahogany 3
1 Jetaiba
2 4
Huitillo 26 Jetaíbo
2 4
Jetaicl
2 4
Jetaiuba
2 4
Jetui-peba
Ibiuva • 24 Jigua 3 8

1 8
Imburana Joarana
1 7
Ingie n o t o Joeirana 1 5

1 7
Inginoto Joerana 1 5

Inglês 24 Juerana "


1 7
Iniá Jupati 2 4

1 5
Ipana Jupiúba ^
Ipanai 15 Jupuúba 1 4
- 1 5

Ipê da várzea 22 Jutaí 2 4


- 2 6

2 4
Irairandira 24 Jutaí-açu
Ironwood • 26 Jutaí-branco 24
2 4
Itaúba 27 Jutaí c a f é
2 4
Itaúba abacate 27 Jutaí catinga •
Itaúba amarela 27 Jutaí grande 24
Jutaí mirim 24. 26 Louro Sucena .
J u t a í peba 24. 26 Louro tachi ...
Jutaí pororoca 24. 26 Louro da várzea
Jutaí roxo 24 Louro do igapó
2 4
Jutaí da várzea
2 4
Jutaí do campo
Jutaí do igapó 24 M a c a q u e i r a ...
J u t a i c i c a
„ Macharé
J u v e v ê
^ Maçaranduba ..
J u v i a
Maçaranduba branca
Maçaranduba verdadeira
— K —
Mafua
Kaboekallü 20 Mahogany
Kabukalll 20 Mahogany Honduras
1
Karimanni 3 Maie bois macaque
Karohoro 32 Manica de porco
Kasabahoedoe 32 Mandiocai
Kassagnan 38 Mandioqueira ...
Kassavehout 32 Mangue
Koemaroe 20 Mani
Koepi 20 Maniballi
Koepie 20 Manil
Koerali of koerara 24 Manil-parcouri ...
1 7 M a n n i
Kokelero
Kõn 38 Mara
Kopi 20 Marina
1
Kouatakaman 5 Maruba ....
4 1 M a r u á
Kwanie P
Kwatakama 15 Marupá falso
Marupá-uba
_ ^ Marupá-uba-falso
Maruparana ..,
2 6
Lacre Masagrle
4 4
Lacre da mata v i r g e m Mataakl
Lagarto-caspi 24 Matakki
2 3
Landi Matá-matá
Landim 23 Matá-matá rosa
2 4
Landium Matataúba ..
2 4
Landlum jacareiba Matchwood
Landium do brejo 24 Match-wood
2 4
Lantim Mimba-branca
2 7
Laranjeira Mogno
1 3
Leche amarilo Mogno-brasileiro
Leiteira ^ Molongu da mata
Léopard wood 33 Monkey
Letterhout 33 Mora amarilla
Lotterwood 33 Moral babo
Lettre mouchette 33 Moral comida de mono
1 2
Limão-rana Moratana
Limão-rana amarelo 12 Morototo
2 7
Limãozinho Morototó
Limorana 12 Mountain
Locus 24 Mucututu
Locust 24 Mulatelro
Loksi 24 Murarena
Lokus. 24 Murteira
Louro 28 Mututl
Louro a m a r e l o do igapó 28 Muiracatiara
Louro Itaúba 27 Muirajiboia
1 5

Muirajiboia a m a r e l a 32 Paricá
1 2

Muirajuba 33 Pau amarelo


3 3

Muirapajé 20 Pau cetim


Muira-paxiúba 4 0 Pau d'arco 36
Muirapiranga 39 Pau darco amarelo 36
2 6

Muirapinima 33 Pau (eno


Muirapinima preta 37 Pau Gonçalo 22
Muirapuama 35 Pau mulato 33, 36
Muirapuan 35 Pau m u l a t o da t e r r a f i r m e 36
4 0

Muirareina 15 Pau p r e t o
3 9

Muirarema 1 5 Pau rainha


Muirariura 33 Pau roxo 37
Muiratan 35 Pau r o x o da t e r r a f i r m e 37
Muirataná 33 Pau santo 37
1 5

Muiratinga 34 Pau de arara


Muiratinga preta 34 Pau de azeite 24
1 5
Pau de sândalo - 24
— N — Pau de St.' Maria 24
Pava 32
Nazarebo 24
Pava cimarrona 32
1 7
Noce dei Brasil
1 7
Pavilha 32
Noix du B r e s i l
Payme macho 32
1 7
Noz do Brasil 3 8

1 7
Peroba
Nuez dei Brasil 3 8
Peroba-açu
Peroba amargosa 38
— O —
Peroba-rajada 33
Oiti ......,..V.V....«..-.. 23 Peroba-rosa 38
Oiticica 23 Peruvian mahogany 31
Oiticica amarela 23 Phootee 35
2 0
Oiticica da mata 23 Pilon
Olandi 23. 24 Piquiarana 38
Olandi-carvalho 24 Piquiarana da terra 38
Olandim 23 Piquiarana vermelha 38
Óleo de jataí 24 Pirauichi 32
Óleo jutahy 24 Pixixica 32
1 7
Olla de mico Pmashto 1 6

Orumo macho 32 Praíba 30


2 8
Orura 31 Pororoca
4 , 1
Pramaye
— P — Preguiceira 33
3 2
Probado
Padero 32 1 5
Procaxl
Pague 26
Pyume ... 32
Paleta 26
Paletó 26 — O —
Palo de sable 32
4
Palo Maria 24 Ouariúba ^
2 6
Pana cimarrona 32 Ouaruba
Papajahoedoe 32 Ouaruba verdadeira "• • • 26
4
Papayón 32 Ouaruba vermelha ^
4 1
Paracaxi 1 4
Ouaruba de f l o r e s r o x a s
4
Paraíba 30 Quarubarana ^
4
Parajuba 26 Quarubatinga ^
Paraman 13 Quebra machado 2 4 , 2 6

1 7
Pará noot Quinquió 1 8

1 7
Paranuss Ouiré 3 3

7
Pará nuts .. 1
Pará-pará 31. 35 — R —
Paraparaíba 30
1 4

Parariúba 30 Rabo de arara


1 2
3 9 Tatajiba
Rainha
1 2 1 6
1 4 Tatajuba -
Raparigueira 1 2
3 2
Tatajuba de espinho
Robla blanco 1 2

2 4
Tatayba
Rode l o c u s 1 2

3 7
Tatayuba
Roxinho 1 2

3 7
Tatayuva
Ruig wood 1 2

1 2
Taúba
Runa 2
Taxaúva ^
2 7
Tembetaru
— S— 4 2
Tentó
1 7

Sabiu 1 5
leteka
3 3

Sablito 3 2 Tibikishl
3 2

Sambacuim 3 1
Tinajero
1 *í
7
Tocary '
Sambogum Toka 1 7
1 3
Sancha-uva 2 0
OQ Tonka
Sangue de boi Totoka 1 7

2 - 1
Santa Maria Trapuca 2 4

3 8
Saouari Trompo-huayo ^ 8

32 Tuca 1 7

Sapatón 7

3 8
Tucary '
Sapohoedoe 2 3

1 6
Tul pay
Sapucainha 2 7
Tuquaciba
Satine-rubane 1 7

3 8
Turury
Sawarie
2 0
Sarrapia — U —
3 0
Simarouba
2 4
Simaruba 3 0
Uaiandl
2 4
Simarupa 3 0
Ua-iandi
1 3
Simiri 2 4
Uanandi
3 9
Singrl 4 1
Uchi vermelho
2 6 4 3
Slim Ucuhuba
3 8
Sobro Ucuúba 30. 39, 43, 44
3 0
Soemaroepa Ucuúba branca 4 3

2 3
Sota Ucuúba branca do baixio 4 3

2 4
Stinking-toe Ucuúba preta 4 3

2 8
Sucupembinha Ucuúba-puna 3 9
- 4 4

4 0
Sucupira Ucuúba vermelha 30, 43. 44
4 0
Sucupira da mata Ucuúba da folha grande 3 0

4 0
Sucupira preta Ucuúba da terra f i r m e 4 4

4 0
Sucupira da t e r r a firme Ucuubarana 3
" . 39, 44. 45
3 2
Sun-sun Ucuubinha 4 3

— T— Uhee-tee 2
6
4 3
4 Uiqul
Tabinheiro ^ 4
4 1
Ullpa-cumalla 5
Tachi
4 1
Urandi 24
Tachi b r a n c o
4 1
Tachi p r e t o
4 1
— V —
Tachigalia
1 7
Taica Vanandí ' 3

1 2
Tajuva Varilla cumalla 4 4

2 7 3 0
Tamanqueira > Venezuela mahogany 31
2 7
Tamanqueira da terra firme Visgueiro 1 - 4
15
2 7
Tamanqueiro
T a m a r i n d o de m o n t a n a 2 6
— W —
2 8
Tamarino
1 3
2 6 Waika
Tamarino montero
3 0
2 8 Walkara
Tamarino prieto
2 6
4 2 Wapak
Taquari
2 4
2 West-indian
Tatagiba ^
3 3
1 2 Wild
Tataibá
3 2
Y a r u m o de savana
— Y — 2 4
Yatayba y u t a h y
1 7 3 2
Ya Yrumero
3 2
Yagrume Yubia 1 7

3 2
Yagrume macho
Yarumero 3 2
— Z —
3 2
Yagrumo macho
2 3
3 2 Zota
Yarumo macho
ÍNDICE ALFABÉTICO DOS NOMES CIENTÍFICOS

—A — pg.

Aptandra spruceana Miers 16


Apuleia molaris Spr. ex Benth 33
Aspidosperma polyneuron Muell. Arg 38
Astronium fraxinifolium Schott 22

— B —

Bagassa guianensis Aubl 16


Bertholletia excelsa H. B. K 17
Bocageopsis multiflora I M a r t . ) R. E. Fries 21
Bowdichia nitida Spr. ex B e n t h 40
Brosimum guianensis A u b l 33
brosimum rubescens Taub 39
Brosimum u M e s u b s p . ovatifolium ( D u c k e ) C . C. Berg 11

— C —

Culophyllum brasiliense Camb 23


Calycophyllum acreanum Ducke 36
Caryocar glabrum (Aubl.) Pers 38
Cassia adiantifolia Benth 40
Cedrela fissilis V e i l 17
Cedrelinga catenaeformis Ducke 18
Chlorophora tinctoria ( L ) Gaud 12
Clarisia racemosa R. e t P 23
Copaifera multijuga Hayne 19

— D —

Dialium guianense (Aubl.) Sandw 26


Didymopanax morototoni (Aubl.) Decne & Planch 31
Dipteryx odorata (Aubl.) W i l l d 20
Drypetes variabilis Vittien 12

— E —

Erisma uncinatum W a r m 41
Eschweilera fracta R. K n u t h 30

— G —

Goupia glabra Aubl 20

— H —

Hymenaea courbaril L 24
Hymenolobium petraeum Ducke 13

Iryanthera juruensis Warb 39


iryanthera laevis Markg 44
hyanthera paraensis Huber 44
Iryanthera ulei W a r b 45
— J —

Jacaranda copaia D. Don •»

— L —

2 5
Leonia g l y c i c a r p a Ruiz & Pavon

— M —

4
Macroiobium acaciifolium 2enth '
2 2
Macrolobium angustifolium (Benth,] C o w a n
2 8
Manilkara huberi ( D u c k e ) Standi
3 4
M a q u i r a coreacea (Kosterm) C. C. B e r g
3 4
Maquira guianensis Aubl
2 7
Mezilaurus itauba (Meissn.) laub
4 2
Miconia poeppigii Trian

— N—
2 8
Nectandra amazonum Ness

— O —

4 2
Ormosia paraensis Ducke

— P —

1 4
P?rkia pendula Benth
3 7
Peltogyne lecointei Ducke
3 5
Plychopetalum olacoides Bent'n

— S —
3 0
Simaruba amara Aubl
3 2
Swartzia r e c u r v a Poepp. 8 Endll
3
Swietenia macrophylla King ^
3
Symphonia globulifera L '

— T —

3 6
Tabebuia s e r r a t i f o l i a (G. Don) Nichols
4
Tachicialia p a n i c u l a t a Aubl '
1 8
T o r r e s i a acreana Ducke •
Trattinickia rhoifolia Willd '5

— V —

2
Vatairea guianensis Aubl ^
2 9
Virola c a l o p h y l l a Spr. ex W a r b
4 3
Virola elongata (Benth.) Warb
4 3
Virola pavonis ( A . DC.) S m i t h
2 8
Vochysia maxima Ducke

— Z —

2 7
Zanthoxylum rhoilolium Lam
Zanthoxylum sp W
3 7
Zollernia paraensis Huber •.
; • *

ERRATA

1 - Pg. 9. O desenho esquemático 8 e 9, são do tipo de parênquima


apotraqueal.

2 - Na tabela das características Físicas e mecânicas de algurr.as


M
espécies, 0s asteristicos significam:

( * ) - Brotero et a l . , 1956

( * * ) - Outras fontes.

ACTA AMAZÔNICA Ano IX Março 1979 N2 1 Suplemento

Madeiras do Município de Aripuanã e suas Utilidades (Mato Grosso)

Arthur A. Loureiro
Pedro L. Eraga Lisboa

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