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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD

RELATÓRIO DE ATIVIDADES

I- IDENTIFICAÇÃO: Débora Kerolain Estevão


1- Tipo: (especificar a disciplina e o título da atividade prática realizada)

Anatomia e Fisiologia Humanas

Sistema Digestório

2- Local: Santa Catarina / Palhoça - Pagani

3- Período: Noturno

II - IDENTIFICAÇÃO DOS PARTICIPANTES


1-Curso(s)  Estética e Imagem Pessoal (3809558) -
Graduação
2- Turma(s) Anatomia e Fisiologia Humanas (PSI23)

3- Intérprete Educacional:

4 – Tutor(a) Externo(a) Andreza Maysa Calado Guimarães Corrêa

5 – Outros (especificar)

III – OBJETIVOS

- Identificar a importância do sistema digestório, e qual o papel exerce cada órgão composto
neste sistema.
IV- RELATÓRIO E FOTOS.

Sistema digestório humano tem como funções básicas a ingestão e a digestão de alimentos, a
absorção de nutrientes e a eliminação dos restos não digeridos.
O sistema digestório é composto pelos seguintes órgãos: boca, faringe, esôfago, estômago,
intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo), intestino grosso (ceco, cólon ascendente, cólon
transverso, cólon descendente, cólon sigmoide), reto, ânus e pelos órgãos anexos: as glândulas
salivares, os dentes, a língua, o pâncreas, o fígado e vesícula biliar.
A digestão nos vertebrados é sempre extracelular e envolve fenômenos mecânicos e químicos,
os processos mecânicos (físicos) fazem a fragmentação do alimento aumentando a sua
superfície de contato com as enzimas digestivas, na mastigação os dentes facilitam a ação da
saliva, ao longo do tubo digestório acontecem os movimentos peristálticos (ondas de contração
muscular), que fazem a mistura dos alimentos com os sucos digestivos e conduzem a massa
alimentar ao longo do tubo digestório.
Os processos químicos transformam em compostos mais simples facilitando a sua absorção,
enzimas produzidas pelo próprio sistema digestório participam desse processo, assim a
digestão viabiliza através dos nutrientes o acesso do organismo há matéria e energia.
Moléculas pequenas, como a água, saias minerais e vitaminas, não sofrem digestão e são
absorvidos diretamente, já as grandes moléculas (macromoléculas) como amido e glicogênio,
são digeridos e tem como produto final a glicose.
As proteínas são degradadas em aminoácidos, as gorduras reduzidas a ácidos graxos e álcool e
finalmente os ácidos nucleicos (DNA e RNA) reduzidos em nucleotídeos.
A digestão é a transformação de nutrientes em substâncias absorvíveis pelo corpo.
A ingestão é o ato de ingerir um alimento, consiste em levá-lo a boca, mastigá-lo(caso não
seja líquido) e o engolir.
Na boca acontece dois processos digestórios fundamentais: digestão mecânica onde a
trituração dos alimentos através da mastigação onde os dentes reduzem o alimento em pedaços
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pequenos misturando-os à saliva. Digestão química é a ação das enzimas


presentes na saliva.
Na Boca desembocam ductos das glândulas salivares (glândulas parótidas, que é a maior
glândula salivar e está localizada na frente da orelha e atrás da mandíbula, glândulas
submandibulares, que fica presente na parte posterior da boca e as glândulas sublinguais, que
são pequenas e estão localizadas por baixo da língua) produtoras da saliva, juntamente com
uma enzima digestiva a ptialina ou amilase salivar. Essa enzima inicia a quebra de
polissacarídeos (amido) em moléculas menores e os sais da saliva (cálcio e potássio)
neutralizam as substâncias ácidas dos alimentos, mantendo na boca um pH próximo ao nesta,
condição ideal para ação da amilase. Os sais da saliva também tem ação bactericida e
antisséptica. A língua ajuda no movimento do alimento dentro da boca facilitando a deglutição,
as papilas gustativas da língua são responsáveis pela percepção de quatro sabores básicos dos
alimentos (amargo, azedo, salgado e doce).
Os dentes têm como funções cortar os alimentos (incisivos), furar e rasgar a comida (caninos)
e triturar e amassar os alimentos ficam com os pré-molares e molares. Após mastigar e misturar
a saliva, o alimento, transformado em bolo alimentar, é deslocado pela língua para o fundo da
faringe (órgão comum ao sistema digestório e respiratório). Durante a deglutição o bolo
alimentar deve passar devagar e controladamente através da faringe e do esôfago, pois aí entre
a faringe e a laringe, existe uma válvula a epiglote, que é responsável pela separação entre elas
(impede que o alimento entre no sistema respiratório) em um momento abre para levar o
alimento, em outro momento abre para levar o ar (para os pulmões), qualquer descompasso
nessa abertura poderá usar um engasgamento, no início do esôfago que começam os
movimentos peristálticos.
O esôfago é um canal formado por tecido muscular liso com cerca de 25 cm de comprimento,
localizado atrás da traqueia entre os pulmões e do coração, e que atravessa o diafragma
(musculatura que separa o tórax do abdome). O esôfago conduz o bolo alimentar da boca até o
estômago utilizando contrações involuntárias, os movimentos peristálticos ou peristaltismo,
assim ocorre a deglutição, que é um fenômeno mecânico, independente também da gravidade.
De quatro a 8 segundos é o tempo que o alimento ingerido leva para chegar ao estômago, onde
pode permanecer por um tempo até de quatro horas.
Na base do esôfago há uma válvula muscular, á cárdia, esfíncter esofágico, que impede o
refluxo do conteúdo estomacal de voltar, se houver falha, acontece uma invasão da parte
inferior do esôfago pelo conteúdo ácido do estômago, provocando uma sensação
desconfortável, a azia.
O estômago é uma bolsa em forma de J quando vazia, ou ovóide arredondado quando cheia, é
resistente, musculosa e com muitas glândulas ao longo de suas paredes (cerca de 35 milhões),
cuja função é de produzir suco gástrico (ácido clorídrico e enzimas pepsina e renina), a
produção de suco gástrico é comandado pelo hormônio gástrica e por impulsos nervosos
(através da visão, do cheiro e do sabor dos alimentos).
O ácido clorídrico torna o pH do estômago fortemente ácido, o que contribui para matar os
microorganismos, amolecer partículas e favorecer a ação da enzima pepsina, que atua bem em
pH ácido.
O fenômeno químico que ocorre no estômago é denominado quimificação, e o bolo alimentar
formado que será conduzido ao intestino delgado se chama quimo.
A região limite entre o estômago e o intestino delgado mantém-se fechado pela ação de um
esfíncter muscular o piloro, ao final da digestão gástrica, o piloro relaxa e contrai
alternadamente, liberando pequenas porções de quimo na parte inicial do intestino delgado, o
tamanho do estômago depende muito dieta do indivíduo.
O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 metros de comprimento por 4 cm de
diâmetro e pode ser dividido em duas regiões: duodeno (torno de 25 cm), o jejuno (cerca de 5
metros) e íleo (cerca de 1,5 cm).
Uma vez no duodeno, o bolo alimentar, chamado quimo, sofre a ação do suco entérico, do
suco pancreático e da bile, através do canal Wirsug, o suco pancreático, produzido nos ácidos
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do pâncreas, chega até o duodeno, primeira do intestino delgado.


O pâncreas é uma glândula mista (segunda glândula em tratamento do organismo humano)
localizada atrás da porção inferior do estômago, de cor avermelhada, de 12 a 15 cm de
comprimento e uns 90 gramas de massa.
O suco pancreático tem como constituintes: bicarbonato de sódio e as enzimas pancreáticas.
As enzimas pancreáticas são:
— Amilase pancreática que age sobre o amido transformando em maltose;
— Tripsina, quimiotripsina age sobre peptonas produzindo peptídeos e aminoácidos;
— Lipase pancreática que age sobre os lipídios transformando em ácidos graxos e álcool
(glicerol);
— Nucleases que age sobre ácidos nucleicos (DNA/RNA) e transforma em nucleotídeos, outra
glândula anexa de vital importância é o fígado. A maior glândula do corpo humano, com massa
entre 1400 e 1600 gramas. Cabe ao fígado a execução de inúmeras tarefas, tais como:
armazenar o excesso de glicídios e proteínas em lipídios para posterior armazenamento no
tecido adiposo; eliminação de substâncias estranhas ao organismo exercendo, portando, função
desintoxicante; produção de aminoácidos a partir de aminoácidos essenciais; destruição e
remoção de hemácias “velhas”; armazenamento de vitaminas e ferro; síntese de ureia a partir
de amônia e gás carbônico.
É função do fígado também em situações de emergência, por insuficiência de alimentos, falta
de energia para coração e o cérebro, o fígado por sua vez, lança mão do glicogênio armazenado
e o transforma em glicose com ajuda de um hormônio denominado glucagon, produzido no
pâncreas. Quando o estoque de glicogênio acaba, passa a “usar” as proteínas musculares.
As células hepáticas não possuem mecanismos para regular as suas prioridades. Se for ingerida
grande quantidade de uma substância, esta terá preferência em ocupar lugar no fígado. Nesse
caso, se houver excesso de bebida alcoólica no fígado e esse estiver todo ocupado em degradar
as moléculas do álcool, pouco poderá fazer se houver um medicamento para ser eliminado. Isso
explica o fato de uma pessoa morrer intoxicada por um medicamento ao qual seu organismo já
estava habituado., também é importante lembrar que a glicose é o combustível que sustenta
todas as funções vitais. No entanto, para que ela cumpra seu papel, precisa contar com a ajuda
da glândula “pâncreas” que dessa vez produz o hormônio insulina, que permite ou auxilia a
entrada de glicose na célula onde sofre combustão.
A bile é lançada no duodeno através do canal colédoco. É produzido no fígado e armazenado
na vesícula biliar. A bile ou bílis (popularmente fel) não contem enzimas. Consiste num
conjunto de sais biliares e, além de ajudar a aumentar o pH do quimo, tem como principal
função a emulsão das gorduras (transforma grandes moléculas de gordura em pequenas
gotículas, o que facilita a ação das lipases). O organismo produz cerca de 300 a 1200 mililitros.
É na vesícula biliar que fica armazenado a bile, em certas condições o colesterol, componente
da bile (colesterol associado aos sais biliares, cria pequenos agregados solúveis em água), pode
se tornar insolúveis formando grãos no interior da vesícula biliar, os cálculos vesiculares
(popularmente “pedras” na vesícula), esses cálculos podem bloquear a saída da bile ou
percorrer o conduto biliar, provocando sensações muito dolorosas.
Considerando-se que a concentração de colesterol na bile depende da quantidade de lipídios na
dieta, uma pessoa que ingere muita gordura apresenta mais chances de desenvolver cálculos
vesiculares.
A partir do duodeno, o bolo alimentar (quimo) é conduzido por movimentos peristálticos
através de todo intestino delgado, neste percurso acontece a absorção de minerais vitaminas e
produtos da digestão do amido, dos açúcares, das proteínas e dos lipídios.
Na Jejuno-Íleo, porção final do intestino delgado ha inúmeras dobras, as vilosidades que
aumentam a superfície de absorção, por outro lado, a membrana das próprias células
apresentam microvilosidade (dobrinhas microscópicas) proporcionando assim uma ampla
superfície de contato e absorção de nutrientes.
O movimento constante dessa região mantêm seu conteúdo em constante revolvimento, o que
aumenta a capacidade de absorção intestinal, é nessa porção do intestino delgado que ha a
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secreção de sucos entéricos, que é constituído por enzimas capazes de finalizar a


digestão de todos os alimentos que ainda não completaram o processo, assim as peptidases
digerem peptídeos, liberando aminoácidos, a maltase, sacarase e lactase permitem a digestão
dos dissacarídeos, maltose, sacarose e lactase apresenta como produto final monossacarídeos
(glicose, frutose e galactose), a lipase entérica age sobre os lipídios e tem como produto da
digestão de ácidos graxos e álcool (glicerol).
Apenas algumas poucas substancias podem ser absorvidas diretamente pela mucosa gástrica,
como álcool etílico, a água e alguns sais.
No Jejuno — Íleo que é rico em vasos sanguíneos finalmente ocorre então a absorção da
maioria dos nutrientes que através do sangue são distribuídos para todo o corpo, após em média
3 horas transitando pelo intestino delgado chega ao intestino grosso o bolo alimentar (aqui
chamado de quilo).
O intestino grosso apresenta cerca de 0,5 metros de comprimento e esta dividido em ceco,
cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide e reto.
O ceco é uma bolsa de fundo cego (por razão do nome), de mais ou menos 7 centímetros de
comprimento, situada próxima à junção com intestino delgado, a extremidade fechada do ceco
termina na (apêndice) vermiforme ou cecal, mais ou menos do tamanho de um dedo mínimo.
Este aparentemente não desempenha função importante no homem.
Não ocorre digestão no intestino grosso, e a principal função é a absorção de água.
Encontrasse nele também uma grande variedade de bactérias, entre as quais estão as bactérias
benéficas produtoras de vitaminas K, B12, tiamina e riboflavina, que constituem a chamada
flora intestinal. Havendo perturbação desta, facilita-se o desenvolvimento de bactérias
patogênicas, causadoras de doenças. Enquanto o quilo percorre o intestino grosso, vai perdendo
água e ficando pastoso ate formar as fezes.
O reto parte final do intestino grosso, fica sempre vazio, enchendo-se de fezes pouco antes da
defecação que é controlada pelos músculos esfíncteres anais que encerra de digestão.
A cor natural das fezes, marrom deve-se à presença de pigmentos biliares (bilirrubina e
biliverdina) resultantes da decomposição da hemoglobina. Cerca de 30% da parte solida das
fezes é formada por bactérias vivas e mortas e os outros 70% restantes por sais, muco, fibras,
celulose e outros componentes não digeridos.
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V – Assinaturas: Tutor externo e acadêmicos

Caso inserir fotos no tópico anterior não é necessário assinaturas.

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