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GUERREIROS E CAMPONESES

Desenvolvimento inicial da economia europeia

(500-1200)

Georges Duby

Por Víctor Fernández Piñera 1ºB

GUERREIROS E CAMPONESES

Desenvolvimento inicial da economia europeia

(500-1200)

Georges Duby

As BASES (S.VII e VIII):

As fontes para o estudo do Occidente Europeu nesta etapa não sempre são muito
esclarecedoras, pela problemática que entranha a decadência cultural das zonas menos
romanizadas, e embora nunca existiu um claro desarraigo das formas culturais orientais tanto de
Bizancio como do Islã, graças ao comércio se produziu uma lenta evolução.

1.As forças produtivas:

A natureza:

Em um momento no que as formas agrícolas estavam muito atrasadas, o homem deveu de


lutar azarosamente contra o bosque que cobria grande parte da Europa, enquanto na zona
Mediterrânea se acaba com os bosques mediante o fogo, embora a sequedad dá local à
aridez da terra.

Desde depois que nestes avanços influíram as mudanças climáticas, que se tentaram
estudar com diferentes métodos (glaciares alpinos) chegando à conclusão de que teve
uma etapa de bom clima desde o S.VIII ao S.XII, que coincide com a época de
ressurgimento econômico.

Agora bem isto não deixa de ser uma superestructura que vem a agravar o processo de
recuperação, porque as verdadeiras causas são outras.

Conjeturas demográficas:

Com a demografia passa algo parecido, já que tanto os textos como a arqueologia
(enterros) ao igual que outros métodos, mal nos revelam dados concluyentes.

Do que sim pode ser estado seguro é que a partir do S.II produziu-se um importante
descenso demográfico devido às diferentes ondas de epidemias (peste bubónica, malária,
etc.) que se ceban em organismos debilitados, e se acrescentavam com as guerras.
Os úteis de trabalho:

Dos úteis de trabalho pouco fala-se-nos nos textos, e esse pouco este submetido a
discrepâncias linguísticas, por outra parte nem a iconografia, nem a arqueologia clarificam
o tema.

Por isso temos de remeter a uma época posterior (S.XII), onde se nos fala de instrumentos
agrícolas de ferro, embora não se faz referência ao arado, pelo que temos de pensar que
este era de madeira queimada e jogo pelo camponês, o qual mal servia para remover a
terra superficialmente.

Mas não é estranho que não evoluísse rapidamente, já que na zona mediterrânea que
abrangia a maior parte de superfície cultivada, o chão era demasiado delicado e o mais
provável é que está carência agrícola, se equilibrasse com o gado, a caça e a pesca.

As estruturas sociais:

Os escravos:

Temos constância da presença na Europa do S.VII e S.VIII de mão de obra de condição


servil (mancipium) que são propriedade de outra pessoa e não têm consideração social.

Sua abundância nas zonas conflictivas era tal que não tinha camponês, abadia ou senhor
que não dispusesse desta força de trabalho.

A população escrava incrementa-se graças às guerras, ao comércio e aos nascimentos


dentro desta condição, mas também por necessidade econômica ou por castigo.

A atitude do cristianismo ante o esclavismo foi de tolerância e unicamente de proibição


pelo que respeita aos sacramentados, considerando obra pía a alforria dos mesmos.

Além disso se lhes reconheceu a unidade familiar e se fixaram estatutos intermédios entre
o livre e o escravo (liberto e semilibre).

Os camponeses livres:

Realmente não tinha muitos camponeses que desfrutassem deste privilégio já que a
maioria deles estavam submetidos a um relacionamento de dependência.

Unicamente sobrevivem em Germania como guerreiros e na França (lerra francorum) em


células de produção familiar, unidos por um parentesco reduzido e com uma divisão de
trabalho entre homens (subsistencia) e mulheres (tecidos), embora há que apontar que a
maioria deles terminaram baixo o domínio das grandes propriedades.

Os senhores:

Este grupo está formado por chefes de povoados, nobres e clérigos, que possuíam vilas
trabalhadas por escravos, adquiridas em grande parte como desfrutam do favor real, que
se vale deles para manter sua autoridade em ditos territórios.

Junto a isto se produz um movimento dos filhos a nobreza para palácio, de maneira que se
forma uma malha de parentesco meio ao monarca, que serve a este para seguir
perpetuando a situação

A igreja também se encontra entre estes senhores, de tal maneira que graças às doações
do monarca, os nobres e inclusive gente pobre, acumulam umas enormes riquezas.

Estes territórios não costumam estar cultivados em sua totalidade e costuma existir entre
eles uma grande mobilidade e diversidade:

Vila: Território homogêneo de milhares de hectares.

Locellum: Territórios disgregados pelas divisões ou doações.

Estas vilas, nas regiões mais evoluídas estão divididas em mansos que são trabalhados
por colonos (camponeses que conservam sua liberdade mas que não são donos das
terras que trabalham).

Também estão ocupadas por escravos (servii massarii), o qual era uma forma de
economizar despesas já que sua produtividade em cautividad era realmente baixa, e seu
acréscimo de liberdade fornece um estimulo para a criação de unidades familiares e
portanto para a perpetuación da mão de obra dentro dos mansos.

Este não é a única mudança que se produz, já que além de se reduzir o número de mão de
obra servil, se reduzem também as terras trabalhadas diretamente, e se incrementam as
ocupadas por estes colonos, a mudança das quais nas províncias mais romanizadas só se
entregam umas rendas em especiarias mas mais ao Norte também uma carga em trabalho.

Além de tudo isto, estes grandes senhores conseguiam ainda mais poder econômico com
os impostos em razão de portagens e monopólios, o que fazia com que durante muito
tempo, a pressão sobre os camponeses fora quase insuportável.

As atitudes mentais:

Tomar, dar e consagrar:

A sociedade que surge depois da queda do Império Romano é uma sociedade fortemente
militarizada baseada na rapiña e o saque.

Estes povos submetiam a seus vizinhos a pagar umas rendas em favor de sua
tranquilidade, portanto esta prática institucionalizada requereu que uma parte da produção
se reservasse para oferecer presentes aos povos vizinhos.

Mas ademais os poderosos (mosteiros ou senhores) com aquelas riquezas adquiridas em


suas terras, dos que as trabalham, evitam a pobreza extrema dos mesmos, e concorrem
entre si para ver quem é o que faz o melhor presente ao monarca, com cujos presentes se
alimentavam os cofres de palácio.

O cúmulo de riquezas ao redor do rei chegou a ser tal que se formaram na corte centros
culturais, relacionados com as obras que pretendiam exaltar a riqueza de um povo refletida
na suntuosidade de seu monarca.

Mas todas estas riquezas procediam em último termo de um campesinado oprimido que
era de alguma forma recompensado por parte dos senhores com festas periódicas
(potationes), que não eram senão uma forma mais de evadir de suas preocupações aos
mais desfavorecidos.

Estes camponeses tinham a sua vez uma série de superstições e ritos ao redor dos
elementos naturais (bosques) que não eram tão gratificantes como as doações de seus
amos ao monarca, senão que com elas o único que conseguiam era esmagar ainda mais
sua economia, com sacrifícios de animais e pessoas ou a inhumación de #joia e
alimentos.

Mas graças à progressiva implantação do cristianismo e as proibições impostas, estas


práticas começaram pouco a pouco a desaparecer ou a transformar-se, de maneira que
estes bens que antes simplesmente se perdiam, passam agora a engrossar os cofres da
igreja com o fim de obter a benevolência de Deus, e finalmente se dedicam a manter em
um nível de vida desafogado a uma classe improductiva, ou a consertar e levantar
monumentais edifícios para mostrar a magnificencia da divinidad.

A fascinación pelos modelos antigos:

Os ocupantes do solar romano, cedo assimilaram as formas de vida de seus antecessores


e rodearam-se dos gostos urbanos e a vida aprazível da época clássica, graças ao qual
muitas cidades em decadência depois de um período de escuridão, viam renascer suas
ruas, por que nelas se alojavam as residências dos monarcas e eram um centro de
referência para uma massa de artesãos e mercaderes atraídos pela demanda do corte e
seus vassalos.

Mas ademais os senhores das vilas também quiseram ser vinculado com a vida de seus
antepassados e nas zonas não romanizadas se levou a cabo um labor reparadora da rede
de comunicações, construtora e potenciadora, sobretudo das vias fluviais e das praças ao
lado destas vias.

Os encarregados de realizar as práticas comerciais (negociatores) podiam ser


independentes ou enviados por um padrão, do que não há dúvida é que eram
profissionais, entre os que se encontravam judeus, e cristãos que iam tomando uma
consideração jurídica especial.

Junto ao comércio desenvolvem-se também os sistemas monetários, herdados


diretamente do mundo clássico, e assim enquanto nas zonas mais desenvolvidas as
moedas tinham uma validade reconhecida, naqueles locais mais selvagens estes
sistemas tinham numerosas deficiências.

Por outra parte a moeda era algo insuficiente, já que a maioria dos intercâmbios
comerciais se seguiam fazendo mediante o trueque, porque não existiam moedas
fracionárias e as que estavam em circulação eram de muito alto valor (ouro e prata) ao
alcance de uma minoria somente.

Durante à época clássica, a emissão de moeda era uma questão propriamente do estado,
e como tal os reis bárbaros demoraram bastante tempo em pôr à cabeça desta prática, mas
cedo se percataron de que a moeda não era unicamente um instrumento de pagamento,
senão também um símbolo de ordem e de prestígio do monarca.

2. Os BENEFÍCIOS DA GUERRA:
Não há dúvida de que nas zonas menos romanizadas o desenvolvimento das atividades
militares produziram um desenvolvimento econômico mais precoz, que serviu pára que estes
guerreiros se lançassem contra as províncias mais romanizadas e acabassem com as estruturas
tribales naqueles locais não desenvolvidos ao criar uma elite militar.

A etapa carolingia:

Entre estes se encontravam os antepassados de Carlo Magno e seus séquitos que desde
Austrasia se lançaram sobre grande parte da Europa Centro-Ocidental criando um basto
império cujo mais notável lucro foi a recuperação da escritura para as tarefas
administrativas.

As tendências demográficas:

Temos muitos problemas à hora de fazer uma análise demográfica da zona no S.IX, já que
então só se enumeravam os homens empregados nos mansos e não se refletiam nem os
escravos, nem os camponeses livres das aldeias, ademais aos camponeses baixo
patrocínio fosse do manso se contava à cabeça de família unicamente.

Apesar de tudo isto podemos afirmar que tinha uma população bastante alta, embora estes
dados não correspondem a todo o território e teríamos que inscrever no enquadramento
dos mansos, que se encontravam superpoblados.

Por outra parte em algumas zonas existe uma desproporción muito alta entre homens e
mulheres, algo que pode ser devido à emigração de homens aos mansos desocupados, já
que não teve roturación de novas terras, quiçá pela insuficiência técnica.

A escassez de recursos no seio do manso e a superpoblación fazem a sua vez que a


população não cresça, mas temos que achar que no final do S.IX e S.X as melhorias das
condições técnicas criaram a base de uma futura explosão demográfica.

O grande domínio:

Estas são as células de produção mais poderosas a partir do S.VIII e dividem-se em duas
partes:

A reserva senhorial: É o centro econômico, social, e religioso, onde se estabelece o


senhor e que ocupa a maior parte das posses deste.

Os mansos camponeses: São parcelas de cultivos entre as que parece haver uma
distinção entre livres e servis, embora também existem grandes diferenças entre mansos
da mesma condição jurídica e sabemos que esta classificação não determina a classe de
indivíduos que as ocupam, nem a quantidade de famílias na cada um.

As rendas que se exigem são iguais dentro da cada tipo de manso, pelo qual existia um
desequilíbrio quanto ao pagamento das cargas.

As cargas estabelecidas em rendas unicamente são uma pequena parte do que exige o
proprietário, que é prioritáriamente uma contribuição trabalhista nas terras da reserva,
onde se requeria muita mão de obra.

A mão de obra servil, está em decadência já que os senhores estabelecem-nos os nos


mansos, porque são improductivos com a implantação de cultivos estacionales (videira e
cereal).

Para substituir esta mão de obra, quando existe muito trabalho no manso se contrata a
jornaleros aos que se alimenta.

Finalmente esta disponibilidade de mão de obra foi uma das causas do anquilosamiento
das técnicas de produção agrícola.

O comércio:

Foi uma atividade de soma importância na economia carolingia, de fato sua recuperação
foi em parte da mão da monarquia que se preocupou de que tivesse uma certa
estabilidade nas praças comerciais e favoreceu sua criação.

Mas ademais potenciou uma reforma monetária que regulava o peso e a forma da moeda
(denarius) e velou por sua integridade se impondo um sistema monetário forte em toda
Europa.

Também se tentou regular o comércio a longa distância devido às suspeitas que


acordavam os negociatores.

Estes estão baixo o controle do monarca pelo qual se lhes protege e exime de alguns
impostos, devendo de contribuir unicamente ao cofre de palácio.

Os negociatores agora controlados se reúnem periodicamente em estabelecimentos


protegidos e nas feiras, e podem ser englobado em duas etnias:

Os judeus.

Os frisones (Mar do Norte).

Rotas:

Através do Po para o Mar Bizantino: Produtos luxuosos, especiarias e tecidos.

Através do Sona, Mosa, Rin e Mar do Norte: Escravos.

Através do Ródano, Saona e Mosa para Mastricht.

Através de Catalunha para a Espanha Islâmica: Escravos.

Através do Elba e Danubio: Escravos eslavos.

Potenciaram-se as praças do Norte da Itália: Génova, Veneza e Pavía.

As últimas agressões:

Os ataques:

A cristandade latina era presa atraente e foi pasto dos ataques simultâneos de
escandinavos, #norueguês dinamarqueses, etc. até que após o 878, mais da metade do
espaço anglo-saxão ficou em mãos de vikingos.
No Mediterrâneo, os corsarios perseguiam os navios cristãos e atacavam a costa enquanto
bandas de salteadores instalavam-se em terra firme.

Os sarracenos deslocavam-se através de caminhos, os vikingos seguiam o curso dos rios


e os magiares utilizavam as calçadas romanas.

A maior parte dos invasores buscavam o sucesso individual, tesouros para alimentar seu
numificencia, escravos que realizassem suas moradas e terras para instalar nelas o poder
de suas armas, em qualquer caso, a causa principal das últimas invasões sofridas por
Europa, se acha na inferioridade militar de Occidente.

Os primeiros merodeadores, surgiram em uma frente marítima que não estava preparado
para a guerra, correram a voz em seu país e voltaram em maior número, acelerando com
isso a disgregación do Estado de tal modo, que os "magiares” encontraram
desguarnecidas as defesas que poderia os conter.

Os efeitos:

Sem local a dúvidas, os efeitos dos ataques foram graves, embora possivelmente não
tanto como se reflete nos escritos já que estes procedem em sua totalidade de
eclesiásticos que foram os que levaram a pior parte já que tinham grandes tesouros e
careciam de meios para os defender.

Ao princípio, a pirataria apanhava todo o que podia levar, homens, mulheres, objetos e
metais preciosos etc., mais tarde alguns asaltantes começaram a pedir impostos, a
mudança de manter a paz.

Em algumas províncias, os vikingos substituíram à aristocracia local apropriando em seu


local dos excedentes do trabalho camponês, as cidades sobreviveram em sua maior parte,
já que embora foram muitas as saqueadas, poucas foram destruídas totalmente, no entanto
mudaram seu aspeto.

A partir de meados do século IX iniciou-se a construção ao redor das cidades galas ou dos
mosteiros, de fortificações, convertendo-se o papel defensivo no principal apoio da
vitalidad urbana.

Os fugitivos do campo fugiram às cidades com suas riquezas, no entanto a economia rural
era demasiado primitiva para sofrer detidamente com o passo dos piratas.

As populações fugiam com seu gado e voltavam normalmente à terra que mal sofria com o
passo dos asaltantes, não lhes custava muito reconstruir seus cabañas.

Alguns camponeses tentaram organizar a defesa por si mesmos mas estes levantamentos
foram sufocados rapidamente pela inquietada aristocracia.

A fuga ante os vikingos, os sarracenos ou os húngaros, permitiu aos numerosos escravos


e dependentes romper os laços que os uniam a seus donos, estabelecendo em outros
locais ao serviço de outros senhores que os tratavam como livres e os explodiam menos
duramente.

Ao aliviar aos trabalhadores dos campos estimulou-se sua atividade bem como o
crescimento demográfico, as sernas foram substituídas por censos em dinheiro, se
agrandaron as igrejas rurais durante os séculos IX e X, e tudo indica que o traumatismo
das últimas invasões foram um impulso benéfico que vivificó as tendências expansivas
comprimidas no mundo rural da época de Carlo Magno.

As perturbações mais populares acham-se em nível da economia, aliás os invasores não


foram os únicos em saquear já que os indígenas aproveitaram para roubar todo o que
encontravam à mão.

Os vikingos ficaram algum tempo no local de seus sucessos e outros se instalaram


definitivamente o que influiu à recuperação econômica; os acampamentos estabelecidos
pelos conquistadores na Galia do Noroeste, estavam abertos às gentes da comarca que
iam a comerciar.

Os escravos foram matéria principal de tráfico, muitos foram libertos pelos


estabelecimentos monásticos prévio pagamento do resgate e os demais foram vendidos
ao melhor postor, e o comércio do gado humano recuperou sua importância.

O sistema monetário foi evoluindo acuñándose moedas e a utilização destas como médio
de pagamento vulgarizó rapidamente seu emprego.

Occidente podia superar sua inferioridade militar, construindo grande número de fortalezas
e apropriando de algumas técnicas dos invasores, conseguiram dar fim aos ataques, só a
costa de Provenza e da Itália seguiram expostas a ataques que foram espaçando no
tempo e no ano 1015 cessaram as grandes campanhas de saque.

Lvos cen tros de dêarrollo: A época é muito pobre em depoimentos escritos, já que os
maiores danos sofreram-nos as instituições culturais e os mosteiros, mas sabe-se algo da
vida econômica e as moedas graças aos achados arqueológicos que fazem supor o
sistema econômico das regiões que estavam à margem da Europa cristianizada antes das
campanhas escandinavas é parecido ao do ocidente cristão dos séculos VII e VIII.

A Europa selvagem:

Os estados centram-se na pessoa do rei, motorista da guerra, nascendo em território


dinamarquês, as primeiras cidades duradouras.

A urbanização, as infiltrações e as crenças cristãs, a consolidação da autoridade


monárquica e a expansão da economia agrícola foram simultâneas.

Os vikingos obtiveram muitos mais escravos dos que podiam empregar em suas terras,
pelo que comerciaron com eles, o que unido à cobrança de um tributo aos povos
dominados pelas armas e a caça de animais que forneciam peles, o pastoreio e o cultivo
da cebada, levou a uma economia de subsistencia e ostentación que fez com que os
progressos mais evidentes fossem nos países de origem vikingo.

Surgiram especialistas do comércio que fizeram pingües negócios sobretudo com


escravos e peles.

Alguns chefes tinham-se rodeado de um séquito de fiéis #lhe armados que levavam sua
parte no pillaje permitindo aos chefes impor pela força e explodir ao campesinado
indígena e tentando escravos, alimentos, peles e todo tipo de coisas suscetíveis de ser
mudadas, mas pouco a pouco as expedições de saque se fizeram mais difíceis e menos
produtivos.

Os príncipes dissolveram seu guarda militar ficando só com uns poucos para sua
segurança pessoal, estabelecendo uma hierarquia social montada sobre as bases da
escravatura e dominada pelo grupo restringido dos amigos do príncipe.

O reforço dos poderes do príncipe está intimamente unido ao nascimento das cidades.

Reforçaram-se as muralhas com um segundo sistema de defesa que englobava os


"uburbios" onde se estabeleciam os primeiros santuários cristãos; a organização
eclesiástica implantou-se de modo progressivo.

Os camponeses construíam suas moradas fosse do recinto muralhado e contribuíam com


seus tributos a manter aos habitantes do recinto.

O luxo estava dentro e a pobreza fora. , e o senhor fazia destes súbditos o que queria, os
artesãos-camponeses eram obrigados periodicamente a golpe de chicote, a trabalhar em
um centro artesanal situado no interior do "suburbium" onde se fabricavam as peças de
armamento e as #joia que não podia obter mediante o saque nem os intercâmbios.

A detenção de grandes expedições escandinavas para a Europa ocidental estimulou a


navegação pelos rios galaicos e habituou pouco a pouco o uso da moeda às populações
da Europa selvagem.

Nesta Europa, sobrevivia o paganismo e os mortos eram enterrados com os bens que
podia obter em vida, o que explica as descobertas arqueológicas de grandes tesouros,
metais, #joia e moedas que datam dos séculos IX, X e primeira metade do XI.

As moedas vão aumentando com o passo do tempo, graças à origem das acuñaciones das
moedas, sabe-se com quem comerciaban.

Pode ser considerado, que os tesouros de moedas se mobilizaram quando o


desenvolvimento de um tráfico comercial sustentado pelo acréscimo da produção local fez
descer o poder de compra das moedas o suficiente para que sua manipulação fosse
cômoda.

A rarefacción dos tesouros monetários e o desenvolvimento da acuñación estão na Europa


selvagem em exata sincronía.

A moeda permanecia em mãos dos soberanos em sua maior parte já que voltavam a eles
pelo cauce das multas judiciais e os impostos, mas uma parte da moeda era vendida
contribuindo desta forma ao desenvolvimento econômico.

Alrede dor de lMar de l Norte:

O desenvolvimento econômico dos países ribereños do mar do Norte, produz-se ao


mesmo ritmo nas zonas setentrionais e orientais da cristandade latina.

Inglaterra, apesar de ser o objetivo de saques e tributos, desfrutava de grande


prosperidade, que se supõe mantida pela presença dos dinamarqueses liquidando seus
botines e traficando com escravos o que aumentava a circulação monetária que se tentou
avaliar contando os diferentes cuños das moedas encontradas, tendo em conta que um
cuño podia bater cerca de 15000 moedas antes de ser substituído, pode ser calculado a
massa monetária posta em circulação durante esta época no reino.

O comércio monetário atingiu grande importância e a abertura da economia favoreceu a


urbanização da Inglaterra.

O rei concedeu aos mercaderes a mudança de um tributo em moeda, um espaço dentro do


recinto muralhado; fora da muralha assentavam-se os bairros dos artesãos chegando a
converter-se grandes cidades.

Em Germania, desenvolvo-se um movimento similar mas a ritmo bem mais lento já que o
país era mais selvagem e embora tinha grandes domínios ao redor das sedes dos
condados e mosteiros, não eram verdadeiras cidades.

O aparecimento das acuñaciones para além das fronteiras orientais e setentrionais dos
países germánicos, assinala o momento do fortalecimento do uso das moedas nas
províncias alemãs.

Criaram-se novos mercados e nas proximidades rurais da cada um deles se propagou


pouco a pouco a prática da moeda já que a criação de um novo mercado levava consigo a
instalação de uma oficina monetária e ao redor de muitos mercados se formaram cidades
que seguiam sendo antes de mais nada as sedes do poder político e os pontos de
implantação das instituições religiosas.

Vê-a rtiente me rideional:

Nesta zona, os países de onde procediam os ataques eram países mais evoluídos e
prósperos, em frente a eles o mundo latino permaneceu durante muitos anos em situação
de desvantagem isso contribuiu a que as cidades seguissem enclausuradas por trás das
muralhas.

Só em Marselha se descobrem alguns indícios de expansão urbana quiçá incitada pela


animação progressiva dos caminhos que conduziam a Espanha.

No entanto durante o século XI e grande parte do XII as regiões situadas a ambos lados do
Ródano não adquirem um grande desenvolvimento.

Em Espanha, nas montanhas do norte, tinham-se fato fortes grupos de refugiados cristãos
depois da conquista árabe e permaneceram longo tempo separados do mundo carolingio
pela barreira dos Pirineos.

Os vascães, derrotaram ao exército franco.

As tribos selvagens, pouco a pouco civilizaram-se e ao mesmo tempo se cristianizaban


criando entre Galia e León por uma parte e Galiza, Astúrias e as montanhas de Navarra
por outros relacionamentos cujo início pode ser visto nas peregrinações a Santiago de
Compostela a onde chegaram grandes senhores, prelados e eclesiásticos seguidos de
homens de guerra bem como gente do povo.
Os peregrinos iam com seus tesouros e desprendiam-se de boa parte deles para lhes os
oferecer a Deus.

Alguns peregrinos que eram homens de guerra, não esquecia sua profissão apesar de
haver adotado o cristianismo, contribuíram a aumentar a defesa dos chefes locais.

As guerras contra os infieles eram frequentes e contribuíam ao enriquecimento de todos os


soberanos cristãos de Espanha no século XI.

Os altares do santuário, estavam enfeitados com ouro e prata procedente dos saques.

A acuñación indígena iniciou-se para o 1030 em Navarra seguindo-lhe Aragão e depois


León e Astúrias.

Nas zonas reconquistadas, estabeleceram-se colonos formando-se uma população de


camponeses-soldados proprietários de suas terras e residentes em grandes aglomerações
de tipo urbano, organizando-se mercados onde se vendiam os excedentes das
explorações rurais.

Catalunha acolhia desde o século IX aos refugiados que fugiam das províncias
submetidas ao Islã e suas cidades foram crescendo sem parar se criando por tanto
grandes shoppings onde em sua grande maioria, as aquisições eram pagas em moedas.

Alguns camponeses conseguiram após várias gerações, enriquecer-se e sair do médio


camponês e introduzir no grupo dos "juízes" enriquecendo-se a cada vez mais, possuíam
ouro e obtinham grandes benefícios graças ao pagamento que recebiam a mudança de
resgatar aos cativos do outro lado da fronteira, contribuindo diretamente à vivacidad da
circulação monetária.

Durante a segunda metade do século IX e primeiros anos do X, consolidou-se a


preponderancia dos portos de Veneza e Amalfi, através dos quais se mantinha o contato
entre a cristandade latina e o este do Mediterrâneo.

As gentes da lagoa veneziana produziam sal que vendiam em terra firme, também
percorriam o mar e comerciaban com os portos do Egito Muçulmano.

Também vendiam escravos e mudavam alimentos por tecidos de seda. Veneza escapou
das perturbações políticas, no entanto o porto de Amalfi se eclipsó rápida e
definitivamente, não pôde resistir ao poder normando constituído em suas proximidades e
acabou sendo submetido se fechando sua história quando as naves pisanas saquearam a
cidade.

As correntes do comércio, penetravam nas cidades italianas do interior desde a rede fluvial
que tinha como eixo ao Po e pela costa, em especial as do Adriático.

Enriqueceu-os o "esquilmo" dos peregrinos que se dirigiam a Terra de Roma e a Terra


Santa; a presença dos peregrinos, era ainda mais beneficiosa que em Espanha.

Os mercaderes acercavam-se às caravanas dos peregrinos ricos, oferecendo-lhes teias de


seda e especiarias.

Em Pavía, construiu-se uma nova muralha, sendo sua oficina monetária o mais ativo do
reino, sua economia era muito forte, no entanto a debilitación prolongada do poder
monárquico, acabou com a preeminencia comercial de Pavía a princípios do século XI.

A antiga capital do reino perdeu sua hegemonia ante Milão, onde famílias de mercaderes
se enriqueciam sem cessar comprando casas no interior das muralhas e terras no exterior.

Outro centro de grande importância era Placenza, situado no cruzamento do Po e de três


rotas terrestres: A via Emilia, a que levava de Milão a Génova e a que atravessava os
Apeninos se dirigindo a Luca.

Os caminhos que conduziam aos santuários da cristandade eram muito transitados.

Em Pavía cruzavam-se várias correntes de circulação e o rei da Itália aspirava a obter


benefícios pelo passo. Pedia sem cessar tributos a todos quantos por ali passavam, os
mercaderes, ao entrar no reino pagavam na alfândega e nos caminhos reais o dízimo de
suas mercadorias.

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