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Polícia Militar do Espírito Santo

Comando Geral
Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Comunitária

COMPORTAMENTOS
SEGUROS
quanto ao uso pessoal
de veículos

[10]

1ª edição

Vitória - ES
2019 policiamilitar.pmes
POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO

COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO


Coronel QOC PMES Moacir Leonardo Vieira Barreto Mendonça

SUBCOMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO


Coronel QOC PMES Aleksandro Ribeiro de Assis

CHEFE DO ESTADO MAIOR GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO


Coronel QOC PMES José Augusto Piccoli de Almeida

DIRETOR DE DIREITOS HUMANOS E POLÍCIA COMUNITÁRIA DA POLÍCIA MILITAR


DO ESPÍRITO SANTO (DDHPC)
Coronel QOC PMES Arilson Marcelo Martinelli

Equipe técnica responsável

Coordenação
Major QOC PMES Sandro Roberto Campos

Arte gráfica
Capitão QOC PMES Marcos Daniel Balan

Elaboração textual
Capitão QOC PMES Fabrício Pereira Rocha
Capitão QOC PMES Jorge Luiz Silva
Capitão QOC PMES Marcos Daniel Balan
Capitão QOC PMES Rubens da Silva Cruz

Trabalho elaborado para a obtenção de avaliação parcial da disciplina de


Estratégias de Polícia Comunitário-Interativa no âmbito do Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais – Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em
Gestão Policial Militar e Segurança Pública – CAO 2019.

Informações
Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Comunitária da PMES
Telefones: (27) 3636-8800 / (27) 3636-8640
E-mail: secretaria.ddhpc@pm.es.gov.br
Site institucional: http://www.pm.es.gov.br
Endereço: Av. Maruípe, 2111, São Cristóvão, Vitória/ES, CEP 29.048-463

DIREITOS RESERVADOS À PMES.


SUMÁRIO
Mensagem de abertura do Comando Geral ..................... 04

Apresentação ................................................................... 07

Para nossa reflexão ......................................................... 10

Noções gerais de segurança ........................................... 11

Comportamentos seguros com seu veículo .................... 16

Cuidados gerais com seu veículo ....................... 17

Comportamentos seguros com seu veículo em casa ..... 19

Ao chegar e sair de sua residência .................... 20

Comportamentos seguros com seu veículo nas ruas ..... 22

Ao estacionar ..................................................... 23

No trânsito .......................................................... 26

Nos cruzamentos ............................................... 29

Nos semáforos ................................................... 30

Comportamentos seguros em caso de furto ou roubo de


seu veículo ...................................................................... 32
Ao ter seu veículo furtado ................................. 33

Ao ser assaltado em seu veículo ....................... 34

Referências ..................................................................... 37

Notas e créditos .............................................................. 39

Você sabia? .................................................................... 42

Telefones úteis ............................................................... 46

03
MENSAGEM DO COMANDO GERAL DA PMES

A Constituição Federal (CF/88) trouxe uma série de inovações nos direitos


fundamentais, incorporando toda gama de tutela prevista nos mais
diversos Pactos Internacionais de direitos humanos, sobretudo, na
Declaração Universal dos Direitos Humanos; no Pacto de São José da Costa
Rica, no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, dentre
outros.

Dessa maneira, o artigo 144 da CF/88 traz a segurança pública como um


dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. No mesmo sentido, o
artigo 6º da Magna Carta aloca a segurança pública como um direito
fundamental social do cidadão.

Para Lira (2017), o fenômeno da violência urbana, nas décadas de 80 e 90,


foi capitalizado pelo êxodo rural, pelo processo capixaba de
industrialização tardia, pela ocupação humana e expansão desordenada
das encostas e áreas periféricas da Região Metropolitana da Grande Vitória
(RMGV), disseminando o medo, a sensação de insegurança e a descrença
na eficiência do aparato estatal no enfrentamento da violência
criminalizada.

Nesse sentido, o autor relata que os avanços trazidos pela Constituição


Cidadã não foram acompanhados, na mesma proporção, por ações da
malha protetora de serviços prestacionais do Estado, através das políticas
públicas de segurança, ocasionando um contexto social caótico e a
acentuação da segregação do espaço urbano em áreas privilegiadas e
desprivilegiadas quanto à assistência de serviços públicos.

No Brasil, o panorama atual apresenta a violência e a criminalidade como


um dos temas mais explorados pela mídia e pela opinião pública, pois os
números de homicídios, latrocínios, roubos e furtos de veículos se
sobressaem. No Espírito Santo, a situação não é diferente. Em reportagem

04
recente, publicada em 19 de julho, pelo Jornal “O Metro”, o número de
roubos é de 17 veículos por dia. Segundo dados do Relatório de Registro
de Ocorrências da PMES (RRO), em 2018 foram registrados 8.930 furtos e
roubos de veículos. Não obstante, nos 7 primeiros meses de 2019, 2.122
veículos foram roubados ou furtados em território capixaba.

Por outro lado em 2018 (segundo dados do Serviço Disque Denúncia),


foram recuperados apenas 111 veículos pelas polícias, enquanto que, de
Janeiro a Julho de 2019, 46 veículos provenientes de furtos e roubos foram
recuperados em todo o Estado, revelando que, apesar de todos os esforços
empreendidos pelo Poder Público para fazer frente a essa grave situação,
há muito o que ser feito para controlar essas modalidades criminosas.

Diante do complexo cenário da segurança pública, a sociedade e o Estado


se veem forçados a adotarem estratégias que ofereçam uma adequada
forma de abordagem aos problemas criminais contemporâneos.

Nesse diapasão, a PMES tem envidado esforços no sentido de aplicar


modernas ferramentas de gestão e emprego do policiamento, em todas as
suas modalidades e processos, alicerçadas num conceito muito mais amplo
de ordem pública, baseada no Quadrinômio: tranquilidade, salubridade,
segurança e dignidade da pessoa humana (COSTA, 2019).

Essa mudança de paradigma é retratada por Campos (2019), num artigo


intitulado “Polícia Interativa: uma marca capixaba” (Grifo nosso),
publicado na coluna Tribuna Livre, do Jornal A Tribuna, sendo considerada
por esse estudioso um “divisor de águas” na segurança pública do Espírito
Santo, dado que adapta as ações da polícia às necessidades de cada
realidade local.

Para além dessa evolução conceitual e normativa do novel conceito de


segurança pública, emerge a Polícia Comunitária, enquanto estratégia
organizacional para a resolução de problemas, de forma intersetorial e
multidisciplinar, e o Policiamento Comunitário como filosofia de
patrulhamento completo que se desdobra em atividades de prevenção
primária, secundária e terciária (PMES, 2019).

Dessa forma, a partir da interação com a polícia, espera-se que as


comunidades compreendam a existência de um conjunto indivisível de

05
situações de direitos e deveres em que os cidadãos estão todos inseridos.
Para garantir que direitos sejam preservados, cada cidadão deve cumprir
as regras sociais de modo a garantir o mínimo de convivência social
pacífica.

Portanto, não há outra alternativa senão atuar preventiva e proativamente


por meio de um policiamento de proximidade, orientado para a resolução
dos problemas dos cidadãos, alçando-os à condição de aliados e
copartícipes na elaboração e implementação de estratégias de
comportamentos seguros, concretizando, assim, a nobre missão da PMES
(2019): promover, em parceria com a comunidade capixaba, o
policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do
Espírito Santo.

“Policial Militar, herói protetor da sociedade.”

Comandante Geral da PMES

06
APRESENTAÇÃO
A PORTARIA Nº 772-R (PMES, 2019), de 06 de maio de 2019, publicada
no Boletim Geral (BGPM) nº 019/2019, instituiu a Política Institucional
de Polícia Comunitária no âmbito da PMES, em face da necessidade do
estabelecimento de uma fusão conceitual e contextual para a
consolidação da filosofia de Polícia Comunitária, como parte de uma
política integrativa dos Órgãos do Sistema de Segurança Pública e
defesa Social.

Essa normativa interna foi elaborada com o desiderato de promover


uma adaptação institucional ao disposto na Portaria nº 043 da SENASP
(2019), de 12 de abril de 2019, que instituiu as diretrizes nacionais e o
Manual de Polícia Comunitária, com o estabelecimento de diretivas de
comportamento organizacional alinhados à filosofia e prática de polícia
comunitária difundidas nos cenários nacional e internacional.

Nesse sentido, visando aprimorar a segurança dos cidadãos, a PMES,


por meio de orientações para a prevenção de roubos, furtos e
“sequestros relâmpagos”, por intermédio da Diretoria de Direitos
Humanos e Polícia Comunitária – DDHPC, organizou um conjunto de
recomendações que, se praticadas no cotidiano, minimizarão o risco da
ocorrência de crimes contra pessoa e o patrimônio. Destarte, durante a
confecção deste material, não se pretendeu esgotar o assunto, visto
que a sociedade está em constante evolução, assim como os padrões de
criminalidade, exigindo constante adaptação social, quer seja por meio
da mudança de comportamentos, quer seja pela incorporação de
tecnologias de segurança para proteção de seu patrimônio.

Assim, a partir de uma pesquisa documental à Cartilha de Difusão de


Polícia Comunitária (PMES, 2019) e à Cartilha de Orientações e Dicas de
Prevenção e Segurança Pública (PMES, 2019), além de consulta aos
materiais produzidos pelas Polícias Militares dos Estados de São Paulo
(PMESP), Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR) e Polícia Militar do

07
Capa da Cartilha de
Difusão da filosofia de
Polícia Comunitária.

Estado de Santa Catarina (PMSC), além de fontes como o Ministério


Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF), Departamentos Estaduais
de Trânsito (DETRANs) e Sites das principais Seguradoras de veículos do
país, buscou-se construir um material abrangente e de qualidade,
elaborado com rigor metodológico, layout inovador, além de uma
linguagem simples e de fácil entendimento, acessível a todos os
públicos, podendo ser utilizado nas diversas ações institucionais
(palestras, blitzen policiais, cursos, seminários, etc).

Esta cartilha trata de COMPORTAMENTOS SEGUROS A SEREM


OBSERVADOS PELO CIDADÃO NO USO PESSOAL DE VEÍCULOS,
abordando, desde a necessidade de conhecimento e identificação das
situações de risco; passando pelos cuidados que devem ser adotados
com relação à manutenção e conservação do veículo; assim como os
cuidados que o condutor deve observar ao sair e chegar na residência
ou local de trabalho; assim como nos estacionamentos (shoppings,
supermercados, postos, etc); nos cruzamentos (com ou sem
semáforos); no trânsito em geral; e nas situações em que a pessoa se
torna vítima de furto ou roubo de veículos; além das providências a
serem tomadas nestes casos. Também são indicados alguns telefones
úteis ao cidadão para auxiliá-lo em caso de dúvidas e demais
dificuldades.

08
Ressalta-se que qualquer medida adotada pelos órgãos de segurança
somente terá pleno êxito se contar com a colaboração de todos. Nesse
cenário, destaca-se que é imprescindível ter consciência da importância
do seu comportamento para evitar delitos e, efetivamente, mudar
atitudes.

Dentro da cultura interativa da POLÍCIA COMUNITÁRIA, o objetivo da


PMES é, de forma integrada com a comunidade, conscientizar e
oferecer ao cidadão informações de tal forma que ele exerça um papel
de protagonismo na Segurança Pública, pois, ao fazer uso de
COMPORTAMENTOS SEGUROS, ele se torna um agente de PREVENÇÃO
criminal!

Fique Você sabia que a


ligado! PMES foi duas vezes
campeã nacional de
Polícia Comunitária
com o Programa de
policiamento
chamado
POLÍCIA INTERATIVA?

Quer saber mais? É só


ir à página 42.

09
Para nossa reflexão...

[...] Uma das minhas tarefas mais difíceis era


fazer as pessoas compreenderem que estávamos
todos (e neste caso literalmente) no mesmo
barco. Ou ajudávamos uns aos outros ou o barco
todo estaria com um problema crítico do qual
ninguém conseguiria escapar.

Uma das coisas mais duras para as organizações


é conseguir que as pessoas deixem de lado as
diferenças pessoais e trabalhem para o bem de
todos os envolvidos. De que me adianta ter o
melhor departamento de armas de qualquer
navio da Marinha se os motores não conseguem
fazer os propulsores girarem e nos levar para a
batalha? Se for esse o caso, estamos num dos
piores navios. [...]

Texto extraído do livro “Este


barco também é seu”, de D.
Michael Abrashoff.

Abrashoff é Capitão de Mar e


Guerra da Marinha Americana.

10
NOÇÕES GERAIS DE
SEGURANÇA

11
Fonte: Notas e créditos [11]
A criminalidade e a violência são um fenômeno
social extremamente complexo, causado por diversos
fatores que se interagem, impactando a sociedade,
produzindo resultados sociais e econômicos
indesejados (CHAUÍ, 1999).

Um cidadão que teve a experiência de ter sido vítima


de roubo de seu veículo possui grande possibilidade de
no pós-crime sofrer traumas, medo, doenças físicas e
psicológicas, mudança de rotinas saudáveis, sensação
de insegurança, perdas econômicas e tantos outros.

Estudiosos afirmam que não é possível acabar


completamente com os crimes, mas é possível reduzir
NOÇÕES GERAIS DE SEGURANÇA

drasticamente a oportunidade deles acontecerem. Esta


redução é possível quando adotamos
COMPORTAMENTOS SEGUROS.

Tendo como base os crimes contra o patrimônio, como


a adoção de comportamentos seguros pode reduzir tais
crimes?

De forma geral, a mente criminosa faz uma análise


entre o BENEFÍCIO e o RISCO (adaptado de SENASP,
2010). Benefício é o bem que o criminoso pretende
subtrair (Exemplo: carro, motocicleta, celular, outros).
Já o risco, que tem como principal mola propulsora a
OPORTUNIDADE, está relacionado às circunstâncias e
obstáculos que terá que superar para se apropriar do
bem pretendido.

12 Fonte: Notas e créditos [12]


Na análise do risco o criminoso calcula a possibilidade
de ser preso, o risco de a ação ser frustrada, o risco de
reação da vítima, a quantidade de obstáculos que terá
que suplantar, o risco de ser reconhecido, o risco de
haver Policiais próximo da vítima, o grau de dificuldade
NOÇÕES GERAIS DE SEGURANÇA

e meios para a execução de sua fuga, a presença de


elementos que impeçam o efeito surpresa da ação, e
tantos outros.

Nesta relação podemos verificar que quanto maior o


risco, mais desencorajado o criminoso se sentirá para
cometer o crime. Correr um alto risco somente valeria
a pena se o benefício fosse muito relevante, como é o
caso dos roubos a carros fortes.

Fica muito claro que, sendo um fenômeno social, não


se consegue acabar por completo com tais crimes, mas
se olharmos para eles como um elemento de
probabilidade baseado em oportunidades, concluímos
que com a adoção de COMPORTAMENTOS SEGUROS e
a consequente redução das oportunidades, é possível
diminuir relevantemente o risco de um cidadão ser
vítima de um crime.

Fundamentando tais afirmações, estudos apontam que


existem dois campos de ação contra o crime e a
violência: a PREVENÇÃO e o CONTROLE (SENASP,
2010).

13
A prevenção, amplamente usada em países
desenvolvidos, é considerada a melhor das soluções, pois
tem melhor taxa de eficiência, menor custo e elevada
proteção social, já que diminui a possibilidade de que um
cidadão seja vítima de ato criminoso.

Prevenção!
Fonte: Notas e créditos [13]

O controle da criminalidade, por sua vez, visível


NOÇÕES GERAIS DE SEGURANÇA

principalmente pela ação das Polícias, embora essencial


para o equilíbrio de qualquer sociedade, tem menor taxa
de eficiência, principalmente porque as causas gerais da
violência (desigualdade, pobreza, desagregação familiar,
desemprego, deficiência de acesso à educação e saúde de
qualidade) não têm ligação direta com a Polícia, esta
apenas controla e não tem poder eficaz e permanente de
solução.

Vale lembrar que o custo para a ação de controle é


altíssimo e tem menor proteção social, pois foca na
repressão, no pós-crime, quando parte relevante da
sociedade já foi vitimizada, muitas vezes com perdas
irreparáveis, como a vida.

Costa (2019) aponta que a prevenção pode ser classificada


em: primária, secundária e terciária. No contexto desta
cartilha, enfatizamos a PREVENÇÃO PRIMÁRIA, que são
intervenções que buscam prevenir a violência e a
criminalidade antes que ocorram. Está voltada para a
redução dos fatores de risco e o aumento dos fatores de
proteção para a população.

14
Abramovay (2002), utilizando conceitos do Banco
Interamericano de Desenvolvimento, classifica a
prevenção com foco nas estratégias. Dentre estas
estratégias, destacamos a prevenção pela modificação
de fatores situacionais (também chamado de
PREVENÇÃO SITUACIONAL), que é a redução da
probabilidade de alguém ser vítima potencial, através da
redução das oportunidades, tornando a possibilidade de
ocorrência de crime mais difícil, mais arriscada e menos
vantajosa para o criminoso.

Segundo Campos (2019), é neste processo que a


filosofia de POLÍCIA COMUNITÁRIA se mostra como
ferramenta primordial para a garantia da efetividade da
Segurança Pública, já que possui em seus princípios
NOÇÕES GERAIS DE SEGURANÇA

norteadores a resolução preventiva, policiamento


orientado para a resolução de problemas, aproximação
com a comunidade e construção de futuro.

A Constituição Federal, em seu Artigo 144, rege que a


missão da Polícia Militar é cuidar de sua segurança. A
Constituição Estadual do Espírito Santo, em seu Artigo
124, reforça este dever.

Estas mesmas Constituições, porém, em um espírito de


comunitarização, ressaltam que Segurança Pública
também é uma RESPONSABILIDADE DE TODOS. Em
outras palavras, cada cidadão também é um ator
importantíssimo para a conquista deste direito
fundamental e uma das formas de exercer esta
responsabilidade é fazendo uso de COMPORTAMENTOS
SEGUROS.

A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS SEGURA É


DEVER DO ESTADO, DIREITO E RESPONSABILIDADE DE
TODOS!

15
COMPORTAMETOS

SEGUROS
COM SEU VEÍCULO

16
CUIDADOS GERAIS COM
SEU VEÍCULO1
COMPORTAMENTOS SEGUROS COM SEU VEÍCULO

1. Saiba a placa do seu veículo;

2. Avalie se o seu veículo é um atrativo para


roubos e sequestros;

3. Evite colocar, em seu veículo, adesivos e outros


símbolos que possam identificar sua condição
social e características pessoais, tais como:
profissão, faculdade, esporte, endereço,
composição da família, academia, etc;

4. Equipe seu veículo com dispositivos que


dificultem a ação de delinquentes, tais como:
travas para acionamento e trancamento
automático de portas e vidros, alarmes etc. Os
delinquentes procuram sempre os carros mais
vulneráveis, que apresentam as condições mais
apropriadas para efetuarem o roubo ou furto;

Fonte: Notas e créditos [14]

17
COMPORTAMENTOS SEGUROS COM SEU VEÍCULO

Fonte: Notas e créditos [15]

5. Mantenha seu veículo em bom estado de


conservação, mantendo pneus, faróis, sistema
elétrico, travas, motor, baterias, etc, sempre
em ordem, para evitar panes que o deixem em
situações vulneráveis e te obriguem a parar o
veículo em locais perigosos;

6. Procure ter, no interior de seu veículo,


elementos, marcas ou adesivos que o
individualizem e que lhe permitam identificá-
lo. Geralmente, após um roubo ou furto, as
placas são removidas e/ou substituídas.

18
COMPORTAMETOS
SEGUROS
COM SEU VEÍCULO EM CASA

19
AO CHEGAR E SAIR DE SUA
RESIDÊNCIA2
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO EM CASA

1. Antes de entrar ou sair de casa, verifique a


presença de pessoas estranhas nas
proximidades. Avise seus familiares e chame a
polícia;

2. Estacione o carro de ré: dessa forma você terá


visão privilegiada do que está na sua frente e
terá mais tempo caso precise de alguma ação;

3. Se tiver portão automático: nesse caso, o


indicado é esperar com o veículo na rua, e não
junto ao portão, para poder ter visão lateral e
dianteira da situação. Além disso, lembre-se de
nunca sair do carro até que o portão feche e
mantenha os olhos no retrovisor até que isso
aconteça;

20
4. Se o portão não for elétrico: o mais
recomendado é que alguém que esteja em
casa abra e feche enquanto você entra. Se não
houver ninguém em casa, o ideal é que o
passageiro do veículo desça e realize todo o
procedimento;

5. Avise antes de chegar: vale muito ligar ou


passar uma mensagem para a família cerca de
10 minutos antes de chegar em casa, numa
medida de alerta para todos fiquem atentos e
possam monitorar a entrada;
COMPORTAMENTOS SEGUROS

6. Caso não tenha ninguém em casa: se tiver


COM SEU VEÍCULO EM CASA

certeza de que não há ninguém em casa, passe


em frente à residência e contorne o quarteirão
apenas para se certificar de que a rua está
tranquila e de que não há ninguém inesperado
nesse momento.

21
COMPORTAMETOS
SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

22
AO ESTACIONAR3

Fonte: Notas e créditos [17]

1. Cultive o hábito de olhar ao redor antes de estacionar


e de sair do veículo;
2. Evite estacionar ao lado de veículos mais altos do que
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

o seu, a fim de evitar que assaltantes se escondam;


3. Procure deixar seu veículo em estacionamento
credenciado e de sua confiança;
4. Estacione o mais próximo possível de seu destino.
Lembre-se, um mesmo lugar pode ser diferente
durante o dia e durante a noite. Quer um exemplo?
Ruas de comércio são extremamente movimentadas
até certo horário, porém, após o fechamento dos
estabelecimentos ficam desertas. Por isso, antes de
estacionar por um longo período, pense em como
estará o ambiente nas horas seguintes;
5. Nos estacionamentos e nos estabelecimentos
servidos por manobristas, ao entregar o veículo,
procure identifica-los com atenção, exija
comprovante de recebimento e verifique se há
vigilância adequada;

23
6. Evite confiar as chaves de seu veículo aos
chamados “flanelinhas” ou a eventuais lavadores
de automóveis, ainda que os conheça. A
responsabilidade por seu veículo é sua;

7. Estacione o veículo sempre em condições de sair


rapidamente. Em geral, é conveniente fazê-lo em
manobra de ré. Isso favorecerá sua visibilidade e
facilitará sua saída;

8. Pare o veículo em local visível e iluminado.


Mantenha-o trancado e com o alarme acionado.
Se for estacionar na rua, procure locais bem
iluminados, em frente a prédios com vigias e
próximos a câmeras de segurança. As câmeras e
os vigias inibem a ação de ladrões. Caso não seja
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

possível, dê preferência ao local iluminado e


movimentado. Ruas desertas podem ser
perigosas em qualquer período do dia;

9. Evite descer do veículo para retirar folhetos ou


outros objetos afixados nos vidros. Pode ser uma
armadilha;

10. Permaneça o menor tempo possível dentro do


veículo. Se isso for extremamente necessário,
faça-o em local que permita sua ampla visão e
esteja alerta quanto à aproximação de estranhos;

24 Fonte: Notas e créditos [18]


Fonte: Notas e créditos [19]

11. Não permaneça no seu veículo ou fora dele


conversando, namorando ou aguardando alguém
em áreas de estacionamento ou na rua;

12. Nunca deixe as chaves no contato de seu veículo,


mesmo que seja por alguns instantes;

13. Nunca deixe seu veículo ligado com ocupantes em


seu interior (especialmente crianças), mesmo que
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

por curto período de tempo;

14. Memorize o local onde estacionou seu veículo a


fim de minimizar o tempo de exposição a riscos.
Ao voltar para ele, evite acionar o localizador do
alarme;

15. Nunca deixe chaves sobressalentes, documentos,


carteira, eletrônicos ou outros pertences de valor
dentro do seu veículo. Todo o tipo de objeto pode
ser visto como evidência de que há outros de
maior valor. Ao parar o veículo, remova tudo e
guarde no porta-malas, e leve com você os objetos
de valor;

16. Nunca deixe armas de fogo no veículo.

25
17. Ao desembarcar, certifique-se de que todas as
portas estejam trancadas e não deixe vidros
entreabertos;
18. Ao sair do veículo, verifique se você não está
sendo seguido;
19. Seja breve ao entrar e sair do veículo. Não se
aproxime com a chave na mão, porém
mantenha-a em um local de fácil acesso. Ao
entrar no carro, ligue-o imediatamente e saia.
Se ao retornar, encontrar alguém mexendo no
seu veículo, não se aproxime ou reaja. Passe
reto e busque ajuda!
COMPORTAMENTOS SEGUROS

NO TRÂNSITO4
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

1. Evite falar ao celular, pois esse ato demonstra


desatenção. O condutor se torna uma “presa mais
fácil”;
2. Procure identificar em seus deslocamentos postos
policiais, pontos de estacionamento de viaturas e,
ainda, postos de abastecimento 24 horas, além de
outros estabelecimentos comerciais que, em situação
de emergência, podem servir como ponto de apoio;
Fonte: Notas e créditos [20]

26 Fonte: Notas e créditos [21]


3. Habitue-se a dirigir com os vidros fechados e
portas travadas, principalmente durante as
paradas;
4. Evite o uso de joias (correntes, relógios, anéis,
braceletes, etc) quando estiver dirigindo;
5. Utilize dispositivos de segurança visíveis. Os
ladrões procuram sempre carros mais fáceis, nas
melhores situações para efetuarem o
roubo/furto. Correntes de direção, chaves
interruptoras e trancas de direção são alguns dos
dispositivos que podem desencorajar a ação do
ladrão. E quanto mais visíveis melhor. Eles podem
não evitar que um criminoso mais experiente aja,
sobretudo se for exatamente o seu carro que está
na mira. Mas eles podem ser muito eficientes
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

diante de ladrões casuais e mais oportunistas;


Fonte: Notas e créditos [22]

Fonte: Notas e créditos [23]

6. Não dê carona a estranhos ou pessoas que


acabou de conhecer;
7. Não pare para auxiliar outros motoristas em
locais isolados, mal iluminados e/ou em horas
avançadas da noite. No caso de lhe parecer
algum acidente ou alguém em dificuldades, avise
à Polícia imediatamente;
27
Fonte: Notas e créditos [24]

8. Se perceber que está sendo seguido, procure


agir com naturalidade, evite áreas residenciais,
áreas isoladas, vias de pouca circulação de
veículos e mal iluminadas. Dirija-se,
COMPORTAMENTOS SEGUROS

imediatamente, ao posto policial mais próximo


COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

ou, ainda, centros comerciais, postos de


gasolina, etc, e peça ajuda;
9. Desconfie de pequenas batidas, especialmente
caso você suspeite que tenham sido provocadas.
Nestes casos não pare, especialmente à noite,
em locais isolados, mal iluminados e de pequena
circulação de pessoas e veículos. Sinalize para
que as demais pessoas envolvidas possam lhe
seguir até o posto policial mais próximo;
10. Sempre se certifique da existência de
combustível suficiente para evitar ficar parado
em locais arriscados;
11. Caso tenha problemas em seu veículo, evite
parar na rua. Preferencialmente, pare em postos
de gasolina, estacionamentos, oficinas ou postos
da Policia Militar;

28
12. Ao passar por lombadas, verifique, antes de
reduzir a marcha, se há aproximação de pessoas
suspeitas e deixe a distância suficiente do veículo
à sua frente para poder desviar, caso ele pare,
tentando bloquear seu caminho;
13. Mantenha-se sempre atento. Este é um fator de
proteção, pois assaltantes evitam se aproximar
de pessoas atentas;
14. Os ladrões costumam arremessar objetos na
pista ou nos veículos com o intuito de forçar uma
parada. Se suspeitar de algo estranho, não pare e
dirija-se a um lugar seguro onde poderá verificar
os danos;
15. Mantenha constante contato visual com quem
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

está na sua retaguarda, utilizando-se dos


retrovisores. Agindo assim, poderá se antecipar a
uma possível ação criminosa.

NOS CRUZAMENTOS5

1. Nos cruzamentos com semáforos, mantenha


seu carro engrenado, os vidros fechados e as
portas travadas;
2. Mantenha sempre uma distância segura entre o
seu veículo e o carro da frente quando o
semáforo fechar. Você terá mais visibilidade e
espaço caso seja necessário arrancar o carro
repentinamente;

29
Fonte: Notas e créditos [25]
3. Quando possível, apenas reduza a velocidade ao
se aproximar do semáforo, sem parar o carro por
completo e mantenha a primeira marcha
engatada. Se um suspeito se aproximar, você
conseguirá avançar com mais facilidade;
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

4. Fique atento ao parar o veículo junto a semáforos


durante a madrugada, principalmente ao
perceber agrupamento de pessoas suspeitas
nesses locais.

EM SEMÁFOROS6

1. Ao parar em semáforos, redobre a atenção,


permaneça com a primeira marcha engatada e
observe a aproximação de pessoas, mesmo que
não lhe pareçam suspeitas. Se possível, diminua a
velocidade do veículo, de forma a poder aguardar a
abertura do semáforo sem ter de parar o carro
completamente;

30
2. Se não for possível evitar a parada completa do
carro, procure manter uma boa distância da
esquina e/ou do veículo a sua frente. Desse
modo, em caso de bloqueio ou de um suspeito se
aproximar, terá tempo e espaço para tentar uma
manobra evasiva;
3. Em avenidas de mão única, evite parar nas pistas
da esquerda ou da direita. Procure utilizar a pista
do meio. Se possível, não seja o primeiro da fila;
4. Não abra os vidros do seu automóvel para
pedintes e vendedores ambulantes que, muitas
vezes, são assaltantes disfarçados e não se iluda
com as aparências.
COMPORTAMENTOS SEGUROS
COM SEU VEÍCULO NAS RUAS

31
COMPORTAMENTOS
SEGUROS EM CASO DE
FURTO OU ROUBO
DO SEU VEÍCULO

32
AO TER SEU VEÍCULO
FURTADO7

Fonte: Notas e créditos [26]


COMPORTAMENTOS SEGUROS EM CASO
DE FURTO OU ROBO DO SEU VEÍCULO

1. Ligue para o telefone 190 e forneça todas as


informações possíveis. Registre o furto na
delegacia de polícia mais próxima;

2. Se observar que o seu veículo está sendo


furtado, não intervenha. Normalmente, o
ladrão age armado e pode ter um comparsa
por perto. Ligue para o telefone 190 e
forneça todas as informações possíveis, como
características dos autores, armas usadas,
rumo tomado e características do seu
veículo;

3. Lembre-se de que a rapidez no acionamento


da Polícia Militar aumenta a possibilidade de
recuperação de um veículo furtado.

Furto é a subtração de
um bem sem uso de
Fique violência.
Ligado!
33
AO SER ASSALTADO EM SEU
VEÍCULO8

1. Caso lhe mandem descer do veículo, adote os


seguintes procedimentos:
a. Saia imediatamente passando entre o assaltante e
a lateral do carro, e não entre ele e a porta que está
aberta. Há mais segurança quando feito desta forma;
COMPORTAMENTOS SEGUROS EM CASO

b. Se estiver usando cinto, avise que vai retirá-lo para


DE FURTO OU ROBO DO SEU VEÍCULO

evitar que o assaltante interprete como reação;


c. Deixe que levem o veículo ou qualquer outro bem.
SUA VIDA É INESTIMÁVEL!

2. Caso lhe mantenham dentro do veículo, permaneça


calmo. Evite gritar ou discutir — seu nervosismo
poderá aumentar a tensão e provocar uma atitude
mais agressiva em seu desfavor;

3. Responda, com calma, somente o que lhe for


perguntado e avise sobre qualquer gesto ou
movimento a ser realizado;
Fonte: Notas e créditos [27]

34
4. Faça movimentos lentos. Movimentos bruscos
podem ser traduzidos como reação;
5. Não discuta. Entregue ao criminoso o que ele
exigir. Assim, o tempo do roubo será menor;
6. Faça apenas o que o criminoso mandar;
7. Não olhe diretamente para os infratores da lei. Isto
poderá ser interpretado como uma ameaça ou
desafio;
8. Procure memorizar, sem chamar a atenção, todos
COMPORTAMENTOS SEGUROS EM CASO

os detalhes possíveis, fisionomia, modo e frases


DE FURTO OU ROBO DO SEU VEÍCULO

usadas, roupas, gírias, trejeitos, trajetos e locais


visitados, veículos utilizados etc;
9. Não tente fugir ou reagir. É muito comum outros
criminosos estarem efetuando cobertura;
10. Caso se torne refém, além das orientações citadas:
a. não converse com outros eventuais reféns ou
estabeleça comportamentos que façam o criminoso
presumir que estão conspirando contra ele;
b. se falarem com você, fale devagar, concisamente,
e nunca sobre assuntos violentos;
c. conte ao criminoso sobre suas necessidades
médicas, caso as tenha. Mas não o irrite, apenas
comunique. Você, provavelmente, receberá
tratamento, pois ele, em tese, não quer que você
morra;
d. não se envolva em discussões sobre temas
polêmicos, como crenças políticas ou religiosas;
e. não simule doença ou contusão, nem dê outros
blefes que, descobertos, destruirão o elo de
confiança por parte do criminoso e poderão gerar
risco à sua integridade física.

35
COMPORTAMENTOS SEGUROS EM CASO
DE FURTO OU ROBO DO SEU VEÍCULO

11. Fonte: Notas e créditos [28]


Ligue para a Polícia Militar (190) assim que
possível, transmitindo a descrição exata e o
possível trajeto seguido com todos os detalhes e
peça apoio;
12. Registre a ocorrência em uma Delegacia de Polícia
Civil. O Boletim de Ocorrência é primordial para
ajudar a Polícia a distribuir de forma inteligente o
efetivo policial, para a investigação e para o
possível ressarcimento dos bens subtraídos
(Exemplo: seguradoras).

36
REFERÊNCIAS
ABRAMOVAY, Miriam. Juventude, violência e vulnerabilidade social na
América Latina: desafios para políticas públicas. Brasília: UNESCO, BID,
2002.

ABRASHOFF, D. Michael. Este barco também é seu: práticas inovadoras


de gestão que levaram o USS Benfold a ser o melhor navio de guerra da
Marinha Americana. São Paulo: Cultrix, 2006.

CAMPOS, S. R. Aulas expositivas da disciplina “Estratégia de Polícia


Comunitário-Interativa”. Cariacica: CAO APM/PMES, 2019.

CHAUÍ, Marilena. “Uma ideologia perversa: explicações para a violência


impedem que a violência real se torne compreensível”. In Folha de São
Paulo, 14 de março de 1999 (Caderno Mais!, p.5-3), 1999.

COSTA, J. C. Aulas expositivas da disciplina “Teoria de Polícia e Cultura


Policial”. Cariacica: CAO APM/PMES, 2019.

COSTA, J. C.; COSTA, L. O. M.; LIBARDI, S. de S. Estudo elementar para


gestores municipais: Sistema Único de Segurança (SUSP). Vitória: 2019.

COSTA, J. C.; FERNANDES, J. A. C. Segurança Pública: Convergência, Interconexão


e Interatividade Social. Vitória: 2012.

ESPÍRITO SANTO. Polícia Militar. BGPM 019/2019: Portaria n° 772-R, de


06 de maio de 2019. Vitória: 2019.

ESPÍRITO SANTO. Polícia Militar. Cartilha de orientações e dicas de


prevenção e Segurança Pública. 1. Ed. Vitória: 2019.

ESPÍRITO SANTO. Polícia Militar. Missão, visão e valores. Disponível em:


<https://www.pm.es.gov. br/identidade-corporativa>. Acesso em: 29 jul.
2019.

37
ESPÍRITO SANTO. Polícia Militar. Polícia Comunitária: difusão da filosofia
e prática no âmbito do Estado do Espírito Santo. 1. Ed. Vitória: 2019.

LIRA, Pablo. Geografia do crime e Arquitetura do medo: Uma análise da


Criminalidade Violenta e das Instâncias Urbanas. 2. ed. Rio de Janeiro:
Letra Capital, 2017.

O METRO. Disponível em: < https://www.metrojornal.com.br/foco/2017/


07/19/roubo-de-carros-cresce-na-grande-vitoria-e-chega-17-casos-por-
dia.html>. Acesso em: 30 jul. 2019.

REDE NACIONAL DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA PARA SEGURANÇA


PÚBLICA. Violência, Criminalidade e Prevenção. Ministério da Justiça –
SENASP/ANP, 2010.

SENASP. Portaria nº043, de 12 de abril de 2019. Disponível em:


<http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/
content/id/72119545> Acesso em: 30 jul. 2019.

TRIBUNA ONLINE. Polícia Interativa: uma marca capixaba. Disponível em


<http://www.tribunaonline.com.br/policia-interativa-uma-marca-
capixaba>. Acesso em: 30 jul. 2019.

38
NOTAS E CRÉDITOS

[1] Adaptado da Cartilha de “Dicas de Segurança Pessoal” do MPDF.


Disponível em: <http://www.mpdft.mp.br/portal/pdf/comunicacao/
Cartilha_Dicas_Seguranca.pdf>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[2] Adaptado de “5 dicas de segurança para guardar o carro na garagem”.


Disponível em: <https://anjosdaguarda.web7075.uni5.net/cinco-dicas-de-
seguranca-para-guardar-o-carro-na-garagem/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[3] Adaptado de Cartilha de “Dicas de Segurança Pessoal” do MPDF.


Disponível em: <http://www.mpdft.mp.br/portal/pdf/comunicacao/
Cartilha_Dicas_Seguranca.pdf>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[4] Adaptado do “Manual de auto proteção do cidadão” da PMESP.


Disponível em: <https://www.ssp.sp.gov.br/servicos/manual-
seguranca.aspx>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[5] Extraído e adaptado da cartilha de “Dicas de segurança em veículos”


da PMPR. Disponível em: <http://www.pmpr.pr.gov.br/modules/
conteudo/conteudo.php?conteudo=189>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[6] Adaptado da cartilha de “Dicas para evitar assaltos nos cruzamentos”.


Disponível em: <http://www.dirigindoseguro.com.br/?p=393. Acesso em:
26 Jul. 2019.

[7] Adaptado de Cartilha de “Dicas de Segurança Pessoal” do MPDF.


Disponível em: <http://www.mpdft.mp.br/portal/pdf/
comunicacao/Cartilha_Dicas_Seguranca.pdf>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[8] Adaptado de Cartilha de “Dicas de Segurança Pessoal” do MPDF.


Disponível em: <http://www.mpdft.mp.br/portal/pdf/comunicacao/
Cartilha_Dicas_Seguranca.pdf>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

39
[9] Adaptado de Cartilha de “Dicas de Segurança Pessoal” do MPDF.
Disponível em: <http://www.mpdft.mp.br/portal/pdf/comunicacao/
Cartilha_Dicas_Seguranca.pdf>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[10] Imagem da capa extraída e adaptada de <https://www.viamao.rs.gov.


br/portal/noticias/0/3/3384/Semana-dedicada-a-palestras-educativas-e-
Marcha-pela-Paz-no-Tr%C3%A2nsito>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[11] Extraído de <https://especiais.gazetadopovo.com.br/politica/


reforma-previdencia-governo-temer/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[12] Extraído de <https://autos.culturamix.com/noticias/carros-mais-


roubados-no-brasil-indice-cnseg>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[13] Extraído de <https://hanatemplate.com/explore/pessoa-


falando.html>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[14] Extraído de <https://jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/video-


placas-mercosul/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[15] Extraído de <https://pngtree.com/freepng/white-car_1784924.html>.


Acesso em: 26 Jul. 2019.

[16] Extraído e adaptado de <https://br.flaticon.com/icone-gratis/casa-


grande-com-garagem-para-carros_18195>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[17] Extraído e adaptado de <https://br.vexels.com/pngsvg/previsualizar


/145586/silhueta-de-vista-lateral-de-carro-de-cidade>. Acesso em: 26 Jul.
2019.

[18] Extraído de <https://pngtree.com/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[19] Extraído e adaptado de <https://br.vexels.com/pngsvg/previsualizar


/145585/vista-lateral-de-carro-de-cidade>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[20] Extraído e adaptado de <https://fr.freepik.com/vecteurslibre/


telephone-portable-application-messagerie_1174752.htm>. Acesso em:
26 Jul. 2019.

40
[21] Extraído e adaptado de <https://br.vexels.com/pngsvg/previsualizar/
145585/vista-lateral-de-carro-de-cidade>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[22] Extraído e adaptado de <https://pixabay.com/illustrations/thief-


burglar-cartoon-criminal-3600349/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[23] Extraído e adaptado de <http://pt.coolclips.com/m/vetores/


peop2271/mulher-dirigindo-o-carro/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[24] Extraído de <https://br.freepik.com/>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[25] Extraído e adaptado de <https://br.vexels.com/pngsvg/previsualizar/


145585/vista-lateral-de-carro-de-cidade>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

[26] Extraído de <https://accordis.com.br/roubo-e-furto/>. Acesso em: 26


Jul. 2019.

[27] Extraído e adaptado de <http://d.costanorte.com.br/seguranca/


32100/estado-de-sao-paulo-reduz-todas-as-modalidades-de-roubo>.
Acesso em: 26 Jul. 2019.

[28] Extraído e adaptado de <https://br.vexels.com/png-svg/previsualizar


/158716/ilustracao-de-papel-de-policial>. Acesso em: 26 Jul. 2019.

41
Você sabia?
... que a PMES foi duas vezes campeã nacional de Polícia
Comunitária com o Programa de policiamento chamado
POLÍCIA INTERATIVA?

Mas o que é Polícia Interativa?

Acompanhando as mudanças de cenário que se apresentavam, dentro e


fora dos territórios capixabas, o então Capitão da PMES Júlio Cézar Costa,
comandante da 2ª Companhia do 3º Batalhão da PM, sediada em Guaçuí,
desenvolveu, em julho de 1991, o POP-Com – Policiamento Ostensivo
Produtivo-Comunitário, estratégia de melhor aproveitamento dos recursos
policiais junto à comunidade local, atendendo aos seus anseios de forma
participativa, uma vez que a população participava das decisões das
políticas locais de segurança.

Em 1994 foi instituído o Conselho Interativo de Segurança Pública (CISEG)


de Guaçuí que, a partir do qual, a ideia foi disseminada em solos capixabas.
Reunidos através desses espaços, representantes da sociedade civil
perceberam que tinham voz junto ao Poder Público, sendo também
responsáveis pelas decisões tomadas.

Hoje na Reserva Remunerada da PMES, o Coronel Júlio Cézar Costa,


narrando o surgimento do termo ‘Polícia Interativa’, relatava que, ainda
tenente na PMES, reencontrou-se com um de seus instrutores na PM de

42
Pernambuco – onde se formou Aspirante a Oficial da PMES – e tal oficial,
perguntou-lhe sobre os projetos que realizava na cidade de Guaçuí. Ao
responder que trabalhava a ideia de uma polícia que interagia mais com a
comunidade, recebeu, em tom de brincadeira, a seguinte resposta: “então,
estás fazendo uma polícia interativa”. Daquele diálogo, o oficial capixaba
manda afixar nas entradas da cidade duas grandes placas com os seguintes
dizeres: “Em Guaçuí, você tem uma Polícia Interativa”.

Entre os anos de 1995 a 2002, principalmente, o Espírito Santo difundiu a


filosofia e a metodologia de polícia interativa, a outros Estados e países. A
participação popular nas decisões sobre Segurança Pública tornou-se tão
importante e necessária na elaboração das políticas públicas de segurança,
bem como a sua execução.

(Extraído da Cartilha de “Polícia Comunitária: difusão da filosofia e


prática no âmbito do Espírito Santo”, PMES/2019.)

A Polícia Interativa, primeiro programa de policiamento comunitário


genuinamente brasileiro, nascido em Guaçuí – ES em agosto de 1994 [...] é
[...] uma evolução do princípio da Polícia Comunitária [...] cuja metodologia
passou a ser exemplo para o Brasil e premiada duas vezes nacionalmente
[...] é uma nova maneira de pensar na proteção, na assistência e no
socorro público. Baseia-se na crença de que os problemas sociais e as
condicionantes da criminalidade têm soluções mais efetivas à medida que
a sociedade também participe de todo o processo: a identificação, análise,
proposta e implementação de ações, sempre de forma conjunta, para a
busca de soluções.

[...] a polícia deixa de ser a polícia do aconteceu, direcionando suas ações


para se transformar na polícia do pode acontecer. Ou seja, faz da proação
o principal instrumento de controle da criminalidade.

É um modelo integrador de gestão da Segurança Pública, totalmente


diferenciado, que se sustenta na adaptação dos três princípios citados por
Dee Hock em sua obra Nascimento da era caórdica: interação entre os
membros das comunidades e do sistema de justiça criminal, proximidade e
troca não monetária de valor [...].

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A interação dos órgãos de Segurança Pública com as comunidades permite
à sociedade conscientizar-se de que a criminalidade não é um problema a
ser resolvido somente pelo Estado, mas também com a ativa participação
de cada cidadão e, principalmente, pelas políticas públicas de Segurança
Pública [...].

O processo de interatividade entre os órgãos de Segurança Pública e as


comunidades ocorre com algumas características [...]

– Municipalização da organização da Segurança Pública [...]


– Gestão participativa e prestação de contas [...]
– Interação [...]
– Fixação do efetivo [...]
– Cidadanização [...]

Na obra Policiamento comunitário: experiências no Brasil: 2000-2002,


publicada em São Paulo pela Editora Página Viva, em 2002, o organizador
dos textos, Nilson Vieira Oliveira, afirma:

O primeiro policiamento interativo foi adotado a partir de 1994


em Guaçuí, cidade de 20 mil habitantes situada 250 quilômetros
ao sul de Vitória, a apenas 6 quilômetros da divisa com o Estado
do Rio de Janeiro. Sua proximidade com o Rio favoreceria a
expansão do crime organizado, envolvendo até policiais. A luz
verde para a adoção do modelo foi dada pelo então prefeito
Luis Ferraz Moulin, advogado especializado na França em
sociologia do desenvolvimento e ex-exilado político. Em Guaçuí,
segundo Moulin – que foi prefeito em duas gestões, a primeira
na década de 1980 -, a polícia agia de forma desorganizada e
autoritária: “O cala-a-boca e o pescoção eram os cartões de
visita dos policiais” (OLIVEIRA, 2002, p. 36-37).

Esse livro, patrocinado pela empresa Motorola em parceria com o


Ministério da Justiça, divulgou os resultados de concurso nacional no qual
a experiência de Polícia Interativa na célula interativa do Morro do Quadro,
em Vitória – ES, sagrou-se campeã nacional. Naquela comunidade, os
princípios de Polícia Interativa foram brilhantemente aplicados pelos então
tenentes Sandro Roberto Campos e Saulo de Souza Libardi, juntamente
com os sargentos, cabos e soldados da equipe sob a liderança competente
do então capitão Jailson Miranda.

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Com método de interação inédito desenvolvido e registrado sob nº
201.058, no Escritório de Direitos Autorais, da Biblioteca Nacional, em
1999, a Polícia Interativa tornou-se referência com um conjunto sistêmico
de modalidades de interação.

Mais do que isso, a Polícia Interativa é o retorno da função originária da


polícia [...]. Ela é um mecanismo que proporciona ao Estado democrático
ingressar no cerne que o justifica e representa a sua essência: assegurar de
modo universal, a toda e qualquer pessoa, proteção e garantia dos direitos
reconhecidos e declarados como fundamentais.

[...]

(Extraído do livro “Segurança Pública: Convergência, Interconexão e


Interatividade Social”, do Coronel RR João Antônio da Costa
Fernandes e Coronel RR Júlio César Costa, ambos da PMES)

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Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR

190 - Emergência

www.pm.es.gov.br

policiamilitar.pmes

policiamilitar.pmes

policiamilitar.pmes

OUTROS CONTATOS

Telefone 181 ou
disquedenuncia181.es.gov.br

193 – Corpo de Bombeiros

0800 770 1101 – ECO101

191 – Polícia Rodoviária Federal

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ANOTAÇÕES

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Você também pode gostar