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Polícia Militar do Espírito Santo

Comando Geral
Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Comunitária

Comportamentos Seguros em
Coletivos, Táxis e Uber

1ª Edição

Vitória - ES
2019 policiamilitar.pmes
POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO

COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO


Coronel QOC PMES Moacir Leonardo Vieira Barreto Mendonça

SUBCOMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO SANTO


Coronel QOC PMES Aleksandro Ribeiro de Assis

CHEFE DO ESTADO MAIOR-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO


SANTO
Coronel QOC PMES José Augusto Piccoli de Almeida

DIRETOR DE DIREITOS HUMANOS E POLÍCIA COMUNITÁRIA DA POLÍCIA


MILITAR DO ESPÍRITO SANTO (DDHPC)
Coronel QOC PMES Arilson Marcelo Martinelli

Equipe Técnica Responsável

Coordenação
Major QOC PMES Sandro Roberto Campos

Arte gráfica
Sd QPMP-C PMES Paulo Vitor da Silva Cirino

Autores e elaboração textual


Capitão QOC PMES Jairo Engelhardt Gomes
Capitão QOC PMES Heryck Carneiro Virginio
Capitão QOC PMES Evandro Guimarães Rocha
Capitão QOC PMES Bruno Camargo Damacena

Trabalho elaborado para a obtenção de avaliação parcial da disciplina Estratégias


de Polícia Comunitário-Interativa no âmbito do Curso de Aperfeiçoamento de
Oficiais – Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Policial e Segurança
Pública – CAO 2019.

Informações:
Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Comunitária da PMES
Telefones: (27) 3636-8800 / (27) 3636-8640
E-mail: secretaria.ddhpc@pm.es.gov.br
Site institucional: http://www.pm.es.gov.br
Endereço: Av. Maruípe, 2111 – São Cristóvão – Vitória – ES – CEP: 29.048-463.

Direitos reservados à PMES


SUMÁRIO

1 Mensagem do Comandante Geral da PMES .........................04


2 Apresentação .........................................................................05
3 Comportamentos seguros para usuários de coletivos ........... 09
3.1 Você está saindo de casa? .................................................10
3.2 Chegou ao Terminal ou ao ponto de ônibus? .....................11
3.3 Já entrou no ônibus? .......................................................... 12
3.4 Dei sinal para descer. Quais as dicas? ...............................14
3.5 O ônibus foi assaltado. E agora? ........................................15
3.6 Socorro! Fui vítima de roubo. O que devo fazer? ...............15
4 Comportamentos seguros para usuários de Táxis ................ 16
4.1 Vai chamar um táxi? ...........................................................16
4.2 Se já embarcou, leia essas dicas! ...................................... 17
4.3 Cuidado com bagagens e outros bens de valor ................. 18
4.4 E no trajeto? O que fazer? ..................................................18
4.5 Está ocorrendo um roubo no táxi, e agora? ........................19
4.6 Vai desembarcar?................................................................19
4.7 Guarde os contatos do taxista ............................................ 20
5 Comportamentos seguros em Uber .......................................20
5.1 Solicitou os serviços do aplicativo? .................................... 21
5.2 Confira as características do veículo e do motorista .......... 22
5.3 Cuidado com falsos motoristas ...........................................24
5.4 Corrida individual ................................................................ 24
5.5 Estude o percurso e acompanhe o trajeto .......................... 24
5.6 Saindo da balada? ..............................................................25
5.7 Fui vítima de roubo. Devo reagir? .......................................26
5.8 Pagando pela corrida ..........................................................26
Referências ...............................................................................27

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1 MENSAGEM DO COMANDANTE GERAL DA PMES

A Segurança Pública, entendida como um direito humano social, é


dever do Estado e responsabilidade de todos, conforme previsto na
Constituição Federal. E uma das instituições responsáveis pela
Segurança Pública é a Polícia Militar, organização que atua no
Estado do Espírito Santo há quase dois séculos, e que possui
imensuráveis e relevantes serviços prestados à sociedade
capixaba.

Atualmente, a violência tornou-se um dos grandes problemas que


afetam a sociedade espírito-santense, notadamente as práticas
criminosas, as quais trazem graves consequências para os
cidadãos. Nesse contexto, estão inseridos os crimes praticados no
interior dos coletivos, dos táxis e dos Uber, que vem sendo causas
de preocupações por parte dos usuários desses serviços de
transporte, gerando a necessidade de atuação específica por parte
da Polícia Militar para inibir esses delitos.

Dessa forma, foi realizado um estudo técnico, com enfoque na


pesquisa bibliográfica e documental, assim como de doutrinas
existentes em outras coirmãs. E o resultado desse trabalho é
apresentado nessa oportunidade em forma de uma cartilha
contendo dicas de segurança para os usuários desses tipos de
transportes, aplicando-se os conceitos de prevenção primária e
com vistas a melhorar a sensação de segurança do cidadão.

Deve-se ressaltar que a cartilha se apresenta como uma


importante ferramenta para a mudança de comportamentos,
criando uma cultura de prevenção, e está baseada em medidas
simples, as quais, se devidamente seguidas, podem reduzir crimes
e melhorar a segurança das pessoas.

Comandante Geral da PMES

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2 APRESENTAÇÃO

A Segurança Pública, sobretudo nas últimas décadas, ganhou


grande destaque no rol de problemas que afligem, de modo geral,
a todo o povo brasileiro. No contexto pós-redemocratização resta
cristalino que o direito à segurança é prerrogativa constitucional
indisponível e que deve ser garantida através da implementação de
políticas públicas, as quais impõem ao Estado a obrigação de criar
condições objetivas que possibilitem o efetivo acesso a tal serviço.

Nota-se que a Carta Magna (BRASIL, 1988) impôs ao Estado a


responsabilidade pela segurança pública, ficando a cargo das
Polícias Militares, em nome do poder estatal, exercer o dever de
manutenção da Ordem Pública. Todavia, no Estado Democrático
de Direito o entendimento de ordem pública deve transcender a
simples atuação policial. Sobre isso, importante se faz destacar os
ensinamentos de Fernandes e Costa (2012, p. 104), de que a
eficiência dos órgãos de segurança pública é reforçada pelo apoio
da população para quem esses prestam seus serviços.

Entretanto, a Constituição deixou claro que a segurança pública


não é restrita aos órgãos estatais, sendo também responsabilidade
de todos. Isso quer dizer que a comunidade também é responsável
pela segurança pública. Cada indivíduo deve contribuir para a
manutenção da ordem e da tranquilidade, agindo como
imprescindível parceiro na gestão da segurança. Destacam-se,
nesse sentido, os ensinamentos de Trojanowicz e Bucqueroux
(19994, p. 4), que entendem que o policiamento comunitário “[...]
baseia-se na premissa de que tanto a polícia como a comunidade
devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver
problemas contemporâneos, tais como crime, drogas, medo do
crime [...]”.

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Nesse escopo, espera-se que a oferta seja de serviços públicos de
alta qualidade, afinal a atuação dos órgãos de segurança está
intimamente vinculada à proteção da vida, que é o mais precioso
bem jurídico tutelado pelo direito, e que não se desvincula de
muitos outros direitos que também exigem a atuação do Estado
para a sua efetivação.
Destarte, as ações voltadas à prevenção da ocorrência dos delitos
jamais alcançariam êxito investindo no distanciamento da
comunidade, tal qual se verificou em tempos de preponderância da
polícia reativa, ou seja, aquela que se dispunha precipuamente a
combater a incidência de crimes com foco no infrator.

A partir desse ponto, exsurge o modelo preventivo de polícia, que,


de acordo com Marcineiro (2009, p. 127), “[...] baseia-se na
premissa de que o policial deve atuar de modo a reduzir as
situações e circunstâncias que causam a prática delitiva”. Ressalta,
ainda, o autor, que esse foco na prevenção se torna
substancialmente importante dada a importante, dada a
imprescindibilidade de ser constituído “[...] antes que alguém seja
vitimado e precise de um agente de preservação da ordem pública
para resgatar o estado de normalidade, por vezes com o risco da
própria vida”.

Importante explicitar que as dificuldades à implantação desse novo


modelo, estariam vinculadas à “[...] cultura tradicional da polícia,
centrada na pronta resposta diante do crime e da desordem e no
uso da força” (THIESEN, apud BAILEY; SKOLNICK, 2002, p. 237-
241). Afinal, novamente citando Thiesen (apud TROJANOWICZ;
BUCQUEROUX, 1994, p. 312-313) [...] se “reconhecermos que
estamos todos juntos neste barco” [...], certamente serão
alcançadas as melhores soluções para os problemas de
insegurança que tanto afetam a sociedade.

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Portanto, o êxito das ações de segurança pública somente é
possível com o engajamento das comunidades e da sociedade em
geral, havendo uma responsabilidade compartilhada entre o Poder
Público e a sociedade, de modo que a união de esforços possa
criar um cenário de tranquilidade e paz.

Neste sentido, Santin (apud PAES SÁ, 2010) afirma que “[...] o
contato mais próximo entre o policial e o povo faz surgir situação
de confiança mútua, com interesse recíproco no combate aos
delitos”.

Considerando que os crimes contra o patrimônio são “delitos de


oportunidade”, em que os infratores buscam situações de
vulnerabilidade dos cidadãos para cometerem as ações criminosas,
torna-se fundamental que as pessoas que fazem uso de
transportes coletivos, táxis e veículos de aplicativos adotem
comportamentos que diminuam as fragilidades buscadas pelos
criminosos, com isso promovendo um ambiente mais seguro para
si e para outros cidadãos.

E essa é a razão da criação desta cartilha, ou seja, chamar a


sociedade a participar das políticas de segurança, lado a lado com
a força pública, para possibilitar a consecução dos objetivos de
segurança e paz social, por meio da promoção de comportamentos
seguros, minimizando a ocorrência delitiva com foco na prevenção
dos crimes.

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3 COMPORTAMENTOS SEGUROS PARA USUÁRIOS DE
COLETIVOS

Nas últimas décadas a violência, em todas as suas formas,


tem assolado de maneira extremamente preocupante a
sociedade brasileira. E, inseridos nesse espaço de agruras,
certamente estão aqueles que cotidianamente utilizam os
serviços públicos de transporte coletivo, especialmente nos
grandes centros urbanos.

Isso ocorre, não há como negar, porque o transporte


realizado principalmente através de ônibus é o meio mais
frequentemente utilizado pela maioria da população nos
deslocamentos que frequentemente realiza, o que eleva o
rol de consequências das formas de violência conexas a
esse meio de transporte ao mais elevado patamar.

E toda essa problemática tem levado um número cada vez


maior de pessoas a buscar outras formas de transporte que
possam não só trazer melhorias em relação às questões
ligadas à agilidade e a pontualidade, mas também à
segurança.

Nesse sentido, objetivando prevenir a ocorrência dessa


forma de violência, seguem dicas importantes para a sua
segurança.

Ônibus

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Ônibus

3.1 Você está saindo de casa?

Antes de sair de casa, procure antecipadamente


informações sobre os horários em que passam os ônibus
da linha que você deseja utilizar. Isso impedirá que você
permaneça por mais tempo no ponto.

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O ideal é que você se antecipe e separe ainda em casa ou
em local seguro o dinheiro, preferencialmente trocado, para
pagar a sua passagem, já que pontos de ônibus e
terminais, principalmente quando mais movimentados, são
preferidos por ladrões.

Além disso, procure repassar as informações sobre o seu


itinerário para algum familiar ou amigo.

E no caminho até o ponto, lembre-se, o uso de celulares,


fones de ouvido e equipamentos afins podem causar
distração, favorecendo e estimulando ações criminosas.
Essa dica também vale para quando você estiver
aguardando o seu ônibus.

3.2 Chegou ao Terminal ou ao ponto de ônibus?

Nesses locais, mantenha controle permanente sobre


crianças, e jamais permita que se dirijam sozinhas ao
banheiro ou que se afastem de você sob qualquer pretexto.

Para aguardar o ônibus, recomenda-se que você escolha


as paradas mais movimentadas, iluminadas ou localizadas
em frente a estabelecimentos comerciais. Evite ficar
sozinho em pontos de ônibus isolados, especialmente à
noite.

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Ainda no ponto, evite conversar com estranhos. Se estiver
com seus amigos, cuidado ao falar sobre sua rotina, seu
endereço ou sobre o que você transporta em suas bolsas
ou vestimentas.

Evite abrir sua carteira ou ostentar objetos de valor, como


equipamentos eletrônicos, cordões, relógios, joias e
grandes quantidades em dinheiro. Recomenda-se também
deixar o celular no modo silencioso e evitar o uso de fones
de ouvido e de quaisquer equipamentos que possam
causar distração e chamar a atenção de ladrões.

3.3 Já entrou no ônibus?

Dentro do ônibus, coloque carteira, bolsa, pacotes ou


sacolas à frente do seu corpo, com sua mão sobre o fecho
e com os bolsos voltados para o corpo. Uma bolsa apoiada
em seu ombro, apenas por uma alça lateral, pode
facilmente ser furtadas por trás. Nunca a deixe de lado ou
pendurada nas costas e certifique-se de que os bolsos
estejam fechados.

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Durante o trajeto, ainda que você esteja com sono,
recomenda-se evitar cochilos, pois são momentos visados
por bandidos para cometer furtos.

Z
Z
Z

Outra dica importante é que você evite carregar muito


dinheiro e que não deixe carteira, celular e outros objetos
de valor nos bolsos traseiros.

Em ônibus articulados, evite permanecer em


compartimentos vazios.

Se o ônibus estiver vazio, cuidado ao decidir sentar-se


isoladamente nos bancos mais distantes do motorista.

Se estiver em ônibus superlotado, cuidado com pessoas


que se oferecem para segurar seus pacotes ou bolsas.
Mantenha-se permanentemente atento aos seus pertences.
Ônibus nessas condições são os preferidos pelos
criminosos para a prática de furtos. Já os roubos
geralmente acontecem em coletivos com poucos
passageiros.

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Evite ficar junto à porta de embarque e de desembarque,
pois é o local propício para a ação de ladrões. Se for sentar
junto à janela, fique atento e não abra muito o vidro.

Se você estiver sentado, e precisar colocar bolsas ou


sacolas no assoalho do veículo, tenha cuidado para que
não sejam puxadas por baixo do banco.

Atente-se a pessoas em atitudes suspeitas. Caso julgue


necessário, desça do ônibus e, assim que estiver em local
seguro, acione a polícia.

3.4 Dei sinal para descer. Quais as dicas?

Necessitando desembarcar, escolha aqueles pontos mais


movimentados.

Esteja atento às pessoas que desembarcam com você.


Caso suspeite de algo, se dirija a algum local habitado e
peça ajuda.

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3.5 O ônibus foi assaltado. E agora?

A calma é muito importante nessa hora. De maneira


alguma reaja, pois é comum que outros criminosos estejam
dando cobertura à ação. Não encare diretamente os
assaltantes. Não tente dialogar ou interferir no roubo, nem
faça movimentos bruscos, pois podem ser interpretados
como atos de reação.

3.6 Socorro! Fui vítima de roubo. O que devo fazer?

Ao certificar-se de que está em segurança, acione a Polícia


Militar através do telefone 190, se possível informando as
características físicas e de vestuário dos criminosos, além
do sentido em que se evadiram. O registro do Boletim de
Ocorrência na Delegacia Policial também é muito
importante para que o fato seja registrado na base de
dados – e você pode fazê-lo até mesmo pela internet.

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4 COMPORTAMENTOS SEGUROS PARA USUÁRIOS DE
TÁXIS

As dificuldades de mobilidade urbana e a má qualidade do


serviço de transporte coletivo, aliado a um cenário de
insegurança, tem levado a uma demanda cada vez maior por
outros serviços de transportes mais ágeis, seguros e
confortáveis, como é o caso dos táxis. De igual modo, também
os usuários de transportes por táxis devem se atentar para a
prática de comportamentos que diminuam sua vulnerabilidade.
Assim, seguem alguns comportamentos seguros indicados
para o usuário de táxis.

4.1 Vai chamar um taxi?

Havendo necessidade, solicite um que seja credenciado e


regulamentado junto à Prefeitura Municipal e aos demais
órgãos de fiscalização.

Recomenda-se que você procure evitar taxis clandestinos,


já que não há controle nem fiscalização do poder público
em relação ao serviço prestado, muito menos quanto à
identidade do motorista e à procedência do veículo.
Quando você escolhe um serviço irregular, pode estar
expondo a riscos desnecessários tanto a sua vida quanto o
seu patrimônio.

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Antes de embarcar, solicite informações quanto à
identidade do motorista, de sua licença para exercer a
profissão e quanto à regularidade do veículo.

Evite ostentar joias e objetos eletrônicos como tablets,


notebooks e games.

4.2 Se já embarcou, leia essas dicas!

Apesar de haver excelentes taxistas, é certo que, nesse


meio, assim como em todas as profissões, há os bons e
maus profissionais. E, nos dias atuais, qualquer vacilo pode
ser capitalizado por criminosos. E esses estão em quase
todos os lugares.

Antes de entrar no veículo, na presença do motorista, ligue


para um amigo, familiar ou conhecido, e informe a placa,
modelo do veículo, nome do condutor e o destino para
onde você estará seguindo. Isso possivelmente inibirá um
potencial comportamento criminoso do suposto motorista.

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Outra boa dica é você pedir ao motorista para travar as
portas e fechar os vidros. Isso evita que pessoas mal-
intencionadas entrem repentinamente no veículo, além de
dificultar que identifiquem objetos e passageiros que
estejam no interior do automóvel.

4.3 Cuidado com bagagens e outros bens de valor

Ao transportar bagagens grandes, sugere-se que sejam


colocadas no interior do porta-malas, já que isso evita
consequências graves em caso de acidentes, bem como
dificulta a identificação por parte de criminosos a respeito
do que está sendo transportado. Solicite ao motorista para
pôr as bagagens no porta-malas e o acompanhe para ter a
certeza de que nada ficou para trás.

Evite ostentar bens de valor, como equipamentos


eletrônicos, cordões, relógios, joias e grandes quantidades
em dinheiro.

4.4 E no trajeto? O que fazer?

Ao embarcar no veículo, observe o taxímetro, se está na


posição correta do valor inicial da bandeira. É
recomendável que você deixe uma quantia em local fácil
para efetuar o pagamento ao taxista. Evite abrir bolsa ou
carteira exibindo seus valores no ato do pagamento.

Utilize o GPS do seu celular, e compartilhe a sua


localização com um familiar, amigo ou conhecido de sua
confiança.

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Bom, se você já conhece o caminho até o local aonde
deseja ir, oriente o motorista para que ele siga aquela rota.
Se você já conhece o percurso para o seu destino, fale ao
motorista que deseja seguir aquela rota. Evite que o
motorista faça um “turismo” sem sua solicitação.

Evite o uso de notebooks ou outro aparelho, que fiquem à


mostra dentro do veículo durante o trajeto. Use o cinto de
segurança, mesmo que esteja sentado no banco traseiro.
Evite conversar com o motorista, exceto o necessário.

4.5 Está ocorrendo um roubo no taxi, e agora?

Em caso de roubo, NÃO REAJA! É muito comum que a


prática do roubo ou furto seja feita com pessoas que dão
cobertura, em locais estratégicos, em relação a quem
anuncia o assalto. Eles quase nunca estão sozinhos.

4.6 Vai desembarcar?

Atente-se para que não seja deixado em locais ermos,


escuros e perigosos. Escolha locais movimentados e
iluminados, como as proximidades de um comércio. Ao
desembarcar no seu destino, após o pagamento, ainda
dentro do veículo, acompanhe o motorista para a retirada
de suas bagagens.

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4.7 Guarde os contatos do taxista

Guarde sempre os contatos dos motoristas que lhe


atenderam. Assim, caso você tenha esquecido algum
objeto de valor no veículo poderá entrar em contato
imediatamente com o condutor.

5 COMPORTAMENTOS SEGUROS EM UBER

A má qualidade e a crescente insegurança no transporte


público coletivo têm levado muitos brasileiros,
especialmente nas últimas décadas, a optarem por serviços
alternativos para seus deslocamentos. Partindo dessa
perspectiva, ampliou-se, principalmente nos grandes
centros urbanos, o uso de táxis, considerados mais ágeis e
seguros. Ocorre que nos últimos anos, principalmente em
virtude dos preços praticados pelos taxistas, difundiu-se, no
Brasil, a utilização, como meios de transporte, de veículos
vinculados a aplicativos como UBER, 99 POP e CABIFY,
considerados mais baratos e práticos.

E o uso disseminado desse serviço descortinou problemas


de insegurança vivenciados por usuários desses serviços.
Nesse ínterim, e para a sua segurança, foram elaboradas
as dicas a seguir.

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5.1 Solicitou os serviços do aplicativo?

Geralmente quando o serviço é solicitado, o aplicativo


fornece para o passageiro o nome do condutor, bem como
a placa, o modelo e a cor do veículo que vai realizar o
transporte. Uma boa dica é que você faça um print da tela
do celular, tão logo apareçam essas informações, e envie a
imagem a um familiar, amigo ou pessoa de sua confiança.

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É possível acompanhar o trajeto do veículo solicitado
através do aplicativo. Assim, o passageiro não precisa
esperar na rua ou em local perigoso até que o veículo
solicitado chegue para seu embarque.

5.2 Confira as características do veículo e do motorista

Assim que seu táxi chegar, confira se a placa, modelo e cor


do veículo coincidem com as características exibidas no
aplicativo. Havendo divergência, não embarque.

Antes de embarcar, certifique-se de que a pessoa que está


conduzindo o veículo é a mesma que foi indicada para
realizar o serviço.

Fotografe a frente do veículo e envie a fotografia para uma


pessoa de sua confiança. Se não estiver com intenções,
provavelmente o motorista não se importará.

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Informe ao motorista que, para a sua segurança, você está
compartilhando as informações, inclusive referente ao
trajeto, características do veículo e identidade do motorista.

Ao entrar no veículo, solicite ao motorista que trave as


portas e feche os vidros do veículo, e escolha sempre se
sentar no banco traseiro no carro, do lado oposto ao do
motorista. Se, por acaso, ele tiver a intenção de imobilizar o
passageiro ou lhe aplicar algum golpe, ele terá bem mais
trabalho para isso, dando a chance de a vítima abrir a porta
e sair do carro pelo lado da calçada para buscar ajuda. O
banco da frente é o lugar onde você estará mais vulnerável
em situação de violência por parte do motorista.

Escolha transportar bagagens grandes no interior do porta-


malas. Isso evita que esses objetos possam ser projetados
no interior do veículo em caso de acidente e possam
causar lesões graves nos ocupantes do automóvel. Da
mesma forma, uma vez no porta-malas essas bagagens
estarão mais distantes do olhar de criminosos oportunistas.
Recomenda-se que você esteja atento aos seus pertences
e documentos para que não esqueça nenhum item no
interior do veículo.

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5.3 Cuidado com falsos Motoristas

Cuidado ao ser abordado nas ruas por pessoas que se


oferecem para fazer viagens alegando serem motoristas
vinculados a aplicativos. Alguns motoristas dizem fazer a
corrida por fora do aplicativo para baratear os custos ao
usuário. Geralmente esse tipo de serviço é oferecido nas
proximidades de aeroportos ou de locais habitualmente de
grande concentração de pessoas. Nesse caso torna-se
difícil a identificação do motorista e do veículo, já que a
viagem pode não ser registrada. A dica é solicitar o serviço
diretamente pelo aplicativo.

5.4 Corrida individual

Nas categorias de corridas individuais, é importante que


você verifique se o motorista está sozinho, já que nessa
forma de serviço não é permitido que o condutor transporte
passageiros diferentes combinando serviços.

5.5 Estude o percurso e acompanhe o trajeto

Procure estudar antecipadamente o percurso que fará para


chegar ao destino desejado. Você pode acompanhar o
trajeto através do GPS do seu celular ou por outro
aplicativo de sua preferência.

Deixe bem claro para o motorista que você sabe onde está
e o que está fazendo. Ao entrar no veículo, se possível,
faça uma ligação para uma pessoa de confiança
informando o modelo do carro, a placa e o destino para o
qual você está seguindo.

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Você também pode compartilhar com outras pessoas, em
aplicativos de comunicação e redes sociais, a sua
localização e outros dados como o horário previsto para
chegada ao seu destino e o caminho percorrido.

Os motoristas usam aplicativos e GPS para orienta-los


quanto ao percurso a ser realizado, porém você pode
indicar ao motorista o melhor caminho a seguir, caso você
saiba de algum problema que exista no caminho.

Se durante o trajeto você perceber que o motorista te


observa fixamente pelo retrovisor, insiste em uma conversa
desconfortável, ou apresenta um comportamento suspeito
e intimidador, solicite educadamente que o motorista pare o
veículo em local seguro e desça do veículo. Havendo
dúvidas em relação às intenções do motorista, não se
arrisque.

5.6 Saindo da balada?

Se você pretender sair tarde da noite da balada


provavelmente sozinho, convide amigos para que dividam a
corrida caso pretendam se deslocar para o mesmo bairro
ou área para a qual você esteja seguindo. Você não só
dividirá o valor da corrida como terá companhia pelo trajeto.

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5.7 Fui vítima de roubo. Devo reagir?

Caso você seja vítima de roubo, NÃO REAJA em hipótese


nenhuma. Patrimônios materiais podem ser recuperados, a
sua vida não. Se estiver em local seguro, acione a Polícia
Militar para que seja realizado o patrulhamento na região.
Não deixe de registrar o Boletim de Ocorrência na
Delegacia da área onde ocorreu o crime.

5.8 Pagando pela corrida

Os aplicativos mais usados no Brasil conseguem prever o


valor das corridas com grande precisão, apesar de nem
sempre considerarem possíveis interrupções de vias. Caso
o valor apresentado pelo motorista tenha grande
divergência da previsão recebida, é possível reclamar no
sistema de avaliação do próprio aplicativo.

“Esta cartilha não pretende esgotar o assunto aqui tratado.


Certamente surgirão muitas contribuições que permitirão
aperfeiçoa-la. Nesse sentido, urge a necessidade de que cada
membro das comunidades entenda o seu fundamental papel
nas questões de segurança pública. A Polícia Militar do Espírito
Santo sempre atuará, diuturnamente, nos 78 municípios do
Estado, para contribuir com a efetivação do direito à segurança
para todos”.

“POLÍCIA MILITAR, PATRIMÔNIO DO POVO CAPIXABA!”.

26
REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil.


Brasília: Senado Federal, 1988.

FERNANDES, João Antônio da Costa; COSTA, Júlio Cezar.


Segurança Pública: Convergência, Interconexão e
Interatividade Social. Espírito Santo: Grafitusa, 2012.

MARCINEIRO, Nazareno. Polícia Comunitária: Construindo


Segurança nas Comunidades. Florianópolis: Insular, 2009.

THIESEN, Renato. Estabelecendo um novo modelo de


Polícia. Disponível em:
<https://jus.com.br/artigos/51568/policia-comunitaria-
estabelecendo-um-novo-modelo-de-policia/2>. Acesso em 20
jun. 2019.

TROJANOWICZ, Robert; BUCQUEROUX, Bonnie.


Policiamento Comunitário: como começar. Rio de Janeiro:
PMERJ, 1994.

SANTIN, Valter Foleto. Controle judicial da Segurança


Pública. São Paulo: Revista dos tribunais. 2004.

27
Policial
Militar
HERÓI PROTETOR DA SOCIEDADE

policiamilitar.pmes

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