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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO


ARQUITETURA E URBANISMO

DAVI MIRANDA FALCÃO LOPES


IALE MONTEIRO SILVA SOUSA
JOSEFA DAS GRAÇAS BARBOSA DE LIMA
JUAN KLEIBE DA SILVA DOS SANTOS
LUIZ GUSTAVO COUTO COSTA EVELYN SOARES FILHO

A SEGURANÇA EM QUESTÃO NAS PRAÇAS DO BAIRRO DA VÁRZEA


Ensaio sobre a importância da segurança para prosperidade das Praças Pinto
Dâmaso e Praça do Rosário.

RECIFE
2020
DAVI MIRANDA FALCÃO LOPES
IALE MONTEIRO SILVA SOUSA
JOSEFA DAS GRAÇAS BARBOSA DE LIMA
JUAN KLEIBE DA SILVA DOS SANTOS
LUIZ GUSTAVO COUTO COSTA EVELYN SOARES FILHO

A SEGURANÇA EM QUESTÃO NAS PRAÇAS DO BAIRRO DA VÁRZEA


Ensaio sobre a importância da segurança para prosperidade das Praças Pinto
Dâmaso e Praça do Rosário.

Trabalho apresentado a professora


Juliana Cunha Barreto, como requisito
para obtenção de nota na disciplina de
Métodos e Técnicas de Pesquisa em
Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo I,
do curso de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade Federal de Pernambuco.

RECIFE
2020
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 4
PROBLEMÁTICA 5
REFERENCIAL TEÓRICO 5
METODOLOGIA 7
OBJETIVOS 10
RESULTADOS ESPERADOS 11
CRONOGRAMA 15
GRÁFICOS 15
CONCLUSÃO 19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 21
REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS 21
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INTRODUÇÃO

O bairro da Várzea, ou como era conhecido, Várzea do Capibaribe, foi um dos


primeiros bairros da cidade do Recife, criado às margens do rio de mesmo nome. Tinha
a finalidade de ser um local para o plantio da cana de açúcar, devido sua localização
estratégica e terra fértil.
Ao longo do tempo, o centenário bairro não perdeu sua relevância e importância
no cenário pernambucano, e é até os dias atuais o segundo maior bairro da capital.
Cheio de histórias e magia, localizado na zona Oeste recifense, o bairro é
extremamente rico em termos de cultura, não à toa que nele abriga o Instituto Ricardo
Brennand de renome internacional e bastante relevância nacional. Junto ao instituto, o
ilustre bairro também conta com diversas outras edificações de destaque da metrópole
nordestina, como o Casarão e a Paróquia Nossa Senhora do Rosário
A praça Pinto Dâmaso, popularmente conhecida como Praça da Várzea, é tida,
para muitos, como o coração do Bairro, um berço de cultura e socialização. Foi
concebido a ela um projeto de paisagismo em 1936, elaborado pelo consagrado
paisagista Burle Marx, o ideal pretendido era construir um espaço aconchegante para
as pessoas, contudo a execução não foi realizada por completo. Apesar disso a praça
é bastante frequentada pela população, diversas reformas foram realizadas com o
passar dos anos, contudo, diversos problemas ainda são encontrados na praça e em
suas mediações, principalmente no que se refere à segurança pública.
Já a história da Praça do Rosário está ligada à igreja Matriz, dedicada à Nossa
Senhora do Rosário, que é de inestimável importância para a História da cidade do
Recife e do Bairro da Várzea, ao redor da praça, além da igreja do Rosário(matriz)
encontra-se também uma dedicada à Nossa Senhora do Livramento, que pertencia a
uma irmandade de homens escravos e que hoje encontra-se em ruínas. Dessa praça, é
muito relevante compreender a sua relação com as igrejas e com o histórico do bairro e
toda a sua influência na segurança pública da região.
Por seu legado cultural e também por questões estratégicas, o bairro da Várzea é
extremamente utilizado como objeto de estudo e pesquisa dos estudantes da
Universidade Federal de Pernambuco, (UFPE), principalmente do curso de Arquitetura
e Urbanismo. Antes da pandemia, os alunos formados em grupo, visitaram o bairro e
colheram as informações que serão citadas ao longo deste relatório. A partir daí o
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grupo foi fazendo diversas análises baseadas na própria visita de campo e nos estudos
referentes à matéria de Métodos I, ministrada pela professora Juliana Cunha Barreto.

PROBLEMÁTICA

Após visita de campo à Praça do Rosário e à Praça Pinto Dâmaso e questionários


aplicados às pessoas que as frequentaram, foi possível perceber que esses
logradouros apresentam um nível aceitável de segurança no período da manhã e da
tarde. Entretanto, em suas cercanias, identificam-se ruas mal iluminadas, crescente
número de assaltos, tráfico ilícito de drogas e entorpecentes. Esses fatores, os quais
ocorrem mais frequentemente no período noturno, estão interferindo de forma
crescente na redução da segurança dessas praças haja vista que está ocorrendo uma
diminuição do fluxo de pessoas a essas praças bem como a suas adjacências.
Dessa forma tornou-se evidente a necessidade de elevar a segurança dessas
praças para que elas continuem exercendo de forma adequada a sua função estética e
social, contribuindo, dessa forma, para a prosperidade do bairro.

REFERENCIAL TEÓRICO

Foi realizada uma pesquisa com frequentadores da Praça Pinto Dâmaso e/ou da
Praça do Rosário a fim de, através da comparação desses logradouros públicos,
identificar as possíveis diferenças acerca do nível de segurança, levando em
consideração também suas cercanias.
De início, serão utilizados os conceitos desenvolvidos por Jane Jacobs, Mário
Sette, Zygmunt Bauman, Christopher Alexander e CR Jeffrey para realizar uma análise
da pesquisa quanto a essa segurança.
Quando as pessoas dizem que a cidade, ou parte dela, é perigosa, significa que
não se sentem seguras nas calçadas, consequentemente, nas ruas como um todo.
Jane expõe que as calçadas e as ruas são os órgãos vitais de uma cidade.
Portanto, calçadas e ruas sem vida, sem movimento, monótonas, etc, refletirão, por
conseguinte, uma cidade também monótona e sem vida.
Do contrário, se elas parecerem vibrantes, cheias de vida, a cidade apresentará as
mesmas características.
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Para um bairro ser próspero ele precisa contemplar três condições. Dentre elas
estão: 1) a necessidade de existir os olhos das ruas, que no caso são as pessoas que
consciente ou inconscientemente exercem uma vigilância natural ao andar nos espaços
públicos e até mesmo ao contemplá-los de sua casa; 2) a necessidade de haver
pedestres transitando constantemente nas calçadas.
Além das condições acima elencadas, cabe chamar atenção para a importância da
existência de estabelecimentos em número considerável e de grande diversidade,
salientando a necessidade de funcionamento em diversos horários. O exposto é de
extrema importância para aumentar a segurança, pois é um motivo para as pessoas
usarem as calçadas adjacentes a esses estabelecimentos.
As praças ao longo do tempo e das transformações sociais foram perdendo um
pouco da sua marca de proporcionar lazer. Talvez um dos impactos mais notáveis nas
formas de utilizar e enxergar a praça esteja na modernidade, onde influenciados pelos
apetrechos tecnológicos, bem como as necessidades de servir capitalismo, o tempo é
quase todo voltado para obrigações, deixando-se de lado um pouco, atividades
recreativas, que poderiam ter o espaço das praças como palco. Um exemplo de como
a modernidade pode influenciar a maneira de lidar com o espaço público está no livro
"Arruar: História Pitoresca do Recife Antigo", do recifense Mário Sette, onde o autor
mostra de que forma as transformações urbanas no centro do Recife no início do
século passado como marca da modernidade modificaram a forma dos pedestres
experimentarem o meio urbano. Nesse caso, aqui dando destaque as praças,
transformam-se em meras passarelas para ir ao trabalho ou estudar ao longo do dia.
Conjuntamente, esse distanciamento do espaço público, gera uma fobia de
relacionar-se em tais espaços, acentuando a "cultura do medo", falada pelo polonês
Zygmunt Bauman, que aqui, gera um impasse, que afeta de forma inconsciente a
segurança de todas as pessoas. Para exemplificar esse raciocínio, faremos aqui uma
complementação entre o que fala Bauman, no campo da filosofia, e a estadunidense
Jane Jacobs, no urbanismo, em seu livro "Morte e Vida de Grandes Cidades". Se
Jacobs propõe uma vigilância voluntária, partindo da presença pessoas em ruas e
logradouros públicos, nesses casos praças, para tornar a segurança de uma rua ou
bairro efetiva, a "cultura do medo", que tira esses indivíduos da rua, impede que isso
seja efetivado. Ao mesmo tempo em que, se não há pessoas nas ruas, o medo
torna-se cada vez mais recorrente.
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Já quanto às praças, Christopher Alexander defende, em sua teoria dos padrões


arquitetônicos, mas especificamente no padrão 24, que as praças sejam espaços não
muito grandes, pois assim, comportam mais e melhor as pessoas, tornando-as um
ambiente propício para uma maior interação entre seres humanos e com o espaço
urbano.
Ademais, é relevante analisar as questões de planejamento urbano, como
instrumento de manutenção dos espaços públicos a longo prazo. CR Jeffrey, professor
de criminologia apresenta a expressão CPTED (crime prevention through
environmental design), que significa a “prevenção do crime através do desenho
urbano”. A teoria apoia-se na integração da estrutura arquitetônica e do desenho
urbano, com estratégias que possibilitam o controle efetivo e natural sobre o espaço
público. O autor enfatiza que as características do espaço público são de extrema
importância para a redução de ações criminosas.

METODOLOGIA

Para fundamentar o projeto de pesquisa, serão analisadas a Praça Pinto Dâmaso


e a Praça do Rosário, ambas localizadas no bairro da Várzea, com o intuito de
encontrar e relacionar padrões e ideias baseados nos conceitos desenvolvidos pela
jornalista estadunidense Jane Jacobs, apontados em seu livro “Morte e Vida de
Grandes Cidades”, pelo autor brasileiro Mário Sette em seu livro "Arruar: História
Pitoresca do Recife Antigo", pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua teoria
da cultura do medo, pelo arquiteto e urbanista Christopher Alexander em sua teoria dos
padrões arquitetônicos e pelo professor CR Jeffrey através de seus princípios para a
prevenção de crimes através do design ambiental (CPTED) a fim de tirar conclusões
acertadas e necessárias para o implemento de ações que produzam, nas praças
supramencionadas e nas suas adjacências, um nível confortável de segurança.
Um questionário também foi aplicado às pessoas que já foram em alguma das
praças, procurando obter informações da sensação de segurança delas nesses
logradouros públicos.
Finalmente, produzir gráficos com os dados coletados, com objetivo de analisar e
comparar o sentimento de segurança dos moradores em relação a essas duas praças.
Após análise de dados coletados, propor solução teórica de requalificação dos espaços
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mencionados anteriormente, prezando pela utilização e segurança dos espaços


públicos.

Imagem 1. Praça da Várzea e arredores. Fonte: Google Maps.

Imagem 2. Mapa de zoneamento da Praça da Várzea e arredores. Fonte: Acervo pessoal.


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Imagem 3. Praça do Rosário e arredores. Fonte: Google Maps.


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Imagem 4. Mapa de zoneamento da Praça do Rosário e arredores. Fonte: Acervo pessoal.

OBJETIVOS

Objetivo geral: Realizar um estudo de medição e compreensão de seguridade nas


praças Pinto Dâmaso (praça da Várzea) e do Rosário, a fim de obter reflexões sobre
possíveis intervenções a serem executadas visando a melhoria da segurança nesses
espaços e em seus arredores.

Objetivo 1: Discutir os conceitos de segurança pública no bairro da várzea


baseando-se nas teorias elucidadas por Jane Jacobs, Mário Sette, Zygmunt Bauman,
Christopher Alexander e CR Jeffrey;
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Objetivo 2: Aprofundar a compreensão sobre o assunto em questão na tentativa de


compreender seus aspectos gerais no meio urbano e suas aplicações futuras;

Objetivo 3: Compreender a origem do sentimento de insegurança por parte da maioria


dos habitantes moradores e visitantes e apresentar possíveis mudanças que revertam
tal sensação.

RESULTADOS ESPERADOS

Expostas as supracitadas considerações, serão apresentadas as análises


referentes aos logradouros públicos selecionados.
Cabe inicialmente ressaltar que os períodos matutino e vespertino, segundo os
entrevistados, são os que denotam uma maior sensação de segurança nas praças
estudadas e em suas circunvizinhanças.
Primeiramente, atendo-se à Praça da Várzea, percebeu-se que em seu entorno só
se apresentam comércios e uma igreja.
Foi perguntado a algumas pessoas se se sentiam seguras na Praça Pinto Dâmaso,
praça conhecida popularmente como Praça da Várzea, e a maioria respondeu que não.
No que diz respeito à ausência de sensação de segurança, foram elencados os
seguintes motivos:
● insuficiência da iluminação pública;
● presença de pessoas usando drogas ilícitas e bebidas alcoólicas;
● histórico de assaltos;
● pouca movimentação à noite;
● ausência de policiamento;
● estado de abandono do casarão próximo à Várzea, contribuindo para a prática
de atos ilícitos em suas cercanias.
Segundamente, atendo-se à Praça do Rosário, constatou-se a existência de 3
casas, 3 igrejas e 4 estabelecimentos comerciais. Os logradouros comerciais não
ficam abertos até tarde da noite, sendo três deles voltados para alimentação e um, para
salão de beleza. No local também funciona a Unidade de Saúde da Família Campo do
Banco. Verificou-se que a área também é utilizada por autoescolas para o treinamento
de seus alunos.
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Para a Praça do Rosário foram aplicadas as mesmas perguntas realizadas para a


praça anterior. O resultado obtido acerca da ausência de sensação de segurança
demonstrou que as pessoas se sentem menos seguras na praça em questão. As
razões da insegurança são as mesmas da Praça da Várzea, porém, mais intensas, a
saber:
● carência de iluminação pública;
● pouca movimentação, principalmente à noite, exceto no período dos cultos e
missas;
● reduzido número de estabelecimentos comerciais;
● assaltos recorrentes;
● falta de policiamento.

Segundo o entendimento de Jane, embora haja uma grande diversidade de


elementos responsáveis pela sensação de insegurança, não se deve atribuir à má
iluminação a maior importância pela insegurança. O principal causador da insegurança
é o reduzido trânsito de pessoas do qual todos os outros fatores de insegurança são
decorrentes.

Portanto, se há uma intensa circulação de transeuntes, o local se tornará seguro


independentemente de haver ou não boa iluminação, policiamento ostensivo,
estabelecimentos nas cercanias, etc

Por exemplo, se uma rua for bastante iluminada e praticamente não haver
trânsito intenso de pessoas, ela estará propensa a assaltos. Do contrário, a ausência
de iluminação aliada à intensa circulação de transeuntes, inibirá a prática de atos
ilícitos em virtude da presença de uma das três importantes condições para a
prosperidade da cidade: os olhos das ruas.
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Imagem 5. Mapa de Conforto lumínico noturno da Praça Pinto Damásio e arredores. Fonte:
Acervo pessoal.
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Imagem 6. Mapa de conforto lumínico noturno da Praça do Rosário e arredores. Fonte: Acervo
pessoal.
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CRONOGRAMA

GRÁFICOS
● Você se sente seguro na Praça da Várzea?
57 respostas

Imagem 7. Gráfico de projeção sobre segurança na Praça da Várzea. Fonte: Acervo pessoal.
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● Você se sente seguro na Praça da Rosário?


45 respostas

Imagem 8. Gráfico de projeção sobre segurança na Praça do Rosário. Fonte: Acervo pessoal.

● Em qual turno você se sente seguro na Praça da Várzea?

Imagem 9. Gráfico de projeção sobre o período de segurança na Praça da Várzea. Fonte:


Acervo pessoal.

● Em qual turno você se sente seguro na Praça do Rosário?


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Imagem 10. Gráfico de projeção sobre o período de segurança nas Praças do Rosário. Fonte: Acervo
pessoal.

● Por que você não se sente seguro na Praça da Várzea?

Foi realizada uma pergunta de livre desenvolvimento, a partir disso as respostas


foram organizadas por grupos.
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Imagem 11. Gráfico de projeção sobre a insegurança na Praça da Várzea. Fonte: Acervo
pessoal.

Entende-se que, por não haver um critério definido para a resposta, não foram
citadas apenas causas que levam à insegurança, mas também muito falou-se em
consequências da falta de segurança público, que chegaram até a ser mais
comentadas que as causas, o que é um reflexo do sentimento de periculosidade
constante nos usuários desse aparelho público tão importante para o Bairro.

● Por que você não se sente seguro na Praça do Rosário?

Foi realizada uma pergunta de livre desenvolvimento, a partir disso as respostas


foram organizadas por grupos.
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Imagem 12. Gráfico de projeção sobre a insegurança nas Praça do Rosário. Fonte: Acervo
pessoal.

É nítida a diferenciação entre as grandes problemáticas encontradas nas praças,


aqui vê se muito mais as ideias de Jane Jacobs sobre segurança pública
intrinsecamente associadas ao imaginário da população.

CONCLUSÃO

A pesquisa realizada pelo grupo para a disciplina de Métodos I, ministrada pela


professora Juliana Barreto, tinha o objetivo de levantar dados e informações a respeito
da segurança do bairro da Várzea, com focos nas regiões consideradas principais, a
praça da Várzea e a praça do Rosário.
Através das análise e estudos obtidos por meio da pesquisa notou-se que
grande parte da população (64,4%) não se sente seguro nas imediações do centenário
bairro da Várzea, situação que se repete ao adentrarmos apenas nas análises
específicas das duas praças. Outro dado relevante anotado durante a pesquisa é o
horário em que os frequentadores se sentem menos seguros na região, o período da
noite é unânime em ambas as pesquisas e tal resposta está intimamente ligada ao
porquê desse sentimento de insegurança.
É normal se sentir inseguro no período noturno, isso porque é nesse período
em que ocorrem o maior número de incidentes criminosos, pois a noite por si só já nos
causa uma sensação de impotência. O bairro inteiro é muito mal iluminado, o que
reforça ainda mais esse sentimento, isso também foi documentado e confirmado
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durante a pesquisa, que relatou a falta de iluminação como causa principal da


insegurança da região.
A falta de policiamento também fora uma das maiores reclamações obtidas nas
pesquisas, pois no período noturno, junto a falta de iluminação culminam em um
ambiente que não só causa angústia como realmente é um ambiente inseguro. Tais
dados e problemáticas estão intrinsecamente ligado a diversos estudos, dos mais
diversos campos do conhecimento, inclusive com o da Urbanista Jane Jacobs, onde a
mesma, relata através dos seus estudos, as relações de insegurança com os
elementos urbanísticos da cidade.
As duas praças enfrentam os mesmos problemas, falta de iluminação e falta de
policiamento que têm por consequência a pouca movimentação, na qual gera um
ambiente que de fato é inseguro, porém, com a intervenção do Estado, é possível
transformar esse panorama com apenas algumas medidas objetivas, com chaves nas
raízes do problema, para que assim as duas praças possam ser gozadas sem
preocupação pelos frequentadores.
Para tanto, é necessário haver pessoas nas ruas e, para que isso ocorra, é
necessário planejar a cidade de modo a torná-la atrativa. Aqui, exemplifica-se a
sugestão de CR Jeffrey, na teoria CPTED, onde o autor enfatiza que as características
do espaço público são de extrema importância para a redução de ações criminosas.
Então, se houver uma atenção maior a estrutura urbana e arquitetônica do bairro da
Várzea, a criminalidade diminuirá enquanto que a população passará a frequentar mais
as praças e ruas e, assim, haverá um sentimento mútuo de segurança entre seus
frequentadores.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Netto, Vinicius; Vargas, Júlio; Saboya, Renato. (Buscando) Os efeitos sociais da


morfologia arquitetônica. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana vol.4 no.2 Curitiba July/Dec.
2012.

JACOBS, Jane. Morte e Vida das Grandes Cidades. 1. ed. Brasil: WMF Martins Fontes,
2000.

JEFFERY, C. R. Crime prevention through environmental design. Beverly Hills: Sage


Publications, 1971.

MANSANO, Sonia. Espaço urbano, natureza e relações sociais: por uma


sustentabilidade afetiva. 2014.

BATTAUS, Danila. O new urbanism e a linguagem de padrões de Christopher


Alexander. 2014

SETTE, Mário. Arruar: História Pitoresca do Recife Antigo. Edição 2018, 1948.

REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS

BRELAZ, Andréa. História do meu bairro: Várzea. Blogspot, 2009. Disponível em:
<http://andreabrelaz.blogspot.com/2009/10/historia-do-meu-bairro-varzea.html>.
Acesso em: 12 de outubro de 2020.

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO. Igreja Católica da Várzea - Paróquia


Nossa Senhora do Rosário, 2020. página inicial. Disponível em:
<https://igreja-catolica-da-varzea-paroquia-nossa-sra-do-rosario.negocio.site/>. Acesso
em: 12, outubro de 2020.

DANTAS, Natália. Praça da Várzea: um (quase) projeto de Burle Marx. Por Aqui,
Recife, 7, agosto de 2017. Cotidiano. Disponível em:
<https://poraqui.com/varzea/praca-da-varzea-um-quase-projeto-do-paisagista-burle-ma
rx/>. Acesso em: 18, agosto de 2020.

SILVA, Leonardo Dantas. Várzea (bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação
Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>.
Acesso em: 18 de agosto de 2020.

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