Você está na página 1de 4

A EVOLUÇÃO DA MENTE HUMANA, UMA

PERSPECTIVA DA PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM.

Ednaldo Braga1
Isabela Nascimento2

A EVOLUÇÃO DA MENTE HUMANA, UMA PERSPECTIVA DA PSICOLOGIA


DA APRENDIZAGEM.
1. INTRODUÇÃO

1
Ednaldo Braga da Silva, Graduando da universidade Federal do Pará, Letras Língua Portuguesa, 2018.
2
Isabela Nascimento Melo, Graduando da universidade Federal do Pará, Letras Língua Portuguesa, 2018
Analisar a evolução da compreensão e o desenvolvimento da mente humana desde os
primeiros anos de vida, foi uma tarefa um tanto sistemática para inúmeros personagem
estudiosos do comportamento humano no século XX. Observando diversos momentos no
trabalho de Vigotsky, é possível concluir que todos os materiais de autores citados ao longo do
texto foram de comum importância para o desenvolvimento dos estudos posteriores a respeito
da “FORMAÇÃO SOCIAL DA MENTE”, texto que será discutido nesse artigo. Nesse sentido,
é necessário compreender alguns conceitos sobre a teoria da aprendizagem.
Este trabalho tem como objetivo analisar o processo de desenvolvimento psíquico da
criança até a fase adulta, além disso é importante acrescentar os estímulos que farão parte dessa
evolução.
“... a aprendizagem implica mudanças na capacidade – ou seja, na
potencialidade para fazer algo – e também na disposição – na inclinação para
o desempenho. A evidência de que a aprendizagem aconteceu pode depender
também da oportunidade para agir; daí a necessidade de definir a
aprendizagem como uma mudança no potencial para o comportamento, em
vez de simplesmente uma mudança no comportamento. ” (Guy 1991, pag.6)

Vigotsky concluiu em seus experimentos que o comportamento e a aprendizagem vai


depender do meio (local onde se vive), estímulos e idade. Foram realizados experimentos
comparando crianças com animais, visto que a formação social da mente acontece logo quando
se faz parte do público infantil.
Quando são realizados estudos de comportamentos de K. Buhler percebe-se as diferenças
e semelhanças com o macaco que seria o animal mais próximo fisicamente do ser humano. Ele
nomeou a idade das crianças menores de dois anos como “idade dos chimpanzés” nomeou assim
levando em conta as semelhanças de ambos nos aspectos da falta de fala e não formação do
cognitivo. Com isso, a criança ao passar essa idade (2 anos), adquire linguagem de fala deixando
para trás o macaco que não evolui nesse quesito.
As crianças maiores, de 4 a 5 anos, obtiveram êxito em todas as atividades propostas,
Buhler reparou algo muito interessante, nessa idade as crianças usam da fala externalidade para
arquitetar e desenvolver um plano posterior de ação e executa-lo, logo depois procuravam
diversas formas para atingir seus objetivos, fazendo uso não somente do plano pré exporto pelos
estudiosos, mas de outros meios dispostos no seu campo visual.
“O papel da linguagem na percepção é surpreendente, dadas as tendências
opostas implícitas na natureza dos processos de percepção visual e da
linguagem. Elementos independentes num campo visual são percebidos
simultaneamente; nesse sentido, a percepção visual é integral. A fala, por
outro lado, requer um processamento sequencial. Os elementos,
separadamente, são rotulados e, então, conectados numa estrutura de sentença,
tornando a fala essencialmente analítica” (VIGOTSKY, pg 25)
A percepção visual é um estimulante para aprendizado, afinal, os estímulos não advém
somente da fala, como também da imagem. Ela faz a fala ficar mais interessante e também traz
conhecimento. Inúmeros pesquisadores estimulam a utilização das imagens nos livros como
uma forma de atrair as crianças. Diante disso, enquanto elas não adquirem a leitura, as
percepções visuais são fundamentais, além da repetição.
Os objetos são nomeados ao longo do processo de evolução da criança, logo, nos
primeiros anos de vida quando a mãe lhe expões algum objeto o nomeia, e demonstra a função
seja lá qual for objeto ou função, aquilo se transforma em uma imagem acústica para quando
tal individuo se deparar novamente com determinado ou ouvir, automaticamente terá em mente
imagem e função. Essa imagem é relativa, levando em conta a partir do tempo com sua
experiência, ou seja, se esse objeto for uma cadeira, dependendo da idade e aquisição de novas
imagens práticas de uma cadeira ela irá mudar de forma, mas não de função. Em relação a
criança, essa associação adquire – se através da fala a princípio de tudo.

ESTIMULOS E COMPORTAMENTOS

“A relação entre o uso de instrumentos e a fala afeta várias funções


psicológicas, em particular a percepção, as operações sensório-motoras e a
atenção, cada uma das quais é parte de um sistema dinâmico de
comportamento. ” (VIGOTSKY, pg. 24)

O ser humano em si, não se limita quando se depara com algum objetivo, ele vai além
dos mecanismos que o foi proporcionado e os experimentos de “colher” foi fundamental para
perceber as etapas desse posicionamento. Ele foi fornecia um estímulo para que a criança fosse
instigada a atingir o alvo ou determinado objetivo, e acabou percebendo algo sublime; de que
a criança nesse período da vida se expressa em fala antes de realizar determinada tarefa, ao
contrário dos adultos que internaliza seus argumentos e propostas de ação na chamada “fala
egocêntrica.
“O uso de signos externos é também reconstruído radicalmente. As mudanças
nas operações com signos durante o desenvolvimento são semelhantes àquelas
que ocorrem na linguagem. Aspectos tanto da fala externa ou comunicativa
como da fala egocêntrica "interiorizam-se", tornando-se a base da fala interior.
” (VIGOTSKY, pg. 41)

A fala egocêntrica só aparece depois de anos de vida, quando se adquire a consciência


mais elevada a respeito das ações pré-estabelecidas, conforme o processo de ação sobre o
ambiente e o campo visual é devidamente compreendido. Quando se executa uma função, o
adulto não precisa falar executar, ele precisa pensar. O comum é que a fala egocêntrica apareça
também no processo de aquisição da leitura. No começo desse alcance, é notório que a criança
ainda externalize a leitura até que o processo de fala egocêntrica seja adquirido.
Os pontos observados nesse trabalho nos levaram a melhor compreensão e aplicação
dessas evoluções no cotidiano da criança segundo o pensamento de Vigotsky. Com a soma se
diversos trabalhos, foi necessário deixar de lado determinados momentos dessa pesquisa,
buscando enxugar os inúmeros processos de análise para se chegasse no mais seco possível do
entendimento das ideias propostas no artigo. Com isso, foi possível elencar alguns pontos mais
primordiais e relevantes dos estudos de Vigotsky, para que servisse de base para uma pós leitura
e análise do trabalho original completo. Indo em busca de mostrar de forma sintetizada como
Vigotsky imaginava e provava a evolução da mente humana, a partir dos seus primeiros
momentos de vida da criança até sua fase adulta.

REFERENCIAS:

VIGOTSKY, Lev. A FORMAÇÃO SOCIAL DA MENTE. Seção Braille da


Biblioteca Pública do Paraná, Livraria Martins Fontes Editora Ltda., São Paulo - SP
1991.
GUY, Ruy. TEORIA DA APREDIZAGEM. O que a velha senhora disse. PC editora
ltda.,

Você também pode gostar