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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 16951
Primeira edição
20.04.2021

Reação ao fogo de sistemas e revestimentos


externos de fachadas — Método de ensaio,
classificação e aplicação dos resultados
de propagação do fogo nas superfícies das
fachadas
Fire performance of external cladding systems for façades — Test method,
classification and application of the results of fire spread in façade surfaces
Exemplar para uso exclusivo - SAINT GOBAIN - PARA PARTICIPANTE DE COMISSÃO DE ESTUDOS DA ABNT -

ICS 13.220.50 ISBN 978-65-5659-924-3

Número de referência
ABNT NBR 16951:2021
80 páginas

© ABNT 2021
Impresso por: Alexandre Hiroaki Takahari
ABNT NBR 16951:2021
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Sumário Página

Prefácio.................................................................................................................................................x
Introdução............................................................................................................................................xi
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................1
4 Princípio...............................................................................................................................7
5 Equipamento de ensaio......................................................................................................7
5.1 Estrutura de montagem dos corpos de prova..................................................................7
5.2 Estrutura de montagem composta de alvenaria..............................................................7
5.3 Estrutura de montagem composta por perfis de aço......................................................8
5.4 Aba principal do equipamento de ensaio.........................................................................8
5.5 Aba lateral do equipamento de ensaio..............................................................................8
5.6 Câmara de combustão........................................................................................................8
5.7 Fonte de calor......................................................................................................................9
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5.8 Termopares........................................................................................................................10
5.9 Sistema de aquisição de dados.......................................................................................10
5.10 Equipamento audiovisual.................................................................................................10
5.11 Equipamento de monitoramento das condições ambientais durante o ensaio..........10
5.12 Cronômetro .......................................................................................................................10
6 Corpo de prova .................................................................................................................10
6.1 Geral...................................................................................................................................10
6.2 Dimensões do corpo de prova.........................................................................................10
6.3 Condicionamento.............................................................................................................. 11
7 Procedimentos preliminares............................................................................................12
7.1 Posicionamento dos termopares.....................................................................................12
7.1.1 Termopares externos........................................................................................................12
7.1.2 Termopares internos.........................................................................................................12
7.2 Montagem do engradado de madeira .............................................................................13
8 Procedimento de ensaio...................................................................................................14
8.1 Condições ambientais no ensaio....................................................................................14
8.2 Aquisição de dados..........................................................................................................15
8.3 Procedimento para ignição do engradado de madeira.................................................15
8.4 Observações a serem feitas durante o ensaio...............................................................15
8.5 Duração do ensaio............................................................................................................15
8.6 Critérios de antecipação de encerramento do ensaio...................................................15
9 Avaliação pós-ensaio........................................................................................................16
10 Critérios de avaliação.......................................................................................................16
11 Relatório de ensaio...........................................................................................................17
Anexo A (normativo) Estrutura de montagem para ensaio composta por perfis de aço............19
Anexo B (informativo) Campo de aplicação dos resultados de ensaio........................................21
B.1 Introdução..........................................................................................................................21

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B.2 Procedimento de avaliação..............................................................................................22


B.3 Regras para avaliação do campo de aplicação..............................................................23
B.3.1 Geral...................................................................................................................................23
B.3.2 Mudanças relacionadas ao método de ensaio...............................................................24
B.3.2.1 Relação entre as estruturas de ensaio compostas por alvenaria e por perfis de aço.....24
B.3.2.2 Substratos alternativos....................................................................................................24
B.3.3 Revestimento interno do tipo drywall (aplicado a sistemas ensaiados com estrutura
de montagem composta por perfis aço).........................................................................25
B.3.3.1 Geral...................................................................................................................................26
B.3.3.2 Mudança de uma placa de revestimento interno ensaiada por uma placa de
revestimento alternativa...................................................................................................31
B.3.3.3 Aumento da espessura de uma placa de revestimento interno ensaiada...................31
B.3.3.4 Substituição de uma MCV ensaiada entre a placa de revestimento interno e a
camada isolante por uma MCV alternativa.....................................................................31
B.3.3.5 Remoção de uma MCV do sistema ensaiado.................................................................31
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B.3.3.6 Mudança da estrutura de montagem de aço que tem a função de suportar


totalmente ou parcialmente o peso do sistema de revestimento de fachada.............31
B.3.3.7 Mudança do LSF que tem a função de suportar somente o peso das placas de
revestimento interno e do material isolante próprios...................................................31
B.3.3.8 Aumento da tensão de escoamento dos perfis I ou C de suporte...............................32
B.3.3.9 Aumento da altura da seção em perfis I ou C não isolados para suporte...................32
B.3.3.10 Aumento da bitola de perfis I ou C de suporte...............................................................32
B.3.3.11 Diminuição do espaçamento entre perfis I ou C de suporte.........................................32
B.3.3.12 Mudança de um produto isolante para revestimento interno com classificação de
ensaio III A, d0 ou pior para um produto isolante para revestimento interno com
classificação II B, d2 ou melhor.......................................................................................32
B.3.3.13 Mudança de um produto isolante para revestimento interno com classificação de
ensaio II B, d2 ou melhor para um produto com classificação II B, d2 ou para um
produto de preenchimento melhor..................................................................................32
B.3.3.14 Adição de uma placa de revestimento de classificação II B, d2 ou melhor a um
sistema ensaiado com ou sem uma placa de revestimento.........................................32
B.3.3.15 Aumento da espessura de uma placa de revestimento com classificação II B, d2 ou
melhor................................................................................................................................32
B.3.3.16 Mudança de uma membrana permeável ensaiada entre camadas de isolante para
um produto alternativo.....................................................................................................33
B.3.4 Sistemas de fachadas ventiladas e isoladas que compõem barreiras contra a chuva
aplicados a estruturas de alvenaria ou LSF...................................................................33
B.3.4.1 Geral...................................................................................................................................33
B.3.4.2 Aumento de conteúdo orgânico em isolantes incombustíveis (classe de reação
ao fogo I)............................................................................................................................42
B.3.4.3 Diminuição de conteúdo orgânico em isolantes incombustíveis (classe de reação
ao fogo I)............................................................................................................................42
B.3.4.4 Aumento de conteúdo orgânico em isolantes de classificação II B, d2 ou melhor....42

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B.3.4.5 Diminuição de conteúdo orgânico em isolantes de classificação II B, d2 ou melhor.....42


B.3.4.6 Espessura intermediária entre as espessuras mínima e máxima ensaiadas em um
isolante de classificação II B, d2 ou melhor...................................................................42
B.3.4.7 Espessura intermediária em isolantes de poliestireno expandido ou extrudado que
foram ensaiados................................................................................................................42
B.3.4.8 Espessura intermediária de espumas isolantes PUR/PIR que foram ensaiadas........42
B.3.4.9 Espessura intermediária de espumas isolantes fenólicas que foram ensaiadas.......42
B.3.4.10 Mudança da camada de cobertura, incluindo qualquer adesivo..................................42
B.3.4.11 Mudança do tipo de fixador ou ancoragem do isolante................................................43
B.3.4.12 Aumento do número de fixadores ou ancoragens por unidade de área.....................43
B.3.4.13 Mudança de uma membrana permeável ensaiada, localizada entre as camadas de
isolação, para um produto alternativo............................................................................43
B.3.4.14 Aumento ou diminuição da largura da cavidade situada entre a face anterior do
isolante externo e o substrato ou placa de revestimento (largura da cavidade
interna)...............................................................................................................................43
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B.3.4.15 Aumento ou diminuição da largura da cavidade localizada entre a face frontal do


isolante e a face anterior da fachada (largura da cavidade externa)...........................43
B.3.4.16 Número e concentração de cavidades............................................................................43
B.3.4.17 Número e concentração de juntas e emendas entre barreiras de compartimentação
adjacentes..........................................................................................................................43
B.3.4.18 Fixadores e suportes das barreiras de compartimentação de cavidades...................44
B.3.4.19 Profundidade da barreira de compartimentação de cavidade......................................44
B.3.4.20 Mudança de revestimento de fachada ensaiado para tijolo ou concreto....................44
B.3.4.21 Espessura intermediária de um painel de fachada de classificação II B, d2 ou
melhor................................................................................................................................44
B.3.4.22 Aumento da largura do painel de fachada......................................................................44
B.3.4.23 Aumento do comprimento (altura) do painel de fachada.............................................44
B.3.4.24 Substituição de um produto de cobrimento destinado unicamente à decoração por
outro com a mesma função..............................................................................................44
B.3.4.25 Diminuição da espessura de um produto de cobrimento de superfície destinado
unicamente à decoração..................................................................................................45
B.3.4.26 Aumento da espessura de um produto de cobrimento de superfície destinado
unicamente à decoração..................................................................................................45
B.3.4.27 Substituição de um cobrimento ensaiado que forneça proteção contra incêndio
a painéis de fachada por um de mesmo cobrimento, mas de outra cor......................45
B.3.4.28 Substituição de um cobrimento ensaiado destinado unicamente à decoração por
um cobrimento que forneça proteção contra incêndio.................................................45
B.3.4.29 Mudança de um sistema de juntas abertas para um sistema de juntas fechadas nos
painéis de fachada............................................................................................................45
B.3.4.30 Diminuição no número de juntas entre os painéis de fachada (quando aplicável)....45
B.3.4.31 Juntas intermediárias abertas em produtos de mesmo tipo na fachada....................45
B.3.4.32 Mudança de uma barreira térmica...................................................................................45
B.3.4.33 Remoção de uma barreira térmica..................................................................................46

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B.3.4.34 Número e espaçamento de suportes ou fixadores........................................................46


B.3.4.35 Substituição de um suporte ou fixador de metal por outro produto de mesma
função no sistema.............................................................................................................46
B.3.5 Sistema de isolação térmica externa com revestimento ..............................................46
B.3.5.1 Geral...................................................................................................................................46
B.3.5.2 Diminuição da quantidade ou taxa de cobertura de adesivos reagentes à água
ou pastosos.......................................................................................................................54
B.3.5.3 Diminuição da quantidade ou taxa de cobertura dos adesivos de poliuretano..........54
B.3.5.4 Taxas intermediárias de cobertura de adesivo - Sistemas que contenham somente
adesivos.............................................................................................................................54
B.3.5.5 Aumento da quantidade de adesivo (sem conteúdo orgânico) para união do sistema
de isolamento externo ao substrato – Fixado com adesivo e de forma mecânica.....54
B.3.5.6 Aumento do número de dispositivos de fixação mecânica para união do isolamento
externo do sistema ao substrato - Sistemas unidos por adesivos e por fixação
mecânica............................................................................................................................54
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B.3.5.7 Taxas intermediárias de cobertura de adesivo e frequência de fixadores – Sistemas


unidos por adesivo e por fixação mecânica...................................................................54
B.3.5.8 Aumento do número de dispositivos de fixação mecânica para união do isolamento
externo do sistema ao substrato - Sistemas unidos ao substrato somente por
dispositivos de fixação mecânica...................................................................................54
B.3.5.9 Número intermediário de fixações - Sistemas fixados ao substrato somente por
dispositivos de fixação mecânica...................................................................................55
B.3.5.10 Aumento do conteúdo orgânico nos produtos isolantes incombustíveis..................55
B.3.5.11 Diminuição do conteúdo orgânico nos produtos isolantes incombustíveis..............55
B.3.5.12 Aumento do conteúdo orgânico nos produtos isolantes de classe II B, d2 ou melhor...55
B.3.5.13 Diminuição do conteúdo orgânico nos produtos isolantes de classe II B, d2 ou
melhor................................................................................................................................55
B.3.5.14 Espessura intermediária entre a mínima e máxima ensaiada em produtos isolantes
de classe II B, d2 ou melhor.............................................................................................55
B.3.5.15 Espessura intermediária de produtos isolantes ensaiados, feitos de poliestireno
expandido ou extrudado...................................................................................................55
B.3.5.16 Espessura intermediária de produtos isolantes ensaiados, feitos de espuma
adesiva PUR / PIR..............................................................................................................55
B.3.5.17 Espessura intermediária de produtos isolantes ensaiados, feitos de espuma
fenólica ..............................................................................................................................55
B.3.5.18 Substituição da camada de frente (se aplicável), incluindo qualquer adesivo...........56
B.3.5.19 Aumento da profundidade das barreiras de compartimentação..................................56
B.3.5.20 Mudança do tipo de produto na camada adesiva..........................................................56
B.3.5.21 Diminuição da espessura da camada adesiva...............................................................56
B.3.5.22 Mudança do tipo de produto ou cor do revestimento decorativo................................56
B.3.5.23 Diminuição da espessura do revestimento decorativo.................................................56
B.3.6 Painéis isolantes (tipo sanduíche) autoportantes com capas metálicas....................56
B.3.6.1 Geral...................................................................................................................................57

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B.3.6.2 Aumento do conteúdo orgânico no núcleo isolante incombustível............................64


B.3.6.3 Diminuição do conteúdo orgânico no núcleo isolante incombustível........................64
B.3.6.4 Aumento do conteúdo orgânico no núcleo isolante classe II B, d2 ou melhor..........64
B.3.6.5 Diminuição do conteúdo orgânico no núcleo isolante classe II B, d2 ou melhor......64
B.3.6.6 Número de juntas entre lamelas adjacentes para produtos de isolamento de lã
mineral................................................................................................................................64
B.3.6.7 Espessura do painel entre a mínima e a máxima ensaiadas em um mesmo sistema........64
B.3.6.8 Mudança do tipo de capa metálica..................................................................................64
B.3.6.9 Aumento da espessura das faces metálicas dos painéis.............................................64
B.3.6.10 Alteração da geometria do perfil voltado para o metal na capa externa do painel....65
B.3.6.11 Alteração da geometria do perfil voltado para o metal na capa interna do painel.....65
B.3.6.12 Cobrimento de tipo alternativo nas capas metálicas com um PCS de até 4 MJ/m2......65
B.3.6.13 Cobrimento de tipo alternativo nas capas metálicas com um PCS maior que 4 MJ/m2.....65
B.3.6.14 Mudança da cor das superfícies......................................................................................65
B.3.6.15 Alteração dos tipos de produtos de selagem e junta....................................................65
B.3.6.16 Alteração do tipo e dimensões de cantoneiras de metal para suporte no canto
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interno do equipamento de ensaio..................................................................................65


B.3.6.17 Alteração do tipo e dimensões de cantoneiras plásticas para suporte no canto
interno do equipamento de ensaio..................................................................................65
B.3.6.18 Adição de cantoneiras de suporte no canto interno do equipamento de ensaio.......65
B.3.6.19 Diminuição da largura do painel ou distância entre os dispositivos de suporte.......65
B.3.6.20 Alteração nas fixações dos painéis.................................................................................66
B.3.6.21 Aumento do número de fixações (do mesmo tipo) por painel ou da unidade de área
do painel.............................................................................................................................66
B.3.6.22 Aumento do número de fixações usadas para proteger as cantoneiras metálicas...66
B.3.6.23 Diminuição do número de fixações usadas para firmar as cantoneiras metálicas....66
B.3.6.24 Aumento ou diminuição da largura da cavidade entre a face anterior do isolamento
externo e o substrato ou revestimento (largura da cavidade interna).........................66
B.3.6.25 Aumento ou diminuição da largura da cavidade entre a face do isolamento externo
e a face anterior da fachada (largura da cavidade externa)..........................................66
B.3.6.26 Número e frequência de barreiras de compartimentação de cavidades.....................66
B.3.6.27 Número e frequência de juntas ou emendas entre barreiras adjacentes....................66
B.3.6.28 Fixações ou suportes para barreiras de compartimentação de cavidades................67
B.3.6.29 Profundidade da barreira de compartimentação de cavidade......................................67
B.3.6.30 Mudança do produto de revestimento de fachada ensaiada para alvenaria ou
concreto.............................................................................................................................67
B.4 Relatório de avaliação do campo de aplicação..............................................................67
B.4.1 Geral...................................................................................................................................67
B.4.1.1 Escopo de cada relatório..................................................................................................67
B.4.1.2 Origem dos dados usados na preparação da avaliação do campo de aplicação.......67
B.4.1.3 Conteúdo do relatório da avaliação do campo de aplicação........................................67
Anexo C (informativo) Descrição dos sistemas..............................................................................69
C.3 Fachadas que compõem barreiras contra a chuva aplicadas a uma parede de
alvenaria.............................................................................................................................70

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C.4 Fachadas que compõem barreiras contra a chuva aplicadas a um LSF.....................72


C.5 Sistema de isolação térmica externa com revestimento aplicado a uma parede de
alvenaria.............................................................................................................................73
C.6 Sistema de isolação térmica externa com revestimento aplicado a um LSF..............75
C.7 Painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas, aplicados a uma parede
de alvenaria sem isolação térmica adicional..................................................................77
C.8 Painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas, aplicados ao substrato
de um LSF e sendo parte integrante de um sistema de barreiras contra a chuva e de
isolação térmica (possivelmente incorporando isolante adicional dentro do LSF)......78
Bibliografia..........................................................................................................................................80

Figuras
Figura 1 – Esquema do equipamento de ensaio...............................................................................9
Figura 2 – Localização dos termopares para ensaio......................................................................13
Figura 3 – Elevação lateral e planta da câmara de combustão e posição do engradado...........14
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Figura A.1 – Exemplo de estrutura de montagem com perfis de aço...........................................20


Figura B.1 – Procedimento de condução de uma avaliação do campo de aplicação.................23
Figura C.1 – Exemplo de corte de seção transversal vertical de sistemas de revestimento
a seco aplicados na face interna de um substrato de alvenaria..................................70
Figura C.2 – Exemplo de seção transversal vertical de uma fachada ventilada típica aplicada
a uma parede de alvenaria e incorporando barreiras de compartimentação de
cavidades em estado aberto ...........................................................................................71
Figura C.3 – Exemplo de seção transversal vertical de uma fachada compondo barreiras
contra a chuva aplicada a um LSF..................................................................................73
Figura C.4 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de isolação térmica externa
com revestimento, aplicado a uma parede de alvenaria sem barreiras de
compartimentação............................................................................................................74
Figura C.5 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de isolação térmica externa
com revestimento, aplicado a uma parede de alvenaria, com barreiras de
compartimentação incorporadas.....................................................................................75
Figura C.6 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de isolação térmica externa com
revestimento, aplicado a um LSF, com barreiras de compartimentação incorporadas.....76
Figura C.7 – Exemplo de uma seção vertical de um painel sanduíche autoportante com capas
metálicas de um sistema de uma fachada, contendo barreiras contra a chuva,
aplicada a uma parede de alvenaria................................................................................78
Figura C.8 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de fachada contendo barreiras
contra a chuva e utilizando painéis tipo sanduíche autoportantes com capas
metálicas sendo aplicados a um LSF..............................................................................79

Tabelas
Tabela A.1 – Detalhes da seção........................................................................................................19
Tabela B.1 – Relação entre resultados de ensaio obtidos a partir da estrutura de montagem
de alvenaria ou de aço......................................................................................................24

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Tabela B.2 – Mudança de substrato ao qual o corpo de prova esta fixado..................................25


Tabela B.3 – Mudanças no revestimento interno............................................................................27
Tabela B.4 – Mudanças em sistemas de fachadas ventiladas que compõem barreiras contra a
chuva aplicadas a estruturas de alvenaria ou LSF........................................................34
Tabela B.5 – Mudanças em um sistema de isolação térmica externa com revestimento...........47
Tabela B.6 – Mudanças em painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas..........58
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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
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Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
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substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
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Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR 16951 foi elaborada no Comitê Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio
(ABNT/CB-024), pela Comissão de Estudo de Reação ao Fogo dos Materiais (CE-024:103.006).
O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 02, de 05.02.2021 a 08.03.2021.

O Escopo em inglês da ABNT NBR 16951 é o seguinte:

Scope
This Standard provides a test method for determining the fire performance characteristics
of non-Ioadbearing external cladding systems, rainscreen overcladding systems, external wall insulation
systems, curtain walling, glazed elements, infill panels and insulated composite panels when applied
to the face of a building and exposed to an external fire under controlled conditions.

The fire exposure is representative of an external fire source or a fully-developed (post-flashover) fire
in a room, venting through an opening such as a window aperture that exposes the cladding to the
effects of external flames, or from an external fire source.

This Standard also specifies procedures and rules, included in Annex B, used to evaluate variations and
changes to products and some systems which have been tested in accordance with this Standard and,
where appropriate, defines options and limits for preparing reports based on the direct and extended
application criteria provided.

This Standard does not cover exposure to radiant heat from a fire in an adjacent building.

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Introdução

A exposição das fachadas das edificações a uma situação de incêndio pode ser resultante de duas
situações distintas de risco: incêndios no exterior da edificação, como em edifícios adjacentes
ou em materiais e equipamentos próximos à fachada; ou incêndios internos à edificação, que
se originem em um pavimento, que causem a quebra dos vidros das janelas e que promovam
a projeção de chamas sobre porções da fachada.

Os principais mecanismos que favorecem a propagação das chamas, após a ocorrência de uma das
formas de exposição indicadas anteriormente, são os seguintes:

 I. Propagação das chamas para o interior da edificação, em níveis superiores ao da exposição,
por meio de aberturas, como as janelas;

 II. Propagação das chamas sobre a superfície externa da fachada, caso seja composta por
materiais combustíveis;

 III. Propagação das chamas por meio de vazios existentes atrás das fachadas não aderidas
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ou materiais isolantes combustíveis internos da fachada; esta situação pode incluir a possível
falência de qualquer barreira resistente ao fogo, particularmente aquelas localizadas
na junção entre lajes ou vigas e a fachada;

 IV. Impacto do fluxo de calor causando a degradação ou separação de materiais incombustíveis


superficiais (perda da integridade) que resulte na propagação das chamas no miolo
combustível;

 V. Incêndios subsidiários externos que se propagam para níveis inferiores resultantes da queda
de detritos em chamas ou da propagação do fogo de cima para baixo.

É possível identificar cinco aspectos que influenciam a propagação do incêndio por meio das fachadas.
Esses aspectos são determinados pelas características de reação ao fogo do sistema da fachada
e de seus componentes, pelas características das selagens resistentes ao fogo empregadas nas
cavidades e frestas, separação entre edificações, separação entre aberturas (janelas) de pavimentos
consecutivos que sejam verticalmente compartimentados e o emprego de sistemas automáticos
de controle e supressão de incêndio. Entre esses, considera-se que as características de reação
ao fogo tenham o impacto mais significativo no desempenho real das fachadas e no nível de risco que
podem introduzir para promover a propagação das chamas na edificação.

O ensaio em grande escala é, correntemente, o único método disponível para determinar de modo
absoluto as características de propagação de chamas de sistemas completos de fachadas, que
certamente é influenciado por fatores que não são adequadamente avaliados em ensaios em pequena
escala ou em escala intermediária.

Este documento fornece uma base para avaliar o desempenho de reação ao fogo de sistemas
de revestimento externo em condições severas de exposição ao calor. Não define onde esse padrão
de desempenho deve ser adotado, pois isso deve ser considerado em pressupostos e desenvolvimento
de projeto, nas regulamentações e nas normas que tratem de segurança contra incêndio
de edificações com riscos específicos. No entanto, como orientação geral, o padrão de desempenho
estabelecido pode ser adotado onde as implicações da rápida propagação do fogo, por meio do sistema
de revestimento externo, são consideradas inaceitáveis, como edifícios altos que podem estar fora
do alcance das técnicas convencionais de combate a incêndio, e onde a propagação do fogo
na fachada da edificação pode representar um risco inaceitável para os ocupantes do edifício.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 16951:2021

Reação ao fogo de sistemas e revestimentos externos de fachadas


— Método de ensaio, classificação e aplicação dos resultados de
propagação do fogo nas superfícies das fachadas

1 Escopo
Esta Norma especifica um método para determinação das características de reação ao fogo
de sistemas de revestimento externo não estrutural de fachadas, sistemas de fachadas ventiladas
ou não aderidas, paredes-cortina, sistemas que incluam painéis de vidro, painéis instalados entre
lajes de andares e painéis isolantes compostos quando aplicados à fachada de um edifício e expostos
a uma fonte de calor reproduzindo uma situação de incêndio sob condições controladas.

A exposição ao fogo é representativa de uma fonte externa de incêndio ou de um incêndio totalmente


desenvolvido (após a ocorrência da inflamação generalizada) em um aposento do edifício, cujas chamas
escapam através de uma abertura, como uma janela, expondo o sistema da fachada aos efeitos de chamas
externas ou mesmo de uma fonte externa de incêndio que se desenvolva na base do edifício.
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Esta Norma especifica procedimentos e regras, incluídas no Anexo B, utilizadas para avaliar
se as variações e mudanças em produtos e alguns sistemas que foram ensaiados de acordo com
as diretrizes fornecidas por esta Norma e, onde apropriado, fornecem opções e limites para preparação
de relatórios baseados na aplicação direta ou ampliada dos critérios fornecidos.

Esta Norma não contempla a exposição ao calor radiante de um incêndio em um edifício adjacente.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 16626:2017, Classificação da reação ao fogo de produtos de construção

ISO 1716, Reaction to fire tests for products – Determination of the gross heat of combustion (calorific
value)

BS EN 13495, Thermal insulation products for building applications. Determination of the pull-off
resistance of external thermal insulation composite systems (ETICS) (foam block test)

BS EN 16382, Thermal insulation products for building applications. Determination of the pull-through
resistance of plate anchors through thermal insulation products

BS EN 60584-1, Pares termoelétricos – Parte 1: Especificações e tolerâncias de EMF

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
altura do nível 1
altura com 2 500 mm acima da borda superior da câmara de combustão no aparato de ensaio

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3.2
altura do nível 2
altura com 5 000 mm acima da borda superior da câmara de combustão no aparato de ensaio

3.3 barreiras

3.3.1
barreira de compartimentação
elemento vertical ou horizontal não portante designado a restringir a propagação do fogo em uma
ou mais camadas de um sistema de revestimento externo

3.3.2
barreira de compartimentação de cavidade
produto utilizado para compartimentar um espaço vazio, a fim de restringir a propagação do fogo
ou fumaça

3.3.3
barreira de compartimentação de cavidade em estado fechado
elemento vertical ou horizontal não portante destinado a compartimentar um espaço vazio (cavidade),
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formando um selo firme (possivelmente por compressão) entre as superfícies interna e externa
de uma cavidade

3.3.4
barreira de compartimentação de cavidade em estado aberto
elemento vertical ou horizontal destinado a compartimentar um espaço vazio (cavidade), que é aberto
para permitir ventilação e drenagem em condições normais de operação, mas que fecha quando
exposto a um princípio de incêndio

3.4
barreira térmica
isolante térmico que pode ser utilizado em conexões horizontais ou verticais de elementos internos
ou externos a fim de reduzir a transmitância térmica dessas conexões

3.5
camada adesiva
componente aplicado a uma base e que serve de preparação para a aplicação da camada
de revestimento final

3.6
camada de base
camada usada para servir de base para o revestimento final e que pode ou não incorporar um reforço

3.7 campos de aplicação

3.7.1
campo ampliado de aplicação
resultado de um processo, envolvendo a aplicação de regras definidas que podem incorporar
procedimentos de cálculo, que prevê o resultado de ensaio com base em um ou mais resultados
obtidos em ensaios realizados segundo a mesma norma, considerando variações de propriedades
de um elemento construtivo ou variações da aplicação de uso final

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3.7.2
campo direto de aplicação
resultado de um processo, envolvendo a aplicação de regras definidas, por meio do qual considera-se
que um resultado de ensaio é igualmente válido para variações em uma ou mais propriedades
de um elemento construtivo ou aplicação de uso final

3.8
cavidade não ventilada
espaço vazio dentro do sistema de revestimento externo de fachada onde, em condições normais
de operação do edifício, o fluxo de ar através desse espaço será efetivamente nulo

3.9
cavidade ventilada
espaço vazio dentro de um sistema de revestimento externo de fachada que foi projetado para permitir
a livre passagem de ar quando o edifício estiver em condições normais de operação

3.10
condutividade térmica (k ou λ)
propriedade de um material de conduzir calor de sua superfície mais quente através de sua superfície
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mais fria

NOTA A condutividade térmica é definida pela seguinte relação, em watts por kelvin, por metro [W/(m.K)]:

Ǭ = -λ grad (T)

onde

Ǭ é a densidade da taxa de transferência de calor, expressa em watts por metro (W/m);

λ é a condutividade térmica, expressa em watts por kelvin, por metro [W/(m.K)];

grad (T) é o gradiente de temperatura, expresso em kelvins (K).

3.11 critérios de desempenho de resistência ao fogo

3.11.1
capacidade portante
R
capacidade do  elemento construtivo  de suportar a exposição ao fogo, em uma ou mais faces,
por um determinado período de tempo, preservando sua estabilidade estrutural

3.11.2
integridade
E
capacidade do  elemento construtivo  de suportar a exposição ao fogo em um lado apenas, por
um determinado período de tempo, sem que haja a transmissão do fogo para o outro  lado,
avaliada  pela  ocorrência de trincas ou aberturas que excedam determinadas dimensões, pela
passagem de quantidade significativa de gases quentes ou chamas, ou pela falha dos mecanismos
de travamento no caso de elementos móveis, como portas e vedadores

3.11.3
isolação térmica
I
capacidade do  elemento construtivo  de compartimentação de suportar a exposição ao fogo
em um lado apenas, por um determinado período de tempo, contendo a transmissão do fogo para

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o outro  lado, causada pela condução de calor em quantidade suficiente para ignizar materiais
em contato com a sua superfície protegida e, também, a capacidade de prover uma barreira
ao calor, que proteja as pessoas próximas à superfície oposta ao fogo durante o período de classificação
de resistência ao fogo

3.12
desprendimento
qualquer parte do sistema de revestimento que se solte do todo

3.13
elemento construtivo classe EI
elemento não estrutural que atende aos critérios de resistência ao fogo de integridade e isolação
térmica por um determinado período de tempo

3.14
elemento construtivo classe REI
elemento estrutural que atende aos critérios de resistência ao fogo de capacidade portante, integridade
e isolação térmica por um determinado período de tempo
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3.15
fixador do isolante
dispositivo mecânico de fixação ou adesivo utilizado para firmar um produto isolante num substrato

3.16
isolante externo
produto utilizado com o objetivo de minimizar a perda de calor de um edifício, sendo aplicado
à superfície externa de um substrato, de forma solitária ou compondo uma cavidade

3.17
isolante interno
produto utilizado nas faces internas de um edifício com o objetivo de fornecer isolação térmica
e firmado por um sistema de fixação

3.18
largura da cavidade
distância entre superfícies verticais internas que formam um espaço vazio no sistema de revestimento
externo

3.19
material classe I
material incombustível, ou seja, classificado como I, de acordo com a ABNT NBR 16626

3.20
material classe II B, d2 ou melhor
material classificado como II B, d2 ou melhor, de acordo com a ABNT NBR 16626

3.21
material classe III A, d0 ou pior
material classificado como III A, d0 ou pior, de acordo com a ABNT NBR 16626

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3.22
membrana de controle de vapor
MCV
produto ou material que reduz a quantidade de umidade (vapor de água) que é difundida através
de uma camada e que pode ser usada para reduzir o risco da ocorrência de condensação e umidade
em paredes

3.23
membrana permeável
produto colocado no sistema de revestimento externo para contribuir com a estanqueidade de uma
parede enquanto permite fluxo de vapor de dentro para fora da edificação

3.24
PUR
PIR
espuma adesiva composta de poliuretano ou poli-isocianurato, destinado a fornecer isolação térmica
e acústica

3.25
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poder calorífico superior


PCS
calor gerado na combustão de uma substância quando essa combustão é completa e qualquer
produto hídrico é totalmente condensado em condições específicas, quando ensaiado de acordo com
a ISO 1716

3.26
produto classe I
produto incombustível, ou seja, classificado como I, de acordo com a ABNT NBR 16626

3.27
produto classe II B, d2 ou melhor
produto classificado como II B, d2 ou melhor, de acordo com a ABNT NBR 16626

3.28
produto classe III A, d0 ou pior
produto classificado como III A, d0 ou pior, de acordo com a ABNT NBR 16626

3.29
relatório de avaliação do campo de aplicação
documento relatando as situações em que os resultados obtidos em ensaios ou por meio
de um procedimento de análise se aplicam, incluindo todos os detalhes dos processos que levaram
a esses resultados

3.30
resistência ao arrancamento
habilidade de um fixador de resistir à extração a partir de um substrato, devido à aplicação de uma
força de tração

3.31
resistência ao perfuramento
habilidade de um fixador de resistir à passagem através de um produto isolante específico ou sistema,
devido à aplicação de uma força

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3.32
resistência térmica
medida da resistência à passagem de calor através de uma dada espessura de um material

NOTA 1 A resistência térmica (R) para produtos homogêneos é calculada por meio da seguinte equação,
em metros quadrados kelvin por watt:
I
R=
λ
onde

l é a espessura do material, expressa em metros (m);

λ é a condutividade térmica, expressa em watts por kelvin por metro (W/m.K)

NOTA 2 A resistência térmica (R) para elementos de cerâmica com espaços vazios, como por exemplo,
blocos de concreto vazados ou aqueles contendo espaços isolantes, é calculada utilizando o método
de combinação fornecido na ISO 6946:2017, 6.2, para um elemento construtivo que consista de camadas
homogêneas e não homogêneas, usando resistências de superfícies de valor nulo em cada lado do bloco.
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3.33
resultado de ensaio
consequência de um processo de ensaio associado a um procedimento detalhado em um documento
normativo específico

NOTA 1 Pode incluir algum processamento de dados para formar os resultados.

NOTA 2 Um resultado de ensaio é expresso em função de um ou mais parâmetros de desempenho.

3.34
revestimento decorativo
componente que pode ser aplicado ao revestimento final, servindo de proteção adicional contra
intempéries e para embelezamento da superfície

3.35
revestimento final
componente aplicado à camada de base, com ou sem camada adesiva, e que também pode ser usado
como acabamento final de uma parede

3.36
sistema light steel frame
LSF
estrutura composta por perfis de aço leves conformados a frio

3.37
sistema de revestimento externo
conjunto completo de revestimento de fachada

NOTA 1 Inclui grades ou trilhos laminados, fixadores, cavidades, isolamento e membranas, revestimentos,
espigões de suporte ou juntas.

NOTA 2 Os limites do sistema de revestimento vão da superfície externa sujeita às intempéries até a face
acabada da parede.

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3.38
substrato
base de fixação do sistema de revestimento externo ou do sistema de revestimento interno, que pode
ser a parede de alvenaria de um edifício, uma base colocada sobre LSF ou a base de uma estrutura
de montagem, conforme Seção 5

3.39
temperatura inicial
Ts
temperatura média dos termopares na altura do nível 1 durante os 5 min anteriores a ignição da fonte
de calor

3.40
tempo de início
ts
momento em que a temperatura registrada por qualquer termopar externo na altura do nível 1
aumenta pelo menos 200 °C acima da temperatura inicial – Ts - e permanece acima desse valor por
pelo menos 30 s
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4 Princípio
O método de ensaio simula um incêndio totalmente desenvolvido em uma sala adjacente à face
externa de um edifício e ventilado através de uma abertura na sala. Nesse ensaio, o corpo
de prova representando o sistema de fachada é aplicado a uma estrutura composta por duas
faces perpendiculares verticais de alvenaria ou a uma estrutura de perfis de aço simulando a face
externa de um edifício, sendo uma principal de maior largura. O sistema de revestimento é fixado
da maneira especificada no respectivo projeto, reproduzindo condições reais de montagem. A face
principal é dotada de uma abertura, onde a situação de incêndio é reproduzida, através da qual o calor
é transferido para o corpo de prova.

No ensaio, é verificada a extensão dos danos causados ao sistema de revestimento externo,


particularmente a capacidade do sistema de resistir à propagação do fogo aos andares superiores
ou à penetração através da fachada em direção aos elementos mais internos da edificação. Qualquer
queda de detritos e penetração do fogo na fachada deve ser registrada.

5 Equipamento de ensaio
5.1 Estrutura de montagem dos corpos de prova

O equipamento de ensaio deve representar as duas faces de um edifício e consistir em uma estrutura
de alvenaria ou de perfis de aço, com uma aba principal e uma aba lateral fazendo um ângulo de 90°.
A aba principal deve conter uma câmara de combustão. O equipamento deve ser capaz de resistir aos
efeitos do procedimento de ensaio sem sofrer danos excessivos ou deformações.

5.2 Estrutura de montagem composta de alvenaria

As abas de alvenaria devem ser constituídas por blocos de concreto ou cerâmicos que atendam
às seguintes condições mínimas:

 a) resistência à compressão de 7,3 N/mm2;

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 b) densidade de 730 kg/m3;

 c) condutividade térmica de 0,18 W/mK.

Detalhes do equipamento de ensaio descrito estão apresentados na Figura 1.

5.3 Estrutura de montagem composta por perfis de aço

A estrutura de montagem de aço deve ser projetada e construída a fim de suportar a carga esperada
imposta pelo sistema e quaisquer deformações subsequentes que possam ocorrer durante a execução
do ensaio. Esta estrutura pode ser adequada em função das necessidades especificas do sistema
a ser ensaiado. O Anexo A mostra uma situação-padrão de montagem de um equipamento de ensaio
feito de perfis de aço. A instalação do corpo de prova pode necessitar de uma modificação, ou uma
adição, no equipamento original de ensaio.

5.4 Aba principal do equipamento de ensaio

A aba principal do equipamento de ensaio, na qual o corpo de prova é instalado, deve apresentar
as seguintes dimensões mínimas:
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 a) altura, estendendo-se pelo menos 6 000 mm acima da borda superior da abertura da câmara
de combustão; e

 b) largura de 2 600 mm.

5.5 Aba lateral do equipamento de ensaio

A aba lateral do equipamento de ensaio, na qual o corpo de prova é instalado, deve apresentar
as seguintes dimensões mínimas:

 a) altura igual à da aba principal;

 b) largura de 1 500 mm.

A aba lateral deve ser perpendicular à aba principal e o vértice do corpo de prova deve distar
(260 ± 100) mm da face lateral da abertura da câmara de combustão, conforme indicado na Figura 1.

5.6 Câmara de combustão

A câmara de combustão deve estar posicionada na base da aba principal do equipamento de ensaio
de forma que o fogo possa se projetar através dessa abertura sobre a aba. A borda superior da câmara
deve estar (2 000 ± 100) mm acima da base da estrutura de ensaio e deve ter (2 000 ± 100) mm
de largura. A câmara de combustão deve ser capaz de resistir aos efeitos do procedimento de ensaio
sem sofrer danos excessivos ou deformações. A câmara deve ser construída de acordo com
as dimensões apresentadas na Figura 1 e deve ser provida de uma verga robusta na parte superior
da abertura da câmara e de uma plataforma apropriada para suporte da fonte de calor. Uma fonte
de calor formada por um engradado de madeira deve ser instalada dentro da câmara de combustão.

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Dimensões em milímetros
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Figura 1 – Esquema do equipamento de ensaio

5.7 Fonte de calor

A fonte de calor empregada no ensaio deve ser produzida pela queima de um engradado de madeira.
Na montagem do engradado e em sua ignição serão necessários:

 a) 250 bastões de madeira Pinus elliottii, serrados com secção quadrada de (50 ± 2) mm, sendo
100 com (1 500 ± 5) mm e 150 com (1 000 ± 5) mm de comprimento. A densidade da madeira
deve estar situada entre 0,40 kg/dm3 a 0,65 kg/dm3. No momento do ensaio, a madeira deve ter
um teor de umidade na ordem dos 10 % a 15 % em massa;

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 b) 16 tiras de aglomerado de fibra de baixa densidade, com dimensões nominais de


(25 × 12 × 1 000) mm.

5.8 Termopares

Todos os termopares devem ser do tipo K (Chromel/Alumel) e atender às condições estabelecidas


na BS EN 60584-1. Os termopares devem ter bainha de aço inoxidável com isolação mineral
e 1,5 mm de diâmetro nominal externo com juntas isoladas. Os termopares estarão posicionados
conforme apresentado nas Figuras 2 e 3.

5.9 Sistema de aquisição de dados

Um sistema de aquisição, conectado aos termopares deve ser capaz de registrar as temperaturas
em intervalos máximos de 10 s.

5.10 Equipamento audiovisual

Deve ser feito o registro audiovisual contínuo durante todo o período do ensaio, enquadrando a altura
total das faces do corpo de prova.
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No ensaio com a estrutura de alvenaria, somente as faces externas das abas principal e lateral devem
ser monitoradas. No ensaio com a estrutura de montagem de aço, deve-se monitorar ambas as faces
externas e internas das abas. No primeiro caso, devem ser utilizadas duas câmeras frontais
e no segundo, além destas, devem ser empregadas mais duas câmeras focando as faces posteriores
do corpo de prova.

5.11 Equipamento de monitoramento das condições ambientais durante o ensaio

A condição ambiental, relativa à velocidade do vento, deve ser monitorada por meio de um anemômetro,
de precisão de ± 0,5 m/s.

5.12 Cronômetro

Deve ser empregado na execução do ensaio um cronômetro com precisão maior que 5 s/h.

6 Corpo de prova
6.1 Geral

O corpo de prova deve incluir todos os componentes apropriados montados e instalados de acordo
com o projeto do sistema de fachada.

A escolha do equipamento onde o corpo de prova deve ser montado (estrutura de alvenaria ou estrutura
de perfis de aço) deve ter como critério a reprodução das condições reais de instalação, devidamente
especificadas e demonstradas no projeto do sistema de fachada.

6.2 Dimensões do corpo de prova


NOTA A espessura máxima do sistema de fachada que pode ser ensaiado é limitada apenas pelas
características do equipamento de ensaio. Ver Anexo A.

O corpo de prova deve se estender horizontalmente a partir do canto acabado do equipamento


de ensaio, com pelo menos 2 400 mm na face principal e pelo menos 1 200 mm face lateral. O sistema

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deve se prolongar da base do equipamento de ensaio até uma altura de pelo menos 6 000 mm
acima da borda superior da câmara de combustão em ambas as faces. O corpo de prova não pode
obstruir a abertura da câmara de combustão.

O corpo de prova no entorno da câmara de combustão deve incorporar os mesmos materiais,


detalhes e componentes previstos na situação real. Se o sistema de revestimento externo não oferecer
qualquer proteção às aberturas na situação real, a interface entre o corpo de prova e a câmara
de combustão também deve permanecer desprotegida.

O detalhamento e as terminações das bordas também devem representar a situação real de projeto.

Se forem incorporadas juntas horizontais ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve
incorporar estas juntas horizontais em intervalos especificados no projeto, com pelo menos uma junta
posicionada (2 400 ± 100) mm acima da borda superior da câmara de combustão.

Se forem incorporadas juntas verticais ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve
incorporar estas juntas em intervalos especificados no projeto, sendo que uma delas deve coincidir,
com tolerância de ± 100 mm, com a linha de centro da abertura da câmara de combustão.
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Se forem incorporadas barreiras de compartimentação de cavidades na horizontal ao sistema


de revestimento externo, o corpo de prova deve ser construído de forma que a distância vertical entre
as barreiras e as juntas horizontais na fachada represente a situação real de projeto.

Se forem incorporadas barreiras de compartimentação de cavidades na horizontal, associadas


ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve ser construído de forma que a distância
vertical entre duas barreiras, abaixo dos termopares, corresponda à distância vertical entre as barreiras
e os níveis dos pisos na situação real de uso projetada.

Se barreiras de compartimentação de cavidades na vertical fizerem parte do projeto do sistema, elas


devem estar presentes no corpo de prova, separadas entre si, como recomendado pelo solicitante
do ensaio ou fabricante.

Se barreiras de compartimentação de cavidades na vertical não fizerem parte do projeto do sistema,


nenhuma barreira deve ser incorporada no corpo de prova, além das necessárias no entorno
da câmara de combustão.

Os detalhes e características de desempenho dos materiais e componentes utilizados no corpo


de prova devem ser registrados e mantidos no arquivo confidencial do laboratório, para que possa ser
consultado futuramente, com o propósito de acreditação de terceira parte ou para fins de aplicação
ampliada dos resultados de ensaio, como, proposto no Anexo B.

Quando for impossível medir uma característica de desempenho específica, essa informação deve ser
obtida junto ao fabricante do componente em questão.

6.3 Condicionamento

Após a instalação do corpo de prova na estrutura de ensaio, ele deve ser mantido por um período
de tempo suficiente para que todos os componentes possam curar, de acordo com as especificações
de instalação do projeto.

O equipamento de ensaio deve estar protegido de condições ambientais adversas, como a água,
ventos fortes e temperatura ambiente fora da faixa de -5 °C a +40 °C entre o período da instalação
e o início da realização do ensaio do sistema de fachada.

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7 Procedimentos preliminares
7.1 Posicionamento dos termopares

7.1.1 Termopares externos

Termopares externos devem ser posicionados com uma tolerância de ± 10 mm em relação


ao especificado nos itens a) e b) a seguir (ver também Figura 2), sendo que a junta quente do termopar
deve estar posicionada (50 ± 5) mm à frente da face do corpo de prova:

 a) à frente da face da aba principal na linha centro da câmara de combustão e distando 500 mm
entre cada termopar e 1 000 mm dessa linha para ambos os lados, perfazendo cinco localizações;

 b) à frente da face da aba lateral, distando 150 mm, 600 mm e 1 050 mm da face acabada da aba
principal, perfazendo três localizações.

Estes termopares e as correspondentes localizações devem se repetir em dois níveis, 1 e 2, distando,


respectivamente, 2 500 mm e 5 000 mm da borda superior da câmara de combustão.
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7.1.2 Termopares internos

Termopares internos devem estar posicionados somente no nível 2 com uma tolerância de ± 10 mm
em relação ao especificado em a) e b) a seguir (ver também Figura 2). Eles devem estar posicionados
medianamente em cada camada ou cavidade no corpo de prova, com uma profundidade ≥ 10 mm.

 a) posicionados dentro de cada camada da aba principal na linha de centro da câmara
de combustão e distando 500 mm entre cada termopar e 1 000 mm dessa linha para ambos
os lados, perfazendo cinco localizações;

 b) posicionados dentro de cada camada da aba lateral, distando 150 mm, 600 mm e 1 050 mm
da face acabada da aba principal, perfazendo três localizações.

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Dimensões em milímetros
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Figura 2 – Localização dos termopares para ensaio

7.2 Montagem do engradado de madeira

A montagem do engradado de madeira deve ser feita da seguinte forma:

 a) Construir um engradado de madeira nominalmente de 1 500 mm × 1 000 mm no plano e 1 000 mm


de altura com os bastões de madeira definidos em 5.7, a).

 b) Construir o engradado com camadas alternadas, ortogonalmente dispostas, de bastões longos
e curtos, com a primeira camada composta por dez bastões longos de 1 500 mm. A camada
seguinte deve consistir em 15 bastões curtos distribuídos uniformemente para cobrir uma área
de 1 500 mm × 1 000 mm.

 c) Repetir este processo para obter um total de 20 camadas de bastões com uma altura nominal
de 1 000 mm. No total, usar 150 bastões curtos e 100 bastões longos.

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 d) Construir o engradado em uma plataforma sólida posicionada (400 ± 50) mm acima do piso
da câmara de combustão. Posicionar o engradado centralmente na câmara de combustão
e deslocá-lo (100 ± 10) mm da face traseira da câmara (ver a Figura 3).

NOTA Esta fonte libera uma quantidade de calor total de 4 500 MJ em 30 min, com uma taxa máxima
de liberação de energia de (3 ± 0,5) MW.

Dimensões em milímetros
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Figura 3 – Elevação lateral e planta da câmara de combustão e posição do engradado

8 Procedimento de ensaio
8.1 Condições ambientais no ensaio

A temperatura ambiente no início do ensaio deve estar dentro do intervalo (20 ± 15) °C.

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O ensaio não pode ser realizado em meio à neblina ou precipitação.

A velocidade do vento no nível 2, quando medida (1 000 ± 10) mm a frente da linha de centro
da abertura da câmara de combustão, em qualquer direção, deve ser inferior a 2 m/s no início
do ensaio.

8.2 Aquisição de dados

A aquisição de dados e registros audiovisuais deve começar pelo menos 5 min antes da ignição
do engradado de madeira.

8.3 Procedimento para ignição do engradado de madeira

O seguinte procedimento pode ser adotado para ignizar o engradado de madeira.

 a) Acender o engradado usando as 16 tiras de aglomerado de fibra de madeira de baixa densidade.

 b) Mergulhar as tiras uniformemente em 5 L de benzina por no mínimo 5 min.


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 c) Não mais do que 5 min antes da ignição, inserir 14 tiras nos espaços entre os bastões de madeira
na segunda camada do engradado (ou seja, 50 mm acima da plataforma) permitindo que,
aproximadamente, 30 mm se projete a partir da frente do engradado.

 d) Colocar as duas tiras restantes horizontalmente ao longo das 14 extremidades das tiras projetadas.

 e) Acender apenas estas duas tiras horizontais ao longo de todo o seu comprimento.

Na extinção do incêndio, 30 min após a ignição, deve-se usar o mínimo possível de agente extintor,
a fim de não deteriorar o corpo de prova nesse procedimento.

8.4 Observações a serem feitas durante o ensaio

Deve ser registrado o tempo em que qualquer evento significativo ocorrer durante o ensaio, como
mudança no estado das chamas e qualquer alteração no comportamento mecânico do sistema
de fachada, especialmente se ocorrer desprendimento de qualquer parte do revestimento (em chamas
ou não) ou qualquer penetração de fogo através de selos eventualmente incorporados ao corpo
de prova.

8.5 Duração do ensaio

A duração do ensaio deve ser de no máximo 60 min. A fonte de calor deve ser extinta 30 min após
a ignição (ver 8.3). Os registros de dados e audiovisuais devem continuar a ser gravados por 60 min
após a ignição do engradado de madeira, a não ser que toda a chama visível tenha cessado
e as temperaturas medidas diminuam continuamente por um período de 10 min.

8.6 Critérios de antecipação de encerramento do ensaio

O ensaio será encerrado antecipadamente se:

 a) a chama se propagar acima do equipamento de ensaio em qualquer momento durante


o procedimento (ver 8.5); ou

 b) existir um risco para a segurança do pessoal ou de danos iminentes ao equipamento.

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9 Avaliação pós-ensaio
O corpo de prova deve ser examinado após o resfriamento (até 24 h após o ensaio), verificando-se
a existência de danos, como lascamento, fusão do material, deformação e descolamento de camadas
(delaminação), mas sem considerar manchas de fumaça ou descoloração. Deve-se garantir que
os seguintes pontos sejam incluídos e registrados na avaliação:

 a) danos ao sistema (porcentagem de área): extensão dos danos (horizontal e verticalmente):

● face externa;

● entorno da câmara de combustão; e

● colapso de qualquer parte do sistema.

 b) extensão do avanço da chama ou de danos à cavidade, se existir (horizontalmente e verticalmente):

● barreiras de compartimentação de cavidades (incluindo a expansão de qualquer componente


intumescente);
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● vertical;

● horizontal;

● carbonização da camada de isolamento.

 c) Observações realizadas a partir do desmantelamento do corpo de prova, a fim de se registrar


os danos internos ao sistema de revestimento, como: extensão do avanço da chama ou danos
nas camadas intermediárias, tanto horizontal como verticalmente. Caso a estrutura de montagem
seja composta por perfis de aço, deve-se observar especificamente as seguintes situações:

● face externa;

● placa de proteção;

● perfis de suportes;

● membranas;

● estrutura de montagem;

● isolamento da estrutura de montagem.

10 Critérios de avaliação
A classificação dos materiais de acabamento e revestimento deve ser realizada conforme
a ABNT NBR 16626, com a adoção dos métodos de ensaio pertinentes para cada situação de utilização
do produto e de suas características.

Adicionalmente à ABNT NBR 16626:2017, Tabela 1, a reação ao fogo dos sistemas de fachada,
como um todo, deve ser verificada e confirmada por meio de ensaio em grande escala, conforme
procedimento disposto nesta Norma, adotando os seguintes critérios de avaliação:

 a) A propagação de chama deve ser medida pelos termopares instalados nos níveis 1 e 2 do corpo
de prova.

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 b) Considera-se como tempo de início de ensaio o momento em que a temperatura média dos
termopares do nível 1 atingirem 200 °C ou mais e permanecerem assim por mais de 30 s, medidas
nos primeiros 5 min após a ignição do engradado de madeira.

 c) Propagação de chama na face externa – Considera-se que houve uma falha devida à propagação
de chama na face externa quando os termopares de nível 2 atingirem temperaturas superiores
a 600 °C, por um período de pelo menos 30 s e dentro de 15 min a partir do tempo de início
de ensaio.

 d) Propagação de chama na face interna – Adicionalmente ao critério anterior, para sistemas
de fachadas ensaiados conforme esta Norma, considera-se que houve falha devido à propagação
de chama na face interna quando chamas contínuas forem observadas na superfície interna
do corpo de prova por um período de pelo menos 60 s e 0,5 m acima da câmara de combustão,
dentro de 15 min a partir do tempo de início de ensaio.

 e) Desempenho mecânico – Nenhum critério de reprovação é estabelecido para o desempenho


mecânico. No entanto, a queima contínua do sistema após a extinção da fonte de ignição deve
ser incluída nos relatórios de ensaio e classificação, juntamente com detalhes de qualquer colapso
do sistema, descolamento, delaminação, chamas, gotejamento etc. O desempenho mecânico
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deve ser considerado parte integrante da avaliação geral.

11 Relatório de ensaio
O relatório de ensaio deve incluir as seguintes informações:

 a) nome e endereço do laboratório responsável pelo ensaio;

 b) referências a esta Norma, ABNT NBR XXXX;

 c) data e número de identificação do relatório de ensaio;

 d) data do ensaio;

 e) nome e endereço do solicitante do ensaio;

 f) informações sobre o fabricante do corpo de prova e dos produtos e componentes utilizados
na construção, juntamente com todos os nomes comerciais;

 g) descrição completa do corpo de prova, juntamente com detalhes sobre os materiais, componentes
usados, fixação e projeto do sistema. Essa descrição deve prioritariamente ser baseada
em informações fornecidas pelo solicitante do ensaio e verificada pelo laboratório durante análise
do corpo de prova;

 h) detalhes do equipamento utilizado, incluindo particularidades da estrutura de ensaio com uma
descrição completa dos métodos de instalação e fixação usados para instalar o sistema;

 i) projeto do sistema de fachada tomado como referência para composição do corpo de prova;

 j) detalhes do condicionamento do corpo de prova antes do ensaio;

 k) condições ambientais durante o ensaio;

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 l) registro das observações visuais feitas durante o ensaio, incluindo: propagação vertical e lateral
das chamas, externa ou internamente ao corpo de prova; chamejamentos, desprendimentos
e comportamento mecânico; todos suplementados por registros fotográficos adequados (ver 8.4),
juntamente a registros dos tempos de ocorrência e duração desses fenômenos;

 m) tempo de ocorrência e registro dos seguintes eventos:

● extensão vertical e horizontal da propagação da chama sobre a superfície do corpo de prova;

● extensão vertical e horizontal da propagação da chama e danos em camadas intermediárias;

● estimativa da propagação de chama na vertical e na horizontal e danos dentro da cavidade,


caso existente;

● extensão em que houve queima total ou desprendimento na face externa do sistema


de revestimento;

 n) detalhes de qualquer desprendimento parcial ou total do sistema de revestimento (ver 3.10);
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 o) perfis de temperatura registrados em cada nível durante o ensaio – Ao traçar os perfis
de temperatura, a origem do eixo do tempo será o tempo de início do ensaio, tS;

 p) detalhes dos resultados do ensaio, incluindo a avaliação pós-ensaio, conforme descrito
na Seção 9;

 q) qualquer desvio ocorrido em relação ao procedimento descrito nesta Norma.

Caso seja realizado um estudo de aplicação dos resultados de ensaio, de acordo com o disposto
no Anexo B, é necessário elaborar um relatório específico considerando as regras definidas
neste Anexo.

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Anexo A
(normativo)

Estrutura de montagem para ensaio composta por perfis de aço

A Tabela A.1 fornece detalhes de uma estrutura de montagem para ensaio composta por perfis de aço,
conforme apresentado na Figura A.1.

Tabela A.1 – Detalhes da seção


Massa por unidade
Referência
Detalhe nominal de comprimento
da seção
Kg/m
A 254 mm x 146 mm x 11mm – viga universal 37.0
B 150 mm x 150 mm x 6,3 mm – seção vazada de aço 28.3
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C 127 mm x 64 mm x 9 mm – canal pré-formado 14.9


D 80 mm x 80 mm x 6 mm – ângulo de aço laminado 9.63

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Legenda

1 Planta
2 Elevação frontal
3 Elevação lateral

Figura A.1 – Exemplo de estrutura de montagem com perfis de aço

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Anexo B
(informativo)

Campo de aplicação dos resultados de ensaio

B.1 Introdução
Este Anexo abrange parâmetros específicos e características de produtos associados com o projeto
de sistemas de revestimento externo de fachadas não portantes que foram ensaiados de acordo com
o procedimento proposto nesta Norma.

Existem limitações práticas no tamanho e projeto de elementos construtivos que podem ser avaliados
por meio de um método de ensaio. Por exemplo, se esses elementos são maiores ou possuem
um desenho diferente, é necessário confirmar que o resultado de ensaio não será invalidado caso
essas mudanças sejam implementadas. Isso pode ser alcançado por meio do uso de regras normativas
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que tratam do campo direto e ampliado de aplicação dos resultados de ensaio.

Este Anexo é, portanto, concernente à abrangência dos resultados obtidos a partir de ensaios
realizados com base nesta Norma, definindo os parâmetros que podem ou não ser alterados e, caso
sejam alterados, a extensão em que isso seria aceitável. Também fornece as regras de aplicação dos
resultados para um sistema que foi submetido a um único ensaio com base nesta Norma e interpola
os resultados para sistemas que foram submetidos a diversos ensaios.

Este Anexo remete à natureza e à extensão de qualquer alteração permitida ao sistema que foi
ensaiado. O número dessas alterações pode variar de acordo com a complexidade do sistema
de revestimento externo da fachada e com o tipo de edificação em que foi aplicado. Contudo, todos
os componentes do revestimento externo podem causar uma alteração na reação ao fogo do sistema,
e, portanto, cada alteração deve ser avaliada separadamente por um ensaio, quando se quer considerar
a aplicação ampliada dos resultados do ensaio original.

Este Anexo propõe que se reconheça que, quando um produto de construção é fabricado, o processo
seja controlado a fim de se garantir que as propriedades que caracterizam esse produto como
dimensões, densidade, desempenho térmico e resistência mecânica estejam dentro de certos limites
de tolerância. Quando uma regra for definida para a variação de determinada propriedade, a variação
declarada é baseada em valores obtidos em ensaio. Se não houver regra para uma característica
então deve ser reconhecido que essas propriedades podem variar quando o produto for colocado
no mercado, devido às tolerâncias no processo de fabricação. Contudo, é esperado que o desempenho
para todas as características declaradas ainda seja alcançado.

Apesar de este Anexo não se adequar à aplicação de resultados oriundos de outros métodos de ensaio,
os dados gerados por esses podem ser usados para apoiar o estabelecimento de uma aplicação
ampliada; por exemplo, para avaliar a influência de um componente específico ou aspecto do projeto,
ou estabelecer quais variações do projeto afetam o desempenho da forma mais ou menos onerosa.

Por razões de segurança, todos os documentos de apoio que forem utilizados para a aplicação
ampliada de resultados devem ser anexados ao relatório que consolida o processo de aceitação
da aplicação ampliada.

Um produto de construção pode ser colocado no mercado com uma grande gama de variações
de suas propriedades. Quando os produtos são combinados no sistema de um edifício, as suas

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reações ao fogo podem depender do substrato ou do cobrimento, de como os produtos estão


fixados e quais produtos são usados para se fazer essa fixação. Não é razoável que se ensaie todas
as combinações possíveis de diferentes produtos ou características quanto às suas reações ao fogo,
mesmo que essas características possam influenciar substancialmente um resultado de ensaio.

Um sistema de revestimento externo de fachada normalmente contém um número grande


de componentes como, por exemplo, revestimento, isolante, sistemas de fixação, substratos,
barreiras de cavidade etc. O sistema de revestimento externo de fachada possui diferentes funções
e requisitos de desempenho, incluindo resistência a intempéries, desempenho térmico, desempenho
acústico e aspecto estético. Os produtos são combinados de forma que sejam eficientes em resistir
à propagação do fogo quando ensaiados como parte integrante de um sistema completo em acordo
com esta Norma. Cada um dos produtos e a forma que eles são montados pode potencialmente
influenciar como o sistema de revestimento externo se comportará durante esses ensaios, e, portanto,
é necessário avaliar as suas características individuais e como elas interagem. Regras para condução
dessas análises são dadas na Seção B.3.

Existem muitas variáveis que podem afetar os resultados de ensaio em sistemas complexos como
uma fachada de um edifício. A mudança de uma ou mais dessas variáveis pode piorar o desempenho
do sistema ensaiado, mas algumas podem requerer a execução de ensaios adicionais em grande
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ou pequena escala. Isso serve para garantir que nenhuma alteração comprometa a integridade
do ensaio original, executado de acordo com esta Norma.

O resultado obtido no ensaio deve ser apresentado no relatório. Separadamente, é possível variar
os valores de diferentes características de produtos a fim de se ampliar o campo de aplicação dos
resultados de ensaios individuais. Esse processo de ampliação utiliza regras que são baseadas
somente em técnicas de interpolação e nos piores cenários possíveis para a aplicação.

A ampliação do campo de aplicação permite que se faça uma previsão do desempenho de reação
ao fogo de um sistema sob condições específicas caso um ou mais componentes ou parâmetros
em um corpo de prova fossem alterados. No caso específico de sistemas de revestimento externo
de fachada, essas previsões são baseadas na necessidade de se confirmar estritamente que
os princípios fundamentais da reação ao fogo do sistema modificado são iguais ou melhores que
o do sistema ensaiado com base no procedimento descrito nesta Norma.

Esta Norma permite a ampliação dos resultados de ensaio de um sistema de revestimento externo
de fachadas apenas quando este foi previamente ensaiado de acordo com os procedimentos definidos.
Apesar disso, este anexo não esgota as soluções existentes de revestimento de fachadas, que podem
ser avaliadas de acordo com esta Norma. É possível futuramente ampliar a abrangência deste Anexo,
por exemplo, incluindo regras para o campo de resultados de ensaio de painéis instalados entre lajes,
painéis que incluem vidro aplicação direta e painéis de revestimento externo com isolante térmico
(conhecidos genericamente como EIFS).

Não é contemplada neste Anexo a avaliação de sistemas que incorporem múltiplas soluções
de revestimento.

B.2 Procedimento de avaliação


NOTA 1 Este procedimento está ilustrado na Figura B.1.

As seguintes diretrizes devem ser seguidas durante a avaliação do campo de aplicação.

 a) definir o sistema de revestimento externo;

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 b) coletar as evidências a partir de várias fontes;

 c) usar as tabelas disponíveis na Seção B.3 para determinar se a variação proposta é permitida
e então aplicar a regra correspondente, usando técnicas de interpolação quando necessário;

NOTA 2 É essencial que exista uma justificativa clara quando uma combinação de parâmetros for proposta.

 d) estabelecer se a evidência disponível é suficiente para sustentar, com a alteração, o desempenho
de reação ao fogo requerido. Caso não seja, decidir qual ação tomar. Por exemplo, redefinir
o sistema (opção 1 na Figura B.1) ou realizar mais ensaios (opção 2 na Figura B.1);

 e) reportar a avaliação do campo de aplicação de acordo com a Seção 6.


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Figura B.1 – Procedimento de condução de uma avaliação do campo de aplicação

B.3 Regras para avaliação do campo de aplicação

B.3.1 Geral

A avaliação do campo de aplicação deve ser baseada em sistemas de revestimento externo de fachada
que foram submetidos a um ou mais ensaios conduzidos de acordo com esta Norma.

NOTA É esperado que o solicitante do procedimento de avaliação do campo de aplicação seja


o proprietário de todos os outros ensaios e dados existentes sobre o produto ou que possua uma permissão
escrita do proprietário para usar esses dados e resultados.

Durante a avaliação do campo de aplicação, o profissional responsável por conduzir o procedimento


descrito neste Anexo pode considerar a viabilidade prática da instalação do sistema proposto.
Se esse profissional tiver qualquer dúvida quanto a viabilidade, isso deve ser extensamente discutido

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com o solicitante do ensaio, tendo em vista futura modificação do projeto ou do guia de instalação.
Caso o profissional ainda persista na opinião de que o sistema não pode ser instalado de acordo
com normas e práticas comuns de sistemas de revestimento de fachadas, deve-se registrar essas
questões, informar o solicitante do ensaio e encerrar a avaliação.

B.3.2 Mudanças relacionadas ao método de ensaio

B.3.2.1 Relação entre as estruturas de ensaio compostas por alvenaria e por perfis de aço

B.3.2.1.1 Procedimento geral

Para um dado parâmetro ou produto avaliado como parte integrante do sistema ensaiado, deve
ser estabelecido, com base na linha pertinente da Tabela B.1, se a variação proposta é permitida.
Se a Tabela B.1 indicar que a mudança é permitida, deve-se seguir a regra correspondente durante
a implementação.

Tabela B.1 – Relação entre resultados de ensaio obtidos a partir da estrutura de montagem
de alvenaria ou de aço
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Estrutura de Variação Licença de Dados adicionais Ver a subseção


Subgrupos
montagem proposta mudança requeridos para a regra
Alvenaria Mudança da Não permitido – –
estrutura de
montagem
para perfis de
aço
Perfis de aço Mudança da Tijolo Permitido 1. Temperatura na B.3.2.1.2
estrutura de camada isolante
montagem Bloco Permitido
2. Resistência ao fogo
para alvenaria Concreto Permitido do substrato
pré-moldado 3. Espessura do tijolo,
bloco ou concreto

B.3.2.1.2 Uso do resultado de ensaio com a estrutura de montagem composta por perfis
de aço para mostrar conformidade com o resultado de ensaio de estrutura composta por
alvenaria

O resultado obtido de um ensaio executado em estrutura de montagem composta por perfis de aço
é válido em uma estrutura de alvenaria quando:

 a) a resistência ao fogo da alvenaria é igual ou maior que a dos perfis de aço e placas de revestimento
ensaiados, sendo que o último é o que deve estar exposto ao fogo;

 b) a resistência térmica da alvenaria é igual ou menor que a do isolante da estrutura composta por
perfis de aço.

B.3.2.2 Substratos alternativos

B.3.2.2.1 Geral

Para um dado parâmetro ou produto avaliado como parte integrante do sistema ensaiado, deve
ser estabelecido, com base na linha pertinente da Tabela B.2, se a variação proposta é permitida.

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Se a Tabela B.2 indicar que a mudança é permitida, deve-se seguir a regra correspondente durante
a implementação.

Tabela B.2 – Mudança de substrato ao qual o corpo de prova esta fixado


Estrutura de Variação Licença de Dados adicionais Ver a subseção
montagem proposta mudança requeridos para a regra
Mudança na Bloco sólido Permitido Espessura do B.3.2.2.2
alvenariaa ensaiado para substrato alternativo
tijolo
Resistência ao fogo
Bloco sólido Permitido
(REI) do substrato
ensaiado para
alternativo
concreto
pré-moldado
Bloco sólido Permitido
ensaiado para
outro tipo de
bloco
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Bloco sólido Não permitido – –


ensaiado para
bloco vazado
Mudança no tipo – Não permitido b – –
de placa aplicada
à face externa
da estrutura de
montagem de perfis
de aço
a As especificações mínimas nominais dos blocos de alvenaria podem ser encontradas em 5.2.
b A estrutura de ensaio de perfis metálicos citada em 5.3 pode cumprir um número de funções que
possivelmente contribuem para o desempenho geral do sistema de fachada no caso de um incêndio,
incluindo: estabilidade mecânica (resistência) e resistência ao fogo (incluindo a transferência de calor
vinda da face externa exposta). Portanto, nenhuma regra é proposta atualmente para substituição da placa
ensaiada com um produto alternativo. Isso é aplicável para uma placa de revestimento que é aplicada a
um quadro de revestimento interno que se pretende que desempenhe alguma função portante associada
ao suporte do sistema de revestimento externo.

B.3.2.2.2 Mudanças no substrato de alvenaria

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando a espessura do substrato de alvenaria
alternativo for de no mínimo 100 mm, com uma resistência térmica igual ou maior que aquela ensaiada
e uma resistência ao fogo de no mínimo REI 120.

NOTA Estes requisitos buscam garantir que o sistema de fachada esteja adequadamente apoiado durante
o período de ensaio e impeçam a retenção de qualquer calor adicional na superfície exposta do sistema
de fachada em comparação ao que é observado durante o ensaio.

B.3.3 Revestimento interno do tipo drywall (aplicado a sistemas ensaiados com


estrutura de montagem composta por perfis aço)
NOTA 1 Sistemas típicos de revestimento interno são descritos no Anexo C, C.2.

NOTA 2 Este item é aplicável a todos os sistemas de revestimento externos isolantes detalhados em B.3.4,
B.3.5 e B.3.6.

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B.3.3.1 Geral

Para um dado parâmetro ou produto avaliado como parte do sistema ensaiado, deve ser estabelecido,
com base na linha pertinente da Tabela B.3, se a variação proposta é permitida. Se a Tabela B.3 indicar
que a variação é permitida, a regra correspondente deve ser seguida quando da implementação
da mudança.
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Tabela B.3 – Mudanças no revestimento interno (continua)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 1: Placa(s) de revestimento interno
Placa(s) de Mudança no tipo de produto - Permitido 1. Dados de ensaio B.3.3.2
revestimento interno de resistência ao fogo
2. Dados de ensaio
de reação ao fogo
Aumento da espessura - Permitido Medidas das B.3.3.3

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espessuras

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Diminuição da espessura - Não permitido - -
Parâmetro 2: Membrana de controle de vapor (MCV) – Entre uma placa de revestimento interno e o isolante da estrutura de suporte dentro do LSF
Membranas de Mudança no tipo de produto - Permitido Dados de ensaio de B.3.3.4
controle de vapor reação ao fogo
(MCV)
Adição de membrana(s) - Não permitido - -
Remoção de membrana(s) - Permitido - B.3.3.5
Parâmetro 3: Revestimento interno do drywall com LSF
Revestimento interno Mudança de sistema, Desempenha função de suporte de forma completa Permitido Dados de ensaio de B.3.3.6
do Drywall com LSF componentes ou fabricante ou parcial do sistema completo de revestimento resistência ao fogo
externo
Somente desempenha função de suporte das Permitido Dados de ensaio de B.3.3.7
placas de revestimento interno e isolante contido resistência ao fogo
dentro do sistema
Aumento da tensão de - Permitido Tensões de B.3.3.8
escoamento das vigas I escoamento
ou C
Diminuição da tensão de - Não permitido - -
escoamento das vigas I
ou C
Aumento da profundidade Não isolado Permitido Especificações sobre B.3.3.9
das vigas I ou C as dimensões
Aumento da profundidade Isolado Não permitido - -
das vigas I ou C
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Tabela B.3 (continuação)

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Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 3: Revestimento interno do drywall com LSF
Revestimento interno Diminuição da profundidade - Não permitido - -
do Drywall com LSF das vigas I ou C
Aumento da bitola das - Permitido Especificações sobre B.3.3.10
vigas I ou C as dimensões
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Diminuição da bitola das - Não permitido - -

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vigas I ou C
Aumento no espaçamento - Não permitido - -
entre vigas I ou C
Diminuição do Permitido Especificações sobre B.3.3.11
espaçamento entre vigas a instalação
I ou C
Parâmetro 4: Isolante interno do drywall com LSF
Isolante interno do Mudança do tipo de Classe III A, d0 ou pior para classe II B, d2 ou Permitido Resistência térmica B.3.3.12
drywall com LSF material isolante melhor
Classe II B, d2 ou melhor para classe III A, d0 ou Não permitido - -
pior
Produtos alternativos com classe III A, d0 ou pior Não permitidoa - -
Produtos alternativos com classe II B, d2 ou melhor Permitido 1. Dados de ensaio B.3.3.13
de reação ao fogo
2. Condutividade
térmica
3. Temperatura de
fusão
Inserção de isolante onde - Não permitidoa - -
não havia sido utilizado no
ensaio
Remoção total de isolante - Não permitidoa - -
de um sistema ensaiado
Aumento da espessura Isolante classe III A, d0 ou pior Não permitidoa - -
Diminuição da espessura Não permitidoa - -

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Tabela B.3 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 4: Isolante interno do drywall com LSF
Isolante interno do Aumento da espessura Isolante classe II B, d2 ou melhor Não permitidoa - -
drywall com LSF
Diminuição da espessura Não permitidoa - -
Aumento da densidade Isolante classe III A, d0 ou pior Não permitido - -
Diminuição da densidade Não permitido - -

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Aumento da densidade Isolante classe II B, d2 ou melhor Não permitido - -

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Diminuição da densidade Não permitido - -
Parâmetro 5: Placa de revestimento (aplicada ao sistema de drywall)
Placas de Adição de uma placa de Revestimento classe II B, d2 ou melhor Permitido Dados de ensaio de B.3.3.14
revestimento aplicada revestimento a um sistema reação ao fogo
ao sistema de drywall ensaiado sem nenhuma
placa de revestimento Revestimento classe III A, d0 ou pior Não permitido - -

Mudança de produto em Onde a placa de revestimento desempenhar Não permitido - -


um sistema ensaiado com uma função associada ao suporte do sistema de
uma placa de revestimento revestimento de fachada
Mudança do produto – onde a placa de Não permitido - -
revestimento não desempenhar qualquer função
associada ao suporte do sistema de revestimento
de fachada
Aumento da espessura Placas classe III A, d0 ou pior Não permitido - -
Diminuição da espessura Não permitido - -
Aumento da espessura Placas classe II B, d2 ou melhor Permitido 1. Espessura B.3.3.15
ensaiada
2. Número de
fixadores por área
Diminuição da espessura Não permitido - -
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Tabela B.3 (conclusão)

30
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 6: Membranas permeáveis
Membranas Mudança no tipo de produto Na face do isolante externo Não permitido - -
permeáveis
Entre as camadas de isolante Permitido Dados de ensaio de B.3.3.16
reação ao fogo
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Adição de membrana Na face do isolante externo Não permitido - -


Entre as camadas de isolante Não permitido - -

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Remoção de membrana Na face do isolante externo Não permitido - -
Entre as camadas de isolante Não permitido - -
a Isso não é permitido devido à preocupação de que qualquer chama que transpasse através do revestimento poderá ignizar isolantes de classe III A, d0 ou pior.
b Isso não é permitido devido à preocupação de que a inserção ou adição possa causar o aumento da temperatura na face externa do sistema de revestimento de fachada, particularmente
acima da câmara de combustão.
c Isso não é permitido devido à preocupação de que a remoção ou redução de isolantes possa causar o aumento do calor na superfície interna do sistema.
d Ver B.3.2.2 para diretrizes extras.

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B.3.3.2 Mudança de uma placa de revestimento interno ensaiada por uma placa
de revestimento alternativa

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando uma placa de revestimento ensaiada
é substituída por uma placa de revestimento alternativa que possua resistência ao fogo (EI) igual
ou maior que a do produto ensaiado, e que foi submetida a ensaio como parte integrante
de um sistema de revestimento interno similar. Adicionalmente, a placa de revestimento alternativa
deve possuir PCS, em MJ/kg, igual ou menor que o do produto ensaiado.

NOTA As placas de revestimento interno teriam resistência térmica desprezível comparativamente à dos
produtos isolantes utilizados no sistema de revestimento de fachada, e, portanto, essa substituição não
afetará o desempenho térmico de um ensaio de fachada seguindo as diretrizes desta Norma.

B.3.3.3 Aumento da espessura de uma placa de revestimento interno ensaiada

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando a espessura da placa de revestimento
alternativa for igual ou maior que a espessura da placa ensaiada.

B.3.3.4 Substituição de uma MCV ensaiada entre a placa de revestimento interno e a camada
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isolante por uma MCV alternativa

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando uma MCV ensaiada for substituída por
uma MCV alternativa que possua um PCS em MJ/m² igual ou menor que a do produto ensaiado.

NOTA Isso se aplica onde a MCV estiver no lado interno de qualquer isolação e, portanto, protegida
da ação direta do fogo durante o ensaio.

B.3.3.5 Remoção de uma MCV do sistema ensaiado

O resultado de ensaio será considerado válido se uma MCV for removida do sistema ensaiado.
É necessário que se tome o cuidado de não se gerar o risco de ocorrer condensação intersticial
ou penetração de água em razão da remoção das membranas.

B.3.3.6 Mudança da estrutura de montagem de aço que tem a função de suportar totalmente
ou parcialmente o peso do sistema de revestimento de fachada

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando a estrutura de perfis de aço ensaiada
(incluindo quaisquer placas de gesso, isolantes e placas de revestimento) for substituída por um LSF
alternativo que possua resistência ao fogo (REI) maior ou igual àquela da estrutura que foi ensaiada
e capacidade de suportar tanto o sistema de revestimento interno como o sistema de revestimento
de fachada.

B.3.3.7 Mudança do LSF que tem a função de suportar somente o peso das placas
de revestimento interno e do material isolante próprios

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando o LSF, que foi ensaiado como parte
integrante de um sistema de revestimento interno, for substituído por um LSF alternativo que possua
resistência ao fogo (EI) maior ou igual àquela que foi ensaiada. A comparação da resistência ao fogo
deve ser avaliada usando o mesmo revestimento e placas que foram utilizadas no ensaio de fachada.

NOTA 1 Para sistemas de armação que desempenham uma função portante para o revestimento
de fachada, ver B.3.3.6.

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B.3.3.8 Aumento da tensão de escoamento dos perfis I ou C de suporte

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando produtos ensaiados forem substituídos por
elementos de aço alternativos que possuam uma tensão de escoamento maior ou igual a dos produtos
ensaiados.

B.3.3.9 Aumento da altura da seção em perfis I ou C não isolados para suporte

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando os produtos ensaiados forem substituídos
com vigas de aço alternativas que possuam altura de seção maior ou igual a dos produtos ensaiados.

B.3.3.10 Aumento da bitola de perfis I ou C de suporte

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando os produtos ensaiados forem substituídos
com produtos alternativos que possuam uma bitola maior ou igual à dos produtos ensaiados.

B.3.3.11 Diminuição do espaçamento entre perfis I ou C de suporte

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando o espaçamento proposto entre os perfis for
menor que na situação ensaiada.
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B.3.3.12 Mudança de um produto isolante para revestimento interno com classificação


de ensaio III A, d0 ou pior para um produto isolante para revestimento interno com classificação
II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando o produto isolante classe III A, d0
ou pior do revestimento interno for substituído por um produto classe II B, d2 ou melhor e que possua
resistência térmica igual à do produto ensaiado.

NOTA O aumento da resistência térmica da camada de isolação pode afetar negativamente o desempenho
térmico no ensaio.

B.3.3.13 Mudança de um produto isolante para revestimento interno com classificação


de ensaio II B, d2 ou melhor para um produto com classificação II B, d2 ou para um produto
de preenchimento melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando o produto isolante do revestimento interno
que foi ensaiado for substituído por um produto isolante alternativo com classe II B, d2 ou melhor
e que possua uma resistência térmica igual à do produto ensaiado, temperatura de fusão maior
ou igual a do produto ensaiado e PCS, em MJ/kg, igual ou menor ao do produto ensaiado.

NOTA O aumento da resistência térmica da camada de isolação pode afetar negativamente o desempenho
térmico no ensaio.

B.3.3.14 Adição de uma placa de revestimento de classificação II B, d2 ou melhor a um sistema


ensaiado com ou sem uma placa de revestimento

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando placas de revestimento adicionais
classe II B, d2 forem adicionadas ao sistema ensaiado.

B.3.3.15 Aumento da espessura de uma placa de revestimento com classificação II B, d2


ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando se aumenta a espessura das placas
de revestimento ensaiadas, com classe II B, d2 ou melhor, desde que sejam providos fixadores

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suficientes, de mesmo material que foi ensaiado e com bitolas iguais ou maiores que sejam capazes
de suportar o peso adicional devido ao aumento da espessura.

B.3.3.16 Mudança de uma membrana permeável ensaiada entre camadas de isolante para
um produto alternativo

O resultado de ensaio será considerado válido quando uma membrana permeável, localizada entre
as camas de isolação, for substituída com uma membrana alternativa que possua um PCS, em MJ/m²,
igual ou menor que a do produto ensaiado.

B.3.4 Sistemas de fachadas ventiladas e isoladas que compõem barreiras contra


a chuva aplicados a estruturas de alvenaria ou LSF

NOTA 1 Sistemas típicos de fachadas que compõem barreiras contra a chuva aplicados a estruturas
de alvenaria são descritos no Anexo C, C.3.

NOTA 2 Sistemas típicos de fachadas que compõem barreiras contra a chuva aplicados a um LSF são
descritos no Anexo C, C.4.
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B.3.4.1 Geral

Para um dado parâmetro ou produto avaliado como parte de um sistema ensaiado, deve ser
estabelecido, com base na linha pertinente da Tabela B.4, se a variação proposta é permitida.
Se a Tabela B.4 indicar que a variação é permitida, deve-se seguir a regra correspondente durante
a implementação.

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Tabela B.4 – Mudanças em sistemas de fachadas ventiladas que compõem barreiras contra a chuva aplicadas a estruturas

34
de alvenaria ou LSF (continua)
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 1: Camada(s) de isolação
Isolação (aplicada Mudança do tipo de Produto classe III A, d0 ou pior para um classe II B, Não permitido - -
à face externa do isolante d2 ou melhor
substrato)
Produto classe II B, d2 ou melhor para um classe I Não permitido - -
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Produto classe I para um classe II B, d2 ou melhor Não permitido - -

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ou para um classe III A, d0 ou pior
Produto classe II B, d2 ou melhor para um classe Não permitido - -
III A, d0 ou pior
Isolante (aplicado Mudança para um produto Lã de vidro, lã de rocha ou espuma de vidro com Não permitido - -
à face externa do incombustível alternativo ponto de fusão maior
substrato) (de classificação I)
Lã de vidro, lã de rocha ou espuma de vidro com Não permitido - -
ponto de fusão menor
Mudança para um produto Lã de vidro, lã de rocha ou espuma de vidro com Não permitido - -
alternativo de classificação ponto de fusão maior
II B, d2 ou melhor
Lã de vidro, lã de rocha ou espuma de vidro com Não permitido - -
ponto de fusão menor
Mudança para um produto - Não permitido - -
alternativo de classificação
III A, d0 ou pior
Modificações químicas em Poliestireno extrudado (XPS) Não permitido - -
um produto isolante do
mesmo tipo que o ensaiado
e de classificação III A, d0

Poliestireno expandido (EPS) Não permitido - -


PUR/PIR Não permitido - -
Espuma fenólica Não permitido - -
Aumento da densidade Todos os produtos isolantes Não permitido - -
Diminuição da densidade Não permitido - -

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Tabela B.4 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 1: Camada(s) de isolação
Isolante (aplicado Aumento de conteúdo Isolantes incombustíveis (classificação I) Permitido Dados de ensaio de B.3.4.2
à face externa do orgânico de adesivos e reação ao fogo
substrato) aditivos
Diminuição de conteúdo Permitido Resistência ao B.3.4.3
orgânico de adesivos e arrancamento da

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aditivos ancoragem
Aumento de conteúdo Isolantes de classificação II B, d2 ou melhor Permitido Dados de ensaio de B.3.4.4

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orgânico de adesivos e reação ao fogo
aditivos
Diminuição de conteúdo Permitido Resistência ao B.3.4.5
orgânico de adesivos e arrancamento da
aditivos ancoragem
Aumento da espessura Produtos de classificação II B, d2 ou melhor Não permitido - -
Diminuição da espessura Não permitido - -
Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.4.6
o mínimo e o máximo máxima ensaiada
ensaiados em um mesmo
sistema
Aumento da espessura Produtos EPS/XPS Não permitido - -
Diminuição da espessura Não permitido - -
Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.4.7
o mínimo e o máximo máxima ensaiada
ensaiados em um mesmo
sistema
Aumento da espessura Produtos PUR/PIR Não permitido - -
Diminuição da espessura Não permitido - -
Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.4.8
o mínimo e o máximo máxima ensaiada
ensaiados em um mesmo
sistema
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Tabela B.4 (continuação)

36
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 1: Camada(s) de isolação
Isolante (aplicado Aumento da espessura Produtos feitos de espuma fenólica Não permitido - -
à face externa do
substrato) Diminuição da espessura Não permitido - -
Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.4.9
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o mínimo e o máximo máxima ensaiada


ensaiados em um mesmo

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sistema
Camada frontal (caso Camada de cobrimento Todos os produtos isolantes Permitido (ver Dados de ensaio de B.3.4.10
aplicável) incluindo alternativa ou adesivo nota relativa à reação ao fogo
qualquer adesivo alternativo regra)
Produto de Mudança de produto Não permitido - -
encapsulamento com
resistência ao fogo
Parâmetro 2: Fixadores e ancoragem da isolação
Produto de fixação da Mudança no tipo de produto Fixadores de plástico e de metal Permitido 1. Temperatura de B.3.4.11
ancoragem fusão
2. Resistência ao
arrancamento do
substrato requerido
3. Resistência ao
perfuramento através
do isolante requerido
Aumento do número de Permitido Frequência de B.3.4.12
fixadores por unidade de fixadores por unidade
área de área que foram
usados no ensaio
Diminuição do número de Não permitido - -
fixadores por unidade de
área

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Tabela B.4 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 3: Membrana permeável
Membranas Mudança no tipo de produto Na face externa do isolante Não permitido - -
permeáveis
Entre as camadas de isolação Permitido Dados de ensaio de B.3.4.13
reação ao fogo
Adição de uma membrana Na face externa do isolante Não permitido - -

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Entre as camadas de isolação Não permitido - -

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Remoção de uma Na face externa do isolante Não permitido - -
membrana
Entre as camadas de isolação Não permitido - -
Parâmetro 4: Cavidades
Cavidades Aumento ou diminuição da Largura da cavidade interna (distância entre a face Permitido Largura mínima B.3.4.14
largura de uma cavidade anterior do isolante externo e o substrato de ensaio e máxima das
ou placa de revestimento) cavidades durante o
ensaio
Aumento ou diminuição da Largura da cavidade externa (distância entre a face Permitido Largura mínima B.3.4.15
largura de uma cavidade externa do isolante e a face anterior da fachada) e máxima das
cavidades durante o
ensaio
Parâmetro 5: Barreiras de compartimentação de cavidades
Barreira fechada de Mudança para um produto Vertical Não permitido - -
compartimentação de alternativo
cavidade Horizontal Não permitido - -

Barreira aberta de Mudança para um produto Vertical e horizontal Não permitido - -


compartimentação de alternativo
cavidade
Todos os tipos Adição de barreiras extras Número e concentração de barreiras de Permitido - B.3.4.16
para compartimentação de compartimentação de cavidades
cavidades
Redução no número Não permitido - -
de barreiras de
compartimentação de
cavidades
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Tabela B.4 (continuação)

38
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 5: Barreiras de compartimentação de cavidades
Todos os tipos Aumento no número de Juntas e emendas entre barreiras de Não permitido - -
juntas por unidade linear compartimentação adjacentes
Diminuição no número de Permitido - B.3.4.17
juntas por unidade linear
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Aumento do número de Fixadores e suportes para barreiras de Não permitido - -

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dispositivos de fixação compartimentação de cavidades
Diminuição do número de Permitido - B.3.4.18
dispositivos de fixação
Aumento da largura Largura da barreira ou da cavidade (distância entre Não permitido - -
da barreira de o substrato e o revestimento da fachada)
compartimentação de
cavidade
Diminuição da Não permitido - -
largura da barreira de
compartimentação de
cavidade
Aumento da profundidade Profundidade da barreira de compartimentação de Permitido - B.3.4.19
da barreira de cavidade
compartimentação de
cavidade
Diminuição da Não permitido - -
profundidade da barreira
de compartimentação de
cavidade
Parâmetro 6: Produto externo da fachada / Dimensões / Juntas / Fixadores / Acabamento da superfície
Painel de fachada Produto ou material Mudança de um produto ensaiado na fachada para Permitido Peso por unidade de B.3.4.20
alternativo tijolo ou concreto com espessura mínima de 75 área
mm
Mudança de um produto ensaiado na fachada Não permitido - -
para qualquer outro material que não seja tijolo ou
concreto com espessura mínima de 75 mm

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Tabela B.4 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 6: Produto externo da fachada / Dimensões / Juntas / Fixadores / Acabamento da superfície
Mudanças Aumento da espessura Produtos de classificação III A, d0 ou pior Não permitido - -
dimensionais nos
painéis de fachada Diminuição da espessura Não permitido - -
ensaiados Aumento da espessura Produtos de classificação II B, d2 ou melhor Não permitido - -
Diminuição da espessura Não permitido - -

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Todas as espessuras Permitido Espessuras mínima e B.3.4.21

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entre o mínimo e máximo máxima ensaiada
ensaiado num mesmo
sistema
Aumento da largura do - Permitido Largura do painel B.3.4.22
painel ensaiado
Diminuição da largura do Não permitido - -
painel
Aumento do comprimento - Permitido Comprimento (altura) 0
do painel (altura) do painel ensaiado
Diminuição do comprimento Não permitido - -
do painel (altura)
Revestimentos de Substituição de um Cobrimento de superfície destinado unicamente à Permitido Dados de ensaio de B.3.4.24
superfície e cor dos cobrimento ensaiado por decoração reação ao fogo
painéis de fachada um alternativo de mesmo
tipo, mas de cor diferente
Diminuição da espessura Permitido Espessura do B.3.4.25
do cobrimento ensaiado cobrimento ensaiado
Aumento da espessura do Permitido 1. Espessura do B.3.4.26
cobrimento ensaiado (até cobrimento
200 μm) 2. Conteúdo
orgânico (% massa)
do cobrimento
Aumento da espessura Não permitido - -
do cobrimento ensaiado
(acima de 200 μm)
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Tabela B.4 (continuação)

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Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 6: Produto externo da fachada / Dimensões / Juntas / Fixadores / Acabamento da superfície
Revestimentos de Substituição de um Cobrimento de superfície que forneça proteção Não permitido - -
superfície e cor dos cobrimento ensaiado que contra incêndio ao revestimento externo de
painéis de fachada forneça proteção contra fachada
incêndio ao revestimento
externo por outro com
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mesma função

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Substituição de um Permitido Dados de ensaio de B.3.4.27
cobrimento ensaiado que reação ao fogo
forneça proteção contra
incêndio ao revestimento
externo por um mesmo
cobrimento, mas de outra
cor
Diminuição da espessura Não permitido - -
do produto de cobrimento
Aumento da espessura do Não permitido - -
produto de cobrimento
Cobrimento de Substituição de um - Permitido Dados de ensaio de B.3.4.28
superfície cor dos cobrimento ensaiado com reação ao fogo
painéis de fachada função de decoração
somente por um com
proteção contra incêndio
Substituição de um - Não permitido - -
cobrimento ensaiado com
proteção contra incêndio
por um com função de
decoração somente
Junta entre os painéis Mudança no tipo de junta Sistema com juntas abertas para sistema com Permitido - B.3.4.29
(caso aplicável) juntas fechadas
Sistema com juntas fechadas para sistema com Não permitido - -
juntas abertas
Aumento da área de junta Sistema de juntas abertas Não permitido - -
aberta entre os painéis

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Tabela B.4 (conclusão)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra
Parâmetro 6: Produto externo da fachada / Dimensões / Juntas / Fixadores / Acabamento da superfície
Junta entre os painéis Diminuição da área de junta Sistema de juntas abertas Permitido Área da junta aberta B.3.4.30
(caso aplicável) aberta ensaiada
Área de juntas abertas Permitido Área aberta mínima e B.3.4.31
entre o mínimo e máximo máxima ensaiada
ensaiados em um mesmo

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sistema
Barreiras térmicas Mudança no tipo de produto - Permitido 1. Temperatura de B.3.4.32

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fusão
2. Temperatura de
amolecimento
3. Resistências à
compressão
4. Dados de ensaio
de reação ao fogo
Remoção - Permitido - B.3.4.33
Concentração ou Aumento do espaçamento - Não permitido - -
espaçamento dos (diminuição na
suportes ou fixadores concentração)
Diminuição do - Permitido Relatório de ensaio B.3.4.34
espaçamento (aumento na com base nesta
concentração) Norma
Material do suporte do Metal Material metálico alternativo para suporte Permitido Temperatura de B.3.4.35
painel fusão dos fixadores
metálicos
Madeira - Não permitido - -
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B.3.4.2 Aumento de conteúdo orgânico em isolantes incombustíveis (classe de reação


ao fogo I)

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades maiores de material orgânico
(adesivos) no produto isolante incombustível (classe de reação ao fogo I), desde que o PCS,
em MJ/kg, seja igual ou menor que o do produto ensaiado.

B.3.4.3 Diminuição de conteúdo orgânico em isolantes incombustíveis (classe de reação


ao fogo I)

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades menores de material orgânico
(adesivos) no produto isolante incombustível (classe de reação ao fogo I, desde que a resistência
ao perfuramento seja mantida, quando ensaiada de acordo com a BS EN 16382.

B.3.4.4 Aumento de conteúdo orgânico em isolantes de classificação II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades maiores de material orgânico
(adesivos) no produto isolante de classificação II B, d2 ou melhor, desde que o PCS, em MJ/kg, seja
igual ou menor que o do produto ensaiado.
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B.3.4.5 Diminuição de conteúdo orgânico em isolantes de classificação II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades menores de material orgânico
(adesivos) no produto isolante de classificação II B, d2 ou melhor, desde que a resistência
ao perfuramento seja mantida, quando ensaiada de acordo com a BS EN 16382.

B.3.4.6 Espessura intermediária entre as espessuras mínima e máxima ensaiadas


em um isolante de classificação II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema incorporando um isolante de classificação


II B, d2 ou melhor deve ser considerado válido para todas as espessuras entre a mínima e a máxima
ensaiadas.

B.3.4.7 Espessura intermediária em isolantes de poliestireno expandido ou extrudado que


foram ensaiados

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema incorporando um isolante de poliestireno


expandido ou extrudado deve ser considerado válido para todas as espessuras entre a mínima
e a máxima ensaiadas.

B.3.4.8 Espessura intermediária de espumas isolantes PUR/PIR que foram ensaiadas

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema incorporando uma espuma isolante
PUR/PIR deve ser considerado válido para todas as espessuras entre a mínima e a máxima ensaiadas.

B.3.4.9 Espessura intermediária de espumas isolantes fenólicas que foram ensaiadas

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema incorporando uma espuma isolante
fenólica deve ser considerado válido para todas as espessuras entre a mínima e a máxima ensaiadas.

B.3.4.10 Mudança da camada de cobertura, incluindo qualquer adesivo

O resultado de ensaio deve ser considerado válido caso a camada frontal for substituída por uma
alternativa (incluindo o adesivo) com PCS, em MJ/m2, igual ou menor que o do produto ensaiado.

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B.3.4.11 Mudança do tipo de fixador ou ancoragem do isolante

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se os fixadores forem substituídos por um tipo
alternativo em que todos os seguintes critérios são atendidos.

● A temperatura de fusão dos fixadores é igual ou maior que a dos fixadores ensaiados.

● A resistência ao arrancamento dos fixadores alternativos, medida de acordo com a BS EN 16382,


é igual ou maior que a dos fixadores ensaiados junto com a fachada (determinada com o substrato
que será utilizado).

● A resistência ao perfuramento dos fixadores alternativos, medida de acordo com a BS EN 16382,


é igual ou maior que a dos fixadores ensaiados junto com a fachada (determinada em conjunto
com o isolante que será aplicado).

B.3.4.12 Aumento do número de fixadores ou ancoragens por unidade de área

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o número de fixadores, por unidade de área,
usados na prática for maior que o número usado durante o ensaio.
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B.3.4.13 Mudança de uma membrana permeável ensaiada, localizada entre as camadas


de isolação, para um produto alternativo

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando a membrana permeável localizada entre as
camadas isolantes for substituída por uma membrana alternativa que possua PCS, em MJ/m2, igual
ou menor que a do produto ensaiado.

B.3.4.14 Aumento ou diminuição da largura da cavidade situada entre a face anterior


do isolante externo e o substrato ou placa de revestimento (largura da cavidade interna)

O resultado de ensaio de pior desempenho deve ser considerado válido para qualquer largura
de cavidade interna entre o mínimo e o máximo ensaiados.

B.3.4.15 Aumento ou diminuição da largura da cavidade localizada entre a face frontal


do isolante e a face anterior da fachada (largura da cavidade externa)

O resultado de ensaio de pior desempenho deve ser considerado válido para qualquer largura
de cavidade externa entre o mínimo e o máximo ensaiados.

B.3.4.16 Número e concentração de cavidades

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o número de barreiras de compartimentação


de cavidades por unidade de área no sistema de fachada for aumentado em relação ao número
ensaiado. Nenhuma junta ou emenda entre as extremidades das barreiras de compartimentação
de cavidade ou selagem resistentes ao fogo deve coincidir com quaisquer juntas nos painéis
de fachada, a menos que ensaiados dessa forma.

B.3.4.17 Número e concentração de juntas e emendas entre barreiras de compartimentação


adjacentes

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o número de juntas e emendas, por unidade
linear entre as barreiras de compartimentação de cavidades ou selagem, usados na prática for menor
que a concentração usada durante o ensaio. Nenhuma junta ou emenda entre as extremidades

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das barreiras de compartimentação de cavidade ou selagem resistentes ao fogo deve coincidir com
quaisquer juntas nos painéis de fachada, a menos que ensaiados dessa forma.

B.3.4.18 Fixadores e suportes das barreiras de compartimentação de cavidades

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a distância entre os fixadores ou suportes
usados na fixação das barreiras de compartimentação de cavidades ao substrato, na prática, for
menor que a distância durante o ensaio.
NOTA A presença de fixações adicionais (com mais frequência) pode aumentar a segurança dessas
barreiras.

B.3.4.19 Profundidade da barreira de compartimentação de cavidade

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a profundidade das barreiras de compartimentação
de cavidades for aumentada em relação à profundidade ensaiada. Isto não é o mesmo que fazer
a substituição do produto, pois todas as outras características devem permanecer inalteradas.

B.3.4.20 Mudança de revestimento de fachada ensaiado para tijolo ou concreto

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o produto ensaiado for substituído por tijolo
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ou concreto de espessura mínima de 75 mm, desde que a estrutura de suporte seja projetada
em conformidade com normas brasileiras específicas.

B.3.4.21 Espessura intermediária de um painel de fachada de classificação II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema que incorpora um produto


de classificação II B, d2 ou melhor deve ser considerado válido para todas as espessuras entre
a mínima e a máxima ensaiada, desde que os painéis sejam fixados ao substrato da parede pelo
sistema de suporte usado para o painel ensaiado com a maior espessura.

B.3.4.22 Aumento da largura do painel de fachada

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a largura do painel de revestimento for
aumentada em comparação com a largura ensaiada, desde que a carga suportada por cada fixação
não seja maior que a ensaiada. Nenhuma junta ou emenda entre as extremidades das barreiras
de compartimentação de cavidade deve coincidir com quaisquer juntas nos painéis de fachada,
a menos que ensaiados dessa forma.

B.3.4.23 Aumento do comprimento (altura) do painel de fachada

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o comprimento (altura) dos painéis
de revestimento for aumentado em relação ao ensaiado, desde que a carga por fixação não seja
maior que a ensaiada. Nenhuma junta entre as barreiras de compartimentação de cavidades deve
coincidir com as juntas do painel, a menos que ensaiado como tal. Para sistemas de juntas abertas,
deve-se cuidar para que a distância entre a junta horizontal do painel e a barreira de compartimentação
de cavidade não seja menor do que a ensaiada.

B.3.4.24 Substituição de um produto de cobrimento destinado unicamente à decoração por


outro com a mesma função

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o revestimento decorativo for substituído por
um revestimento decorativo alternativo que possua PCS, em MJ/m2, igual ou menor que a do produto
ensaiado.
NOTA Embora a cor possa influenciar no resultado de ensaio, isto depende geralmente do PCS
do cobrimento.

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B.3.4.25 Diminuição da espessura de um produto de cobrimento de superfície destinado


unicamente à decoração

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a espessura do revestimento decorativo na face
externa do painel de fachada for diminuída.

B.3.4.26 Aumento da espessura de um produto de cobrimento de superfície destinado


unicamente à decoração

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a espessura do revestimento decorativo


ensaiado for aumentada até o limite de 200 μm, desde que o conteúdo orgânico do cobrimento seja
menor do que 5% do seu peso.

B.3.4.27 Substituição de um cobrimento ensaiado que forneça proteção contra incêndio


a painéis de fachada por um de mesmo cobrimento, mas de outra cor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o cobrimento ensaiado que forneça proteção
contra incêndio aos painéis de revestimento for substituído por um revestimento alternativo do mesmo
tipo, mas com uma cor diferente, desde que possua um PCS, MJ/m2 igual ou menor que o produto
ensaiado.
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NOTA Embora a cor possa influenciar no resultado de ensaio, isto depende geralmente do PCS
do cobrimento.

B.3.4.28 Substituição de um cobrimento ensaiado destinado unicamente à decoração por


um cobrimento que forneça proteção contra incêndio

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o revestimento decorativo for substituído por
um cobrimento que forneça proteção contra incêndio à fachada, desde que possua PCS, em MJ/m2,
igual ou menor que a do produto ensaiado.

B.3.4.29 Mudança de um sistema de juntas abertas para um sistema de juntas fechadas nos
painéis de fachada

Se um sistema de painéis de junta aberta tiver sido ensaiado, o resultado do ensaio será considerado
válido se um sistema articulado for usado, desde que qualquer produto de junta, selagem ou tira
possua classificação II B, d2 ou melhor.

B.3.4.30 Diminuição no número de juntas entre os painéis de fachada (quando aplicável)

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para um sistema de painéis com menos juntas
abertas (resultando em uma menor área aberta entre os painéis), por unidade de área, em relação
ao que foi ensaiado.

B.3.4.31 Juntas intermediárias abertas em produtos de mesmo tipo na fachada

O resultado de ensaio com o pior desempenho deve ser considerado válido para todas as áreas
de junta aberta entre as larguras mínima e máxima ensaiadas.

B.3.4.32 Mudança de uma barreira térmica

O resultado do ensaio deve ser considerado válido se as barreiras térmicas utilizadas no corpo
de prova forem substituídas por um produto alternativo que atenda a todas as seguintes características
em relação ao produto ensaiado.

● Ponto de fusão igual ou superior.

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● Temperatura de amolecimento igual ou superior.

● Resistência à compressão igual ou superior.

● PCS, em MJ/kg igual ou inferior.

B.3.4.33 Remoção de uma barreira térmica

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a barreira térmica usada no corpo de prova for
removida.

B.3.4.34 Número e espaçamento de suportes ou fixadores

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o número de fixações por área, do mesmo
tipo, utilizadas para suportar o revestimento de fachada no corpo de prova for maior e desde que
o espaçamento entre as fixações seja igual ou menor que aquele ensaiado.

B.3.4.35 Substituição de um suporte ou fixador de metal por outro produto de mesma função
no sistema
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O resultado do ensaio deve ser considerado válido se o suporte ou fixação de metal do sistema usado
no ensaio for substituído por um produto com um ponto de fusão igual ou maior e que forneça uma
função de suporte igual ou maior.

NOTA Não é permitido aplicar essa mesma regra aos sistemas de suporte de madeira devido
a preocupações relacionadas à carga de incêndio associada a seções maiores de madeira.

B.3.5 Sistema de isolação térmica externa com revestimento

NOTA 1 Os sistemas de isolação térmica externa aplicados a um substrato de alvenaria são descritos
em C.5.

NOTA 2 Os sistemas de isolação térmica externa aplicados a um LSF com uma chapa de substrato estão
descritos em C.6.

B.3.5.1 Geral

Para um dado parâmetro ou produto avaliado como parte de um sistema ensaiado, deve ser
estabelecido, por uso da linha correspondente na Tabela B.5, quando a variação proposta for permitida.
Se a Tabela B.5 indicar que a variação é permitida, deve-se seguir a regra correspondente durante
a implementação.

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Tabela B.5 – Mudanças em um sistema de isolação térmica externa com revestimento (continua)
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 1: Métodos e produtos para fixação do sistema de isolação no substrato

Geral Mudança no método de - Não - -


fixação permitido

Sistema de isolação Mudança no tipo de Pó reagente à água ou adesivos pastosos Não - -


preso ao substrato produto permitido
somente por meio de

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adesivo Aumento na taxa/quantia Não - -
de cobertura permitido

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Diminuição na taxa/quantia Permitido 1. Taxa de cobertura B.3.5.2
de cobertura de adesivo (kg/m²)
2. Determinação
da resistência ao
arrancamento do
sistema de isolação
térmica externa com
revestimento
(BS EN 13495)

Mudança no tipo de Espumas adesivas (PUR/PIR) Não - -


produto permitido

Aumento na taxa/quantia Não - -


de cobertura permitido

Diminuição na taxa/quantia Permitido Taxa de cobertura de B.3.5.3


de cobertura adesivo (kg/m²)

Qualquer taxa de cobertura Todos os tipos de adesivos Permitido Taxa de cobertura B.3.5.4
entre a mínima e a máxima mínima e máxima
ensaiadas em um mesmo ensaiada
sistema

Aplicações de placas com Não - -


pastas adesivas permitido
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Tabela B.5 (continuação)

48
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 1: Métodos e produtos para fixação do sistema de isolação no substrato

Isolante ligado Aumento na taxa/quantia Adesivos que não possuam conteúdo orgânico Permitido Taxa de cobertura B.3.5.5
e fixado de cobertura (kg/m²) e química do
mecanicamente ao Diminuição na taxa/quantia adesivo
substrato de cobertura
Adesivos que possuam conteúdo orgânico Não - -
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permitido

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Diminuição na taxa/quantia - Não - -
de cobertura permitido

Aumento do número de - Permitido Número de B.3.5.6


fixadores por unidade de fixadores, por metros
área quadrados (m²),
usados no ensaio

Diminuição do número de Não - -


fixadores por unidade de permitido
área

Qualquer taxa de cobertura - Permitido Taxas de cobertura B.3.5.7


e número de fixadores mínima e máxima
entre o mínimo e o máximo ensaiadas
ensaiados em um mesmo
sistema

Isolante preso Aumento Número de fixadores por unidade de área Permitido Número de B.3.5.8
mecanicamente ao fixadores, por metros
substrato e não por quadrados (m²),
adesivos usados no ensaio

Diminuição Não - -
permitido

Qualquer número de Permitido Número mínimo B.3.5.9


fixadores entre o mínimo e máximo de
e o máximo ensaiados em fixadores, por metros
um mesmo sistema quadrados (m²),
usados no ensaio

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Tabela B.5 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 2: Produtos isolantes

Mudança no tipo de Substituição de um produto - Não - -


isolante ensaiado classe III A, d0 ou permitido
pior por um classe II B, d2
ou melhor

Substituição de um produto - Não - -

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ensaiado classe II B, d2 ou permitido
melhor por um classe I

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Substituição de um produto - Não - -
ensaiado classe I por um permitido
de qualquer outra classe

Substituição de um produto - Não - -


ensaiado classe II B, d2 ou permitido
melhor por um classe III A,
d0 ou pior

Mudança para um produto Lã mineral ou espuma de vidro com um ponto de Não - -


incombustível alternativo fusão maior permitido

Lã mineral ou espuma de vidro com um ponto de Não - -


fusão menor permitido

Mudança para um produto Lã mineral ou espuma de vidro com um ponto de Não - -


alternativo classe II B, d2 fusão maior permitido
ou melhor
Lã mineral ou espuma de vidro com um ponto de Não - -
fusão menor permitido

Mudança para um produto - Não - -


alternativo classe III A, d0 permitido
ou pior

Variações em um Mudanças químicas no Poliestireno extrudado (XPS) Não - -


isolante de mesmo adesivo de mesmo tipo permitido
tipo
Poliestireno expandido (EPS) Não - -
permitido
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Tabela B.5 (continuação)

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Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 2: Produtos isolantes

Variações em um Mudanças químicas no PUR/PIR Não - -


isolante de mesmo adesivo de mesmo tipo permitido
tipo
Espuma fenólica Não - -
permitido
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Fibra mineral Não - -

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permitido

Aumento da densidade Todos os tipos de isolantes da parte central Não - -


permitido

Diminuição da densidade Não - -


permitido

Aumento do conteúdo Isolantes incombustíveis (classe de reação ao Permitido Dados de ensaio de B.3.5.10
orgânico em adesivos fogo I) reação ao fogo

Diminuição do conteúdo Permitido Resistência ao B.3.5.11


orgânico em adesivos perfuramento da
ancoragem tanto do
produto ensaiado
quanto do alternativo

Aumento do conteúdo Isolantes de classe II B, d2 ou melhor, exceto Permitido Dados de ensaio de B.3.5.12
orgânico em adesivos classe I reação ao fogo

Diminuição do conteúdo Permitido Resistência ao B.3.5.13


orgânico em adesivos perfuramento da
ancoragem tanto do
produto ensaiado
quanto do alternativo

Aumento da espessura Isolantes de classe II B, d2 ou melhor Não - -


permitido

Diminuição da espessura Não - -


permitido

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Tabela B.5 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 2: Produtos isolantes

Variações em um Todas as espessuras entre - Permitido Espessura mínima e B.3.5.14


isolante de mesmo a mínima e a máxima máxima ensaiada
tipo ensaiadas

Aumento da espessura Produtos EPS/XPS Não - -


permitido

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Diminuição da espessura Não - -

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permitido

Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.5.15


a mínima e a máxima máxima ensaiada
ensaiadas

Aumento da espessura Produtos PUR/PIR Não - -


permitido

Diminuição da espessura Não - -


permitido

Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.5.16


a mínima e a máxima máxima ensaiada
ensaiadas

Aumento da espessura Espumas fenólicas Não - -


permitido

Diminuição da espessura Não - -


permitido

Todas as espessuras entre Permitido Espessura mínima e B.3.5.17


a mínima e a máxima máxima ensaiada
ensaiadas

Camada da frente Tipo de produto alternativo Todos os isolantes Permitido – Dados de ensaio de B.3.5.18
(caso aplicável) ver nota à reação ao fogo
incluindo qualquer regra
adesivo
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Tabela B.5 (continuação)

52
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 3: Barreira de compartimentação

Barreira de Mudança de produto - Não - -


compartimentação permitido

Diminuição de - Não - -
profundidade permitido
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Aumento de profundidade - Permitido - B.3.5.19

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Parâmetro 4: Camada de base

Camada de base Mudança de produto - Não - -


permitido

Diminuição de espessura - Não - -


permitidoa)

Aumento de espessura - Não - -


permitido

Parâmetro 5: Reforço da camada de base

Reforço da camada Mudança de tipo de Fibra de vidro, malhas metálicas e poliméricas Não - -
de base produto permitidob)

Adição de camadas extras Não - -


de reforço permitido

Parâmetro 6: Camada adesiva

Camada adesiva Mudança de produto Todos os produtos Permitido Dados de ensaio de B.3.5.20
reação ao fogo

Diminuição de espessura Permitido - B.3.5.21

Aumento de espessura Não - -


permitido

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Tabela B.5 (conclusão)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 7: Revestimento final

Revestimento final Mudança de produto Todos os produtos Não - -


permitido

Diminuição de espessura Não - -


permitido

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Aumento de espessura Não - -
permitido

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Parâmetro 8: Revestimentos decorativos

Revestimentos Mudança de produto Todos os produtos Permitido Dados de ensaio de B.3.5.22


decorativos reação ao fogo

Diminuição de espessura Permitido - B.3.5.23

Aumento de espessura Não - -


permitido

Parâmetro 9: Produtos auxiliares

Produtos auxiliares Mudança do tipo ou Todos os produtos Não - -


quantidade permitido:
quando
produtos
auxiliares
forem usados
em qualquer
ensaio, estes
devem ser
descritos nos
relatórios
e seu uso
replicado na
prática
a Pode ser possível para alguns tipos de isolação térmica permaneçam em estado sólido durante o ensaio, porém, maiores evidências são necessárias antes que alguma diretriz possa
ser confirmada.
b O resultado de ensaio é válido somente para o produto ensaiado.
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B.3.5.2 Diminuição da quantidade ou taxa de cobertura de adesivos reagentes à água


ou pastosos

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para um mesmo produto adesivo com uma
taxa de cobertura e espessura igual ou menor, desde que qualquer redução na quantidade ou taxa
de cobertura de adesivo seja suficiente para suportar completamente o sistema de isolação térmica
externa com revestimento.

B.3.5.3 Diminuição da quantidade ou taxa de cobertura dos adesivos de poliuretano

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para o mesmo produto adesivo com uma taxa
de cobertura e espessura igual ou menor, desde que qualquer redução na quantidade ou taxa
de cobertura seja suficiente para suportar completamente o sistema de isolação térmica externa com
revestimento.

B.3.5.4 Taxas intermediárias de cobertura de adesivo - Sistemas que contenham somente


adesivos

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para qualquer taxa de cobertura entre a mínima
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e a máxima ensaiadas em um mesmo sistema. A espessura do isolamento deve ser proporcionada


de forma equivalente.

B.3.5.5 Aumento da quantidade de adesivo (sem conteúdo orgânico) para união do sistema
de isolamento externo ao substrato – Fixado com adesivo e de forma mecânica

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para uma quantidade de adesivo ou taxa
de cobertura igual ou maior, desde que o adesivo não possua nenhum conteúdo orgânico.

B.3.5.6 Aumento do número de dispositivos de fixação mecânica para união do isolamento


externo do sistema ao substrato - Sistemas unidos por adesivos e por fixação mecânica

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para um número de fixações igual ou maior.

B.3.5.7 Taxas intermediárias de cobertura de adesivo e frequência de fixadores – Sistemas


unidos por adesivo e por fixação mecânica

O resultado do ensaio deve ser considerado válido para qualquer taxa de cobertura ou número
de fixações entre o mínimo e o máximo ensaiados em um mesmo sistema. A espessura do isolamento
deve ser proporcionada de forma equivalente.

B.3.5.8 Aumento do número de dispositivos de fixação mecânica para união do isolamento


externo do sistema ao substrato - Sistemas unidos ao substrato somente por dispositivos
de fixação mecânica

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para um número de fixações do mesmo tipo igual
ou maior para:

 a) conjuntos de fixação puramente mecânica; e

 b) conjuntos de fixação mecânica e com adesivos suplementares. Neste caso, o resultado do ensaio
deve ser válido para todas as taxas de cobertura de adesivo.

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B.3.5.9 Número intermediário de fixações - Sistemas fixados ao substrato somente por


dispositivos de fixação mecânica

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para qualquer número de fixações, por unidade
de área, entre o mínimo e máximo ensaiado num mesmo sistema. A espessura do isolamento deve
ser proporcionada de forma equivalente.

B.3.5.10 Aumento do conteúdo orgânico nos produtos isolantes incombustíveis

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades maiores de conteúdo orgânico
em adesivos de isolantes incombustíveis que foram ensaiados, desde que isso não resulte em aumento
do PCS, em MJ/kg.

B.3.5.11 Diminuição do conteúdo orgânico nos produtos isolantes incombustíveis

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades menores de conteúdo orgânico
em adesivos de isolantes incombustíveis que foram ensaiados, desde que a resistência ao perfuramento
seja mantida, quando ensaiada conforme a BS EN 16382.

B.3.5.12 Aumento do conteúdo orgânico nos produtos isolantes de classe II B, d2 ou melhor


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O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades maiores de conteúdo orgânico
(adesivos) do produto isolante ensaiado de classe II B, d2 ou melhor, desde que não possua um PCS,
em MJ/kg, maior do que o ensaiado.

B.3.5.13 Diminuição do conteúdo orgânico nos produtos isolantes de classe II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades menores de conteúdo orgânico
(adesivos) em um isolante ensaiado de classe II B, d2 ou melhor, desde que a sua resistência
ao perfuramento seja mantida, quando ensaiada conforme a BS EN 16382.

B.3.5.14 Espessura intermediária entre a mínima e máxima ensaiada em produtos isolantes


de classe II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio com pior desempenho em um sistema que incorpora lã mineral ou espuma
de vidro deve ser considerado válido para todas as espessuras entre a mínima e a máxima ensaiadas.

B.3.5.15 Espessura intermediária de produtos isolantes ensaiados, feitos de poliestireno


expandido ou extrudado

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema que incorpora um produto isolante
de poliestireno expandido ou extrudado deve ser considerado válido para todas as espessuras entre
a mínima e a máxima ensaiadas.

B.3.5.16 Espessura intermediária de produtos isolantes ensaiados, feitos de espuma adesiva


PUR / PIR

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema que incorpora um isolante de espuma
adesiva PUR / PIR deve ser considerado válido para todas as espessuras entre a mínima e a máxima
ensaiadas.

B.3.5.17 Espessura intermediária de produtos isolantes ensaiados, feitos de espuma fenólica

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema que incorpora um isolante de espuma
fenólica deve ser considerado válido para todas as espessuras entre o mínimo e o máximo testado.

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B.3.5.18 Substituição da camada de frente (se aplicável), incluindo qualquer adesivo

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o revestimento ensaiado for substituído por
um revestimento alternativo (incluindo o adesivo) com um PCS, em MJ/m2, igual ou menor que o valor
do produto ensaiado.

NOTA Se uma membrana for usada com o objetivo de proteger o isolante dos efeitos do fogo, seja como
membrana ou encapsulamento separado do produto isolante, não será permitido removê-la ou substituí-la
por um produto alternativo.

B.3.5.19 Aumento da profundidade das barreiras de compartimentação

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a profundidade da barreira de compartimentação


for aumentada, em dependência da adição de acessórios de fixação a fim de não prejudicar
a segurança.

B.3.5.20 Mudança do tipo de produto na camada adesiva

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se um produto ensaiado da camada adesiva for
substituído por um produto alternativo com um PCS, em MJ/m2, igual ou menor ao do produto ensaiado.
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NOTA O PCS do revestimento principal pode ser subtraído se a espessura total do revestimento for
menor que 200 μm e o conteúdo orgânico for inferior a 5 %.

B.3.5.21 Diminuição da espessura da camada adesiva

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para todos os produtos com espessura igual
ou menor que a do produto ensaiado.

NOTA A camada adesiva pode ser subtraída se a espessura da camada de cada revestimento for menor
que 200 μm e o conteúdo orgânico for inferior a 5 %.

B.3.5.22 Mudança do tipo de produto ou cor do revestimento decorativo

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se um revestimento decorativo ensaiado for
substituído por um com tipo alternativo ou com cor diferente, desde que possua um PCS, em MJ/m2,
igual ou menor ao do produto ensaiado.

NOTA O revestimento decorativo pode ser subtraído se a espessura total do revestimento for inferior
a 200 μm e o conteúdo orgânico for inferior a 5 %.

B.3.5.23 Diminuição da espessura do revestimento decorativo

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para todos os produtos com espessura igual
ou menor que a do produto ensaiado.

NOTA O revestimento decorativo pode ser subtraído se a espessura da camada de cada revestimento for
inferior a 200 μm e o conteúdo orgânico for inferior a 5 %.

B.3.6 Painéis isolantes (tipo sanduíche) autoportantes com capas metálicas


NOTA 1 Sistemas típicos de painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas, aplicados
a um substrato de alvenaria são descritos em C.7.

NOTA 2 Sistemas típicos de painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas, aplicados
a um LSF, com uma placa de substrato são descritos em C.8.

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NOTA 3 Este item abrange painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas que são utilizados
para fins de revestimento, isolamento externo e revestimento externo, ou como camada de isolamento
externo em conjunto com um produto de revestimento externo adicional.

B.3.6.1 Geral

Para um dado parâmetro ou produto avaliado como parte de um sistema ensaiado, deve ser
estabelecido, por uso da linha correspondente na Tabela B.6, quando a variação proposta for permitida.
Se a Tabela B.6 indicar que a variação é permitida, deve-se seguir a regra correspondente durante
a implementação.
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Tabela B.6 – Mudanças em painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas (continua)

58
Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 1: Núcleo de isolação térmica

Mudança no tipo do Mudança de um núcleo - Não permitido - -


núcleo isolante classe III A, d0 ou pior para
um núcleo classe II B, d2
ou melhor
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Mudança de um núcleo - Não permitido - -


classe II B, d2 ou

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melhor para um núcleo
incombustível

Mudança de um núcleo - Não permitido - -


incombustível para um
núcleo de qualquer outra
classe

Mudança para um núcleo Com uma temperatura de fusão maior ou igual à Não permitido - -
alternativo incombustível do ensaiado

Mudança para um núcleo Com uma temperatura de fusão maior ou igual a Não permitido - -
alternativo classe II B, d2 do ensaiado
ou melhor

Mudança para um núcleo - Não permitido - -


alternativo classe III A, d0
ou pior

Variações ao mesmo Modificações em materiais Poliestireno extrudado (XPS) Não permitido - -


isolante de um núcleo isolantes de um mesmo
isolante tipo, classe III A, d0 Poliestireno expandido (EPS) Não permitido - -

Poliuretano Não permitido - -

Espuma fenólica Não permitido - -

Aumento de densidade Todos os tipos de núcleo isolante Não permitido - -

Diminuição de densidade Não permitido - -

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Tabela B.6 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 1: Núcleo de isolação térmica

Variações ao mesmo Aumento de conteúdo Núcleo isolante incombustível Permitido Dados de ensaio de B.3.6.2
isolante de um núcleo orgânico (resinas adesivos reação ao fogo
isolante e aditivos)

Diminuição de conteúdo Permitido Conteúdo de adesivo B.3.6.3


orgânico (resinas adesivos dos produtos

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e aditivos) ensaiados e
alternativos

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Aumento de conteúdo Núcleo isolante de classe II B, d2 ou melhor Permitido Dados de ensaio de B.3.6.4
orgânico (resinas adesivos reação ao fogo
e aditivos)

Diminuição de conteúdo Permitido Conteúdo de adesivo B.3.6.5


orgânico (resinas adesivos dos produtos
e aditivos) ensaiados e
alternativos

Mudança de orientação Núcleo isolante de lã mineral Não permitido - -


(intercâmbio entre lamelas
e seções do núcleo)

Mudança no número de Permitido - B.3.6.6


juntas entre as lamelas

Parâmetro 2: Características do painel

Espessura total do Aumento Todos os tipos de núcleo isolante Não permitido - -


painel
Diminuição Não permitido - -

Espessura entre a mínima Permitido Espessura mínima e B.3.6.7


e a máxima ensaiadas em máxima ensaiadas
um mesmo sistema no painel

União do isolante à Mudança da taxa de Somente a quantidade Não permitido - -


capa metálica por aplicação
meio de adesivo
(quando aplicável)
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Tabela B.6 (continuação)

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Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 2: Características do painel

União do isolante à Tipo alternativo Somente o tipo genérico Não permitido - -


capa metálica por
meio de adesivo Mudança da taxa de Quantidade e tipo genérico Não permitido - -
(quando aplicável) aplicação e tipo
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Diminuição Não permitido - -

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Capa metálica Material de tipo alternativo - Permitido Tipo de metal B.3.6.8

Aumento da espessura Do mesmo tipo de metal Permitido Espessura e tipo das B.3.6.9
faces de metal

Diminuição da espessura Não permitido - -

Tipo alternativo ou Capa da superfície externa Permitido Geometria do B.3.6.10


profundidade da geometria perfil ensaiado
do perfil e revestimento
proposto

Tipo alternativo ou Capa da superfície interna Permitido - B.3.6.11


profundidade da geometria
do perfil

Cobrimentos Quantidade e tipo Com um PCS de até 4 MJ/m² Permitido Dados de ensaio de B.3.6.12
aplicados a faces alternativo reação ao fogo
metálicas
Com um PCS maior que 4 MJ/m² Permitido Dados de ensaio de B.3.6.13
reação ao fogo

Cor alternativa Todas as cores Permitido - B.3.6.14

Juntas metálicas Mudança do tipo de junta - Não permitido - -


entre painéis (desenho e geometria)
adjacentes
Mudança da orientação Horizontal para vertical Não permitido - -

Vertical para horizontal Não permitido - -

Selagem de juntas / Mudança do tipo Produto não intumescente Permitido Dados de ensaio de B.3.6.15
calafetagem reação ao fogo

Produto intumescente Não permitido - -

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Tabela B.6 (continuação)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 2: Características do painel

Cobrimento no Mudança do tipo Metal Permitido Descrição do material B.3.6.16


canto interno do
equipamento de Plástico Permitido Descrição do material B.3.6.17
ensaio
Adição se nenhuma foi Metal somente Permitido - B.3.6.18
ensaiada

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Largura do painel tipo Aumento - Não permitido - -
sanduíche (distância

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entre suportes) Diminuição Permitido Largura do painel e B.3.6.19
núcleo de suporte
usados no ensaio

Orientação do painel Mudança da orientação do Horizontal para vertical Não permitido - -


tipo sanduíche painel
Vertical para horizontal Não permitido - -

Parâmetro 3: Fixações

Fixadores usados Mudança para um tipo de Tipo de fixação Permitido 1. Tipo de fixação e B.3.6.20
para união dos fixação alternativo composição
painéis à estrutura de 2. Resistência ao
suporte arrancamento

Aumento no número de - Permitido Número de fixadores, B.3.6.21


fixações por unidade de área,
usados no ensaio

Diminuição no número de Não permitido - -


fixações

Fixadores usados Aumento no número de - Permitido Número de B.3.6.22


para união do fixações fixadores, por metros
cobrimento metálico quadrados (m²),
aos painéis usados no ensaio

Diminuição no número de Permitido Número de B.3.6.23


fixações fixadores, por metros
quadrados (m²),
usados no ensaio
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Tabela B.6 (continuação)

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Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 4: Cavidades (aplicável somente quando painéis tipo sanduíche com capas metálicas forem usados em sistemas de fachada ventilada que
compõe barreiras contra a chuva)

Cavidades Aumento ou diminuição da Largura da cavidade interna (distância entre a face Permitido Largura mínima e B.3.6.24
largura da cavidade anterior do isolante externo e o substrato ou placa máxima ensaiada
de revestimento) para a cavidade
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Aumento ou diminuição da Largura da cavidade externa (distância entre Permitido Largura mínima e B.3.6.25
largura da cavidade a face externa do isolante e a face anterior da máxima ensaiada

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fachada) para a cavidade

Parâmetro 5: Barreiras de compartimentação de cavidades (aplicável somente quando painéis tipo sanduíche com capas metálicas forem usados em
sistemas de fachada ventilada que compõem barreiras contra a chuva)

Barreira de Mudança para um produto Vertical Não permitido - -


compartimentação de alternativo
cavidades em estado Horizontal Não permitido - -
fechado (sistemas
com cavidades não
ventiladas)

Barreira de Mudança para um produto Vertical e horizontal Não permitido - -


compartimentação de alternativo
cavidades em estado
aberto (sistemas com
cavidades ventiladas)

Todos os tipos Adição de barreiras extras Número ou frequência das barreiras de Permitido - B.3.6.26
para compartimentação de compartimentação de cavidades
cavidades

Redução no número Não permitido - -


de barreiras de
compartimentação de
cavidades

Aumento no número Juntas ou emendas entre barreiras adjacentes Não permitido - -


ensaiado de juntas por
unidade linear

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Tabela B.6 (conclusão)


Produto ensaiado Variação proposta Subgrupos Licença de Dados adicionais Ver a subseção
mudança requeridos para a regra

Parâmetro 5: Barreiras de compartimentação de cavidades (aplicável somente quando painéis tipo sanduíche com capas metálicas forem usados em
sistemas de fachada ventilada que compõem barreiras contra a chuva)

Todos os tipos Diminuição no número Juntas ou emendas entre barreiras adjacentes Permitido - B.3.6.27
ensaiado de juntas por
unidade linear

Aumento no número de Fixações ou suportes para barreiras de Não permitido - -

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fixadores compartimentação de cavidades

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Diminuição no número de Permitido - B.3.6.28
fixadores

Aumento na largura Largura da barreira ou da cavidade (distância Não permitido - -


da barreira de entre o substrato e o revestimento de fachada)
compartimentação de
cavidades

Diminuição na Não permitido - -


largura da barreira de
compartimentação de
cavidades

Aumento na profundidade Profundidade da barreira de compartimentação de Permitido - B.3.6.29


da barreira de cavidades
compartimentação de
cavidades

Diminuição na Não permitido - -


profundidade da barreira
de compartimentação de
cavidades

Parâmetro 6: Produto do revestimento externo / Dimensões / Juntas / Fixadores / Acabamento de superfície (aplicáveis somente quando painéis tipo
sanduíche com capas metálicas forem usados em sistemas de fachada ventilada que compõem barreiras contra a chuva)

Tipo do revestimento Produto ou material Mudança do produto de revestimento ensaiado Permitido Peso por unidade de B.3.6.30
alternativo para tijolo ou concreto com uma espessura área
mínima de 75 mm
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63
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B.3.6.2 Aumento do conteúdo orgânico no núcleo isolante incombustível

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para um teor maior de adesivo orgânico no núcleo
isolante incombustível, em relação ao que foi ensaiado, desde que o PCS, em MJ/kg, seja igual
ou menor que o do produto ensaiado.

B.3.6.3 Diminuição do conteúdo orgânico no núcleo isolante incombustível

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades menores de adesivo
em comparação à quantidade ensaiada.

NOTA A massa de fibra adesiva usada, por unidade de volume de isolante de lã mineral, é regulada pela
temperatura ambiente prevista em projeto e, portanto, a resistência do painel precisa considerada quando for
feita uma redução do conteúdo orgânico.

B.3.6.4 Aumento do conteúdo orgânico no núcleo isolante classe II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para teores maiores de adesivo orgânico no núcleo
isolante ensaiado de classe II B, d2 ou melhor, desde que o PCS, em MJ/kg, seja igual ou menor que
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o do produto ensaiado.

B.3.6.5 Diminuição do conteúdo orgânico no núcleo isolante classe II B, d2 ou melhor

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para quantidades menores de adesivo
em comparação à quantidade ensaiada.

NOTA A massa de fibra adesiva usada, por unidade de volume de isolante de lã mineral, é regulada pela
temperatura ambiente prevista em projeto e, portanto, a resistência do painel precisa ser considerada quando
for feita uma redução do conteúdo orgânico.

B.3.6.6 Número de juntas entre lamelas adjacentes para produtos de isolamento de lã mineral

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para qualquer número de juntas entre núcleos
da isolação adjacentes feitos de lã mineral, para um mesmo tipo de produto.

B.3.6.7 Espessura do painel entre a mínima e a máxima ensaiadas em um mesmo sistema

O resultado de ensaio com o pior desempenho em um sistema deve ser considerado válido para todos
as espessuras de painel sanduíche entre a mínima e a máxima ensaiadas.

B.3.6.8 Mudança do tipo de capa metálica

Quando o material ensaiado for o aço, o resultado de ensaio deve ser considerado válido para todos
os tipos de aço.

Quando o material ensaiado for o aço inoxidável, o resultado de ensaio deve ser considerado válido
para todos os tipos de aço inoxidável.

Para outros metais, o resultado de ensaio deve ser considerado válido apenas para os materiais que
foram ensaiados nesses painéis frontais.

B.3.6.9 Aumento da espessura das faces metálicas dos painéis

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando a espessura das placas metálicas for
aumentada em até a 0,2 mm.

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B.3.6.10 Alteração da geometria do perfil voltado para o metal na capa externa do painel

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para qualquer perfil plano ou pequeno na face
externa entre 0 mm e 5 mm.

B.3.6.11 Alteração da geometria do perfil voltado para o metal na capa interna do painel

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para uma alteração na forma do perfil ou da sua
profundidade na face interna de até ± 5 mm em relação à situação ensaiada.

A profundidade da cavidade deve ser medida até as extremidades do perfil.

B.3.6.12 Cobrimento de tipo alternativo nas capas metálicas com um PCS de até 4 MJ/m2

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para qualquer taxa de cobertura com um PCS
inferior a 4 MJ/m2.

B.3.6.13 Cobrimento de tipo alternativo nas capas metálicas com um PCS maior que 4 MJ/m2
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O resultado de ensaio deve ser considerado válido para qualquer taxa alternativa de cobrimento com
um PCS, em MJ/m2, igual ou inferior ao produto ensaiado.

B.3.6.14 Mudança da cor das superfícies

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para todas as cores das superfícies.

B.3.6.15 Alteração dos tipos de produtos de selagem e junta

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para as selagens do mesmo tipo que as ensaiadas
ou àquelas com um PCS, em MJ/kg igual ou inferior ao produto ensaiado, desde que a selagem
possua apenas a finalidade de proteção contra intempéries.

B.3.6.16 Alteração do tipo e dimensões de cantoneiras de metal para suporte no canto interno
do equipamento de ensaio

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para cantoneiras de suporte alternativas de mesmo
material e com uma largura e espessura iguais ou superiores às ensaiadas.

B.3.6.17 Alteração do tipo e dimensões de cantoneiras plásticas para suporte no canto interno
do equipamento de ensaio

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para cantoneiras de suporte alternativas de mesmo
material ou de metal.

B.3.6.18 Adição de cantoneiras de suporte no canto interno do equipamento de ensaio

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se forem adicionadas cantoneiras de metal para
suporte no canto do equipamento de ensaio se estas não haviam sido incluídas no ensaio.

B.3.6.19 Diminuição da largura do painel ou distância entre os dispositivos de suporte

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando as larguras do painel ensaiado e a distância
de suporte associada forem iguais ou maiores àquelas da situação de uso.

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B.3.6.20 Alteração nas fixações dos painéis

O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando os produtos de fixação de painéis ensaiados
forem substituídos por produtos alternativos do mesmo tipo, com uma resistência ao arrancamento
igual ou superior à ensaiada.

B.3.6.21 Aumento do número de fixações (do mesmo tipo) por painel ou da unidade de área
do painel

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para um número igual ou maior de fixações
(do mesmo tipo usado no ensaio) por unidade de área para fixar o painel à estrutura de suporte.

B.3.6.22 Aumento do número de fixações usadas para proteger as cantoneiras metálicas

O resultado de ensaio deve ser considerado válido para um número igual ou superior de fixações
usadas para firmar cantoneiras metálicas à superfície do painel.

B.3.6.23 Diminuição do número de fixações usadas para firmar as cantoneiras metálicas


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O resultado de ensaio deve ser considerado válido quando menos fixações forem usadas para firmar
as cantoneiras metálicas na superfície do painel, desde que o espaçamento de fixação resultante não
seja superior a 400 mm.

B.3.6.24 Aumento ou diminuição da largura da cavidade entre a face anterior do isolamento


externo e o substrato ou revestimento (largura da cavidade interna)

O resultado de ensaio com pior desempenho deve ser considerado válido para qualquer largura
de cavidade interna entre a mínima e a máxima ensaiada.

B.3.6.25 Aumento ou diminuição da largura da cavidade entre a face do isolamento externo


e a face anterior da fachada (largura da cavidade externa)

O resultado de ensaio com pior desempenho deve ser considerado válido para qualquer largura
da cavidade externa entre a mínima e a máxima ensaiadas.

B.3.6.26 Número e frequência de barreiras de compartimentação de cavidades

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o número de barreiras de compartimentação


de cavidades, por unidade de área do sistema de fachada, for maior que na situação ensaiada.
Nenhuma junta ou emenda entre as extremidades das barreiras de compartimentação de cavidades
ou de selantes resistentes ao fogo deve coincidir com quaisquer juntas nos painéis de revestimento
externo, a menos que ensaiados como tal.

B.3.6.27 Número e frequência de juntas ou emendas entre barreiras adjacentes

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o número de juntas ou emendas, por metro
linear, entre as barreiras de compartimentação de cavidades for menor que na situação ensaiada.
Nenhuma junta ou emenda entre as extremidades das barreiras de compartimentação de cavidades
deve coincidir com quaisquer juntas nos painéis de revestimento externo, a menos que ensaiados
como tal.

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B.3.6.28 Fixações ou suportes para barreiras de compartimentação de cavidades

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a distância entre as fixações ou suportes
utilizados para firmar as barreiras de compartimentação de cavidades ao substrato for menor que
as distâncias na situação ensaiada.

NOTA Fixações adicionais (mais frequentes) podem melhorar a segurança das barreiras.

B.3.6.29 Profundidade da barreira de compartimentação de cavidade

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se a profundidade das barreiras de compartimentação
de cavidade for maior que na situação ensaiada. Isso não é o mesmo que substituir o produto, pois
todas as outras características precisam permanecer inalteradas.

B.3.6.30 Mudança do produto de revestimento de fachada ensaiada para alvenaria ou concreto

O resultado de ensaio deve ser considerado válido se o produto ensaiado para a fachada for substituído
por alvenaria ou concreto, de espessura mínima de 75 mm, desde que a estrutura de suporte seja
projetada para suportar a carga adicional introduzida.
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B.4 Relatório de avaliação do campo de aplicação

B.4.1 Geral

B.4.1.1 Escopo de cada relatório

Um relatório separado deve ser preparado para cada avaliação do campo de aplicação que for feita.

B.4.1.2 Origem dos dados usados na preparação da avaliação do campo de aplicação

Deve ser feita distinção clara entre os dados fornecidos pelo solicitante do ensaio e os dados
determinados no ensaio ou por uma norma de aplicação ampliada dos resultados.

B.4.1.3 Conteúdo do relatório da avaliação do campo de aplicação

Cada relatório de avaliação do campo de aplicação deve incluir:

 a) referência ao método de ensaio desta Norma (ABNT NBR XXXXX), incluindo o tipo de estrutura
de ensaio adotada e quaisquer especificações técnicas do produto associado;

 b) referências a este Anexo e à regra apropriada que foi adotada na avaliação do campo de aplicação,
incluindo o número da subseção;

 c) os nomes (incluindo quaisquer números de referência de identificação) de todos os laboratórios que
realizaram os ensaios usados para preparar o relatório do campo de aplicação, juntamente com
as datas quando esses ensaios foram realizados e quaisquer números de referência associados;

 d) Quaisquer alterações necessárias em relação ao método de ensaio, conforme relatado no(s)
relatório(s) de ensaio;

 e) Descrição do procedimento de amostragem utilizado nos ensaios que constitui a base da aplicação
ampliada, quando apropriado;

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 f) Descrição da execução das amostras ensaiadas, conforme previsto pelo método descrito nesta
Norma;

 g) Resultados de ensaio de acordo com o(s) método(s) de ensaio descrito(s) nesta Norma;

 h) Quaisquer dados adicionais de ensaio e alteração em relação ao padrão apropriado usado para
preparar a avaliação do campo de aplicação - Evidências suplementares de ensaios devem ser
anexadas ao relatório de avaliação do campo de aplicação na forma de anexos;

 i) Descrição do sistema de fachada que está sendo avaliado;

 j) Desempenho esperado dentro do campo de aplicação que deve ser derivado da avaliação;

 k) Data e número de identificação do relatório da avaliação do campo de aplicação;

 l) Nome da pessoa que realiza a avaliação, juntamente a um resumo dos conhecimentos técnicos
relevantes do profissional;

 m) Nome da pessoa que verificou o trabalho, juntamente a um resumo dos conhecimentos técnicos
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relevantes do profissional;

 n) Nome e endereço do órgão emissor deste relatório e responsável pela avaliação;

 o) Nome e endereço do solicitante do relatório;

 p) Nome e endereço do fabricante ou fornecedor de todos os componentes relevantes do sistema


de fachada, se conhecidos;

 q) Declaração de precaução adicional explicando a limitação de uso do relatório de avaliação


do campo de aplicação para o leitor, como, por exemplo: “O desempenho de um sistema
sujeito à avaliação do campo de aplicação está relacionado ao comportamento de um elemento
de construção e produtos componentes sob as condições particulares do ensaio. Eles não
se destinam a ser o único critério para avaliar o risco potencial de incêndio do elemento
ou produtos componentes do edifício em uso”.

 r) Declaração final: “A avaliação do campo de aplicação é baseada nos dados e informações
de ensaio disponíveis no momento da emissão do relatório. Se houver provas contraditórias
disponíveis, o solicitante deve informar a autoridade avaliadora, e esse relatório será suprimido
incondicionalmente. Se alguma evidência contraditória ficar disponível para a autoridade
avaliadora, esse relatório também será incondicionalmente suprimido e o requerente deve
ser informado. Da mesma forma, a avaliação é invalidada se uma solução for posteriormente
ensaiada, uma vez que os dados de ensaio são considerados como prevalentes”.

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Anexo C
(informativo)

Descrição dos sistemas

C.1 Geral

As Seções C.2 a C.8 fornecem exemplos de construção dos sistemas referidos nesta Norma.

Em muitos casos, fabricantes ou fornecedores dos sistemas proveem diretrizes específicas para
os componentes que eles fornecem e como esses componentes devem ser montados a fim de se atingir
o desempenho desejado. Onde esse tipo de diretriz específica for dado, é fortemente recomendado
que isso seja seguido cuidadosamente para se obter o máximo de desempenho possível.

Em alguns casos, produtos e sistemas também vão ter sido avaliados e aprovados por terceiros.
Nesses casos, é importante também seguir as diretrizes de instalação e uso fornecidas por aqueles
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que fizeram essa avaliação e liberação de forma independente.

As descrições fornecidas a seguir não podem ser utilizadas como diretrizes de projeto. Os desenhos
não estão apresentados em escala.

C.2 Revestimento interno do tipo drywall

Trata-se de um sistema de revestimento de superfícies internas de edificações, como paredes


e tetos. O nome é devido esses sistemas consumirem pouca água durante a instalação. As placas
de revestimento (normalmente feitas de gesso acartonado) podem ser fornecidas com ou sem
um isolante interno colado na sua superfície posterior. Essas placas de revestimento são fixadas
nas faces internas de um edifício a fim de criar uma superfície mais regular, de forma que possa
se dar um acabamento, como uma pintura, diretamente a essa placa, sem necessidade de se aplicar
previamente o revestimento final.

As placas de revestimento podem ser fixadas diretamente à face interna de uma parede ou a uma
estrutura secundária de metal ou madeira que será ligada à face interna da parede. Cada material
necessita de uma estratégia de fixação diferente.

● Pode-se fixar diretamente as placas à face interna da parede de alvenaria por meio de colas que
secam rapidamente;

● Alternativamente, podem ser usados pregos ou parafusos para fixar as placas a uma estrutura
secundária de metal ou madeira. Normalmente, parafusos suportam as placas de revestimento
melhor que os pregos.

Quando as placas de revestimento estiverem no lugar, uma fita de acabamento das juntas pode ser
aplicada sobre as juntas das placas e então a fita e parafusos nas reentrâncias ou as cabeças dos
pregos podem ser preenchidas com uma massa de tratamento de junta. Essa massa após a secagem
é lixada. A superfície pode então ser impermeabilizada e pintada com um primer, e uma vez que esteja
seca, pode ser decorada.

Fazer o revestimento a seco é normalmente uma estratégia mais rápida e fácil do que usar argamassa
e geralmente resulta em uma construção com menores cargas. Isso faz com que as paredes com

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revestimento a seco possam ser mais facilmente modificadas e, portanto, faz com que os edifícios
sejam mais flexíveis.

O isolante interno também pode ser inserido como uma camada pré-aderida à placa de revestimento
ou como uma camada separada aplicada entre essa placa e a superfície interna da parede de alvenaria,
ou, no caso de um LSF, incorporada entre os elementos da estrutura.

A fim de reduzir o risco de condensação, algumas placas de revestimento e placas isolantes possuem
uma membrana de controle de vapor (MCV). Se isso não for o caso, uma MCV separada pode estar
inclusa.

A estratégia de revestimento a seco não pode ser usada simplesmente para esconder um problema
que não será corrigido.

A Figura C.1 apresenta um exemplo de uma seção transversal vertical de um sistema de revestimento
a seco aplicado na superfície interna de uma parede de alvenaria ou a um substrato composto por
uma placa.
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Figura C.1 – Exemplo de corte de seção transversal vertical de sistemas de revestimento


a seco aplicados na face interna de um substrato de alvenaria

C.3 Fachadas que compõem barreiras contra a chuva aplicadas a uma parede
de alvenaria
Suportes são instalados no substrato de alvenaria usando fixadores de metal e plugues a fim
de permitir a instalação de trilhos para conter o sistema de barreira contra a chuva.

Barreiras verticais ou horizontais de compartimentação de cavidades são instaladas no substrato usando


o sistema de fixação definido pelo fabricante da barreira. (As barreiras verticais de compartimentação
de cavidades não são mostradas no desenho da seção transversal apresentado na Figura C.2).

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O isolante é então instalado no substrato por meio de uma mistura de fixadores de plástico ou de metal
com os suportes atravessando o isolante. As juntas entre os painéis e as barreiras de compartimentação
de cavidades são normalmente seladas com fita de alumínio.

Uma vez que o isolante está posicionado, os trilhos são instalados nos suportes.

As barreiras contra a chuva são então fixadas ao trilho da estrutura.

NOTA Existe uma variedade grande de sistemas e métodos de fixação de barreiras contra a chuva
em uma estrutura, incluindo:

● rebitagem direta ou aparafusamento através da face dos painéis aos trilhos; e

● dobragem dos painéis nas bordas com recortes a fim de permitir que os painéis sejam pendurados
no sistema de suporte e presos com fixadores adicionais.

A Figura C.2 mostra um exemplo de corte de uma seção transversal vertical de uma fachada
contendo barreiras contra a chuva aplicada a uma parede de alvenaria e incorporando uma barreira
de compartimentação de cavidade em estado aberto.
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Figura C.2 – Exemplo de seção transversal vertical de uma fachada ventilada típica aplicada
a uma parede de alvenaria e incorporando barreiras de compartimentação de cavidades
em estado aberto

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C.4 Fachadas que compõem barreiras contra a chuva aplicadas a um LSF


Um LSF é fixado à estrutura de aço da edificação ou à estrutura de montagem para ensaio, composta
por perfis de aço. A estrutura pode ser instalada entre pavimentos ou sobressaliente à borda da laje
do pavimento.

O LSF compreende vigas em formato U no topo e na base e perfis na vertical. Esses perfis são
normalmente conectados às vigas por meio de rebites ou parafusos.

Na parte de trás do sistema de suporte, duas placas de gesso são normalmente instaladas e conectadas
com parafusos no LSF. A estrutura pode ser isolada (nesse caso o isolante é colocado entre as vigas
de aço) ou não isolada.

Placas de revestimento são então conectadas na superfície frontal do sistema de suporte por meio
de parafusos. As placas são geralmente fabricadas a partir de um aglomerado de cimento e óxido de
magnésio, embora as placas de gesso acartonado também sejam uma opção.

As MCV podem ser instaladas entre as placas de gesso e o LSF ou na superfície frontal das placas
de revestimento.
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No demais, a sequência de instalação segue o descrito em C.3. Os suportes de alumínio são fixados
através da placa de revestimento formando a fronte do sistema e nas vigas do LSF.

A Figura C.3 mostra um exemplo de uma seção transversal vertical de uma fachada compondo
barreiras contra a chuva aplicada a um LSF.

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Figura C.3 – Exemplo de seção transversal vertical de uma fachada compondo barreiras
contra a chuva aplicada a um LSF

C.5 Sistema de isolação térmica externa com revestimento aplicado a uma


parede de alvenaria
Uma camada adesiva é aplicada ao substrato de alvenaria.

O isolante é então instalado à camada adesiva.

Se necessário, uma barreira de compartimentação consistindo de lã de rocha pode ser instalada


através da espessura do isolante tanto a partir da face frontal do substrato de alvenaria ou pela face
frontal da camada adesiva até a face frontal do isolante. A camada de base (com ou sem malha
de reforço incorporada) é então aplicada à face frontal do isolante (e barreira de compartimentação,
se implementada).

Se as barreiras de compartimentação e o isolante forem fixados mecanicamente ao substrato


de alvenaria, os fixadores devem geralmente ser instalados através da malha de reforço e unidos com
uma camada adicional da malha de reforço.

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O revestimento final é aplicado acima da malha e dos fixadores e o sistema normalmente é finalizado
com um revestimento decorativo.

A Figura C.4 mostra um exemplo de um sistema de isolação térmica externa com revestimento,
aplicado a uma parede de alvenaria sem barreiras de compartimentação

A Figura C.5 mostra um exemplo de um sistema de isolação térmica externa com revestimento,
aplicado a uma parede de alvenaria com barreiras de compartimentação incorporadas.
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Figura C.4 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de isolação térmica externa com
revestimento, aplicado a uma parede de alvenaria sem barreiras de compartimentação

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Figura C.5 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de isolação térmica externa
com revestimento, aplicado a uma parede de alvenaria, com barreiras de compartimentação
incorporadas

C.6 Sistema de isolação térmica externa com revestimento aplicado a um LSF


Um LSF é fixado à estrutura de aço da edificação ou à estrutura de montagem para ensaio composta
por perfis de aço. O LSF pode ser instalado entre os pisos ou deslocado em relação à borda da laje.

O LSF é ​​composto por vigas de perfil U superiores e inferiores e barras verticais, também de perfil U.
As vigas são unidas às barras verticais normalmente com rebites ou parafusos.

Na parte traseira do sistema estrutural, duas placas de gesso acartonado são instaladas e presas
ao LSF com parafusos. O quadro estrutural pode ser isolado (o isolante é instalado no quadro) ou não
isolado. Uma camada de controle de umidade pode ser instalada neste local entre as placas de gesso
acartonado e quadro estrutural voltada ao interior da construção.

Na superfície frontal da armação, é colocado, com parafusos, um sistema de placas de revestimento.


Geralmente, são colocadas placas cimentícias, embora as placas de gesso acartonado destinadas
à parte externa algumas vezes também sejam usadas neste local.

Uma camada adesiva é geralmente aplicada sobre o substrato colocado na face frontal do LSF.
O isolante é então instalado sobre essa camada adesiva.

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Uma barreira de compartimentação pode ser instalada no substrato ao longo de toda a largura
do sistema. A face frontal da barreira de compartimentação é instalada nivelada com a face frontal
do isolante.

Se houver uma barreira de compartimentação instalada no corpo de prova, sua orientação poderá
influenciar seu desempenho e, portanto, isso deve estar replicado na prática.

A camada de base é aplicada na face frontal do isolante e da barreira de compartimentação,


e uma malha de reforço é então incorporada ao adesivo antes de curá-lo. Se o isolante e a barreira
de compartimentação forem fixados mecanicamente ao substrato, as fixações geralmente são
instaladas através da malha, camada de base e vigas nesta fase da instalação.

O revestimento final é aplicado sobre a camada de base, ou sobre uma camada adesiva aplicada
na camada de base, e o sistema geralmente termina com a aplicação de um revestimento decorativo.

A Figura C.6 mostra um exemplo de um sistema de isolação térmica externa com revestimento,
aplicado a um LSF, com barreiras de compartimentação incorporadas.
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Figura C.6 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de isolação térmica externa com
revestimento, aplicado a um LSF, com barreiras de compartimentação incorporadas

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C.7 Painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas, aplicados


a uma parede de alvenaria sem isolação térmica adicional
Os painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas compreendem duas chapas de aço
com uma camada de isolação entre essas chapas.

Um sistema estrutural composto por suportes e trilhos é anexado ao substrato de alvenaria. O sistema
de fixação é geralmente projetado de modo que as juntas entre os painéis individuais se alinhem com
esse sistema. A fixação do painel ao LSF depende do projeto do sistema. As fixações dos painéis
podem atravessar as chapas de aço e isolante interno ao painel. Alternativamente, os painéis podem
ser projetados de modo que as fixações (geralmente feitas com furadeiras automáticas e parafusos)
fiquem localizadas através da junta e a cabeça do parafuso seja coberta quando o próximo painel for
instalado.

Os painéis podem ser instalados tanto na horizontal quanto na vertical.

Os painéis tipo sanduíche podem compor uma fachada que contempla os painéis tipo sanduíche
e um meio de fixar os painéis ao edifício. Barreiras contra a chuva podem ser instaladas diretamente
sobre os painéis ou no sistema de fixação destinado ao suporte dessas barreiras.
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A Figura C.7 mostra um exemplo de uma seção vertical de um sistema de painéis tipo sanduíche
autoportantes com capas metálicas e com um sistema de barreiras contra a chuva, aplicados a uma
parede de alvenaria.

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Figura C.7 – Exemplo de uma seção vertical de um painel sanduíche autoportante com capas
metálicas de um sistema de uma fachada, contendo barreiras contra a chuva, aplicada a uma
parede de alvenaria

C.8 Painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas, aplicados


ao substrato de um LSF e sendo parte integrante de um sistema de barreiras
contra a chuva e de isolação térmica (possivelmente incorporando isolante
adicional dentro do LSF)
O sistema de fixação é geralmente projetado de modo que as juntas entre os painéis individuais
se alinhem com esse sistema. A fixação do painel ao LSF depende do projeto do sistema. As fixações
dos painéis podem atravessar as chapas de aço e isolante interno ao painel. Alternativamente,
os painéis podem ser projetados de modo que as fixações (geralmente feitas com furadeiras
automáticas e parafusos) fiquem localizadas através da junta e a cabeça do parafuso seja coberta
quando o próximo painel for instalado.

Camadas adicionais podem ser instaladas a fim de atender aos requisitos do edifício. Suportes
a adicionais podem ser instalados na parte anterior da estrutura para facilitar a instalação das placas

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de gesso acartonado. Uma fachada também pode ser instalada por meio de um sistema de fixação
preso à parte externa do LSF, sendo que esse será usado para a instalação do sistema de barreiras
contra chuva.

A posição das barreiras de compartimentação de cavidades depende do projeto. As barreiras podem


ser instaladas na face frontal do sistema de painéis tipo sanduíche ou entre a face anterior do painel
tipo sanduíche e a placa de gesso acartonado.

A Figura C.8 mostra um exemplo de uma seção vertical de um sistema de fachada contendo barreiras
contra a chuva, utilizando painéis sanduíche autoportante com capas metálicas, sendo aplicados
a um LSF.
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Figura C.8 – Exemplo de uma seção vertical de um sistema de fachada contendo barreiras
contra a chuva e utilizando painéis tipo sanduíche autoportantes com capas metálicas sendo
aplicados a um LSF

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Bibliografia

[1]  BS 135, Fire performance of external thermal insulation for walls of multistorey buildings

[2]  ISO 6946:2017, Building components and building elements – Thermal resistance and thermal
transmittance - Calculation methods
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