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• Projetos e Instalações Elétricas

• Revisão de noções básicas


• Conceitos Fundamentais
• Fatores de projeto
• Lei de OHM – Aplicáveis aos circuitos resistivos.

– Tensão (V) = corrente (A) x resistência (Ω)


• V (volts) = I (ampères) x R (ohms)

– I (A) = V (V) /R (Ω)

– R (Ω) = V/ I

– Potência (watts) = P (W) = V (V) x I (A)


• Lei de OHM - Expressões derivadas:

– Potência: – Tensão:
• P = R I2 • V = P/I
• P = V2 /R • V = √(PR)

– Corrente: – Resistência:
• I = P/V • R = P/I2
• I = √(P/R) • R = V2/P
• Conceitos Fundamentais

– Circuitos elétricos:
• é um conjunto de componentes ou meios, integrados entre
si, no qual é possível circular corrente elétrica.

– Constituído normalmente de:


• Fonte - fornece energia elétrica;
• Condutor - serve de meio para o deslocamento da corrente;
• Carga - transforma a energia elétrica em outro tipo de
energia;
• seccionador ou chave - comanda o circuito, ligando-o ou
desligando-o.
• Exemplo 1: Uma carga elétrica resistiva com as
indicações de potência nominal de 3000W e tensão de
115V é ligada em um circuito monofásico de 127V. Qual
é a resistência elétrica, corrente absorvida e potência
consumida pela carga?
• Solução do exemplo 1:

– Resistência: R = V2 /P = 1152/3000 = 4,41 Ω

– Corrente absorvida: I = 127/4,41 = 28,8 A

– Potência absorvida: P = V I = 127 x 28,8 = 3657 W


• Circuitos com cargas em série:
– Todos os elementos de um circuito que conduzem a mesma
corrente estão conectados em série.

• Circuitos com cargas em paralelo:


– Elementos de um circuito possuindo a mesma tensão aplicada
em seus terminais estão conectados em paralelo;
– Nas instalações elétricas as cargas dos circuitos estão
normalmente ligadas em paralelo.
• Circuitos com cargas em paralelo – Resistência
equivalente:

– Resistência equivalente de cargas em paralelo:


• 1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + ......
• 1/Req = P1 /V12 + P2 /V22 + P3 /V32 + ......

– Se todas as cargas tiverem a mesma tensão nominal:


• 1/Req = (P1 + P2 + P3 + .....) / Vn2
• Req = Vn2 / ( P1 + P2 + P3 + ...)

– Observação:
• A resistência de um equipamento elétrico é fixada em seu projeto.
• Para o cálculo da resistência de um equipamento deve-se utilizar a
potência nominal (de placa) e a tensão nominal do equipamento e não
a do circuito.
• Exemplo 2: Uma carga monofásica resistiva com
resistência de 50 Ω é alimentada por um cabo com
resistência dada em catálogo do fabricante de 20 Ω/km.
A tensão de alimentação, onde é ligado o cabo, é de 127
V e o comprimento do cabo até o ponto da carga é de
170 m. Qual a tensão aplicada a carga e a queda de
tensão percentual no circuito?
• Solução do exemplo 2.
– Resistência do circuito:
• Rcabo = 20 Ω/km x 0,170 = 3,4 Ω
• Req = 3,4 Ω + 50 Ω+ 3,4 Ω = 56,8 Ω

– Corrente no circuito:
• I = 127 V/ 56,8 Ω = 2,24 A

– Tensão na carga:
• V = R I = 50 Ω x 2,24 A = 112 V

– Queda de tensão percentual:


• ΔV = 2,24 x 6,8 = 15,23 V
• ΔV % = (15,23 /127) x 100 = 11,99 %
• Exemplo: 3. Um circuito monofásico de 127 V alimenta
três tomadas ligadas com cargas resistivas de potência
nominal de 500 W, 1000 W e 600 W e tensão nominal
de 115 V. Qual a corrente de total do circuito?
• Solução do exemplo 3.

– Resistência equivalente:
• De: R = V2 / P
• Req = (115)2 / (500 + 1000 + 600) = 6,3 Ω

– Corrente do circuito:
• I = V/ Req = 127/ 6,3 = 20,16 A
• Circuitos indutivos
– A maior parte dos circuitos em instalações elétricas
apresentam cargas com indutância:

– Em algumas cargas a indutância é tão pequena que pode ser


desprezada:
• Ex: circuitos que alimentam aquecedores a resistor (chuveiros ,
torneiras elétricas, etc.);

– Em outras cargas a indutância tem valor bastante significativo.


• Ex: circuitos que alimentam motores, reatores de lâmpadas a vapor,
transformadores , etc.).
• Impedância (Z)
– Oposição total que o circuito oferece a passagem da corrente
elétrica;
– Compreende a resistência e a reatância indutiva e/ou
capacitiva:
– Em um circuito contendo em série resistência e indutância
– Z2 = R2 + XL2
– Z = √(R2 + XL2)
• Impedância (Z)
– Representada na forma Retangular:
• Z = R + jX

– Representada na forma Polar:


• Z = l Z I arc tang X/R
– em módulo Z = √(R2 + X2)
– Ângulo θ = arc tangente X/R

• O valor jX pode ser:


– uma reatância indutiva: jX = jwL
– Ou capacitiva: jX = -j(1/wC)
• Circuito RL
– Circuitos compostos de resistência e indutância;

– Se uma tensão alternada é aplicada a um circuito RL


em série, a corrente fica atrasada em relação a
tensão porém um valor menor do que 900.
• Circuito RL
• Circuito RL
– A Impedância Indutiva ZL é dada em ohm.
• ZL = v/i
• Logo:
• XL = VL / I = VL I00 / I I-900 = XL I900 = j XL
• R = VR / I = VR I00 / I I00 = R I00

– A tensão será: V = VR + VL
– Dessa forma temos:
• v/i = vR /i + vL/i
• ZL = R + jXL
• ZL = √(R2 + XL2)
• Ø = arctg XL / R
• Análise fasorial dos circuitos
– cargas com indutância.
• Circuito RC
– Circuitos composto de resistência e capacitância

– Se uma tensão alternada é aplicada a um circuito RC


em série, a corrente fica adiantada em relação a
tensão porém um valor menor do que 900.
• Circuito RC
• Circuito RC
– A Impedância capacitiva ZC é dada em ohm.
• ZC = v/i
– Logo:
• XC = VC / I = Vc I00 / I I900 = Xc I-900 = - j Xc
• R = VR / I = VR I00 / I I00 = R I00
– A tensão será
• V = VR + Vc
• então V/I = VR /I + Vc/I
– Dessa forma:
• Zc = R - jXc
• Zc = √(R2 + Xc2)
• Ø = arctg Xc / R
• Análise fasorial dos circuitos
– cargas com capacitância.
• Circuitos resistivos, indutivos e capacitivos
– Nos circuitos puramente resistivos a corrente e
tensão estão em fase:
• R = vR / i = VR I00 / I I00 = R I00

– Nos circuitos puramente indutivos a corrente esta


atrasada em relação a tensão:
• XL = v/i = V I00 / I I-900 = XL I900

– Nos circuitos puramente capacitivos a corrente esta


adiantada em relação a tensão:
• Xc = v/i = V I00 / I I900 = Xc I-900
• Exemplo 4: Em uma instalação monofásica cuja
resistência do cabo é de R = 0,005 Ω, a impedância da
carga é de Z = 10,20 + j30,5 Ω e a tensão é de 220 V,
determinar a impedância e corrente no circuito?
• Solução do exemplo 4:
– Resistência:
– R = 0,005 + 0,005 + 10,20 = 10,21 Ω

– Impedância:
– Z = √(10,212 + 30,52) = 32,16 Ω

– Corrente
– I = V/Z = 220/ 32,16 = 6,84 A
• Exemplo 5: Em uma instalação monofásica cuja
resistência do cabo é de R = 0,10 Ω, a impedância da
carga é de Z = 10,2 + j25,5 Ω e a tensão é de 220 V,
determinar a corrente no circuito?
• Solução do exemplo 5:

– A impedância do circuito:
– Z = [0,1 + (10,2 + j25,5) + 0,1] = (10,4 + j25,5) Ω
– Z = √(10,42 + 25,52) = 27,54 Ω

– A corrente no circuito:
• I = V / Z = 220 /27,54 = 7,99 A
• Análise fasorial
– Analisar um circuito alimentando duas tomadas, uma com
uma carga resistiva e a outra com um pequeno aparelho
eletrodoméstico (motor). As duas cargas estão em paralelo.
• Esquema do circuito:
• Análise fasorial – Observações:
– Trecho 1:
• Corrente I1 em fase com a tensão;
• I1 = V/ R1
• Fator de potência igual a 1.
• Análise fasorial
– Trecho 2:
• Corrente através da resistência do motor esta em fase com a tensão;
• Corrente através da reatância indutiva X do motor esta defasada de
900 em relação a tensão;
• Corrente I2 atrasada com um ângulo ø2 em relação a tensão;
• I2 = V / Z2 = V / (R + jX)
• Fator de potência da carga (motor), IR/ I2 = fp = cos ø2
• Análise fasorial
– Corrente total (I)
• Resultante da soma fasorial de I1 e I2
• Análise fasorial – Observações:

– Circuito:
• Corrente total I é a resultante de I1 e I2 ;
• Corrente total I esta atrasada de um ângulo ø em relação a tensão;
• O Fator de potência do circuito, ( IR + I1)/ I = fp = cos ø
• Conceitos Fundamentais

– Sistemas elétricos:

• é um circuito ou conjunto de circuitos elétricos inter-


relacionados, constituído para determinada finalidade
(elementos que conduzem ou podem conduzir corrente
elétrica).
• Conceitos Fundamentais

– Instalações elétricas:

• É o conjunto de componentes elétricos que conduzem e


que não conduzem corrente elétrica, mas que são
essenciais ao seu funcionamento;
• Ex: caixas, condutores, eletrodutos e estrutura de suporte.
• Conceitos Fundamentais

– Instalações elétricas:

• Instalações elétricas de baixa tensão são as alimentadas


com tensões não superiores a 1000V em CA;

• Instalações elétricas de extra-baixa tensão são alimentadas


com tensões não superiores a 50V em CA.
• Conceitos Fundamentais

– Componentes de uma Instalação elétrica:

• São os elementos que a compõem e são necessários ao seu


funcionamento:
• Linhas elétricas;
• Equipamentos.
• Conceitos Fundamentais

– Equipamento elétrico:
• é uma unidade funcional completa e distinta, que exerce
uma ou mais funções elétricas relacionadas com geração,
transmissão, distribuição ou utilização de energia elétrica.
– Ex: máquinas, transformadores, etc.

• Podem ser: fixos, estacionários, portáteis, manuais.


• Conceitos Fundamentais

– Aparelho elétrico
• Usado para designar equipamentos de medição e certos equipamentos
de utilização:

– Podem ser classificados em:


• Aparelhos eletrodomésticos;
• Aparelhos eletro profissional:
– Ex: copiadora computador
• Aparelhos de iluminação:
– Ex: luminárias e acessórios
• Conceitos Fundamentais

– Energia é a capacidade de um sistema que lhe


permite produzir um trabalho:

• A energia não pode ser criada ou destruída;

• Ex: na geração de eletricidade a partir de um rio, a


turbina colocada no caminho da água transforma a
energia de seu movimento (energia cinética) em energia
elétrica.
• Conceitos Fundamentais

– Potência Elétrica
• é a energia transmitida a um circuito, por unidade de tempo.
Depende da força que impulsiona os elétrons (ddp) e da quantidade
de elétrons (Intensidade da Corrente).
• Potência Ativa (P)

– Quantidade de energia elétrica solicitada por unidade de


tempo, expressa em quilowatts (kW), REN 414/2010 ANEEL;

– é a parcela de potência que realiza efetivamente trabalho útil


gerando luz, calor, movimento, etc.
• Potência ativa é consumida na execução de um trabalho;

• Unidade de medida watt (W);

• Múltiplos:
– kW = 103 W
– MW = 106 W
• Potência Ativa (P)
– Circuitos monofásicos:
• CC P = VI
• CA P = VIcosΦ

– Circuitos trifásicos equilibrados P = √ 3 VIcosΦ onde V é a


tensão entre duas fases, I a corrente em uma das fases
tomada como referencia, o cosΦ é o fator de potencia da
carga.

– Outras unidades utilizadas para motores:


• Cavalo Vapor (CV), cuja relação é de 1 CV = 736W
• Horse Power (HP), cuja relação é de 1HP = 746W
• Energia Elétrica Ativa

– Aquela que pode ser convertida em outra forma de energia, expressa em


quilowatts-hora (kWh) REN 414/2010, ANEEL;

– corresponde a utilização da potência ativa durante um determinado


período de tempo, normalmente representado em número de horas do
período considerado;

– Unidade de medida é o watt x hora (W x h)

– Na prática o consumo de energia ativa é registrado por um medidor de


energia ativa (medidor de quilowatt-hora).
• Potência Reativa (Q)

– É a parcela da potencia que cria e mantém os campos eletromagnéticos


das cargas indutivas (motores, transformadores, etc.)

– A Potência Reativa além de não produzir trabalho, circula entre a carga e a


fonte de alimentação.

– Unidade de medida é o volt-ampère reativo (VAr)

– Circuito monofásico:
• Q = VI sen Φ

– Circuito trifásico equilibrado:


• Q = √3 VI sen Φ
• Energia Elétrica Reativa

– Aquela que circula entre os diversos campos elétricos e magnéticos de um


sistema de corrente alternada, sem produzir trabalho, expressa em
quilovolt-ampere-reativo-hora (kvarh), ANEEL- Ren 414/2010;

– Corresponde a utilização da potência reativa durante um determinado


período de tempo;

– Unidade de medida é o VAr x h

– O consumo de energia reativa é registrado por meio de um medidor de


energia reativa.
• Potência Aparente (S) ou Potência Total

– é o resultado do produto da tensão e da corrente;

– Corresponde a soma vetorial das potencias ativa mais a reativa:


• S = P + jQ

– Unidade de medida é o volt-ampère (VA)

– Circuitos monofásicos:
• S = VI onde V é a tensão entre fase e neutro.

– Circuitos trifásico equilibrado:


• S = √3 V I onde V é a tensão entre fases e I a corrente em uma das fases
tomada como referencia.
• Energia Elétrica Aparente

– Corresponde a utilização da potência aparente durante um


determinado período de tempo.

– Unidade de medida é o volt-ampère x hora (VAh);

– Na prática esta energia não é medida pelas distribuidoras.


• Triângulo de Potências:
– P = S cos ø = VI cos ø = RI2
– Q = S sen ø = VI sen ø = XI2
– S = VI = ZI2
– Q/P = tg ø
• Fator de Potência:

– Razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da


soma dos quadrados das energias elétricas ativa e reativa,
consumida no mesmo período especificado; (REN 414/2010
ANEEL).

– Fp = (energia ativa/ energia aparente ou total) = cosϕ


• Fator de Potência
– A legislação determina que o Fator de Potência deve
ser mantido o mais próximo possível da unidade (1),
mas permite um valor mínimo de 0,92.

– O fator de potência mostra se a empresa consome


energia elétrica adequadamente ou não.

– Se o Fator de Potência estiver abaixo desse mínimo, a


conta de energia elétrica sofrerá um ajuste em reais.
• Conceitos Fundamentais:

– Tensões elétricas:
• Os sistemas elétricos são caracterizados pelos valores de
tensão: tensão nominal, eficaz, e máxima e mínima.
• Conceitos Fundamentais:
– Tensão eficaz
• Valor eficaz da corrente alternada é o valor que deveria ter uma
corrente continua para produzir em uma resistência elétrica o mesmo
efeito calorífico que produz a corrente alternada.
• Conceito estendido para tensão, pois V = RI

TENSÃO

179,6 Volts

127 Volts

TEMPO
• Conceitos Fundamentais:
– Tensão nominal de um sistema:
• é aquela que caracteriza a tensão do sistema e pelo qual ele é
designado.
• Ex: 11,95 kV; 13,8 kV; 34,5 kV

– Tensão máxima e mínima de um sistema:


• São o maior e menor valor de tensão que podem ocorrer em
condições normais de operação em qualquer momento em qualquer
ponto do sistema;
• Regulamentada pela ANEEL as tensões máximas e mínimas
disponibilizadas pelas Distribuidoras nos pontos de conexão.
• Ex: Pontos de conexão com tensão nominal 220/127 V, faixa de
variação da tensão de leitura adequada:
– tensão máxima: 231/133 V;
– tensão mínima: 201/116 V.
• Conceitos Fundamentais:

– Tensão primária de distribuição:


• Tensão disponibilizada no sistema elétrico da distribuidora,
com valores padronizados iguais ou superiores a 2,3 kV
(ANEEL- Ren 414/2010).

– Tensão secundária de distribuição:


• Tensão disponibilizada no sistema eletrico da distribuidora,
com valores padronizados inferiores a 2,3 kV (ANEEL- Ren
414/2010).
• Conceitos Fundamentais:
– Baixa tensão:
• Tensão igual ou inferior a 1000 V em corrente alternada com
freqüências inferiores a 400 Hz. (NBR 5410).

– Média tensão:
• Tensão nominal de 1,0 kV a 36,2 kV, á freqüência industrial
(NBR14039).
• Exemplo 6: Um motor trifásico consome 15 cv, tem
um fator de potência de 0,8 e é alimentado em 220V.
Calcular a potência reativa e aparente.
• Solução do exemplo 6:
– Potência ativa:
• P = 15 x 736 = 11.040 W = 11,04 kW

– Informados:
• VL = 220 V
• Cos ϕ = 0,8

– Corrente
• IL = P/(√3VL cosϕ ) = 11.040W/(√3 x 220 x 0,8) = A

– Potência aparente:
• S = √3 VL IL = √3 x 220 x = VA
• Solução do exemplo 6:

– Potência reativa:
• ϕ = arc cos 0,8 = 36,9º
• sen 36,9º = 0,60
• Q = √3 VI sen ϕ = S sen ϕ =
• Conceitos Fundamentais:

– Sobrecarga:
• é a parte da carga existente em um circuito ou equipamento que
excede a plena carga.

– Sobrecorrente:
• é uma corrente que excede o valor nominal.

– Sobretensão:
• é uma tensão cujo valor excede o valor nominal do sistema ou
equipamento elétrico.
• Conceitos Fundamentais:
– Falta elétrica:
• é o contato acidental ou arco entre partes com potenciais
diferentes, bem como de uma dessas partes para a terra em um
sistema ou equipamento energizado.

• Ex: falhas de isolamento entre as partes, e a impedância entre elas


pode ser baixa.
• Conceitos Fundamentais:

– Corrente de fuga:
• É uma corrente muito pequena que percorre um caminho
diferente do previsto ( ou projetado).

• Flui através do dielétrico do material isolante dos


condutores;

• Flui sobre as saias dos isoladores em rede de


distribuição.
• Conceitos Fundamentais:

– Curto-circuito:
• É um caminho condutor acidental ou intencional entre dois
ou mais pontos de um circuito, por meio de uma
impedância baixa ou desprezível.

• É a sobrecorrente resultante de uma falta direta entre


condutores energizados que apresentam uma diferença de
potencial em funcionamento normal.
• Carga instalada:

– Carga instalada/ potência instalada:


• soma das potências nominais dos equipamentos elétricos
instalados na unidade consumidora, em condições de
entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).
(Resolução ANEEL 414/2010)

• Soma das potências nominais de todos os equipamentos de


utilização existentes ou previstos para uma instalação ou
parte da instalação.
• Demanda:
– Em uma instalação predial qualquer (residencial, comercial, industrial,
etc.), a potência elétrica instantânea consumida (potência ativa) é variável
em função do número de cargas ligadas e da soma das potências
consumidas por carga.

– Demanda (D) é o valor médio da potência ativa (P) em um intervalo de


tempo Δt especificado.

– Na prática Δt = ¼ h = 15 minutos.
• Demanda:
• Demanda:
– Demanda:

– Demanda reativa (DQ) em var:


– DQ = D. tgφ

– Demanda aparente DS em va:


– DS = D/ cos φ
– Onde: = ângulo cujo cosseno é o fator de potência da instalação
elétrica.
• Demanda:

– Demanda Máxima:
• é a maior demanda integralizada em determinado intervalo de tempo
definido (dia , mês, ano);

• A demanda medida é integralizada a cada 15 minutos;

• Os medidores de demanda indicam o valor máximo de demanda


registrado em um período de leitura, intervalo entre duas leituras, 30
dias.
• Energia consumida:
– No gráfico a área entre a curva P(t) e o eixo dos tempos é a energia
consumida pela instalação no intervalo considerado.

– Energia consumida pela instalação no intervalo de tempo considerado Δt.

– Ɛ = D. Δt =
• Consumo de energia:
– Consumo de Energia
• É a quantidade de energia ativa (Wh) consumida durante um
intervalo de tempo definido.

• Exemplo:
• Lâmpada de potência de 100 watts ligada por uma hora
consome 100 watts-hora de energia;
• Lâmpada de potencia de 200 watts ligada por uma hora
consome 200 watts-hora de energia;
• Consumo de energia:

– Consumo de Energia
• Considerando o número de horas do período de um mês, 730 horas.

• Assim se utilizarmos 1 kW durante 730h do mês, teremos um


consumo de energia igual a 730 kWh.

• Esse consumo de energia é registrado por um medidor de energia


ativa.
• Curva de carga:
– Curva que apresenta a demanda em função do tempo, D(t)
pra um dado período T.

– Ela é constituída de patamares, porém é mais comum


apresentá-la como uma curva, resultado da união dos pontos
médios das bases superiores dos retângulos de largura Δt.
• Curva de carga:
• Curva de carga:
– Para um dado período T , a ordenada máxima da curva define
a demanda máxima (DM).

– A energia total consumida no período (ƐT) é medida pela área


entre a curva e o eixo dos tempos, ou seja:

– ƐT =
• Curva de carga:
– Para análise do desempenho de instalações prediais, a curva
de carga diária (T = 24h) é a mais comum.

– Cada tipo de instalação possui uma forma característica para


sua curva de carga diária.

– As curvas de carga diária típica variam de acordo com:


– A instalação, exemplo: residência, lojas, escritórios,
industrias, etc. ;
– dias da semana; e
– com a época do ano.
• Curva de Carga
– É a curva que representa a demanda em função do tempo
de uma instalação ou sistema elétrico.
Fonte: CEPEL/Eletrobrás -Centro de Pesquisas de Energia Elétrica/RJ
Relatório Perdas Técnicas dos Transformadores de distribuição 2008
Fonte: CEPEL/Eletrobrás -Centro de Pesquisas de Energia Elétrica/RJ
Relatório Perdas Técnicas dos Transformadores de distribuição 2008
• Demanda média:
– A demanda média (Dm) é definida como a altura de um
retângulo cuja base é o período T e cuja área é a energia total
(ƐT) ou seja:
• Dm = ƐT /T

– Demanda média é uma demanda constante que uma


instalação deve apresentar para, no período considerado,
consumir uma energia igual a que é consumida em
funcionamento normal.
• Curva de carga e Potência instalada:
• Demanda média:

– Demanda média:
• Demanda média = Wh / número de horas

• Ex: Se durante um mês o medidor de energia ativa registrou um


consumo de 292.000 kWh a demanda média do consumo será:
292.000 kWh/730 h = 400 kW
• Demanda contratada:

– Demanda Contratada:
• demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente
disponibilizada pela distribuidora, no ponto de entrega, conforme
valor e período de vigência fixados em contrato, e que deve ser
integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de
faturamento, expressa em quilowatts (kW) (Ren ANEEL 414/2010);

• A demanda contratada deve ser devidamente avaliada, para evitar


valores utilizados acima ou abaixo;
• Demanda faturável:
– Demanda faturável
• Valor da demanda de potência ativa, considerada para fins de
faturamento, com aplicação da respectiva tarifa, expressa em
quilowatts (kW); Ren ANEEL 414/2010.
• Demanda faturável:
– Art. 104 O faturamento de unidade consumidora do Grupo A,
observadas as respectivas modalidades, deve ser realizado
observando-se o disposto neste artigo, exceto nos casos de
opção de faturamento de que trata o art. 100. (Ren 414/2010)

• Demanda faturável: um único valor, correspondente ao maior valor


dentre os definidos a seguir:
– Demanda contratada ou demanda medida, exceto para unidade
consumidora da classe rural ou reconhecida como sazonal;
• Fatores de Projeto:
– São fatores utilizados durante o projeto de uma instalação
elétrica para determinação das demandas máximas dos
diversos setores da instalação, da demanda máxima total e
para estimar a demanda média e o consumo de energia
elétrica.
• Fator de demanda:
– Fator de demanda de uma instalação ou parte da instalação
(Fd) é a razão entre a potência de alimentação e a respectiva
potência instalada.

– A potência de alimentação deve corresponder à demanda


máxima presumida de uma instalação ou parte da instalação,
em um período de tempo (normalmente 24 h).
• Fator de Demanda
– Razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo especificado e a
carga instalada na unidade (REN 414/2010 ANEEL);

– Relação entre potência efetiva requisitada da rede elétrica durante um


intervalo de tempo e a soma de todas as potências das cargas instaladas.

– Fd = [Demanda máxima (kW ou kVA) / Carga instalada (kW ou kVA)] x


100%

– Fator de demanda deve ser sempre: 0 ≤ Fd ≤ 1

– Utilizado para os projetos de novas instalações elétricas.

– Este fator deve ser aplicado a pontos de distribuição da instalação.


– Por exemplo: quadros de dsitribuição
• Fator de Demanda
• Exemplo: três conjuntos de cargas:
• A – iluminação
• B - tomadas de uso geral;
• C - tomadas de uso especifico;

• Cada carga possui uma potência instalada PA, PB,PC, uma


curva de carga diária e demandas máximas DMA, DMB e
DMC que ocorrem nos instantes tA, tB e tC respectivamente,
os fatores de demanda são:
• FdA = DMA/PinstA
• FdB = DMB/PinstB
• FdC = DMC/ PinstC
• Fator de Demanda

• A curva de carga total é a soma das três curvas e apresenta


uma demanda máxima total DM no instante t.

• O fator de demanda da instalação é dado por:

• Fd = DM/Pinst = DM/ (PinstA + PinstB + PinstC)


• Fatores de demanda

– Fatores de demanda são tabelados com base na experiência de


concessionárias e projetistas;

– Encontra-se os fatores de demanda para cada tipo e grupo de carga de


acordo com as tabelas da bibliografia existente.

– Fontes disponíveis:
• Normas de Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica;
• Manuais de Fabricantes de condutores;
• Bibliografia referente a Instalações Elétricas e Projetos Elétricos Prediais,
Residenciais, Comerciais e Industriais
• Fatores de demanda

– Adoção de fatores de demanda muito baixos conduz


ao subdimensionamento, comprometendo a vida
útil;

– Adoção de fatores de demanda altos conduz ao


superdimensionamento, penalizando o lado
econômico.
• Fator de diversidade

– A demanda máxima dos diversos setores de uma instalação


elétrica não ocorrem normalmente ao mesmo tempo, mas
em instantes distintos uma vez que há uma diversidade de
consumo de energia em cada trecho da instalação elétrica;

– Relação entre soma das demandas máximas individuais de


um determinado grupo de consumidores e a demanda
máxima real (medida) de todo o grupo:
• Fd = Σ Dmi/Dm ≥1
• Fator de diversidade

– A diversificação representa uma economia nas


instalações atendidas por uma mesma fonte (Trafo,
Quadro Geral);
• Ex: Um conjunto residencial com 100 unidades. Cada
unidade com demanda de 4 kW. A medida da demanda
máxima na entrada do conjunto (Quadro Geral) é de 200
kW.
Fator de diversidade = 4 x 100 / 200 = 2

• Fonte: Helio Creder;


• Fator de utilização:

– No regime de funcionamento de uma equipamento pode


ocorrer que a potência efetivamente absorvida seja inferior
a respectiva potência nominal:
• Ex: motores elétricos, suscetíveis de funcionar abaixo de sua carga
plena.

– Definido para um equipamento como a razão da potência


máxima absorvida (Pm) pela sua potencia nominal (Pn):
• u = Pm/Pn onde u ≤ 1
• Fator de utilização:

– Fator pelo qual deve ser multiplicada a potencia


nominal do aparelho para se obter a potência média
absorvida pelo mesmo da instalação elétrica;

– Este fator só deve ser aplicado quando há um


perfeito conhecimento do equipamento e de suas
condições de uso.
• Fator de Fator de Carga (Fc)
– Razão entre a demanda média e a demanda máxima da
unidade consumidora ocorridas no mesmo intervalo de
tempo especificado (REN 414/2010 ANEEL);

– é a relação entre demanda média e a demanda máxima,


verificadas durante um período de tempo definido;

– Fator de carga = Demanda média/ Demanda máxima

– Refere-se a um período de carga diária, semanal, mensal,


anual;
• Fator de Carga (Fc)

– Este fator é o indicador econômico da instalação


elétrica e mostra como a energia esta sendo
utilizada por uma instalação elétrica;

– Em um estudo de economia de energia elétrica


busca-se aumentar o valor do fator de carga.
• Exemplo:
– 7. Sabendo-se que o fator de carga (fc) de um
apartamento é de 1,5% e a demanda máxima
é de 14.000 W, determinar o consumo mensal
em kWh. Considerar o mês com 30 dias.
• Solução ex. 7:

– Fator de carga:
– Fc = Dmed/Dmax
– Dmed = 0,015 x 14000 = 210 W

– Consumo de energia:
– Cenerg = Dmed x T
– Cenerg = 210 x 24 x 30 = 151200 Wh = 151,2 kWh
• Exemplo:
– 8.Uma empresa comercial na qual o consumo
mensal de energia elétrica é de 50.000 kWh e a
demanda máxima é de 280 kW. A empresa funciona
14 horas por dia e 25 dias por mês.
• Qual será a energia consumida por dia?
• Qual será a demanda média relativa ao tempo de
funcionamento?
• Qual o Fator de carga relativo ao tempo de
funcionamento?
• Solução ex. 8:
– Energia consumida em média por dia de
funcionamento:
• e = 50.000 kWh / 25 = 2000 kWh
• e = 50.000 kWh/30 = 1666,7 kWh

– Demanda média relativa ao tempo de


funcionamento:
• Dmed = 2000 kWh/14h = 142,86 kW
• Dmed = 1666,7 kWh/24 = 69,45 kW
• Solução ex. 8 continuação:
– Fator de carga relativo ao tempo de funcionamento:
• Fc = 142,86 kW / 280 = 0,51 ou 51%
• Fc = 69,45 kW/ 280 = 0,25 ou 25 %

– Fator de carga:
• Fc = 0,51 %
• Fc = 0,25 %
• Potência de alimentação
– Corresponde a demanda máxima presumida de
uma instalação ou parte de uma instalação ou parte
de uma instalação em um período de 24 h.

• A determinação da potencia de alimentação é essencial


para a concepção econômica e segura de uma instalação.
• Perdas:

– é a diferença entre o consumo total registrado em uma


instalação e o somatório dos consumos individuais de cada
equipamento que compõe esta instalação;

– As perdas são causadas por aquecimento dos condutores


elétricos ( efeito Joule) e dos equipamentos, por correntes
de fuga, descargas em isoladores, transformações (perdas no
ferro e cobre), desbalanceamento de circuitos, transporte de
energia reativa, etc
• Fim

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