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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 2ª
VARA CÍVEL DA COMARCA DE TUPÃ – SP.

Processo Digital nº:1008992-98.2019.8.26.0637

MARCO AURÉLIO GARCIA FECCHIO,


já devidamente qualificado na AÇÃO DE EXECUÇÃO DE
TÍTULO EXTRAJUDICIAL que move contra JOÃO PEREIRA
FILHO, e ELENICE DOS SANTOS PEREIRA, ambos também
já devidamente qualificados vem, a elevada
presença de Vossa Excelência, com a vênia e
acatamento habitual, com base no artigo 1022, inciso II, e
seguintes do Código de Processo Civil, opor
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS INFRINGENTES
(MODIFICATIVO) para assim, suprir a omissão de
ponto sobre o qual deveria se pronunciar na r.
decisão proferida na presente ação, tudo consoante
as linhas abaixo, pelas razões de fatos a seguir
expostos:

DA TEMPETIVIDADE
A venerada decisão ora
embargada foi publicada em xxxx, findando o prazo
de 05 (cinco) dias previsto em lei, na data de
xxxx. Sendo assim, os presentes embargos
encontram-se tempestivo, uma vez que foi
protocolado antes desta data.
DOS FATOS
Como é cediço em Direito, para alcançar o fim a
que se destina, é necessário que a tutela
jurisdicional seja prestada de forma clara e
completa, sem obscuridade, omissão ou contradição.
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Pois bem, embargante ajuizou ação de Rescisão
Contratual e Restituição de Valores c/c Danos
Morais, devido uma proposta enganosa ofertada pela
embargada. Contudo, apesar de Vossa Excelência ter
considerado a proposta enganosa, e ter declarado à
rescisão contratual e condenado à embargada ao
ressarcimento dos valores pagos no montante de
xxxxx, não analisou o pedido de danos morais.
Excelência, conforme narra a inicial, não se pode
aceitar que a má prestação dos serviços de forma
contínua seja um mero aborrecimento do cotidiano.
A realidade é que a situação apresentada na
presente ação já transcendeu esta barreira, razão
pela qual a parte autora pleiteou uma devida
reparação por todos os danos, aborrecimentos,
transtornos causados pelas Rés, que agem com total
descaso com seus clientes.
Na exordial foi pleiteada uma condenação, diante
do caráter disciplinar e desestimulador da
indenização, do poderio econômico da empresa
promovida, das circunstancias do evento e da
gravidade do dano causado ao autor, 20 (vinte)
salários mínimos, ou seja, R$ 18.740,00 (dezoito
mil, setecentos e quarenta reais).
Sendo assim, entende o embargante, permissa venia,
que deixou a decisão proferida de se manifestar,
expressamente, sobre o pedido de danos morais.
Dessa forma, requer o recebimento dos presentes
embargos de declaração, a fim de que seja sanada a
presente omissão.
RAZÕES RECURSAIS
Segundo o artigo 1.022, II, primeiro, do Código de
Processo Civil, cabem embargos de declaração
contra decisão judicial para o fim de suprir

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omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se
pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento.
De acordo com o doutrinador Luiz Artur de Paiva
Corrêa, a omissão acontece quando o julgado não se
pronuncia sobre ponto ou questão suscitada pelas
partes, ou que o juiz ou juízes deveriam
pronunciar-se de ofício. Por esse raciocínio,
todos os tópicos da lide, ou seja, os aspectos da
questão que a parte levantou na petição inicial,
devem ser obrigatoriamente enfrentados e decididos
pelo julgador, tenham ou não sido eles impugnados,
seja porque a parte assim o requereu ou porque se
trata de matéria de ordem pública que exigia o
pronunciamento ex officio do órgão
jurisprudencial.
Ao órgão julgador compete o pronunciamento sobre
questões de fato e de direito que sejam relevantes
para o julgamento, não sendo permitido discriminar
e não julgar algumas delas, apesar de não ter o
julgador o dever de expressar convicção sobre
todos os argumentos utilizados pelas partes, tendo
em vista que a falha deve ser aferida em função do
pedido, e não das razões invocadas pelo
litigantes.
A decisão será, então, omissa quando alguma
proposição faltante tiver nela inserida, e
portanto, tiver que ser reaberto o julgamento, a
fim que seja preenchida a lacuna nela existente.
Segundo o jurista Freddy Didier Jr considera-se
omissa a decisão;
Que não se manifestar-se sobre a) Um pedido;b)
sobre argumentos relevantes lançados pela parte
(para o acolhimento do pedido, não é necessário o
enfretamento de todos os argumentos deduzidos pela
parte, mas para o não acolhimento, sim, sob pena
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de ofensa a garantia do contraditório) c) sobre
questões de ordem pública, que não são apreciáveis
de oficio, pelo magistrado, tenham ou não tenham
sidos suscitadas pela parte.
Dessa forma, em que pese o brilho e a clareza com
que a venerável sentença embargada deslinda as
complexas questões sob julgamento, o recorrente
pede vênia para sanar a omissão quanto ao pedido
de danos morais.
Assim, havendo omissão nos termos da Sentença
proferida, ao que preceitua a Lei Processual
Civil, é possível viabilizar a supressão desta
omissão, via Embargos de Declaração, o qual tem
por escopo:
Os embargos de declaração têm por finalidade a
eliminação de obscuridade, omissão, dúvida ou
contradição, (RSTJ 59/170).
Conclui-se que a respeitável sentença prolatada
apresenta-se omissa tendo em vista o pedido de
indenização pelos danos causados.
Assim sendo, requer seja sanado a omissão da
respeitável sentença.
DOS PEDIDOS
Admitido e processado os presentes embargos,
requer-se, com fulcro no artigo 1023, parágrafo
segundo do Código de Processo Civil,
a INTIMAÇÃO da parte recorrida para que, caso
queira, manifeste-se no prazo de 5 (cinco) dias.
Por fim, requer-se a Vossa
Excelência PROVIMENTO ao presente recurso, sanando
a OMISSÃO da respeitável analisando o pedido
pleiteado na exordial de indenização por danos
morais, por ser medida de JUSTIÇA!

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Termos em que, respeitosamente
P. Deferimento.
Tupã, 01 de Agosto de 2019.
Marco Aurélio Garcia Fecchio
OAB/SP 368.266

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