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CURSO DE ÉTICA

MÓDULO I

VÍDEO 01 – PROF. POLIANA MOREIRA DELPUPO – 11/01/2020

DA ADVOCACIA, DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA E DA ÉTICA DO ADVOGADO

A ética se trata de um ramo da filosofia que tem como preocupação estudar assuntos
ligados a moral. A ética, ao estudar a moral, pode tratar da moral no aspecto individual, social
e no aspecto profissional.

Ética profissional (deontologia) – tem por preocupação cuidar de aspectos morais no


ambiente profissional, analisando as interações e negociações das pessoas no desempenho de
suas profissões.

Ética jurídica – ramo da ética profissional, que tem por finalidade estudar aspectos voltados a
ética no exercício da profissão.

Código de ética e Estatuto da OAB - 8 questões da OAB ligadas a ética jurídica.

O Código de Ética (Resolução nº 2/2015 do Conselho Federal da OAB) é composto de 80


artigos.

O Estatuto da OAB (Lei 8.906/94) é composto de 87 artigos.

Trabalharemos com as duas leis. O Estatuto tem sido mais pedido na OAB.

A atividade da advocacia

Código de Ética – art. 1º ao 7ª – princípios e fundamentos da ética do advogado.

Art. 1º do Código de Ética:

“Art. 1º O exercício da advocacia exige conduta compatível com os preceitos deste Código,
do Estatuto, do Regulamento Geral, dos Provimentos e com os demais princípios da moral
individual, social e profissional.”

O código se preocupa com princípios de moral individual, social e profissional –


destacamos a ética profissional (deontologia) que tem por finalidade estudar a ética no ramo
das profissões.

No que diz respeito a ética do advogado, essa matéria se encontra presente nos arts.
31 ao 33 do Estatuto do Advogado.

No que diz respeito a atividade da advocacia, a matéria se encontra nos arts. 1º a 5º


do Estatuto.

Estatuto da OAB

“Art. 31. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que
contribua para o prestígio da classe e da advocacia.
§ 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer
circunstância.

§ 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer


em impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão.”

Analisando o art. 31, verificamos claramente que o advogado deve exercer sua
atividade com respeito, de modo a trazer prestígio ao exercício de sua atividade – tem
independência no seu ofício, que faz com que não tenha o dever e obrigação de agradar
nenhum magistrado ou autoridade, mas sim defender o seu cliente e fazer justiça.

O advogado não tem o direito de desrespeitar o magistrado – busca exercer a


advocacia com ética, atendendo os interesses de seu cliente em conformidade com a lei.

Independência do advogado em relação ao magistrado, independência com respeito.

Exame XIX OAB – Alexandre, advogado que exerce a profissão há muitos anos, é conhecido
por suas atitudes corajosas, sendo respeitado pelos seus clientes e pelas autoridades com
quem se relaciona por questões profissionais. Comentando sua atuação profissional, ele foi
inquirido, por um dos seus filhos, se não deveria recusar a defesa de um indivíduo
considerado impopular, bem como se não deveria ser mais obediente às autoridades, diante
da possibilidade de retaliação. Sobre o caso apresentado, observadas as regras do Estatuto
da OAB, assinale a opção correta indicada ao filho do advogado citado.

A) O advogado Alexandre deve recusar a defesa de cliente cuja atividade seja impopular.

B) O temor à autoridade pode levar à negativa de prestação do serviço advocatício por


Alexandre.

C) As causas impopulares aceitas por Alexandre devem vir sempre acompanhadas de apoio da
Seccional da OAB.

D) Nenhum receio de desagradar uma autoridade deterá o advogado Alexandre.

Impopularidade não justifica o advogado abandonar a causa. O advogado não deve


temer perante a autoridade, mas sim temer a defesa de seu cliente. Deve cumprir a lei e
atender os interesses do cliente ao exercer a profissão.

“Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com
dolo ou culpa.

Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável


com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será
apurado em ação própria.”

O advogado civilmente responderá subjetivamente em relação as atividades prestadas


no seu ofício. Se agir com dolo ou culpa, responderá civilmente, penalmente e
administrativamente (perante o conselho da OAB).

A responsabilidade do advogado é subjetiva – depende do dolo ou culpa.

A lide temerária é uma lide infundada, onde o advogado não tem motivos ou provas
capazes de justificar a conduta de seu cliente – o advogado não é obrigado a aceitar lide
temerária, mas sim recusá-las. Se aceitar lide infundada, apenas para ingressar e prejudicar a
parte contraria, responderá juntamente com o cliente se restar comprovado que agiu em
conluio com este para prejudicar a parte contraria ou levar vantagem.

EX: caso Neymar – acusação da modelo Nadja, onde dois advogados já abandonaram a
causa por temer que a lide seja sem fundamentos e sem provas, correndo o risco de responder
juntamente com sua cliente se aceitarem.

O advogado deve ter respaldo na lei para proteger o seu cliente. O advogado deve recusar
lides temerárias.

“Art. 33. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres consignados no Código


de Ética e Disciplina.

Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do advogado para com a
comunidade, o cliente, o outro profissional e, ainda, a publicidade, a recusa do patrocínio, o
dever de assistência jurídica, o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos
disciplinares.”

O Código de Ética trata de outros assuntos voltados a publicidade, aos procedimentos


disciplinares (qual a forma, qual os procedimentos adotados diante de condutas antiéticas) –
não trata apenas de questões éticas, mas sim de assuntos voltados a advocacia.

ATIVIDADE DA ADVOCACIA

“Art. 1º São atividades privativas de advocacia:

I - a postulação a  qualquer  órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;               

II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.

§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em


qualquer instância ou tribunal.

As atividades privativas do advogado são atividades de postulação a órgão judiciário e


aos juizados especiais. Em relação aos juizados especiais cíveis, o art. 9º da Lei 9.099/95 diz
que nas causas de até 20 salários-mínimos não há necessidade de a parte ingressar
acompanhada de advogado.

Ainda que a causa seja de até 20 salários mínimos, se for necessário a interposição de
recurso para o colegiado recursal, será necessário a assistência de um advogado a parte que
deseja recorrer. Se, após a sentença do juiz, a parte que não estiver assistida por um advogado
quiser recorrer, deverá procurar um para que possa.

Prestar consultoria, assessoria e direção jurídica são atividades privativas do advogado.

O habeas corpus poderá ser interposto por qualquer pessoa, independente de


advogado.

§ 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem


ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados.

Na constituição de sociedades empresariais, de PJ, no ato de constituição do contrato


ou estatuto, deverá haver o visto de um advogado.
A Lei Complementar 123/2006 – Estatuto das Microempresas e empresas de pequeno
porte – art. 9º diz que em relação a microempresas ou empresas de pequeno porte não é
necessário o visto do advogado.

§ 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.”

O advogado não pode fazer propaganda em relação ao exercício da advocacia com


outra atividade.

Exame XXIII OAB – Florentino, advogado regularmente inscrito na OAB, além da advocacia,
passou a exercer também a profissão de corretor de imóveis, obtendo sua inscrição no
conselho pertinente. Em seguida, Florentino passou a divulgar suas atividades, por meio de
uma placa na porta de um de seus escritórios, com os dizeres: Florentino, advogado e corretor
de imóveis.

Sobre o tema, assinale a afirmativa correta.

(A) É vedado a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis.

(B) É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis,


desde que não sejam prestados os serviços de advocacia aos mesmos clientes da outra
atividade. Além disso, é permitida a utilização da placa empregada, desde que seja discreta,
sóbria e meramente informativa.

(C) É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis.


Todavia, é vedado o emprego da aludida placa, ainda que discreta, sóbria e meramente
informativa.

(D) É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis,


inclusive em favor dos mesmos clientes. Também é permitido empregar a aludida placa, desde
que seja discreta, sóbria e meramente informativa.

É vedado ao advogado divulgar a advocacia em conjunto com outra atividade.

“Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.

§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social.

A atividade da advocacia é privada, mas ao defender o cliente se defende em relação


aos seus interesses e a pessoa do cliente em relação a sociedade. A atividade reflete o
interesse do cliente em relação a sociedade.

§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão favorável ao seu


constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público.

O múnus público é um dever que toda pessoa que exerce uma profissão tem perante o
poder público em decorrência da lei. As leis que tratam desse múnus público são o Estatuto da
OAB, o Código de Ética, o Regulamento Geral da OAB e os Provimentos.
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, nos
limites desta lei.”

O advogado possui uma inviolabilidade material no que diz respeito ao exercício da


profissão – o advogado não precisa medir suas palavras na defesa de seu cliente, mas não
podem ser desrespeitosas ao ponto de desacatar a autoridade ou caluniar a parte contrária.

Nesta inviolabilidade material é possível que o advogado injurie ou difame no que diz
respeito ao exercício da causa, mas não pode desacatar a autoridade ou caluniar a parte
contrária.

A inviolabilidade é relativa e material (em relação aos atos praticados em defesa dos
interesses do cliente). Ser inviolável não significa que não haja limite.

“Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de


advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),

§ 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta lei, além do regime


próprio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria
da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas entidades de administração
indireta e fundacional.

Só é considerado advogado aquele que é inscrito na OAB. Aqueles que exercem cargos
de advogado geral da união, procurador, defensor público, consultorias jurídicas, bem como os
que trabalham prestando consultoria na administração indireta e fundacional também devem
estar devidamente inscritas na OAB pois exercem advocacia pública.

Exame XXIII OAB – Patrícia foi aprovada em concurso público e tomou posse como
Procuradora do Município em que reside. Como não pretendia mais exercer a advocacia
privada, mas apenas atuar como Procuradora do Município, pediu o cancelamento de sua
inscrição na OAB.

A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.

(A) Patrícia não agiu corretamente, pois os advogados públicos estão obrigados à inscrição
na OAB para o exercício de suas atividades.

(B) Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o licenciamento do
exercício da advocacia e não o cancelamento de sua inscrição.

(C) Patrícia poderia ter pedido o licenciamento do exercício da advocacia, mas nada a impede
de pedir o cancelamento de sua inscrição, caso não deseje mais exercer a advocacia privada.

(D) Patrícia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados públicos não podem exercer a
advocacia privada, estão obrigados a requerer o cancelamento de suas inscrições.

Os advogados públicos devem estar registrados na OAB, obrigatoriamente.


Exame XXIII – Juliana é integrante da equipe de recursos humanos de certa sociedade
anônima, de grande porte, cujo objeto social é o comércio de produtos eletrônicos.
Encontrando-se vago um cargo de gerência jurídica, Juliana organizou processo seletivo,
tendo recebido os currículos de três candidatas.
A primeira delas, Mariana, é advogada regularmente inscrita na OAB, tendo se especializado
em Direito Penal. A segunda, Patrícia, não é graduada em Direito, porém é economista e
concluiu o doutorado em direito societário e mercado de capitais. A terceira, Luana,
graduada em Direito, foi aprovada no exame da OAB e concluiu mestrado e doutorado. É
conselheira de certo tribunal de contas estadual, mas encontra-se afastada, a pedido, sem
vencimentos.

Considerando a situação narrada, assinale a afirmativa correta.

(A) Qualquer das candidatas poderá exercer a função de gerência jurídica, mas apenas Mariana
poderá subscrever os atos privativos da advocacia.

(B) Qualquer das candidatas poderá exercer a função de gerência jurídica, mas apenas Mariana
e Luana poderão subscrever os atos privativos da advocacia.

(C) Apenas Mariana poderá exercer a função de gerência jurídica.

(D) Apenas Mariana e Luana poderão exercer a função de gerência jurídica.

As outras duas candidatas não estão inscritas na OAB.

§ 2º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no art.


1º, na forma do regimento geral, em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste.”

O estagiário devidamente inscrito na OAB poderá exercer conjuntamente com o


advogado ou defensor público os atos da advocacia – somente em conjunto, sozinho não
pode.

“Art. 29. Os atos de advocacia, previstos no Art. 1º do Estatuto, podem ser subscritos por
estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público.

§ 1º O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a


responsabilidade do advogado:

I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;

II – obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos
em curso ou findos;

III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.

§ 2º Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente,


quando receber autorização ou substabelecimento do advogado.

Esse artigo traz atividades que o estagiário inscrito na OAB poderá exercer
isoladamente, sem necessidade de acompanhamento de advogado ou defensor público.
Isoladamente, mas sob a responsabilidade do advogado em relação ao escritório que o
advogado atua, o estagiário poderá três atos: retirada dos autos em cartório, obter certidões
junto aos escrivães e chefes de secretaria e assinar petições de juntada de documentos.
Recorrer, petição inicial e contestar isoladamente NÃO PODE.

Art. 4º, Estatuto da OAB:

“Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB,
sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas.

Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado impedido - no âmbito
do impedimento - suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a
advocacia.”

Se você não é inscrito na OAB, não é estagiário inscrito na OAB e venha a exercer a
advocacia, os atos dessa pessoa são nulos de pleno direito. São nulos os atos praticados por
advogado impedido, suspenso, licenciado ou que exerça atividade incompatível com a OAB.

Se o advogado sofrer punição disciplinar de suspensão, enquanto estiver suspenso,


não poderá exercer a advocacia.

O advogado pode ser considerado impedido, ou seja, proibido parcialmente de exercer


a advocacia – art. 30 do Estatuto da OAB:

“Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia:

I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública


que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora;

II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas
jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações
públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço
público.

Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos.”

Incompatibilidade é proibição total – art. 28 do Estatuto da OAB:

“Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades:

I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos


legais;

II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos


de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os
que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração
pública direta e indireta; 
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta
ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de
serviço público;

IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do


Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro;

V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial


de qualquer natureza;

VI - militares de qualquer natureza, na ativa;

VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação


ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais;

VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive


privadas.

§ 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de


exercê-lo temporariamente.

§ 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão
relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da OAB, bem como a
administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico.”

As situações de licença estão previstas no art. 12 do Estatuto da OAB:

“Art. 12. Licencia-se o profissional que:

I - assim o requerer, por motivo justificado;

II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da


advocacia;

III - sofrer doença mental considerada curável.”

São motivos pessoais pelos quais o advogado pede licença, situações em que haja uma
incompatibilidade temporária.

Exame XXIII OAB – Diogo é estudante de Direito com elevado desempenho acadêmico. Ao
ingressar nos últimos anos do curso, ele é convidado por um ex-professor para estagiar em
seu escritório. Inscrito nos quadros de estagiários da OAB e demonstrando alta capacidade,
Diogo ganha a confiança dos sócios do escritório e passa a, isoladamente e sob a
responsabilidade do advogado, retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva
carga; visar atos constitutivos de sociedades para que sejam admitidos a registro; obter
junto a escrivães e chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso
ou findos; assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou
administrativos; e subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais.

Considerando as diversas atividades desempenhadas por Diogo, isoladamente e sob a


responsabilidade do advogado, de acordo com o Estatuto e Regulamento da OAB, ele pode
(A) Retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga, bem como visar atos
constitutivos de sociedades, para que sejam admitidos a registro.

(B) Obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos
em curso ou findos, bem como assinar petições de juntada de documentos a processos
judiciais ou administrativos.

(C) Obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos
findos, mas não de processos em curso, bem como subscrever embargos de declaração
opostos em face de decisões judiciais.

(D) Assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais, mas não a processos
administrativos, nem subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões
judiciais.

Não pode recorrer isoladamente sem que esteja regularmente inscrito na OAB.

Art. 28 – incompatibilidades.

Art. 30 – impedimentos.

Art. 12 – licenciamento.

A suspensão – hipóteses em que o advogado sofrerá suspensão.

Exame XXII OAB – Carolina, Júlia, Bianca e Maria são advogadas. Carolina é servidora
estadual não enquadrada em hipótese de incompatibilidade; Júlia está cumprindo suspensão
por infração disciplinar; Bianca está licenciada por requerimento próprio justificado; e Maria
é servidora federal não enquadrada em hipótese de incompatibilidade. As quatro
peticionam, como advogadas, isoladamente e em atos distintos, em ação judicial proposta
em face da União. Diante da situação narrada, de acordo com o Estatuto da OAB, são válidos
os atos praticados

(A) Por Carolina, apenas.

(B) Por Carolina e Bianca, apenas.

(C) Por Carolina, Bianca e Maria, apenas.

(D) Por Carolina, Julia, Bianca e Maria.

Carolina é servidora estadual, só não pode advogar contra o estado, contra a união ou
município pode. Julia está suspensa, Bianca está licenciada e Maria é servidora da união, parte
na causa – praticam ato nulo.

Exame XVI OAB – Bernardo é bacharel em Direito, mas não está inscrito nos quadros da
Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de aprovado no Exame de Ordem. Não obstante,
tem atuação na área de advocacia, realizando consultorias e assessorias jurídicas.
A partir da hipótese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da Ordem dos
Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.

(A) Tal conduta é permitida, por ter o bacharel logrado aprovação no Exame de Ordem.

(B) Tal conduta é proibida, por ser equiparada à captação de clientela.

(C) Tal conduta é permitida mediante autorização do Presidente da Seccional da Ordem dos
Advogados do Brasil.

(D) Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na Ordem dos Advogados
do Brasil.

Somente o advogado inscrito na OAB poderá exercer as atividades do art. 1º do


Estatuto da OAB.

Art. 5º do Estatuto da OAB:

“Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato.

§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a


apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.

§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos


judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais.

§ 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes à


notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término
desse prazo.”

É possível que pratique atos em favor de seu cliente sem mandato para evitar a
prescrição de um prazo, a decadência, diante de uma emergência para que o advogado atenda
o seu cliente da melhor forma possível – deve juntar procuração no prazo de 15 dias,
prorrogáveis por 15 dias.

A distinção da procuração para o foro em geral dá a possibilidade de que o advogado


atue em qualquer instancia em favor de seu cliente.

A procuração para o foro geral diferencia da procuração com poderes especiais pois
quando o advogado for receber, dar quitação, firmar compromisso, transigir, essas atitudes só
poderão ser prestadas por advogado que tenha procuração com poderes especiais.

Art. 104 e 105 do CPC:

“Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para
evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente.

§ 1º Nas hipóteses previstas no  caput  , o advogado deverá, independentemente de caução,


exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho
do juiz.
§ 2º O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo nome foi
praticado, respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos.

Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular
assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto
receber citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar
ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar
declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica.

§ 1º A procuração pode ser assinada digitalmente, na forma da lei.

§ 2º A procuração deverá conter o nome do advogado, seu número de inscrição na Ordem


dos Advogados do Brasil e endereço completo.

§ 3º Se o outorgado integrar sociedade de advogados, a procuração também deverá conter


o nome dessa, seu número de registro na Ordem dos Advogados do Brasil e endereço
completo.

§ 4º Salvo disposição expressa em sentido contrário constante do próprio instrumento, a


procuração outorgada na fase de conhecimento é eficaz para todas as fases do processo,
inclusive para o cumprimento de sentença.”

É possível que o advogado, em situações de emergência, atue sem mandato.

Se o advogado renunciar o seu mandato, o exercício da sua atividade de advocacia em


relação a seu cliente, deverá atuar no prazo de 10 dias, salvo se, ao renunciar, o cliente já
providencie outro advogado – art. 5, § 3º.

Exame XVI OAB – João é advogado da sociedade empresária X Ltda., atuando em diversas
causas do interesse da companhia. Ocorre que o controle da sociedade foi alienado para
uma sociedade estrangeira, que resolveu contratar novos profissionais em várias áreas,
inclusive a jurídica. Por força dessa circunstância, rompeu-se a avença entre o advogado e o
seu cliente. Assim, João renunciou ao mandato em todos os processos, comunicando
formalmente o ato à cliente. Após a renúncia, houve novo contrato com renomado escritório
de advocacia, que, em todos os processos, apresentou o instrumento de mandato antes do
término do prazo legal à retirada do advogado anterior. Na renúncia focalizada no
enunciado, consoante o Estatuto da Advocacia, deve o advogado

(A) Afastar-se imediatamente após a substituição por outro advogado.

(B) Funcionar como parecerista no processo pela continuidade da representação.

(C) Atuar em conjunto com o advogado sucessor por quinze dias.

(D) Aguardar dez dias para verificar a atuação dos seus sucessores.

VÍDEO 2 – PROF. PRISCILA SILVEIRA – 12/01/2021

ÉTICA PROFISSIONAL
A OAB não pergunta o que é ética, gosta sempre de trazer discussões fáticas acerca de
alguma situação para que seja reconhecido o direito ou dever violado

PRERROGATIVAS PROFISSIONAIS

Lei 8.906/94 – art. 6º e 7º.

Os advogados são essenciais, imprescindíveis para a administração da justiça – art. 136


da CF.

As prerrogativas são conjuntos de direitos ligados e garantidos pela norma, pelo


preceito instituído para que o advogado possa exercer a advocacia com o objetivo de dar
acesso efetivo a justiça e a busca do direito dentro do estado democrático garantido pela CF.

Regulamento Geral, Código de Ética, provimentos da OAB e princípios da moral


individual, social e profissional – o advogado deve seguir.

O advogado tem que ter consciência de que está ali para equilibrar a desigualdade,
deve fazer uso da garantia da igualdade para todos – é um direito e um dever do advogado.

“Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do


Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos.

Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem


dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da
advocacia e condições adequadas a seu desempenho.”

Existe uma dificuldade na prática de aplicação. Os advogados devem estar em pé de


igualdade. Preceito de respeito recíproco.

Os auxiliares da justiça também devem ser respeitados de forma recíproca, compatível


com a dignidade da advocacia.

DIREITOS DO ADVOGADO

Art. 7º do Estatuto da OAB:

“Art. 7º São direitos do advogado:

I - exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional;

INCISO I – o advogado deve e pode exercer a liberdade de maneira ampla na circunscrição que
esteja inscrito, fora do estado pode atuar em cinco causas. Está livre para exercer a profissão
em todo território nacional, respeitado o limite de causas.

II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos


de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que
relativas ao exercício da advocacia; 

Inviolabilidade do local, instrumentos e comunicações


INCISO II – o advogado tem direito a inviolabilidade de seu escritório, excepcionalmente, se
existir um mandado de busca e apreensão deverá ser acompanhado de um membro da OAB,
devendo esclarecer e pontuar qual é o documento que se busca pertencente a apreensão, sob
pena de violar os direitos ligados ao exercício da advocacia.

Existem advogados que são coautores de crimes, podendo existir a busca e apreensão.

III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração,
quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou
militares, ainda que considerados incomunicáveis;

INCISO III – o advogado pode se comunicar sozinho com seu cliente, pessoalmente e
reservadamente. Acontece muitas vezes nas audiências na esfera criminal, se atrela o direito a
liberdade de ir e vir. A incomunicabilidade, reservada ao inquérito policial caiu por terra, afasta
o estado democrático de direito.

O advogado tem imunidade.

O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem ter nos fóruns salas especiais que sejam dadas
aos advogados – para que o advogado possa peticionar, esperar audiência etc.

IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado
ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos
demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;

Prisão do advogado

INCISO IV – toda vez que um advogado for preso em flagrante, se faz necessário a presença da
OAB, devendo-se comunicar excepcionalmente a seccional. Deverá ser preso em razão da
atividade da advocacia.

V - não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de
Estado Maior, com instalações e comodidades condignas,  assim reconhecidas pela OAB,  e,
na sua falta, em prisão domiciliar;

INCISO V – o advogado tem o direito de ficar preso, antes da sentença transitar em julgado,
uma sala de estado maior, sem grade, com cama, com escrivaninha, ser arejado etc. As
instalações devem ser dignas com a profissão, para que possa exercê-la.

Se não houver essa sala, deverá ficar em uma sala do presidio maior, que tenha essas
condições, ou será solto.

VI - ingressar livremente:

a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte
reservada aos magistrados;
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços
notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente
e independentemente da presença de seus titulares;

c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço


público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício
da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se
ache presente qualquer servidor ou empregado;

d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou


perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais;

INCISO VI – o advogado tem o direito de ingressar livremente na sala de julgamentos, na sala


dos magistrados, nas dependências das audiências, em qualquer recinto que pratique suas
atividades – sem pedir licença e sair quando quiser.

VII - permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso


anterior, independentemente de licença;

VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho,


independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a
ordem de chegada;

INCISO VIII – os juízes colocam a plaquinha “não entre sem bater” e o inciso fala que pode
adentrar a sala independente de hora marcada. Na prática, isso não acontece pois o juiz
sempre está ocupado.

X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção


sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou
afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe
forem feitas;

INCISO X – o advogado pode fazer uso da palavra, em qualquer momento do processo. Na


prática, se fala “pela ordem”.

XI - reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade,


contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;

INCISO XI – o advogado pode contestar contra a inobservância da lei.

XII - falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da


Administração Pública ou do Poder Legislativo;

XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração


Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração,
quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de
cópias, com possibilidade de tomar apontamentos;     
INCISO XIII – pode se examinar tudo o que quiser dentro dos poderes, processos que
terminaram ou que estejam em julgamento (quando tem sigilo ou segredo, pode se examinar
com procuração em mãos para que se possa se valer desse direito).

XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem
procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em
andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar
apontamentos, em meio físico ou digital;               

INCISO XIV – pode se olhar e analisar qualquer processo.

Súmula Vinculante 14 do STF:

“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de


prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.”

Pode se analisar qualquer processo, principalmente quando o réu esteja sendo investigado,
sem que se faça uso de procuração. Só se pode fazer isso se as provas investigativas já
estiverem nos autos.

XV - ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou


na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais;

INCISO XV – o advogado pode ter vista dos autos, retirar processos.

XVI - retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias;

XVII - ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão ou em


razão dela;

XVIII - usar os símbolos privativos da profissão de advogado;

INCISO XVIII – o advogado só pode usar os símbolos atrelados a sua profissão. Não se pode
usar o símbolo da OAB para colocar em um time de futebol, por exemplo.

XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar,
ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando
autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo
profissional;

INCISO XIX – o advogado não é obrigado a depor como testemunha se atuou no processo ou
sobre algum fato que é ou foi advogado. Pode se negar a testemunhar por conta do segredo
profissional.
Se o próprio constituinte autoriza que o advogado vá falar, estaríamos desobrigando o sigilo e
segredo profissional.

XX - retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta
minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que
deva presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo.

INCISO XX – o advogado pode sair do recinto em que aguarda há mais de 30 minutos do


horário marcado da audiência, podendo pedir que seja adiada.

XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de
todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou
indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração:                 

a) apresentar razões e quesitos;                 

b) (VETADO).                 

§ 1º Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI:

1) aos processos sob regime de segredo de justiça;

2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer


circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório, secretaria ou
repartição, reconhecida pela autoridade em despacho motivado, proferido de ofício,
mediante representação ou a requerimento da parte interessada;

3) até o encerramento do processo, ao advogado que houver deixado de devolver os


respectivos autos no prazo legal, e só o fizer depois de intimado.

§ 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação  ou


desacato  puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em
juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que
cometer.               

§ 3º O advogado somente poderá ser preso em flagrante, por motivo de exercício da


profissão, em caso de crime inafiançável, observado o disposto no inciso IV deste artigo.

§ 4º O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, fóruns,


tribunais, delegacias de polícia e presídios, salas especiais permanentes para os advogados,
com uso  e controle  assegurados à OAB.         

§ 5º No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão ou de cargo ou função de


órgão da OAB, o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido, sem
prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator.

§ 6o  Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de


advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade
de que trata o inciso II do  caput  deste artigo, em decisão motivada, expedindo mandado de
busca e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de
representante da OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização dos documentos,
das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos
demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes.                       

§ 7o  A ressalva constante do § 6o  deste artigo não se estende a clientes do advogado
averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou co-
autores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade.                       

§ 10.   Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício
dos direitos de que trata o inciso XIV.                   

§ 11.   No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do
advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da
eficácia ou da finalidade das diligências.                   

§ 12.   A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de


autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno
investigativo implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do
responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da
defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz
competente.                         

§ 13.   O disposto nos incisos XIII e XIV do  caput  deste artigo aplica-se integralmente a
processos e a procedimentos eletrônicos, ressalvado o disposto nos §§ 10 e 11 deste
artigo.           

DIREITOS DA ADVOGADA GESTANTE

“Art. 7º-A. São direitos da advogada:                           

I - gestante:                       

a) entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios


X;                   

b) reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais;                   

II - lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou a local adequado
ao atendimento das necessidades do bebê;                   

III - gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem das sustentações
orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua
condição;                   

IV - adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única patrona
da causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente.                   

§ 1o    Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante aplicam-se enquanto perdurar,


respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação.                 
§ 2o    Os direitos assegurados nos incisos II e III deste artigo à advogada adotante ou que der
à luz serão concedidos pelo prazo previsto no  art. 392 do Decreto-Lei no  5.452, de 1o  de
maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho).                 

§ 3o  O direito assegurado no inciso IV deste artigo à advogada adotante ou que der à luz
será concedido pelo prazo previsto no  § 6o  do art. 313 da Lei no   13.105, de 16 de março de
2015 (Código de Processo Civil).                 

Podem entrar e sair dos tribunais sem que sejam submetidas a detectores de metal e
aparelhos de raio X. Tem vaga reservada em garagens do fórum. Deve ter um local adequado
para amamentar e cuidar do bebê. Tem preferência na ordem de sustentação oral na
audiência.

Assim que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única advogada da
parte, devendo notificar por escrito ao cliente no prazo de 30 dias. Os direitos permanecem
enquanto a advogada estiver amamentando.

A OAB cobrará prazos – interromper, prazo maior etc.

VÍDEO 3 – PROF. POLIANA MOREIRA DELPUPO MATA – 12/01/2021

DA INSCRIÇÃO, DA IDENTIDADE PROFISSIONAL E DO ESTÁGIO PROFISSIONAL

Art. 8º a 14 do Estatuto da OAB.

O Art. 8º trata dos requisitos para inscrição do advogado.

“Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:

I - capacidade civil;

II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino


oficialmente autorizada e credenciada;

III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;

IV - aprovação em Exame de Ordem;

V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;

VI - idoneidade moral;

VII - prestar compromisso perante o conselho.

São 7 os requisitos necessários para que o advogado se inscreva na OAB, devendo


todos estar presentes.

Se o bacharel em Direito não prestar a OAB, continuará sendo bacharel. Cabe ressaltar
que além de ser aprovado, deverá se inscrever na OAB.

§ 1º O Exame da Ordem é regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB.

§ 2º O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer prova
do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de
atender aos demais requisitos previstos neste artigo.
§ 3º A inidoneidade moral, suscitada por qualquer pessoa, deve ser declarada mediante
decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho
competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.

A idoneidade moral - § 3º - se a pessoa não for capacitada para o exercício, somente


conseguirá sua inscrição após um processo em que será apurada a sua idoneidade mediante a
votação de 2/3 dos membros do conselho.

§ 4º Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime
infamante, salvo reabilitação judicial.”

É comum que a pessoa seja considerada inidônea nos casos em que esteja
respondendo por crimes infamante (contra a honra, boa fama ou dignidade – crime que gera
repulsa na sociedade em relação ao comportamento). A pessoa que cometeu crime infamante,
para que concluía sua inscrição, é necessário que ocorra a sua reabilitação judicial, caso
contrário não conseguirá concluir sua inscrição.

Exame XXVII OAB – Lúcio pretende se inscrever como advogado junto à OAB. Contudo,
ocorre que ele passou por determinada situação conflituosa que foi intensamente divulgada
na mídia, tendo sido publicado, em certos jornais, que Lúcio não teria idoneidade moral para
o exercício das atividades de advogado.

Considerando que Lúcio preenche, indubitavelmente, os demais requisitos para a inscrição,


de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.

(A) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e
deve ser declarada por meio de decisão da diretoria do conselho competente, por maioria
absoluta, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.

(B) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser
declarada por meio de decisão de, no mínimo, dois terços dos votos de todos os membros do
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.

(C) A inidoneidade moral apenas poderá ser suscitada junto à OAB por advogado inscrito e
deve ser declarada por meio de decisão, por maioria absoluta, de todos os membros do
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.

(D) A inidoneidade moral poderá ser suscitada junto à OAB por qualquer pessoa e deve ser
declarada por meio de decisão, por maioria simples, do Tribunal de Ética e Disciplina do
conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar.

Art. 8º, § 3º do Estatuto da OAB.

Caso não tenha a inscrição na OAB, mesmo tendo passado no exame, continuará
sendo bacharel em Direito.

“Art. 9º Para inscrição como estagiário é necessário:

I - preencher os requisitos mencionados nos incisos I, III, V, VI e VII do art. 8º;

Não são todos os requisitos do art. 8º que devem ser observados pelo estagiário.
II - ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.

§ 1º O estágio profissional de advocacia, com duração de dois anos, realizado nos últimos
anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino superior
pelos Conselhos da OAB, ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia
credenciados pela OAB, sendo obrigatório o estudo deste Estatuto e do Código de Ética e
Disciplina.

O estágio tem a duração de dois anos, prestados nos últimos anos do curso de Direito.
Só se pode buscar a inscrição se o estagiário estiver admitido em um escritório ou órgão
público.

§ 2º A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu


curso jurídico.

§ 3º O aluno de curso jurídico que exerça atividade incompatível com a advocacia pode
freqüentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para fins de
aprendizagem, vedada a inscrição na OAB.

§ 4º O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se
inscrever na Ordem.”

Pode ocorrer de exercer atividade incompatível com a advocacia e estar no curso de


Direito – não será possível exercer o estágio ou a inscrição – art. 28 do Estatuto da OAB.

“Art. 10. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo
território pretende estabelecer o seu domicílio profissional, na forma do regulamento geral.

§ 1º Considera-se domicílio profissional a sede principal da atividade de advocacia,


prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do advogado.

§ 2º Além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos


Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão considerando-se
habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco causas por ano.

§ 3º No caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa,


deve o advogado requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional
correspondente.

§ 4º O Conselho Seccional deve suspender o pedido de transferência ou de inscrição


suplementar, ao verificar a existência de vício ou ilegalidade na inscrição principal, contra
ela representando ao Conselho Federal.”

Exame XVIII OAB – Fernanda, estudante do 8º período de Direito, requereu inscrição junto à
Seccional da OAB do estado onde reside. A inscrição foi indeferida, em razão de Fernanda ser
serventuária do Tribunal de Justiça do estado. Fernanda recorreu da decisão, alegando que
preenche todos os requisitos exigidos em lei para a inscrição de estagiário e que o exercício
de cargo incompatível com a advocacia não impede a inscrição do estudante de Direito como
estagiário.

Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de estagiário de Fernanda?


(A) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a advocacia e não com a realização de
estágio.

(B) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o exercício da advocacia também
devem ser observadas quando do requerimento de inscrição de estagiário.

(C) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não é incompatível com a
advocacia, menos ainda com a realização de estágio.

(D) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de Direito podem requerer
inscrição como estagiários.

O estagiário que exerce atividade incompatível não pode requerer a sua inscrição como
estagiário junto a OAB.

Exame XXIV OAB – O advogado Gennaro exerce suas atividades em sociedade de prestação
de serviços de advocacia, sediada na capital paulista. Todas as demandas patrocinadas por
Gennaro tramitam perante juízos com competência em São Paulo. Todavia, recentemente, a
esposa de Gennaro obteve trabalho no Rio de Janeiro.

Após buscarem a melhor solução, o casal resolveu que fixaria sua residência, com ânimo
definitivo, na capital fluminense, cabendo a Gennaro continuar exercendo as mesmas
funções no escritório de São Paulo. Nos dias em que não tem atividades profissionais, o
advogado, valendo-se da ponte área, retorna ao domicílio do casal no Rio de Janeiro.

Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.

(A) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a transferência de sua
inscrição principal como advogado para o Conselho Seccional do Rio de Janeiro.

(B) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar
como advogado junto ao Conselho Seccional do Rio de Janeiro.

(C) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que Gennaro requeira a inscrição suplementar
como advogado junto ao Conselho Federal da OAB.

(D) O Estatuto da Advocacia e da OAB não impõe que Gennaro requeira a transferência de
sua inscrição principal ou requeira inscrição suplementar.

O art. 10 diz que a inscrição deve ser no domicílio que o advogado exerça a sua
atividade principal.

Art. 10, § 2º - se o advogado tem causa em SP, BH, Vitoria, RJ, se atua em várias
cidades, em Estados diferentes, terá que abrir inscrição suplementar caso tenha mais que 5
causas nas cidades localizadas em Estados diferentes. Se forem menos de 5 causas, não
precisará abrir inscrição suplementar.

O advogado que firmar o domicílio pessoal e profissional em um determinado local,


deverá solicitar a transferência da OAB.

Se houver qualquer vicio de legalidade na inscrição, faltar requisitos do art. 8º, a


transferência não poderá ser realizada.
“Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que:

I - assim o requerer;

II - sofrer penalidade de exclusão;

III - falecer;

IV - passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia;

V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.

§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser promovido,
de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa.

§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição


anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º.

§ 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição também deve ser
acompanhado de provas de reabilitação.”

Trata das hipóteses de cancelamento.

Art. 12 trata das hipóteses de licença:

“Art. 12. Licencia-se o profissional que:

I - assim o requerer, por motivo justificado;

II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da


advocacia;

III - sofrer doença mental considerada curável.”

A licença ocorre a pedido do advogado e vai ocorrer no caso de doença mental curável,
por motivo justificável ou se passar a exercer em caráter temporário atividade incompatível.
Não se trata de uma punição, mas sim ocorre a pedido do advogado.

Se o advogado pede licença e volta a exercer a profissão após o pedido ser concedido,
os atos praticados são nulos de pleno direito – art. 4º do Estatuto da OAB.

“Art. 13. O documento de identidade profissional, na forma prevista no regulamento geral, é


de uso obrigatório no exercício da atividade de advogado ou de estagiário e constitui prova
de identidade civil para todos os fins legais.

O documento de inscrição do advogado ou estagiário na OAB tem força de identidade


para todos os efeitos civis.

Art. 14. É obrigatória a indicação do nome e do número de inscrição em todos os


documentos assinados pelo advogado, no exercício de sua atividade.
Parágrafo único. É vedado anunciar ou divulgar qualquer atividade relacionada com o
exercício da advocacia ou o uso da expressão escritório de advocacia, sem indicação
expressa do nome e do número de inscrição dos advogados que o integrem ou o número de
registro da sociedade de advogados na OAB.”

Se ao advogado mencionar o nome do escritório, mas não colocar o nome e o número


da inscrição dos advogados que o compõem, haverá uma falha em relação ao exercício da
atividade advocatícias – deve conter o nome, o nome do advogado que integrem a sociedade e
o número da OAB.

Art. 8º da Resolução 2/2015:

“Art. 8º As disposições deste Código obrigam igualmente os órgãos de advocacia pública, e


advogados públicos, incluindo aqueles que ocupem posição de chefia e direção jurídica.

§ 1º O advogado público exercerá suas funções com independência técnica, contribuindo


para a solução ou redução de litigiosidade, sempre que possível.

§ 2º O advogado público, inclusive o que exerce cargo de chefia ou direção jurídica,


observará nas relações com os colegas, autoridades, servidores e o público em geral, o dever
de urbanidade, tratando a todos com respeito e consideração, ao mesmo tempo em que
preservará suas prerrogativas e o direito de receber igual tratamento das pessoas com as
quais se relacione.”

Art. 3º do Estatuto da OAB – necessidade de que o advogado esteja inscrito na OAB, também
exigido para aqueles que exercerem a advocacia pública.

VÍDEO 04 – PROF. ARTHUR ROLLO – 12/01/2021

SOCIEDADE DE ADVOGADOS, ADVOGADOS EMPREGADOS E DAS RELAÇÕES DOS


ADVOGADOS COM AS DEMAIS PESSOAS

Em relação a sociedade de advogados, a mesma deverá ser composta apenas por


advogados regularmente inscritos na OAB. A sociedade de advogados não se confunde com a
figura de seus integrantes – alguns atos serão praticados pela sociedade e alguns apenas pelos
advogados (p. ex. contrato de prestação de serviços advocatícios e de honorários poderá ser
exercido pela sociedade, mas o mandado judicial, a outorga da procuração deverá ser feita
pelos advogados).

Art. 15 e seguintes do Estatuto da OAB.

“Art. 15.   Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de


advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e
no regulamento geral.                   

Pode ter uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal, de um só


advogado.

Para que adquiram a personalidade jurídica precisam ter o registro aprovado no


conselho seccional na base territorial da sede. No caso das sociedades de advogados que
tenham várias filiais em vários Estados, é necessário que haja a inscrição suplementar dos
sócios quando houver mais de 5 causas.

As procurações são outorgadas individualmente aos advogados, mas indicam a


sociedade da qual faz parte.

A responsabilidade do advogado é subsidiaria e ilimitadamente pelos danos causados


aos seus clientes por culpa ou dolo.

§ 1º A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia adquirem


personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho
Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede.                   

§ 2º  Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de advocacia o Código de


Ética e Disciplina, no que couber.                   

§ 3º As procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e indicar a


sociedade de que façam parte.

§ 4º  Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais
de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade
de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área
territorial do respectivo Conselho Seccional.                   

O advogado não pode integrar outros escritórios na mesma base territorial. 

§ 5º  O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado
no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade
unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar. 

O ato da constituição da filial deve ser averbado no registro da sociedade – sede, abre
a filial, averba no registro da sociedade e registra também a filial na base territorial do
conselho seccional respectivo.

§ 6º Os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não podem representar em


juízo clientes de interesses opostos.

Os advogados de uma mesma sociedade não podem estar divididos em duas partes do
processo (um advogado do autor e um advogado do réu). Ocorrerá conflito de interesses.

§ 7º  A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado


das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram
tal concentração.                       

Uma sociedade de advogados pode ser transformada em uma sociedade unipessoal.

“Art. 16.   Não são admitidas a registro nem podem funcionar todas as espécies de
sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade
empresária, que adotem denominação de fantasia, que realizem atividades estranhas à
advocacia, que incluam como sócio ou titular de sociedade unipessoal de advocacia pessoa
não inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar.       

Quem está proibido de advogar, assim como aquele que não está inscrito na OAB não
poderá integrar sociedade de advogados.

O local que o advogado exerce advocacia deverá ser distinto daquele que exerce
corretagem, por exemplo – não se pode misturar.

§ 1º A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado
responsável pela sociedade, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que prevista tal
possibilidade no ato constitutivo.

A razão social da sociedade de advogados deve conter o nome de um dos advogados


associados.

§ 2º O licenciamento do sócio para exercer atividade incompatível com a advocacia em


caráter temporário deve ser averbado no registro da sociedade, não alterando sua
constituição.

Se um advogado entra no TJ pelo quinto constitucional, deixa de ser advogado e passa


a ser desembargador, então deve deixar a advocacia por ser um exercício de atividade
incompatível. Caso seja temporário, averba-se o licenciamento no registro da sociedade, que
não muda a constituição.

§ 3º É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas
comerciais, de sociedade que inclua, entre outras finalidades, a atividade de advocacia.

Sociedade de advogados – só aprovação do ato constitutivo do Conselho Seccional da


OAB da Base Territorial, proibido o registro na Junta Comercial e no Registro de PJ.

§ 4º  A denominação da sociedade unipessoal de advocacia deve ser obrigatoriamente


formada pelo nome do seu titular, completo ou parcial, com a expressão ‘Sociedade
Individual de Advocacia’.

Sociedade unipessoal – não precisa colocar o nome completo, mas deve conter
“sociedade unipessoal de advocacia”.

“Art. 17.   Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de advocacia


respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos clientes por ação ou
omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que
possam incorrer.                       
Quando a sociedade de advogados causa danos ao cliente, o advogado e a sociedade
respondem. A sociedade pode ser punida por faltas éticas, assim como o advogado.

A sociedade não se confunde com o advogado.

“Art. 18. A relação de emprego, na qualidade de advogado, não retira a isenção técnica nem
reduz a independência profissional inerentes à advocacia.

Parágrafo único. O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços


profissionais de interesse pessoal dos empregadores, fora da relação de emprego.”

O fato de o advogado ser empregado, não significa que fará tudo o que mandarem –
tem autonomia técnica para fazer, não é obrigado, não tem que se submeter ao patrão. Deve
observar a lei e a ética profissional. O advogado não está obrigado a advogar para familiares do
contratado, por exemplo.

“Art. 19. O salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença normativa,
salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

Não existe piso do advogado empresário, apenas no DF.

“Art. 20. A jornada de trabalho do advogado empregado, no exercício da profissão, não


poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais,
salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva.

§ 1º Para efeitos deste artigo, considera-se como período de trabalho o tempo em que o
advogado estiver à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, no seu
escritório ou em atividades externas, sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com
transporte, hospedagem e alimentação.

O advogado pode trabalhar home office. Existe a possibilidade de jornada por 4 horas,
mas fica ressalvada a dedicação exclusiva, prevista no contrato de trabalho do advogado, onde
ele se dedicará apenas aquela causa.

§ 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um


adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal, mesmo havendo
contrato escrito.

§ 3º As horas trabalhadas no período das vinte horas de um dia até as cinco horas do dia
seguinte são remuneradas como noturnas, acrescidas do adicional de vinte e cinco por
cento.”

“Art. 21. Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os
honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados.
Honorários de sucumbência são, em regra, do advogado. No caso de advogado
público, os honorários sucumbenciais vão para um fundo e são rateados entre todos os
advogados daquela sociedade de advogados.

Parágrafo único. Os honorários de sucumbência, percebidos por advogado empregado de


sociedade de advogados são partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida
em acordo.”

O advogado tem o dever de urbanidade em relação a todas as pessoas, deve ser


educado. Não pode agir com excesso, que serão punidos embora tenha imunidade para atuar
– não pode ofender o juiz.

VÍDEO 05 – PROF. CLILTON GUIMARÃES – 13/01/2021

INVIOLABILIDADE E DEVER DE SIGILO

Sigilo profissional na advocacia.

O Estatuto da OAB é a bíblia para o advogado.

O art. 31 do Estatuto da OAB convoca os advogados a se comportarem de maneira a


promover o engrandecimento da advocacia, da atividade do advogado na sociedade brasileira.

“Art. 31. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que
contribua para o prestígio da classe e da advocacia.

§ 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer


circunstância.

§ 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer


em impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão.”

O art. 33 do Estatuto da OAB impõe que todos os advogados cumpram efetivamente o


Código de Ética.

“Art. 33. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres consignados no Código


de Ética e Disciplina.

Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do advogado para com a
comunidade, o cliente, o outro profissional e, ainda, a publicidade, a recusa do patrocínio, o
dever de assistência jurídica, o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos
disciplinares.”

Inviolabilidade do advogado no exercício de sua atividade é elemento essencial a


advocacia.

O art. 2º do Estatuto da OAB – elementos imprescindíveis para o exercício da


advocacia, são normas imprescindíveis.
“Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.

§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social.

§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão favorável ao seu


constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público.

§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, nos


limites desta lei.”

A advocacia é indispensável ao funcionamento da justiça.

A inviolabilidade é indispensável a advocacia.

A função social é indispensável a advocacia.

A independência do advogado é indispensável a advocacia.

Intuitivamente, já se sabe que a inviolabilidade é o mesmo que


intangibilidade/intocabilidade, o advogado é intocável no exercício da sua atividade
profissional na advocacia – é uma prerrogativa e um ônus ao advogado. É uma prerrogativa a
fim de ninguém possa interferir no exercício da atividade de modo a cerceá-la de alguma
forma, a advocacia é essencial à justiça.

A inviolabilidade recai sobre um dado fundamental, o sigilo das informações que o


advogado porta como tal, protege o sigilo das informações que o advogado recebe.

A inviolabilidade do advogado, dos instrumentos e dos meios acaba recaindo sobre o


sigilo das informações entregues ao advogado para que possa exercer a sua atividade.

O advogado, ao exercer a atividade, está em exercício de um mandato, a sua atribuição


é a de representação de interesses de terceiros. O mandato, espécie de contrato celebrado em
confiança, é uma relação baseada em boa-fé objetiva (a base de confiança e lealdade).

A lei é cautelosa em relação a esse sigilo, preparam a uma leitura do Código de Ética.

Art. 35 do Código de Ética:

“Art. 35. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome conhecimento no
exercício da profissão.

Parágrafo único. O sigilo profissional abrange os fatos de que o advogado tenha tido
conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil.”

“Art. 36. O sigilo profissional é de ordem pública, independendo de solicitação de reserva


que lhe seja feita pelo cliente.

§ 1º Presumem-se confidenciais as comunicações de qualquer natureza entre advogado e


cliente.

§ 2º O advogado, quando no exercício das funções de mediador, conciliador e árbitro, se


submete às regras de sigilo profissional.”

Sigilo significa impedimento a comunicação a terceiros das informações chegadas ao


profissional da advocacia, que sejam imprescindíveis ao exercício de sua atividade.
A questão do sigilo profissional é matéria de ordem pública, por isso o Código de Ética
diz que independentemente de o cliente pedir sigilo, o advogado, por força de lei, deve manter
o sigilo, sem transferir qualquer tipo de informação.

Por que o sigilo é matéria de ordem pública? É matéria de ordem pública pois o sigilo é
imprescindível a possibilidade da ampla defesa ou defesa eficaz do cliente em juízo (direito
fundamental a ampla defesa – direito de todos) e resguarda direitos fundamentais do cliente.
Esses dois motivos justificam o fato de o dever ser de ordem pública.

O sigilo deve resguardar confidencias de clientes, confidencias de um dos adversários,


confidencias de colegas, existem uma serie de situações acobertadas por esse sigilo.

O sigilo pode ser quebrado justificadamente?

Desenvolvimento tecnológico dos meios de investigação a disposição. O juiz pode


determinar que a inviolabilidade do advogado seja quebrada a fim de que ele alcance
informações que lhe tenham sido dadas pelo cliente?

Ex. busca e apreensão no escritório de advocacia do notebook do advogado ou sigilo telefone


a fim de que se alcance as informações entre advogados e clientes – não é permitido – art. 7º
do Estatuto da OAB.

A legislação não admite a quebra do sigilo. A inviolabilidade não alcança só o


advogado, mas sim todos os instrumentos que utiliza para o exercício da profissão.

O STF diz que só é legitima a busca e apreensão em escritório de advogado quando o


próprio advogado for suspeito da prática de crime.

O sigilo é um dever ético do advogado. Caso o advogado viole esse dever, pratica um
crime previsto no Código Penal no art. 154 e uma infração ética prevista no art. 34 do Estatuto
da OAB.

“Art. 37. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que configurem
justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvam
defesa própria.

Art. 38. O advogado não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial,


administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional.”

O advogado, para promover a sua segurança, pode trazer a juízo informações que
tenha recebido de cliente.

O advogado não pode estar em juízo para depor sobre fato que a ele tenha chegado
em razão de sua profissão – ex: alguém confessou a ele que cometeu um crime, não pode
afirmar em juízo que recebeu a informação.

VÍDEO 06 – PROF. ARTHUR ROLLO – 13/01/2021

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

Costuma cair em todas as provas da OAB – tema do dia a dia dos advogados.
O termo honorários veio como honraria pelo desempenho de uma atividade honrosa.
O termo atualmente diz respeito a remuneração de profissionais liberais.

Nos honorários advocatícios, existem previsão no CPC.

São 3 espécies de honorários advocatícios: contratados/convencionais (acordados


entre o advogado e cliente), arbitrados judicialmente (não existe contratação mediante
acordo de vontade entre advogado e cliente, o juiz arbitra) e sucumbenciais (devido pela parte
perdedora ao advogado da parte vencedora).

Determinadas causas em que existem os honorários advocatícios sucumbenciais,


existirá a cumulação dos honorários contratados e dos sucumbenciais, caso o advogado vença
a demanda. Em ações civis públicas não tem condenação por honorários sucumbenciais.

Duplicidade de honorários – uma coisa é o honorário contratado e o outro é o


sucumbencial.

No Estatuto da OAB os honorários advocatícios estão previstos no capítulo 6º, art. 22 a


art. 26.

“Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos
honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência.

Os honorários convencionados excluem os honorários arbitrados judicialmente – só


terá a necessidade de o juiz arbitrar os honorários quando o advogado e o cliente não entram
em acordo.

Os advogados devem fazer contratos por escrito com os seus clientes, que tem
natureza de título executivo extrajudicial.

§ 1º O advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no


caso de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito
aos honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da
OAB, e pagos pelo Estado.

A defensoria pública é encarregada de defender as pessoas carentes e, em quase todos


os Estados, não dá conta de defender a todos. Nesses casos, é firmado um contrato entre o
Estado e a OAB para designação de advogado para atuar nas causas em que houver
necessitados que não tiverem a assistência da Defensoria Pública.

§ 2º Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários são fixados por arbitramento


judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, não
podendo ser inferiores aos estabelecidos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da
OAB.

§ 3º Salvo estipulação em contrário, um terço dos honorários é devido no início do serviço,


outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final.

O contrato pode dispor de forma diversa, mas em regra os contratos de honorários são
conjugados junto ao contrato de prestação de serviços profissionais – honorários pró-labore (o
advogado recebe antes de começar a trabalhar), contratos de advocacia de risco etc.
§ 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o
mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos
diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar
que já os pagou.

O contrato de honorários advocatícios é considerado um título executivo extrajudicial


e, quando juntado antes da expedição de guia de levantamento, é possível expedir guia em
nome do cliente, já deduzidos os honorários e outra guia no nome do advogado – separação
do dinheiro do advogado e o dinheiro do cliente.

Se o advogado tem poderes de receber e dar quitação em nome do cliente, a guia de


levantamento pode ser expedida integralmente no nome do advogado, que pode fazer a
dedução quando repassar o dinheiro ao cliente, sempre prestando contas.

§ 5º O disposto neste artigo não se aplica quando se tratar de mandato outorgado por
advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão praticada no exercício da
profissão.

Quando tem um advogado defendendo outro advogado, o advogado da defesa não é


obrigado a cobrar do seu colega – é permitido o trabalho gratuito de colaboração, nas demais
hipóteses o advogado sempre deverá cobrar.

§ 6º O disposto neste artigo aplica-se aos honorários assistenciais, compreendidos como os


fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe em substituição processual,
sem prejuízo aos honorários convencionais.     

§ 7º  Os honorários convencionados com entidades de classe para atuação em substituição


processual poderão prever a faculdade de indicar os beneficiários que, ao optarem por
adquirir os direitos, assumirão as obrigações decorrentes do contrato originário a partir do
momento em que este foi celebrado, sem a necessidade de mais formalidades.     

Os honorários convencionados com entidade de classe, em substituição processual, os


sindicalizados, podem prever a faculdade de indicar os beneficiários.

“Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência,


pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte,
podendo requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor.       

Se o juiz fixar honorários sucumbenciais, estes pertencerão ao advogado – se na


contratação tiver disposição diversa, é permitido.

Se for precatório, os honorários têm caráter alimentar.


“Art. 24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os
estipular são títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata,
concurso de credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial.

§ 1º A execução dos honorários pode ser promovida nos mesmos autos da ação em que
tenha atuado o advogado, se assim lhe convier.

§ 2º Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de


sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus sucessores ou
representantes legais.

As vezes o cliente substitui o advogado quando o processo já está ganho – os


honorários sucumbenciais são do advogado que desempenharam o trabalho, se o primeiro
advogado fez 70% do trabalho, receberá esse percentual proporcionar. Se os advogados não
chegarem em um acordo, o Tribunal de Ética da OAB pode interferir.

§ 3º É nula qualquer disposição, cláusula, regulamento ou convenção individual ou coletiva


que retire do advogado o direito ao recebimento dos honorários de sucumbência. 

§ 4º O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo aquiescência do


profissional, não lhe prejudica os honorários, quer os convencionados, quer os concedidos
por sentença.”

Se depois da sentença houver um acordo entre o cliente e a outra parte, os honorários


não serão afetados, a não ser que o advogado tenha concordado.

“Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contado o
prazo:

I - do vencimento do contrato, se houver;

II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar;

III - da ultimação do serviço extrajudicial;

IV - da desistência ou transação;

V - da renúncia ou revogação do mandato.”

5 anos de prazo para cobrar os honorários.

“Art. 25-A.  Prescreve em cinco anos a ação de prestação de contas pelas quantias recebidas
pelo advogado de seu cliente, ou de terceiros por conta dele (art. 34, XXI).                   

Assim como o advogado tem o direito a receber os honorários, tem o dever de prestar
contas, o cliente tem 5 anos para entrar com ação.

“Art. 26. O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários
sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento.”
O advogado substabelecido não pode cobrar os honorários sem a intervenção do
advogado que conferiu o substabelecimento.

ADVOCACIA PRO BONO

Art. 30 do Código de Ética

“Art. 30. No exercício da advocacia pro bono, e ao atuar como defensor nomeado,
conveniado ou dativo, o advogado empregará o zelo e a dedicação habituais, de forma que
a parte por ele assistida se sinta amparada e confie no seu patrocínio.

O advogado, mesmo atuando pro bono, deve zelar pela qualidade do serviço prestado.

§ 1º Considera-se advocacia pro bono a prestação gratuita, eventual e voluntária de serviços


jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos, sempre
que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional.

É um serviço gratuito e não rotineiro. A advocacia pro bono só pode ser feita a pessoas
sem condições financeiras.

§ 2º A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais que, igualmente,
não dispuserem de recursos para, sem prejuízo do próprio sustento, contratar advogado.

O advogado se sensibiliza com a situação de uma pessoa carente e faz a advocacia pro
bono, deve ser eventual e excepcional.

§ 3º A advocacia pro bono não pode ser utilizada para fins político-partidários ou eleitorais,
nem beneficiar instituições que visem a tais objetivos, ou como instrumento de publicidade
para captação de clientela.”

A advocacia pro bono não pode ser para fins políticos e nem para captar clientes, são
questões vedadas.

“Art. 48. A prestação de serviços profissionais por advogado, individualmente ou integrado


em sociedades, será contratada, preferentemente, por escrito.

§ 1º O contrato de prestação de serviços de advocacia não exige forma especial, devendo


estabelecer, porém, com clareza e precisão, o seu objeto, os honorários ajustados, a forma
de pagamento, a extensão do patrocínio, esclarecendo se este abrangerá todos os atos do
processo ou limitar-se-á a determinado grau de jurisdição, além de dispor sobre a hipótese
de a causa encerrar-se mediante transação ou acordo.

§ 2º A compensação de créditos, pelo advogado, de importâncias devidas ao cliente,


somente será admissível quando o contrato de prestação de serviços a autorizar ou quando
houver autorização especial do cliente para esse fim, por este firmada.
O advogado recebe o dinheiro e repassa ao cliente, sempre prestando contas.

§ 3º O contrato de prestação de serviços poderá dispor sobre a forma de contratação de


profissionais para serviços auxiliares, bem como sobre o pagamento de custas e
emolumentos, os quais, na ausência de disposição em contrário, presumem-se devam ser
atendidos pelo cliente. Caso o contrato preveja que o advogado antecipe tais despesas, ser-
lhe-á lícito reter o respectivo valor atualizado, no ato de prestação de contas, mediante
comprovação documental.

As vezes o cliente não tem dinheiro para arcar com as custas do processo, podendo o
contrato de honorários prever que o advogado adianta e depois é reembolsado.

§ 4º As disposições deste capítulo aplicam-se à mediação, à conciliação, à arbitragem ou a


qualquer outro método adequado de solução dos conflitos.

O advogado não fica só nas demandas litigiosas, também cuida da mediação e


conciliação de conflitos, sendo os honorários devidos nesse caso.

§ 5º É vedada, em qualquer hipótese, a diminuição dos honorários contratados em


decorrência da solução do litígio por qualquer mecanismo adequado de solução
extrajudicial.

§ 6º Deverá o advogado observar o valor mínimo da Tabela de Honorários instituída pelo


respectivo Conselho Seccional onde for realizado o serviço, inclusive aquele referente às
diligências, sob pena de caracterizar-se aviltamento de honorários.

O advogado nunca pode cobrar menos do que a tabela de honorários da OAB.

§ 7º O advogado promoverá, preferentemente, de forma destacada a execução dos


honorários contratuais ou sucumbenciais.”

Pacto cota litis – contrato de risco entre o advogado e o cliente, onde o advogado só
receberá um percentual (normalmente em torno de 30%) se ganhar a causa. O valor nunca
poderá ser superior ao recebido pelo cliente.

VÍDEO 07 – PROF. PRISCILA SILVEIRA – 13/01/2021

PUBLICIDADE PROFISSIONAL E INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS NO EXERCÍCIO DA


ADVOCACIA

Os advogados exercem garantias para que haja equilíbrio dentro de uma relação
processual.
O advogado, por ser imprescindível a administração da justiça, deve fazer uso da
publicidade com moderação, discretamente.

Dentro de um preceito de um ato de publicidade, o advogado deve se ater a finalidade


de informar ao público, não pode ser de forma apelativa. Pode divulgar que o julgamento foi
procedente de forma discreta, não pode se utilizar disso para captar clientes.

Não se pode fazer a divulgação do escritório e da atividade de advogado cumulada


com outra profissão por conta da captação de clientela.

O Estatuto da OAB estabelece que o advogado pode anunciar o seu serviço de


qualquer forma, individualmente e com discrição.

“Art. 39. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve
primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou
mercantilização da profissão.”

“Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a
diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:

I - a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;

II - o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;

III - as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público;

IV - a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a


indicação de vínculos entre uns e outras;

V - o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos


literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de
eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias
pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;

VI - a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de


publicidade, com o intuito de captação de clientela.

Parágrafo único. Exclusivamente para fins de identificação dos escritórios de advocacia, é


permitida a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas fachadas, desde que
respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39.”

Art. 29 do Código de Ética

“Art. 29. O advogado que se valer do concurso de colegas na prestação de serviços


advocatícios, seja em caráter individual, seja no âmbito de sociedade de advogados ou de
empresa ou entidade em que trabalhe, dispensar-lhes-á tratamento condigno, que não os
torne subalternos seus nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração
incompatível com a natureza do trabalho profissional ou inferior ao mínimo fixado pela
Tabela de Honorários que for aplicável.
Parágrafo único. Quando o aviltamento de honorários for praticado por empresas ou
entidades públicas ou privadas, os advogados responsáveis pelo respectivo departamento ou
gerência jurídica serão instados a corrigir o abuso, inclusive intervindo junto aos demais
órgãos competentes e com poder de decisão da pessoa jurídica de que se trate, sem prejuízo
das providências que a Ordem dos Advogados do Brasil possa adotar com o mesmo
objetivo.”

No anúncio pode conter o nome completo do advogado, o número da inscrição da


OAB, pode se fazer referência a título e qualificações profissionais, o expediente, os contatos,
só não pode mencionar qualquer outro cargo para captar clientes. No anúncio dos escritórios
de advocacia ou sociedade de advogados deve conter o número de registro.

Não se pode atuar em uma atividade comercial, mas sim em busca da justiça.

Na divulgação do escritório pode se colocar a área do direito que atua, assim como o
ramo de atividade que exerce.

Art. 30 - É permitido a utilização de placas para divulgação do escritório, devendo


conter o nome do advogado e o número da OAB. É vedada a utilização de outdoors e divulgar
a advocacia com outra atividade.

Não pode ter fotografias, figuras, apenas símbolos compatíveis com a advocacia.

Art. 31 - Não se pode utilizar remessa de correspondência sem comunicar a instalação,


apenas para comunicar a mudança de endereço – mala direta.

Não se pode falar em valores na propaganda. Existe uma tabela emitida pela OAB com
os valores, que deve ser seguida. O serviço pro bono pode ser feito, mas não se pode na
publicidade informar formas de pagamento.

A OAB veda que o advogado faça atendimento jurídico de forma gratuita de qualquer
forma, restringindo esse serviço para que o advogado não se valha da captação de clientela.

O advogado deve utilizar as palavras em português na sua publicidade, poderá utilizar


palavras em outra língua, mas sempre com tradução para facilitar o entendimento daquele
que irá contratar.

“Art. 43. O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio,


de entrevista na imprensa, de reportagem televisionada ou veiculada por qualquer outro
meio, para manifestação profissional, deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos,
educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, vedados
pronunciamentos sobre métodos de trabalho usados por seus colegas de profissão.

Parágrafo único. Quando convidado para manifestação pública, por qualquer modo e forma,
visando ao esclarecimento de tema jurídico de interesse geral, deve o advogado evitar
insinuações com o sentido de promoção pessoal ou profissional, bem como o debate de
caráter sensacionalista.”

O advogado não pode ir a todo tempo em programas de televisão, não pode dar sua
opinião pessoal, apenas a profissional. Pode, mas desde que não seja habitual e se abstenha
de falar coisas que não sejam perguntadas, que tragam cunho pessoal.
Não pode, quando for convidado a manifestar preceitos públicos, se afastar do tema
jurídico, assim como fazer debate não ligado a preceito do tema.

Não se pode divulgar lista de clientes em razão da captação de clientela.

IMPEDIMENTOS E INCOMPATIBILIDADES

Quando tenho incompatibilidade, temos proibição, não se pode advogar e ser membro
do MP, por exemplo.

Quando tenho impedimentos, existe uma proibição parcial – atos nulos.

“Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades:

I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos


legais;

Não se pode exercer a advocacia se for chefe do executivo. É necessário optar entre
uma atividade ou outra.

II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos


de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os
que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração
pública direta e indireta;                 

III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta


ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de
serviço público;

IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do


Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro;

V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial


de qualquer natureza;

VI - militares de qualquer natureza, na ativa;

VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação


ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais;

VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive


privadas.

§ 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de


exercê-lo temporariamente.

§ 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão
relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da OAB, bem como a
administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico.”

Art. 30 - Professores podem advogar e exercer a magistratura.


São nulos os atos praticados por advogado suspenso.

VÍDEO 8 – PROF. PRICILA SILVEIRA – 16/01/2021

INFRAÇÕES DISCIPLINARES

Art. 34 a 43 do Estatuto da OAB.

“Art. 34. Constitui infração disciplinar:

I – exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu
exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos;

INCISO I – se o advogado está impedido temos que nos valer do impedimento do art. 30, ou
seja, imporá a ele uma infração disciplinar.

Se não é advogado e exerce a profissão, não existiria competência para punir essa
pessoa – se não tem OAB.

Está impedido ou auxilia que pessoas não escritas exercem a advocacia.

II – manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei;

INCISO II – anúncio de pretensa sociedade profissional, manter sociedade sem registro na


OAB, fora das normas exercidas legalmente.

Sociedade individual de advogados – quando existe mais de um deve registrar para


pagar tributação e a anuidade, que é diferente.

III – valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber;

INCISO III – não pode se valer de anunciador de causas. EX: ficar na porta do INSS captando
clientes. Desdobramento de captação de clientela.

IV – angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros;

INCISO IV – não se pode pagar para pessoas distribuir cartões para que captem clientes na
porta do INSS, por exemplo. Deve se provar o dolo, utiliza-se do processo penal e depois do
processo civil.

V – assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não
tenha feito, ou em que não tenha        colaborado;

INCISO V – as pessoas utilizam advogado que tenha OAB para assinar petição feita por quem
não tem OAB.
VI – advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado
na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior;

INCISO VI – não se pode advogar contra literal disposição de lei, ou seja, se a lei fala que deve
ser feito de determinada forma, não se pode advogar contrariamente, sob pena de punição
disciplinar.

VII – violar, sem justa causa, sigilo profissional;

INCISO VII – não se pode violar sigilo profissional sem justa causa, ou seja, se existir justa causa
para resguardar a vida de alguém, pode. Sempre que houver motivo para que se possa excluir
a infração, que motive a possibilidade de violar o sigilo profissional, o Código de Ética permite
que, para evitar a violação, aconteça a infração.

VIII – estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência
do advogado contrário;

INCISO VIII – não se pode estabelecer entendimento com parte diversa sem autorização do
cliente e do advogado da outra parte. Acontece muito na esfera trabalhista, onde o advogado
faz o acordo sem informar ao cliente, que é prejudicado. É comum nos advogados que são da
mesma banca, que estabelecem acordo entre si.

IX – prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio;

INCISO IX – advogados que pegavam documentos dos clientes e passavam de dois anos para
pedir, deixavam de pedir no momento oportuno. O advogado também pode ser punido
civilmente.

X – acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em


que funcione;

INCISO X – o advogado deve ter comprometimento com o que faz pois, se der motivo a algum
tipo de nulidade do processo, responde penalmente, civilmente e de forma administrativa.

XI – abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da
renúncia;

INCISO XI – não pode advogar causa sem motivos antes de 10 dias da comunicação da
renúncia. Pode se renunciar por qualquer motivo, mas está obrigado no prazo de 10 dias sob
pena de incorrer nas penas administrativas.

XII – recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em
virtude de impossibilidade da Defensoria Pública;
INCISO XII – o advogado não pode se recusar a advogar na defensoria – ou aceita todos ou
recusa todos.

XIII – fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações forenses ou


relativas a causas pendentes;

INCISO XIII – violar a publicidade, incorre em infração ética e disciplinar.

XIV – deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como
de depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou
iludir o juiz da causa;

INCISO XIV – deslealdade.

XV – fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de


fato definido como crime;

INCISO XV – não pode imputar a outra pessoa um crime sem que haja autorização daquele que
o constituiu.

XVI – deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de


autoridade da Ordem, em matéria da competência desta, depois de regularmente
notificado;

INCISO XVI – não pode deixar de cumprir prazo.

XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou
destinado a fraudá-la;

INCISO XVII – não pode dar atendimento jurídico a clientes contrários aos preceitos
normativos ou tentar fraudá-la.

XVIII – solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou


desonesta;

INCISO XVIII - não se pode pedir qualquer importância ilícita.

Viola preceito ético disciplinar.

XIX – receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados com o objeto do


mandato, sem expressa autorização do constituinte;

INCISO XIX – não se pode receber valores da parte contraria ou de terceiros referente a
objetos do mandato, sem autorização do constituinte.
XX – locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou
interposta pessoa;

INCISO XX – não se pode enriquecer às custas do cliente ou da parte contrária.

XXI – recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele


ou de terceiros por conta dele;

INCISO XXI – não se pode recusar a prestar contas ao cliente de valores recebidos por ele.

O advogado não pode pegar valor para abater de um serviço feito sem que haja a anuência de
seu cliente.

XXII – reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança;

INCISO XXII – não pode reter ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança.

O sujeito está há mais de anos com o processo e não devolve ao cartório – se recusar a
devolver pois foi perdido ou extraviado, incorrerá em infração ética disciplinar.

XXIII – deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços devidos à OAB, depois
de regularmente notificado a fazê-lo;

INCISO XXIII – não pode deixar de pagar a OAB – se é notificado e não paga, é infração
disciplinar.

XXIV – incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional;

INCISO XXIV – não pode praticar atos corriqueiros que decorrem em inépcia profissional.

XXV – manter conduta incompatível com a advocacia;

INCISO XXV – não pode manter conduta incompatível com a advocacia.

XXVI – fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB;

XXVII – tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia;

XXVIII – praticar crime infamante;

XXIX – praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação.

INCISO XXIX – o estagiário não pode exceder a sua habilitação – apenas auxilia o advogado,
não pode praticar atos da advocacia.
Parágrafo único. Inclui-se na conduta incompatível:

a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei;

b) incontinência pública e escandalosa;

c) embriaguez ou toxicomania habituais.”

PARÁGRAFO ÚNICO – também se incluem na conduta incompatível a prática de jogo de azar


não autorizada por lei, a incontinência publica escandalosa e a embriaguez ou toxicomania
habituais.

ESPÉCIES DE SANÇÃO: censura, suspensão, exclusão e multa.

SANÇÕES DISCIPLINARES.

“Art. 35. As sanções disciplinares consistem em:

I – censura;

II – suspensão;

III – exclusão;

IV – multa.

Parágrafo único. As sanções devem constar dos assentamentos do inscrito, após o trânsito
em julgado da decisão, não podendo ser objeto de publicidade a de censura.”

Só se pode fazer esses apontamentos depois que a decisão transitar em julgado – o advogado
pode recorrer ao conselho estadual ou federal sobre as decisões publicadas pelos tribunais de
ética e disciplina.

A questão da publicidade – não se pode dar conhecimento a respeito das infrações, todo
processo disciplinar é sigiloso.

“Art. 36. A censura é aplicável nos casos de:

I – infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34;

II – violação a preceito do Código de Ética e Disciplina;

III – violação a preceito desta lei, quando para a infração não se tenha estabelecido sanção
mais grave.

Parágrafo único. A censura pode ser convertida em advertência, em ofício reservado, sem
registro nos assentamentos do inscrito, quando presente circunstância atenuante.”

A censura não vai ser mostrada, se coloca o apontamento, mas nunca será considerada
uma sanção que imporá reincidência. Seria uma advertência, atividade incompatível com a
OAB, por exemplo.

Será censurado quando violar o Código de Ética.

Terá a pena de censura, que é a mais branda para nós, no inciso III.

“Art. 37. A suspensão é aplicável nos casos de:


I – infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34;

II – reincidência em infração disciplinar.

1º A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o


território nacional, pelo prazo de trinta dias a doze meses, de acordo com os critérios de
individualização previstos neste capítulo.

2º Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. 34, a suspensão perdura até que satisfaça
integralmente a dívida, inclusive com correção monetária.

3º Na hipótese do inciso XXIV do art. 34, a suspensão perdura até que preste novas provas
de habilitação.”

A suspensão é uma pena mais gravosa, o advogado não pode exercer as atividades.

Nas infrações dos incisos XVII a XXV do art. 34 existe a necessidade de aplicar a
suspensão obrigatoriamente, assim como quando o advogado pro reincidente.

A censura não restringe direitos, deixa o advogado trabalhar, mas se coloca algo no
apontamento dele, a suspensão sim pois impede que o advogado exerça a profissão em
nenhum estado do território.

Prazo de 30 dias a 12 meses – quando punia, usava individualização da pena do


advogado.

Quando tem a ver com o dinheiro, a suspensão dura até o pagamento integral da
dívida, com correção monetária.

O advogado tem que dar provas de que pode voltar a estar habilitado.

“Art. 38. A exclusão é aplicável nos casos de:

I – aplicação, por três vezes, de suspensão;

II – infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34.

Parágrafo único. Para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão, é necessária a


manifestação favorável de dois terços dos membros do Conselho Seccional competente.”

O Tribunal não pode excluir nenhum advogado, mas movimentar o processo para dar
para o Conselho excluir.

O advogado, para ser excluído, deverá ter a aplicação de suspensão por 3x e cometido
as infrações previstas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34.

CAI MTO NA OAB – se a exclusão for aplicada, é necessário a manifestação favorável de 2/3
dos Membros do Conselho Seccional competente – coloca em votação no plenário do
Conselho Seccional para que se possa, diante da anuência de 2/3, dar andamento ao
processo de exclusão.

“Art. 40. Na aplicação das sanções disciplinares, são consideradas, para fins de atenuação,
as seguintes circunstâncias, entre outras:

I – falta cometida na defesa de prerrogativa profissional;


II – ausência de punição disciplinar anterior;

III – exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em qualquer órgão da OAB;

IV – prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública.

Parágrafo único. Os antecedentes profissionais do inscrito, as atenuantes, o grau de culpa


por ele revelada, as circunstâncias e as conseqüências da infração são considerados para o
fim de decidir:

a) sobre a conveniência da aplicação cumulativa da multa e de outra sanção disciplinar;

b) sobre o tempo de suspensão e o valor da multa aplicáveis.”

O artigo trata das atenuantes.

Toda vez que alguém for processado por ter cometido uma falta para defender de
prerrogativa, se não tinha punição disciplinar anterior, se era advogado assíduo na OAB e se
prestou serviços relevantes a advocacia, tem a atenuação.

“Art. 43. A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve em cinco anos,
contados da data da constatação oficial do fato.

1º Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais de três anos,
pendente de despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de ofício, ou a requerimento
da parte interessada, sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela
paralisação.

2º A prescrição interrompe-se:

I – pela instauração de processo disciplinar ou pela notificação válida feita diretamente ao


representado;

II – pela decisão condenatória recorrível de qualquer órgão julgador da OAB.”

Prescrição da pretensão punitiva.

VÍDEO 09 – PROF. GILBERTO CARLOS MAISTRO JUNIOR – 18/01/2021

DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL: DOS FINS E DA ORGANIZAÇÃO, DO CONSELHO


FEDERAL E DO CONSELHO SECCIONAL. DAS RECEITAS

Art. 44 a 59 do Estatuto da OAB (Lei 8.906/94).

Art. 44 a 54 e art. 55 a 114 do Regulamento Geral.

Fazer a leitura como estudo complementar.

“Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), serviço público, dotada de personalidade
jurídica e forma federativa, tem por finalidade:

I - defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos


humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da
justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas;
II - promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos
advogados em toda a República Federativa do Brasil.

§ 1º A OAB não mantém com órgãos da Administração Pública qualquer vínculo funcional ou
hierárquico.

§ 2º O uso da sigla OAB é privativo da Ordem dos Advogados do Brasil.”

O art. 44 do Estatuto da OAB traz que a Ordem dos Advogados do Brasil desempenha
um serviço público, é dotada de personalidade jurídica própria e tem a forma federativa.

“Art. 45. São órgãos da OAB:

I - o Conselho Federal;

II - os Conselhos Seccionais;

III - as Subseções;

IV - as Caixas de Assistência dos Advogados.

§ 1º O Conselho Federal, dotado de personalidade jurídica própria, com sede na capital da


República, é o órgão supremo da OAB.

§ 2º Os Conselhos Seccionais, dotados de personalidade jurídica própria, têm jurisdição sobre


os respectivos territórios dos Estados-membros, do Distrito Federal e dos Territórios.

§ 3º As Subseções são partes autônomas do Conselho Seccional, na forma desta lei e de seu
ato constitutivo.

§ 4º As Caixas de Assistência dos Advogados, dotadas de personalidade jurídica própria, são


criadas pelos Conselhos Seccionais, quando estes contarem com mais de mil e quinhentos
inscritos.

§ 5º A OAB, por constituir serviço público, goza de imunidade tributária total em relação a
seus bens, rendas e serviços.

Por exercer um serviço público, por ter essa característica, a Ordem dos Advogados é
beneficiada com imunidade tributária total. Deve obter receitas para prestar o serviço de
maneira condizente, para sua manutenção.

  § 6º Os atos, as notificações e as decisões dos órgãos da OAB, salvo quando reservados ou


de administração interna, serão publicados no Diário Eletrônico da Ordem dos Advogados do
Brasil, a ser disponibilizado na internet, podendo ser afixados no fórum local, na íntegra ou
em resumo.                 

“Art. 46. Compete à OAB fixar e cobrar, de seus inscritos, contribuições, preços de serviços e
multas.

A ordem dos advogados pode fixar e cobrar dos inscritos contribuições, preços de
serviços e multas. Se o valor não for pago, pode exigir o valor em juízo, tem título executivo
extrajudicial.
Parágrafo único. Constitui título executivo extrajudicial a certidão passada pela diretoria do
Conselho competente, relativa a crédito previsto neste artigo.”

A ordem pode vir a executar esses créditos pois a certidão emitida servirá como título
executivo extrajudicial – devemos lembrar pois cai em prova.

O pagamento da contribuição anual a OAB isenta os escritos do pagamento da


contribuição obrigatória sindical – antes era Reforma Trabalhista era obrigatória, a isenção
tinha impacto prático mais forte.

Art. 55 do Regulamento Geral da OAB:

“Art. 55. Aos inscritos na OAB incumbe o pagamento das anuidades, contribuições, multas e
preços de serviços fixados pelo Conselho Seccional.

§ 1º As anuidades, contribuições, multas e preços de serviços previstos no caput deste artigo


serão fixados pelo Conselho Seccional, devendo seus valores ser comunicados ao Conselho
Federal até o dia 30 de novembro do ano anterior, salvo em ano eleitoral, quando serão
determinadas e comunicadas ao Conselho Federal até o dia 31 de janeiro do ano da posse,
podendo ser estabelecidos pagamentos em cotas periódicas.

§ 3º O edital a que se refere o caput do art. 128 deste Regulamento divulgará a possibilidade
de parcelamento e o número máximo de parcelas.”

Quem fixa anuidades, contribuições, multas e preços de serviços é o Conselho


Seccional da OAB. O Conselho Federal receberá a comunicação acerca desses valores.

Quem fixa os valores? Conselho Seccional, que deve comunicar o Conselho Federal até
30 de novembro – em ano eleitoral até 31 de janeiro do ano da posse.

“Art. 56. As receitas brutas mensais das anuidades, incluídas as eventuais atualizações
monetárias e juros, serão deduzidas em 60% (sessenta por cento) para seguinte destinação:

I – 10% (dez por cento) para o Conselho Federal;

II – 3% (três por cento) para o Fundo Cultural;

III – 2% (dois por cento) para o Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial dos
Advogados - FIDA, regulamentado em Provimento do Conselho Federal.

IV - 45% (quarenta e cinco por cento) para as despesas administrativas e manutenção do


Conselho Seccional.

§ 1º Os repasses das receitas previstas neste artigo efetuam-se em instituição financeira,


indicada pelo Conselho Federal em comum acordo com o Conselho Seccional, através de
compartilhamento obrigatório, automático e imediato, com destinação em conta corrente
específica deste, do Fundo Cultural, do Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial
dos Advogados - FIDA e da Caixa de Assistência dos Advogados, vedado o recebimento na
Tesouraria do Conselho Seccional, exceto quanto às receitas de preços e serviços, e
observados os termos do modelo aprovado pelo Diretor-Tesoureiro do Conselho Federal, sob
pena de aplicação do art. 54, VII, do Estatuto da Advocacia e da OAB.

§ 2º O Fundo Cultural será administrado pela Escola Superior de Advocacia, mediante


deliberação da Diretoria do Conselho Seccional.

§ 3º O Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial dos Advogados - FIDA será


administrado por um Conselho Gestor designado pela Diretoria do Conselho Federal. § 4º Os
Conselhos Seccionais elaborarão seus orçamentos anuais considerando o limite disposto no
inciso IV para manutenção da sua estrutura administrativa e das subseções, utilizando a
margem resultante para suplementação orçamentária do exercício, caso se faça necessária.
§ 5º Qualquer transferência de bens ou recursos de um Conselho Seccional a outro depende
de autorização do Conselho Federal.”

60% do que se arrecada das receitas brutas mensais, das anuidades, observarão o
seguinte rateio: 10% para o Conselho Federal, 3% para o Fundo Cultural, 2% para o Fundo de
integração e Desenvolvimento Assistencial dos Advogados (FIDA) e 45% para as despesas
administrativas e manutenção do Conselho Seccional.

Grande parte do percentual do rateio é destinado aos custeios do Conselho Seccional.

FINALIDADES DA OAB

Defender a Constituição Federal, a ordem jurídica do Estado democrático de direito,


os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida
administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.

Promover, com exclusividade, a representação, a defesa a seleção e a disciplina dos


advogados em toda a República Federativa do Brasil.

A ordem tem a finalidade de defender os direitos humanos, assim como buscar a


construção de uma sociedade livre, justa e solidária - art. 3º, inciso I da CF.

Art. 193 e 170 da CF – construção de uma sociedade marcada por justiça social.

Exclusividade – só a ordem defende, representa, seleciona e disciplina advogados em


toda a República Federativa do Brasil.

Somente a OAB pode utilizar tal sigla.

ARQUITETURA ORGANIZACIONAL DA OAB

Conselho Federal – dotado de personalidade jurídica própria, com sede na capital da


República, é o órgão supremo da OAB.

Conselho Seccionais – dotados de personalidade jurídica própria, tem jurisdição sobre os


respectivos territórios dos Estados-membros, do DF e dos Territórios.

São regionais, a jurisdição se dá no que acontece nos territórios dos estados membros
e DF.
Não podemos esquecer disso pois há diversas questões na OAB nas quais se
questionavam esses elementos.

Subseções – são partes autônomas do Conselho Seccional, na forma desta lei e de seu ato
constitutivo.

Estão dentro do Conselho Seccional, fazem parte de sua realidade, embora ostentem
autonomia.

Caixas de assistência dos advogados – dotadas de personalidade jurídica própria, são criadas
pelos Conselhos Seccionais, quando estes contarem com mais de mil e quinhentos inscritos.

Quem cria em SP é o Conselho Seccional.

Devem contar com mais de 1.500 inscritos.

CONSELHO FEDERAL

A diretoria do Conselho Federal é composta de um presidente, um vice-presidente, um


secretário-geral, um secretário-geral adjunto e um tesoureiro.

Nas deliberações do Conselho Federal, os membros da diretoria votam como membros


de suas delegações, cabendo ao presidente, apenas, o voto de qualidade (desempate) e o
direito de embargar a decisão, se esta não for unanime.

O presidente exerce a representação nacional e internacional da OAB, competindo-lhe


convocar o Conselho Federal, presidi-lo, representá-lo ativa ou passivamente, em juízo ou fora
dele, promover-lhe a administração patrimonial e dar execução às suas decisões.

O regulamento geral define as atribuições dos membros da diretoria e da ordem de


substituição em caso de vacância, licença, falta ou impedimento.

O Conselho Federal é composto dos conselheiros federais, integrantes das delegações


de cada unidade federativa e dos seus ex-presidentes, na qualidade de membros honorários
vitalícios.

Cada delegação é formada por três conselheiros federais.

Os ex-presidentes têm direito apenas a voz nas sessões – não de voto.

Os presidentes dos Conselhos Seccionais, nas sessões do Conselho Federal, têm lugar
reservado junto à delegação respectiva e direito somente a voz – não a voto.

O Conselho Federal tem sua estrutura e funcionamento definidos no Regulamento


geral da OAB.

O Presidente, nas deliberações do Conselho, tem apenas o voto de qualidade.

O voto dos conselheiros federais é tomado por delegação, não tem voto de cada um,
e não pode ser exercido nas matérias de interesse da unidade que represente.

Na eleição para a escolha da Diretoria do Conselho Federal, cada membro da


delegação tem direito a um voto, vedado aos membros honorários vitalícios.
VÍDEO 10 – PART. I – PROF. GILBERTO CARLOS MAISTRO JUNIOR – 18/01/2021

DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL: DO CONSELHO FEDERAL E DOS CONSELHOS


SECCIONAIS, DAS SUBSEÇÕES E DAS CAIXAS DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS. ELEIÇÕES.
HOMENAGENS E COMENDAS

COMPETE AO CONSELHO FEDERAL

Art. 54 do Estatuto da OAB:

“Art. 54. Compete ao Conselho Federal:

I - dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB;

II - representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados;

III - velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia;

IV - representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos


internacionais da advocacia;

V - editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os Provimentos que


julgar necessários;

VI - adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais;

VII - intervir nos Conselhos Seccionais, onde e quando constatar grave violação desta lei ou
do regulamento geral;

VIII - cassar ou modificar, de ofício ou mediante representação, qualquer ato, de órgão ou


autoridade da OAB, contrário a esta lei, ao regulamento geral, ao Código de Ética e
Disciplina, e aos Provimentos, ouvida a autoridade ou o órgão em causa;

IX - julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos Conselhos Seccionais, nos casos
previstos neste estatuto e no regulamento geral;

X - dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os respectivos símbolos


privativos;

XI - apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria;

XII - homologar ou mandar suprir relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos
Seccionais;

XIII - elaborar as listas constitucionalmente previstas, para o preenchimento dos cargos nos
tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual, com advogados que estejam em
pleno exercício da profissão, vedada a inclusão de nome de membro do próprio Conselho ou
de outro órgão da OAB;

XIV - ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos, ação
civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção e demais ações cuja
legitimação lhe seja outorgada por lei;
XV - colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos
pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou
credenciamento desses cursos;

XVI - autorizar, pela maioria absoluta das delegações, a oneração ou alienação de seus bens
imóveis;

XVII - participar de concursos públicos, nos casos previstos na Constituição e na lei, em todas
as suas fases, quando tiverem abrangência nacional ou interestadual;

XVIII - resolver os casos omissos neste estatuto.

Parágrafo único. A intervenção referida no inciso VII deste artigo depende de prévia
aprovação por dois terços das delegações, garantido o amplo direito de defesa do Conselho
Seccional respectivo, nomeando-se diretoria provisória para o prazo que se fixar.”

MEMORIZAR O ART. 54

A intervenção referida no inciso VII deste artigo depende de prévia aprovação por dois
terços das delegações, garantido o amplo direito de defesa do Conselho Seccional respectivo,
nomeando-se diretoria provisória para o prazo que se fixar.

O código de ética é editado pelo Conselho Federal.

Se houver, por parte do Conselho Seccional, algum tipo de violação ao que determina
o Estatuto da Advocacia ou Regulamento Geral, e essa infração for grave, é possível cogitar a
intervenção do Conselho Federal no Conselho Seccional. Não basta essa gravidade ser
constatada pelo conselho, existe quórum qualificado para que haja a aprovação da deliberação
para intervenção.

Competência recursal.

O Conselho Federal tem legitimidade para ajuizar ADI – inciso XIV. A OAB compete
zelar por todos os valores, se for necessidade ir a juízo tem legitimidade e deve fazê-lo.

Cabe a OAB a elaboração de listas para que sejam analisados os advogados listados
para compor os tribunais – elaborada pelo Conselho Federal.

A Ordem não tem atribuição, o poder de dizer que não serão abertos quaisquer cursos
jurídicos, tem o dever de opinar na busca de colaborar com a análise qualitativa. É uma
opinião, não uma função legal de deferir ou indeferir.

CONSELHO SECCIONAL

Compõe-se de conselheiros em numero proporcional ao de seus inscritos, segundo


critérios estabelecidos no regulamento geral.

São membros honorários vitalícios os seus ex-presidentes, somente com direito a voz
em suas sessões.
O Presidente do Instituto dos Advogados local é membro honorário, somente com
direito a voz nas sessões do Conselho.

Quando presentes às sessões do Conselho Seccional, o Presidente do Conselho


Federal, os Conselheiros Federais integrantes da respectiva delegação, o Presidente da Caixa
de Assistência dos Advogados e os Presidentes das Subseções, têm direito a voz.

O Conselho Seccional exerce e observa, no respectivo território, as competências,


vedações e funções atribuídas ao Conselho Federal, no que couber e no âmbito de sua
competência material e territorial, e as normas gerais estabelecidas nesta lei, no regulamento
geral, no Código de Ética e Disciplina, e nos Provimentos.

A diretoria do Conselho Seccional tem composição idêntica e atribuições equivalentes


às do Conselho Federal, na forma do regimento interno daquele.

O Conselho Seccional tem atuação restrita ao âmbito de um território menos


abrangente do que o Conselho Federal. A área territorial será a equivalente a um estado ou ao
DF.

Quando falamos de Conselho Seccional falamos de conselhos com área territorial


restrita.

As mesmas competências do Conselho Federal – adaptadas dentro da sua área


territorial.

“Art. 58. Compete privativamente ao Conselho Seccional:

I - editar seu regimento interno e resoluções;

II - criar as Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados;

III - julgar, em grau de recurso, as questões decididas por seu Presidente, por sua diretoria,
pelo Tribunal de Ética e Disciplina, pelas diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência
dos Advogados;

IV - fiscalizar a aplicação da receita, apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e


as contas de sua diretoria, das diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência dos
Advogados;

V - fixar a tabela de honorários, válida para todo o território estadual;

INCISO V – fixar tabela de honorários válida para todo território estadual. Os Estados
apresentam características diferentes, que exigem diferenças na justa remuneração a um
advogado.

VI - realizar o Exame de Ordem;

INCISO VI – realizar o exame de ordem, quem elabora é o Conselho Federal (o exame de


ordem é unificado atualmente).

VII - decidir os pedidos de inscrição nos quadros de advogados e estagiários;


VIII - manter cadastro de seus inscritos;

IX - fixar, alterar e receber contribuições obrigatórias, preços de serviços e multas;

X - participar da elaboração dos concursos públicos, em todas as suas fases, nos casos
previstos na Constituição e nas leis, no âmbito do seu território;

XI - determinar, com exclusividade, critérios para o traje dos advogados, no exercício


profissional;

XII - aprovar e modificar seu orçamento anual;

XIII - definir a composição e o funcionamento do Tribunal de Ética e Disciplina, e escolher


seus membros;

XIV - eleger as listas, constitucionalmente previstas, para preenchimento dos cargos nos
tribunais judiciários, no âmbito de sua competência e na forma do Provimento do Conselho
Federal, vedada a inclusão de membros do próprio Conselho e de qualquer órgão da OAB;

XV - intervir nas Subseções e na Caixa de Assistência dos Advogados;

XVI - desempenhar outras atribuições previstas no regulamento geral.”

Quem vota nas seções são os conselheiros.

Órgãos da OAB: Conselho Federal, Conselhos Seccionais, subseções e caixa de


assistência aos advogados (criada pelo Conselho Seccional).

Quem julga os recursos é o Conselho Seccional – se a decisão for dele e houver


previsão de recurso, a competência passa ao Conselho Federal.

Os atos conclusivos dos órgãos da OAB, salvo quando reservados ou de administração


interna, devem ser publicados na imprensa oficial ou afixados no fórum, na integra ou em
resumo.

“Art. 48. O cargo de conselheiro ou de membro de diretoria de órgão da OAB é de exercício


gratuito e obrigatório, considerado serviço público relevante, inclusive para fins de
disponibilidade e aposentadoria.”

Não há remuneração, é um serviço gratuito.

“Art. 49. Os Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB têm legitimidade para agir,
judicial e extrajudicialmente, contra qualquer pessoa que infringir as disposições ou os fins
desta lei.

Parágrafo único. As autoridades mencionadas no caput deste artigo têm, ainda,


legitimidade para intervir, inclusive como assistentes, nos inquéritos e processos em que
sejam indiciados, acusados ou ofendidos os inscritos na OAB.”

“Art. 50. Para os fins desta lei, os Presidentes dos Conselhos da OAB e das Subseções podem
requisitar cópias de peças de autos e documentos a qualquer tribunal, magistrado, cartório e
órgão da Administração Pública direta, indireta e fundacional.                     
SUBSEÇÃO

A Subseção pode ser criada pelo Conselho Seccional, que fixa sua área territorial e seus
limites de competência e autonomia.

§ 1º A área territorial da Subseção pode abranger um ou mais municípios, ou parte de


município, inclusive da capital do Estado, contando com um mínimo de quinze advogados, nela
profissionalmente domiciliados.

A Subseção é administrada por uma diretoria, com atribuições e composição


equivalentes às da diretoria do Conselho Seccional.

Havendo mais de cem advogados, a Subseção pode ser integrada, também, por um
conselho em número de membros fixado pelo Conselho Seccional.

Os quantitativos referidos nos §§ 1º e 3º deste artigo podem ser ampliados, na forma


do regimento interno do Conselho Seccional.

Cabe ao Conselho Seccional fixar, em seu orçamento, dotações específicas destinadas


à manutenção das Subseções.

O Conselho Seccional, mediante o voto de dois terços de seus membros, pode intervir
nas Subseções, onde constatar grave violação desta lei ou do regimento interno daquele.

VÍDEO 10 – PART. II – PROF. GILBERTO CARLOS MAISTRO – 19/01/2021

“Art. 61. Compete à Subseção, no âmbito de seu território:

I - dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB;

II - velar pela dignidade, independência e valorização da advocacia, e fazer valer as


prerrogativas do advogado;

III - representar a OAB perante os poderes constituídos;

IV - desempenhar as atribuições previstas no regulamento geral ou por delegação de


competência do Conselho Seccional.

Parágrafo único. Ao Conselho da Subseção, quando houver, compete exercer as funções e


atribuições do Conselho Seccional, na forma do regimento interno deste, e ainda:

a) editar seu regimento interno, a ser referendado pelo Conselho Seccional;

b) editar resoluções, no âmbito de sua competência;

c) instaurar e instruir processos disciplinares, para julgamento pelo Tribunal de Ética e


Disciplina;

d) receber pedido de inscrição nos quadros de advogado e estagiário, instruindo e emitindo


parecer prévio, para decisão do Conselho Seccional.”

Âmbito do território da subseção.

CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS


A Caixa de Assistência dos Advogados, com personalidade jurídica própria, destina-se a
prestar assistência aos inscritos no Conselho Seccional a que se vincule.

A Caixa é criada e adquire personalidade jurídica com a aprovação e registro de seu


estatuto pelo respectivo Conselho Seccional da OAB, na forma do regulamento geral.

A Caixa pode, em benefício dos advogados, promover a seguridade complementar.

Compete ao Conselho Seccional fixar contribuição obrigatória devida por seus


inscritos, destinada à manutenção do disposto no parágrafo anterior, incidente sobre atos
decorrentes do efetivo exercício da advocacia.

A diretoria da Caixa é composta de cinco membros, com atribuições definidas no seu


regimento interno.

Cabe à Caixa a metade da receita das anuidades recebidas pelo Conselho Seccional,
considerado o valor resultante após as deduções regulamentares obrigatórias.

Em caso de extinção ou desativação da Caixa, seu patrimônio se incorpora ao do


Conselho Seccional respectivo.

O Conselho Seccional, mediante voto de dois terços de seus membros, pode intervir na
Caixa de Assistência dos Advogados, no caso de descumprimento de suas finalidades,
designando diretoria provisória, enquanto durar a intervenção.

ELEIÇÕES, HOMENAGENS E COMENDAS

A eleição dos membros de todos os órgãos da OAB será realizada na segunda quinzena
do mês de novembro, do último ano do mandato, mediante cédula única e votação direta dos
advogados regularmente inscritos.

A eleição, na forma e segundo os critérios e procedimentos estabelecidos no


regulamento geral, é de comparecimento obrigatório para todos os advogados inscritos na
OAB.

O candidato deve comprovar situação regular perante a OAB, não ocupar cargo
exonerável ad nutum, não ter sido condenado por infração disciplinar, salvo reabilitação, e
exercer efetivamente a profissão há mais de 3 (três) anos, nas eleições para os cargos de
Conselheiro Seccional e das Subseções, quando houver, e há mais de 5 (cinco) anos, nas
eleições para os demais cargos.   

Consideram-se eleitos os candidatos integrantes da chapa que obtiver a maioria dos


votos válidos.

A chapa para o Conselho Seccional deve ser composta dos candidatos ao conselho e à
sua diretoria e, ainda, à delegação ao Conselho Federal e à Diretoria da Caixa de Assistência
dos Advogados para eleição conjunta.

A chapa para a Subseção deve ser composta com os candidatos à diretoria, e de seu
conselho quando houver.

O mandato em qualquer órgão da OAB é de três anos, iniciando-se em primeiro de


janeiro do ano seguinte ao da eleição, salvo o Conselho Federal.
Os conselheiros federais eleitos iniciam seus mandatos em primeiro de fevereiro do
ano seguinte ao da eleição.

Extingue-se o mandato automaticamente, antes do seu término, quando:

- ocorrer qualquer hipótese de cancelamento de inscrição ou de licenciamento do profissional;

- o titular sofrer condenação disciplinar;

- o titular faltar, sem motivo justificado, a três reuniões ordinárias consecutivas de cada órgão
deliberativo do conselho ou da diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos
Advogados, não podendo ser reconduzido no mesmo período de mandato.

Extinto qualquer mandato, nas hipóteses deste artigo, cabe ao Conselho Seccional
escolher o substituto, caso não haja suplente.

A eleição da Diretoria do Conselho Federal, que tomará posse no dia 1º de fevereiro,


obedecerá às seguintes regras:

Será admitido registro, junto ao Conselho Federal, de candidatura à presidência, desde


seis meses até um mês antes da eleição; o requerimento de registro deverá vir acompanhado
do apoiamento de, no mínimo, seis Conselhos Seccionais; até um mês antes das eleições,
deverá ser requerido o registro da chapa completa, sob pena de cancelamento da candidatura
respectiva; no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao da eleição, o Conselho Federal elegerá, em
reunião presidida pelo conselheiro mais antigo, por voto secreto e para mandato de 3 (três)
anos, sua diretoria, que tomará posse no dia seguinte; será considerada eleita a chapa que
obtiver maioria simples dos votos dos Conselheiros Federais, presente a metade mais 1 (um)
de seus membros.         

Com exceção do candidato a Presidente, os demais integrantes da chapa deverão ser


conselheiros federais eleitos.

“Art. 79. Aos servidores da OAB, aplica-se o regime trabalhista.                 

§ 1º Aos servidores da OAB, sujeitos ao regime da  Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990,
é concedido o direito de opção pelo regime trabalhista, no prazo de noventa dias a partir da
vigência desta lei, sendo assegurado aos optantes o pagamento de indenização, quando da
aposentadoria, correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração.

§ 2º Os servidores que não optarem pelo regime trabalhista serão posicionados no quadro
em extinção, assegurado o direito adquirido ao regime legal anterior.”

“Art. 85. O Instituto dos Advogados Brasileiros e as instituições a ele filiadas têm qualidade
para promover perante a OAB o que julgarem do interesse dos advogados em geral ou de
qualquer dos seus membros.”

“Art. 80. Os Conselhos Federal e Seccionais devem promover trienalmente as respectivas


Conferências, em data não coincidente com o ano eleitoral, e, periodicamente, reunião do
colégio de presidentes a eles vinculados, com finalidade consultiva.”

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS ADVOGADOS

Órgão máximo consultivo do Conselho Federal.


Art. 145 do Regulamento Geral:

“Art. 145. A Conferência Nacional dos Advogados é órgão consultivo máximo do Conselho
Federal, reunindo-se trienalmente, no segundo ano do mandato, tendo por objetivo o estudo
e o debate das questões e problemas que digam respeito às finalidades da OAB e ao
congraçamento dos advogados.

§ 1º As Conferências dos Advogados dos Estados e do Distrito Federal são órgãos consultivos
dos Conselhos Seccionais, reunindo-se trienalmente, no segundo ano do mandato.

§ 2º No primeiro ano do mandato do Conselho Federal ou do Conselho Seccional, decidem-se


a data, o local e o tema central da Conferência.

§ 3º As conclusões das Conferências têm caráter de recomendação aos Conselhos


correspondentes.”

Há cada três anos há a conferência dos advogados, acontece no segundo ano do


mandato, no primeiro já tem que ser definido local, tema central e data.

“Art. 146. São membros das Conferências:

I – efetivos: os Conselheiros e Presidentes dos órgãos da OAB presentes, os advogados e


estagiários inscritos na Conferência, todos com direito a voto;

II – convidados: as pessoas a quem a Comissão Organizadora conceder tal qualidade, sem


direito a voto, salvo se for advogado.

§ 1º Os convidados, expositores e membros dos órgãos da OAB têm identificação especial


durante a Conferência.

§ 2º Os estudantes de direito, mesmo inscritos como estagiários na OAB, são membros


ouvintes, escolhendo um porta-voz entre os presentes em cada sessão da Conferência.

Art. 147. A Conferência é dirigida por uma Comissão Organizadora, designada pelo
Presidente do Conselho, por ele presidida e integrada pelos membros da Diretoria e outros
convidados.

§ 1º O Presidente pode desdobrar a Comissão Organizadora em comissões específicas,


definindo suas composições e atribuições.

§ 2º Cabe à Comissão Organizadora definir a distribuição do temário, os nomes dos


expositores, a programação dos trabalhos, os serviços de apoio e infra-estrutura e o
regimento interno da Conferência.

Art. 148. Durante o funcionamento da Conferência, a Comissão Organizadora é


representada pelo Presidente, com poderes para cumprir a programação estabelecida e
decidir as questões ocorrentes e os casos omissos.

Art. 149. Os trabalhos da Conferência desenvolvem-se em sessões plenárias, painéis ou


outros modos de exposição ou atuação dos participantes.

§ 1º As sessões são dirigidas por um Presidente e um Relator, escolhidos pela Comissão


Organizadora.
§ 2º Quando as sessões se desenvolvem em forma de painéis, os expositores ocupam a
metade do tempo total e a outra metade é destinada aos debates e votação de propostas ou
conclusões pelos participantes.”

“Art. 151. Os órgãos da OAB não podem se manifestar sobre questões de natureza pessoal,
exceto em caso de homenagem a quem tenha prestado relevantes serviços à sociedade e à
advocacia.

Parágrafo único. As salas e dependências dos órgãos da OAB não podem receber nomes de
pessoas vivas ou inscrições estranhas às suas finalidades, respeitadas as situações já
existentes na data da publicação deste Regulamento Geral.

Art. 152. A “Medalha Rui Barbosa” é a comenda máxima conferida pelo Conselho Federal às
grandes personalidades da advocacia brasileira.

Parágrafo único. A Medalha só pode ser concedida uma vez, no prazo do mandato do
Conselho, e será entregue ao homenageado em sessão solene.

Art. 153. Os estatutos das Caixas criadas anteriormente ao advento do Estatuto serão a ele
adaptados e submetidos ao Conselho Seccional, no prazo de cento e vinte dias, contado da
publicação deste Regulamento Geral. Art. 154. Os Provimentos editados pelo Conselho
Federal complementam este Regulamento Geral, no que não sejam com ele
incompatíveis.155 Parágrafo único. Todas as matérias relacionadas à Ética do advogado, às
infrações e sanções disciplinares e ao processo disciplinar são regulamentadas pelo Código
de Ética e Disciplina”

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